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segunda-feira, novembro 10, 2014

COMO SER UM PALESTRANTE

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA EM 10 DE NOVEMBRO DE 2014 - Um sem número de jovens estudantes me procuram para aconselhamento de carreira. Eu gosto. O despreparo com que eles se apresentam é impressionantemente maior a cada ano .
Uma elegante e comunicativa jovem aproximou-se de mim, no café, e foi direto ao assunto:
-  Concluí o curso de administração e vou fazer um MBA porque quero tornar-me palestrante. O que o senhor acha que eu devo fazer para conseguir isto?
E, na minha simplicidade, respondi:
- Trabalhar na sua área ao menos dez anos, sem parar de ler tudo o que for possível e aprendendo a gerir pessoas. Então você terá massa crítica bastante para começar a ser ouvida, e talvez apreciada!
Ela então propôs:
- E se eu fizer o famoso curso de palestrantes em S. Paulo, onde se aprendem técnicas artísticas e oratória. É uma moda que está atraindo profissionais de todas as áreas. 
E eu:
- Neste caso, tendo talento, você poderá seguir a carreira de atriz. Mas para ser palestrante estará faltando o mais importante: conteúdo prático e teórico.
Uma palestra não é representação teatral. O centro desta modalidade de “Educação Corporativa” é, acima de tudo, o que será transmitido, o efeito que se deseja provocar, o respaldo e a eficácia das ideias apresentadas.
Treinamentos, consultoria, palestras etc...  é fruto obrigatório de estudo, formação e muita, muita prática. Jamais será interpretação artística, um bom texto lido em um teleprompter ou um minúsculo ponto auditivo por onde o preletor recebe as ideias, invisível à plateia. Antes e principalmente, uma palestra deve ser “domínio pleno de um conteúdo inequívoco e verdadeiro” expresso por alguém que o detenha.
O que não for assim será apenas uma produção. E com certeza, boa de se jogar no lixo!
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, novembro 03, 2014

O EXEMPLO DA EDUCAÇÃO DO VENDEDOR

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA EM 03 DE NOVEMBRO DE 2014 - Educação é o que refina o ser humano e o liberta do jugo da ignorância.
Eu estava num jantar com os funcionários de uma empresa a que presto consultoria. Aproximei-me da mesa onde estavam vários deles, pousei as mãos sobre os ombros do Cornélio Galli –  um profissional de venda de veículos - e então me surpreendi. Ele se levantou, virou-se de frente para mim,  deu-me sua mão e disse:
-“Sr Shapiro, uma coisa que aprendi é jamais cumprimentar alguém de costas!”
Foi uma deferência que talvez eu nem merecesse.
Esses dias, recebi a ligação da secretária do diretor de uma empresa solicitando a minha visita para tratar de consultoria com ele.  Marcamos para a semana seguinte.
No dia marcado, meia hora adiantado, eu entrava no estacionamento da empresa quanto toca o meu celular.  Sem declarar motivo algum, a secretária cancelava o compromisso alegando imprevisto. Dias depois, soube que eu não fora a única vítima daquela grosseria. O tal diretor é famoso por cancelar compromissos de última hora.
A psicologia mostra que a baixa autoestima leva pessoas a buscar autoafirmação pela exaltação de seu ego, de sua autoridade ou poder.
Um “executivozinho” que extrai prazer pessoal em cancelar compromissos trinta minutos antes do combinado é um patético exemplo do que não se deve fazer em qualquer nível de relacionamento.
Cuide da sua imagem! Se prometer, cumpra. Se marcar, vá ou receba. Ligações, e-mails, SMS, Whatsapp etc, dê retorno.
Faça as pessoas se sentirem importantes a seu lado, e elas farão de você mais importante do que jamais pretendeu ser!
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

domingo, julho 13, 2014

A ILUSÃO DO CONTROLE REMOTO

ABRAHAM SHAPIRO


Você pega o controle remoto, mira para a tela e clica. Então vive a falsa sensação de "estar controlando" algo. Porém, o que não atina é que, tão logo aparece a imagem e se detém nela, você é quem está sendo controlado, e não o que parecia até então.
Quer uma prova?
Um certo programa diz que na Grécia há uma cidade onde as pessoas vivem, em média, mais de 80 anos. Numa das cenas, aparece um velhinho de 95 anos servindo ovos fritos em azeite de oliva e salada de tomates com cebolas navegando em azeite à repórter. No dia seguinte, este passa a ser o cardápio de milhões de telespectadores que acreditaram ser isto o grande segredo da longevidade daquele ancião.
Pergunto: - "O que terá sido? O tomate? A cebola? O azeite? Ou os ovos?"
Médicos não sabem. Ninguém sabe.
Chato ou triste, no entanto, é imaginar que uma empresa fabrica ou distribui azeite, que produz  tomates, cebolas ou ovos pagou muito para aquele canal de tevê produzir um programa "inocente" que mostra uma coisa, mas alimenta outra na mente de quem o sintoniza.
Gente inteligente não se deixa levar por balelas e nem se faz massa de manobra de ninguém.
Faça a sua opção de vida.... e se você não souber selecionar os programas que irão somar, de fato, informações consistentes e úteis a sua cultura, tenha ao menos um pouco de coragem e iniciativa e desligue a tevê agora mesmo!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, julho 10, 2014

EU JÁ DISSE E REPITO: "DÊ RETORNO!"

ABRAHAM SHAPIRO

“Dar retorno” – expressão importante para todos os relacionamentos. Seu significado é específico e profundo.
Alguém ligou ao seu fone celular. Você não podia atender. A chamada está lá, registrada. Dar retorno significa:  ligar de volta ao número de quem o chamou.
Outra situação. Alguém vai à sua procura em seu local de trabalho sem ter agendado previamente. Você está em reunião. A recepcionista o informa sobre a sua impossibilidade de atendê-lo. Ela escreve um  recado e passa às suas mãos. Dar retorno, aqui, significa contatar aquela pessoa e dar-lhe uma resposta em relação ao que ela desejava. A sua secretária poderia ser delegada desta ação em muitos casos.
Parece simples. E é.
Mas “dar retorno” depende de muitos outros fatores que não somente meios de comunicação.  Educação,  respeito, humildade, nobreza, profissionalismo e uma lista nada pequena de outras boas qualidades humanas estão entre eles.
Profissionais de verdade usarão um caderno ou qualquer outro recurso para exercer este importante item – dar retorno – como parte de seu trabalho. Estes porque são eficientes. Aqueles, pelo hábito ou desejo de não perder oportunidades, já que muitas delas surgem assim: por uma eventual e inesperada ligação telefônica.
Não menospreze pessoa alguma. Menos ainda as que o procuram. Dê retorno. Faça o possível. Separe meia hora pela manhã ou à tarde para fazer isto. Aprenda maneiras práticas de “falar muito” usando poucas palavras.
Seja objetivo. Não seja aleatório. Informe a pessoa do outro lado da linha, por exemplo, o tempo de que você dispõe para tratar do assunto em pauta. Se for preciso dar continuidade presencial após a ligação, marque logo a agenda e abrevie a ligação. Tenha e mantenha interesse pelos demais. Você terá de volta sua consideração.
Você prometeu dar retorno e não deu? Sabe o que esta sua atitude comunicou ao tonto que ficou lhe esperando? Aqui vai: “Você é um imbecil. Não me encha a paciência. Vá lamber soda!”. Percebe a gravidade? Se fosse com você seria mortal, não? Pois não faça ao outro!
Dê retorno... e você será visto como alguém bem maior do que imagina ser. Prometo!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, julho 04, 2014

EDUCAÇÃO PARA SER MELHOR HOJE!

ABRAHAM SHAPIRO

Um pensador disse:
"Educação é aquilo que sobra depois que esquecemos tudo o que estudamos".
Qual é a sua meta na vida? Qual é a sua meta no trabalho?
Infelizmente estamos tão ocupados com as infinitas obrigações de cada dia que nos esquecemos do nosso autodesenvolvimento. Penso ser necessário reduzir a função de “bombeiro” ou “solucionador de problemas urgentes” para começar a melhorar a nossa qualidade.
Ler mais e praticar as ideias que nos atraem durante a leitura é uma técnica infalível. Só assim é possível manter ideias claras e desenvolver a nossa eficácia real. Sabe por quê?
Você e eu temos algo parecido a um CD player que toca dia e noite no interior da mente. Nele estão mensagens que captamos e gravamos ao longo da vida.  Estas mensagens são reproduzidas inúmeras vezes – algumas positivas, outras negativas. Entre elas: "Eu sou um fracasso”; “ Não sou inteligente”; “Nunca vou conseguir ter sucesso". Eu mesmo já cheguei a pensar que "se as pessoas realmente me conhecessem, não iriam gostar de mim".
De onde surgiram estas mensagens? Da vida toda: da criação, dos relacionamentos, das experiências e do modo como nos enxergarmos e julgamos a nós mesmos.  
Não preciso dizer que muitas dessas porcarias precisam ser mudadas sob risco de jamais desfrutarmos o lado bom da vida ou atingirmos o nosso potencial máximo, não é mesmo?
Se você respondeu: “Ok. Mas como faço isso?”. Abra e alimente o seu cérebro com novas e constantes ideias.  Leia o que você nunca leu. Leia coisas boas. Que tal? Comece e persista. Faça disso um modo de viver.
O nosso valor não depende do que os outros pensam ou nos julgam. Porém, depende em mais de 90% do que somos agora, e do que faremos para crescer amanhã.
Você vem comigo? Estamos juntos?
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, maio 02, 2014

CONHECIMENTO DE ONTEM E DE HOJE

ABRAHAM SHAPIRO

Cena em uma lanchonete
- Esse pastel é de hoje?
- Não, é de ontem.
- E a coxinha?
- De ontem, também.
Então o cliente tenta resolver o impasse.
- E o que eu faço para comer alguma coisa de hoje?
- Muito simples. – a atendente responde. Venha amanhã!
Esta piada tem tudo a ver com a capacidade limitada de renovação ou de atualização de alguns profissionais, o que torna sua carreira um grande problema para si e para as organizações nas quais atuam. Recontextualizar o conhecimento e a prática não é só importante, mas necessário. Significa tornar-se útil sempre, independente da idade ou da experiência.
Tudo carece de renovação para se manter.
Pensemos numa criança brincando e que deseja impedir que sua bola toque o chão. Ela terá de lutar contra a gravidade, pois a tendência natural é de que a bola caia. Então a única maneira de manter a bola longe do chão é segurando-a no ar ou aplicando uma força que a jogue para cima cada vez que ela cair.
Imagine outro exemplo. Você aciona o interruptor de uma lâmpada elétrica e ilumina uma sala. Alguém que olhe superficialmente dirá que foi o ato de apertar o interruptor que fez a lâmpada acender. Mas isto é somente metade da história. Vendo com detalhe, a coisa é bem mais complexa. Ao acionar o botão, fecha-se um circuito e isto faz que os elétrons  fluam e alimentem a lâmpada e ela se acenda. Mas ela só permanecerá acesa se houver renovação constante do fornecimento de energia. Tanto que, havendo corte no fornecimento de energia, lá se vai a luz.
Conhecimento é assim. E as nossas competências também. É manter a bola no ar. É alimentar a lâmpada com energia para manter-se acesa. Sem um esforço de alimentação, de manutenção a cada instante, tudo ficará estático ou será rompido. E aí? Torna-se obsoleto, inútil ou mesmo indigesto – como um pastel ou a coxinha de ontem.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, março 28, 2014

A VEZ DOS CDF´S

ABRAHAM SHAPIRO

É estranho que, numa era com tanta informação, profissionais em geral são incultos, ou, quando têm acesso ou formação profissional, não sabem conjugá-la com a finalidade de produzir resultados positivos para si e para sua empresa.
Talvez seja porque as pessoas detestam ler. 
Você discorda? É só observar a tiragem dos mais importantes jornais do país. Adicione os assinantes digitais. Agora divida o total pela população brasileira – mais de 200 milhões de habitantes – e multiplique por 100. Este percentual é pífio, humilhante.
Dia desses, uma notícia chegava pela CBN no rádio do carro informando que uma empresa de petróleo pesquisou uma perfuração no Golfo do México e os geólogos anunciaram que as chances de conter hidrocarbonetos eram próximas de 60%. Comigo estavam três gerentes de uma grande empresa. O primeiro disse: “O que é um golfo?”. O outro: “Hidrocarboneto não é aquela comida que engorda?” E o terceiro: “A quem se interessa essa notícia?”
E eu pensei: “Quantos profissionais à cabeça de empresas importantes não têm condições sequer de fazer uma pergunta cabível?”
As pessoas falam apenas. A esmo! Algumas têm informação. Mas não processam de modo útil.
Mas há um lado positivo neste cenário – favorável a quem souber tirar proveito da lacuna aberta para quem se aplicar a leituras bem orientadas, a estudos e a cursos práticos.
Imagine, por exemplo, você mesmo diferenciando-se dos seus colegas e conquistando uma promoção ou uma vaga maravilhosa de emprego! Com esforço e critério de autodesenvolvimento isto é perfeitamente. E as oportunidade aí estão. Basta “estender a mão” e “apanhá-las”.
Escolha aumentar as suas chances de um novo e excelente posicionamento profissional através do estudo e da leitura, ou, do contrário, e com alguma sorte, você se torne empregado de um daqueles colegas de escola com quem muitos fizeram bullying por ser um Caxias, um Nerd ou um CDF.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, março 05, 2014

A SINERGIA DE STEPHEN COVEY

ABRAHAM SHAPIRO

Eu e os jovens empresários de quem sou mentor e orientador estamos estudando uma obra incrivelmente prática na área do relacionamento humano. É “A TERCEIRA ALTERNATIVA”, de Stephen Covey.
O núcleo central deste livro está na palavra sinergia.
Covey diz que a sinergia é o poderoso resultado ao qual se chega quando dois ou mais seres humanos respeitosos decidem, juntos, ir além de suas ideias preconcebidas para enfrentar um grande desafio. É quando 1 mais 1 é igual a 10, 100 ou mesmo 1000.
“Respeitosos”, ele diz. Se os dois ou mais seres humanos não se respeitam, jamais terão sinergia entre si. E isto é curioso. Eu conheci casais que se amavam. Ao perderem o respeito, a convivência tornou-se impossível. Já outros que se respeitavam, permaneceram juntos e satisfeitos mesmo quando o amor perdeu o colorido inicial.
A sinergia é uma decisão conjunta. Aqueles dois ou mais indivíduos respeitosos, quando frente a um grande desafio, decidirem suplantá-lo juntos, devem se predispor a ir além de suas ideias preconcebidas. Esta premissa parece interessante e simples de se entender.  Contudo, ir além das nossas ideias preconcebidas próprias é das mais difíceis tarefas a se desempenhar neste mundo. Natural é a qualquer indivíduo crer e apegar-se obsessivamente a seu ponto de vista pessoal. Por isso, não conseguimos sequer ouvir o que o outro tem a dizer.
Talvez por isso, sinergia seja um processo. O que é um processo? É uma sequência particular de ações com um objetivo. A criação do mundo, segundo o Gênesis, foi um processo. Uma receita de bolo é outro exemplo muito prático. Sinergia também é um processo. Daí ela não acontecer espontaneamente, porém, mediante o investimento de ingredientes ou recursos pessoais e um modo de fazer.
Covey conclui sua definição de sinergia com as seguintes palavras poderosas: “é a paixão, a energia, a habilidade, a emoção de criar uma nova realidade, que é muito melhor do que a anterior”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sábado, março 01, 2014

MINI CIDADE ESCOLA

ABRAHAM SHAPIRO

Cidade Cooperativista Educativa é o nome que recebeu um espaço que servirá de eficaz suporte para a formação de cidadãos comprometidos com a comunidade.
A prática sempre será o complemento da teoria. E é com este intuito que a Escola Educativa, de Londrina, idealizou e implantou um projeto com que pretende incentivar a cultura da cidadania e da cooperação a seus alunos.
O espaço criado irá funcionar como uma cidade de verdade, proporcionando aos alunos a vivência cultural, política, ecológica, financeira e comercial de que necessitam para uma formação adequada e diferente. Lá aprenderão a prática de parcerias com a finalidade de despertar consciência para a responsabilidade a ser desempenhada por todo indivíduo na sociedade. Terão direitos e deveres claros e factíveis, além de atuar de  forma lúdica na sua gestão.
Em um país que tanto carece de despertar para a noção da gestão pública profissional e organizada, a Escola Educativa inovou de maneira interessante, prática e assertiva trazendo para a vida prática dos alunos aquilo que as outras só fazem de modo teórico.
Assim, o que tem valor real merece ser citado e valorizado. Parabéns por esta atitude,
A expectativa, agora, se volta para o segmento empresarial. Digamos que alguém se dedique a construir um modelo de instrução prática em nível similar ao da Escola Educativa e tenhamos, dia desses, uma mini indústria onde se vivam práticas de gestão empresarial, produção, qualidade, processos, comércio etc.
Seria incrível. E, de fato, mais que necessário.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

NÃO FALE DOS SEUS PRÓPRIOS ATRIBUTOS

ABRAHAM SHAPIRO


Se for preciso dizer que você é ético, é claro que deve dizer. Mas nunca faça isto sem necessidade.
Dizer gratuitamente suas características pessoas é desnecessário. Demonstre sua ética, por exemplo, na prática. Se insistir em falar muito a respeito, estará levantando possibilidades de não ser verdadeiro. Por quê? É simples: as prisões estão lotadas de religiosos, políticos, gente que pregou e afirmou ser ético em casa, no trabalho, para clientes etc.
Se você acha que precisa provar o que é, use um exemplo de como você desempenhou ou reagiu em determinada situação. Em vez de ficar exaltando a sua virtude de realizar vendas por relacionamento, é melhor dizer ao seu cliente potencial que você não quer apenas um pedido dele, mas que fará o possível para construir uma relação de confiança. É muito melhor. É superior.  
Não use a palavra “ética” para impressionar ninguém. Eu e muitos outros suspeitamos de quem se gaba dos próprios atributos.
Em negócios, o grande desafio encontra-se na dedicação a ajudar e a satisfazer as necessidades do cliente. Quanto a palavras, o que manda, mesmo, é o modo de pô-las em prática. É o que faz verdadeira diferença. É a real distância entre conseguir um pedido ou deixá-lo de bandeja para o concorrente.
Um sábio disse-me algo, certa vez,  que jamais esqueci: 
“Se você carece de dizer o que você é, provavelmente você não o é”.
“Sou honesto”, “Sou ético”, assim como: “Sou o tal” ou “Sou o que manda por aqui e não há ninguém acima de mim”, quase sempre são expressões criadas para preencher uma cabeça vazia ou uma cujo conteúdo seja  bastante  malcheiroso.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, setembro 23, 2013

O MAIOR FUNCIONÁRIO PÚBLICO DE TODOS OS TEMPOS

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 23 de Setembro de 2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


Ele teve sua formação num local onde o desenvolvimento da liderança era “top” em sua época. Recebeu treinamentos importantes que moldaram sua personalidade e caráter voltados para a visão de excelência no atendimento ao povo.
Apesar de uma carreira promissora, viu-se obrigado a dirigir-se a um lugar distante e atrasado onde atuou por longo tempo cuidando de animais de uma fazenda, desviando-se completamente de seu talento profissional nato e de sua formação.
Certo dia, aí onde estava, recebeu um convite para ocupar uma alta posição no serviço público  –  um cargo de liderança que lhe daria projeção e prestígio.
- “Quem sou eu?”, ele respondeu ao responsável pelo convite.  “Não sou a pessoa certa para este trabalho”.
Mas o responsável revidou:
- “Eu sei que você é a pessoa certa!”
O homem resistiu, dizendo:
- “Eu não tenho boa oratória. Não posso ser líder. Eu teria de ser politicamente articulado e eloquente. Teria de ter boas habilidades de comunicação. E no caso, não sou nada disso. Nem boa dicção tenho”.
Mas o responsável insiste:
- “Apesar de seus argumentos, eu quero que você assuma o cargo”.
- “Desculpe-me” – o homem volta a falar.  “Simplesmente não posso. Não seria justo para com outro profissional que conheço e que apresenta melhores condições. O que ele dirá? Eu não posso humilhá-lo. Como será se ele for deixado de lado e eu escolhido para a função? Quem sou eu? Um homem simples e humilde!”
Este debate durou uma semana. O responsável dizia para o homem assumir o cargo, ele levantava novas objeções, e assim por diante, de novo e de novo.
Você já sabe de quem estou falando? De alguém que se tornou o maior e mais completo funcionário público de todos os tempos. Seu nome? Moisés – o líder que libertou o Povo Judeu do Egito há cerca de 3.300 anos.
Como ensina a Bíblia, D-us escolheu Moisés não por suas habilidades de comunicação ou carisma de liderança. Mas por sua humildade.
E quando foi que Moisés provou ser o homem perfeito para o cargo? Ao dizer: “ Quem sou eu?” Em momento algum lhe ocorreu ser merecedor de liderar seu povo para fora do Egito, mesmo conhecendo toda a política do palácio do Faraó, onde vivera por 40 anos.
Essa total ausência de presunção e arrogância foi o que o fez merecedor da tarefa.
Pessoas que estão sempre ‘forçando’ e ‘manobrando’ meios para receber a honra e o prestígio dos demais são as que colocam os ganhos próprios à frente de sua missão.  Elas são perigosas e  destrutivas para o bem público. 
Já as discretas, reservadas e humildes não valorizam a promoção pessoal. Por certo irão se dedicar ao bem maior da comunidade, pois estas características tornam suas deficiências inexpressivas e insignificantes.
A lição? Não se preocupe com aquele que diz de si mesmo: “Quem sou eu para aceitar esta incumbência?” Ao contrário. Merece cuidado e atenção suspeita aquele que pretende dignidade e grandeza.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, agosto 28, 2013

O COMPORTAMENTO FINANCEIRO DE SUCESSO

ABRAHAM SHAPIRO


Os mineiros dizem: “Você ganha o dinheiro que não gasta!”
Saber economizar é o segredo da economia doméstica. Da empresa mais ainda.
Quando o assunto é “provisionar para garantir o futuro” quase todos se lembram da fábula da tranquila cigarra, que cantava, enquanto a preocupada formiga trabalhava duro, juntando comida para o inverno. Eu conheço muitas cigarras por este mundo afora – gente que em dias difíceis, como os de hoje, gastam o dinheiro que não têm, contando como garantido o que ainda vão ganhar.
O que mais me preocupa é que, na ótica dos negócios, a cigarra e a formiga não são duas entidades separadas. Elas representam dois estados possíveis de um mesmo indivíduo.  E há enormes chances de que este sujeito seja VOCÊ.
Vejamos.  Vendas altas, produção em dia, caixa suprido e saldo positivo. Sua tendência natural é acreditar que tudo está controlado? Cuidado. Assim se comporta o empresário que não se preocupa em poupar, mas  se encanta com a sensação falsa de que a vida toda será de “vacas gordas”. Ele se esquece de que as crises são cíclicas –  como as estações do ano. Elas vão, mas voltam.
Um sujeito que age assim logo se vê obrigado a apertar o cinto e a superar sua ilusão.  Mas em quase todos os casos é tarde demais.
Um empresário verdadeiramente sólido adotará o modelo administrativo do grande José do Egito –  o jovem Judeu que se tornou governador das terras do faraó, há quase 3.800 anos, como se vê na Bíblia.  Qual o segredo desta façanha? É o provisionamento.
Você deseja ter sabedoria nos seus negócios e fazê-los dar todo o dinheiro que é possível. O que fazer? Trabalhe duro. Guarde dinheiro quando tudo vai bem. Esforce-se como a formiga nos dias quentes e,  então, poderá cantar, como a cigarra, quando chegar o inverno ou os dias rigorosos de crise.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, junho 12, 2013

CULTURA TAMBÉM PRECISA DO MARKETING

ABRAHAM SHAPIRO


Um amigo entrou numa das mais importantes escolas de música de uma grande cidade e perguntou à atendente se ofereciam algum curso de formação para apreciadores de música erudita.
A moça, confusa e despreparada como sempre, chamou a diretora que, após ouvir a pergunta, deu uma risadinha e respondeu que não.
O rapaz, desejoso de compreender um pouco mais os meandros da arte musical, desabafou comigo seu ponto de vista , dizendo:
- “Eu não recebi formação clássica em casa e nem no colégio. Agora que quero conhecer um pouco mais, constato que as escolas só se dedicam a formar instrumentistas. Mas onde elas conseguirão  apreciadores num país como este? Não seria estratégico se elas formassem bons ouvintes  também?”
Eu concordei e concordo.
Por mais que se formem bons profissionais em acordes, notas musicais e instrumentos, eles também precisam de  quem os ouça e os prestigie.
Oferecer bons músicos ao mercado, num país como o Brasil, é uma tarefa de  retorno duvidoso, senão quase inviável. Em algumas capitais talvez até seja possível construir uma carreira de sucesso interpretando Beethoven, Liszt,  Villa Lobos ou Rachmaninof. No resto do país, contudo, para um intérprete se consagrar, ele não poderá sentir fome por  várias décadas.
A solução para este problema talvez estivesse na pergunta que meu amigo fez à diretora  do conservatório. Cursos breves e objetivos de informação a leigos poderiam ajudar  a crescer o número de ouvintes rapidamente, porque, com certeza, muitos dos que dizem não gostar de música clássica apenas não tiveram oportunidade de conhecê-la de perto. Além de que atrairia futuros instrumentistas que acompanhariam aqueles ouvintes, fechando um ciclo retroalimentado e, por isso, virtuoso.
Se você não sabe, o Brasil produziu e produz grandes instrumentistas, especialmente no piano. Infelizmente, os aplausos mais calorosos que eles recebem não são de seus irmãos brasileiros. Na pátria amada e idolatrada, o que falta é educação. Sem ela, cultura será somente o que se vê por aí. Nada mais... e nada melhor.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, maio 03, 2013

PARA ONDE VAMOS COM TANTOS ESPECIALISTAS?

ABRAHAM SHAPIRO

Chamado às pressas no meio da noite, o médico chega esbaforido à casa de um rico empresário cuja esposa adoeceu. Ele pede a todos que se retirem do quarto para examiná-la.
O marido, apreensivo, colado à porta, ouve barulhos estranhos. Após alguns minutos, o médico enfia a cabeça pela porta e lhe pergunta:
- O senhor tem um alicate?
O marido busca um alicate. A porta torna a se fechar.
Mais barulho estranho. Instantes depois, a cabeça do médico reaparece:
- O senhor tem uma chave de fenda?
Espantado, o marido busca a ferramenta.
Mais tempo passa, e de novo:
- O senhor tem uma furadeira?
E agora, o marido, desesperado questiona:
- Furadeira? O que é que a minha esposa tem?
- Ainda não sei - declara o doutor - Não consegui nem abrir a minha maleta ainda!

Leonardo da Vinci foi pintor, músico, arquiteto, inventor e muito mais. E saiu-se bem em tudo o que fez. Hoje em dia, dificilmente as pessoas têm senão uma habilidade específica. 
Vivemos numa época que pode receber o apelido de Era da Especialização. Dificilmente um profissional sabe discorrer sobre outra área que não seja de seu métier. Nunca tivemos tantos especialistas e, ironicamente, tão baixa qualidade nos serviços.
Mas a nossa capacidade essencial pode muito mais do que isso! E por que não somos mais? O que talvez esteja ocorrendo é que a exigência de qualquer desempenho traduzir-se  em altos e crescentes resultados financeiros tenha se transformado numa obcessão, e isso diminuiu o valor da dedicação a áreas complementares ao bom desempenho, como: o estudo, a leitura de bons livros, a dedicação à arte, a um hobby etc.
Estamos e somos função de uma única variável. E ela é o trabalho com o fim de produzir dinheiro e mais dinheiro.
O que ganhamos realmente com isso? Nunca fomos tão pobres, a despeito dos jornais falarem em bilhões e trilhões em cada edição.
Nesta geração, os pais desconhecem seus filhos. As crianças aprendem comportamentos básicos com  babás e professores que também não educam seus próprios filhos, pois estão lutando por um salário enquanto cuidam dos filhos dos outros.
Tanto trabalho tem resultado em muito mais amargura do que a esperada prosperidade financeira no seio da família.
Há algo errado! Estou certo de que todos veem, mas temem admitir. Todos vivem um terror silencioso. Todos sabem estar nadando contra a correnteza.
É chegada a hora crítica de ao menos pensarmos a respeito.
As doenças do corpo estão sendo desveladas. Mas as enfermidades da alma só crescem, sem cura. Mantido este cenário, o próximo nível em que entraremos será de crise existencial em proporções jamais vistas. Eu já a sinto se alastrando.
A responsabilidade é de todos, de cada um de nós.
Por mais patológico que esteja a “alma do mundo”,  temos ainda o poder, por nós próprios, de dar novo sentido à vida e ao trabalho, e enxergar estes elementos desde uma perspectiva menos materialista, mais ampla e útil para melhorar este nosso mundo. 
Pense a respeito. A família – confusa, e já quase perdida – agradece.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, abril 22, 2013

O COMPRADOR ARROGANTE

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 22 de abril de 2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO

Um jovem vendedor chegou à sala do gerente de compras de uma grande empresa e, após identificar-se, deu a ele seu cartão de visitas – como mandam as boas práticas do atendimento comercial.
O comprador, sujeito mal educado e que fazia questão de demonstrar a todos sua grosseria, respondeu dizendo que não iria atendê-lo e nem comprar produto algum. Sisudo e presunçoso, pegou o cartão do moço, rasgou-o e jogou no lixo.
Indignado com tal atitude, o rapaz não reteve seu protesto:
- “O senhor me desculpe” – disse –  “mas não posso admitir que me trate desta forma. Muito menos que se desfaça do meu cartão, que custou dinheiro e foi-me dado pela representada a que presto serviços”.
Teimoso e insistente em sua postura dominadora, o comprador tira uma nota de dez reais de sua carteira e a dá ao vendedor, esclarecendo que não seria por tão pequena quantia que voltaria atrás em sua decisão.
O jovem então guarda a nota de R$ 10 reais, em seguida, surpreendentemente, mete a mão no bolso do paletó, tira um punhado de cartões, conta nove deles e os entrega ao comprador tirano, dizendo:
- “Aqui está o seu troco”.
Então vira as costas e vai-se embora!
Ouvi essa história de meu amigo Rudiney Bezerra. Como gerente nacional de vendas de uma grande empresa que é minha cliente, ele conhece casos de todos os tipos sobre as agruras porque passam vendedores nas mãos de compradores arrogantes.
Por mais espantoso que pareça, grandes e pequenas empresas vivem situações muito próximas desta trágica história. Sim! Desafortunadamente!
Se você quiser minimizar o orgulho e a arrogância dos relacionamentos interpessoais e os  prejuízos que eles causam à sua  empresa, comece eliminando o autoritarismo e o paternalismo que talvez você pratique.
As duas características de que gestor algum necessita para chegar à excelenência são: "ser bonzinho" e "ser durão". Nem uma coisa, nem outra. Ser correto e justo, isto sim. Como se faz? Respeitando as pessoas, sua dignidade, seus direitos e sua honra de seres humanos.
Exigir? Você pode exigir, sim. Porém, com bons modos. E se além disso você oferecer ajuda e orientação para quem necessita, terá tudo o que deseja, na hora que quiser.
Apóie as pessoas da sua equipe e mais do que a boa vontade delas, você terá dedicação e engajamento. Do que você precisa mais?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, março 25, 2013

ESTUDAR É VITAL

ABRAHAM SHAPIRO


Em todos os meus trabalhos de coaching de liderança, uma das atitudes que busco inserir na vida dos executivos e gestores a quem oriento é o estudo. Estudar não consiste simplesmente em frequentar uma faculdade ou pós-graduação – mesmo sendo isto importante para a carreira.
Estudar o que é? Ler, informar-se, conversar com objetividade, trocar experiências com pessoas, de modo a sair de qualquer uma dessas atividades mentalmente melhor do que se entrou.
Desde este ponto de vista, estudar não é apenas importante. É definitivo e vital – como respirar, alimentar-se ou beber água. Sem estudo nosso entendimento, julgamento e decisões serão atos meramente aleatórios.
No livro “A Ética dos Pais”, obra com mais de dois mil anos de existência, encontrei uma proposta que disciplina o comportamento humano frente aos estudos.  "Nunca diga: `Estudarei quando tiver tempo’, pois esse tempo pode nunca chegar".
A quem se destina este princípio? Não só a quem tem o mau hábito de adiar responsabilidades, mas especialmente àqueles que são tão ocupados com suas próprias atividades que encontram pouco ou nenhum tempo para estudar e refletir sobre os aspectos significativos da vida, do trabalho e dos relacionamentos.
Estas pessoas declaram-se muito atarefadas, e por isso afirmam: "O que posso estudar em tão pouco tempo? Quando tiver tempo livre bastante, então poderei estudar seriamente, ler bons livros e até frequentar algum curso ou palestra".
A estes, está dito que o tempo com que eles esperam contar no futuro pode jamais chegar. E por enquanto, sua negligência os faz perder tempo precioso que poderia ser aproveitado.
Tempo é um vazio a ser preenchido com um sentido. É verdade, pois quem observar verá  que a vida é feita de muitos cinco minutos, quinze minutos e meias horas que se somam em anos e décadas como uma corrente de fragmentos de tempo cujo real valor só se reconhece quando nenhum futuro se tem mais pela frente!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, março 22, 2013

ESCOLHA A VIDA

ABRAHAM SHAPIRO


O folclore judaico é pleno de histórias bem humoradas sobre fatos da vida e comportamentos. Uma delas conta que um jovem saía da Europa para viver na América. Antes de partir, movido pelo desejo de levar consigo uma lição significativa, encontrou-se com seu mestre e fez-lhe uma pergunta:
- “Rabino”, questionou ele, “qual o significado da vida?”
Ao que o mestre convictamente respondeu:
- “A vida é como uma montanha, meu filho”.
O jovem partiu para seu destino, e pelos dez anos seguintes esforçou-se, dia após dia, para entender a profundidade das palavras de seu rabi.  Finalmente, não conseguindo mais se conter, e já rico com o sucesso de seu trabalho, comprou uma passagem e retornou para visitar sua cidedezinha na Europa, com o fim exclusivo de compreender a indecifrável comparação de seu mestre.
- “Rabino”, disse respeitosamente o rapaz, “ao longo dos últimos dez anos, tudo o que mais fiz foi refletir sobre as suas palavras. Esforcei-me bastante, mas receio não estar apto a atingir o significado do seu pensamento. Por favor, diga-me então o que o senhor quis dizer  com ‘A vida é como uma montanha’!
Percebendo a nítida ansiedade do jovem, o rabino pensou em silêncio, calculou, e, após cofiar suas longas barbas, voltou-se a ele e respondeu:
- “Bem, meu rapaz, pelo que vejo talvez a vida não seja como uma montanha!”
Aparentemente estranha, essa história contém uma fantástica e prática orientação para os nossos dias.
Romper com os princípios convencionais que, em vez de nos causarem bem, nos empurram em direção a uma condição de crise, negativismo ou derrotismo, é uma medida dura e difícil, porém, categórica para que alcancemos um estado positivo de julgamento e tomada de decisão.
Repensar as nossas crenças, avaliar os caminhos errados que tomamos e  mudar o rumo, quando preciso for, não é só opcional, mas imperativo. E sábio.
Vida ou montanha? Montanha ou vida? O que é mais importante? Renove as suas energias e, livre de ansiedade, tormentos e depressão, escolha a melhor vida que você puder viver.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, março 06, 2013

NÃO HÁ DIPLOMA PARA A COMPETÊNCIA

ABRAHAM SHAPIRO


Formação é essencial para o sucesso? A revista Forbes – que frequentemente publica a lista dos mais ricos do mundo – fez uma pesquisa e descobriu que muitos deles nem haviam concluído os estudos secundários, e tinham, em média, trezentos milhões de dólares mais do que aqueles com alguma graduação.
Muitas pessoas pensam que sem boas notas na escola estarão definitivamente limitadas àquilo que poderão realizar mais tarde na vida. Nada é mais distante da verdade do que isso. De tempos em tempos existem crenças que se instalam na mente das pessoas e esta é típica do nosso tempo.
Alguns dos homens e mulheres mais bem-sucedidos e importantes para toda a humanidade tiveram um desempenho medíocre na escola.
É claro que qualquer indivíduo carece de sabedoria e competências para sair-se bem na área em que atua. Mas isso não vem apenas de escolas. Diploma nenhum é medida de habilidade ou aptidão.
Quem ler a biografia de grandes personagens da ciência, das navegações, das artes e outras áreas do conhecimento humano, descobrirá que eles foram estudiosos, sim. Mas fizeram por si próprios muito mais com esforço do que uma universidade.
“Como se come um boi?” “Um pedacinho de cada vez”, é a resposta. É assim que se torna excelente no que faz. Você caminha em direção ao topo desde que leve a sério cada passo, cada descoberta e conquista que alcança – por menor que seja.
Qualquer habilidade adquirida é um novo incremento que ajuda no resultado final, pois tudo é somatório. Mas isso é um modo de vida – são escolhas que se faz ou deixa-se de fazer a cada dia.
Se você deseja isso, então comece. E para começar, é preciso dar um passo, subir o primeiro degrau. Não. Isso não é filosofia. É pura prática. Mesmo porque, em seguida, será preciso prosseguir. Sequência e frequência é o segredo também deste processo... que dura a vida inteira, sem aposentadoria!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, fevereiro 12, 2013

O COMPORTAMENTO NA EMPRESA E AS LIÇÕES DO FACEBOOK

ABRAHAM SHAPIRO


Fiquei surpreso com uma matéria publicada em recente edição da revista Veja com uma pesquisa científica sobre o comportamento das pessoas no Facebook.
O estudo revelou que para muita gente o Facebook é uma fonte permanente de frustração e angústia. Há depoimentos intrigantes como o de uma jovem que estudava em Milão, Itália, e quando publicava suas fotos sorridentes, seus colegas sentiam raiva e inveja de sua felicidade, enquanto ela mesma se sentia solitária e triste por estar longe.
O texto menciona expressões de sentimentos fortes das pessoas pesquisadas como “olho gordo”, inveja, pseudo-felicidade, raiva, sensação de fracasso ante o sucesso dos demais, irritação com a beleza do outro, e muitas mais.
O levantamento, feito com cerca de 600 usuários assíduos do Facebook, mostrou ainda que mais de 30% dos entrevistados sentem desgosto frente à constatação de que os amigos on-line levam uma vida melhor que a deles.
Não me assustam os sentimentos das pessoas. Aos cincoenta e dois anos de idade, estou preparado para tudo. Minha surpresa se deu pelo fato simples de alguém ter tido a coragem de abordar o tema das emoções mais grosseiras e naturais dos seres humanos numa rede social. Durante vários anos eu tenho abordado exatamente isto referente ao ambiente de trabalho e me esforçado para mostrar quanto é obstáculo real para se atingir os objetivos das pessoas em suas carreiras e para a busca das metas das empresas.
Os funcionários se preocupam demais com suas competências técnicas e quase nada com o refinamento de suas emoções. No ambiente de trabalho existe competição, frustração, decepção de uns com o sucesso de outros, e até o desejo de provocar tropeços na carreira dos demais em favor de sua satisfação pessoal.
Quando escrevi e lancei o meu livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome”,  desenvolvi nele uma sequência de temas que visam capacitar o leitor a superar a maioria destes obstáculos, presentes em qualquer local onde existem pessoas e relacionamentos.
Fica aqui a indicação uma vez mais. Leia o livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome”. Coloque princípios ali preconizados em prática. Insista nisso. Aperfeiçoe-se e vença de verdade e completamente – não só pelo seu desempenho técnico!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, novembro 26, 2012

O FUTURO FINANCEIRO DOS SEUS FILHOS

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 26/11/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


A palavra “exemplo” nos remete sempre à moral, à ética e à religiosidade. Mas tudo na vida tem uma relação intensa e extensa com exemplos. Educação de filhos em especial.
Como será a sociedade no futuro se hoje os pais envolvem seus filhos de corpo e alma em seus hábitos de consumo sem nenhum limite entre o 'eu quero' e o 'eu preciso'?    
Um estudo realizado no Reino Unido mostrou que as crianças britânicas de 10 anos conhecem de trezentas a quatrocentas marcas famosas. Isto representa  mais de vinte vezes o número de espécies de aves que elas sabem.
Até pouco tempo atrás, a idade média em que uma criança pedia para que o pai comprasse algo era dois anos e oito meses. Hoje já é dois anos e três meses. E vai cair mais. A razão é que o modelo de família atual enfatiza o consumo. Finais de semana de compras no shopping  em vez de passear e brincar  com as crianças não é algo inconsequente.
No Brasil, 51% dos pais tomam a decisão de compra depois de ouvir a opinião dos filhos, enquanto 49% afirmam que decidem juntos com eles. Dos pais que compram automóveis 60% dizem que foram influenciados pelos filhos.
Não é errado as crianças participarem das decisões de consumo. Mas deixá-las determinar uma compra e terem sempre tudo o que querem pode gerar problemas graves, já que consumo desenfreado não satisfaz, além de não ensinar a estabelecer prioridades na vida.
Uma oportunidade fantástica está passando em branco neste cenário. Mais do que ouvir a opinião das crianças, seria importante que os pais aproveitassem esses momentos para educá-las financeiramente.
A propaganda é avassaladora, e o capitalismo cruel. Mas enquanto isso, há famílias que conseguem sucesso na educação baseada em princípios, e não na obtenção de bens.
O que é mais importante: ter ou ser?
Nenhuma influência externa é páreo para o exemplo dos pais. Eu digo sempre –  e confirmo  na minha própria vida – que nunca consegui ensinar efetivamente nada do que desejei a meus filhos. Porém, eu os vi fazendo quase tudo o que eles me viram fazer.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473