10 de set de 2014

VERDADEIRA GRANDEZA

ABRAHAM SHAPIRO

Pare e olhe para a sua empresa.
O que você está esperando para que ela seja grande? Mais dinheiro para investimentos? Capital de giro? Funcionários melhores e bem formados? Gestores com atitude?
Isso é necessário, eu sei. Mas não é essencial.
A essência da grandeza de uma organização é a visão de grandeza pessoal de seu dirigente.
Eu aprendi algo prático dos meus estudos de história. E divido com você, agora.
A grandeza das realizações do homem é reflexo de sua grandeza interior. Não é filosofia. Quando um homem é interiormente grande, suas visões são grandes, assim como seu entendimento, seus pontos de vista, suas opções e iniciativas.  E essa grandeza não se comprova por um demonstrativo de resultados quantitativos ou pela relação de bens anexa à declaração de renda à Receita Federal – propriedades rurais, carros, apartamentos, gado, ações na bolsa etc. Mas pela qualidade de tudo o que ele faz.
A pergunta que se faz nesse ponto é: “De onde vem essa grandeza? É herança genética?”
Absolutamente não.
A grandeza real, assim como a amplitude e o valor das verdadeiras realizações, advém da sabedoria que se adquire pelo conhecimento e experiências de melhoria contínua em busca do desenvolvimento pessoal. É o que se consegue com o interesse de ser cada vez melhor, pois, quanto melhor eu sou como ser humano, mais eu cresço e “puxo” os que estão à minha volta para que também o sejam.
Eu não temo afirmar que estamos vivendo a pior crise de liderança de todos os tempos neste país. Estamos inseridos numa escassez preocupante de gente virtuosa.
Os discursos são vazios. As propostas abstratas. Não há compromisso e nem sentimento de coletividade. Todos parecem querer iludir a população com um clima perene de “final de novela das nove”.  Mas a realidade está muito pouco distante do “Inferno” da Divina Comédia.
No curto prazo os efeitos de desvios e corrupção dos últimos governos custarão o preço moral e social mais altos que um povo já pagou em toda a história da civilização.  E o pior disso é que não se veem punições que pudessem servir de exemplo.  
A última verdade que temos a enfrentar, o remédio único com poder de salvar o presente e o futuro chama-se “educação”. Sem isso, seremos uma geração morta.
Ou quebramos essa esterilidade de grandeza – a começar por nós –, ou teremos a lamentar no futuro o fato lastimável e irrevogável de termos sido inúteis no momento em que os nossos filhos e o resto do mundo mais precisaram de nós.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473