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quinta-feira, janeiro 15, 2015

REUNIÃO PRÉ-JORNADA DE TRABALHO

ABRAHAM SHAPIRO


Empresas que adotaram a prática da reunião dos colaboradores em pequenos grupos antes de iniciar a jornada de trabalho com a finalidade de alinhá-los aos objetivos conseguiram maior comprometimento deles com as metas, com os clientes e com o atendimento.
Estes encontros podem ter vários formatos. Um dos mais efetivos em fazer resultado é aquele em que o gestor e a equipe se reúnem por um tempo breve e acertam as ações do dia sem aprofundamento de detalhes, mas com instruções objetivas que tragam clareza sobre as dificuldades mais comuns e frequentes.
Esta reunião deve acontece com tempo de duração pré-fixado e isso deve ser respeitado por questão de disciplina. Um ponto importante é a inspiração através da leitura de um texto cujo conteúdo seja significativo, feita por um participante diferente a cada encontro, de modo que todos tenham a oportunidade de contribuir.
O gestor que inspira seu grupo aproxima-se mais rápido da liderança. Mas atenção. Cuide para que os textos não sejam religiosos ou que firam as opções individuais dos integrantes.
Um momento de inspiração visa ampliar a harmonia, a convergência de ideais e o entendimento mútuo dentro do grupo.
Há livros que foram especialmente escritos para esta finalidade. Uma sugestão, com sua licença, é o de minha autoria: “Torta de Chocolate Não Mata a Fome”. Eu o escrevi com o objetivo de motivar os leitores a viverem suas vidas com um propósito e levá-lo para o trabalho e seus relacionamentos. É simples de se ler e de compreensão fácil.
Se isso lhe interessa, não o deixe passar. Planeje-se, experimente e comprove o que cem por cento das empresas que implementaram esta prática com seriedade alcançaram.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, janeiro 14, 2015

COMUNICAÇÃO E RECEITA DE BOLO: O QUE HÁ EM COMUM

ABRAHAM SHAPIRO

Comunicação aleatória é um veneno a qualquer empresa. Comunicação carece de regras. 
Resolver a comunicação empresarial começa por afastar a predominância da emoção no relacionamento. Emoções confundem; fazem as pessoas achar que devem dispensar  ou deixar de lado competências cruciais. A assertividade é uma delas.
Já falei muito sobre assertividade. Mas tenho de repetir, pelo mesmo motivo porque farinha, fermento, ovos  e leite constam em todas receitas de bolo. Quando se esquece um desses itens, o produto final tem de ser refugado.
Aquele que emite uma ordem, deve preocupar-se com o procedimento, buscando especificar “o que ser feito”, “como fazer”, “por que”, “quando” e os demais detalhes.
Depois, deve averiguar se o receptor interpretou corretamente e está apto a executar a ordem em conformidade ao esperado.
Na prática, o que se vê é que, além de não se obedecer a regra alguma, o emissor assume premissas falhas, a começar por julgar que o receptor sabe e o interpretará corretamente. O resultado não pode ser outro senão retrabalho. E a coisa só piora quando a justificativa desses erros é: “Eu só queria ajudar”.  
As pessoas, numa empresa, realizam trabalhos específicos – tarefas que são partes de um todo. Daí ser de grande valor para qualquer organização o estabelecimento de processos para tudo o que for possível. Comunicação faz parte disso.
Já, acessos ao Facebook, Whatsapp, e outras mídias só poderiam ser permitidas nos ambientes dos quais sejam ferramentas de trabalho, assim como ligações telefônicas particulares ou saídas para atendimento de membros da família.
“Eu só queria ajudar”, portanto, não tem qualquer cabimento.  Empresa é lugar de trabalho bem determinado, claro e objetivo,  sem nenhuma subjetividade ou pessoalidade. Se não for assim, pode crer, é filantropia. E aqui vai aquela pergunta de quase todos boletins que tratam de responsabilidade profissional: “Quem irá pagar a conta?”
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, dezembro 10, 2014

ANTES DE CONFIAR OU CRER, PESQUISE MELHOR

ABRAHAM SHAPIRO

Um fazendeiro chega à beira de um rio com sua criação de bois e pergunta a um menino próximo:
- Este rio é fundo, garoto?
O menino responde:
- A criação do meu pai passa com a água no peito!
Confiante, o fazendeiro conduz seu rebanho através do rio e lá pelo meio do percurso, os animais começam a se afogar. Desesperado, ele volta ao menino:
- Não é possível! O que é a criação do seu pai?
E o guri:
-Ele cria patos, senhor.
Esse tipo de diálogo, com semelhante resultado trágico, ocorre muitas vezes... em todos os lugares deste planeta. 
Eu faço uma pergunta pensando x. O outro responde considerando y. O que esta conversa produz? Divergência. Desentendimento.
Cada indivíduo embasa suas conclusões em pressupostos pessoais e próprios, diferentes de todos os outros seres humanos. Isto nos obriga a especificar mais e melhor o que desejamos saber da pessoa com quem conversamos, especialmente quando nós estamos fazendo as perguntas. E tem mais: precisamos falar especificamente, sem rodeio ou explicações desnecessárias que só afastam o interlocutor do objetivo. Deste modo descobriremos o que ele está pensando realmente e se a resposta que der é concernente ou não ao que desejamos saber.
Quando aquele garoto usou a expressão “a criação do meu pai”, o fazendeiro assumiu ser “uma criação de bois e vacas” e não fez a próxima pergunta básica que esclareceria todo o diálogo: “O que é que o seu pai cria?” Se a fizesse, tudo terminaria bem.
Portanto, jamais calcule que as pessoas estão vendo as coisas do mesmo modo que você. Em quase 100% das vezes elas não estão vendo, nem pensando e nem ouvindo como você. Vai pagar para ver? Se você gosta de prejuízo, pague!
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, novembro 21, 2014

NÃO SE DISTANCIE DO OBJETIVO

ABRAHAM SHAPIRO

Como consultor, eu ouço situações e casos de clientes desde os mais simples aos mais estranhos. E como ensinam. Mais do que fábulas gregas.
Esta semana, por exemplo, o Haroldo – diretor de uma empresa comercial – me contava a conversa que teve com uma funcionária na tentativa de minimizar o conflito que ela causava numa das áreas da administração.
Ele me dizia:
-  Então ela começou a chorar, e me disse que estava com um problema pessoal difícil de resolver.
Eu o interrompi:
- Você soube que problema era esse?
E ele:
- Não. Eu não perguntei!
E continuou:
- Se eu perguntasse, é claro que ela contaria.  E eu estaria automaticamente envolvido. Isso é como uma carta lacrada num envelope. Se você o deixar fechado, nunca saberá o conteúdo. Mas se abri-lo, ele se revela.  Eu só tinha de resolver o problema que a moça estava causando na empresa, e não a vida pessoal dela.
Francamente? Eu adorei ouvir isso.
Quanta gente se envolve com coisas que nada têm a ver com a empresa! Só por curiosidade! Nada mais. E isso é a mais evidente tolice!!!
Tenha foco. Ter foco é centrar-se no ponto.
Se a conversa do Haroldo tinha o objetivo de resolver o problema administrativo, não fazia sentido algum desviá-la para tratar de uma questão pessoal da funcionária. Pra que perder tempo com conversa inútil? Se o fizesse, o “leque” se abriria demais e a situação principal não se resolveria.
A lição é linda. Concentre-se no objetivo. Pare de falar a esmo. Não gere falatório. Lembre-se: “Quem fala demais, dá bom dia a cavalo”. Se você quer falar com um cavalo, tudo bem. Só não o faça quando alguém que não é você estiver pagando a conta. Por favor.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, novembro 20, 2014

QUANTO PERDEM OS NÃO ASSERTIVOS

ABRAHAM SHAPIRO

João e Claudio são sócios de uma loja. Eles conversam na primeira hora da tarde, quando um conhecido passa por eles e, dirigindo-se a João, pergunta:
- Você viu o Alberto por ai hoje?
E João responde:
- Não. Eu não o vi.
Mas Claudio, no afã de colaborar, intervém dizendo:
- Eu o vi no bar da esquina.
O sujeito agradece e sai em direção ao bar.
João então diz a Claudio:
- Você fala demais. Se ele não encontrar o Alberto no bar, com certeza voltará aqui.
Não deu outra. O sujeito retorna. E elevando a voz, dirige-se a Claudio:
- Ele não estava lá. Porque você disse que estava?

É isso o que dá intrometer-se onde não é chamado.
Será tão difícil a assertividade de não dizer gratuitamente o que não se tem certeza e nem foi solicitado?
Assim fazem as pessoas práticas: não falam em vão, não abrem a boca para dar palpites infundados ou jogar palavras ao vento.
Fale o que for necessário. E só se tiver certeza. Não tendo, o melhor é ficar quieto e evitar causar transtornos e sentir chateação.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, novembro 13, 2014

O PODER DA PALAVRA

ABRAHAM SHAPIRO

Falar, todo mundo fala. Mas quem transmite ou convence?  Pais fracassam em falar aos filhos. Patrões e funcionários não se entendem. Sócios vivem conflitos explosivos. O divórcio tem muito de os casais não saberem conversar. E o que dizer de e-mails? Eles causam mais problema do que solução. Por quê? As pessoas não sabem escrever.
A capacidade de expressar o pensamento pela escrita ou pela fala me encanta. Fico fascinado com quem se esforça em fazer a palavra tomar o rumo planejado, e chegar ao destino. Mas quantos conseguem isto?
A pergunta é: “O que fazer para conseguir isto?”
Uma empresa de S. Paulo, onde presto consultoria, contratou um jornalista como assessor temporário para reciclar e normatizar toda a comunicação interna. O mundo mudou por lá!
A nossa cultura exalta atletas que moldam seu físico, empresários que constroem indústrias, engenheiros e arquitetos que inovam, mas não aprecia quem se dedica a falar e a escrever bem. Transmitir ideias com precisão e inspirar atitudes é tudo, em tudo e para tudo.
Talvez você não tenha capital para implantar uma indústria, nem físico para correr uma maratona, ou relacionamentos para eleger-se a um alto cargo público. Mas tem um extraordinário potencial para se comunicar. Porém, é potencial; só isso! E ainda que possua o  mesmo teclado de todos à sua volta e fale o mesmo idioma que eles, sem disciplina e aprendizagem você jamais será eficiente em comunicar-se. E sabe quanto isto significa para a sua vida e carreira? Algo não muito diferente do ar e água!
Entende agora?
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, novembro 06, 2014

A CONSTELAÇÃO DE POSSIBILIDADES QUE HÁ DENTRO DE VOCÊ

ABRAHAM SHAPIRO


Um rei teve um pesadelo em que via cair todos os dentes de sua boca. Chamou o mais importante dos magos da corte e questionou-o sobre o significado do sonho. O mago respondeu:
- Majestade, vejo que lamentavelmente toda a vossa família morrerá, e só vós ficareis vivo.
As palavras enfureceram o monarca fazendo-o perder o controle a ponto de ordenar que o mago fosse preso e torturado.
Então, ele convocou outro mago menos importante. Quando este se apresentou, o rei narrou seu pesadelo.  O mago sabendo o que havia sucedido antes dele, fez suas considerações:
- Com vossa permissão, majestade. Vejo não tratar-se de um pesadelo, mas de um sonho bom para vós e todo o reino. Vossa Majestade será longeva e viverá por mais tempo do que todos os membros de sua família.
Ouvindo isto, o semblante do rei se abriu, transfigurando-se em alegria. Recompensou o mago com riquezas e honrou-o dando-lhe uma promoção a conselheiro real.

Se você não sabe, aprenda agora. Existem ao menos seiscentas mil maneiras diferentes de se interpretar qualquer situação.
Aquele vício bitolado de enxergar só duas alternativas comprova um modelo mental restrito, preguiçoso e nada criativo de quem pensa assim. Isso traz sofrimento. E muito!
Façamos um teste: de quantas maneiras diferentes você é capaz de contar a história dos três porquinhos?
Force o raciocínio a buscar outros caminhos em tudo. Você será mais flexível, versátil e terá descoberto uma constelação de novas possibilidades que esteve escondida por anos bem aí, dentro do seu cérebro.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, outubro 27, 2014

VOCÊ PENSA! MAS COMUNICA?

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA EM 27 DE OUTUBRO DE 2014 - Falar, todo mundo fala. Mas quem transmite ou convence?  Pais fracassam em falar aos filhos. Patrões e funcionários não se entendem. Sócios vivem conflitos explosivos. O divórcio tem muito de os casais não saberem conversar. E e-mails? Eles mais causam problemas que solução porque as pessoas não sabem escrever.

A capacidade de expressão do pensamento pela escrita ou fala me encanta. Fico fascinado com quem se esforça em fazer a palavra tomar o rumo planejado e, enfim, chegar ao destino. Mas quantos conseguem isto? A questão é: “Por que?”
Uma empresa de tecnologia de S. Paulo seguiu a nossa orientação e contratou a assessoria temporária de um jornalista freelance que normatizou toda a comunicação interna e treinou os colaboradores. O mundo mudou por lá. Foi de inferno a Éden em poucas semanas de trabalho e investimento viável. Coisa de gente inteligente!
A nossa cultura cultua atletas que moldam seu físico, empresários que constroem organizações, engenheiros e arquitetos que resolvem espaços e inovam, mas nenhum valor atribui a quem se dedica a bem falar e escrever. Transmitir ideias com precisão e inspirar atitudes é tudo, em tudo e para tudo.
Talvez você não tenha capital para implantar uma indústria, nem físico para correr uma maratona, ou relacionamentos para eleger-se a um alto cargo público. Mas você tem um extraordinário potencial para se comunicar. Porém, é potencial, só isto. E ainda que possua o  mesmo teclado de todos à sua volta, e fale a mesma língua, sem aprendizagem, treino e reciclagem você jamais chegará à eficiência real em se comunicar. E quanto é isso para a sua vida? Tanto quanto ar e água! Entende?
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, setembro 03, 2014

NÃO NOS COMUNICAMOS COMO DEVÍAMOS

ABRAHAM SHAPIRO

Algo que li no Facebook:
“Fiquei sem Internet por meia hora. Descobri que há pessoas morando aqui em casa. Até sentei-me à mesa com eles. Acho que é a minha família!”
Isso me lembra a história de um jovem que se aproximou de seu mestre e lhe disse que se tornara cocheiro. O mestre retrucou:
- Sua cabeça estará ocupada com cavalos a partir de agora. Portanto, me parece que você fez da sua mente um estábulo”.
Tenho buscado entender o que acontece com esta geração que passa as horas de cada dia e noite navegando no  Facebook, Whatsapp e outras mídias sociais.
É ilusão pensar que as pessoas se comunicam só porque alguém, há alguns anos, decretou a Era da Comunicação, ou porque a Internet nos oferece mais condições de interação através de ferramentas de tecnologia. Grande parte das pessoas tem acesso a tudo isso, sim, mas a qualidade da interação não acompanha. Sabe por que? A comunicação depende muito menos de ferramentas do que do estado mental dos interlocutores ou de seu preparo para isso.
A comunicação começa com a predisposição de se comunicar. E também exige preparo. Quero dizer que a comunicação ideal acontece quando existe o desejo de se comunicar e a pessoa prepara sua cabeça para ver, ouvir e entender. Não se trata apenas ter e usar usar um aplicativo no computador ou celular.
Aquele jovem cocheiro ficaria, conforme predisse seu mestre, tão concentrado em cavalos que sua mente se converteria literalmente em um estábulo.
Nós enquadramos tudo o que ouvimos e lemos aos nossos vícios de raciocínio, à nossa rotina e ao que fazemos – por insistência ou por necessidade. Trata-se de um desafio muito positivo romper essas linhas habituais de pensamento, os nossos padrões e condicionamentos com novas formas de ver, ouvir, falar e consequentemente, de entender e interpretar. Isto seria desenvolver a real habilidade de corresponder ao que a tecnologia nos disponibiliza e dominá-la.
Há mais ou menos dois mil anos, alguém já disse que “a boca fala daquilo que o coração está cheio”. É por aí!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, julho 28, 2014

A SABEDORIA DE FALAR E CALAR-SE

ABRAHAM SHAPIRO


FOLHA DE LONDRINA, 28 DE JULHO DE 2014 - Como é importante falar na hora certa. E calar-se quando a situação requer.
Como é bom responder estritamente o que foi perguntado. E ótimo não atravessar conversas jamais! Conter-se diante de quaisquer que sejam as perguntas dirigidas a outros, e das respostas ou contestações que eles derem.
O Dido estava com Flávio, seu funcionário, quando alguém lhe perguntou por que não havia respondido o e-mail enviado há uma semana. Quando Dido disse não lembrar-se de ter recebido, Flavio entrou na conversa, dizendo:

- “Recebeu, sim”. 

E voltando-se ao patrão, refrescou-lhe a  memoria: 

- "É aquele e-mail de que você me falou outro dia. Lembra-se agora?”
O clima ficou tenso. Esta reação inesperada de Flavio fez Dido parecer mentiroso diante de alguém para quem isso fazia toda a diferença.
Ingenuidade? Tolice? Difícil dizer com precisão. Talvez as duas... e mais uma centena de outras razões, apesar da boa intenção. 
É fácil aprender a colocar-se em seu devido lugar, calar a boca quando a conversa não o envolve e, deste modo, ajudar infinitamente mais do que exprimindo seja lá o que for.

Seguem três regrinhas inteligentes e suficientes para um bom começo nesta arte:
Regra número 1: Fale somente quando solicitado.
Regra número 2: Não responda em lugar de ninguém, a menos que o responsável lhe tenha requerido.
Regra número 3: Quando o assunto pertence aos “seres” que habitam os andares superiores ao seu, lembre-se que você não vê, não ouve e não fala. Mantenha-se como uma estátua. Guarde tudo para si e nem sonhe comentar com terceiros.  Na maioria dos casos é preferível apagar tudo da sua memória por tratar-se de temas que fazem mal à saúde saber.
Guarde para si: das competências pessoais mais louváveis ao desempenho de qualquer ser humano e/ou profissional, lealdade e confiabilidade são as mais destacadas na hora de uma promoção profissional.
Em suma, “quem fala demais, dá bom dia a cavalo”, diz o ditado, e acaba falando de si ou revelando o que não devia. Prudência é recomendada como preventivo a cem por cento dos pecados conhecidos.

E a sabedoria completa: “Calado, até um burro passa-se por sábio”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, julho 10, 2014

EU JÁ DISSE E REPITO: "DÊ RETORNO!"

ABRAHAM SHAPIRO

“Dar retorno” – expressão importante para todos os relacionamentos. Seu significado é específico e profundo.
Alguém ligou ao seu fone celular. Você não podia atender. A chamada está lá, registrada. Dar retorno significa:  ligar de volta ao número de quem o chamou.
Outra situação. Alguém vai à sua procura em seu local de trabalho sem ter agendado previamente. Você está em reunião. A recepcionista o informa sobre a sua impossibilidade de atendê-lo. Ela escreve um  recado e passa às suas mãos. Dar retorno, aqui, significa contatar aquela pessoa e dar-lhe uma resposta em relação ao que ela desejava. A sua secretária poderia ser delegada desta ação em muitos casos.
Parece simples. E é.
Mas “dar retorno” depende de muitos outros fatores que não somente meios de comunicação.  Educação,  respeito, humildade, nobreza, profissionalismo e uma lista nada pequena de outras boas qualidades humanas estão entre eles.
Profissionais de verdade usarão um caderno ou qualquer outro recurso para exercer este importante item – dar retorno – como parte de seu trabalho. Estes porque são eficientes. Aqueles, pelo hábito ou desejo de não perder oportunidades, já que muitas delas surgem assim: por uma eventual e inesperada ligação telefônica.
Não menospreze pessoa alguma. Menos ainda as que o procuram. Dê retorno. Faça o possível. Separe meia hora pela manhã ou à tarde para fazer isto. Aprenda maneiras práticas de “falar muito” usando poucas palavras.
Seja objetivo. Não seja aleatório. Informe a pessoa do outro lado da linha, por exemplo, o tempo de que você dispõe para tratar do assunto em pauta. Se for preciso dar continuidade presencial após a ligação, marque logo a agenda e abrevie a ligação. Tenha e mantenha interesse pelos demais. Você terá de volta sua consideração.
Você prometeu dar retorno e não deu? Sabe o que esta sua atitude comunicou ao tonto que ficou lhe esperando? Aqui vai: “Você é um imbecil. Não me encha a paciência. Vá lamber soda!”. Percebe a gravidade? Se fosse com você seria mortal, não? Pois não faça ao outro!
Dê retorno... e você será visto como alguém bem maior do que imagina ser. Prometo!
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segunda-feira, maio 26, 2014

O DIÁLOGO COMO FERRAMENTO DE SUCESSO NA NEGOCIAÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO

O que é preciso para se ter um diálogo? Uma das respostas é: “Duas pessoas!” Parece óbvio.
Mas um diálogo excelente requer outros atributos para que o seja, de fato. Escolhi dois – entre muitos – que julgo essenciais.
O primeiro é respeito entre os dois interlocutores. Respeito para um ouvir o que o outro diz. Respeito para esperá-lo falar tudo. Respeito para pensar, processar, entender e concluir algo a respeito do que se fala. Respeito para responder às questões, quando existirem.
O segundo atributo fundamental de qualquer diálogo é conteúdo. O que significa conteúdo? É o tema, o assunto, o significado ou objetivo do diálogo.
Um diálogo sem conteúdo é perda de tempo, conversa fiada, banalidade.
Se você não sabia, diálogo é uma palavra grega.  É certo dizer que se trata da conversação entre duas ou mais pessoas. Mas na origem do vocábulo grego, seu sentido   é de "passagem” ou “movimento". Assim, um diálogo é, antes de tudo, um processo de troca. É a troca de ideias que pode ocorrer com dois ou mais participantes tendo como meio o verbo ou a palavra.
Embora se desenvolva a partir de pontos de vista diferentes, o verdadeiro diálogo supõe um clima de boa vontade e compreensão recíproca. E parece lógico, pois esta boa vontade prévia a alimentá-lo está voltada ao desejo de “dar ao outro” um pouco do que eu sei ou imagino saber, sem esperar recompensa.
Os melhores negociadores, em todas as áreas, são primeiramente hábeis na arte do diálogo. E eles só conseguem seus bons resultados por viverem assiduamente a prática do conceito que se esconde por trás de cada palavra.
Avance você nesta área. Pratique o diálogo nas circunstâncias mais simples da sua vida e  você terá resultados muito mais satisfatórios do que já conseguiu enquanto imaginava tratar-se apenas de técnica e regras.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, maio 22, 2014

NÃO PERCA A CHANCE DE FALAR EM PÚBLICO

ABRAHAM SHAPIRO

Medo de enfrentar o palco ou de levantar-se diante dos diretores da empresa para uma apresentação não é brincadeira. 
Como lidar com estas situações?
É normal sentir-se tenso nessa hora. Mas com esforço e medidas corretas será perfeitamente possível minimizar e vencer a tendência negativa.
A coisa mais importante a fazer inicialmente é preparar-se. Uma preparação bem coordenada e séria reduzirá a ansiedade e o medo de mau desempenho.
Primeiro, seu objetivo é sentir-se confiante sobre o tema a apresentar. O seu público já acredita ser você o especialista. Por isso, confie que é capaz de fazê-lo. Planeje, portanto, o que irá falar e não tente blefar. Se as pessoas sentirem que você está inseguro, poderão não ouvi-lo.
Um bom passo inicial consiste em imaginar livremente todas as perguntas que as pessoas possam ter a respeito do tema. Escreva estas perguntas e construa a resposta para cada uma antes de partir para o seu discurso propriamente dito. Trabalhe com elas. Pesquise, investigue, busque ilustrações e depois incorpore cada uma na sua apresentação. E não esqueça que você terá de sabê-las bem durante a sessão de perguntas e respostas que acontecerá após a sua fala.
Muito importante é não cair na bobagem de pretender memorizar o discurso. Será um verdadeiro desastre. É que nós não pensamos palavras. Pensamos ideias! Então, estude e assimile tudo, pois assim, o seu cérebro se encarregará de encadeá-las como os elos de uma corrente. Conte com a ajuda do Power Point pondo tudo numa sequência lógica.
Mas não se desespere. Você tem o direito de memorizar o primeiro minuto da sua apresentação, porque assim você vencerá o período de maior ansiedade. Saber de cor a abertura da sua apresentação será um começo mais firme para você.
Há vários livros sobre este tema no mercado editorial. Eu indico o áudio livro “Levante-se e Fale”, de autoria do clássico Dale Carneghie, publicado pelas Edições Nossa Cultura
Você poderá ouvi-lo no carro ou no celular enquanto faz a sua ginástica, por exemplo.
Bom proveito!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, maio 06, 2014

SE PRECISO FOR, PEÇA UM FAVOR!

ABRAHAM SHAPIRO

Há pessoas que se sentem essencialmente carentes. Há também as que vivem alguma carência situacional ou passageira, seja em decorrência da perda de um ente querido, de uma separação conjugal, do término de um relacionamento etc. São eventos que afetam a emoção de qualquer indivíduo e é natural que, enquanto o sentimento durar, a pessoa precise do apoio de alguém. Eu acredito que todo mundo já viu ou observou algo assim no trabalho. Digo isso como forma de alertá-lo(a) contra o preconceito de pedir ajuda em horas de necessidade.
Na realidade, esse preconceito ocorre com frequência. Por isso, muitas pessoas – entre elas empreendedores, executivos e gestores – evitam pedir ajuda. Temem parecer intrusas e denotar carência ou fraqueza de personalidade.
Este é um grande erro. E também um prejuízo. Primeiro porque não se sustenta a imagem de mulher ou homem algum que deseje viver sem precisar de ninguém.
Segundo, não devemos esquecer que existe uma satisfação inata no ser humano em ajudar. A maioria das pessoas realmente quer ajudar os demais. Quando uma necessidade real existe elas são sinceras e desinteressadas.  
E tem mais. Ao demonstrar alguma necessidade, muitas oportunidades sadias de entrosamento surgem.
Faça o teste. Na próxima vez que você quiser estabelecer uma conexão duradoura e forte com alguém – seja um subordinado, um colega ou familiar –, peça a ele(a) um favor.
Solicite que ele(a) seja a sua referência a alguém ou que escreva um depoimento sobre o seu trabalho. Peça ajuda para algo que ele(a) domine e que pode  lhe auxiliar.  Busque informações sobre novos clientes que ele(a) conheça.
Importante é vencer a timidez, outras barreiras ou preconceitos. Não é preciso que seja algo grandioso. Use esta regra em pequenas doses, como um tempero, e veja quão saudável será.  
Pedir favores pode ser um jeito poderoso de fazer as pessoas lhe gostarem mais.  E você verá que elas adorarão contribuir gratuitamente com alguma parcela de investimento no seu sucesso.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, abril 16, 2014

"O HOMEM É BOM E TUDO, MAS..."

ABRAHAM SHAPIRO


Eu estava no café. Aguardava um cliente. Havia um grupo de homens na mesa ao lado. Eles conversavam sobre empreendimentos imobiliários. Eram cinco.
Após várias teses que cada um defendeu, pareceu-me terem chegado a um consenso. O café foi servido. Todos tomaram. Então, um deles pediu licença, levantou-se, despediu-se de modo respeitoso e foi-se embora.
Logo após sua saída, um dos quatro que permaneceram disse aos demais:
- “Ele é um bom sujeito e tudo. Mas é complicado. Se a gente não for firme, ele vai passar a gente pra trás!”(sic)
Eu fiquei pensando: esta pequena frase acaba de denegrir a imagem do pobre homem que saiu. Isso funciona da seguinte forma: toda vez que eu e/ou você dizemos: “O fulano é bom, é honesto, é trabalhador... maaaaaas.....”, absolutamente tudo o que for dito após este “MAS” é o que ganhará destaque na audição e na mente do seu interlocutor. No caso do discurso daquele homem, a expressão com que ele abriu sua fala: “Ele é um sujeito bom e tudo...” deixou de ter qualquer significado em função do que foi dito depois da conjunção “mas”.
“Mas”, “contudo”, “no entanto”, “porém” e toda expressão adversativa têm o poder de chamar a atenção toda para si. Elas atuam como um sinal que inspira cautela.
Além disso, é falsa bondade fazer considerações positivas como fez aquele homem na introdução de seu breve discurso. Ficou claro que não havia intenção alguma de falar bem, e sim, apenas de despertar nos demais o sentimento de atenção redobrada sobre o caráter de quem ora se falava.
Teria sido diferente se ele tivesse mostrado um ponto de vista realmente positivo, como, por exemplo: “Ele é um bom homem e bastante correto em tudo o que faz. Eu negociei com ele e observei que seus métodos são difíceis de se absorver. Por isso, eu convoquei esta reunião a fim de afastar qualquer complicação e os senhores tirarem suas próprias conclusões!”
Mais palavras teriam sido ditas, e o bem teria prevalecido sobre o mal. A boa intenção ficaria declarada por meio de uma visão realista, e não a maledicência!
Ser correto deveria ser o alvo de todas as partes envolvidas num negócio, junto de justiça e  clareza.
Se isto lhe atrai, evite usar o “mas” ou o “porém” da maneira como comentamos. Adote esta orientação e esforce-se – como eu tenho me esforçado nisso. Você verá que mais pessoas tenderão a crer nas suas colocações com facilidade e sem qualquer dúvida ou temor.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, abril 04, 2014

AS PALAVRAS E SEU MAU USO

ABRAHAM SHAPIRO

Recomendando sua equipe a ler determinado livro, o gerente referiu-se à obra da seguinte forma:
“O texto é muito bom. Talvez pareça um tanto piegas. Mas tenho certeza de que será útil e prático, desde que seus conceitos e ideias sejam postos em prática”.
Bonito conselho. A indução, porém, foi infeliz.
Tanto quanto desejou mostrar importância da leitura a seus subordinados, o gerente contrabalançou a sugestão de forma errada,  usando a expressão “um tanto piegas”.
Que erro foi este?
Piegas é um adjetivo que significa
  • sentimentalismo extremo,
  • característica de algo ou de alguém que é ridiculamente sentimental.
Também pode ser o atributo de alguém que se embaraça com pequenas coisas.
Isto não era, em hipótese alguma, a mínima característica daquele livro – indicado por consultores e líderes de peso no mundo dos negócios de todo o mundo.
Portanto, foi um erro de indução, ou de inspiração má.
Onde quero chegar?
Saber usar as palavras e calcular seus efeitos é tão importante quanto fazer o mesmo com as atitudes.
Alguém que age irrefletidamente e, por isso, se enquadra na baixa categoria do caráter humano chamada de “pessoas inconsequentes”, cometerá falha semelhante quando empregar palavras sem conhecer seu correto significado e emprego.
Eu aconselho o uso de um dicionário constantemente. Em qualquer dúvida, consulte-o. No google, cada vez que você digitar a palavra desconhecida seguida da expressão DEFINE, aparecerá seu significado como verbete de um dicionário. Simples e rápido.
Importante é entender que as palavras são como diamantes. Desde que medidas, pesadas e bem encadeadas, produz resultados valiosos, tal como uma gema bem lapidada.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, março 25, 2014

O OCEANO DAS COISAS IMPOSSÍVEIS

ABRAHAM SHAPIRO

“Do Outro Lado do Espelho”, é um livro de Lewis Carrol, também autor de “Alice no País das Maravilhas”. Um dos trechos que mais me tocam é este:
“Com os braços abertos como se estivesse voando, passou a Rainha Branca correndo alucinadamente. Seus braços são os ponteiros de um relógio impossível, com o tempo voando ao contrário.
– Não posso acreditar nisso! – disse Alice.
– Não pode? – disse a Rainha Branca com tom de voz penalizado. – Tente outra vez: respire profundamente e feche os olhos.
Alice riu.               
– Não adianta fazer isso – disse ela – ninguém pode acreditar em coisas impossíveis.
Então a Rainha diz:
– Eu diria que você nunca praticou bastante.  Quando eu tinha a sua idade praticava sempre meia hora por dia. Às vezes me acontecia acreditar em seis coisas impossíveis antes mesmo do café da manhã."
É fantástico esse texto!
O que acontecerá, hoje em dia, a qualquer um que não pensa em coisas impossíveis?  Ele ficará de fora, vendo a aeronave passar, levando embora todos os que tiverem mente aberta.
Hoje já é possível sonhar coisas que jamais se pensou. E o mundo nunca esteve assim antes.
Quem podia imaginar os negócios que acontecem pela Internet, por exemplo?  No entanto, é incrível pensar que a maioria das empresas não está tirando proveito algum da Internet. Seus processos de negócios, suas aprovações, sua hierarquia, a seleção de pessoas, treinamentos, etc estão acontecendo amplamente fora do mar de infinitas possibilidades que a Internet lhes proporciona.
Ter um website, pura e simplesmente, não coloca ninguém no mundo digital. O que seria preciso, antes disso, é entender o conceito, o novo modo de comunicar, de abordar, de apresentar ideias, de se relacionar... Tudo, enfim.
A Microsoft foi um sonho impossível.
A Apple foi um sonho impossível.
E quanto a você? Consegue pensar nos seus sonhos impossíveis? Bobagem? Pois então vai aqui o meu conselho: aposente-se. Dê lugar a quem consegue fazer exatamente isto. O presente já pertence a eles. E o futuro? A eles, também, e a mais ninguém.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, março 24, 2014

FEEDBACK, AUTOCONFIANÇA E BONS RESULTADOS

ABRAHAM SHAPIRO

Se você ignora uma criança, ela chama a sua atenção de leve. Caso não consiga resultado, ela fará barulho, chorar ou gritar.
Com adultos também é assim. Um prisioneiro confinado na solitária é capaz de qualquer coisa para sair dali, incluindo melhorar seu comportamento por um tempo. Por que? Para evitar a situação com pouco ou nenhum feedback de outros.
Na administração, feedback é o procedimento que provê uma pessoa de informação sobre  seu desempenho ou conduta, com o objetivo de reorientar ou estimular comportamentos futuros mais adequados.
Dar feedback não é gentileza, mas necessidade. Qualquer feedback, diga-se – mesmo negativo – é melhor do que nenhum. Mas para muitos chefes a praxe é não dar feedback aos funcionário em ocasião nenhuma.
Isto é péssimo. Todo ser humano anseia por um feedback franco.
Pense na tradicional cena do marido nervoso com o atraso da mulher se arrumando para a festa. Quando ela aparece, pergunta a ele:
- E então? Este casaco fica bem em mim?
- Ficou ótimo. – ele diz, abreviando a conversa.
Aí ela conclui:
- Eu sabia! Fiquei péssima. Não consigo achar algo melhor para vestir!
De cena como estas se aprende que palavras paternalistas ou ditas simplesmente para dar jeitinho na situação não servem como feedback.
Gestores indiferentes têm dificuldade em conseguir que seus funcionários produzam bons resultados. A razão? Ausência de feedback.
E sabe o que ocorre a uma pessoa que não recebe feedback? Sua mente fabricará seu próprio. Mas com um detalhe significativo. Um feedback autoproduzido baseia-se nos piores medos do indivíduo.
E então? Até quando você irá achar que a má comunicação e a baixa autoconfiança do seu pessoal é obra do mero acaso?
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terça-feira, março 11, 2014

OS CONCEITOS ENSINAM

ABRAHAM SHAPIRO

Theodore Levitt é um dos pais do marketing. Ele disse: “Produto é algo que as pessoas compram. Se não o compram, não é produto, é peça de museu. Uma empresa não é uma empresa se não consegue funcionar. E não pode funcionar se não atrai nem mantém um número suficiente de clientes que pagam o que devem – não importa o quão eficientemente esteja operando”.
O que Levitt propõe é que “marketing consiste em conquistar e manter clientes”, ou seja: são todas aquelas coisas grandiosas que provocam euforia em relação a produtos e serviços e que levam as pessoas a finalmente fazerem negócios com você.
Há quem tenha dito ser o marketing tudo o que pode ser feito para facilitar o processo da venda, de tal forma que, se for perfeito, o esforço para que a venda ocorra será próximo de zero, senão zero.
Conceitos! Eu gosto de conceitos. Tenho especial atração por eles porque esclarecem, permitem que eu tenha luz sobre seu emprego e facilitam a expressão.
Marketing, por exemplo, é um dos  termos menos entendidos e mais usados nas conversas de negócios. As pessoas falam dele como se soubessem bem, quando na verdade muitas delas jamais investiram alguns minutos em pesquisar seu real significado.
Todos nós carecemos de conceitos. Insisto nisso sempre que posso. Gostaria de influenciar o mundo sobre isso.
É cômodo pensar que já sabemos sobre o que estamos discutindo mesmo quando a ideia ainda está confusa na mente. Mais fácil ainda é fingir saber. Esta é a tendência natural, já que investigar o que ainda não conhecemos demanda esforço.
Tudo bem! Na prática,  use um bom dicionário. Acostume-se a buscar saber ao menos os fundamentos, as ideias rudimentares e o significado das palavras que você mais emprega. Faça leituras básicas. Busque a origem daquilo com que você mais convive no trabalho e na vida. Leia livros fáceis, porém esclarecedores e você verá que os seus pensamentos ficarão mais fluentes. A mais, habitue-se também a questionar o que você já sabe, afinal, "quem faz perguntas, nunca erra".
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, janeiro 30, 2014

ATENDIMENTO DE VERDADE

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ABRAHAM SHAPIRO


Clientes são exigentes. Você já sabe disso.
A maioria dos clientes sabe o que quer. Quando mal servidos, simplesmente não voltam. Se você não os agrada, eles não gostam de você.
Eu ouvi um atendente dizer: “Fui sorridente, otimista e, mesmo assim, o cliente não reconheceu”.
Permita-me esclarecer: o que as pessoas querem é atendimento. Não adianta apenas falar bonito ou sorrir. Mas ser sincero sim. Esta é a primeira lição.
Suponha que você queira comprar um blazer. Entra numa loja, experimenta um modelo,  aquele está apertado, o outro fica desajeitado e largo, você parece um palhaço dentro dele. O que você espera? Que o vendedor diga: “Olhe só! Ficou uma beleza. Está perfeito!” ?  É claro que não. Você deseja sinceridade antes de tudo, e que ele o ajude a encontrar o modelo que melhor lhe veste.
Se você é o garçom, do que valerá dizer, por exemplo, que o risoto demora só um pouquinho, se leva 45 minutos para vir à mesa? Jamais diga que o pedido será entregue em dois ou três dias, quando a produção consome uma semana para expedi-lo. Pare de enrolar e fale a verdade.
Pessoas em todo lugar – bancos, lojas, hotéis, ao telefone – querem o fato, a verdade, a condição real, especialmente quando estão pagando por isso. Quem atende tem de estar treinado para dar o que o cliente espera, e não enganá-lo só para manter as aparências.
Sorriso e cordialidade são temperos. Eles mantêm equilíbrio no relacionamento. Sendo educado, você não dará respostas assertivas demais, como aconteceu naquele restaurante em que o freguês reclama: “Garçom, esta galinha que você me serviu tem uma perna mais curta que a outra”.
E o garçom, sincero e espontâneo: “Que problema tem? O senhor vai comê-la ou  pretende dançar com ela?”
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473