terça-feira, maio 20, 2008

MEU NOVO AMIGO: UM VENDEDOR DE CELULARES

ABRAHAM SHAPIRO

Passei por uma ótima experiência semana passada.

Sou usuário de uma operadora de celulares há mais de 5 anos. Mas os serviços prestados por ela vêm decaindo mês a mês, sem parar. Há algum tempo percebi isto. Agora decidi não esperar que ela quebre. Não ficarei para apagar as luzes. Resolvi mudar.

Fui a um ponto de vendas da operadora X e conversei com um consultor. Ele mostrou as vantagens de um plano corporativo. Eu fui limpo com ele e declarei que, em seguida, iria à operadora Y para ter uma comparação.

Quando retornei a este vendedor, ele ouviu com atenção o pacote de benefícios da concorrente. Após meu discurso, ele fez-me uma pergunta:

- “Sr Shapiro, você pode aguardar até a semana que vem? No máximo até quarta-feira”.

- “Sem problemas” - respondi. “Mas qual a razão?”

Confessou-me que a empresa iria adicionar novos benefícios aos atuais e ele gostaria de repassá-los a mim.

Sabe por que estou contando uma história que parece óbvia demais?

Quero falar sobre o comportamento deste vendedor.

"Amigo, ele me conquistou".

Os benefícios que ele havia oferecido eram atrativos desde o começo e não perdiam em nada aos do concorrente Y. Mas ele “me ganhou” quando demonstrou que não estava interessado apenas em tomar meu dinheiro. Eu me senti especial frente ao seu desejo de me conceder mais benefícios e proporcionar-me uma boa experiência com o seu produto e serviços.

Todos os clientes do mundo estão em busca de segurança. E ela só pode vir do vendedor. Ele é o portador de boas novas ao cliente. E quando exerce este papel de modo evidente e sincero, a conexão acontece.

A lição é esta: "Se você só quer dinheiro, o cliente desconfia e foge. Mas se você deseja fazer um bom negócio, o cliente se entrega e volta para comprar mais".

Isto não é lindo? É assim que se prospera em vendas.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, maio 19, 2008

SEU VALOR É VOCÊ QUEM CONSTRÓI

ABRAHAM SHAPIRO

Você está num escritório? Numa fábrica? Num mercado? Se o seu patrão pudesse fazer o negócio andar sem funcionários, ele faria. Mas ele precisa das pessoas. Elas é quem fazem as coisas irem para frente. Elas fazem o que é útil para a empresa.

É um tanto complicado pensar em si mesmo como engrenagem de uma máquina. Mas esta é a melhor metáfora das pessoas na empresa. E quando uma engrenagem não funciona bem, ela deve ser trocada. Sua permanência compromete todo o processo e as demais engrenagens.

Quanto você vale? Quem é que determina o seu valor de mercado? É você mesmo!!!

Por esta razão única, da próxima vez que você quiser pedir aumento de salário, pergunte-se, antes, o que você tem feito para melhorar o seu valor e justificar o aumento desejado.

A responsabilidade é sua. Você é quem deve construir o preço que vale. Esta realidade se amplia muito com pessoas em cargos de liderança. Certamente você conhece algum bom gerente, que conduz a equipe da maneira como deseja, atingindo metas e evitando crises. Veja o que esse gerente tem de bom. Depois copie.

E há mais alguns pontos a serem observados. Seu cabelo, roupas, sapatos, caneta e outros acessórios dizem mais a seu respeito do que qualquer outra coisa.

Lembra-se daquele ditado: “a primeira impressão é a que fica"? Pequenos detalhes - como uma camisa bonita, mas com o colarinho gasto, ou uma gravata do tipo que só o cantor Falcão usaria - podem acabar sumariamente com a sua imagem. Você tenta comunicar algo a alguém, e a pessoa só presta atenção na bendita gravata.

Revise-se e acrescente valor a sua imagem. Porém, não se esqueça de também melhorar seu conteúdo. É um investimento para sempre... e, na verdade, o que rende os mais altos dividendos.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sábado, maio 17, 2008

PACIÊNCIA

Rabino Kalman Packouz

Certa vez, quando vivia em Israel, estacionei meu carro no estacionamento do shoping center Ramat Eshkol. Quando voltei, encontrei a lataria do lado direito amassada de ponta a ponta. Sob o limpador do pára-brisa havia um bilhete! Surpreso com a ideia de que o motorista não havia apenas batido e fugido, abri o papel: “Eu estava na calçada quando uma senhora dirigindo um Renault azul placa número 123-456 raspou no seu carro e fugiu. Se quiser posso testemunhar na polícia e na justiça”. Estava assinado e com um número de telefone.

Na delegacia obtive o nome e o endereço da mulher. Toquei sua campainha e quando abriu, identifiquei-me e expliquei porque estava ali. Ela respondeu: “Bem, não fui eu quem bateu em seu carro!” Perguntei-lhe se havia alguma outra mulher que dirigia em sua casa. Ela respondeu: “Não”. Então lhe disse que minha próxima parada seria a delegacia de polícia e que, no mínimo ela perderia a carteira de habilitação, com a possibilidade de uma multa pesada e condenação à cadeia.

A esta altura, a mulher ficou furiosa! “Isto não é justo! Mês passado alguém raspou em meu carro e ninguém me deixou um bilhete. Por que eu deveria ter deixado um?” E continuou seu discurso concluindo que não iria pagar nada, porque era minha a culpa por ter estacionado muito perto da faixa branca pintada no chão!

Preenchi o Boletim de Ocorrência e mandei consertar o carro. Durante as duas semanas seguintes ela telefonou, gritando e ameaçando, pressionando-me para que retirasse a denúncia. Finalmente concordou em pagar o conserto. Encontramo-nos na delegacia e ela me estendeu um envelope com o dinheiro (você acha que eu confiaria num cheque desta senhora?) Contei o dinheiro e lhe falei: “Há um erro aqui!”.

Rápida como um raio, iniciou a gritaria! “Eu conheço o seu tipo. Você me arrasta até a delegacia e agora quer extorquir mais dinheiro! Quem você pensa que é? Não vou pagar mais nada...” Depois de uns dois minutos ela parou a torrente de injúrias. Suavemente lhe contestei: “Não, só quero dizer que a senhora me deu 100 shekel a mais” e devolvi a nota. Ela pegou e saiu, bufando de raiva.

Tudo que nos acontece tem uma razão e um significado. Sempre há embutida uma mensagem para aprendermos, para nos aperfeiçoarmos e nos aproximarmos do Criador. O porquê do homem ter deixado um bilhete no pára-brisa estava claro para mim: duas semanas antes eu estava andando de ônibus quando o motorista raspou num carro e continuou a viagem, sem parar. Desci no ponto seguinte e deixei um bilhete quase idêntico sob o limpador do pára-brisa. Como ajudei um ‘acidentado’ antes, Deus fez com que alguém me ajudasse nesta situação semelhante.

Mas, por que sofri aquele ataque verbal, tive de agüentar a insanidade da mulher e a frustração de sua teimosia? Por anos pensei sobre isto. A conclusão a que cheguei é que isto fazia parte do que eu precisava aprender para tornar-me rabino e lidar com o público: ter paciência com pessoas frustrantes.
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Kalman Packouz é rabino da Comunidade Esh Hatorah, de Miami, EUA

sexta-feira, maio 16, 2008

NO MODO DE FALAR ACHA-SE A MAIOR PARTE DO VALOR DO QUE SE FALA

ABRAHAM SHAPIRO

Há poucos dias, fui solicitado a ouvir um problema sério vivido por um engenheiro em seu ambiente de trabalho. Ele me disse: “Eu não consigo fazer com que as pessoas me ouçam. Por mais que eu insista, tenho a impressão de que estão todos contra mim. Meu papel é mostrar as falhas de cada um, a fim de que alcance os objetivos de nossa produção”.

Respondi com uma pergunta: “De que forma você se comunica com eles?”. E ele confessou: “Eu aponto falhas para que eles as corrijam. É isso o que devo fazer”.

Naquele momento, eu me lembrei da física, e usando linguagem técnica, mostrei àquele aflito profissional que quando duas forças de igual intensidade aplicadas em sentidos cruzados sobre um bloco - digamos: uma para norte e a outra para leste - forem suficientes para destacá-lo do chão, elas irão deslocar este corpo para um terceiro sentido, ou seja, a nordeste, bastante diferente do sentido das duas forças inicialmente aplicadas. Assim também a comunicação não se compõe apenas do conteúdo. Ela depende de uma segunda componente: o modo como se comunica. Portanto, boa comunicação é resultado “do que se fala” e “do modo como se fala”. Não somente um ou somente outro, mas dos dois.

Não foi só a física que me ensinou esta lição. Na verdade, meus professores foram comerciantes experientes. Eles me mostraram que, conforme o jeito de falar, é perfeitamente possível agregar altíssimo valor a mercadorias baratas. E também o contrário.

Nesta vida, tudo é um processo de venda. Estamos o tempo todo expondo nossas idéias como mercadorias – criadas e fabricados em nosso cérebro, mas apresentadas aos potenciais compradores através de nossas palavras.

Se tivermos o cuidado de escolher as expressões certas e o tom correto, o valor será incalculável. Do contrário, grandes pensamentos acabarão como o Rei Salomão dizia: “um colar de pérolas no pescoço de um porco” – sujos, desprezados e sem nenhum valor.
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quinta-feira, maio 15, 2008

MUDANDO O RUMO DA SUA EQUIPE

ABRAHAM SHAPIRO

“Para quem você trabalha? Não!!! Você, e todos à sua volta, trabalham para si próprios. Cada um de vocês é a sua própria empresa e marca. Cada um de vocês é o presidente da empresa mais importante do mundo: a sua vida”.

É esta a visão que eu estou empenhado em espalhar entre as equipes das empresas onde tenho atuado. É isso que o mercado espera dos profissionais, em geral.

Então, faça uma reunião e apresente os aspectos das diversas empresas que estão se formando na sua equipe, cada uma do tamanho do esforço de cada funcionário e de acordo com a visão que cada um mantém de si mesmo e do mercado em que atuam.

Da mesma forma que as empresas mais modernas sabem identificar seus negócios – transporte, e não ônibus; tratamento da auto-estima, e não produtos de beleza, por exemplo – cada um da sua equipe também deve saber exatamente o que faz.

Como líder, encarregado, gerente, você tem uma missão a cumprir com todos os seus colaboradores: treiná-los naqueles três pilares da capacitação profissional: “o que fazer”; “como fazer” e o “padrão de eficiência” que é esperado de cada um deles. A vantagem disso é a evolução. Assim como as empresas sérias não param de evoluir, sua equipe também precisa se desenvolver. Deixá-la estagnada tem um custo crescente e pode culminar com prejuízos complicados.

Se você mantiver esta linha de ação, certamente você terá ótimas surpresas em resultados e atitudes. Eu posso garantir que este é o caminho para você e o seu pessoal crescerem rumo à excelência e à realização.
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terça-feira, maio 13, 2008

AUTO-ESTIMA: UM CONCEITO MUITO SIMPLES

ABRAHAM SHAPIRO

Foi um adolescente quem disse: “Auto-estima é como a gente se vê. Se a gente se gosta ou não se gosta”. É uma forma muito direta e objetiva de definir algo que faz toda diferença na vida humana.

As pessoas estão preocupadas com as coisas materiais, mas se esquecem de desenvolver recursos que garantam a verdadeira felicidade. A auto-estima é um desses recursos.

Se virmos sob uma ótica profunda, concluiremos que a auto-estima nada mais é do que a capacidade de lidar com os percalços da vida. Veremos que ela se assemelha muito com o sistema imunológico do corpo humano. Você sabe que uma pessoa com imunidade plena não está 100% assegurada de que não irá contrair uma doença. No entanto, se acontecer alguma circunstância que coloque em risco sua imunidade, o corpo desta pessoa terá maiores chances de resistir.

Assim é a auto-estima. Ela é uma potencialidade poderosa que temos a nosso dispor para lidar corretamente com os problemas que nos advêm a cada momento ou que se somam ao longo da existência.

Ter auto-estima elevada não é a garantia de que problemas não existirão. Neste mundo, todos temos problemas, e eles existem como um dos meios que nos fazem crescer e amadurecer. Mas neste contexto é a auto-estima que nos torna hábeis em superá-los.

Quem tem alta auto-estima e a mantém sempre elevada não estará livre de tristeza, sofrimento ou decepções. Mas saberá como conviver com isso e, certamente, não colherá as más conseqüências destas adversidades.

Goste mais de si mesmo. Comece a ver-se de melhor forma, e você irá observar que muitos dos seus obstáculos deixarão de ser grandes e, por isso, mais fáceis de serem superados.
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segunda-feira, maio 12, 2008

NADA A FALAR DE BOM?

ABRAHAM SHAPIRO

A vida acontece. Fique esperto(a). Fique ligado(a).

Você sabe muito bem que, ao longo dos seus dias, Deus não permita, doenças, fases ruins, batidas de carro, engarrafamentos, mau tempo, rejeição, algo que não saiu como você queria, perder um jogo, perder dinheiro, brigas e frustrações em geral podem deprimir você de uma hora para outra.

Quem está livre de coisas desagradáveis neste mundo?

Mas pense bem: todos podem ter uma atitude boa num dia bom.

Todos podem ter uma atitude excelente num dia excelente.

A grandeza e a determinação de sua atitude acontecem quando você consegue ter uma atitude boa ou uma atitude excelente, logo depois de um acontecimento ruim, durante um momento difícil ou quando você percebe que está tendo um péssimo dia.

O melhor desta vida é conseguido quando contradizemos nossa tendência de reagir mal às contrariedades e obstáculos. É quando as coisas dão errado e você se esforça para estar certo. Quando as coisas vão mal, e você luta para ser bom. Quando tudo está negativo, e você se esforça para ser positivo.

Ouvi da boca de uma senhora muito idosa - sobrevivente de guerra, e que tinha motivos de sobra para ser infeliz, no entanto, era realizada como ser humano e comunicava o prazer da vida para todos os que cruzavam seu caminho - uma frase que é de fazer rir. Ela dizia: “Se você não tem nada de bom para dizer sobre a vida ou sobre alguém, a melhor escolha é não dizer nada”. Sabedoria pura!
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sexta-feira, maio 09, 2008

QUER OUVIR BEM? SIGA ESTA RECEITA

ABRAHAM SHAPIRO

"Sempre que alguém começava a me dizer algo, eu já tinha uma opinião formada a respeito. Já havia decidido meu posicionamento sem nem mesmo escutar a história que me era contada".

Esta é a narrativa típica de alguém que não sabe ouvir. Na verdade, a descrição dos principais sintomas desta grave doença social.

É difícil conviver com pessoas que não sabem ouvir. Pior é quando esta pessoa somos nós.

Eu já sofri deste mal. O que fiz para me curar? Adotei uma rígida disciplina pessoal. Primeiro: ouvir com a intenção de entender. Segundo: só depois de ouvir, pensar na resposta.

Isto me fez mais eficiente nas conversas e até melhorou meus relacionamentos.

Fico imaginando quantos profissionais deixam de alcançar marcos importantes em suas carreiras apenas por não saberem ouvir.

Se você faz outras coisa enquanto alguém está falando, ou, fica com a cabeça em outro lugar, finge ouvir para depois fazer comentários já prontos, ou, ainda, fica ansioso esperando uma pausa para dar uma resposta que já está na ponta da língua, VOCÊ É UM PÉSSIMO OUVINTE.

Comece a mudar. Quem despreza o que outros dizem, acaba sendo visto como arrogante.
Procure não interromper quem está falando. Se tiver que fazer perguntas, pergunte e depois fique quieto. Concentre-se nas respostas que chegam e não nos seus pensamentos.

Ouvir é muito mais que simplesmente escutar. É um estágio elevado de inteligência. Você só ouve bem quando processa e entende o que escuta.

Há muitos segredos para se tornar um bom ouvinte. Mas aquele que engloba todos eles é: cale a boca.
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quinta-feira, maio 08, 2008

COMO POUPAR DINHEIRO

ABRAHAM SHAPIRO

Poupar dinheiro tem tudo a ver com bons hábitos. Se você olhar para os seus próprios hábitos de consumo, irá encontrar alguns gastos que podem ser tranqüilamente reduzidos ou eliminados. Mas, talvez você ache difícil pôr isto em prática. É claro. Por ser um hábito, temos a impressão de que não conseguiremos mudá-lo nunca. O problema com os hábitos é que muitos deles nos escravizam e nos impedem de sermos melhores.

Mas a liberdade depende de nossa vontade forte e sincera.

Imagine-se, por exemplo, reservando 10% de cada gasto que sai de seu bolso. Você acha impossível economizar estes 10%?

Você pode começar fazendo uma lista de cada uma das despesas que você realiza periodicamente. Em seguida, selecione as necessárias de modo que a soma total não ultrapasse 90% de seus rendimentos. Cancele os demais gastos e considere-os como uma parte da grande enxurrada daqueles desejos que não podem ser satisfeitos.

O mais importante é não sinta remorso por isso.

Depois deste orçamento das despesas imprescindíveis, o próximo passo é não tocar naqueles 10% reservados. Faça algum tipo de investimento seguro e deixe-os engordar numa poupança.

Encare o crescimento de suas economias como um belo e próspero propósito de vida. Procure trabalhar com o orçamento estabelecido ajustando-o de modo que funcione em seu favor. Mês a mês você fará dele um colaborador na defesa de suas crescentes reservas.

Quem gasta tudo o que ganha, vive preocupado e desequilibrado. Mas quem tem o hábito da poupança, mesmo no pouco, tem uma boa imagem de si mesmo e vive mais tranquilo como resultado de seu esforço.
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quarta-feira, maio 07, 2008

NOVO ARTIGO PUBLICADO NA HSM MANAGEMENT

Mais um de nossos artigos foi publicado no portal HSM MANAGEMENT como editorial da seção GESTÃO DE CONHECIMENTO. Sentimo-nos honrados em colaborar com a maior central de provimento de conteúdo para a comunidade corporativa brasileira com o título: "O QUE, AFINAL, MATOU O GATO?"

DINHEIRO, DESEJOS E SATISFAÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO

Por quê atualmente é tão difícil poupar dinheiro? Pelo mesmo motivo por que é difícil ser feliz. Há uma grande confusão de conceitos na cabeça das pessoas. Poucos sabem como diferenciar entre "despesas necessárias" e "desejos".

O exagerado volume de propaganda a que estamos expostos introduziu uma gama de novas necessidades na nossa vida. Refiro-me a coisas de que, a grosso modo, não precisamos de fato, mas se tornam importantes e levam embora nossa capacidade de poupar ou, o que é pior, de sermos felizes. Quando estas necessidades não são supridas, elas se tornam desejos. E como os desejos são muito maiores do que nossos ganhos podem satisfazer, grande parte das pessoas gasta tudo o que ganham na tentativa de cumpri-los.

A própria sociedade se encarrega da cobrança deste processo através da pressão do tipo "ter ou não ter" como forma de segmentar os indivíduos em classes. Não basta ter uma boa casa onde morar com conforto, por exemplo. Mais importante é que ela esteja dentro de um condomínio de luxo. Quando, então, o fulano gasta o que tem e o que não tem para atingir este desejo, sente um consolo social que irá durar um breve período. A escalada terá prosseguimento assim que ele vir que os carros na sua garagem são inferiores aos das casas vizinhas. Assim, mesmo satisfazendo seus maiores desejos, aparecem muitos outros novos e maiores.

Até que ponto podemos ceder a estas influências sociais? Como fica nossa consciência em relação ao que devemos fazer por nós próprios? Falo de nossa missão pessoal e individual em contraste às exigências frias e vazias da sociedade. Aliás, caberia aqui perguntar, quem, hoje em dia, tem uma missão individual?

No entanto, existe uma pressão social positiva. Ela acontece quando nos estimula a um comportamento que se harmoniza com os nossos padrões e valores. O "jogo sujo da sociedade" é perigoso quando somos forçados a adotar uma vida submissa a padrões que, em particular, jamais adotaríamos. Talvez aí esteja a explicação para os altos índices de criminalidade dos nossos dias.

Desejos são problemas de quase todos. Os milionários também os têm muito acima do que podem satisfazer. Eles não conseguem atingir todos os seus sonhos com sua fortuna, muito menos atender a todas as pressões sociais que os envolvem. Isto é ilusão de pobre. Qualquer ricaço que possui conforto em alto nível de vida material, sofre por causa dos desejos que não consegue suprir. Nas devidas proporções, ricos cultivam desejos parecidos com os de todo mundo. E os resultados acabam sendo os mesmos: dor, insatisfação, depressão, infelicidade e muito mais.

A questão não está em satisfazer ou não desejos, mas em fazer a felicidade depender disso.

A pessoa que consegue se realizar com o que tem e não empata seu tempo só em buscar coisas inatingíveis, esta é rica. Portanto, o verdadeiro rico é aquele que se alegra com o que possui e consegue também extrair disto satisfação e contentamento.
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terça-feira, maio 06, 2008

TÉCNICOS DE FUTEBOL E GERENTES

ABRAHAM SHAPIRO

Você é um gerente? Então o que você faz parece-se muito com o que executa um técnico de time de futebol. Você já viu técnico jogando? Nunca.

O técnico é aquele profissional que conhece muito bem as táticas de entrosamento do time e que treina os jogadores para que tenham as melhores condições para jogarem bem e, por este caminho, com a força da equipe, alcançarem o objetivo maior: a vitória.

O técnico permanece o tempo todo fora do campo, muitas vezes usando roupa social, num local desde onde seja possível enxergar todos os jogadores. Daquele lugar ele grita o tempo todo transmitindo as instruções para os jogadores.

Ocorre que os jogadores geralmente têm visão muito restrita da partida. Eles mal conseguem ver os adversários mais próximos e estão preocupados em abrir caminho para a bola chegar ao gol adversário.

O técnico vê o campo inteiro. E como ele tem conhecimento para entender rapidamente o que os adversários estão tramando, ele dá orientações corretas para o seu time não se confundir e agir rápido.

Um gerente precisa ter visão. Ele não atua do mesmo modo que os seus subordinados. Seu papel é diferente. Ele deve saber instruí-los para que sejam uma equipe bem ajustada - cada um desempenhando sua função do modo correto.

Se você é gerente, uma das coisas importantes para o seu sucesso é ter tempo para ver ... e para pensar. E isso você não consegue enquanto atua da mesma forma que os membros de sua equipe. Não será com você jogando que o time terá o melhor de você. Ao contrário. Você deve buscar o melhor ângulo externo para discernir rapidamente a integração de sua equipe e ajudá-la a obter resultados.

Se o seu tempo está mal administrado, é hora de saber que é preciso arrumar momentos para fazer análises e para se planejar. Só assim você será melhor líder do que tem sido.

Cuide bem de seus minutos, e assim, a qualidade de suas horas e dias estará garantida.
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segunda-feira, maio 05, 2008

NINGUÉM TROPEÇA EM MONTANHAS

ABRAHAM SHAPIRO

Tia Rifka era a melhor doceira que todos já viram. Fazia bolos e tortas incríveis, sempre em cima de uma mesa de madeira - com o tampo esbranquiçado - onde uma gaveta que trazia trancada continha um papel velho, amarelado e manchado de gordura. Ela o lia todas as vezes que iniciava uma jornada culinária. Em seguida, voltava a guardá-lo na gaveta, trancava-a e escondia a chave.

Todos eram convictos de que o papel continha um grande segredo da cozinha.

Quando tia Rifka faleceu, a primeira coisa que as mulheres fizeram foi correr e arrombar a gavetinha da mesa. Queriam verificar, enfim, qual era a regra fabulosa inscrita naquele antigo papel. A decepção foi dramática. O que estava escrito nele? “Para se fazer um delicioso bolo, nunca se esqueça da farinha, do açúcar e do fermento”.

Nós, seres humanos, sempre tropeçamos em pedras. Nunca em montanhas. Não são as coisas grandes que nos fazem cair, mas as menores, os detalhes, os pontos que nos fogem à vista.

Nas relações humanas isto se confirma. Onde o convívio é difícil? Não, necessariamente em divergências sobre assuntos elevados e essenciais, mas nas besteiras da rotina.

Nada é mais importante que um detalhe. Sabe porque? A vida é feita de detalhes.

Quem deseja equilíbrio, não deve ficar olhando para montanhas como se fossem obstáculos. Se olhar para o chão, irá descobrir o que, realmente, pode fazê-lo tropeçar.

Na vida - tal como nos doces e bolos - a lição de tia Rifka é sábia e profunda: há de enfrentar um problema realmente difícil quem se esquecer das coisas mais simples e triviais - como a farinha, o açúcar e o fermento.
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domingo, maio 04, 2008

O QUE, AFINAL, MATOU O GATO?

ABRAHAM SHAPIRO

Ouvi um comentário que o padre paranaense que voou com balões de festa e desapareceu foi louco. E a pessoa justificou: "O sujeito nem sabia como operar um GPS! Levou o aparelho e quis aprender a usá-lo só quando o vento mudou a sua rota e o empurrou para dentro de uma tormenta em alto mar."

Eu não achei graça. Não só por respeito ao imprudente sacerdote cristão, mas por seu comportamento refletir um vício. Talvez uma trágica faceta da cultura na qual a maioria de nós vive.

É raro ver pessoas que dêem valor a procedimentos básicos. Brasileiro não precisa de instruções. Acha que sabe. Não fosse obrigatório o ensino de "primeiros socorros" na habilitação de motoristas, só bombeiros e salva-vidas teriam que aprender as técnicas. Nós gostamos mesmo de tirar o aparelho da caixa, ligar e ver o que acontece. "O manual? Quem precisa de manual?"

Um lugar onde isto se confirma é a empresa. Para muitos, treinamento é coisa de americano ou de soldado. É assustador o contingente de funcionários que atuam durante anos e anos nos mais diferentes postos, sem jamais terem sido convenientemente informados sobre "o que" fazer, "como" fazer e o "padrão de eficiência" que devem atingir. Enquanto isso, o diretor questiona seu staff – quando não caríssimos consultores – sobre como melhorar os resultados. Uma das saídas clássicas é investir em propaganda. Pequenas fortunas são gastas em publicidade para garantir demanda de produtos ou serviços. Mas comprometimento do time com a satisfação do cliente não é assim que se consegue. E venda alguma é consistente ou sustentável sem comprometimento. O que ocorre? A resposta é simples. Falta suprir os funcionários com "as instruções básicas" - isso está nos livros, é básico. "Mas quem precisa de livros?"

Aprendizagem é o princípio de tudo. É a base. Uma pessoa que acredita no estudo e mantém-se nele, está em constante desenvolvimento e se diferencia da massa alienada e estagnada.

Nós temos praticado o oposto do que deveríamos. Desprezamos conhecimento por insana convicção. Isto vem de cima. Por isso, em muitas áreas estamos sempre na estaca zero.

Temos feito da eficiência uma escrava da sorte. E quando é a sorte quem governa, os riscos de insucesso são absurdos. É uma loteria.

A história de que a curiosidade matou o gato está mal contada. O gato não era curioso. Ele confiava demais em si mesmo. Se curioso de fato fosse, teria lido o manual de instruções e, decerto, contaria ainda a seu favor com aquele antigo e garantido saldo de sete vidas.
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quinta-feira, maio 01, 2008

O HOMEM MAIS RICO DA BABILÔNIA

Você tem problema com dinheiro? Trabalha há anos e ainda não conseguiu juntar nada que lhe permita alguma autonomia econômica? O texto abaixo é um extrato do livro "O homem mais rico da Babilônia", já lido por mais de 1,5 milhão de pessoas, e escrito por George S. Classon. Este livro orienta, da maneira mais realista e prática, como se comportar em relação a dinheiro com o fim de criar o "hábito da riqueza" e, assim, propiciá-la entre as atitudes que tomamos a cada instante da vida. O capítulo transcrito abaixo é maravilhoso. É o coração da obra.

Sobre o autor

GEORGE SAMUEL CLASON nasceu em Louisiana, Missouri, em 7 de novembro de 1874. Freqüentou a University of Nebraska e serviu no exército americano durante a guerra entre a Es­panha e os Estados Unidos. Começando uma longa carreira no mundo editorial, fundou a Clason Map Company of Denver, Colorado, e publicou o primeiro atlas rodoviário dos Estados Unidos e do Canadá. Em 1926, lançou o primeiro de uma série de panfletos sobre economia e sucessos financeiros, usando parábolas ambientadas na antiga Babilônia para ilustrar suas lições. Tais panfletos eram distribuídos em grandes quantida­des pelos bancos, companhias de seguros e empregadores e tornaram-se familiares a milhões de pessoas, o mais famoso sendo O homem mais rico da Babilônia, a parábola-título deste livro. Estas "parábolas babilônicas" tornaram-se um clássico moderno entre os livros de auto-ajuda.


Capítulo II do livro "O homem mais rico da Babilônia"

ERA UMA VEZ, na antiga Babilônia, um homem muito rico chamado Arkad. Conhecido em toda parte devido a uma imensa riqueza, tornara-se igualmente famoso pela liberalidade. Mos­trava-se generoso com os mais necessitados e com a família, sendo um homem pródigo em suas próprias despesas. Entretan­to, a cada dia sua riqueza crescia mais rapidamente do que podia gastá-la.

E houve alguns amigos da juventude que vieram até ele, dizendo-lhe:

— Você, Arkad, é mais venturoso do que nós. Você se tornou o homem mais rico de toda a Babilónia, enquanto nós lutamos para sobreviver. Pode usar as mais finas roupas e degustar as mais requintadas iguarias, enquanto nós devemos nos dar por satisfeitos se apenas propiciamos à família uma indumentária decente ou a alimentamos da melhor maneira possível.

"Contudo, alguma vez fomos iguais. Tivemos o mesmo pro­fessor, participamos das mesmas brincadeiras, e nem nos es­tudos nem nas brincadeiras você se sobressaiu mais do que nós. E nos anos que se seguiram você foi um cidadão tão honrado quanto nós.

"Tampouco trabalhou mais duro ou mais assiduamente, pelo menos até onde sabemos. Por que então deveria o caprichoso destino escolhê-lo para gozar de todas as boas coisas da vida e ignorar-nos, a nós que igualmente somos merecedores?

Após o que Arkad protestou com eles, dizendo por sua vez:

— Se vocês não adquiriram mais do que uma pobre existência desde os tempos em que éramos jovens, isso se deve a que não conseguiram aprender ou não observaram as leis que governam a acumulação de riqueza.

"O 'voluntarioso Destino' é um deus cheio de malícia que não assegura um bem duradouro para ninguém. Ao contrá­rio, ele traz ruína para quase todo homem sobre quem faz cho­ver ouro não conquistado. Ele produz os gastadores libertinos, que logo dissipam tudo o que recebem e se deixam dominar pe­los mais extravagantes apetites, que nem sempre podem satis­fazer. Outros ainda, a quem esse caprichoso deus favorece, tornam-se avarentos e entesouram sua riqueza, temendo des­pender o que têm por saberem que não são capazes de repô-lo. São além disso assediados pelo medo de roubo e acabam cons­truindo para si mesmos uma vida de necessidades e secreta tristeza.

"Há provavelmente outros que conseguem dinheiro fácil e o aumentam, sem deixar de se sentirem felizes e abastados cida­dãos. Mas são tão poucos que só sei deles por ouvir dizer. Pen­sem nessas pessoas que de repente se viram herdando uma ri­queza e confiram se as coisas não se passam assim."

Os amigos admitiram que a respeito dos conhecidos que tinham herdado uma fortuna aquelas palavras eram realmente verdadeiras e suplicaram-lhe que explicasse a eles como tinha conseguido juntar tantos bens.

— Ainda em plena juventude — continuou Arkad —, eu olhava em minha volta e observava todas aquelas boas coisas capazes de propiciar felicidade e contentamento. Percebi então que a riqueza aumentava ainda mais a potência delas.

"A riqueza é um poder. Com a riqueza, muitas coisas se tornam possíveis.

"Este pode embelezar sua casa com os móveis mais refinados.

"Aquele pode viajar pêlos mares distantes.

"Esse outro pode regalar-se com as finas iguarias de terras longínquas.

"Outro mais pode comprar ornamentos lavrados em ouro ou cravejados de pedras preciosas.

"Pode-se mandar construir templos magníficos para os deu­ses.

"E possível, enfim, fazer todas essas coisas e muitas outras, onde sempre haverá deleite para os sentidos e gratificação para a alma.

"E, quando percebi tudo isso, declarei a mim mesmo que reivindicaria o meu quinhão entre as boas coisas da vida. Não seria nenhum desses que se mantêm a distância, observando invejosamente os prazeres do outro. Não me contentaria em vestir roupas baratas que parecem respeitáveis. Não me daria por satisfeito com a parte que cabe a um homem pobre. Ao contrário, faria de mim mesmo um conviva nesse banquete de boas coisas.

"Sendo, como sabem, filho de um humilde comerciante, membro de uma grande família sem qualquer expectativa de herança, e não me achando dotado, como me disseram vocês com tanta franqueza, de poderes superiores ou talentos es­peciais, decidi que, se realmente quisesse conseguir tudo o que desejava, precisaria basicamente de tempo e estudo.

"Todos os homens têm tempo em abundância. Cada um de vocês vem deixando escapar tempo suficiente para tornar-se rico. E ainda, como admitem, não têm nada para apresentar se­não suas boas famílias, de que, aliás, podem com justiça orgu­lhar-se.

"Quanto ao estudo, nosso sábio professor não nos ensinou que o aprendizado consistia em dois tipos: o primeiro cuidando das coisas que aprendíamos e sabíamos, o outro baseando-se na prática que nos ajuda a encontrar aquilo que não conhecemos?

"Assim, resolvi-me a investigar como alguém consegue acu­mular riqueza e, quando descobrisse, tornar tal coisa minha própria tarefa e realizá-la bem. Pois não é justo que devamos gozar enquanto permanecemos sob a brilhante luz do sol, compensando os sofrimentos que teremos de enfrentar quando partirmos para a escuridão do mundo do espírito?

"Empreguei-me como escriba na sala de registros e todos os dias trabalhei horas sem conta sobre as tabuinhas de argila. Semana após semana, mês após mês, dei um duro danado sem que os meus vencimentos dessem mostras de crescer. Comida, roupa, os compromissos para com os deuses, além de outras coisas de que já não consigo lembrar-me, consumiam tudo o que eu ganhava. Mas minha determinação continuou de pé.

“E um dia Algamish, o homem que empresta dinheiro, veio até a administração da cidade e solicitou uma cópia da Nona Lei, dizendo-me: 'Preciso disso em dois dias; se me entregar as cópias no prazo, pode contar com duas moedas de cobre pelo serviço.'

"Trabalhei arduamente, mas o texto da lei era muito compri­do, e quando Algamish voltou eu ainda não tinha terminado a transcrição. Ele ficou uma fera e teria me dado uma boa surra se eu fosse seu escravo. Sabendo, porém, que não lhe era permitido agredir-me no prédio da administração, não senti qualquermedo e disse-lhe: 'Algamish, você é um homem realmente rico. Diga-me como posso também tornar-me rico, e prometo-lhe que passarei a noite em claro entalhando as tabuinhas. Assim que o sol nascer, estarão prontas.'

"Ele sorriu e respondeu-me: 'Você é um belo tratante, mas vamos considerar isso como uma transação.'

"Gravei durante toda a noite, embora minhas costas doessem e o cheiro de óleo queimado do candeeiro fizesse minha cabeça latejar a ponto de deixar-me os olhos em frangalhos. Mas quando ele voltou, em plena alvorada, as tabuinhas estavam prontas.

" 'Agora', disse-lhe, 'cumpra sua promessa.'

" 'Você fez a sua parte em nossa transação, meu filho', disse-me ele, com benevolência, 'e estou pronto para fazer a minha. Vou lhe falar das coisas que deseja saber porque estou envelhecendo, chegando à idade em que já não se consegue segurar a língua. E quando a juventude busca o conselho dos mais velhos ela recebe a sabedoria dos anos. Muito frequente­mente, porém, a juventude pensa que o idoso detém apenas a experiência dos dias que se foram e por isso não a aproveita. Lembre-se que o sol que brilha hoje é o sol que brilhou quando seu pai nasceu e que continuará brilhando quando seu último neto tiver passado para o mundo dos mortos.'

" 'Os pensamentos da juventude', continuou ele, 'são luzes resplandecentes que brilham como meteoros que muitas vezes tornam o céu reluzente, mas a experiência dos mais velhos assemelha-se a estrelas fixas que, sem mudar de lugar, auxiliam o marinheiro a orientar o seu curso.'

" 'Guarde bem minhas palavras, pois do contrário deixará de assimilar a verdade do que lhe contarei e pensará ter sido em vão todo o trabalho que teve durante essa noite.'

"Então ele me olhou com perspicácia por baixo das peludas sobrancelhas e disse num tom lento e enérgico: 'Achei o cami­nho para a riqueza quando decidi que conservaria comigo uma parte de tudo que ganhasse. E assim fará você.'

"E continuou me olhando com uma insistência que parecia ir ao fundo de minha alma, mas não disse mais nada.

" 'É tudo?', perguntei.

" 'Foi o suficiente para transformar o coração de um pastor de ovelhas no coração de um emprestador de dinheiro', replicou ele.

" 'Mas tudo o que ganho não vem mesmo para o meu bolso?', perguntei.

" 'Nada mais falso', respondeu ele. 'Você não paga pelas roupas e pelas sandálias que usa? Não paga pelas coisas que come? Consegue viver na Babilónia sem fazer despesas? O que tem para apresentar do que recebeu no mês passado? E de tudo quanto ganhou no último ano? Louco! Você paga a todo mundo, menos a si mesmo. Idiota, está trabalhando para os outros. Bem melhor do que isso faz o escravo, que trabalha para o seu dono em troca de roupa e comida. Se guardasse para si mesmo um décimo de tudo o que ganha, quanto teria dentro de dez anos?'

"Meu conhecimento dos números não me desamparou, e respondi: 'Ora, o equivalente a um ano de trabalho.'

" 'Pois está dizendo apenas meia verdade', retorquiu ele. 'Cada moeda de ouro que economizar é um escravo que pode trabalhar para você. Cada cobre que essa moeda produzir torna-se um filho apto a levantar mais fundos. Se quiser tornar-se rico, então tudo o que você economizar deve ser utilizado no sentido de proporcionar-lhe toda a abundância por que anseia.'

" 'Você pensa que o estou ludibriando por sua longa noite de trabalho', continuou ele, 'mas em minhas palavras há uma fortuna, se for suficientemente inteligente para perceber a verdade que acabo de pôr em suas mãos.'

" 'Uma parte de tudo o que ganha pertence exclusivamente u você. No mínimo, um décimo, mesmo nas ocasiões em que ti­ver recebido pouco dinheiro. Pode ser mais, de acordo com o que produzir. Pague a si mesmo primeiro. Não compre ao faze­dor de roupas ou ao fazedor de sandálias mais do que possa pagar com o restante, devendo ainda separar o bastante para alimen­tar-se, ajudar o próximo e pôr em dia as obrigações com os deuses.'

" 'A riqueza, como uma árvore, cresce a partir de uma simples semente. A primeira moeda de cobre que economizar será a semente a partir da qual sua árvore da riqueza crescerá. Quanto mais cedo plantá-la, mais cedo a árvore crescerá. E quanto mais fielmente alimentar e regar essa árvore com economias cons­tantes, logo chegará o dia em que poderá abrigar-se em pleno contentamento embaixo de sua sombra.'

"Tendo dito isso, pegou suas tabuinhas e foi embora.

"Pensei muito a respeito do que ele me dissera, e suas pala­vras me pareceram razoáveis. Assim, decidi fazer a experiência. Sempre que recebia um pagamento, tirava e guardava uma em cada dez moedas de cobre. E, estranho como possa parecer, não fiquei mais desprovido de fundos do que antes. Percebi peque­na diferença quando comecei a me arranjar sem isso, mas freqüentemente me via tentado, à medida que minha reserva crescia, a utilizá-la para adquirir as boas coisas que os mercadores ofereciam, objetos trazidos por camelos e navios da terra dos fenícios. Prudentemente, porém, consegui refrear o impulso.

"Doze meses se tinham passado quando Algamish voltou a me procurar, dizendo-me: 'E então, meu filho, pagou a si mesmo não menos de um décimo sobre tudo quanto ganhou no ano passado?'

"Respondi todo orgulhoso: 'Sem dúvida, mestre, foi exata-mente o que fiz.'

" 'Ótimo', comentou, abrindo um largo sorriso para mim, 'e o que fez com essa reserva?'

" 'Entreguei-a a Azmur, o oleiro, que me disse estar viajando pelos mares distantes e que em Tiro compraria para mim jóias valiosíssimas, só encontradas na Fenícia. Quando voltar, pode­remos vendê-las a preço bem mais alto e dividiremos os lucros.'

" 'Bem, os loucos precisam mesmo aprender', rosnou ele, 'mas por queconfiar nos conhecimentos de um oleiro sobre jóias? Você procuraria o padeiro para colher informações sobre as estrelas? Não, por minha túnica, iria até um astrólogo, se pelo menos tivesse cabeça para pensar. Suas economias se foram, meu jovem, você arrancou sua árvore da riqueza pelas raízes. Contudo, plante outra. Tente novamente. E da próxima vez em que precisar de conselhos sobre jóias, corra até um ourives. Se quiser conhecer a fundo as ovelhas, procure o pastor que cuida delas. Conselho é uma coisa que se dá de graça, mas deve guardar consigo apenas o que lhe parece valioso. Aquele que aceita conselhos sobre suas economias junto a pessoas inexpe­rientes em tais matérias pagará com essas mesmas economias para provar a falsidade da opinião dos outros.' Dizendo isso, Algamish partiu.

"E aconteceu realmente como ele tinha previsto. Pois os fe­nícios são salafrários e venderam a Azmur pedaços de vidro sem valor que pareciam pedras preciosas. Mas, seguindo as palavras de Algamish, voltei a economizar, mesmo porque já tinha forma­do o hábito e isso não constituía para mim nenhuma dificuldade.

"Mais uma vez, doze meses depois, Algamish apareceu na sala dos escribas e dirigiu-se a mim. 'Que progressos andou fazendo desde a última vez em que nos vimos?'

" 'Paguei a mim mesmo religiosamente', respondi, 'e confiei minhas economias a Agger, o fazedor de escudos, para comprar bronze. A cada quatro meses ele me paga uma parte dos lucros.'

" 'Ótimo. E o que tem feito com esse dinheiro extra?'

" 'Dei uma festa com mel, vinho e iguarias de primeira. E comprei também uma túnica escarlate. Qualquer dia desses devo comprar um burrico para os meus deslocamentos.'

"Algamish não disfarçou o riso: 'Você está comendo os filhos de suas economias. Como pode esperar que trabalhem para você? Como eles mesmos poderão ter filhos que venham a produzir mais renda para você? Primeiro reúna um exército de escravos dourados, e só então poderá refestelar-se com ban­quetes ricos sem sentir remorsos.' E, assim dizendo, partiu novamente.

"Não voltei a vê-lo durante dois anos, até que reapareceu, o rosto sulcado pelas rugas, os olhos visivelmente cansados, pois ele se achava então numa idade bastante avançada. Disse-me: 'Arkad, conseguiu afinal obter a riqueza com que sonhava tanto?'

"Respondi-lhe: 'Não ainda tudo que desejo, mas já tenho alguma coisa que rende muito bons lucros, que, por sua vez, fazem outro tanto.'

" 'E você ainda busca o conselho dos oleiros?'

" 'Bem, o que eles dizem sobre como fabricar tijolos é realmente muito bom', retorqui.

" 'Arkad', continuou ele, 'você aprendeu bem suas lições. Aprendeu primeiro a viver com menos do que podia ganhar. Depois aprendeu a aconselhar-se junto àqueles cuja competên­cia deriva de suas próprias experiências. E, finalmente, apren­deu a fazer o ouro trabalhar para você.

" 'Você ensinou a si mesmo como adquirir dinheiro, poupá-lo e usá-lo. Reuniu, portanto, condições para ocupar uma posição de confiança. Estou me tornando muito velho. Meus filhos só pensam em gastar e não dão a menor importância aos ganhos. Meus negócios são grandes, e até grandes demais para que eu possa cuidar de tudo. Se você concordar em ir para Nippur, a fim de tomar conta das terras que possuo na região, torná-lo-ei meu sócio, e você participará de meu testamento.'

"Assim, fui para Nippur e comecei a administrar suas proprie­dades, que eram imensas. E como estivesse cheio de ambição e dominasse as três leis que nos ensinam a lidar de maneira exitosa com a riqueza, tive condições de aumentar ainda mais o valor de seus bens. Prosperei muito e, quando o espírito de Algamish partiu para a esfera da escuridão, vi-me como um beneficiário legalmente reconhecido de sua herança."

Assim falou Arkad, e, quando terminou sua narrativa, um dos amigos ali reunidos disse:

— Você inclusive deu a sorte de que Algamish o tivesse nomeado um de seus herdeiros.

— Minha sorte limita-se ao fato de que desejava prosperar antes de tê-lo encontrado pela primeira vez. Não tive que provar durante quatro anos minha determinação de propósito, reser­vando para mini mesmo um décimo de tudo que auferia? Você chamaria de sortudo o pescador que, tendo passado anos es­tudando os hábitos dos peixes, por uma simples mudança do vento soubesse onde jogar sua rede? A oportunidade é uma deusa desdenhosa que não perde tempo com os que não estão preparados.

— Você teve uma tremenda força de vontade em continuar poupando depois de ter perdido as economias do primeiro ano. Nisso, foi extraordinário — disse um outro.

— Força de vontade! — retorquiu Arkad. — Bobagem. Você acredita que a força de vontade seja capaz de dar a um homem energia suficiente para erguer um peso que o camelo não pode carregar ou puxar uma carroça que os próprios bois não conse­guem levar adiante? A força de vontade não passa de um propósito inflexível para dar conta de uma tarefa a que você mesmo se obrigou. Se eu determinar para mim mesmo uma tarefa, por mais boba que seja, terei de levá-la a cabo. Como poderia de outro modo ter confiança em mim para fazer coisas importantes? Se me dissesse: "Durante cem dias, quando eu cruzar a ponte na cidade, apanharei uma pedra do chão e a jogarei dentro do rio", eu o faria. Se no sétimo dia passasse por ali sem me lembrar da resolução tomada, não diria: "Amanhã jogarei duas pedras em vez de uma." Ao contrário, voltaria e atiraria a pedra ao rio. Tampouco seria capaz de me dizer lá pelo vigésimo dia: "Arkad, isso não tem utilidade alguma. Que pro­veito tem para você atirar uma pedra ao rio todos os dias? Arremesse logo um bom número delas e acabe com isso." Não, também não conseguiria pensar desse modo. Quando me deci­do por uma tarefa, vou até o fim. Conseqüentemente, tomo muito cuidado para não começar tarefas difíceis e impraticáveis, porque tenho meu conforto íntimo em alta conta.

— Se o que diz é verdadeiro — aparteou um terceiro interlo­cutor — e parece, como afirmou, razoável, sendo tão simples, se todos os homens o fizessem não haveria bastante riqueza para todos.

— A riqueza cresce onde quer que os homens empreguem energia — replicou Arkad. — Se um homem rico constrói um novo palácio para si, o ouro despendido vai embora? Não. O oleiro, o operário e o arquiteto participam desse ouro. E quem quer que trabalhe na obra participa dele. Mesmo depois de construído, o palácio não vale tudo quanto custou? E o terreno sobre o qual se ergue não passa a valer mais pelo próprio fato de abrigá-lo? E os terrenos circunvizinhos não se tornam igual­mente valorizados? A riqueza cresce através de meios mágicos. Ninguém pode estabelecer um limite para isso. Não cons­truíram os fenícios grandes cidades em costas inóspitas com a riqueza proveniente de seus navios mercantes?

— O que poderia nos aconselhar para que também nós nos tornemos ricos — perguntou um outro dos amigos. — Os anos passaram, não somos mais jovens e não guardamos nada.

— Aconselho-os a fazer uso da sabedoria de Algamish e dizer a si mesmos: "Uma parte de tudo o que eu ganhar pertence a mim." Digam isso pela manhã assim que acordarem, à tarde, à noite, em todas as horas do dia. Digam isso a si mesmos até que as palavras se transformem em letras de fogo gravadas no céu.

"Impregnem-se com a idéia. Ocupem toda a alma com esse pensamento. E assimilem tudo que lhes pareça sábio. Separem não menos de um décimo e economizem. Façam todas as despesas necessárias, mas poupem primeiro essa pequena cota. Cedo vão experimentar a deliciosa sensação de um tesouro cuja posse cada um de vocês tem legitimamente condições de reivin­dicar. Quanto mais ele crescer, mais se verão estimulados. Vi­brarão com uma nova alegria de viver. Encararão a possibilidade de maiores esforços para ganharem mais. Pois não estarão reser­vando, sobre os lucros maiores, a mesma percentagem?

"Aprendam portanto a fazer com que seu tesouro trabalhe para vocês. Tornem-no seu escravo. Façam seus filhos e os filhos de seus filhos trabalharem para vocês.

"Assegurem uma renda para o futuro. Olhem para os mais idosos e não esqueçam que dia virá em que também vocês estarão velhos. Por isso, invistam seu tesouro com toda a cautela do mundo. Taxas usurárias de retorno são sereias enganosas, que cantam, naturalmente, mas para lançar o incauto contra as rochas do desperdício e do remorso.

"Providenciem para que sua família não deseje que os deuses os chamem para o reino deles. E sempre possível garantir tal proteção com pequenos pagamentos a intervalos regulares. Por isso, o homem previdente não perde tempo esperando que apareça uma grande soma, a fim de utilizá-la em tão prudente propósito.

"Busquem o conselho dos homens sábios. Procurem infor­mar-se com pessoas cujo trabalho cotidiano é o manuseio do di­nheiro. Deixem que elas os protejam de erros como os que eu mesmo cometi ao entregar minhas economias a Azmur, o oleiro. Um retorno pequeno e certo é uma coisa mais desejável que o risco.

"Aproveitem a vida enquanto estiverem aqui. Não exagerem nem tentem economizar demais. Se um décimo de tudo que ganharem é o que vocês podem confortavelmente poupar, con­tentem-se com essa porção. Por outro lado, vivam de acordo com suas rendas e não sejam sovinas nem temerosos ao gastar. A vida é boa e rica com coisas que valham a pena e causem prazer."

Seus amigos agradeceram-lhe por aquelas palavras e se foram. Alguns mantiveram-se em silêncio, porque não tinham imagi­nação e não podiam entender. Outros mostraram-se sarcásticos, porque pensavam que um homem tão rico deveria compartilhar sua fortuna com velhos amigos menos afortunados. Um terceiro grupo, entretanto, parecia ter nos olhos uma nova luz. Percebe­ram que Algamish tinha voltado regularmente à sala dos escri­bas, porque estava observando um homem que por seus pró­prios esforços saía da escuridão para a luz. Quando esse homem achou a luz, um lugar esperava por ele. Ninguém podia ocupar esse lugar sem que pêlos próprios esforços chegasse à compre­ensão, ou seja, até que estivesse pronto para a oportunidade.

As pessoas desse terceiro grupo foram as únicas que, nos anos que se seguiram, continuaram visitando Arkad, que as recebia cheio de contentamento. Reunia-se com elas e transmitia-lhes de bom grado sua sabedoria, como gostam sempre de fazer os homens de grande experiência. E assistia-os quanto a inves­tirem suas economias naquilo que trouxesse lucros com segu­rança, evitando que apostassem em coisas que não rendessem dividendos.

O momento decisivo na vida desses homens ocorreu quando compreenderam a verdade que tinha passado de Algamish para Arkad e de Arkad para eles.

“Uma parte de todos os seus ganhos pertence exclusivamente a você”

quarta-feira, abril 30, 2008

SOGRAS E PROBLEMAS

ABRAHAM SHAPIRO

O que fazer para resolver problemas? A primeira coisa é manter a distância ideal, ou seja, não ficar próximos demais para que não nos paralisem, e nem nos afastar muito para não ficarmos alienados.

Às vezes cometemos um destes dois erros. Ou nos deixamos envolver demais, ou batemos em fuga achando que longe, eles se resolverão sozinhos. Mas eles não se resolvem.

Na solução de problemas uma das atitudes mais importantes consiste em descobrir qual ou quais são suas causas. Pouca gente se preocupa com isso. O mais comum é buscar um alívio imediato para as dores que eles nos causam.

Mas aqui vai uma observação: algumas doenças têm uma dor como sintoma. Esta dor não é de todo ruim. Ela tem o propósito de facilitar o diagnóstico. Se tomarmos um analgésico para afastá-la, poderemos inibir o único sinal de alerta de que temos algo mais grave.

Eu nunca concordei com a ideia de que as sogras são um problema para mim ou para a vida de ninguém. Mas o folclore popular costuma – injustamente – fazer piadas sobre elas. Há uma frase proveniente do folclore Judaico que contém uma boa lição: “A melhor distância de sua sogra é não tão perto que possa vir de chinelos, nem tão longe que tenha que vir de malas”.

O que aprendo deste pensamento remete-me a uma divertida e sábia lição não a respeito das sogras, mas, sim, sobre como nos portar em relação aos nossos problemas.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, abril 29, 2008

A ECOLOGIA DAS PALAVRAS

ABRAHAM SHAPIRO

Os ecologistas nos ensinam que existem produtos que são biodegradáveis e outros que não são. Os biodegradáveis são absorvidos pela natureza sem causar impacto negativo. A casca de um ovo, por exemplo, será rapidamente absorvida enquanto um pneu permanecerá por um tempo muito longo e poderá causar problemas sérios de poluição.

Nossas palavras também perduram por muito tempo.

Façamos um teste. Você se lembra de quando criança levou palmadas por ter feito alguma travessura? Dificilmente lembrará. Já, as palavras que lhe magoaram, estas talvez você não apenas se lembre, mas poderão lhe causar tristeza por toda a vida, Deus não o permita.

O senso de praticidade dos dias de hoje nos leva a esquecer facilmente quanto é importante aprendermos a usar as palavras certas nos momentos certos. Não podemos e nem devemos minimizar isto. Há um risco de perdas e danos sempre que somos prolixos e usamos nossa língua como uma metralhadora que atira para todos os lados. A sabedoria consiste em saber pesar e medir as conseqüências do que iremos dizer enquanto ainda fechado no circuito interno de nossos pensamentos.

Winston Churchill disse certa vez: “Nunca tive indigestão por comer as minhas palavras”. O melhor que podemos fazer em relação a isso é cuidar, sim, de nossas palavras a fim de que, sendo doces e digeríveis, não nos causem náuseas por serem amargas demais quando tivermos que engoli-las.
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segunda-feira, abril 28, 2008

PENSE EM COISAS BOAS... E VEJA AS CONSEQÜÊNCIAS

ABRAHAM SHAPIRO

Uma atitude condenável nos negócios é concentrar-se no que não pode ser feito em vez de focar naquilo que pode ser feito.

A maioria das pessoas cria obstáculos mentais sérios quando dizem: "Não consigo falar com o cara pelo telefone"; "Ninguém vai retornar minha ligação"; "Eles não vão me contratar"; "Esqueci"; "Não tomei nota"; "O negócio não será fechado" etc.

No passo seguinte a tal comportamento estas pessoas entram com a maior facilidade no campo das desculpas. Ou seja, após uma torrente de negativismo, o que se ouvem são afirmações do tipo: “Não tenho tempo suficiente”. Ou, ainda aquela tradicional, inexpressiva e patética frase: “Estou fazendo o melhor que posso”.

Imagine como você se sentiria se alguém chegasse até você nas mesmas circunstâncias sobre as quais está se lamentando. Você estaria disposto a ouvir? Ou tentaria evitar essa pessoa a todo custo? A reposta é óbvia.

Mas existe uma resposta melhor, e ela reside na habilidade de “ser ou não ser” positivo, disponível a todo ser humano. Se você foca sua atenção no negativo, seus resultados provavelmente serão negativos. Se você foca numa expectativa e numa concretização positiva, então resultados positivos virão em resposta.

Portanto, a prática fundamental está em ser positivo, em pensar positivo e em agir positivo.

Certa vez, uma mulher Judia escreveu uma longa carta para um rabino contando a ele toda circunstância ruim em que o seu filho se encontrava. O que ela queria era receber uma orientação. Dias depois, ela recebeu um envelope de resposta. Surpreendeu-se ao abri-lo e encontrar a mesma carta que havia mandado, com uma diferença: o trecho onde estavam escritas as possibilidades negativas do filho estava recortado com uma tesoura. No alto da página, havia uma inscrição feita com uma caneta preta cujas palavras eram: Tracht gut, un vet zayn gut – expressão em iídiche que significa: “Pense em coisas boas e tudo irá bem”. ______________________

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sexta-feira, abril 25, 2008

UM POUCO MAIS SOBRE O DINHEIRO

ABRAHAM SHAPIRO

Ter dinheiro é bom. Mas dinheiro em excesso pode transformar a vida num "inferno". Os filhos terão a tendência de não trabalhar porque acham que vão herdar uma fortuna. Assim, eles nunca terão a auto estima proporcionada pelo trabalho. Serão pessoas amarguradas e ficarão torcendo, o tempo todo, para que o pai morra logo.

Se você for podre de rico, estará cercado de puxa-sacos que encherão sua vida de mentiras para afagar ilusões de grandeza. Em vez de fazer coisas empolgantes com seu dinheiro e sua vida, você vai gastar o tempo protegendo sua riqueza de seus funcionários, advogados e contadores, que, um por um, querem mesmo é lhe convencer de transferir o seu dinheiro para a conta deles.

Até certo ponto, às vezes o dinheiro permite que você circule em ambientes mais interessantes. Era exatamente isto o que desejava um jovem empresário ao fazer das tripas coração para viver num condomínio de luxo de sua cidade. Ele queria se sentir mais rico do que realmente é. Esta lamentável opção o levou a virar as costas para os amigos e familiares que o estimavam tanto. Tornou-se explorador de seus funcionários impondo sobre eles cargas horárias que deixou alguns doentes.

No entanto, todos sabem que, mais dia, menos dia, ele reconhecerá que o dinheiro não tem o poder de fazer as pessoas o amarem e nem de lhe dar mais saúde do que ele tem. Quando este dia chegar, temo que ele não encontre mais ninguém que antes o amava. Muitos já o terão esquecido e aprendido a viver sem nenhuma lembrança amável que dele tenha ficado. ______________________

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quarta-feira, abril 23, 2008

DISCUSSÕES BLOQUEIAM O POSITIVO

ABRAHAM SHAPIRO

Já aconteceu de você discutir com alguém e cinco minutos mais tarde pensar: “Ah... como fui tolo... eu bem que devia ter dito isso, isso e aquilo?”

Tenho certeza que você queria mesmo dizer, pois, todo mundo quer. A razão por que não conseguiu pensar nesta resposta ferina enquanto estava no calor da discussão é que brigas são ações negativas. E o negativo bloqueia o pensamento criativo. Quem está negativo não consegue fazer fluir a criatividade ao falar, descrever ideias ou imaginar conexões práticas entre imagens.

Atente para esta informação: ocorrências, energia e pensamentos negativos são muito mais poderosos do que o pensamento positivo. É preciso o dobro de energia para ser negativo do que para ser positivo. E é por isso que no final de uma briga verbal de poucos minutos, você se sente cansado, às vezes extenuado como se tivesse passado horas fazendo esforço bruto.

Eu já gastei energia demais de minha vida com discussões que, ao invés de trazerem entendimento e aproximação, só trouxeram tristeza e distanciamento. É péssimo permitir que as circunstâncias se esquentem demais quando se trata de defesa de idéias ou competição de pensamentos. Quando isso começa a ocorrer, o ideal é dar um tempo – um recesso de alguns minutos ou de um dia, se necessário – e só retornar ao assunto quando as emoções estiverem sob controle. Posso afirmar que só assim o raciocínio poderá funcionar bem.

Sob condições positivas nossos fluxos mentais se processam de modo ótimizado. Por isso, experimente submeter seu comportamento a ser sempre positivo. Observe os resultados e compara com todas as outras situações. Você terá a sensação de estar mais livre e de viver melhor.
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terça-feira, abril 22, 2008

DE QUANTO O CRESCIMENTO DE UMA EMPRESA DEPENDE DE SEU CLIENTE

ABRAHAM SHAPIRO

O pensamento de Fred Reichheld na abertura de seu livro "A PERGUNTA DEFINITIVA" elucida a relação entre atendimento ao cliente e crescimento da empresa. Abaixo transcrevemos um excepto destas idéias:

"Você pode lucrar com um cliente insatisfeito, enganado, maltratado por seus funcionários, mas você precisa saber que este cliente nunca fará o crescimento de sua empresa. Por um simples fato: este cliente será um detrator de sua marca. Ele sairá contando para todo o mundo sobre o modo como se sentiu mal e destratado.

A única maneira de um empresário verdadeiramente pautar sua conduta pela Regra de Ouro – tratar os outros como gostaria de ser tratado – é evitar os lucros ruins acima de qualquer coisa.

Neste exato momento há um sem número de empresas que estão crescendo justamente porque aprenderam a identificar a diferença entre lucros bons e ruins – e a direcionar seus esforços para os primeiros.

Lucros bons são obtidos por meio da cooperação entusiasmada dos clientes. Uma empresa obtém lucros bons quando encanta os clientes a tal ponto que estes voltam por vontade própria para comprar mais – e não apenas isso, eles encorajam seus amigos e colegas a fazerem negócio com a empresa.

Os clientes satisfeitos se tornam, na realidade, parte do departamento de marketing da empresa, aumentando suas próprias compras e fornecendo recomendações entusiasmadas. Eles se tornam promotores.

Uma empresa que deseja romper o vício em lucros ruins deve construir relações de tamanha qualidade que produzam promotores, gerem lucros bons e incentivem crescimento.” ______________________

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, abril 21, 2008

"VOCÊ NOS INDICARIA A UM AMIGO?"

ABRAHAM SHAPIRO

“Você nos recomendaria a um amigo?” Fred Reichheld propõe esta questão como a pergunta definitiva, a forma ideal de avaliar o futuro da empresa.

Embora muitas empresas façam regularmente pesquisas de satisfação, poucas ou nenhuma conseguem avaliar a capacidade da base de clientes alavancar o crescimento sustentado através de indicações a outros clientes. As pesquisas normalmente são longas, chatas e trazem poucas conclusões sobre o que realmente interessa no processo de relacionamento empresa-cliente. Isso sem mencionar a grande tendência das pessoas mentirem em pesquisas demoradas ou que lhes permite tempo demais para pensar na resposta. Muita gente seleciona a resposta que melhor reflita status desejado ou satisfação não atingida.

O que Reichheld propõe é simples e radical: concentrar-se em poucas perguntas em torno da questão central: “você nos recomendaria a um amigo?”

Esta pergunta fácil e rápida não só incita à verdade como é capaz de nos mostrar quem são os clientes promotores – os que falarão bem da empresa – , os clientes neutros e quem são os detratores – os que falarão mal por causa de experiências ruins vividas junto à empresa.

A pesquisa proposta por Reichheld é uma medida excelente para avaliar o desempenho da empresa e suas chances no futuro sob a mais importante perspectiva do mercado: seus clientes.

Ele descobriu que o aumento do índice de promotores em até 12% pode dobrar a taxa de crescimento real da empresa.

O mesmo índice é passível de ser aplicado também internamente na avaliação da satisfação dos colaboradores – curioso e interessante.

Há empresário por aí convencido e orgulhoso de ter uma empresa bem ajustada e atual. Quando faz pesquisa para medir a satisfação de seus funcionários, acaba decepcionado ao constatar que nem os puxa-sacos são seus promotores. Quando saem ao mercado para pesquisar clientes, então... a coisa fica feia. De quem será a culpa?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

domingo, abril 20, 2008

LUCRO BOM E LUCRO RUIM - UMA VISÃO FABULOSA DE FRED REICHHELD

ABRAHAM SHAPIRO

Há poucos dias dei início a um trabalho de consultoria em uma rede de varejo. Entrevistei proprietários de lojas e pouco a pouco entrei no principal problema de todos eles: a fuga de clientes - grande potencial de negócios, mas uma realidade pobre e sofredora. Entendi – como uma luz que brilhava diante de meus olhos – a grande sabedoria revelada por Fred Reichheld em seu livro A PERGUNTA DEFINITIVA sobre lucros bons e lucros ruins. Poucos empresários, executivos e gerentes sabem conceituar estas duas grandezas estranhas à contabilidade.

Todas as vezes que um cliente se sente enganado, maltratado, ignorado, explorado ou coagido, os lucros obtidos desse cliente são ruins.

A origem dos lucros ruins está no preço enganoso, no descumprimento de prazos de entrega, nas falhas na qualidade de produtos e tantas outras situações que só penalizam o cliente que não tem culpa alguma e ainda vê sua opinião tratada com desprezo pela empresa.

Experiências ruins proporcionadas ao cliente é a raiz do lucro ruim.

- "Tudo bem, tudo bem. Mas o que isso acarreta?" - muitos perguntam.

- "Um pequeno estrago" - eu diria.

Lucros ruins fazem nascer um tipo de cliente chamado por Fred Reichheld de "detrator".

O cliente que se sente maltratado irá reduzir suas compras, mudar para o concorrente e, o pior de tudo, contar para seus amigos a dolorosa experiência que viveu. Em bom português isto se identifica com um substantivo encontrado em qualquer bom dicionário: a detração, ou seja, falar mal.

Até alguns anos passados, todo mundo dizia que o cliente conta sua insatisfação para dez amigos. Hoje, eu, pelo menos, me recuso a aceitar isso. Tenho certeza que um cliente insatisfeito contamina dez mil amigos – através do e-mail, do Skype, do MSN, do Orkut e todas as outras ferramentas de relacionamento.

É! Os tempos mudaram. Se os meus comentários deixaram você chateado, acho bom você tomar uma atitude imediata e começar a considerar mais o ponto de vista de seu cliente. Caso contrário, nem toda a propaganda do mundo irá vencer o que ele dirá a respeito da péssima experiência que você e sua empresa lhe proporcionam.
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quarta-feira, abril 16, 2008

TUDO COMEÇA EM VOCÊ MESMO

ABRAHAM SHAPIRO

Querer é a chave da realização.

Existe um nível de sucesso que você quer para os seus negócios ou para sua vida, mas ainda não foi atingido? Então, o primeiro lugar para procurá-lo é dentro de você mesmo.

Fazer perguntas pode ser um meio para se trazer mais clareza ao seu objetivo: “Por que você quer que o seu negócio seja bem sucedido?”; “Que benefícios irá trazer?”; “Você acha que merece? Se não acha, por que não?”

Uma outra ajuda bastante grande é observar de que forma as outras pessoas conseguiram antes o que você está buscando agora. “O que fizeram para se motivar? E eu? Como posso aprender isso? Como pôr em prática o que estou querendo executar?”

Elimine os obstáculos típicos. Se existe algum problema em realizar seus sonhos ou mesmo em conseguir uma melhoria em sua vida, não pense que seja falha de caráter ou um traço de personalidade. Você tem o direito à felicidade e um dever de ser positivo na busca de seus ideais.

O desejo e a intenção são as duas fontes ativas de energia que você tem dentro de si. Você pode aprender a fazê-las crescer continuamente em qualquer grau que queira. Pode aprender a motivar-se até qualquer nível de energia ou entusiasmo que escolher.

Os eventos exteriores não têm nada a ver com isso. A história pessoal não tem nada a ver com isso.

Saiba definitivamente que a motivação existe no patamar da escolha. E o poder de escolha, na sua vida, é algo que se encontra inteiramente nas mãos de um único ser: você!!!
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terça-feira, abril 15, 2008

NADA ACONTECE ATÉ QUE SE QUEIRA

ABRAHAM SHAPIRO

O trabalho que eu exerço é uma fonte infindável de aprendizagem sobre o comportamento humano. Como os leitores sabem, eu sou consultor de empresas, e no exercício desta profissão, quase todo o tempo procuro apresentar a meus clientes novas ideias sobre como agregar valor aos seus serviços ou produtos e, desta forma, ampliar vendas com melhor preço.

A visão é clara: aumentar vendas com maior valor significa maior receita e satisfação dos clientes.

Parece algo interessante para o empresário – e de fato é. Mas, quando vamos checar mais tarde, freqüentemente descobrimos que muitos destes empresários não levaram adiante a maior parte destes processos.

Numa empresa que dependia diretamente de bom atendimento para alavancar suas vendas, chegamos a desenvolver um jogo para garantir que os funcionários executariam a seqüência das regras do atendimento. Dois meses após a implantação, o jogo – que custou caríssimo – havia se tornado uma peça decorativa. Na ocasião dos treinamentos que desenvolvemos, a empresa se diferenciava de todas as de seu segmento. Era um sucesso comprovado. Seus clientes citavam os funcionários como exemplos. A preocupação com o padrão de cuidado ao cliente chegava aos níveis mais altos. Hoje, o gerente convive com um volume elevado e desagradável de reclamações que chegam, diretamente ou através de terceiros, dos mais assíduos clientes - já não mais tão fiéis. E as vendas caem.

Qual é o problema? Conhecê-lo ou diagnosticá-lo não o resolverá.

Dizem que um doente que admite sua enfermidade ao ser diagnosticada, está a 50% de sua cura. Sim. É verdade. O problema é que os outros 50% dependerão dele querer submeter-se às prescrições. Ou seja: saber, conhecer e contemplar não resolve problema algum. Querer resolvê-lo é que garantirá sucesso, assim como cura, recuperação etc.
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segunda-feira, abril 14, 2008

ESTÁ NERVOSO? VÁ CAÇAR (TALENTOS)!

ABRAHAM SHAPIRO

Quando bons funcionários vão embora, a empresa ressente sua falta. As vendas tendem a cair, e com elas, também os lucros.

Pessoas boas para o trabalho são difíceis de encontrar. A busca se torna ainda mais difícil quando precisamos delas. Talento não dá em árvores.

Grande número de empresários espera para agir somente quando a necessidade de pessoas é febril, o que é um mau negócio. As chances de produzir erros na seleção são altíssimas. É contraprodutivo e sempre se está na estaca zero.

Pense em seu melhor funcionário. Se você tivesse outros como ele, seu negócio estaria muito melhor, não estaria? Se este funcionário for embora, todo aquele tempo precioso que você dedica a pensar em grandes sacadas ficará comprometido com coisas de menor valor ou triviais. Você sabe que ficar o tempo todo “dentro da floresta” será perda de dinheiro. Você almeja ficar em um plano de visão onde enxergue as “árvores” à distância. O melhor ponto de vista de uma partida de xadrez é fora do ângulo dos jogadores. Em negócios, isto só é possível quando se tem pessoas comprometidas e bem treinadas.

Quanto tempo você tem dedicado a recrutar pessoas seriamente? Zero? Seu negócio vai mal. O recrutamento de pessoas em sua empresa está baseado em reação em vez de criação.

Por isso, pare de agir por reação. Passe ao patamar da criação. Estabeleça um compromisso para construir uma equipe ótima o tempo todo – seja de venda, de atendimento ou de tarefas burocráticas. Em recursos humanos, esforços desorganizados e frenéticos para recrutar dão em nada ou muito pouco. O que melhor se consegue é administrar uma lista interminável de pessoas medíocres. Noventa e oito por cento dos empresários agem assim. É irônico, mas passar a vida preenchendo as necessidades de um negócio, não é o que o faz bem-sucedido. Esta falha grave pode ser enunciada como sendo trabalhar “em” seu negócio em vez de trabalhar “sobre” o seu negócio. O ideal é se concentrar no que você quer e não no que você precisa.

Não contrate funcionários prontos. Busque candidatos com perfil pessoal bem ajustado ao seu negócio quanto a disponibilidade a horários, traços de personalidade, apresentação pessoal, fluência verbal, etc. Proponha-se a investir em treiná-los na área específica em que atuarão. A ideia de uma escolinha vai muito bem. Comece produzindo um anúncio maravilhoso que atraia pessoas. Publique-o no jornal ou use uma rede eficaz de contatos. Estabeleça uma perspectiva salarial atraente que premie o esforço em aprender e o desempenho, de modo a ser possível alcançar remuneração acima do mercado local ou regional. Agregue algum benefício após a fase de experiência. Ações como estas, desde que freqüentes, mudarão o cenário de sua empresa de “não aparece ninguém” para “todo mundo quer trabalhar aqui”. Uma vez que isso mude, moral, produtividade e tudo o mais aumenta automaticamente.

Tenho trabalhado nessa questão de recrutamento com muitos e muitos negócios e afirmo que o gol mais difícil de marcar é: trabalhe “sobre” o seu negócio e não “em” seu negócio. Seja proativo e não reativo.

Fazer parceria com uma empresa idônea de serviços de recrutamento e seleção, e manter uma lista sempre atualizada de currículos de pessoas a serem treinadas ajuda muito. Estabeleça critérios apropriados à sua empresa para a seleção. Devem ser claros e objetivos.

Se o seu negócio tem uma rotatividade típica, não trabalhe com o time de funcionários completo. Mantenha sempre alguém em formação. É salutar. Caso não exista rotatividade, lembre-se que mesmo nas melhores famílias os membros também se vão. Não será diferente com sua equipe de trabalho, por mais bem ajustada que seja.

Prepare-se para fazer da busca de talentos a área principal de seu negócio, pois, tudo depende e sempre dependerá disso. Em se tratando de pessoas, “qualquer uma” significa problema, fuga de clientes e queda nos lucros. Por isso, acabe de uma vez com o seu estresse. Caso você não goste de “caçar” talentos, faça uma outra opção: pesque-os. Não conheço remédio melhor e mais estratégico!
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sexta-feira, abril 11, 2008

COMO CONDUZIR REUNIÕES NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

Um dos grandes problemas de qualquer empresa são as reuniões. A seguir, propomos um roteiro racional sobre como conduzir uma reunião de maneira a se obter os melhores resultados, a máxima eficiência e a mínima incidência de crises pessoais.


I. As etapas de uma reunião executiva

1. Abertura
2. Chamada das pendências
3. Problemas no cumprimento das pendências
4. Próximos alvos a serem atingidos
5. Possíveis obstáculos
6. Posicionamentos pessoais e direcionamentos
7. Finalização

II. Detalhamento

1. Abertura
Um tema concernente ao momento poderá ser colocado em pauta. É conveniente que o dirigente faça as considerações de abertura em função de sua visão pessoal ou de um direcionamento que deseje dar ao grupo, como um todo, relacionado às principais pautas da reunião em curso.

2. Chamada de pendências
É o espaço da reunião no qual será feita a chamada de todas as pendências que foram estabelecidas como alvos a serem atingidos na última reunião. É preciso que a condução deste momento seja muito organizada a fim de se evitar confusões, discussões desnecessárias ou exposição de vaidades.

3. Problemas no cumprimento das pendências
Os problemas enfrentados por quem assumiu compromisso de tarefas na última reunião são apresentados com o fim de se solicitar orientações, novas idéias e auxílio. Um novo prazo poderá ser solicitado na execução da tarefa e ela torna-se, automaticamente, um novo compromisso.

4. Próximos alvos a serem atingidos
As ações a serem estabelecidas na próxima semana são discutidas, os prazos são fixados e todas as considerações dos colaboradores envolvidos são feitas.

5. Possíveis obstáculos
Haverá algum obstáculo ao cumprimento das metas da próxima semana? É o momento para se exercitar a proatividade e não o medo ou a reclamação. Há também, neste espaço, a possibilidade de negociação.

6. Posicionamentos pessoais e direcionamentos
Os membros de uma equipe têm necessidade de propor sugestões, levantar situações próprias ou de equipe e compartilhar posicionamentos pessoais.

7. Finalização
O dirigente utiliza este momento para agradecimentos, reconhecimentos públicos, motivação e fortalecimento à equipe.

III. Pontos a serem lembrados em relação às reuniões:

- Se possível, a presença de uma secretária é conveniente para anotação de todas as decisões e orientações. A ata da reunião é um compromisso de todos.
- A finalidade da reunião é aumentar a eficiência de cada um, por isso, o papel do Dirigente é esclarecer dúvidas que pairem sobre as responsabilidades de cada um perante as tarefas a serem desempenhadas e comunicar segurança.
- Pessoas que se sentem bem consigo mesmas produzem bons resultados.
- Produtividade é mais do que apenas quantidade de trabalho realizado. É também qualidade.
- Ser didático ao máximo em relação a qualquer nova idéia. Uma vez entendida, não é necessário repetir.
- Evitar longas falas. Ser objetivo e conciso.

IV. Identificando problemas

- O líder deve identificar problemas de desempenho no subordinado e oferecer soluções que, ao serem implementadas, invertam a situação em curso.
- O conceito de PROBLEMA é: “Existe um problema se e somente se há uma diferença entre o que está acontecendo e aquilo que se desejava que estivesse acontecendo”. O que passar disso, é apenas reclamação.
- O líder precisa aprender a distinguir perfeitamente entre um problema e uma reclamação. Ele só agirá frente a um problema e nunca a uma simples reclamação.
- Na ocasião em que for proposta qualquer solução a um problema existente, a pergunta a ser feita deve ser: “Esta idéia fará acontecer o que se espera que aconteça? Ou seja: “Esta idéia irá atingir a meta esperada?”
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quinta-feira, abril 10, 2008

ACREDITAR É O ALICERCE

ABRAHAM SHAPIRO

Recebi um e-mail, o qual diz:

"Prezado Sr. Shapiro,

O senhor tem escrito sobre o benefício de se ter uma atitude positiva. Isto me preocupa muito porque, sinceramente, eu não acredito que seja capaz de ter uma atitude positiva".

Minha resposta:

"Caro Sr. Fulano

Se você não acredita ser capaz de ter atitudes positivas, por que o fato de não acreditar está lhe preocupando? Sua preocupação demonstra que você acredita, e este já é um excelente começo. Falta agir. Por isso, aja!"

O pré-requisito para se tomar uma atitude positiva é acreditar na ideia de ser positivo, acreditar na própria capacidade de ser positivo, acreditar no bem que essa atitude irá significar para a sua vida e para a vida das pessoas que com você se relaciona direta ou indiretamente.

Você sabia, por exemplo, que uma pessoa gravemente doente e que acredita em sua capacidade de recuperação tem maior facilidade de superar sua dificuldade através de um tratamento médico do que outra pessoa negativa submetida ao mesmo tratamento?

Isto é, o que o ato de crer faz em apenas uma área da vida. Pense na carência de atitudes positivas que todo mundo tem em relação à vida profissional, aos relacionamentos pessoais, à qualidade de vida, à religião, à educação dos filhos, em relação ao presente e ao futuro...

Por isso, acredite. Não repute-se como alguém incapaz de planejar e realizar coisas grandes e excelentes para si mesmo e para todo o mundo. E isso necessariamente passa por uma atitude positiva - convicta e constante.
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quarta-feira, abril 09, 2008

A BORBOLETA E A ATITUDE POSITIVA

ABRAHAM SHAPIRO

Uma atitude positiva acontece por acaso? Não. De forma alguma.

A atitude positiva acontece quando você pensa que ela vai acontecer.

A atitude positiva acontece quando você faz com que ela aconteça.

Nosso livre arbítrio existe exatamente para que façamos uso dele em função de escolhermos coisas boas e que nos façam seres humanos melhores.

A felicidade interna é o começo da atitude positiva, não sua concretização.

A surpresa é que algumas pessoas perceberão que já têm todos os atributos necesários para adquirir uma atitude positiva. Eu posso afirmar que todo ser humano possui os pré-requisitos para optar pela atitude positiva. O que pode acontecer como obstáculo é o fato de ter sido reprimido durante anos na forma de negatividade. Mas tudo que esta pessoa precisa fazer é mudar seu foco e sua persectiva, e, assim, a atitude positiva aparecerá.

Atitude é uma escolha, não sua condição.

Atitude é a maneira como se reage a uma situação, e não a situação em si. Você tem controle sobre o que escolhe e como reage.

Não sei se esta metáfora ajuda. Em todo caso, dividirei com você com o fim de melhorar sua visão a respeito. Vamos lá, tente entender: a borboleta é uma lagarta com atitude positiva!
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terça-feira, abril 08, 2008

O QUE ATRAI AS PESSOAS A VOCÊ?

ABRAHAM SHAPIRO

As pessoas sentem-se atraídas ou não a você com base em suas atitudes.

A atitude positiva é contagiante. Você pode passá-la para os outros. Mas você deve entender que os alicerces da atitude são criados em seus pensamentos e ações no início de cada ciclo. No começo de um dia, por exemplo, suas reflexões e fluxos mentais determinarão quais atitudes você irá tomar.

A atitude positiva é a base de tudo: é o seu humor quando você se levanta; quando se olha no espelho pela manhã; quando você fala com seu marido ou sua esposa; quando você fala com seus filhos ou com seus pais. É seu humor quando você vai para o trabalho; quando chega no trabalho; quando você fala com seus colegas ou com o chefe. É seu humor quando você fala com seus clientes.

Com que tipo de humor você normalmente está? Saiba, então, que atitude não tem nada a ver com “estar mal-humorado”, mas tudo a ver com estar sempre de ótimo humor.

A atitude positiva que temos baseia-se na família, no ambiente em que vivemos, nos nossos amigos e nas coisas a que nos expomos. Baseia-se também nas nossas experiências passadas, no trabalho e outros acontecimentos da vida.

Se você cresceu em um ambiente familiar infeliz, em que seus pais lhe destratavam, você tem que travar uma luta para ser uma pessoa feliz. Isto é possível, mas exige esforço. Para começar, pense que ninguém "é" nada! Todos nós "estamos" em determinado estado ou situação. Portanto, temos todas as condições necessárias para nos deslocarmos desde este estado em direção a outro em que nos sentiremos melhor. Em outras palavras, podemos tomar uma atitude a respeito disso e, assim, melhorar nossa vida - o que, certamente, é uma autêntica e valiosa atitude positiva.
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segunda-feira, abril 07, 2008

QUAL É SUA ATITUDE EM RELAÇÃO A DINHEIRO?

ABRAHAM SHAPIRO

A relação das pessoas com o dinheiro tem tantas possibilidades de sucesso e fracasso quanto é a multiplicidade dos seres humanos no mundo.

Saber usar o dinheiro não é uma questão de economia, mas de princípios.

O modo de se ganhar e gastar dinheiro revela a visão que seu proprietário tem do mundo e de si mesmo. Talvez, seja por isso que tantas pessoas ganhem o suficiente para levar boa vida e garantir seu futuro, mas vivem apertadas ou endividadas. O sujeito ganha mil, mas vive segundo um padrão de 1.500.

Há pessoas que conseguem realizar muito com o pouco que ganham. Há outras que vêem seu dinheiro evaporar como éter. Dinheiro não é um papel ou metal. O seu valor não se limita ao que está impresso sobre ele. Pode ser mais ou menos, por que é energia viva. O segredo do valor da moeda está na intenção de quem a usa e na finalidade.

Dinheiro também pode funcionar como uma droga e ter efeito entorpecente sobre aqueles que o encaram somente como um meio para terem status social.

Assim como uma vida sem sentido não tem valor algum para quem a vive, dinheiro sem uma atitude decidida também nada vale. Seja quanto for.

E você? Como encara o dinheiro que ganha? Decida adotar uma atitude positiva. Que tal planejar usá-lo para fazer coisas boas e não gastar sem consciência e sabedoria? Você verá que, desta forma, uma dificuldade que hoje existe e lhe incomoda, poderá se converter instantaneamente em alegria e durar muito.
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sexta-feira, abril 04, 2008

AJA

ABRAHAM SHAPIRO

Você quer mudar seu comportamento? Ótimo, então comece a mudar.

Você sente o desejo de aprender algo novo? Comece a agir a respeito disso.

Se você priorizar a ação, encontrará condições de aprender com ela, e daí formular uma teoria, um procedimento ou uma regra de vida.

O mundo em que vivemos é o mundo das ações. Neste mundo, o pensamento é o meio para nos levar à ação.

Pensar é bom. Mas se ficarmos parados pensando, perdemos a chance de realizar coisas boas.

O tempo passa rápido demais. Ficar perdidos em palavras e filosofias só nos fará inativos ou, na melhor das hipóteses, bons faladores. Importante é a ação. Só pensar e falar, nada produzem de concreto.

É por isso que eu não acredito em filosofia. Eu acredito, sim, em ideias que causam mudanças no modo de agir.

Tenho me deparado frequentemente com pessoas que se declaram negativas por natureza. São pessoas que vêm a vida como algo pesado e difícil.

Muitos perguntam: “Eu quero me tornar positivo. O que devo fazer?” A resposta é: Comece a agir a respeito disso. Comece a ser positivo. Dê um passo, depois outro... aja. Em pouco tempo, você fará parte do grupo dos positivos.

Não são os argumentos que mudam as pessoas. Pessoas mudam “fazendo”. Introduza um novo hábito em sua vida, e sua perspectiva inteira de mundo mudará. Primeiro faça, e então, comece a aprender sobre o que você fez.
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quarta-feira, abril 02, 2008

A MILHA MILAGROSA

ABRAHAM SHAPIRO

Até 1954, correr uma milha em quatro minutos era algo que estava além da compreensão humana. As pessoas acreditavam que esse era o limite físico real. Parecia ser um limite absoluto assim como os marinheiros achavam que cairiam numa cachoeira que desembocava no inferno se ultrapassassem a linha do horizonte marítmo. isto foi uma crença que perdurou até o século XV, por incrível que pareça para nós, hoje, que sabemos que a Terra é esférica.

Foi em maio de 1954, numa pista de Oxford, na Inglaterra, que Roger Bennister rompeu esta barreira, correndo uma milha em 3 minutos e 59 segundos.

Dois meses depois, na Finlândia, a “milha milagrosa” de Bennister foi superada pelo seu rival John Landy, que conseguiu o tempo de 3 minutos e 58 segundos. Dentro de três anos, 16 corredores quebraram este recorde.

O que aconteceu nesses 3 anos? Será que houve uma repentina mutação na raça humana e surgiram supercorredores? Não. O corpo humano era basicamente o mesmo.

O que mudou foi a cabeça, o modo de pensar.

Os corredores do passado tinham sido limitados por um pressuposto segundo o qual ninguém conseguiria correr a milha em tempo inferior a 4 minutos. Quando esse limite foi quebrado, todos viram que podiam fazer algo que antes acreditavam ser impossível.

Quantos pensamentos estão, agora, limitando nossa vida de ter mais velocidade e progresso?

Tente encontrar os setores de sua vida ou dos negócios onde existam oportunidades como a milha em quatro minutos que você não consegue distinguir.

Você pode desenvolver uma atitude positiva também em relação a isso. Aliás, uma atitude positiva em relação aos obstáculos da vida já é o primeiro passo para suplantá-los. ______________________

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terça-feira, abril 01, 2008

DE ONDE VEM A ATITUDE POSITIVA?

ABRAHAM SHAPIRO

De onde vem a atitude positiva? Toda atitude vem de dentro. A atitude positiva também vem de dentro de nós.

A atitude positiva não tem nada a ver com o que acontece conosco. Mas é o que nós fazemos com o que acontece. É o modo como reagimos a isso.

Sabe o que é atitude positiva? É a habilidade de processar pensamentos de maneira positiva, independentemente das circunstâncias. E ninguém é perfeito nisso. Apesar de toda a sua determinação em ser positivo o tempo todo, você terá altos e baixos dependendo do seu modo de pensar e de sua vulnerabilidade aos outros.

O curioso é que, quanto mais você trabalha sua atitude, menos vulnerável fica ao aspecto negativo dela.

Observe este aspecto interessante sobre a atitude. Um segundo é bastante para alguém levar você a uma atitude negativa. Mas para adquirir uma atitude positiva, você pode levar anos e anos.

Sabe por quê? É que a atitude positiva resulta da combinação de seu modo de pensar com a sua determinação de permanecer no estado mental certo. E isso não é nem um pouco fácil. Porém, quando você consegue, prova um dos sabores mais fantásticos da vida.

Ou seja, a lição a aprender é que tudo o que requer esforço, nesta vida, tem um sabor mais agradável e nos traz maior benefício. Ninguém pode afirmar que viver é fácil. Mas viver é bom. E só é bom por que detrás de todo esforço há uma recompensa. O que você acha de começar a gastar alguma energia em busca de ser mais positivo?
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