ABRAHAM SHAPIRO
Seth Godin, publicou recentemente em seu blog a sugestão de algumas coisas que, segundo ele, devem ser evitadas. São elas: revisão anual de metas; convenção anual de vendas; grande lançamento de produtos e eventos geradores de negócios. Ele simplesmente diz que "isto não funciona!” Segundo ele, estes eventos deixam pouco espaço para interação. E outra razão muito maior que ele aponta é que a comunicação barata e freqüente nunca foi tão fácil como hoje em dia. Ela gera ganhos muito maiores do que os eventos jamais trouxeram.
Godin pretende despertar o olhar do mundo dos negócios para uma outra direção. A prioridade ao pensar em qualquer ação de relacionamento com clientes deve ser dada para a criação de laços fortes, resultantes da interação e da troca efetiva de idéias. Ele quer dizer que as chamadas “mídias sociais” não só permitem tudo isso a baixíssimo custo, como também incentivam essas trocas.
Na minha humilde opinião, e sem falsa modéstia, discordo parcialmente de Godin.
Eventos - grandes ou pequenos - podem ser muito proveitosos quando bem pensados, planejados e executados. Com um detalhe: por gente profissional.
O que vejo por aí nada mais é do que apenas “cumprir a obrigação” – tempo, dinheiro e recursos gastos só para atender a um protocolo. Convenções de vendas, por exemplo. Em geral, nada mais são do que festas ruins. Mas você sabe o que os diretores dizem? “Que remédio? A gente tem que fazer”. Com isso, proclamam sua incompetência em criar uma solução que funcione melhor. E nem sequer pagam para um profissional produzir algo novo.
A regra é: "Todo evento tem que ser uma oportunidade bárbara de comunicação”. É o momento em que se tem uma platéia disposta a ver coisas, a ouvir assuntos específicos e detalhados – mesmo que não tão disposta assim.
Mas em vez disso, o que se vê? Apresentações sofríveis. Power points soníferos. Jargões imbecis. Bla bla bla e completa falta de espaço para a participação mais ativa do público. Outra oportunidade perdida! Outra chance de comunicação jogada no esgoto. “Sem problemas. Ano que vem tem mais!”, dizem os diretores.
A sabedoria diz que nada é bom ou ruim em si mesmo. Tudo depende de como se utiliza. Use a comunicação barata do melhor modo, e use também os eventos caros. Faça qualquer um deles, porém, com a máxima inteligência possível.
______________________
Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473
Seth Godin, publicou recentemente em seu blog a sugestão de algumas coisas que, segundo ele, devem ser evitadas. São elas: revisão anual de metas; convenção anual de vendas; grande lançamento de produtos e eventos geradores de negócios. Ele simplesmente diz que "isto não funciona!” Segundo ele, estes eventos deixam pouco espaço para interação. E outra razão muito maior que ele aponta é que a comunicação barata e freqüente nunca foi tão fácil como hoje em dia. Ela gera ganhos muito maiores do que os eventos jamais trouxeram.
Godin pretende despertar o olhar do mundo dos negócios para uma outra direção. A prioridade ao pensar em qualquer ação de relacionamento com clientes deve ser dada para a criação de laços fortes, resultantes da interação e da troca efetiva de idéias. Ele quer dizer que as chamadas “mídias sociais” não só permitem tudo isso a baixíssimo custo, como também incentivam essas trocas.
Na minha humilde opinião, e sem falsa modéstia, discordo parcialmente de Godin.
Eventos - grandes ou pequenos - podem ser muito proveitosos quando bem pensados, planejados e executados. Com um detalhe: por gente profissional.
O que vejo por aí nada mais é do que apenas “cumprir a obrigação” – tempo, dinheiro e recursos gastos só para atender a um protocolo. Convenções de vendas, por exemplo. Em geral, nada mais são do que festas ruins. Mas você sabe o que os diretores dizem? “Que remédio? A gente tem que fazer”. Com isso, proclamam sua incompetência em criar uma solução que funcione melhor. E nem sequer pagam para um profissional produzir algo novo.
A regra é: "Todo evento tem que ser uma oportunidade bárbara de comunicação”. É o momento em que se tem uma platéia disposta a ver coisas, a ouvir assuntos específicos e detalhados – mesmo que não tão disposta assim.
Mas em vez disso, o que se vê? Apresentações sofríveis. Power points soníferos. Jargões imbecis. Bla bla bla e completa falta de espaço para a participação mais ativa do público. Outra oportunidade perdida! Outra chance de comunicação jogada no esgoto. “Sem problemas. Ano que vem tem mais!”, dizem os diretores.
A sabedoria diz que nada é bom ou ruim em si mesmo. Tudo depende de como se utiliza. Use a comunicação barata do melhor modo, e use também os eventos caros. Faça qualquer um deles, porém, com a máxima inteligência possível.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473