4 de fev de 2013

COMPREENSÃO: ATRIBUTO DOS SÁBIOS

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 04/02/2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


O Claudinho era um chefe a quem os funcionários mais queridos julgavam estranho. Os demais o reputavam maluco. Por quê? Semana a semana ele chegava ao escritório de mau humor, quase sempre aos gritos. E não fazia questão alguma de moderar seus nervos e ataques de explosão.
As pessoas comuns não absorvem e nem toleram manifestações desse tipo. 
Aquele indivíduo que opta pela gritaria ou por emoções fortes como forma de expressão criará em torno de si uma nuvem negra de preconceito e julgamentos dos demais. E nas empresas de qualquer tamanho, a “Rádio Peão” se encarregará de fazê-lo conhecido mesmo por quem nunca lhe foi apresentado.
Se você deseja fazer comigo uma análise imparcial desta situação, comecemos pensando, por exemplo, no que é que esse tipo de pessoa quer comunicar com este seu comportamento dissonante. Provavelmente ele esteja chamando a atenção para um fato ou problema sobre o qual não consegue falar diretamente, com clareza.
Todo comportamento, mesmo aparentemente estranho ou condenável, tem uma intenção positiva em seu interior mais profundo. Você conseguirá enxergá-lo somente se souber analisá-lo desde a ótica da pessoa que o exibe.
Para conseguir isto, inicie pesquisando as razões que impulsionam as suas próprias ações.  Pergunte-se, por exemplo: “Por que ajo deste modo?”; “Qual a razão mais interna desta minha atitude?”
Mesmo que inicialmente você não veja amplamente as razões que o motivam, seguindo este procedimento você estará no caminho que o levará a desenvolver uma excelente capacidade de entender “como” e “porque” age do seu modo. Na prática, o que fazer com isso? Melhorar continuamente! Ou melhor ainda: amadurecer, tornar-se sábio.
Pessoas mentalmente elevadas entendem não estar na aparência a razão porque os demais agem. Elas já aprenderam que, por pior que pareça a atitude, há algo por trás dela que explica a distorção ou o desvio emocional.
Não se trata de criar justificativa alguma, mas de ampliar o nível de compreensão em todos os relacionamentos – consigo mesmo e com todos à volta.
A regra mais simples é: “Não aceite o primeiro julgamento sobre as atitudes dos indivíduos próximos a você”. Busque novos pontos que contribuam para você perceber as razões e as motivações ocultas ou inexprimidas. Isto é sabedoria! 
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473