16 de jul de 2014

NOVA MODA CORPORATIVA

ABRAHAM SHAPIRO

Conselhos são a nova moda corporativa. Não conselhos de orientação ou sabedoria, mas grupamento de pessoas, formados para auxiliar na tomada de decisão quando a situação requer mais de um responsável.
Um bom exemplo é o Conselho de Administração – entidade criada como recurso da Governança Corporativa em empresas profissionalizadas.
Mas assim como tudo na vida, um conselho ou comitê pode ser bom ou ruim – depende do uso e da dose.
Veja os sinais importantes por trás de muitas sugestões dadas por funcionários a título de solução a problemas. Por exemplo: um gestor incompetente para assuntos de sua responsabilidade irá sugerir a formação de um comitê, pois isto alivia suas obrigações pessoais. Um gestor cuja personalidade é controladora e desejosa de poder, terá num comitê o ambiente ideal para realizar suas necessidades psicológicas.
Um comitê nasce do objetivo de se ter uma “equipe” sinérgica, formada por pessoas respeitosas  e inteligentes capazes de propor soluções. Porém, o que normalmente se consegue é um grupo. Por que? Pelo individualismo das pessoas, e porque elas visam projetar seu ego aos olhos dos chefes, comportando-se como  numa raia de corrida. Estes são os fatores negativos.
O principal aspecto positivo de um comitê está em ser, de fato, uma equipe. Esta ainda é a maior vantagem competitiva de qualquer corporação. Este poder advém da dificuldade em que consiste criar ou desenvolver uma equipe – do futebol à religião, passando por empresas.
A regra básica para se ter uma equipe é combinar talentos individuais, juntando conhecimento e capacidade de visão de modo a produzir mais do que seria possível para cada um em separado.
1.       As metas devem ser específicas.
2.       É preciso regras que sejam respeitadas. 
3.       Os membros devem reconhecer a interdependência entre si.
4.       Cada encontro deve ser agendado, pautado e bem esclarecido ao entendimento de todos.
Uma equipe integra pessoas. Um grupo apenas as justapõem. E assim como numa orquestra cabe ao maestro cuidar da harmonia a partir da interpretação individual de cada músico, num comitê a presença de um responsável por seu direcionamento com autoridade, bom senso e sabedoria é a condição básica.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473