10 de set de 2012

ANTIPATIA, NÃO! OPORTUNIDADE DE SER MELHOR!

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 10/09/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


“O que foi que eu fiz para ela agir assim comigo?” – disse-me  a funcionária recém-contratada ao sair da sala da chefe. “Ela nem me conhece,  e já não gosta de mim!”
Começava assim mais um caso de antipatia na empresa.
Todo mundo tem um  jeito de ser ou agir que não lhe agrada. Por isso o nega ou o omite. Não queremos que os demais vejam esses impulsos  e aquelas atitudes que condenamos em nós mesmos. Ao encontrar alguém que os tenha, nós nos sentimos ameaçados. Então, sobrevém um medo que nos faz perder toda a nossa espontaneidade. Nossa cara se fecha. Tememos ser descobertos, julgados e criticados. E como  resultado disso, passamos a fazer com esta pessoa  exatamente o que jamais desejávamos que acontecesse conosco. Nós a julgamos sumariamente.
É claro! Ela é a nossa cara! E já que descobrimos isso, temos de rejeitá-la a fim de afastar para longe a insatisfação de ter encontrado alguém parecido com o que temos de mais obscuro registrado no nosso modo de ser.
Você nunca sentiu-se assim? Que tal fazer bom uso dessa "coisa"? Como? Use o colapso de antipatia como meio para promover uma limpeza ou reciclagem do lixo da sua própria personalidade e modelo mental.
Na hora em que se manifestar, questione-se: “Que sentimentos estou tendo por tal pessoa? Do que não estou gostando nela?” Transforme as respostas que obtiver em um alvo bem grande e vistoso, pois é quase 100% de certeza que isso está presente em você também. É  a informação exata do que você deve encarar em si, tomar consciência, e depois trabalhar a respeito para melhorar.
Quase todo mundo sente antipatia, mas nega. Se em vez de deixar a coisa assim ou progredir, causando os estragos que sempre causa, usar este sentimento para identificar seus próprios pontos negativos é inteligente e prático. É o jeito mais sábio de  converter um mal em um poderoso bem.
Repulsão entre pessoas semelhantes é comum. O que ninguém vê é a bombástica oportunidade de refinamento a amadurecimento  por trás disso. Portanto, pense e aja!
Quando você for capaz de dizer sinceramente:  “Conheci uma pessoa que é a minha cara. Não gostei dela no começo. Mas estou melhorando muito e já somos bons colegas de trabalho” – parabéns! Você certamente estará curado ou curada. 
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473