quarta-feira, abril 30, 2008

SOGRAS E PROBLEMAS

ABRAHAM SHAPIRO

O que fazer para resolver problemas? A primeira coisa é manter a distância ideal, ou seja, não ficar próximos demais para que não nos paralisem, e nem nos afastar muito para não ficarmos alienados.

Às vezes cometemos um destes dois erros. Ou nos deixamos envolver demais, ou batemos em fuga achando que longe, eles se resolverão sozinhos. Mas eles não se resolvem.

Na solução de problemas uma das atitudes mais importantes consiste em descobrir qual ou quais são suas causas. Pouca gente se preocupa com isso. O mais comum é buscar um alívio imediato para as dores que eles nos causam.

Mas aqui vai uma observação: algumas doenças têm uma dor como sintoma. Esta dor não é de todo ruim. Ela tem o propósito de facilitar o diagnóstico. Se tomarmos um analgésico para afastá-la, poderemos inibir o único sinal de alerta de que temos algo mais grave.

Eu nunca concordei com a ideia de que as sogras são um problema para mim ou para a vida de ninguém. Mas o folclore popular costuma – injustamente – fazer piadas sobre elas. Há uma frase proveniente do folclore Judaico que contém uma boa lição: “A melhor distância de sua sogra é não tão perto que possa vir de chinelos, nem tão longe que tenha que vir de malas”.

O que aprendo deste pensamento remete-me a uma divertida e sábia lição não a respeito das sogras, mas, sim, sobre como nos portar em relação aos nossos problemas.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, abril 29, 2008

A ECOLOGIA DAS PALAVRAS

ABRAHAM SHAPIRO

Os ecologistas nos ensinam que existem produtos que são biodegradáveis e outros que não são. Os biodegradáveis são absorvidos pela natureza sem causar impacto negativo. A casca de um ovo, por exemplo, será rapidamente absorvida enquanto um pneu permanecerá por um tempo muito longo e poderá causar problemas sérios de poluição.

Nossas palavras também perduram por muito tempo.

Façamos um teste. Você se lembra de quando criança levou palmadas por ter feito alguma travessura? Dificilmente lembrará. Já, as palavras que lhe magoaram, estas talvez você não apenas se lembre, mas poderão lhe causar tristeza por toda a vida, Deus não o permita.

O senso de praticidade dos dias de hoje nos leva a esquecer facilmente quanto é importante aprendermos a usar as palavras certas nos momentos certos. Não podemos e nem devemos minimizar isto. Há um risco de perdas e danos sempre que somos prolixos e usamos nossa língua como uma metralhadora que atira para todos os lados. A sabedoria consiste em saber pesar e medir as conseqüências do que iremos dizer enquanto ainda fechado no circuito interno de nossos pensamentos.

Winston Churchill disse certa vez: “Nunca tive indigestão por comer as minhas palavras”. O melhor que podemos fazer em relação a isso é cuidar, sim, de nossas palavras a fim de que, sendo doces e digeríveis, não nos causem náuseas por serem amargas demais quando tivermos que engoli-las.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, abril 28, 2008

PENSE EM COISAS BOAS... E VEJA AS CONSEQÜÊNCIAS

ABRAHAM SHAPIRO

Uma atitude condenável nos negócios é concentrar-se no que não pode ser feito em vez de focar naquilo que pode ser feito.

A maioria das pessoas cria obstáculos mentais sérios quando dizem: "Não consigo falar com o cara pelo telefone"; "Ninguém vai retornar minha ligação"; "Eles não vão me contratar"; "Esqueci"; "Não tomei nota"; "O negócio não será fechado" etc.

No passo seguinte a tal comportamento estas pessoas entram com a maior facilidade no campo das desculpas. Ou seja, após uma torrente de negativismo, o que se ouvem são afirmações do tipo: “Não tenho tempo suficiente”. Ou, ainda aquela tradicional, inexpressiva e patética frase: “Estou fazendo o melhor que posso”.

Imagine como você se sentiria se alguém chegasse até você nas mesmas circunstâncias sobre as quais está se lamentando. Você estaria disposto a ouvir? Ou tentaria evitar essa pessoa a todo custo? A reposta é óbvia.

Mas existe uma resposta melhor, e ela reside na habilidade de “ser ou não ser” positivo, disponível a todo ser humano. Se você foca sua atenção no negativo, seus resultados provavelmente serão negativos. Se você foca numa expectativa e numa concretização positiva, então resultados positivos virão em resposta.

Portanto, a prática fundamental está em ser positivo, em pensar positivo e em agir positivo.

Certa vez, uma mulher Judia escreveu uma longa carta para um rabino contando a ele toda circunstância ruim em que o seu filho se encontrava. O que ela queria era receber uma orientação. Dias depois, ela recebeu um envelope de resposta. Surpreendeu-se ao abri-lo e encontrar a mesma carta que havia mandado, com uma diferença: o trecho onde estavam escritas as possibilidades negativas do filho estava recortado com uma tesoura. No alto da página, havia uma inscrição feita com uma caneta preta cujas palavras eram: Tracht gut, un vet zayn gut – expressão em iídiche que significa: “Pense em coisas boas e tudo irá bem”. ______________________

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sexta-feira, abril 25, 2008

UM POUCO MAIS SOBRE O DINHEIRO

ABRAHAM SHAPIRO

Ter dinheiro é bom. Mas dinheiro em excesso pode transformar a vida num "inferno". Os filhos terão a tendência de não trabalhar porque acham que vão herdar uma fortuna. Assim, eles nunca terão a auto estima proporcionada pelo trabalho. Serão pessoas amarguradas e ficarão torcendo, o tempo todo, para que o pai morra logo.

Se você for podre de rico, estará cercado de puxa-sacos que encherão sua vida de mentiras para afagar ilusões de grandeza. Em vez de fazer coisas empolgantes com seu dinheiro e sua vida, você vai gastar o tempo protegendo sua riqueza de seus funcionários, advogados e contadores, que, um por um, querem mesmo é lhe convencer de transferir o seu dinheiro para a conta deles.

Até certo ponto, às vezes o dinheiro permite que você circule em ambientes mais interessantes. Era exatamente isto o que desejava um jovem empresário ao fazer das tripas coração para viver num condomínio de luxo de sua cidade. Ele queria se sentir mais rico do que realmente é. Esta lamentável opção o levou a virar as costas para os amigos e familiares que o estimavam tanto. Tornou-se explorador de seus funcionários impondo sobre eles cargas horárias que deixou alguns doentes.

No entanto, todos sabem que, mais dia, menos dia, ele reconhecerá que o dinheiro não tem o poder de fazer as pessoas o amarem e nem de lhe dar mais saúde do que ele tem. Quando este dia chegar, temo que ele não encontre mais ninguém que antes o amava. Muitos já o terão esquecido e aprendido a viver sem nenhuma lembrança amável que dele tenha ficado. ______________________

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quarta-feira, abril 23, 2008

DISCUSSÕES BLOQUEIAM O POSITIVO

ABRAHAM SHAPIRO

Já aconteceu de você discutir com alguém e cinco minutos mais tarde pensar: “Ah... como fui tolo... eu bem que devia ter dito isso, isso e aquilo?”

Tenho certeza que você queria mesmo dizer, pois, todo mundo quer. A razão por que não conseguiu pensar nesta resposta ferina enquanto estava no calor da discussão é que brigas são ações negativas. E o negativo bloqueia o pensamento criativo. Quem está negativo não consegue fazer fluir a criatividade ao falar, descrever ideias ou imaginar conexões práticas entre imagens.

Atente para esta informação: ocorrências, energia e pensamentos negativos são muito mais poderosos do que o pensamento positivo. É preciso o dobro de energia para ser negativo do que para ser positivo. E é por isso que no final de uma briga verbal de poucos minutos, você se sente cansado, às vezes extenuado como se tivesse passado horas fazendo esforço bruto.

Eu já gastei energia demais de minha vida com discussões que, ao invés de trazerem entendimento e aproximação, só trouxeram tristeza e distanciamento. É péssimo permitir que as circunstâncias se esquentem demais quando se trata de defesa de idéias ou competição de pensamentos. Quando isso começa a ocorrer, o ideal é dar um tempo – um recesso de alguns minutos ou de um dia, se necessário – e só retornar ao assunto quando as emoções estiverem sob controle. Posso afirmar que só assim o raciocínio poderá funcionar bem.

Sob condições positivas nossos fluxos mentais se processam de modo ótimizado. Por isso, experimente submeter seu comportamento a ser sempre positivo. Observe os resultados e compara com todas as outras situações. Você terá a sensação de estar mais livre e de viver melhor.
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terça-feira, abril 22, 2008

DE QUANTO O CRESCIMENTO DE UMA EMPRESA DEPENDE DE SEU CLIENTE

ABRAHAM SHAPIRO

O pensamento de Fred Reichheld na abertura de seu livro "A PERGUNTA DEFINITIVA" elucida a relação entre atendimento ao cliente e crescimento da empresa. Abaixo transcrevemos um excepto destas idéias:

"Você pode lucrar com um cliente insatisfeito, enganado, maltratado por seus funcionários, mas você precisa saber que este cliente nunca fará o crescimento de sua empresa. Por um simples fato: este cliente será um detrator de sua marca. Ele sairá contando para todo o mundo sobre o modo como se sentiu mal e destratado.

A única maneira de um empresário verdadeiramente pautar sua conduta pela Regra de Ouro – tratar os outros como gostaria de ser tratado – é evitar os lucros ruins acima de qualquer coisa.

Neste exato momento há um sem número de empresas que estão crescendo justamente porque aprenderam a identificar a diferença entre lucros bons e ruins – e a direcionar seus esforços para os primeiros.

Lucros bons são obtidos por meio da cooperação entusiasmada dos clientes. Uma empresa obtém lucros bons quando encanta os clientes a tal ponto que estes voltam por vontade própria para comprar mais – e não apenas isso, eles encorajam seus amigos e colegas a fazerem negócio com a empresa.

Os clientes satisfeitos se tornam, na realidade, parte do departamento de marketing da empresa, aumentando suas próprias compras e fornecendo recomendações entusiasmadas. Eles se tornam promotores.

Uma empresa que deseja romper o vício em lucros ruins deve construir relações de tamanha qualidade que produzam promotores, gerem lucros bons e incentivem crescimento.” ______________________

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segunda-feira, abril 21, 2008

"VOCÊ NOS INDICARIA A UM AMIGO?"

ABRAHAM SHAPIRO

“Você nos recomendaria a um amigo?” Fred Reichheld propõe esta questão como a pergunta definitiva, a forma ideal de avaliar o futuro da empresa.

Embora muitas empresas façam regularmente pesquisas de satisfação, poucas ou nenhuma conseguem avaliar a capacidade da base de clientes alavancar o crescimento sustentado através de indicações a outros clientes. As pesquisas normalmente são longas, chatas e trazem poucas conclusões sobre o que realmente interessa no processo de relacionamento empresa-cliente. Isso sem mencionar a grande tendência das pessoas mentirem em pesquisas demoradas ou que lhes permite tempo demais para pensar na resposta. Muita gente seleciona a resposta que melhor reflita status desejado ou satisfação não atingida.

O que Reichheld propõe é simples e radical: concentrar-se em poucas perguntas em torno da questão central: “você nos recomendaria a um amigo?”

Esta pergunta fácil e rápida não só incita à verdade como é capaz de nos mostrar quem são os clientes promotores – os que falarão bem da empresa – , os clientes neutros e quem são os detratores – os que falarão mal por causa de experiências ruins vividas junto à empresa.

A pesquisa proposta por Reichheld é uma medida excelente para avaliar o desempenho da empresa e suas chances no futuro sob a mais importante perspectiva do mercado: seus clientes.

Ele descobriu que o aumento do índice de promotores em até 12% pode dobrar a taxa de crescimento real da empresa.

O mesmo índice é passível de ser aplicado também internamente na avaliação da satisfação dos colaboradores – curioso e interessante.

Há empresário por aí convencido e orgulhoso de ter uma empresa bem ajustada e atual. Quando faz pesquisa para medir a satisfação de seus funcionários, acaba decepcionado ao constatar que nem os puxa-sacos são seus promotores. Quando saem ao mercado para pesquisar clientes, então... a coisa fica feia. De quem será a culpa?
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domingo, abril 20, 2008

LUCRO BOM E LUCRO RUIM - UMA VISÃO FABULOSA DE FRED REICHHELD

ABRAHAM SHAPIRO

Há poucos dias dei início a um trabalho de consultoria em uma rede de varejo. Entrevistei proprietários de lojas e pouco a pouco entrei no principal problema de todos eles: a fuga de clientes - grande potencial de negócios, mas uma realidade pobre e sofredora. Entendi – como uma luz que brilhava diante de meus olhos – a grande sabedoria revelada por Fred Reichheld em seu livro A PERGUNTA DEFINITIVA sobre lucros bons e lucros ruins. Poucos empresários, executivos e gerentes sabem conceituar estas duas grandezas estranhas à contabilidade.

Todas as vezes que um cliente se sente enganado, maltratado, ignorado, explorado ou coagido, os lucros obtidos desse cliente são ruins.

A origem dos lucros ruins está no preço enganoso, no descumprimento de prazos de entrega, nas falhas na qualidade de produtos e tantas outras situações que só penalizam o cliente que não tem culpa alguma e ainda vê sua opinião tratada com desprezo pela empresa.

Experiências ruins proporcionadas ao cliente é a raiz do lucro ruim.

- "Tudo bem, tudo bem. Mas o que isso acarreta?" - muitos perguntam.

- "Um pequeno estrago" - eu diria.

Lucros ruins fazem nascer um tipo de cliente chamado por Fred Reichheld de "detrator".

O cliente que se sente maltratado irá reduzir suas compras, mudar para o concorrente e, o pior de tudo, contar para seus amigos a dolorosa experiência que viveu. Em bom português isto se identifica com um substantivo encontrado em qualquer bom dicionário: a detração, ou seja, falar mal.

Até alguns anos passados, todo mundo dizia que o cliente conta sua insatisfação para dez amigos. Hoje, eu, pelo menos, me recuso a aceitar isso. Tenho certeza que um cliente insatisfeito contamina dez mil amigos – através do e-mail, do Skype, do MSN, do Orkut e todas as outras ferramentas de relacionamento.

É! Os tempos mudaram. Se os meus comentários deixaram você chateado, acho bom você tomar uma atitude imediata e começar a considerar mais o ponto de vista de seu cliente. Caso contrário, nem toda a propaganda do mundo irá vencer o que ele dirá a respeito da péssima experiência que você e sua empresa lhe proporcionam.
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quarta-feira, abril 16, 2008

TUDO COMEÇA EM VOCÊ MESMO

ABRAHAM SHAPIRO

Querer é a chave da realização.

Existe um nível de sucesso que você quer para os seus negócios ou para sua vida, mas ainda não foi atingido? Então, o primeiro lugar para procurá-lo é dentro de você mesmo.

Fazer perguntas pode ser um meio para se trazer mais clareza ao seu objetivo: “Por que você quer que o seu negócio seja bem sucedido?”; “Que benefícios irá trazer?”; “Você acha que merece? Se não acha, por que não?”

Uma outra ajuda bastante grande é observar de que forma as outras pessoas conseguiram antes o que você está buscando agora. “O que fizeram para se motivar? E eu? Como posso aprender isso? Como pôr em prática o que estou querendo executar?”

Elimine os obstáculos típicos. Se existe algum problema em realizar seus sonhos ou mesmo em conseguir uma melhoria em sua vida, não pense que seja falha de caráter ou um traço de personalidade. Você tem o direito à felicidade e um dever de ser positivo na busca de seus ideais.

O desejo e a intenção são as duas fontes ativas de energia que você tem dentro de si. Você pode aprender a fazê-las crescer continuamente em qualquer grau que queira. Pode aprender a motivar-se até qualquer nível de energia ou entusiasmo que escolher.

Os eventos exteriores não têm nada a ver com isso. A história pessoal não tem nada a ver com isso.

Saiba definitivamente que a motivação existe no patamar da escolha. E o poder de escolha, na sua vida, é algo que se encontra inteiramente nas mãos de um único ser: você!!!
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terça-feira, abril 15, 2008

NADA ACONTECE ATÉ QUE SE QUEIRA

ABRAHAM SHAPIRO

O trabalho que eu exerço é uma fonte infindável de aprendizagem sobre o comportamento humano. Como os leitores sabem, eu sou consultor de empresas, e no exercício desta profissão, quase todo o tempo procuro apresentar a meus clientes novas ideias sobre como agregar valor aos seus serviços ou produtos e, desta forma, ampliar vendas com melhor preço.

A visão é clara: aumentar vendas com maior valor significa maior receita e satisfação dos clientes.

Parece algo interessante para o empresário – e de fato é. Mas, quando vamos checar mais tarde, freqüentemente descobrimos que muitos destes empresários não levaram adiante a maior parte destes processos.

Numa empresa que dependia diretamente de bom atendimento para alavancar suas vendas, chegamos a desenvolver um jogo para garantir que os funcionários executariam a seqüência das regras do atendimento. Dois meses após a implantação, o jogo – que custou caríssimo – havia se tornado uma peça decorativa. Na ocasião dos treinamentos que desenvolvemos, a empresa se diferenciava de todas as de seu segmento. Era um sucesso comprovado. Seus clientes citavam os funcionários como exemplos. A preocupação com o padrão de cuidado ao cliente chegava aos níveis mais altos. Hoje, o gerente convive com um volume elevado e desagradável de reclamações que chegam, diretamente ou através de terceiros, dos mais assíduos clientes - já não mais tão fiéis. E as vendas caem.

Qual é o problema? Conhecê-lo ou diagnosticá-lo não o resolverá.

Dizem que um doente que admite sua enfermidade ao ser diagnosticada, está a 50% de sua cura. Sim. É verdade. O problema é que os outros 50% dependerão dele querer submeter-se às prescrições. Ou seja: saber, conhecer e contemplar não resolve problema algum. Querer resolvê-lo é que garantirá sucesso, assim como cura, recuperação etc.
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segunda-feira, abril 14, 2008

ESTÁ NERVOSO? VÁ CAÇAR (TALENTOS)!

ABRAHAM SHAPIRO

Quando bons funcionários vão embora, a empresa ressente sua falta. As vendas tendem a cair, e com elas, também os lucros.

Pessoas boas para o trabalho são difíceis de encontrar. A busca se torna ainda mais difícil quando precisamos delas. Talento não dá em árvores.

Grande número de empresários espera para agir somente quando a necessidade de pessoas é febril, o que é um mau negócio. As chances de produzir erros na seleção são altíssimas. É contraprodutivo e sempre se está na estaca zero.

Pense em seu melhor funcionário. Se você tivesse outros como ele, seu negócio estaria muito melhor, não estaria? Se este funcionário for embora, todo aquele tempo precioso que você dedica a pensar em grandes sacadas ficará comprometido com coisas de menor valor ou triviais. Você sabe que ficar o tempo todo “dentro da floresta” será perda de dinheiro. Você almeja ficar em um plano de visão onde enxergue as “árvores” à distância. O melhor ponto de vista de uma partida de xadrez é fora do ângulo dos jogadores. Em negócios, isto só é possível quando se tem pessoas comprometidas e bem treinadas.

Quanto tempo você tem dedicado a recrutar pessoas seriamente? Zero? Seu negócio vai mal. O recrutamento de pessoas em sua empresa está baseado em reação em vez de criação.

Por isso, pare de agir por reação. Passe ao patamar da criação. Estabeleça um compromisso para construir uma equipe ótima o tempo todo – seja de venda, de atendimento ou de tarefas burocráticas. Em recursos humanos, esforços desorganizados e frenéticos para recrutar dão em nada ou muito pouco. O que melhor se consegue é administrar uma lista interminável de pessoas medíocres. Noventa e oito por cento dos empresários agem assim. É irônico, mas passar a vida preenchendo as necessidades de um negócio, não é o que o faz bem-sucedido. Esta falha grave pode ser enunciada como sendo trabalhar “em” seu negócio em vez de trabalhar “sobre” o seu negócio. O ideal é se concentrar no que você quer e não no que você precisa.

Não contrate funcionários prontos. Busque candidatos com perfil pessoal bem ajustado ao seu negócio quanto a disponibilidade a horários, traços de personalidade, apresentação pessoal, fluência verbal, etc. Proponha-se a investir em treiná-los na área específica em que atuarão. A ideia de uma escolinha vai muito bem. Comece produzindo um anúncio maravilhoso que atraia pessoas. Publique-o no jornal ou use uma rede eficaz de contatos. Estabeleça uma perspectiva salarial atraente que premie o esforço em aprender e o desempenho, de modo a ser possível alcançar remuneração acima do mercado local ou regional. Agregue algum benefício após a fase de experiência. Ações como estas, desde que freqüentes, mudarão o cenário de sua empresa de “não aparece ninguém” para “todo mundo quer trabalhar aqui”. Uma vez que isso mude, moral, produtividade e tudo o mais aumenta automaticamente.

Tenho trabalhado nessa questão de recrutamento com muitos e muitos negócios e afirmo que o gol mais difícil de marcar é: trabalhe “sobre” o seu negócio e não “em” seu negócio. Seja proativo e não reativo.

Fazer parceria com uma empresa idônea de serviços de recrutamento e seleção, e manter uma lista sempre atualizada de currículos de pessoas a serem treinadas ajuda muito. Estabeleça critérios apropriados à sua empresa para a seleção. Devem ser claros e objetivos.

Se o seu negócio tem uma rotatividade típica, não trabalhe com o time de funcionários completo. Mantenha sempre alguém em formação. É salutar. Caso não exista rotatividade, lembre-se que mesmo nas melhores famílias os membros também se vão. Não será diferente com sua equipe de trabalho, por mais bem ajustada que seja.

Prepare-se para fazer da busca de talentos a área principal de seu negócio, pois, tudo depende e sempre dependerá disso. Em se tratando de pessoas, “qualquer uma” significa problema, fuga de clientes e queda nos lucros. Por isso, acabe de uma vez com o seu estresse. Caso você não goste de “caçar” talentos, faça uma outra opção: pesque-os. Não conheço remédio melhor e mais estratégico!
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sexta-feira, abril 11, 2008

COMO CONDUZIR REUNIÕES NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

Um dos grandes problemas de qualquer empresa são as reuniões. A seguir, propomos um roteiro racional sobre como conduzir uma reunião de maneira a se obter os melhores resultados, a máxima eficiência e a mínima incidência de crises pessoais.


I. As etapas de uma reunião executiva

1. Abertura
2. Chamada das pendências
3. Problemas no cumprimento das pendências
4. Próximos alvos a serem atingidos
5. Possíveis obstáculos
6. Posicionamentos pessoais e direcionamentos
7. Finalização

II. Detalhamento

1. Abertura
Um tema concernente ao momento poderá ser colocado em pauta. É conveniente que o dirigente faça as considerações de abertura em função de sua visão pessoal ou de um direcionamento que deseje dar ao grupo, como um todo, relacionado às principais pautas da reunião em curso.

2. Chamada de pendências
É o espaço da reunião no qual será feita a chamada de todas as pendências que foram estabelecidas como alvos a serem atingidos na última reunião. É preciso que a condução deste momento seja muito organizada a fim de se evitar confusões, discussões desnecessárias ou exposição de vaidades.

3. Problemas no cumprimento das pendências
Os problemas enfrentados por quem assumiu compromisso de tarefas na última reunião são apresentados com o fim de se solicitar orientações, novas idéias e auxílio. Um novo prazo poderá ser solicitado na execução da tarefa e ela torna-se, automaticamente, um novo compromisso.

4. Próximos alvos a serem atingidos
As ações a serem estabelecidas na próxima semana são discutidas, os prazos são fixados e todas as considerações dos colaboradores envolvidos são feitas.

5. Possíveis obstáculos
Haverá algum obstáculo ao cumprimento das metas da próxima semana? É o momento para se exercitar a proatividade e não o medo ou a reclamação. Há também, neste espaço, a possibilidade de negociação.

6. Posicionamentos pessoais e direcionamentos
Os membros de uma equipe têm necessidade de propor sugestões, levantar situações próprias ou de equipe e compartilhar posicionamentos pessoais.

7. Finalização
O dirigente utiliza este momento para agradecimentos, reconhecimentos públicos, motivação e fortalecimento à equipe.

III. Pontos a serem lembrados em relação às reuniões:

- Se possível, a presença de uma secretária é conveniente para anotação de todas as decisões e orientações. A ata da reunião é um compromisso de todos.
- A finalidade da reunião é aumentar a eficiência de cada um, por isso, o papel do Dirigente é esclarecer dúvidas que pairem sobre as responsabilidades de cada um perante as tarefas a serem desempenhadas e comunicar segurança.
- Pessoas que se sentem bem consigo mesmas produzem bons resultados.
- Produtividade é mais do que apenas quantidade de trabalho realizado. É também qualidade.
- Ser didático ao máximo em relação a qualquer nova idéia. Uma vez entendida, não é necessário repetir.
- Evitar longas falas. Ser objetivo e conciso.

IV. Identificando problemas

- O líder deve identificar problemas de desempenho no subordinado e oferecer soluções que, ao serem implementadas, invertam a situação em curso.
- O conceito de PROBLEMA é: “Existe um problema se e somente se há uma diferença entre o que está acontecendo e aquilo que se desejava que estivesse acontecendo”. O que passar disso, é apenas reclamação.
- O líder precisa aprender a distinguir perfeitamente entre um problema e uma reclamação. Ele só agirá frente a um problema e nunca a uma simples reclamação.
- Na ocasião em que for proposta qualquer solução a um problema existente, a pergunta a ser feita deve ser: “Esta idéia fará acontecer o que se espera que aconteça? Ou seja: “Esta idéia irá atingir a meta esperada?”
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quinta-feira, abril 10, 2008

ACREDITAR É O ALICERCE

ABRAHAM SHAPIRO

Recebi um e-mail, o qual diz:

"Prezado Sr. Shapiro,

O senhor tem escrito sobre o benefício de se ter uma atitude positiva. Isto me preocupa muito porque, sinceramente, eu não acredito que seja capaz de ter uma atitude positiva".

Minha resposta:

"Caro Sr. Fulano

Se você não acredita ser capaz de ter atitudes positivas, por que o fato de não acreditar está lhe preocupando? Sua preocupação demonstra que você acredita, e este já é um excelente começo. Falta agir. Por isso, aja!"

O pré-requisito para se tomar uma atitude positiva é acreditar na ideia de ser positivo, acreditar na própria capacidade de ser positivo, acreditar no bem que essa atitude irá significar para a sua vida e para a vida das pessoas que com você se relaciona direta ou indiretamente.

Você sabia, por exemplo, que uma pessoa gravemente doente e que acredita em sua capacidade de recuperação tem maior facilidade de superar sua dificuldade através de um tratamento médico do que outra pessoa negativa submetida ao mesmo tratamento?

Isto é, o que o ato de crer faz em apenas uma área da vida. Pense na carência de atitudes positivas que todo mundo tem em relação à vida profissional, aos relacionamentos pessoais, à qualidade de vida, à religião, à educação dos filhos, em relação ao presente e ao futuro...

Por isso, acredite. Não repute-se como alguém incapaz de planejar e realizar coisas grandes e excelentes para si mesmo e para todo o mundo. E isso necessariamente passa por uma atitude positiva - convicta e constante.
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quarta-feira, abril 09, 2008

A BORBOLETA E A ATITUDE POSITIVA

ABRAHAM SHAPIRO

Uma atitude positiva acontece por acaso? Não. De forma alguma.

A atitude positiva acontece quando você pensa que ela vai acontecer.

A atitude positiva acontece quando você faz com que ela aconteça.

Nosso livre arbítrio existe exatamente para que façamos uso dele em função de escolhermos coisas boas e que nos façam seres humanos melhores.

A felicidade interna é o começo da atitude positiva, não sua concretização.

A surpresa é que algumas pessoas perceberão que já têm todos os atributos necesários para adquirir uma atitude positiva. Eu posso afirmar que todo ser humano possui os pré-requisitos para optar pela atitude positiva. O que pode acontecer como obstáculo é o fato de ter sido reprimido durante anos na forma de negatividade. Mas tudo que esta pessoa precisa fazer é mudar seu foco e sua persectiva, e, assim, a atitude positiva aparecerá.

Atitude é uma escolha, não sua condição.

Atitude é a maneira como se reage a uma situação, e não a situação em si. Você tem controle sobre o que escolhe e como reage.

Não sei se esta metáfora ajuda. Em todo caso, dividirei com você com o fim de melhorar sua visão a respeito. Vamos lá, tente entender: a borboleta é uma lagarta com atitude positiva!
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terça-feira, abril 08, 2008

O QUE ATRAI AS PESSOAS A VOCÊ?

ABRAHAM SHAPIRO

As pessoas sentem-se atraídas ou não a você com base em suas atitudes.

A atitude positiva é contagiante. Você pode passá-la para os outros. Mas você deve entender que os alicerces da atitude são criados em seus pensamentos e ações no início de cada ciclo. No começo de um dia, por exemplo, suas reflexões e fluxos mentais determinarão quais atitudes você irá tomar.

A atitude positiva é a base de tudo: é o seu humor quando você se levanta; quando se olha no espelho pela manhã; quando você fala com seu marido ou sua esposa; quando você fala com seus filhos ou com seus pais. É seu humor quando você vai para o trabalho; quando chega no trabalho; quando você fala com seus colegas ou com o chefe. É seu humor quando você fala com seus clientes.

Com que tipo de humor você normalmente está? Saiba, então, que atitude não tem nada a ver com “estar mal-humorado”, mas tudo a ver com estar sempre de ótimo humor.

A atitude positiva que temos baseia-se na família, no ambiente em que vivemos, nos nossos amigos e nas coisas a que nos expomos. Baseia-se também nas nossas experiências passadas, no trabalho e outros acontecimentos da vida.

Se você cresceu em um ambiente familiar infeliz, em que seus pais lhe destratavam, você tem que travar uma luta para ser uma pessoa feliz. Isto é possível, mas exige esforço. Para começar, pense que ninguém "é" nada! Todos nós "estamos" em determinado estado ou situação. Portanto, temos todas as condições necessárias para nos deslocarmos desde este estado em direção a outro em que nos sentiremos melhor. Em outras palavras, podemos tomar uma atitude a respeito disso e, assim, melhorar nossa vida - o que, certamente, é uma autêntica e valiosa atitude positiva.
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segunda-feira, abril 07, 2008

QUAL É SUA ATITUDE EM RELAÇÃO A DINHEIRO?

ABRAHAM SHAPIRO

A relação das pessoas com o dinheiro tem tantas possibilidades de sucesso e fracasso quanto é a multiplicidade dos seres humanos no mundo.

Saber usar o dinheiro não é uma questão de economia, mas de princípios.

O modo de se ganhar e gastar dinheiro revela a visão que seu proprietário tem do mundo e de si mesmo. Talvez, seja por isso que tantas pessoas ganhem o suficiente para levar boa vida e garantir seu futuro, mas vivem apertadas ou endividadas. O sujeito ganha mil, mas vive segundo um padrão de 1.500.

Há pessoas que conseguem realizar muito com o pouco que ganham. Há outras que vêem seu dinheiro evaporar como éter. Dinheiro não é um papel ou metal. O seu valor não se limita ao que está impresso sobre ele. Pode ser mais ou menos, por que é energia viva. O segredo do valor da moeda está na intenção de quem a usa e na finalidade.

Dinheiro também pode funcionar como uma droga e ter efeito entorpecente sobre aqueles que o encaram somente como um meio para terem status social.

Assim como uma vida sem sentido não tem valor algum para quem a vive, dinheiro sem uma atitude decidida também nada vale. Seja quanto for.

E você? Como encara o dinheiro que ganha? Decida adotar uma atitude positiva. Que tal planejar usá-lo para fazer coisas boas e não gastar sem consciência e sabedoria? Você verá que, desta forma, uma dificuldade que hoje existe e lhe incomoda, poderá se converter instantaneamente em alegria e durar muito.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, abril 04, 2008

AJA

ABRAHAM SHAPIRO

Você quer mudar seu comportamento? Ótimo, então comece a mudar.

Você sente o desejo de aprender algo novo? Comece a agir a respeito disso.

Se você priorizar a ação, encontrará condições de aprender com ela, e daí formular uma teoria, um procedimento ou uma regra de vida.

O mundo em que vivemos é o mundo das ações. Neste mundo, o pensamento é o meio para nos levar à ação.

Pensar é bom. Mas se ficarmos parados pensando, perdemos a chance de realizar coisas boas.

O tempo passa rápido demais. Ficar perdidos em palavras e filosofias só nos fará inativos ou, na melhor das hipóteses, bons faladores. Importante é a ação. Só pensar e falar, nada produzem de concreto.

É por isso que eu não acredito em filosofia. Eu acredito, sim, em ideias que causam mudanças no modo de agir.

Tenho me deparado frequentemente com pessoas que se declaram negativas por natureza. São pessoas que vêm a vida como algo pesado e difícil.

Muitos perguntam: “Eu quero me tornar positivo. O que devo fazer?” A resposta é: Comece a agir a respeito disso. Comece a ser positivo. Dê um passo, depois outro... aja. Em pouco tempo, você fará parte do grupo dos positivos.

Não são os argumentos que mudam as pessoas. Pessoas mudam “fazendo”. Introduza um novo hábito em sua vida, e sua perspectiva inteira de mundo mudará. Primeiro faça, e então, comece a aprender sobre o que você fez.
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quarta-feira, abril 02, 2008

A MILHA MILAGROSA

ABRAHAM SHAPIRO

Até 1954, correr uma milha em quatro minutos era algo que estava além da compreensão humana. As pessoas acreditavam que esse era o limite físico real. Parecia ser um limite absoluto assim como os marinheiros achavam que cairiam numa cachoeira que desembocava no inferno se ultrapassassem a linha do horizonte marítmo. isto foi uma crença que perdurou até o século XV, por incrível que pareça para nós, hoje, que sabemos que a Terra é esférica.

Foi em maio de 1954, numa pista de Oxford, na Inglaterra, que Roger Bennister rompeu esta barreira, correndo uma milha em 3 minutos e 59 segundos.

Dois meses depois, na Finlândia, a “milha milagrosa” de Bennister foi superada pelo seu rival John Landy, que conseguiu o tempo de 3 minutos e 58 segundos. Dentro de três anos, 16 corredores quebraram este recorde.

O que aconteceu nesses 3 anos? Será que houve uma repentina mutação na raça humana e surgiram supercorredores? Não. O corpo humano era basicamente o mesmo.

O que mudou foi a cabeça, o modo de pensar.

Os corredores do passado tinham sido limitados por um pressuposto segundo o qual ninguém conseguiria correr a milha em tempo inferior a 4 minutos. Quando esse limite foi quebrado, todos viram que podiam fazer algo que antes acreditavam ser impossível.

Quantos pensamentos estão, agora, limitando nossa vida de ter mais velocidade e progresso?

Tente encontrar os setores de sua vida ou dos negócios onde existam oportunidades como a milha em quatro minutos que você não consegue distinguir.

Você pode desenvolver uma atitude positiva também em relação a isso. Aliás, uma atitude positiva em relação aos obstáculos da vida já é o primeiro passo para suplantá-los. ______________________

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terça-feira, abril 01, 2008

DE ONDE VEM A ATITUDE POSITIVA?

ABRAHAM SHAPIRO

De onde vem a atitude positiva? Toda atitude vem de dentro. A atitude positiva também vem de dentro de nós.

A atitude positiva não tem nada a ver com o que acontece conosco. Mas é o que nós fazemos com o que acontece. É o modo como reagimos a isso.

Sabe o que é atitude positiva? É a habilidade de processar pensamentos de maneira positiva, independentemente das circunstâncias. E ninguém é perfeito nisso. Apesar de toda a sua determinação em ser positivo o tempo todo, você terá altos e baixos dependendo do seu modo de pensar e de sua vulnerabilidade aos outros.

O curioso é que, quanto mais você trabalha sua atitude, menos vulnerável fica ao aspecto negativo dela.

Observe este aspecto interessante sobre a atitude. Um segundo é bastante para alguém levar você a uma atitude negativa. Mas para adquirir uma atitude positiva, você pode levar anos e anos.

Sabe por quê? É que a atitude positiva resulta da combinação de seu modo de pensar com a sua determinação de permanecer no estado mental certo. E isso não é nem um pouco fácil. Porém, quando você consegue, prova um dos sabores mais fantásticos da vida.

Ou seja, a lição a aprender é que tudo o que requer esforço, nesta vida, tem um sabor mais agradável e nos traz maior benefício. Ninguém pode afirmar que viver é fácil. Mas viver é bom. E só é bom por que detrás de todo esforço há uma recompensa. O que você acha de começar a gastar alguma energia em busca de ser mais positivo?
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segunda-feira, março 31, 2008

ESCOLHA A SUA ATITUDE

ABRAHAM SHAPIRO

De quantos cursos ou aulas sobre atitude positiva você já participou?

Nenhum? Ou muitos?

Ora, se 100% de seu sucesso depende de sua atitude ao ouvir, comunicar-se, atender os clientes e fazer seu trabalho, então como você explica que nunca tenha feito um curso ou lido um livro sobre o assunto?

Bem, então vamos fazer aqui nossa primeira tentativa.

Não vou dizer nada bobo do tipo: “Bem-vindo ao primeiro dia de sua nova vida de sucesso”.

Mas posso afirmar que a vida que você viveu até agora provavelmente não tenha sido um mar de rosas de atitude positiva e que, por isso mesmo, muitas coisas podiam ter sido melhores.

Você não obtém uma atitude positiva lendo um livro ou ouvindo um programa de rádio. Mas por meios como estes você pode sentir uma inspiração, adquirir um conhecimento e fazer tentativas. Depois, pode praticar mais e implementar o que foi aprendido. Acontece que isso obrigatoriamente terá que vir de você. Depende da sua decisão.

Muito bem, então eu quero convidar você a fazer uma caminhada conosco.

A partir de hoje, nosso blog será mais focado em orientar nossos leitores a se autodisciplinarem na prática de atitudes positivas para conseguirem melhor desempenho profissional e alegria de viver. Isso não significa que só traremos assuntos relacionados a isso, mas com maior freqüência.

E a pimeira lição é:

Guarde uma coisa muitíssimo importante. Se possível, escreva-a em algum lugar onde você possa lê-la e lembrar-se dela várias vezes. Aqui vai:

ATITUDE É TUDO! ATITUDE É A BASE DE TUDO. SEM UMA ATITUDE, NENHUMA BOA INTENÇÃO SE TRANSFORMA EM REALIDADE.
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sexta-feira, março 28, 2008

VOCÊ PODE ESTAR FORTALECENDO A SUA CONCORRÊNCIA

ABRAHAM SHAPIRO

Quando falhamos no atendimento, quando não conseguimos negociar e finalizar a venda, quando não temos uma estratégia determinada, quando não fazemos questão de manter - ou de fazer crescer – nossa fatia de mercado, estamos investindo nossos recursos na concorrência.

Não só: nossas estruturas pesadas e caras, produtos de baixa qualidade, serviços fracos e a falta de individualização de nossos clientes são, igualmente, “presentes valiosos” com que brindamos nossos concorrentes e os fortificamos.

Mais do que imaginamos, estamos canalizando forças preciosas de nossa empresa para outros negócios.

É incompreensível como muitos varejistas – e até grandes empresas distribuidoras, atacadistas e indústrias – relutam em investir em treinamentos que contemplem maior clareza dos processos aos seus funcionários, esquecendo que atitudes como estas fortalecem os “inimigos”. Não poucas vezes, estes concorrentes investem sistematicamente na formação de seu pessoal e deixam suas "tropas" de produção, administração e vendas em “ponto de ataque”.

Já que investimento não é custo – e todos sabem disso, pois é dinheiro que irá retornar – é bom tomar consciência de que os maiores custos de um negócio não aparecem nas planilhas e balanços. Grandes são aqueles custos que decorrem de erros de estratégia ou grosserias advindos da falta de visão dos executivos, gerentes e encarregados e que não são computados ou sequer calculados.

Numa guerra, quando a estratégia falha, os soldados morrem. No âmbito dos negócios, é a empresa que morre. Mas o processo é um tanto longo, porque ela morre aos poucos.

O que você deixa de fazer em benefício de seu negócio é uma energia a mais – uma facilidade a mais – para os seus concorrentes que, tão certo quanto o sol brilha, não deixarão de aproveitar e fazê-las voltar contra VOCÊ MESMO. ______________________

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quinta-feira, março 27, 2008

NOVO ARTIGO NO PORTAL HSM MANAGEMENT

Estamos novamente no portal HSM MANAGEMENT, o maior ponto de convergência de executivos do país. Nossa matéria "O QUE A TEORIA DOS JOGOS TEM A VER COM SUA VIDA E COM SUA EMPRESA" saiu no newsletter de ALTA GERÊNCIA, uma grande honra para nós e para as idéias pelas quais estamos pautando nossos serviços junto de nossos clientes que só têm crescido em vendas e em desenvolvimento de processos estratégicos.




O PROBLEMA É MAIS EMBAIXO

ABRAHAM SHAPIRO

O que acontece quando um time de futebol é rebaixado para a segunda divisão de um campeonato, mesmo com incentivos e treinamento pesado? Não dá para demitir a torcida. Assim, os jogadores e/ou o técnico é que acabam perdendo o emprego.

Agora, como explicar quando os jogadores demitidos vão para outros times e lá têm bom desempenho? E quando os novos jogadores contratados, trazidos para atuar segundo as estratégias existentes no time, não conseguem melhorar os resultados?

A conclusão é que os jogadores demitidos foram apenas bodes expiatórios. Tirá-los de campo não resolveu o problema.

É exatamente isso o ocorre com as equipes de vendas das empresas. Tomam-se várias iniciativas de gestão como melhores incentivos, relacionamento com o cliente, e as vendas continuam caindo. Faz-se a troca de todo o grupo e as vendas continuam caindo. Nada dá certo. Por quê? É que a crise está “mais embaixo”. A equipe de venda apenas “paga o pato” porque alguém tem de pagar.

A troca de profissionais não ataca a raiz do problema, porque ela costuma estar na incapacidade de alinhar o processo de vendas a uma estratégia comercial maciçamente voltada para as necessidades do consumidor. Sem isso, as vendas não acontecem.

Portanto, o caminho para fazer voltar o sucesso nas vendas está em fazer uma reengenharia do processo comercial de acordo com a estratégia da organização.

Agora... se a empresa não tiver uma estratégia, aí nem um gênio da lâmpada maravilhosa levará as vendas aos níveis desejados. Utilize a persuasão. Esta opção conduzirá, sempre, aos melhores resultados.
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quarta-feira, março 26, 2008

EM VENDAS NADA SUPERA A HABILIDADE

ABRAHAM SHAPIRO

Profissionais de vendas têm que ser experts nos produtos ou serviços que vendem. Isto é obrigatório.

Nenhum cliente potencial quer falar com um vendedor que não conhece os prós e contras daquilo que está sendo negociado.

Uma pergunta não respondida sobre o que o cliente está prestes a comprar não só rebaixa o vendedor deixando-o a dever algo que teria de conhecer profundamente – como põe em risco todo o processo.

É muito importante ter um programa contínuo e progressivo de treinamento da força de vendas. Este programa deve ensinar atributos, vantagens e benefícios dos produtos ou serviços da empresa, postura e técnicas de vendas, concorrência, mercado, objeções... tudo isso em conformidade com o padrão de desempenho desejado no modelo de atendimento da companhia.

Supor que os profissionais aprenderão por si é um erro grave. Isto pode até acontecer, eventualmente. Mas é sábio prover as linhas mestras do conhecimento de produtos e serviços, assim como os meios de acesso a elas.

Uma coisa é certa: sem ações concretas para ampliar o conhecimento, o modo de fazer a apresentação da venda e o plano de negócios a ser levado ao mercado, o desempenho de cada vendedor ficará sempre comprometido e fragilizado.

Só a cultura do treinamento remove todas as situações de embaraço que surgem quando o profissional é exposto às objeções levantadas pelos clientes.
Utilize a persuasão. Esta opção conduzirá, sempre, aos melhores resultados.
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terça-feira, março 25, 2008

SER GERENTE

ABRAHAM SHAPIRO

Ser gerente: posição social para uns, muito trabalho e problemas para outros.

Um gerente eficaz compreende com profundidade as necessidades de sua equipe.

Você é gerente? Então fique atento para esta declaração: os seus subordinados não foram criados iguais. Eles são diferentes entre si – pessoal e profissionalmente.

Cada membro de seu staff requer um diferente nível de cuidado e atenção. Então, dimensione bem sua supervisão, meça sua orientação, calcule o ideal acompanhamento de capacitação de cada colaborador individualmente.

Crie um sistema para avaliação constante de cada um através do qual você saberá o tempo todo quais as maiores necessidades, e assim supri-las na hora e na medida certas.

Nem pense em dar a todos o mesmo tratamento. Isso só irá aumentar a confusão e a inépcia que porventura existir. Se você for a uma pescaria, irá usar uma vara fina para peixes pequenos e uma mais resistente e flexível para os peixes grandes, que relutam mais quando fisgados. Com pessoas também é preciso ter recursos e medidas de acordo com sua necessidade.

Um membro produtivo e de sucesso de seu time requer menor nível de suporte que um inseguro e improdutivo. Observe o posicionamento de cada um e dê a assistência que for necessária – nem mais, nem menos.

Por fim, deixe que todos os seus subordinados saibam igualmente que eles são a sua prioridade número 1 e que a sua porta está sempre aberta para todos eles.
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segunda-feira, março 24, 2008

SUA VIDA E SUA EMPRESA TÊM MUITO A VER COM A TEORIA DOS JOGOS

ABRAHAM SHAPIRO

A Teoria dos Jogos provê um conjunto de ferramentas matemáticas para a análise de problemas de decisão que uma pessoa enfrenta, quando seu destino depende tanto de sua própria escolha quanto da escolha de outros.

Dois estudiosos da Teoria dos Jogos – Merrill Flood e Melvin Dresher – propuseram, em 1950, o Dilema do Prisioneiro, que passarei a expor para seu conhecimento, o que tem por objetivo ajudar o leitor a compreender as variáveis envolvidas na concorrência de preços entre empresas.

Imagine a seguinte cena:

Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia tem provas insuficientes para condená-los, mas, separando-os, propõe a ambos o mesmo acordo: se um dos prisioneiros, confessando, testemunhar contra o outro e esse outro permanecer em silêncio, aquele que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 10 anos de sentença. Se ambos ficarem em silêncio, a polícia só pode condená-los a 6 meses de cadeia cada um. Se ambos traírem o comparsa, cada um leva 5 anos de cadeia. Cada prisioneiro faz a sua decisão sem saber que decisão o outro irá tomar, e nenhum tem certeza da decisão do outro. A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como o prisioneiro vai reagir?

O fato é que pode haver dois vencedores no jogo, sendo esta última solução a melhor para ambos, quando analisada em conjunto. Entretanto, os jogadores confrontam-se com alguns problemas: confiam no cúmplice e permanecem negando o crime, mesmo correndo o risco de serem colocados numa situação ainda pior, ou confessam e esperam ser libertados, apesar de que, se o outro fizer o mesmo, ambos ficarão numa situação pior do que se permanecessem calados?

Um experimento baseado no simples dilema encontrou que cerca de 40% dos participantes cooperaram, isto é, ficaram em silêncio.

Em última instância, não importa os valores das penas, mas o cálculo das vantagens de uma decisão cujas conseqüências estão atreladas às decisões de outros agentes, onde confiança e traição fazem parte da estratégia em jogo. O modo de pensar adotado aqui é o seguinte: “Se eu pensar sobre como você pensa sobre minha forma de pensar, eu não devo cooperar. Eu pressuponho que o outro vai me julgar não cooperativo e antecipo a minha deserção, pois se o outro pensar assim, certamente vai desertar também”.

A concorrência de preços

Passemos agora para uma situação prática através da qual chegaremos mais próximos de nosso objetivo concernente a concorrência empresarial.

Uma pequena cidade do interior tem dois postos de combustíveis: o Posto A e o Posto B. O preço pelo qual ambos oferecem gasolina é R$ 2,00 o litro. A qualidade é a mesma, já que os dois compram da mesma distribuidora ao preço do litro a R$ 1,50. Suponha que consumidores busquem preço baixo. Sabendo disso, o Posto A resolve baixar o preço para R$ 1,99. O que acontece? Ele conquista 100% do mercado varejista de combustíveis local. Qual a reação é esperada do Posto B? É óbvio, baixar para R$ 1,98. A guerra – saboreada pelos consumidores – chega ao ponto de ambos os postos atingirem um preço próximo de R$ 1,50. Neste patamar de preço, o lucro é igual a zero.

Uma outra situação curiosa e que tem a ver com a Teoria dos Jogos é o famoso Leilão da Nota de Um Dólar – conhecido por muitos participantes de treinamentos de negociação que são dados por aí. Este leilão é jogado entre participantes que não têm como se comunicar . Uma nota de um dólar está sendo leiloada. Quem der o maior lance leva a nota. A regra exige que o segundo colocado tem que pagar o lance que tiver feito, porém, nada leva em troca.

Imagine como seria. Se o vencedor ganhar com um lance de US$ 0,20, ele tem um lucro de US$ 0,80. O segundo colocado, que deu um lance de US$ 0,19, somente paga os US$ 0,19. Neste caso, a banca recebe US$ 0,39 e paga US$ 1,00. Assim, o jogo terminaria. Mas não é isso o que acontece. Normalmente, iniciado o jogo, o primeiro participante tem a perspectiva de alto lucro – coisa que desperta a cobiça do outro participante. Rompida a barreira de US$ 0,50, a banca começa a lucrar e, a partir de US$ 1,00, o jogo fica totalmente irracional.

Martin Shubik, matemático de Yale e estudioso de Teoria dos Jogos, concebeu este jogo em 1971. Ele descobriu que, em média, a nota era arrematada por US$3,40.

Pode-se olhar com desprezo ou até com dúvida os estudos advindos da Teoria dos Jogos. Mas eles têm aplicações múltiplas e curiosas. O Leilão da Nota de Um Dólar, por exemplo, é um jogo com aplicações práticas interessantes. As emissoras de televisão, por exemplo, o utilizam para determinar o tamanho dos trechos de filmes entrecortados por anúncios publicitários. O primeiro trecho do filme exibido é geralmente longo. Assim, as emissoras induzem o telespectador a “entrar no leilão”. Uma vez dentro, os trechos de filme ficam cada vez menores e os intervalos para propaganda maiores. O truque está em saber que, neste momento, o telespectador tem grande relutância em desistir, porque ele já passou do ponto que corresponde ao “limite de US$1,00” no leilão.

O mesmo raciocínio aparece nos relacionamentos humanos. Pessoas se mantêm anos a fio em empregos ruins ou em casamentos falidos em função somente de um modelo mental baseado em “Eu investi muito para desistir agora”.

Outro fato curioso aconteceu na ocasião da construção do Concorde. Inglaterra e França souberam, em determinado ponto do projeto, que o complexo era economicamente inviável. Contudo, mesmo assim decidiram levá-lo a cabo justamente por já terem investido demais.

Numa análise mais profunda, o Leilão da Nota de Um Dólar trata das atitudes humanas de “cooperação” e “deserção”. O resultado final tende a ser tão catastrófico quanto o que acontece no Dilema do Prisioneiro.

Ocorre que, do modo como foram concebidos, tanto o Dilema do Prisioneiro quanto o Leilão da Nota de Um Dólar são jogos únicos, de uma só rodada. Se os jogadores jogarem seqüências de várias partidas, a deserção tende a diminuir, até desaparecer. O Leilão de Nota de Um Dólar jogado várias vezes convergiria para um acordo de divisão dos lucros entre os jogadores. O primeiro daria um lance de US$ 0,01 que não seria superado pelo segundo e, desta forma, os US$ 0,99 de lucro seriam divididos entre os dois. O mesmo deveria acontecer entre comerciantes inteligentes – ao invés de praticarem guerra de preços, como no exemplo dos postos de gasolina. Infelizmente no caso do comércio não é bem isso o que acontece com exceção das situações que envolvem a formação de cartel.

“Cooperar demais” ou “fugir sempre” pode não ser tão bom

A cooperação em jogos com muitas rodadas é um ótimo negócio. Existe uma forte tendência das pessoas construírem sua reputação cooperativa e, com isto, obterem vantagens reais com isto – vantagens financeiras ou não.

Ser cooperativo é talvez o mais nobre dos comportamentos humanos. A maior parte das pessoas tende a reforçar esta característica. Como isso funciona? Quanto maior a possibilidade de reconhecimento, maior são as chances da pessoa tomar uma atitude não cooperativa.

Mesmo considerando que jamais será identificada, a maior parte das pessoas tende a não “fugir da raia” ou a não ser desertora. É natural que o ser humano deseje ser cooperativo. Os dois opostos negativos desta dinâmica são: “deserte sempre” e “coopere sempre”. Mas, não estranhe. “Cooperar sempre” é perigoso. O cooperador incondicional está altamente vulnerável a oportunistas. Além disso, seu desempenho tende a ser pífio por falta de algum nível de competitividade.

Observando o comportamento de animais sociais, como chimpanzés, golfinhos e morcegos hematófagos, percebeu-se que a estratégia mais comum era a mesma praticada pelos humanos, a Lei do Talião, o “olho por olho, dente por dente”, reagindo cooperativamente a uma cooperação e punindo a deserção com outra deserção.

Entretanto, um jogador ao estilo “olho por olho" perde para um jogador tipo “deserte sempre”. Qual a solução deste impasse? Talvez seja tirar do jogo o desertor teimoso. ______________________

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domingo, março 23, 2008

CONSELHOS AOS GERENTES DE VENDAS

ABRAHAM SHAPIRO

Então um de seus vendedores perdeu uma grande ou uma não tão-grande venda? Não é o fim do mundo. Naturalmente, você terá que fazer um acompanhamento e até um aconselhamento. Mas primeiro você terá que avaliar o que exatamente saiu errado.

O vendedor é apenas uma face da moeda. Por que não obter uma segunda opinião? Ligue para o cliente e pergunte a ele qual foi o motivo de não ter fechado o negócio. Ligue para outros, também. Eles poderão indicar fraquezas na apresentação de venda do vendedor em questão e, até, identificar falhas no produto ou serviço. E, quem sabe, a sua ligação possa salvar a venda!

Se o seu vendedor está enfrentando maus bocados com um cliente difícil, você deve estar apto a descobrir se ele passa por algum problema em seu bem-estar. Se sim, ponha-se de seu lado para ajudar. Se necessário for, assuma a transação inteira. Sua intervenção irá salvar a venda, porém, o mais importante é que você estará prevenindo que o seu vendedor fique desencantado, desmotivado, improdutivo e derrotado.

Encoraje seus profissionais de vendas a buscarem novas habilidades através dos estudos. Invista dinheiro nisso e mande-os para participar de seminários fechados ou traga consultores ao escritório para promoverem aulas especiais.

Assista às atividades juntamente com eles e demonstre interesse em aplicar as habilidades ensinadas. Não há nada melhor do que ajudar cada um a ficar longe de tornar-se estagnado ou utilizando velhas táticas ao longo de muito tempo.

Mas lembre-se do mais importante: seja você o exemplo.
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sábado, março 22, 2008

NADA SUPERA A HABILIDADE

ABRAHAM SHAPIRO

Profissionais de vendas têm de ser experts nos produtos ou serviços que vendem. Isto é obrigatório. Nenhum cliente potencial quer falar com um vendedor que não conhece os prós e contras daquilo que está sendo negociado. Uma pergunta não respondida sobre o que o cliente está prestes a comprar não só rebaixa o vendedor – deixando-o a dever algo que teria de conhecer profundamente – como põe em risco todo o processo desenvolvido até então, muitas vezes a duras penas impostas pela personalidade de um cliente chato ou desconfiado.

É importante ter e manter um programa contínuo e progressivo de treinamento da força de vendas. Este programa deve elucidar atributos, vantagens e benefícios dos produtos ou serviços da empresa, postura e técnicas de vendas, forças e fraquezas da concorrência, a realidade do mercado, o valor de cada item levado em conta nas negociações, a superação de objeções – tudo isso em conformidade com o padrão de desempenho adotado pela empresa em seu modelo desejado de atendimento.

Supor que os profissionais aprenderão por si é um erro grave. Isto pode até acontecer, eventualmente. Mas é prudente que a empresa proveja as linhas mestras do conhecimento de produtos e serviços, assim como os meios para serem acessados, seja através de simulação de atendimentos críticos, teatralização de casos típicos, atendimento monitorado a clientes reais, jogos de vendas etc.

Sem que existam ações concretas de acesso ao conhecimento, modo de apresentar a venda e o plano de negócios a ser levado ao mercado, o desempenho de cada profissional poderá ficar comprometido e fragilizado. Só a cultura do treinamento remove todas as situações de embaraço que surgem nas objeções levantadas pelos clientes como etapa normal do processo de negociação.
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sexta-feira, março 21, 2008

O CONCEITO DE "FLUXO DE CAIXA"

ABRAHAM SHAPIRO

O conceito de Fluxo de Caixa é importante até para reter clientes. De acordo com a Wikipedia, fluxo de caixa refere-se ao montante de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido.

Na prática, uma projeção de fluxo de caixa demonstra todos os pagamentos, recebimentos, compras de matéria-prima, compras de materiais secundários, salários e outros ao longo de certo tempo.

O fluxo de caixa é uma ótima ferramenta para auxiliar o administrador da empresa nas tomadas de decisões. É através deste "mapa" que os custos fixos e variáveis ficam evidentes, permitindo-se desta forma um controle efetivo sobre determinadas questões empresariais.

É um erro considerar que o fluxo de caixa seja útil apenas para empresas. Cada vez mais pessoas físicas se interessam por uma organização financeira mais eficiente.

Uma interpretação importante dada ao fluxo de caixa é quando se vê através dele os sinais de evolução ou decadência da empresa. Uma administração de alto desempenho terá a preocupação de eleger como sua prioridade número um o atendimento excelente, a pontualidade na entrega dos pedidos e a alta qualidade dos produtos ou serviços. É muito simples entender por quê. O cliente que está satisfeito, continuará comprando. Mas se ele começar a encontrar motivos de reclamação por falhas no atendimento, o fluxo de caixa futuro esperado dele diminui. Esta é uma perda irreparável e, com isso, o valor da empresa fornecedora diminui muito.

Para frente e para o alto. Se este não é o rumo atual dos seus negócios, acorde, porque ele está afundando.
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quinta-feira, março 20, 2008

O QUE DEU DO LOBO QUE SE DISFARÇOU COM UMA PELE DE CORDEIRO?

ABRAHAM SHAPIRO

A expressão “lobo em pele de cordeiro” denota um tom de vantagem para o lobo –uma leve impressão de que aqueles que praticam essa estratégia conseguem algum benefício.

Certo dia, deparei-me com uma coleção de fábulas de Esopo e lá estava ela, a fábula do “Lobo em Pele de Cordeiro”.

Vamos ao velho e sábio Esopo:

“O lobo já estava cansado de tanto passar fome. O pastor e as ovelhas tinham aprendido a ficar atentos o tempo todo. Atacá-los ficava cada vez mais complicado.

Assim, o lobo decidiu se disfarçar de ovelha para se infiltrar no rebanho. Pegou a pele que sobrara de uma ovelha gorda que comera meses antes, colocou-a sobre o corpo e foi “pastar” com o rebanho.

Para sua surpresa, as ovelhas nem deram por sua presença e ele fingiu pacientemente até o fim do dia. À tardinha, o pastor as levaria de volta à fazenda onde ele finalmente poderia atacar.

O pastor também não percebeu nada diferente e, à hora de costume, levou o rebanho para o curral.

Foi então que o lobo resolveu esperar pela madrugada para se revelar.

Chegou o momento esperado. Finalmente ia se livrar daquela pele incômoda e calorenta. De repente, sentiu um par de mãos fortes puxando-o para fora do curral. Era o pastor que levantara mais cedo e precisando de carne para o dia seguinte, pegara a primeira ovelha gorda da fila”.

Esta é a história. A moral? Por mais perfeita que seja a fantasia, tudo o que se faz com intenção de maldade, acaba voltando contra quem a cometeu.
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terça-feira, março 18, 2008

DIFICULDADE DO TRABALHO EM GRUPO

ABRAHAM SHAPIRO

Trabalhar em grupo é muito difícil. Para começar, um grupo não tem uma “mente” independente dos seus integrantes.

Quando se fala que o grupo “pensa”, “persegue objetivos” ou “utiliza recursos”, estas são apenas expressões figurativas .

Um grupo não tem a mesma capacidade de ação que um indivíduo. Mas, o objetivo do trabalho em grupo deve ser que se consiga mais do que o indivíduo faria sozinho.

Pense num time de futebol executando uma jogada coordenada de ataque. O ponta-esquerda leva a bola até a linha de fundo e a cruza alta na direção da trave direita, onde o ponta-direita a espera para cabeceá-la para dentro do gol. Nem o ponta-esquerda, nem o ponta-direita conseguem isoladamente, executar esta jogada. É necessária a coordenação de ambos para realizar o lance.

Assim também, nenhuma pessoa consegue, por si só, construir um arranha-céu, fabricar um automóvel ou cantar o coro da Nona Sinfonia de Beethoven. Todas essas ações exigem a existência de um sujeito coletivo.

Onde, então, está o problema do trabalho em equipe?

Na vontade.

Um grupo sempre irá depender da vontade das pessoas. Aí entra o papel do líder: conseguir a convergência da vontade de todos para um mesmo ideal. É um trabalho que depende da poderosa capacidade de inspirar, influenciar e persuadir. A liderança é maravilhosa e sempre necessária. Um líder verdadeiro é aglutinador, sábio e irá ajuda as pessoas a enxergarem além do ponto que elas já são capazes de olhar por si mesmas.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, março 17, 2008

O LENHADOR E A LOUCURA - UMA LIÇÃO CORPORATIVA

ABRAHAM SHAPIRO

Uma das definições de loucura é “fazer repetidas vezes a mesma coisa, esperando um resultado diferente”.

Tem muita gente insistindo em fazer coisas que nunca deram certo, usando condutas e técnicas que jamais funcionaram, na busca de novos resultados. Talvez o estado de saúde mental destas pessoas seja duvidoso.

Na vida profissional e diária, a parada para analisar o desempenho e adotar medidas corretivas é a parte mais importante de todo o processo.

Era uma vez um lenhador que em um só dia conseguiu derrubar 70 árvores. Naquela região de lenhadores, o recorde era de 72 árvores derrubadas no mesmo dia.

Sonhando em tornar-se famoso, o jovem quis superar o recorde. Acordou mais cedo no dia seguinte, e dedicou-se logo que pôde a trabalhar duro. Sua decepção veio ao final do dia, quando só conseguiu 68 árvores.

Calculando melhor, acordou ainda mais cedo no terceiro dia, redobrou seu esforço, almoçou correndo e tratou de não perder tempo com conversas. Surpresa! Seu rendimento, no fim da tarde, havia caído ainda mais. Ele só chegou a 60 árvores derrubadas.

Desolado e vendo que seu esforço e dedicação de nada valiam, sentou-se à beira do caminho. Um velho lenhador experiente, vendo a tristeza do moço, sentiu pena. Chegando a seu lado, com paciência e brandura, puxou conversa a fim de confortá-lo, e, após ter ouvido a narrativa do insucesso do jovem, dirigiu a ele uma pergunta:

– Meu rapaz, ao longo de sua jornada de trabalho, quanto tempo você separou para afiar o seu machado?
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domingo, março 16, 2008

BENCHMARKING

ABRAHAM SHAPIRO

Os Japoneses têm a palavra “dantotsu” que significa “lutar para tornar-se o melhor do melhor”. Isto é conseguido com base em um processo de auto-aprimoramento, que consiste em procurar, encontrar e superar os próprios pontos fracos, e depois os pontos fortes dos concorrentes.

Desta palavra foi criado o conceito do Benchmarking – palavra muito usada e pouco conhecida.

Benchmarking é um processo de contínua comparação dos produtos, serviços e práticas da empresa com os seus mais fortes concorrentes, líderes no segmento.

O Benchmarking é um processo de pesquisa que realiza comparações de companhia a companhia para identificar o “melhor do melhor” e buscar alcançar um nível de superioridade como vantagem competitiva.

Na vida, o Benchmarking é um conceito que também pode e deve ser aplicado. As pessoas que almejam a aprendizagem contínua, têm mais e melhores chances de se auto-aprimorar.

Corrigir erros cometidos que foram cometidos em ações anteriores é a mais efetiva forma de aprendizado.

Nós aprendemos sempre que paramos para avaliar nossas ações.

Quando nos fazemos a pergunta: “Minha ação atingiu o objetivo?” Se a resposta for “não”, então é preciso juntar outros recursos ou adotar outra tática para alcançar a meta.

Na vida empresarial, os processos e as ferramentas parecem ser o mais importante. Mas, não o são. Tudo depende das pessoas e de suas decisões. Assim, profissionais preparados tendem a viabilizar e a valorizar os processos. Daí a necessidade do benchmarking também ser um conceito aplicável à gestão dos recursos humano da organização.
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sexta-feira, março 14, 2008

FRASE DO DIA

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"Seja sincero com o seu patrão e apronte-se para arrumar outro emprego"

MEDIR O REAL DESEMPENHO DE UMA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

Qual o ponto de vista que você adota para medir o desempenho dos serviços de sua empresa? O seu ou o do cliente?

Muitas empresas medem o desempenho da entrada de pedidos em relação à saída da encomenda na data marcada. Isso interessa apenas à empresa em si, e não ao cliente.

Suponha o seguinte exemplo. Um grande fabricante de sistemas para computador realizou uma venda. Ele media o embarque no prazo em termos de componentes individuais e não do sistema completo. Se embarcasse, digamos, nove de dez componentes de um sistema na data combinada, dava-se uma pontuação de 90%. Para este fabricante, o desempenho na entrega do pedido na data certa foi excelente. Mas acontece que o desempenho foi analisado sob a ótica da empresa.

Se formos atrás do ponto de vista do cliente, ele daria nota 0. É claro, pois, sem todos os dez componentes, o sistema não funciona. Não importa que ele tenha recebido 90% do pedido.

Este é um pecado imperdoável. E o assustador é que, mesmo com tantas reclamações de clientes frustrados com maus serviços, a maioria expressiva de empresas continua adotando o seu próprio ponto de vista para avaliar seu desempenho.

Meu avô costumava dizer: “Se a visita tosse, falta uma colher”. Mas se você for surdo, sua visita poderá morrer de tossir que você não irá dar o que ela necessita.

Olhe mais para o seu cliente. Você verá que falta muito para que o seu desempenho o satisfaça de verdade.
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quarta-feira, março 12, 2008

TOME UMA ATITUDE!

ABRAHAM SHAPIRO

Tomar uma atitude nem sempre é fácil. Podemos estar sem energia necessária ou mesmo sentir falta de um empurrão na direção que precisamos seguir.

A ação humana foi estudada por um economista e filósofo austríaco do século XX, chamado Ludwig von Misses. Ele afirmou que “não há satisfação humana sem ação”.

O homem age sempre que surge nele o desejo de substituir uma situação menos satisfatória por uma mais satisfatória. Sua mente imagina condições melhores ou mais vantajosas e sua ação visa gerar essa situação desejada.

Veja como isto é interessante. A insatisfação que temos no dia a dia é um dos motores que nos impelem para tomarmos atitudes e mudar a nossa vida.

Mas, atenção a insatisfação é apenas uma parte de todo o processo. O mais importante é a nossa decisão.

Ficar insatisfeitos, mas com os braços cruzados é a condição ideal para ficarmos doentes do corpo ou/e da cabeça.

O pressuposto maior de todas as nossas ações é que “nem tudo está escrito”. O nosso livre arbítrio precisa decidir.

Para aqueles que gostam de sabedoria, vão aqui duas citações maravilhosas. Os Judeus dizem: “Reza como se tudo dependesse de tuas preces; mas age como se rezar não importasse”. E os sábios árabes, também dizem: “Reza a Alá, mas amarra o teu camelo”.

Como traduzir estes pensamentos? Nós somos os agentes das nossas próprias transformações. Temos de encarar de frente esta responsabilidade e, somando a isso a confiança na nossa capacidade, dirigir a marcha do mundo rumo às nossas visões e assim, mudar o nosso futuro para melhor.
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terça-feira, março 11, 2008

NÃO FAÇA NEGÓCIO COM PESSOAS MÁS

ABRAHAM SHAPIRO

Na língua portuguesa, a palavra índole é usada para significar o conjunto de traços e qualidades inerentes ao indivíduo, ao seu caráter, às suas inclinações e temperamento.

Se você acha que a índole de uma pessoa não faz diferença no andamento dos negócios, perdoe-me a franqueza, mas você não está pronto para entrar numa negociação.

Comecemos estabelecendo que uma pessoa ruim é uma pessoa ruim. E uma pessoa ruim nunca o tratará como você merece.

O mundo tem pessoas boas e honestas em número suficiente para fazer que negócios com as desonestas seja uma grande e imperdoável tolice.

Se você se pergunta “devo confiar nessa pessoa?”, é melhor abandonar a mesa de negociações e procurar outra companhia mais honesta para fazer negócios.

Assim, como você não quer ter dúvida se seu pára-quedas vai abrir ou não na hora que se atirar do avião, também não quer duvidar da integridade da pessoa com quem vai se atirar num negócio. Se já não pode confiar nela agora, poderá menos ainda no futuro. O melhor é não confiar nesse tipo de gente, e consequentemente, nesse tipo de gestor ou/ e profissional.

As pessoas íntegras estão dispostas a agir bem. As pessoas sem integridade estão predispostas a agir mal.Não confunda uma com a outra.
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segunda-feira, março 10, 2008

GESTÃO PROATIVA x GESTÃO REATIVA

ABRAHAM SHAPIRO

Uma das coisas que me impressionam é a atitude reativa, ou seja, agir só depois que os problemas surgem. Isso é parecido com tomar uma vacina depois de contrair a doença. Grande parte da gestão empresarial é feita de modo reativo. Aí se incluem gestores formados, pós-graduados e também os mais simples, que só conhecem a prática. Parece que todos esses, na verdade, não aprenderam a lição mais importante.

Eu acredito na gestão proativa – aquela que resolve o problema latente antes que se torne um problema e cause estragos. Isso, é como "matar a cobra dentro do ninho", antes que ela saia e aumente seu potencial de agressão.

Problemas da empresa nunca são como os gestores imaginam. Sempre são muito maiores, porque os gestores estão expostos a situações internas que diminuem sua visão e sua capacidade de avaliação.

Se a sua empresa, por exemplo, enfrenta problemas de pontualidade na entrega por causa da falta de estoque mínimo de matéria-prima, e isso põe em risco sua reputação no mercado, antes que caia em descrédito diante dos clientes, o problema do estoque deve ser resolvido ou deve-se diminuir as vendas para que tudo fique adequado.

Este é só um exemplo de coisas ruins que acontecem, mas o pessoal da administração tende a ver e interpretar de modo "míope" e equivocado, muitas vezes de modo desfavorável ao cliente.

Gerir uma empresa envolve atributos como a coragem e o senso de conseqüência. Isto exige outras variáveis, que não apenas o desejo básico e primitivo de somente querer ganhar dinheiro. Hoje em dia, são tantos os riscos que deixar de ganhar pode ser mais salutar a ganhar através da má qualidade dos serviços.
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domingo, março 09, 2008

PATIFES NÃO PODEM DIRIGIR NEGÓCIOS

ABRAHAM SHAPIRO

Um casal entra numa loja de vestidos femininos no fim da tarde de sexta-feira. A mulher escolhe o vestido mais caro. O homem saca uma carteira e dá um cheque pelo preço.

O vendedor explica: “Hoje não dá mais tempo para descontar o cheque. Podemos mandar o vestido segunda-feira?”

O homem concorda e dá o endereço do hotel onde estão hospedados.

Segunda-feira, o vendedor telefona. O homem atende e o vendedor diz: “Senhor, constatamos que seu cheque está sem fundo. Infelizmente não poderemos entregar o vestido”.

- Tem nada, não – responde o homem – E, ouça, muito obrigado pelo maravilhoso fim-de-semana que vocês me ajudaram a ter, sim?”


É uma realidade. Mas apesar de tantas e tantas lições que diariamente recebemos pelos noticiários sobre os prejuízos que a corrupção causa a todos, ainda há pretensos “homens de negócios” que passam o tempo engenhando patifarias para ganhar dinheiro fácil. Como na piada, usam situações sérias como justificativa para alcançar suas metas sujas - sujeitos bons demais em fazer coisas ruins.

Quem paga por isso? Os bons e honestos empresários, os que cumprem as regras e se esforçam para manter suas empresas limpas.

Definitivamente é preciso tomar consciência de uma verdade: por mais injustos ou ultrapassados que sejam determinados impostos, leis, ou regras vigentes, devemos cumpri-los enquanto se buscam mudanças. Porém, corromper este ou aquele a troco de vantagens particulares é inadmissível.

No mundo dos negócios, ser correto é um ativo, é um patrimônio que confere qualidade e valor à marca, aos produtos e serviços que se negociam.

Patifes sempre existirão. Mas o lugar deles não pode ser à frente de uma empresa. ______________________

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sábado, março 08, 2008

UMA VISÃO DE EXCELÊNCIA DO CLIENTE

Se no passado cliente CHATO era o que reclamava de tudo, hoje ele é tratado carinhosamente como ETERNO INSATISFEITO.

Se no passado era o detalhista que exigia explicações para tudo, hoje é tratado carinhosamente como MINIMALISTA, que pode oferecer importantes contribuições a partir das minúcias das suas observações.

Se no passado era o que GRITAVA e queria partir para a briga, hoje é considerado apenas alguém querendo DESABAFAR.

Mas CHATO mesmo é o cliente que não liga, não reclama para ninguém, não briga, não pede explicações e simplesmente MUDA de marca, muda de fornecedor, muda de prestador de serviços. Isso sim é CHATO e CARO.

Extraído do site http://www.tecnisa.com.br/

quinta-feira, março 06, 2008

SEUS PLANOS PESSOAIS OU EMPRESARIAIS - O QUE FAZER?

ABRAHAM SHAPIRO

O melhor que você pode fazer pelos seus planos é mantê-los em segredo. Caso tenha de dividir com alguém, compartilhe-os somente com aqueles que tiverem algo concernente - pessoas comprometidas com as suas causas, confiáveis, discretas e que saibam vê-los como invioláveis.

Quanto ao hábito de sair por aí divulgando suas idéias e visões, pense nisso como uma atitude contraproducente. Pode acabar despertando contrariedades ou até, a inveja de pessoas despreparadas para conviverem com o esforço positivo dos demais.

Guarde-se da atenção excessiva. Entre os olhos de milhares, há centenas que atuam como armas poderosas mirando para "atirar" em você. Proteja-se disso através do silêncio. Firme-se, antes de tudo. Ponha seus planos em prática e, após vê-los realizados ou mesmo em adiantado andamento, publique-os somente se for preciso.
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quarta-feira, março 05, 2008

VOCÊ JÁ CONHECE O TRABALHO TEMPORÁRIO?

ABRAHAM SHAPIRO

Trabalho temporário. Muita gente desconhece isso e não devia, pelo tanto de benefícios que representa.

É uma ferramenta de Recursos Humanos, que pode ajudar uma empresa em suas necessidades de substituição de pessoas, ou quando surgem tarefas extraordinárias e urgentes como em épocas de pico.

O TT é um serviço criado por lei. Tem a finalidade de atender a contingências de mão-de-obra pelo período de três meses, podendo se estender por mais três.

O custo para a empresa tomadora é compensador, já que toda a burocracia do pessoal temporário é administrada pela prestadora do serviço. Três meses de salário e obrigações trabalhistas pagos a um funcionário contratado pelos critérios da mão-de-obra fixa custam mais do que três meses de salário e taxas de administração pagos a este mesmo funcionário através do TT.

Mas o melhor de tudo é a agilidade no processo de contratação e rescisão, que só a prestadora de TT proporciona. Todo mundo que já atuou em Departamento Pessoal sabe bem o que esta agilidade significa.

Uma empresa séria de Trabalho Temporário mantém um banco de currículos atualizado, segmentado por funções, habilidades técnicas, perfil pessoal, competências etc. Você não tem a dor de cabeça de sair em busca. Através deste banco de dados, o recrutamento do perfil desejado fica fácil. Psicólogos realizam entrevistas e determinam o melhor quadro de pessoas para a finalidade de que a sua empresa mais necessita.

Procure uma empresa de Trabalho Temporário com experiência e tempo de mercado. Solicite explicações e, ao decidir contratar os serviços, você irá pagar menos do que imagina por mais comodidade e segurança tudo isso garantido por lei.
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terça-feira, março 04, 2008

POR QUÊ É DIFÍCIL MANTER UMA LOJA NO BRASIL?

ABRAHAM SHAPIRO

Recentemente, iniciei um trabalho no setor de micro e pequeno varejos. Deparei-me com uma realidade preocupante, que deveria estar no centro das atenções dos governos. É assustador o número de empresas do setor que dissipam energia boa e recursos em superar dificuldades, que comprometem sua saúde e seu futuro.

O micro e pequeno varejo representam um potencial imenso de geração de riqueza. No entanto, poucos acreditam nisso. Torna-se um sonho inatingível, pois, com raras exceções, é difícil alcançar o sucesso de uma loja no Brasil.

O setor apresenta fatos e ocorrências importantes para uma análise. Considerá-los pode ser a chave de sua viabilização. Perfil dos investidores é o primeiro ponto. São normalmente pessoas que lançam mão de economias pessoais ou dispõem de bens familiares em busca dos lucros da atividade comercial. Abrem as portas de um estabelecimento e, em curtíssimo tempo, vêem-se perdidos com a alta rotatividade de funcionários, a carência de princípios de comércio, falta de conhecimento de padrões de atendimento, entre outras tantas deficiências. Estas fraquezas se opõem à conversão de esforços em vendas efetivas, o que chega a produzir premissas psicológicas erradas sobre o segmento. Ouvi de uma lojista de bijuterias: “Sou uma sofredora do comércio”.

O estado emocional predominante entre pequenos varejistas é o desânimo. Quando o sonho do varejo não se realiza, o proprietário busca vender seu negócio para um segundo intressado. Conta, então, com a sorte e, invariavelmente, precisa camuflar a realidade desfavorável interna de sua empresa. O novo investidor o adquire movido pela crença de potencial do mercado, fiando-se em suas aptidões naturais, porém, raramente especializadas. Ele não se dá conta de que está entrando em um moto perpétuo de ineficiência e amadorismo que consome quantias enormes de dinheiro e o transforma rapidamente em pó.

No entanto, o micro e pequeno varejos são, incontestavelmente, uma fonte de riqueza e valor em todo o mundo, desde os tempos da Bíblia. Qual o real motivo de não o ser no Brasil?

Nem a concorrência, nem as grandes redes ou o governo são culpados. O problema está concentrado no despreparo técnico dos investidores.

Ter um negócio implica diretamente em conhecer rotinas que aparentam ser simples, mas exigem prática. Buscar um ponto na praça - no shopping ou na rua, detectar público alvo, conceituar o negócio de acordo com o público, organizar o lay out, decorar a loja,determinar o mix de produtos, descobrir fornecedores, comprar, precificar, selecionar funcionários, treiná-los ao atendimento, relacionar-se com o cliente, cuidar dos aspectos sensoriais, agregar serviços como vantagem competitiva, planejar e atuar dentro das regras de marketing, além de todas as operações financeiras de praxe, são só alguns exemplos da lista de habilidades mínimas.

Quantos são os empresários que reúnem estas competências? O preço de sua ignorância aparece nas crises, nas dificuldades de venda, na alta rotatividade de funcionários e a decadência do negócio.

O português claro? Falta qualificação. Boa vontade, pensamento positivo e fé não mantêm negócio algum em operação. Nem no Brasil !
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SECRETARIADO EXECUTIVO - PROFISSÃO CRESCE E EXIGE QAULIFICAÇÃO

Jornal de Londrina, 03/03/2008 Fábio Luporini especial para o JL

Profissional necessita agir de forma estratégica para antecipar problemas e soluções e assim facilitar a vida de quem está sendo assessorado

Conhecer a empresa, ter competência em comunicação oral e escrita e alta capacidade de organização são algumas das características de um secretário. Mas não é só. Com a crescente importância da atividade, é preciso buscar um curso de formação para seguir na carreira, seja técnico ou superior. “Os cursos são muito importantes, pois levam os profissionais a atender ações e habilidades exigidas pelo mercado”, afirma o consultor organizacional Abraham Shapiro.

Ele afirma que o curso técnico insere o profissional no mundo prático da profissão e o curso superior, com maior aprofundamento, explora a comunicação bilíngüe. “A função de secretário é estratégica e necessita de experiência e formação”, diz.

De acordo com a Federação Nacional das Secretárias e Secretários (Fenassec), o país tem cerca de 2 milhões de profissionais (50 mil no Paraná). Em 2001, o jornal inglês The Guardian considerou os secretários brasileiros como os mais bem preparados do mundo. “Os cursos situam muito bem o profissional, disciplinando-o de modo ético e técnico, com padrões superiores de qualidade”, observa Shapiro.

A coordenadora do curso técnico em secretariado do Colégio Estadual Vicente Rijo, Cassilda França Montesso, explica que o curso foi criado em 2004 devido à necessidade do mercado de trabalho e já formou cerca de 500 pessoas. “A gente ouve falar que sempre tem emprego, mas falta qualificação e o mercado exige formação”, diz. Segundo ela, o curso é uma oportunidade para pessoas que não têm condições de pagar uma escola particular.

A coordenadora do curso de secretariado executivo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Neusa Maria Orthmeyer Massarutti, explica que o ensino superior prepara o profissional para ser uma pessoa que facilita o trabalho do chefe. “Ele não é preparado para ter um comportamento gerencial, mas para antecipar situações em que o gerente precisa atuar. Quem toma a decisão é o gerente, mas o profissional de secretariado adianta informações que o chefe precisa saber”, afirma.

Segundo Neusa Maria, os secretários atuam para facilitar a vida de quem está sendo assessorado. “Antigamente, o profissional anotava o que o gerente queria redigir. Hoje o secretário é quem redige e o chefe apenas confirma ou faz alterações. Se o gerente souber aproveitar, o secretário pode facilitar a vida dele.”


Ser confiável é característica essencial

Entre as características mais importantes de um secretário é ser uma pessoa confiável. “Por eles passam grandes segredos de uma empresa”, afirma o consultor Abraham Shapiro. Por isso, também precisa ser discreto. O perfil deve contemplar ainda organização, ética, profissionalismo, visão prática, comunicabilidade, domínio do português e de outros idiomas.

“Ser secretário não é somente atender ao telefone. É preciso facilitar, antecipar e resolver a vida do chefe”, diz a secretária Mariângela Santilli. O profissional deve administrar a agenda do chefe para que ele tenha tempo de folga, não pode incomodá-lo por pequenos problemas e, se necessário, tomar decisões por ele. “Ao olhar para ele, a gente sabe o que precisa. Em algumas situações, precisamos saber mais da vida do chefe do que ele mesmo”, afirma.

A secretária Maria Aparecida Fabre confirma que em algumas situações é preciso tomar pequenas decisões no lugar do gerente. “Não há necessidade de interromper o chefe em todos os momentos”, diz. Para isso, o profissional deve conhecer a rotina e o perfil do gerente e da empresa.


Secretárias apontam importância da formação

Maria Aparecida Fabre, de 38 anos, e Gláucia Fávero Valério, de 23 anos, são secretárias de uma grande empresa em Londrina e se formaram em secretariado executivo pela UEL. “O curso dá o norte para identificar a empresa”, diz Maria Aparecida.

Para Gláucia, a formação universitária proporciona a base teórica para recepcionar clientes e acompanhar o chefe, inclusive em viagens a trabalho. Ela fala inglês e espanhol, o que considera muito importante. “A empresa fez grandes negociações na Alemanha e nos Estados Unidos e eu fui junto para traduzir”, conta.

A secretária Mariângela Santilli é formada em relações públicas. Entretanto, ela acredita que a formação insere o profissional no mercado com alguns pré-requisitos exigidos. Mariângela explica que muitas vagas de estágio não são preenchidas porque os candidatos não apresentam formações básicas exigidas, como um curso de línguas. “A concorrência é grande. Curso de línguas, credibilidade e bom trabalho são importantes”, diz.