3 de out de 2014

UMA HISTÓRIA SOBRE A INVEJA E A COMPETÊNCIA

AUTOR DESCONHECIDO


Marcos era um funcionário extremamente insatisfeito com a empresa em que trabalhava e seu patrão. Trabalhava há 20 anos na companhia, era sério, dedicado e cumpridor de suas obrigações.
Um belo dia, ele foi ao dono da empresa para fazer uma reclamação. Disse que trabalhava ali há 20 anos com toda dedicação, mas se sentia injustiçado. O Fábio, seu colega de departamento, que havia começado há apenas três anos, estava ganhando muito mais do que ele.
O patrão fingiu não ouvir e lhe pediu que fosse até a barraca de frutas da esquina. Pensava em oferecer frutas como sobremesa ao pessoal após o almoço daquele dia e queria que ele verificasse se havia abacaxi na barraca.
Marcos não entendeu direito, mas obedeceu. 
Voltando, muito rápido, informou que o moço da barraca tinha abacaxi.
Quando o dono da empresa lhe perguntou o preço ele disse que não havia perguntado. Como também não sabia responder se o rapaz tinha quantidade suficiente para atender todos os funcionários da empresa. Muito menos, se ele tinha outra fruta para substituir o abacaxi, neste caso.
O patrão pediu a Marcos que se sentasse em sua sala e chamou o Fábio. Deu a ele a mesma missão que dera para Marcos:
- Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal hoje. Aqui na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.
Oito minutos depois, Fábio voltou com a seguinte resposta: 
- Eles têm abacaxi e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. Se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi está R$ 3,50 cada, a banana e o mamão a R$ 2,00 o quilo, o melão R$ 2,20 a unidade e a laranja R$ 20,00 o cento, já descascada. Como falei que a compra seria em grande quantidade, ele dará um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo.
Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou Fábio. Voltou-se para Marcos e perguntou:
- O que é mesmo que você estava querendo falar comigo antes?
Marcos se levantou e se encaminhando para a porta, falou:

- Nada sério, patrão. Esqueça. Com sua licença.