11 de set de 2008

POR QUE OS SUBORDINADOS NUNCA FAZEM EXATAMENTE O QUE SE ESPERA DELES?

ABRAHAM SHAPIRO

Este é o título do livro que estou lendo agora. Não é lançamento. A 2a. edição data do ano 2.000. Mas o livro é muito bom. Ferdinand F. Fournies (Makron Books) tem um modo inteligente e forte de considerar situações reais com que todos nós convivemos dentro da empresa.

Divido com meus leitores alguns dos trechos da introdução do livro para conhecimento. Caso você deseje enviar-me sua interpretação após a leitura, ficarei grato em conhecê-la. Nosso e-mail para assuntos do blog é profissaoatitude@gmail.com . Vamos aos trechos do livro, em itálico :

/.../ Você já se perguntou: "Por que meus funcionários não fazem o que se espera deles?" Não fique aborrecido se não conseguir uma resposta satisfatória; a maioria dos gerentes é incapaz de responder a essa questão.

Uma questão parecida, porém mais ampla, "Por que o homem faz o que faz?", tem atormentado filósofos, poetas e cientistas através dos tempos. Os psicólogos oferecem muitas teorias como possíveis respostas, mas, em alguns momentos, as suas soluções não são adequadas. Por exemplo, provavelmente você já escutou que o homem faz o que faz porque é motivado a fazê-lo; a razão é o motivo. Infelizmente, não existe consenso entre os psicólogos sobre o que é motivação ou como ela funciona. Alguns psicólogos acreditam que a motivação deve nascer dentro da pessoa, ao passo que outros consideram que sua origem é externa a ela. Os dois lados parecem apresentar evidências convincentes de seu ponto de vista, mas todas são confusas.

/.../ Infelizmente, nossa empresa analisou a literatura psicológica e concluiu que motivação não é algo fácil de ser descrito e muito menos de ser medido. Motivação não é algo que possa ser medido como se fosse pressão arterial. Parece que motivação é um termo inventado para descrever que "o que não sabemos" é o que leva as pessoas a fazerem o que fazem. Como os psicólogos têm dificuldade em descrever especificamente por que as pessoas "fazem o que fazem", os gerentes, por sua vez, têm muito menos chance de chegar a uma resposta plausível.

/.../ Observamos algo ainda mais interessante: praticamente todos os motivos de baixo desempenho de funcionários eram controlados pelo gerente. Percebemos também que havia duas causas administrativas para o baixo desempenho:

a) o gerente fez algo de errado para/pelo funcionário ou

b) o gerente deixou de fazer alguma coisa certa para/pelo funcionário.

Em outras palavras, o baixo desempenho do funcionário ocorria em decorrência da má administração.

/.../ Este livro apresenta um sistema de gerenciamento novo e poderoso chamado Gerenciamento Preventivo. Esse sistema usa intervenções proativas para impedir que problemas ocorram - ao contrário da abordagem mais comum, que simplesmente reage para solucionar os problemas ocorridos.

Aí está mais uma ótima sugestão para reflexão corporativa e desvio do foco de sobre aquelas razões típicas e fugitivas da realidade. Na verdade verdadeira, gerentes ruins têm administrações péssimas e pessoas mal ajustadas - por melhores que sejam. No entanto, o acesso fácil à informação dos últimos tempos deu a eles uma artilharia enorme de motivos que ofuscam incompetência e fragilidades maiores que os caracterizam. Muito dinheiro se gastou na perseguição de causas enganosas - consultorias enriqueceram à custa disso. Ferdinand Fournies desmascara este quadro pernicioso e apresenta neste livro soluções de altíssimo grau de exeqüibilidade.

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Abraham Shapiro é consultor e coach. Suas principais atuações são em formação de time de vendas. Contato: shapiro@shapiro.com.br


COMENTÁRIOS SOBRE ESTA POSTAGEM

Comentário # 1

Enviado por:
Sivaldo Dal Ry
Contato:
dal_ry@hotmail.com
Texto do comentário:

Bom dia, Abraham
Atuo como consultor de empresas na área de Custos e Finanças e, embora não seja exatamente minha área, costumo dizer a meus clientes que você tem duas formas de problemas com funcionários:
1 - Meus funcionários não fazem o que se espera deles
2 - Meus funcionários fazem "apenas" o que se espera deles
Um abraço
Sivaldo