14 de jul de 2008

REALIDADE BRASIL

Daniela Leludak e Priscilla Yumi Villa

O Brasil está aquecido e, em uma expressão mais casual, “bombando”, reforçando que o mercado está se desenvolvendo e as oportunidades de trabalho que, até há pouco tempo eram escassas, agora são muitas e, pasmem, sem mão-de-obra qualificada para preencher as vagas existentes.

A surpresa maior e, confesso, muito boa, é que muitas empresas já estão trazendo de volta profissionais aposentados, tendo por base a grande demanda do mercado.

A questão, o foco, que sempre esteve à tona foi analisar o risco Brasil, o governo, a dívida externa, falta de trabalho e assim por diante. E agora? Que desculpa podemos ou vamos usar? Reforçamos que o cenário mudou e o foco atualmente é: o que realmente estou fazendo ou mesmo o que não fiz para melhorar o meu desempenho profissional e aproveitar das oportunidades que estão em toda parte?

Segundo a mídia de algumas semanas atrás, algumas cidades do Paraná não têm mão-de-obra para preencher as vagas existentes, ou seja, as vagas são muitas e não existem profissionais com formação, inclusive, na sua maioria básica, para estarem qualificados para o emprego.

Segundo Priscila, é fato que milhões de brasileiros enfrentam uma árdua rotina diária de trabalho, com horas extras, turnos noturnos, cursos caros, e assim por diante. No entanto, até que ponto isso é uma realidade intransponível? Se isso fosse verdade, como muitas pessoas foram capazes de vencer as barreiras e alcançar um lugar ao “sol”? Seriam elas mais especiais do que as outras? Seria sorte? Apenas um esclarecimento: sorte não existe. Existe, sim, competência aliada a uma boa oportunidade.

A grande resposta está em que há pessoas que exercem seus papéis como verdadeiros profissionais e o destaque se torna uma mera conseqüência, cedo ou tarde. Pessoas que saem do papel passivo, à espera de ações do governo, do chefe, dos colegas de trabalho e adotam uma postura ativa, crítica e consciente diante da vida, assumindo um verdadeiro compromisso consigo mesmo e conseqüentemente com a sociedade.

Aprimoramento profissional não se resume somente em cursos e pós-graduações, mas também em uma conduta de vida em busca de conhecimento, ou seja, o caminho é longo e constante.

Reforçamos aqui que o mercado está aquecido e que existe muita coisa para ser feita. Aproveitando que você chegou até o final, na leitura desse artigo, o que mesmo você pretende fazer a respeito? Você tem pensado nisso?

Como já dizia Aristóteles, “a excelência não é um ato, mas um hábito”. Boa semana!
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Daniela Leluddak – É sócia/diretora da Caddan Consultoria e Caddan Associados Contato pelo e-mail: daniela@caddan.com.br.

Priscila Yumi Villa - É coordenadora de Recrutamento e Seleção da Empresa Labor – Trabalho Temporário de Londrina.