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quinta-feira, maio 07, 2015

“SER OU NÃO SER?" ESTA JÁ NÃO É MAIS A QUESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO

A GRANDE ESCULTURA
Imagine que um dia um escultor lhe contrate para ser uma obra de arte nunca antes vista.
Ele tem um pedaço de madeira gigante e irá esculpir nele cada ação que você empreender durante o dia. Ele o fará por uma semana e ao final, ele vai mostrar o resultado. Você verá absolutamente tudo o que fez durante aqueles sete dias detalhadamente esculpido na madeira: todas as vezes que você foi bom com as pessoas e também as faces de todos os que se entristeceram com você. E assim você verá todos os detalhes desta semana.
E agora a escultura é sua. Ela lhe representa completamente, com um nível de detalhes impressionante, momento a momento de toda a semana.
Uma das razões porque não temos êxito nos desafios que a vida nos apresenta é que não damos importância suficiente às nossas respostas a estes desafios. Não nos damos conta da importância que têm as nossas ações. Cremos que qualquer coisa que fizermos será coisa do passado em poucos segundos após feita. E afinal, o que importa, se ninguém vai se recordar do que fizemos? Talvez nem nós mesmos nos recordemos mais disso.
Desvalorizamos tanto as nossas ações que nem investimos o esforço suficiente em melhorar a nossa atuação.
Porém, as nossas ações, sim, importam. E mais do que acreditamos.

NOME
A principal maneira de se conectar com a singularidade de alguém é aprender seu nome. Um nome é um aspecto intrínseco da identidade humana. Ao usá-lo, você estabelece uma conexão e comunica interesse sobre quem é a outra pessoa. Não é possível manter uma boa conversa com alguém que lhe é indiferente.  
Um ser humano é real somente quando você conhece seu nome.
Frequentemente nos esquecemos do nome de alguém, e quando falamos com ele sem identidade, percebemos que isso nos incomoda. O clima não é bom e a conversa não caminha bem.
Você tem tendência a esquecer nomes? A chave para resolver isso é prestar toda atenção no momento da apresentação e repetir o nome para si mesmo umas quantas vezes. Outra forma é usar a técnica da associação mental. Por exemplo. Eu estou sendo apresentado a uma pessoa chamada David Negro. Eu imagino o Rei David, da Bíblia, vestindo um traje todo preto. Quanto mais estranha for a imagem, mais fácil será de você se recordar.

O AMOR REAL
O que pode ser mais grandioso do que amar alguém? Entendê-lo.
Quando digo ao meu filho que eu o amo, mas não o entendo, então o que eu disse soa negativo, porque ele pensa: “Você ama quem você crê que eu sou ou gostaria que eu fosse, porém, se realmente você soubesse quem eu sou, talvez não me amasse”.
No entanto, se eu digo ao meu filho que eu o amo e ele sabe que eu o entendo, todo o espectro de quem ele é vai direto para a minha alma, e ele sente o meu amor por aquilo que ele realmente é.
O que significa “entender uma pessoa”? Significa captar seu modo de ser, suas ações, seus pensamentos... ou seja: sua identidade. 
Todos nós temos uma identidade. Conhecê-la, assumi-la, é o princípio da mais perfeita relação consigo mesmo, assim como conhecer a identidade do outro.
“Ama o próximo como a ti mesmo” é a lei de ouro da convivência e da paz entre os homens. E, no entanto, a Lei do Amor nos diz que só é possível a alguém amar o seu próximo quando ele tiver amor por si mesmo, isto é, a partir do instante em que eu reconhecer a minha identidade plenamente e abrir-me para entender a identidade do outro.

IDENTIDADE CORPORATIVA
Uma empresa tem uma identidade. Identidade Corporativa ou Identidade Empresarial pode ser definida como o conjunto de atributos que torna uma empresa especial e diferenciada.
Esses atributos são classificados como: essenciais e acidentais.
Essenciais são os atributos que se referem ao propósito da empresa, sua a missão e valores. Os atributos acidentais contribuem para a descrição da empresa, mas não definem sua essência. Pode-se entender melhor a diferença fazendo analogia com uma pessoa física.
A cor dos cabelos, o biotipo e as roupas que ela está usando ajudam a descrevê-la, mas não definem sua essência.
A identidade se relaciona mais com os atributos essenciais, ou aqueles que mudam muito pouco ao longo da vida dessa pessoa, como: seu senso de justiça, seu pendor para as artes ou sua introspecção.
Em uma empresa também é assim. Se ela realmente é honesta, não há governos, leis ou ofertas irresistíveis que farão mudá-la. Se valoriza o meio ambiente, sua preocupação aparecerá em todas  suas ações. Porém, se ela está no início de um projeto de expansão e com dificuldades financeiras, essa preocupação aparece apenas como um atributo acidental, já que sofrerá variações importantes ao longo do tempo.
A identidade corporativa se traduz e se manifesta de várias maneiras: no logotipo da empresa, em suas comunicações internas e externas, em seu ambiente de produção ou atendimento, no tratamento que dá ao cliente, nas apresentações de seus profissionais, em seu material impresso, em seu nome, portfólio de produtos etc. Todas essas manifestações contribuem para a construção da imagem corporativa.

CONCLUSÃO
Segundo pesquisas, os profissionais brasileiros são um dos que menos permanecem no emprego. Os últimos dados apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos,  Dieese, mostram que, em média, a permanência de um trabalhador em um mesmo emprego é de 5 anos, ficando à frente apenas dos Estados Unidos em uma lista de 22 países.
Já um levantamento feito pela consultoria Booz & Company mostra que, em 2012, 19,8% das empresas nacionais trocaram seus presidentes-executivos. A média no restante do mundo é de 15%.
Diante de tamanha rotatividade, surge um problema comum dentro das empresas: como incutir os valores da organização, sua política, na rotina de seus colaboradores e fazer que estes se contagiem e sejam impulsionados a agirem de acordo com o que está estabelecido?
Quando uma empresa é criada no imaginário de seu fundador, existe quase sempre um propósito maior do que simplesmente ganhar dinheiro. Há um sonho, uma imagem de responsabilidade e de capacidade de transferência de valores a clientes e parceiros bem próximos à utopia. E, semelhante a um ser humano que cresce e se desenvolve em todos os aspectos, a organização deve descobrir sua razão de ser ou missão, as crenças que regem suas ações ou valores, e aonde quer chegar ou visão de futuro.
A política da empresa, portanto, é o que dá significado ou sentido àquilo que os colaboradores fazem e farão diariamente. É o grande diferencial que a torna atrativa aos clientes.
Envolver as pessoas no entendimento destes pontos e em sua prática é uma meta de suma importância. Mas a questão aqui é “como fazê-lo?”
Sem treinamento que esclareça e a consequente prática cotidiana, todos os itens da Política Corporativa não deixarão de ser, na melhor das hipóteses, palavras inscritas num quadro bem impresso dependurado na parede de um ambiente chique das edificações da empresa ou uma aba de sua página na Internet. E  esta prática é condicionada principalmente ao exemplo daqueles que ocupam os altos cargos hierárquicos, sem nenhuma exceção.
Não é raro ler em um edital que “a empresa valoriza o profissional e suas ideias”. Porém, quando se vai ver, não há nenhum canal de comunicação entre as diferentes hierarquias e tampouco algum programa de incentivo a colaboradores para que manifestem o que pensam.
Outro ponto esquecido por diretores é transmitir a seus colaboradores a visão de futuro da organização – isso quando há visão de futuro. Mostrar quais serão os próximos passos a serem dados, o que a empresa almeja e quais os resultados a serem conquistados, além de trazer melhor entendimento do porquê das atividades, aumenta a confiança e o comprometimento.  
Independentemente de seu porte, a empresa deve progredir desde o patamar do grupo e chegar ao nível de equipe, com um único pensamento e objetivo, quando os colaboradores  “remam” juntos e assumem em si mesmos a identidade da empresa. Neste cenário, eles terão incorporado a missão, visão e valores da organização como seus próprios.
Enquanto o colaborador de todos os níveis hierárquicos não se identificar como sendo a organização, em nível de “Eu sou a Empresa”, ele não será equipe. Trata-se de um elemento insólito, cujas atitudes não somam. Ele continua a não dar importância suficiente a sua participação nas respostas aos desafios da organização. Ele não se dá conta da importância que suas ações têm no contexto dos negócios. Por que atender bem, se isso é indiferente?
Só o que o fará vivenciar em atos o valor a ser transferido à cadeia de escoamento de produtos e serviços até o consumidor ou cliente final é o amor pela empresa. Este “amor real” pelo qual sou capaz de amar o outro como eu amo a mim mesmo também ocorre nesta relação colaborador-empresa.  
O trabalho executado com amor, numa empresa cuja identidade eu assumo como minha missão e meus valores é o que me faz apto a integrá-la com paixão pela busca dos resultados que convergem à sua visão.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, janeiro 05, 2015

ALMOÇO DE NEGÓCIO E CARA DE PAU

ABRAHAM SHAPIRO

Eu almoçava com um empresário de Cascavel, Paraná. Era um encontro de prospecção de negócio que eu fazia. A mais de uma hora discutíamos nossas várias possibilidades de parceria quando um rapaz muito simplório se aproximou e, pedindo licença educadamente, dirigiu-se ao meu acompanhante, perguntando:
- O senhor é o primo do Felipe?
E o meu convidado:
- Sim, sou.
O rapaz tirou um cartão do bolso, entregou-o ao meu cliente e disse:
- A minha empresa de instalações já está funcionando. Estamos em condições de lhe prestar aquele serviço de que o senhor falou ao Felipe. Por favor, faça contato conosco.
Então agradeceu, deu as costas e se foi.
Ficamos ali por mais meia hora. Eu esclareci as dúvidas do futuro cliente, paguei a conta, levantamos e caminhamos para o estacionamento. Antes da despedida, marcamos novo encontro para dali quinze dias.
Ao entrar no carro, eu refleti sobre a simplicidade e rapidez com que o jovem abordou o meu cliente contando apenas com um cartão de visitas e a referência de um tal Felipe.
Eu, por minha vez, investi R$ 150,00 num almoço para ser ouvido e teria ainda um novo encontro dias depois para chegar ao ponto a que o rapaz conseguiu em não mais do que 3 minutos de ação focada e objetiva.
Quantas pessoas deixam de comprar ou vender e perdem oportunidades incríveis por conta da vergonha de aproximar-se de um potencial cliente e transmitir seu recado com brevidade e simplicidade!?! Este é o ponto!
Eu ouvi dizer que Deus criou o mundo dedicando boa parte da possibilidade de sucesso a uma categoria especial de pessoas. São aquelas que, não olhando para suas fraquezas ou limitações pessoais, agem visando o objetivo de seus planos. Sabe quem são? Os caras de pau.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

terça-feira, dezembro 16, 2014

NÃO CONTE COM MILAGRES

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA DE 15 DE DEZEMBRO DE 2014 - Fui procurado por dois presidentes de associações comerciais da região em busca de ideias para aumentar o movimento no comércio de suas cidades. Ameaçados pelos grandes centros metropolitanos vizinhos, que implantam campanhas de atração ao consumidor, eles sofrem com o esvaziamento das lojas de seus associados.
De fato, com pouquíssimos recursos e amargando há meses as consequências da queda no consumo, as pequenas cidades das regiões metropolitanas vivem um verdadeiro drama com a queda de demanda. Então o que fazem? Aqueles dois tiveram a fantástica ideia de investir em palestras de motivação aos comerciários.
Muitas vezes o desespero leva à tolice. É o caso. Eis a pergunta que eu lhes fiz: “Você acredita, mesmo, que uma palestra de motivação seja a melhor saída para libertar os comerciantes da desgraça da baixa demanda?” Absolutamente: jamais.
Entre tantas ações a implementar com o fim de melhorar o cenário atual do comércio sem que se invista dinheiro em efeitos ilusórios e inócuos, muitas são simples, racionais e, apesar de só trazerem resultado no médio e longo prazos, serão percebidas pelo consumidor e provocarão estímulo à compra. 
A primeira da lista é: atendimento. E a segunda: técnicas de venda ao varejo!
Uma concessionária de veículos de Londrina, por exemplo, melhorou os resultados individuais de seus vendedores depois de um treinamento sob medida que integrou negociação e psicologia de vendas. É claro que seus vendedores sabiam tudo sobre carros.  Mas na hora do fechamento, travavam. E  saíam derrotados pela falta de conhecimentos complementares e autocontrole. O projeto teve custo acessível e aumentou a conversão de clientes potenciais em compradores efetivos. Além disso, a empresa fez valer seus investimentos em propaganda e conta hoje com um time capacitado e competente para os objetivos do negócio.
Em tempos de dinheiro curto e competitividade larga, olhar para a realidade é mais lucrativo do que sonhar.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, dezembro 11, 2014

AS TRÊS SUPER-VISÕES DE WALT DISNEY

ABRAHAM SHAPIRO

No Brasil, a palavra usada para um lampejo de inteligência e clareza súbita na mente é “sacada”. O correto, porém, seria sacação.
Poucas pessoas têm sacações ao longo da vida. Walt Disney teve três. Três ideias fantásticas. Três visões que representaram extraordinária ruptura no tecido das regras pelas quais o mundo vivia até então.
Qualquer grande empreendedor teve como ponto de partida alguma sacação, ou sacada,  que vislumbrou por acidente. Em quase todos os casos, isto acontece apenas uma vez na vida.
Difícil é aguentar aqueles que, depois de terem sido bem-sucedidos uma vez, acham-se iluminados por uma inspiração etérea a ponto de ter novas sacações para qualquer direção em que olharem. Isto é ilusão. Uma das pouquíssimas exceções foi com Disney.
A primeira visão fenomenal de Walt Disney aconteceu ao perceber que o cinema mudaria o mundo do entretenimento. Tornou-se o pioneiro do desenho animado, chegando à perfeição já na década de 1930 com Branca de Neve e os Sete Anões. Sua empresa domina o mercado até hoje.
A segunda foi quando Disney anteviu que o carro mudaria o modo como a família buscava entretenimento. Começando, nos anos 50, com a Disneylândia da Califórnia,  ele passou a dominar a indústria de parques temáticos.
A terceira sacação de Disney foi ao vislumbrar que a televisão seria uma mídia diferente de todas as outras. Criou uma indústria que produziria um fluxo interminável de conteúdo para este mercado.
Acima de tudo, o maior exemplo deixado por Disney não está nos negócios. Diferentemente dos sortudos que têm uma sacação na hora certa, ele nunca se gloriou de suas visões e nem reputou-se como um gênio. Ele abraçou seus desafios, enfrentou obstáculos complexos, inimigos poderosos e, por esta atitude, sim, converteu-se num autêntico modelo de sucesso e liderança, num mundo em que quase todos medem o alcance das metas apenas por dinheiro e lucro.
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quinta-feira, novembro 27, 2014

SE VOCÊ QUER TER OU JÁ TEM UM NEGÓCIO, LEIA ISTO!

ABRAHAM SHAPIRO

Em 2007, 470 mil empresas foram abertas. Três anos depois, 49% delas haviam fechado.
O Brasil é um país de empreendedores. Na média, um a cada oito habitantes já possui seu próprio negócio.
Os brasileiros já sabem que, para se ganhar bem e não depender de um emprego, é necessário ter um negócio de sua propriedade.Daí, muitos deles acabam se aventurando num empreendimento, julgando ser fácil.
Mas não é!
As razões mais fortes que levam empresas à falência são:
ü  Ausência de comportamento empreendedor.
ü  Falta de planejamento adequado.
ü  Deficiências no processo de gestão empresarial.
ü  Carência de apoio político efetivo a pequenos negócios.
Não esquecer da conjuntura econômica e do impacto de problemas pessoais sobre o negócio.
Mas tudo isso pode ser superado. De uma só forma. Com o devido preparo do empreendedor e estudos.
Todo negócio tem riscos que se tornam mínimos com conhecimento, estudo e experiência adquirida. Acontece que, quanto mais o negócio se expande, mais exige o emprego de gestão planejada. E assustadoramente, os empresários colocam isso em segundo plano, quando não os enterram.
E quanto a você? Já iniciou ou está pensando no seu próprio negócio? Trate de aprender sobre esta atividade. Procure cursos que o ajudarão no processo de construção de uma empresa de verdade e, muito mais do que sorte, eles devem lhe ensinar que o esforço é o que mais conta nessa circunstância!
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, novembro 19, 2014

ORGANIZAÇÃO, SEQUÊNCIA E EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

Se algo começou errado, dificilmente dará certo.
É possível consertar, sim, graças a D-us. Eu aprendi que quase tudo o que se estraga pode ser recuperado. Mas a energia requerida para isso é enorme.
Vamos falar de negócios.
Por onde se inicia a implantação de qualquer empresa? Pelo projeto dos processos, isto é, pela coleção de todos os processos com que se produzirão os produtos, os serviços, os fluxos da organização administrativa interna e externa. Estou falando das máquinas e equipamentos de produção, da administração financeira, das vendas, marketing, qualidade, controle ambiental, atendimento etc.
O que vem depois? Os processos mostram quantas pessoas serão demandadas para que eles sejam postos em marcha na operação. Aí, e só então, é que se determina o perfil de cada uma dessas pessoas em termos de capacitação, competências pessoais, experiência adquirida e  outros aspectos.
Esta é a ordem:
1º. Os processos
2º. O número ideal de pessoas
3º. O perfil das pessoas.
Importante é que cada etapa desta sequência seja desenhada e dimensionada por profissionais com prática comprovada a fim de se reduzir as chances de erro.
Ao longo do tempo é obrigatória a adoção de um regime claro e contínuo de melhoria tanto para os processos quanto para as pessoas.  É o que provê níveis desejáveis de qualidade e adaptação à realidade local, já que nada nasce pronto e requer desenvolvimento.
O que não pode é inverter a ordem das coisas e esperar que os resultados finais sejam ótimos. Não serão.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, novembro 17, 2014

PAZ NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA 17 DE NOVEMBRO DE 2014 - Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica, se desentendia frequentemente com o chefe de produção de sua fábrica. Diz a história que, certo dia, a imprensa divulgou uma charge de ambos se agredindo mutuamente.
Um repórter, aproximando-se do inventor, aproveitou-se do desenho do jornal para fazer uma pergunta incômoda:
– Mr Edison, é verdade o que dizem de você agredir seu gerente com uma bengala e ele revidar com uma chave-fixa?
Ao que Edison respondeu:
– Isto é mentira! Às vezes nós trocamos.
Não é preciso dizer que relacionamento nas organizações é coisa séria. Há empresas por aí onde as pessoas vivem num verdadeiro campo de guerra. Chefes que jogam funcionários contra outros acreditando que isto aumenta seu poder de domínio; sócios que se desrespeitam achando que terão maior autonomia ou que imporão seus interesses pessoais à força... e outros tantos frutos da imaginação de quem nutre intenção diabólica na mente!
Mas tudo isso não passa de ilusão e desvio. Não existe vantagem alguma em alimentar a competição entre membros de uma equipe. A meta devia ser inspirar as pessoas para se tornarem mais autoconfiantes e, consequentemente, melhores profissionais na busca por resultados com qualidade.
Hoje em dia, ninguém mais se deixa oprimir a troco de salário. Todos sabem como se defender. E frente a este cenário, o patrão que ainda não aprendeu esta lição por bem, talvez tenha que pagar caro num tribunal por danos morais e ofensas. Isto é péssimo, além de estúpido!!!
Quanto ao conflito entre sócios, a regra a se pôr em prática é: mentes sãs em corporações sãs. O contrário disso é insanidade!
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segunda-feira, novembro 10, 2014

COMO SER UM PALESTRANTE

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA EM 10 DE NOVEMBRO DE 2014 - Um sem número de jovens estudantes me procuram para aconselhamento de carreira. Eu gosto. O despreparo com que eles se apresentam é impressionantemente maior a cada ano .
Uma elegante e comunicativa jovem aproximou-se de mim, no café, e foi direto ao assunto:
-  Concluí o curso de administração e vou fazer um MBA porque quero tornar-me palestrante. O que o senhor acha que eu devo fazer para conseguir isto?
E, na minha simplicidade, respondi:
- Trabalhar na sua área ao menos dez anos, sem parar de ler tudo o que for possível e aprendendo a gerir pessoas. Então você terá massa crítica bastante para começar a ser ouvida, e talvez apreciada!
Ela então propôs:
- E se eu fizer o famoso curso de palestrantes em S. Paulo, onde se aprendem técnicas artísticas e oratória. É uma moda que está atraindo profissionais de todas as áreas. 
E eu:
- Neste caso, tendo talento, você poderá seguir a carreira de atriz. Mas para ser palestrante estará faltando o mais importante: conteúdo prático e teórico.
Uma palestra não é representação teatral. O centro desta modalidade de “Educação Corporativa” é, acima de tudo, o que será transmitido, o efeito que se deseja provocar, o respaldo e a eficácia das ideias apresentadas.
Treinamentos, consultoria, palestras etc...  é fruto obrigatório de estudo, formação e muita, muita prática. Jamais será interpretação artística, um bom texto lido em um teleprompter ou um minúsculo ponto auditivo por onde o preletor recebe as ideias, invisível à plateia. Antes e principalmente, uma palestra deve ser “domínio pleno de um conteúdo inequívoco e verdadeiro” expresso por alguém que o detenha.
O que não for assim será apenas uma produção. E com certeza, boa de se jogar no lixo!
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quarta-feira, novembro 05, 2014

DE QUE VALEM AS PESQUISAS?

ABRAHAM SHAPIRO

Jack Trout é referência mundial em Marketing. Ele recomenda não se encantar com aquelas pesquisas que dizem ser a sua empresa a primeira em "sei lá o que".
Ele diz:
“Estude tudo o que existe sobre pesquisa de marketing e você verá que o gasto incrível que já se fez com isso não ajudou a maior parte das empresas que hoje estão cheias de problemas”. 
(Do livro “O Líder Genial”)
A psicologia demonstra ser comum que as pessoas falem de uma maneira e ajam de outra. Ao perguntar por que alguém comprou determinado produto, muito dificilmente a resposta será precisa, ... muito menos útil.
Há algum tempo, fez-se um estudo de percepção sobre liquidificadores nos EUA. Pediam aos consumidores que se lembrassem do maior número de marcas possível. A General Electric foi a segunda mais lembrada. Acontece que a GE não fabricava liquidificadores há mais de 20 anos na ocasião da pesquisa.
Em outro caso, a DuPont encomendou pesquisa na qual os entrevistadores pararam cinco mil mulheres a caminho do supermercado perguntando quais itens e marcas elas iriam comprar. Quando os pesquisadores averiguaram as compras das mesmas mulheres na saída do supermercado, apenas três em cada dez haviam comprado a marca mencionada anteriormente. Setenta por cento compraram outras marcas.
Quer a verdade? É bom pensar muito antes de festejar que a sua marca tenha sido a mais lembrada. Por que? Isto não garante, em hipótese nenhuma, que ela será consumida. Então, o que você fará com o troféu ou o certificado? Colocar numa estante, pendurar num lugar visível? Bonito, sim! Mas só!

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sexta-feira, outubro 10, 2014

VÍDEO PROFISSÃO ATITUDE - HACHIMITSU ATELIÊ DE DELÍCIAS

ABRAHAM SHAPIRO

As novas instalações do Atelier de Delícias Hachimitsu, em Londrina estão fantásticas.

Conheça no vídeo aspectos importantes deste negócio de sucesso




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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, outubro 03, 2014

HACHIMITSU

ABRAHAM SHAPIRO




Recentemente conheci as novas instalações do Atelier de Delícias Hachimitsu, em Londrina. O ambiente ficou espetacular. O Nilo, diretor da empresa, mantém a mesma energia que o turbinou há nove anos, em sua pequena loja da avenida JK.
Naquele tempo, um fulano metido a chef de cozinha comentou comigo que os negócios do Nilo não iam prosperar. “Por quê?” – perguntei eu.  Ele disse que sua esposa havia “torcido o nariz” com indiferença ao provar os doces.  Eu estranhei, porque via que o público adorava quanto mais os conhecia.
Dias depois, contei a indigesta impressão do tolo cozinheiro ao Nilo e o aconselhei a ler o livro “A estratégia do Oceano Azul”. Ele o leu e, com muito trabalho, aprendeu a colecionar ótimos resultados. Tanto que, dia desses, um marqueteiro veio lhe oferecer os serviços de sua agência.  O Nilo o questionou: “Já leu ‘A Estratégia do Oceano Azul’?”.  Frente à negativa do rapaz, o Nilo exclamou: “Então volte pra casa, e depois que você o ler, poderemos continuar a conversa!”
Aí está um caso a ser estudado. Não só pelo bom êxito do Nilo no Hachimitsu, mas também pela péssima avaliação da esposa daquele chef arrogante que, além de não entender nada de doces, prevê o futuro tão bem quanto horóscopo de almanaque de farmácia!
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terça-feira, setembro 30, 2014

VOCÊ CONHECE A SUA EMPRESA?

ABRAHAM SHAPIRO











Há um exercício que proponho a todo cliente com quem inicio nova consultoria. Pode ser divertido e útil a você fazê-lo. Ele o ajudará a ver a sua empresa desde outra ótica. É assim:
Passo 1. Escreva um texto com o título “QUEM SOMOS NÓS?” Seja dramático. Escreva-o como uma trama. Capriche. Após o rascunho, resuma-o a 25 palavras se possível. Caso você sinta-se inspirado, reduza-o novamente... desta vez a uma só palavra ou a um só verbo. Você é capaz de dizer o que é a sua empresa em uma palavra só? Se sim... fantástico. Isso indica que a sua consciência sobre o seu negócio é altíssima!
Passo 2. Liste três itens em que vocês sejam SINGULARES para os clientes. Três atributos únicos que definam a sua empresa.
Passo 3. Declare de modo preciso a COISA BOA E DEFINITIVA que os distingue dos  seus concorrentes. Não mais que vinte e cinco palavras.
Passo 4.  É chegada a hora de analisar quem é o seu principal concorrente. Com 25 palavras poderosas, precisas, elogiosas... verdadeiras... diga QUEM É ELE?  Depois, liste três grandes diferenças entre vocês e eles. Desta vez não seja resumido, mas franco.
Faça este exercício sozinho. Depois divida com os colegas de trabalho. Argumente de modo sério a necessidade de que pensem bem ao fazê-lo!
E agora: o desafio! Você teria coragem de pedir a um grupo de clientes que fizesse este exercício respondendo as perguntas sobre a sua empresa? Para começar, tente com um cliente amigável. Mas não fuja de fazer também com aquele cliente cético ou detrator da sua marca.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, setembro 25, 2014

TRIBOS

ABRAHAM SHAPIRO

Você quer ideia para um grande negócio? Que tal esta: crie algo com que os jovens se identifiquem. E há muitas outras. Porém, todas muito específicas!
O mundo está carente de propostas a serem seguidas como identidade pessoal.
Os jovens estão vazios e ao mesmo tempo carentes. Imagine um desses rapazes que entra numa livraria, compra o livro “Hinduísmo para Iniciantes” e no meio da leitura, resolve converter-se à religião Hinduísta. Dois anos depois, ele planeja unir-se a grupos radicais políticos da Índia.
O que acontece? Ele estava “vazio”. E ao adquirir um livro diferente, encontrou algo com que se satisfaz e o preenche.
Entenda! Isso está acontecendo a cada segundo, em quase todo o planeta! É uma marca deste século e da nossa civilização. Nunca, em toda a história do povo Judeu, por exemplo, tantas gentios se interessaram pela conversão ao Judaísmo. E a maioria massacrante deles não faz a menor ideia do que é ser Judeu ou das obrigações e responsabilidades por trás da vida Judaica.
Enquanto isso, um bar temático para jovens universitários de esquerda está a cada dia mais cheio dos tipos mais interessados em se conectar com gente que pensa como eles.
E assim por diante.
Ainda que as pessoas sejam mais diferentes do que parecidas, elas querem se conectar. E agora, elas se unem de maneiras novas. Em lugar de se reunirem por atributos como localização, ocupação, família, saúde, elas formam vínculos por escolha própria: atitudes, crenças, estilos de vida e aspirações.
Olhe-se para si mesmo. É mais provável que você construa amizades com pessoas que conhece nas suas férias do que com o seu vizinho. Não é mesmo?
São as novas “tribos”, motivadas por valores, influências mais amplas e sonhos maiores.
Assim, as empresas obcecadas em maximizar suas fatias de mercado num setor específico ou lugar acharão mais fácil e lucrativo se alinharem aos modos como as pessoas desejam se reunir, afinal, é melhor atingir uma fatia menor de um mundo maior.
O seu negócio pode escolher atender muitas tribos. E quanto mais específica for a sua seleção, mais relevante você poderá ser às pessoas, e mais intimamente você poderá se conectar a elas.
As tribos se formam quando há um foco em uma paixão e um meio para que seus integrantes se conectem. E já que o número de interesses é infindável e as conexões facilitadas, não há limite para o número de tribos. Seremos, portanto, cada vez mais específicos. E isto não será opcional, pois, o negócio que tentar agradar a todos, não conseguirá ser especial a ninguém.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 23, 2014

AS DUAS PERGUNTAS DEFINITIVAS

ABRAHAM SHAPIRO

- “O que é isso?”
- “E como vamos saber se funcionou?”
Pare por um instante e pense no poder destas duas perguntas. Posso repeti-las? Eu gostaria que você avaliasse seu real impacto. Leia com atenção, por favor:
- “O que é isso?
- “E como vamos saber se funcionou?”
Há uma filosofia por trás delas. É profunda e significativa. Sabe qual?
“Se vale a pena fazer uma coisa, vale a pena conhecê-la antes de fazer”.
Isto é certo. Porque não há nada mais terrível do que pessoas tentando fazer coisas de que nada sabem ou desconhecem... e não têm critério algum que lhes indique se está funcionando, isto é, atingindo ou não os objetivos.
Imagine um martelo. Ele é usado para se fixar pregos na madeira. Depois de usá-lo, é fácil dizer se ele fez bem o trabalho. Aliás, os simples fatos de todos terem clareza sobre a serventia de qualquer martelo e se funciona ou não são as razões básicas porque há tantos bons martelos no mercado.
- “O que é isso?”
- “E como vamos saber se funcionou?”
Você já havia pensado nisso antes? Se ainda não, comece a adotar esta prática em todos os âmbitos da sua vida.
Coloque o conhecimento antes de tudo. Conheça o que você acha que vale a pena fazer. Só então, faça. E não deixe de observar se funcionou e como funcionou!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, setembro 11, 2014

RESULTADOS E EFEITOS

ABRAHAM SHAPIRO

Eu admirava a moça. Era bela, parecia inteligente e atida a seu desempenho profissional com responsabilidade e decisão. Certo dia eu conheci seu namorado. Depois ela casou-se com ele. Era ignorante, fraco, detestava trabalhar e o melhor que conseguia ao abrir a boca era ter uma opinião política polêmica - bastante inútil, aliás.
Também foi assim com um empresário que era reputado como bem sucedido em sua cidade e região. Um dia, suas omissões e práticas vieram à tona, e não foi possível esconder a verdade. Ele era explorador de pessoas. Portava-se como tirano com a gente que trabalhava em suas empresas. Sonegava impostos de todos os modos possíveis. Era um autêntico enganador e irresponsável – alguém que buscava tão somente vantagens pessoais em tudo o que fazia.
De que vale lutar tanto para mostrar valor na vida, quando as minhas escolhas demonstram o contrário? Digo “lutar” porque é uma luta! Mas sabe o que empreendedorismo tem em comum com liderança? O exemplo.
Você pode ter um bom produto, conseguir ótimas vendas e a aceitação do público em determinado momento. Mas isso carece de sustentabilidade – ambiental, social e, antes e acima de tudo, moral.
Há pouco tempo veio a público uma rede internacional de lojas que se serve de trabalho escravo para a produção de roupas. Tenho certeza de que a queda nas vendas e a rejeição à marca foram sentidas e ressentidas no Demonstrativo de Resultados.
A lição da história? Eu sempre serei medido pelos efeitos das minhas escolhas.
Em tempos de discursos políticos em rádio e tevê é ótimo refletir no fato de que a realidade é o que mostra o que somos. Não são os bens que possuímos, o ganho mensal que perfazemos ou os aplausos que recebemos de quem não nos conhece bem.
Boas intenções e retórica afiada, em 99% dos casos são propaganda... com incrível e desagradável chance de ser enganosa.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, setembro 10, 2014

VERDADEIRA GRANDEZA

ABRAHAM SHAPIRO

Pare e olhe para a sua empresa.
O que você está esperando para que ela seja grande? Mais dinheiro para investimentos? Capital de giro? Funcionários melhores e bem formados? Gestores com atitude?
Isso é necessário, eu sei. Mas não é essencial.
A essência da grandeza de uma organização é a visão de grandeza pessoal de seu dirigente.
Eu aprendi algo prático dos meus estudos de história. E divido com você, agora.
A grandeza das realizações do homem é reflexo de sua grandeza interior. Não é filosofia. Quando um homem é interiormente grande, suas visões são grandes, assim como seu entendimento, seus pontos de vista, suas opções e iniciativas.  E essa grandeza não se comprova por um demonstrativo de resultados quantitativos ou pela relação de bens anexa à declaração de renda à Receita Federal – propriedades rurais, carros, apartamentos, gado, ações na bolsa etc. Mas pela qualidade de tudo o que ele faz.
A pergunta que se faz nesse ponto é: “De onde vem essa grandeza? É herança genética?”
Absolutamente não.
A grandeza real, assim como a amplitude e o valor das verdadeiras realizações, advém da sabedoria que se adquire pelo conhecimento e experiências de melhoria contínua em busca do desenvolvimento pessoal. É o que se consegue com o interesse de ser cada vez melhor, pois, quanto melhor eu sou como ser humano, mais eu cresço e “puxo” os que estão à minha volta para que também o sejam.
Eu não temo afirmar que estamos vivendo a pior crise de liderança de todos os tempos neste país. Estamos inseridos numa escassez preocupante de gente virtuosa.
Os discursos são vazios. As propostas abstratas. Não há compromisso e nem sentimento de coletividade. Todos parecem querer iludir a população com um clima perene de “final de novela das nove”.  Mas a realidade está muito pouco distante do “Inferno” da Divina Comédia.
No curto prazo os efeitos de desvios e corrupção dos últimos governos custarão o preço moral e social mais altos que um povo já pagou em toda a história da civilização.  E o pior disso é que não se veem punições que pudessem servir de exemplo.  
A última verdade que temos a enfrentar, o remédio único com poder de salvar o presente e o futuro chama-se “educação”. Sem isso, seremos uma geração morta.
Ou quebramos essa esterilidade de grandeza – a começar por nós –, ou teremos a lamentar no futuro o fato lastimável e irrevogável de termos sido inúteis no momento em que os nossos filhos e o resto do mundo mais precisaram de nós.
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quinta-feira, agosto 21, 2014

UM MINUTINHO, POR FAVOR!

ABRAHAM SHAPIRO

Comprei a mercadoria. Na hora da emissão da Nota Fiscal, a moça me disse: “Um minutinho, senhor”.
Passaram cinco minutos.
Quando, enfim, peguei a nota e me dirigi ao balcão para apanhar os pacotes, o rapaz pegou o meu ticket e, novamente: “Um minutinho, senhor”.
Lá se foram outros 3 minutos.
Eu, que detesto perder tempo e não tinha nenhum livro para dar um sentido àqueles enervantes minutinhos, pensei que, enfim, havia descoberto o fator de conversão da unidade de tempo “um minutinho”. É a média aritmética entre 5 e 3, ou seja, 4 minutos.
Anote isso. Quando alguém lhe disser: “Um minutinho, por favor”, isto levará pelo menos 4 minutos.
Na verdade, a situação do “um minutinho, por favor” é bem pior que o diminutivo empregado pelos atendentes com intenção de proporcionar tranquilidade ao cliente.  Em caso de vendas de balcão, perdem-se muitas vendas devido à equipe não ter o preparo adequado para oferecer atendimento exíguo e em conformidade ao que espera o cliente.
O vendedor ou atendente viciado em pedir um minutinho mostra a pontinha do imenso iceberg de um modelo de gestão fraco, nutrido principalmente por inconsistências sérias.
A maior dessas inconsistências é a permissividade. Ela acontece quando você sabe que algo está errado e não faz nada, sendo tolerante com os erros.
A permissividade está ligada à falta de gerência, ausência de autoridade e de força para manter processos – quando existem – e pessoas alinhadas aos objetivos da empresa.  Ela é a raiz de todos os males do atendimento, dos vendedores e atendentes padrão “um minutinho”, e por aí vai.
Todos cometemos falhas. Porém, vê-las sob a ótica do conformismo é preguiça, vagabundagem ou talvez uma doença que carece de tratamento.
Aprenda gestão. Trabalhe gestão. Este é o primeiro passo rumo a uma carreira de valor e a uma organização vencedora.
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terça-feira, agosto 19, 2014

INCENTIVO AO MOVIMENTO

ABRAHAM SHAPIRO

Isidor Rabi foi um físico judeu-americano, ganhador do Nobel de Física de 1944 por ter descoberto a Ressonância Magnética. Há uma passagem em sua história de vida que pode ser de grande inspiração para muitas situações do trabalho.
Um repórter quis saber porque o Dr Rabi tornou-se cientista em vez de médico, advogado ou homem de negócios, já que estas são as profissões mais procuradas pelos Judeus. Rabi Respondeu:
- “Minha mãe me fez cientista sem saber. Qualquer mãe judia do Brooklyn perguntaria ao filho que chegasse da escola: ‘Nu? Ou E então? O que você aprendeu de novo hoje?”
Não a minha mãe. Ela me questionava:
- “Você fez uma boa pergunta hoje?”
Eu tenho certeza de que esta preocupação dela em que eu buscasse fazer sempre boas perguntas é que fez de mim um cientista.

Você ainda não descobriu? Perguntas é o que estimula os outros a também fazerem perguntas. E isso causa movimento. Tira as pessoas de seu conforto ou inércia – mesmo que elas detestem interrogações!
Muitos fracassos estão relacionados à ausência de perguntas significativas.
Uma empresa falhou? Faltou um questionamento profundo que investigasse as causas da crise que originou a falha.
Antes, os executivos administravam hierarquias organizadas. Hoje, não.
Antes, os mercados eram caracterizados lentos. Hoje, de modo algum.
Antes, os funcionários seguiam um plano de carreira. Hoje, cada funcionário tem diante de si um número assustador de opções.
Logo, questionar não é opcional, mas uma exigência.
Uma empresa que não estimula o questionamento compromete seu futuro.
Quem não sabe fazer perguntas fundamentais, está sob sério risco.
A passividade é uma droga mortal. Se você está confortável e seguro na certeza de que tudo está bem, uma surpresa desagradável poderá abatê-lo a qualquer momento. E talvez você nem saiba de onde ela surgiu.
Portanto, quando tudo lhe parece bem, ainda aí caberá uma questão. E ela talvez fosse: “Será, mesmo, que tudo vai bem?”
Questione-se! Pergunte-se! Conheça as várias facetas daquilo que parecia definitivo. E não esqueça: “Perguntas causam movimento”.
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domingo, agosto 10, 2014

PERGUNTAS QUE AFINAM A RELAÇÃO ENTRE OS ESCALÕES

ABRAHAM SHAPIRO


Parece fácil ao diretor afinar-se com seus gestores. Mas é difícil.  Tenho observado que quanto mais alto você estiver em uma organização, mais difícil é manter-se ciente do que está acontecendo mais abaixo.
Ter uma noção real dos fatos e ocorrências da sua empresa é um desafio importante a enfrentar. A pergunta é “como?”
Uma proposta prática e eficiente aconselha a empregar perguntas a serem feitas aos colaboradores da linha de frente. As respostas que eles derem trarão informações e poderão ajudar a  desenvolver as suas percepções mais úteis.
Uma dessas perguntas é:
“Como posso ajudá-lo?” Eu o aconselho a fazer esta pergunta aos seus funcionários, fornecedores e clientes. E não só você. Certifique-se de que os seus gerentes façam o mesmo. Sabe o que? Mostrar que você se preocupa com as pessoas em todos os níveis – e não só com os seus imediatos – abre possibilidades excelentes de diálogo. E diálogo cria ambiente de fomento à confiança e valoriza a diversidade entre as pessoas.
Outra pergunta útil é: “Por que estamos fazendo isso dessa maneira?” Pergunte isso para aprender, e nunca para adquirir argumentos de crítica ou repreensão. Todas as pessoas gostam de ser ouvidas, e você vai se beneficiar de um feedback real. Conte com os seus funcionários no processo de descobrir o que é preciso mudar e também de medir o progresso.
A terceira pergunta na busca de afinação entre você e os seus funcionários é: “Será que estamos te apoiando?” O objetivo aqui é avaliar se as pessoas têm tudo o que precisam para fazer bem seu trabalho. Fazer bem, eu disse, e não se sentir bem.
Na medida do possível, tenha e cultive o contato com os funcionários de escalões abaixo ao seu a título de fazê-los sentir-se ouvidos, sem atravessar o poder e a responsabilidade dos chefes da área em que eles atuam. Interesse-se por construir confiança e por motivar com inspiração uma visão comum a toda a empresa.
Isto ajuda. Muito.
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ISTO É SER EMPRESÁRIO?

ABRAHAM SHAPIRO


É possível entender – e eu até me esforço –, mas é inadmissível o modo como alguns gerentes e diretores tratam seus subordinados nas empresas por aí.
Opressão! Para que isso?  E a desfaçatez? A humilhação? Eles ignoram que, cada dia mais, avolumam demandas de empregados acusando patrões de coisas horrendas nos tribunais – situações que estão mais para o bê-a-bá da boa educação e convívio social mínimo do que para questões jurídicas.
Não incluo nisso a pressão natural que está presente sobre a equipe de vendas pela busca de objetivos, ou na produção para que se cumpram datas e outras situações típicas. Falo, sim, do maltrato, da rispidez ao exigir ou alegar coisas que fluiriam positivamente desde o equilíbrio e o bom trato.
Até os tolos já sabem que “quem quer mel não chuta a colmeia”. O que se consegue sem diálogo, sem acordo e a mínima consideração? Só danos e perdas.
É isto que faltava saber aquele diretor da indústria que, por ser herdeiro, pensava ser um imperador de filme épico, daqueles que decidem a vida e a morte de seus súditos.
Ele cobrava metas de vendas, mas ironicamente ninguém as alcançava. Pelo modo como tratava as pessoas era previsível que jamais conseguiria resultado algum de ninguém. As pessoas optavam em fazer o contrário do que ele exigia.
Assim, a empresa tornou-se um campo de batalha até perder sumariamente todos os vendedores e não conseguir novos, porque a fama do tirano já havia tomado conta da região. Só o gerente de vendas permaneceu por ser um autêntico puxa-saco. Mas vendas, que era bom, ele também não fazia... porque era gerente!
Os concorrentes riam-se muito e aproveitavam a tremenda vantagem competitiva que o “rei de meia tigela” lhes ofertava de bandeja agindo daquele modo.
Finalmente, suas dificuldades comerciais complicaram, a produção vacilou e forçou-o a se desfazer de boa parte do patrimônio da família. E o desfecho da história todos conhecem!
O que se ganha em ser estúpido? Só se perde! Isto vale para todas as pessoas, mas principal e especialmente para empresários.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473