Mostrando postagens com marcador Tendências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tendências. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, maio 12, 2014

ESSAS PESSOAS MARAVILHOSAS

ABRAHAM SHAPIRO

FOLHA DE LONDRINA, 12 de Maio de 2014 - Acabo de ler um livro de marketing que expõe o caso interessantíssimo da INNOCENT – uma indústria britânica que produz as bebidas reputadas como as mais naturais e saborosas do mundo. 
http://www.innocentdrinks.co.uk/
Um de seus fundadores, Richard Reed, nunca usa a palavra clientes. Ele é um jovem visionário que investe toda sua paixão ao falar dos consumidores de seus smoothies. Sabe como? Ele diz: “essas pessoas maravilhosas que compram e consomem os nossos produtos”
Uau! Quando foi a última vez que você chamou um cliente seu de “pessoa maravilhosa”? Como é que você nomeia as pessoas que compram de você? E as que deseja atrair, atender etc.? Chamando-as de “clientes” parece que tudo está bem. Mas não!
Permita-me esclarecer.
Clientes, como já dissemos, é um conceito meio confuso tanto em marketing como em vendas.
Uma indústria que fabrica um insumo agrícola, por exemplo, tem como seu cliente um intermediário que facilita a aproximação e a venda desses produtos ao produtor rural. Então como é que esta indústria denomina o produtor? Normalmente “consumidor” ou “usuário”. Compare agora o nome com que o chamam com “essas pessoas maravilhosas que compram os nossos produtos”. É o diâmetro oposto!
Onde podemos chegar com isso? Mesmo que o seu negócio seja business-to-business, sugiro que você liberte-se dessa estreita e limitada obsessão pelos intermediários da sua cadeia de venda e desenvolva amor por aqueles que estão lá no final dela. Pensar que eles são seres humanos reais, dotadas de cérebro e de coração é o que o colocará na perspectiva correta no momento de produzir o melhor planejamento de novos produtos ou serviços, o projeto de comunicação, a técnica de atendimento, a estratégia e a orientação à venda que será realizada por aquele canal.
Em negócios do tipo business-to-consumer, este conceito se enquadra mais ainda a você.
Não importa qual seja o seu setor. Encare os seus consumidores com mais carinho e consideração. Talvez assim você conclua serem eles “as pessoas maravilhosas” que fazem parte da sua vida de modo muito mais digno do que você jamais foi capaz de calcular.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, maio 01, 2014

PARECIA SER UM GOLPE

ABRAHAM SHAPIRO

Por volta de 1880, um jornal de Nova York publicou um editorial, cumprimentando a polícia por ter prendido um homem que se ocupava em ludibriar a população. Eis o texto:
“Um homem com 45 anos foi preso na cidade por tentar extorquir dinheiro de pessoas ignorantes e supersticiosas. Ele exibia um aparelho que, segundo seu discurso, transmite a voz humana a qualquer distância, por meio de fios metálicos. Ele chama o instrumento de telefone. Qualquer pessoa bem informada sabe que é impossível transmitir a voz através de fios e que, se isso fosse possível, não teria quase nenhum valor prático”.
Alexander Graham Bell
Aquele homem era Alexander Graham Bell. 
Todos nós conhecemos muitos daqueles casos em que as pessoas continuam fazendo coisas de certa maneira, e não necessariamente do modo certo, só pelo fato de que “sempre fizeram assim”.
Há alguma coisa na natureza humana que nos causa um choque frente a ideias novas.
Não suportamos ver nossas crenças e preconceitos perturbados.
No entanto, para se usufruir das oportunidades da vida, é preciso abrir-se e ver as coisas desde ângulos diferentes, questionando o porquê das ideias.
Um jovem recém formado em administração, em visita a uma companhia com seu professor, faz um comentário:
- “É espantoso como esta empresa sobreviveu até agora com tamanha desorganização!”.
O professor, por sua vez, expressa sua visão de outra forma, e diz:
- “Já pensou como ela estaria hoje se fosse organizada? Avalie o potencial que está por trás disso!”.
Esta foi uma verdadeira aula de como observar sem depreciar!
Descobrir o novo no velho, o extraordinário no ordinário, e vislumbrar soluções que outros não percebem é fruto antes de tudo de ousadia e coragem. O fato incontestável e útil por trás disso é que, treinando nossa visão para que seja positiva, teremos desenvolvido a capacidade de avaliar os fatos de forma mais correta e de modo a produzir mais conforto pessoal.
Vale muito esforçar-se para conseguir tal competência.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, abril 29, 2014

ENTREVISTA COM ELIE HORN - CYRELA BRAZIL REALTY

ABRAHAM SHAPIRO


Elie Horn é um dos empresários de maior sucesso no setor de construções do país. Ele é diretor presidente da Cyrela Brazil Realty.  Em uma de suas raras entrevistas à imprensa,  fez revelações importantes e que merecem ser analisadas e aprendidas.
Fiz um apanhado geral de suas falas mais significativas e as publico a fim de que meus leitores e ouvintes façam bom proveito.
Vamos à seleção:
1.      A chance de quebrar a cara numa época de crise é muito maior do que a de ganhar com ela. Por uma questão de sensatez, o melhor é ficar quieto. Aprendi que a melhor maneira de lidar com esta situação é se recolher, esperar as coisas acontecerem e sobreviver. Se você sobrevive, consegue ganhar depois. Se não sobrevive, não vai ganhar nunca. O negócio é pensar que o melhor lucro será o lucro futuro, e não o presente.
2.      Aprendi a apanhar, calar a boca e não ter orgulho. Talvez seja a maior lição que uma crise traz para todos. Em geral a humanidade é arrogante. Mas uma crise faz todo mundo pagar o preço. Teve gente que pagou muito no passado. Outros pagaram pouco, mas todo mundo pagou. Quando a crise de 2008 começou, ouvi palestras e conversei com uns 100 especialistas. A verdade é que ninguém conseguia prever nada. E nunca consegue. Para mim, é uma lição divina para a humanidade, que diz: "Fique mais quieto, não seja arrogante, seja mais humilde, não pense só no lucro".
3.   É preciso cortar custos, aprender a trabalhar com metas menores de crescimento - aliás, muito menores. Vou falar um negócio estranho: se você lançar muitos produtos pode quebrar a cara. O meu negócio na área de construção por definição tem fluxo de caixa negativo. Se amanhã faço um prédio e vendo tudo, mesmo assim o fluxo de caixa será negativo. Terei de comprar um terreno, fazer o lançamento, arcar com despesas comerciais, tocar a obra e no começo o dinheiro que recebo é menor do que o dinheiro que gasto.
4.     Por isso, eu monitoro o caixa o tempo todo. Normalmente quando uma crise chega, ela vem muito rápido e ninguém está preparado para paradas bruscas nas vendas. Num mês, vendas absurdas. De repente, a crise derruba as vendas pela metade de um dia para o outro.
5.    Quando tem crise, a gente para, fica bonzinho. Quando tem boom, a gente acelera. Não quero ir contra a crise, não quero ser herói de causas perdidas. Não adianta falar agora: "Vou vender de qualquer maneira". Quem diz isso é ignorante ou estúpido. Em toda crise falta dinheiro, falta demanda. Fazer o quê? A prioridade, nestas horas, é preservar o nome, a honradez, a empresa.
6.    Para as pessoas que trabalham comigo é sempre muito difícil entender uma crise, é um inferno. A luta interna é muito pior do que a externa. As pessoas não conseguem entender o cenário macro. Lá fora havia sintomas da crise desde julho de 2007. Os sintomas americanos estavam muito claros, e o fato de mantermos contato contínuo com economistas, analistas e banqueiros que vêm todo dia aqui fez com que percebêssemos o que ia acontecer. Não sabíamos com que intensidade nem com que rapidez, mas sabíamos que a tempestade chegaria. Quanto mais perto a crise chegava, mais eu me dedicava a entendê-la. Mas valeu a pena. Se amanhã ficar claro que erramos um pouco nas previsões, podemos até perder um pouco de participação de mercado. Mas é melhor perder mercado do que perder as calças.
7.   Tudo o que a empresa faz hoje tem relação com o conceito de perenidade. Estou com 64 anos. Trabalho para que a empresa sobreviva 1 000 anos. Hoje mesmo tivemos uma reunião estratégica na qual discutimos como a empresa vai sobreviver às crises que virão no futuro.
8.      Recentemente, a Cyrela divulgou a previsão de resultado do quarto trimestre. O mercado reagiu mal e as ações caíram 5% em apenas um dia. Sabe como é que o senhor lidar com esse tipo de pressão? A primeira vez em que o namorado pega na sua mão da namorada, ela sente uma emoção forte. Na segunda vez, aposto que não é a mesma coisa... E depois, vai sendo cada vez diferente... Com os analistas é a mesma coisa. Na primeira vez em que eles falam sobre sua empresa você vai atrás. Hoje já não presto muita atenção nisso, caso contrário mataria a empresa. É preciso olhar as reações do mercado com bom senso para que a companhia se preserve. Os números de vendas caíram - e era natural que isso ocorresse. Quero saber quem é o herói que consegue vender mais na crise. Eu não sei como se faz isso. Quero aprender. Se você me ensinar, agradeço.
9.      Trabalho seis dias por semana, numa média de 15 ou 16 horas por dia. Durmo 5, 6 horas e acabou. O resto é trabalho. Isso tem sido minha rotina há 46 anos. Aos sábados, eu paro. É uma bênção, porque é o único dia em que sou obrigado a parar. Aos sábados, leio, me espiritualizo, converso e passo meu tempo em casa. É o único dia em que estou livre, em que não sou escravo. Nos outros dias da semana sou escravo, no bom sentido. Domingo é dia de produção normal.
10.  Não revelo meu ponto fraco pra ninguém. Não posso. O importante é não repetir os nossos erros. Errar é humano, perseverar no erro é diabólico. Se você repete um erro, você é burro.
11. Quando um negócio não dá certo, calo a boca, tento aprender com os erros e faço outra coisa. Estou acostumado a perder e seguir em frente. Se não for humilde, vou apanhar mais. O humilde sofre menos porque está acostumado a apanhar. Tive uma aula de religião muito boa ontem. Sabe o que eu aprendi? “O que é este mundo? Por que Deus o criou? A resposta, em uma palavra, é: teste. Sou testado o tempo todo como homem, pai, marido, empresário, construtor. O teste consiste em evoluir, cada um na sua profissão, e deixar o mundo um pouco melhor do que quando chegamos a ele. Deus criou o homem imperfeito de propósito, para que ele possa melhorar o mundo. Se você acerta mais do que erra, você já evoluiu. Se for o contrário, você é um desastre.
12. O tipo de executivo que eu gosto de ter trabalhando ao meu redor? Primeiro tem de ser honesto. Depois tem de ter boa índole e ser trabalhador. O mais importante é o caráter. A inteligência vem depois. E tem de vestir a camisa da empresa.
13.  Deus cria seres diferentes, com credos diferentes, para cada um, no fim, chegar a Ele à sua maneira. Acredito em Deus e na missão humana. Qual a minha missão nesta Terra? Primeiro, fazer o bem. Grande parte do meu patrimônio, não vou dizer quanto, irá para a caridade. Meu pai doou 100% do que tinha. Como isso dá um significado ao trabalho? Eu posso transformar o produto do trabalho em dinheiro e depois usar o dinheiro para ajudar pessoas menos favorecidas. O dinheiro pode ser santificado, quando ajuda a salvar pessoas.
14.   Estamos aqui com a missão de ligar o espiritual ao material. Na hora em que você ganhou um tostão e esse tostão ajuda a salvar uma criança, você santificou e dignificou o dinheiro fruto de seu trabalho. Nessa hora, tudo o que parece ser egoísta deixa de ser.
15. Hoje, Bill Gates e Warren Buffett são os maiores heróis do empresariado e da filantropia. Eles deram o exemplo de como as coisas têm de ser e conseguiram unir as duas coisas. Ainda não está claro o que eu vou fazer. Parte da minha missão é fazer com que o homem se aproxime mais de Deus. Hoje ser crente está um pouco fora de moda, mas isso está errado. A gente não pode ter vergonha de acreditar em Deus. Se todos os homens fossem mais religiosos e respeitassem a ética e o bem, não haveria tanta violência no mundo, nem maldade nem pobreza. O que precisamos é fazer com que isso aconteça. Não é tão fácil, não é tão óbvio e não está na moda também. Mas essa é a nossa missão.

______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, março 27, 2014

OS PLANOS ESTRATÉGICOS NÃO SÃO MAIS OS MESMOS

ABRAHAM SHAPIRO


Ainda existe gente que nutre expectativa em Planejamento Estratégico e se põe a escrever um punhado de coisas que são, na melhor hipótese, intenções boas e nem um pouco mais que isto. E acham que cumpriram seu dever.
Ocorre que, no ambiente de negócios de hoje, a perspectiva de seis meses já é uma alucinação! Não só no Brasil. No mundo!
Planejamento Estratégico é uma bonita expressão para se utilizar em conversas empresariais. Soa como música aos ouvidos de muitos executivos. Mas sua efetividade está cada vez mais baixa em função dos prazos costumeiramente praticados.
Por tudo o que tenho visto, a frequência ideal para os diretores de uma empresa promoverem uma sessão de estratégia não deve ser anual, nem semestral, mas – pasme!!! – “várias vezes na semana”. Já há quem viva esta realidade intensamente. E já colhe lucros por ter entendido isso.
Um dos meus clientes, uma multinacional, acabou definitivamente com as salas privativas para diretores. Todos agora sentam-se junto a uma grande mesa, inclusive o diretor presidente. Ali se vê um computador, um telefone e um caderno de anotações para cada um. Neste formato desenvolvem a maior parte das ações internas e discutem situações pré-programadas ou contingenciais. Quatro secretárias cuidam dos assuntos gerais de todo o grupo e as salas onde antes alocavam as diretorias passaram a ser usadas para reuniões privadas dos gerentes com visitantes. Depois disso, a integração de todos os setores ampliou-se a níveis anteriormente quase impossíveis. A “estratégia” passou a ser um assunto tratado a todo momento.
Plano Estratégico! Cuide para não confiar demais nisso! Esqueça cinco anos. Esqueça um ano. Com alguma sorte, você poderá estruturar um plano mensal que faça algum sentido quatro semanas depois.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, março 26, 2014

OS DESEMPREGADOS DE AMANHÃ

ABRAHAM SHAPIRO

Quando o assunto é produtividade, o que vem à mente de muitos é o chão de fábrica. Não é o que vem à minha. Eu penso também – e principalmente – no pessoal do escritório.
Qualidade e produtividade são itens que precisam atingir os burocratas e suas estruturas complicadas e lentas. Está na hora de construir uma nova base administrativa, que seja simples e eficiente.
Em 1970, um cargueiro de madeira demandava 108 homens e cerca de cinco dias para descarregá-lo. Isso significava 540 homens-dias. Com a amplificação do uso de contêineres, aquele mesmo trabalho, hoje em dia, é executado por oito homens em um só dia,  ou seja, oito homens-dias. Resultado líquido: 98 % de redução na necessidade de mão-de-obra.
É preciso uma revolução nas áreas de trabalho que têm lugar “sob ar condicionado”. Tudo ali carece de ser otimizado. E não só. Os softwares, os websites, os processos de negociação e venda, tudo o que tem a ver com administração.
Eu tenho certeza de que, muito em breve, a competição e a crise que vem por aí mudarão muito o ritmo e o trabalho das centenas de pessoas apinhadas nos tantos escritórios das empresas. Ficarão somente os melhores, os mais ágeis, os mais flexíveis e os que aprenderem a decidir conforme a realidade imposta por clientes e pelo mercado.
Quem estiver fora destes parâmetros já está sem perspectivas hoje. Amanhã, provavelmente estará imóvel, numa função irrelevante.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, janeiro 22, 2014

TRANSFORMAÇÕES NA AGRICULTURA

Para ouvir esta postagem, clique AQUI


ABRAHAM SHAPIRO

Eu atendo três empresas do segmento agrícola pela minha consultoria. Acesso farta literatura do setor. Ao ler textos mais antigos, observo que muita coisa mudou. E não se trata apenas de área plantada, rebanhos ou produtividade. A coisa está mudando na esfera das pessoas.
Exemplo. O principal personagem da agricultura chamava-se: roceiro. Progrediu para lavrador. Depois para sertanejo, camponês, homem do campo, agricultor, produtor rural, e, hoje, ele é denominado: “empresário do agronegócio”.
Há um mundo de visões por trás disso. Dicas poderosas que podem ajudar todos os envolvidos com este ramo.
O investidor rural é, atualmente, um empresário com direito a tudo o que a palavra encerra.
Mas será que as empresas fornecedoras de produtos e serviços sabem disso? Dão a ele tratamento compatível? Penso que muitas ainda persistem na abordagem  tipo: “Jeca Tatu que tomou banho e vestiu-se melhor”. Não é isso. E muito menos um comprador compulsivo de caminhonetes e carros importados.  
Um competente profissional agrônomo disse-me, outro dia:
- “O que o empresário do agronegócio mais deseja, hoje, não é detalhes técnicos de produtos. Ele anseia por serviços que agreguem aprendizagem sobre como gerir bem e obter resultados de seus negócios, como: finanças, tecnologia, gestão, indicadores, planejamento, sucessão familiar da empresa e coisas assim. Já, o blá blá bá de vendedores, pesquisadores e ruminantes de descobertas ou mágicas, isso está num plano quase desprezível. A parceria que ele quer é com quem traga utilidades práticas para seu negócio!”
Que bom ver as coisas irem para este lado.
Na minha visão, o que virá a seguir é a noção crescente de valor. Cada vez mais a produção de commodities receberá incrementos de valor – em termos de produtos, produtividade e qualidade.
Só então sairemos do nível de simples celeiro do mundo para o digno papel de país sério e comprometido. Que venha logo esse tempo.
 ______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, dezembro 03, 2013

TEORIAS: PARA QUÊ SERVEM?

ABRAHAM SHAPIRO


Eu era pequeno ainda quando ouvia meus pais falarem, a boca pequena, da perseguição a conhecidos professores que acreditavam no comunismo como a solução a todos os problemas.
Não parafraseando o rei David em um de seus salmos,  fui moço e agora estou a caminho de ficar velho. Hoje vejo em todas mídias as pragas lançadas sobre o modelo de empresa familiar. Gurus de todas tribos exaltam com notável insistência à empresa não-familiar.
E eu penso comigo: “Mais radicalismo? Olhe aí o Schumpeter fazendo a cabeça de quem não sabe julgar”. Para o seu conhecimento, Joseph Alois Schumpeter foi um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX. Sua teoria é de que nas grandes corporações os indivíduos seriam substituídos pelo trabalho coletivo de especialistas.
Pois é. Primeiro foi Karl Marx, falando de um mundo ideal em que o comunismo era a solução. Depois  Schumpeter dizendo que a empresa ideal seria a não-familiar.
Calma lá, pessoal!
Ninguém pode afirmar absolutamente que eles estavam errados. Mas o tempo e a prática mostram que eles também não estavam certos. Rússia e Cuba são exemplos de falência.  China? Cede dia a dia ao capitalismo.
Enquanto isso, corporações gigantescas da América do Norte e Europa desafiam os fundamentalistas para quem a solução para os negócios familiares seja deixarem de ser o que são.
Não. Não é!
Resolver e equalizar a família? É mais do que necessário.
Educar e preparar sucessores para que vençam as etiquetas pejorativas do empresário familiar – ou seja, o pragmatismo beligerante, o imediatismo e a centralização burra –, não é só óbvio, como sábio. E incluem-se outros qualificativos odiáveis à lista: o nepotismo, o paternalismo e a síndrome de realeza.
Lembrem-se: a empresa moderna nasceu historicamente como negócio familiar. E por muito tempo famílias cederam seus nomes às empresas tornando-se, depois, mundialmente famosas.
Teorias radicais vão e vem. Por mais força que tenham, pouquíssimas vezes sobrevivem à passagem do mesmo século em que surgem.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, outubro 21, 2013

AJA HOJE!

ABRAHAM SHAPIRO

Você pode criar uma empresa e dizer que tem cargo para todo mundo nela. Mas não é nada interessante que todos os membros da sua família olhem para a empresa como única opção de trabalho na vida.
Na medida em que um indivíduo abre mão de seu sonho e vai trabalhar na empresa do pai por falta de opção, a probabilidade maior é de que ele seja frustrado no futuro. Mais ainda. É provável que ele entre num processo de disputa de poder com os irmãos e outros herdeiros porque não é possível coexistir quatro presidentes e nem dá para todo mundo ser diretor por decreto.
O processo sucessório numa empresa familiar deve ser planejado levando em consideração as particularidades de cada grupo familiar e empresarial. De preferência, o processo deve ser iniciado com a presença do fundador da empresa e com a participação ou o aval de todos  envolvidos. É preciso que haja durante todo o processo um clima de diálogo para tratar dos conflitos já existentes e dos que poderão surgir.
Acima de tudo, os herdeiros devem ser conscientizados de que não vão herdar uma empresa ou uma máquina de realizar prazeres pessoais, mas uma sociedade composta por pessoas que não se escolheram. Assim, separar claramente os conceitos de família, propriedade e empresa é uma lição não apenas básica, mas imprescindível.
Durante este processo, o clima de diálogo é o segredo para um futuro pacífico.
Benefícios fortes como paz,  entendimento e harmonia não se conquistam apenas rezando ou fazendo votos. Dependem de preparo, de educação e de disciplina em doses leoninas para que aconteçam pelo justo bem de todos.
Você vê deste  modo? Se ainda não, que tal começar a preocupar-se em saber o que acontece nas principais organizações familiares e como alcançaram bons frutos na sucessão? É a sua chance de ver hoje o que talvez o futuro não lhe permitirá ver ou mesmo planejar.      
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 24, 2013

TEMPO DE PRODUZIR RESULTADOS

ABRAHAM SHAPIRO

O IBGE informou que as vendas no varejo subiram 1,9% em julho em relação a junho. Isto é 0,3% acima do esperado.
O governo chama a isso “sinal de vitalidade” da economia. Mas há temores do repasse da depreciação do real para os preços ao consumidor nos próximos meses.


De forma genérica,  a economia brasileira perdeu aquele entusiasmo todo que marcou os anos anteriores. Muitos falam em estagnação.  A maioria sente isto – no âmbito pessoal.
Sabe-se que a partir de agora as empresas venderão menos. As indústrias produzirão menos. Haverá cortes discretos de funcionários,  isto é, leve redução de quadro e acúmulo de funções sobre os que remanescerem.
A pergunta natural que todos fazem é: “Quais colaboradores ficarão?” Resposta: “Os que apresentam maior produtividade”.
Portanto, não existe outra palavra de ordem  além de: “Trabalhe com vontade, aproveite o seu tempo e produza mais do que produzia até aqui”.
Como conseguir isto?  
As empresas tendem a promover mais treinamentos in company para auxiliar seus funcionários a aumentar sua produtividade. Mas você precisa ter inciativa pessoal.
Faça cursos práticos que lhe ajudem a ser mais eficiente. Mas não vá fazendo qualquer um ou frequentando palestras de motivação ou liderança. Isto quase sempre é oportunismo de gente aproveitadora. Tome referências da utilidade do evento proposto antes de gastar o dinheiro que poderá fazer falta.
Melhore a sua capacitação. Leia mais. Estude. Tenha foco. A sua e todas as outras empresas precisam de resultado. Não é hora de bla bla bla.
Então pare de falar a esmo e de justificar porque você tem feito menos do que devia. Trate de virar este jogo a seu favor. Desenvolva-se efetivamente.  E permaneça no seu posto por mérito e conquista.
Num mundo prático como o nosso, não se permita correr atrás de bobagens e perda de tempo. Pare de olhar para a teoria e aumente o seu pragmatismo. Faça resultados!
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, junho 26, 2013

ANTES QUE A JANELA SE FECHE

ABRAHAM SHAPIRO


O Brasil carece de melhorar a produtividade, dizem os técnicos. Para mim não é só isso. Acho que precisamos também de criatividade. Mas criatividade começa com uma predisposição mental. E a nossa não está muito predisposta, não.
Somos como aquele fotógrafo que, no momento de acionar o botão da câmera, pensa: “será que a bateria está carregada?”. E ao apertar o dedo, descobre que se esqueceu de carregá-la. Ele tinha tudo para o registro da cena mais fantástica de sua carreira. Mas não cumpriu o mais simples e básico.
O Brasil está hoje no lugar de seu maior potencial, no ponto auge de encontrar as respostas certas para os seus grandes dilemas. Mas ao julgar que está pronto e bom, vê a janela das oportunidades começar a se fechar.
Faltam-nos duas atitudes: “sequência” em aperfeiçoar os processos que começaram a dar certo,  e “frequência” em mantê-los funcionando.  Estamos sempre começando coisas novas, sem concluir as antigas. Esta falta de continuidade nos faz vulneráveis.
Paixão temos de sobra. Mas não depende só disso. Muito menos de mais uma Copa do Mundo. Mas de visão técnica e de perseverança.
Produção neste país vale nada. Não se veem incentivos para produzir, criar e desenvolver. Nunca – em toda a história – a indústria foi tão desprezada.
Se nós nos importássemos pouco mais com a produção, nossas conquistas seriam consistentes e duradouras. As pessoas se sentiriam engajadas. Suas conquistas teriam valor. Mas a ação é outra. Preferem dar dinheiro para a população ir às compras. E chamam a isso “país rico”. Até quando? Impostos aumentam, enquanto o povo vive uma ilusão destrutiva e degradante.
Temo que deixemos passar o grande momento da nossa história. Oportunidades são um banquete servido a todos.  Os que dele comem alcançam o melhor da vida. Os que o desprezam, terão fome quando a mesa estiver limpa.
O Brasil tem sorte. Muita sorte. Minha dúvida é: será que tem visão?
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, maio 20, 2013

(PÉSSIMOS) HÁBITOS DA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

O meio influencia as pessoas.  É por esta razão que adotamos limites na educação de nossos filhos. 
Aristóteles dizia que nossas ações viram hábitos, os hábitos viram nosso caráter e o caráter se transforma em nosso destino. As pessoas se acostumam com o bem e o mal. O negativo torna-se vício, assim como fazer coisas erradas.
O que antes o fulano rejeitava, já não o faz hoje. Já virou normal.  Até ontem ele podia evitar. Hoje enraizou. Mudar este hábito irá exigir dele a energia de uma bomba atômica.
Com empresas é assim também. É o que explica a perda de mercado mesmo em momentos de oportunidades gigantescas e incríveis de crescimento.  Maus hábitos levam qualquer bom negócio a evaporar como éter. Sintomas principais? Indiferença com planejamento, ódio à estratégia, e  desinteresse pelo cliente. 
Durante a crise de 2008, os negócios de uma média empresa passavam por apertos. Realizaram um investimento importante na implantação de uma central de pesquisa de satisfação de clientes.  O direcionamento técnico e comercial que conseguiram com essas pesquisas promoveram mudanças significativas na qualidade do produto. Os resultados foram imediatamente vistos por todos.
Assim que os negócios melhoraram e o caixa fortaleceu, a pesquisa passou a segundo plano. Atrasos, perdas significativas na qualidade dos produtos e a crescente detração de clientes já não importavam mais. Os indicadores caíam semana a semana. Mas todos estavam fascinados com o crescimento quantitativo das vendas. 
Questionado a respeito, o diretor declarou: “Não se preocupe. O mercado compra tudo. É só produzir”.
Saiba que isto não é só possível, como acontece com imensa amplitude.  O culpado? São os hábitos. Assim como pessoas perdem a sensibilidade por causa dos vícios, as empresas se autodestroem e se  autodemolem mesmo quando os números dão sinais de prosperidade. 

Sabe por quê? Não é função de força ou fraqueza aparentes. É mais oculto. É mais interior. É, antes de tudo, questão de caráter das pessoas que a dirigem.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, maio 03, 2013

PARA ONDE VAMOS COM TANTOS ESPECIALISTAS?

ABRAHAM SHAPIRO

Chamado às pressas no meio da noite, o médico chega esbaforido à casa de um rico empresário cuja esposa adoeceu. Ele pede a todos que se retirem do quarto para examiná-la.
O marido, apreensivo, colado à porta, ouve barulhos estranhos. Após alguns minutos, o médico enfia a cabeça pela porta e lhe pergunta:
- O senhor tem um alicate?
O marido busca um alicate. A porta torna a se fechar.
Mais barulho estranho. Instantes depois, a cabeça do médico reaparece:
- O senhor tem uma chave de fenda?
Espantado, o marido busca a ferramenta.
Mais tempo passa, e de novo:
- O senhor tem uma furadeira?
E agora, o marido, desesperado questiona:
- Furadeira? O que é que a minha esposa tem?
- Ainda não sei - declara o doutor - Não consegui nem abrir a minha maleta ainda!

Leonardo da Vinci foi pintor, músico, arquiteto, inventor e muito mais. E saiu-se bem em tudo o que fez. Hoje em dia, dificilmente as pessoas têm senão uma habilidade específica. 
Vivemos numa época que pode receber o apelido de Era da Especialização. Dificilmente um profissional sabe discorrer sobre outra área que não seja de seu métier. Nunca tivemos tantos especialistas e, ironicamente, tão baixa qualidade nos serviços.
Mas a nossa capacidade essencial pode muito mais do que isso! E por que não somos mais? O que talvez esteja ocorrendo é que a exigência de qualquer desempenho traduzir-se  em altos e crescentes resultados financeiros tenha se transformado numa obcessão, e isso diminuiu o valor da dedicação a áreas complementares ao bom desempenho, como: o estudo, a leitura de bons livros, a dedicação à arte, a um hobby etc.
Estamos e somos função de uma única variável. E ela é o trabalho com o fim de produzir dinheiro e mais dinheiro.
O que ganhamos realmente com isso? Nunca fomos tão pobres, a despeito dos jornais falarem em bilhões e trilhões em cada edição.
Nesta geração, os pais desconhecem seus filhos. As crianças aprendem comportamentos básicos com  babás e professores que também não educam seus próprios filhos, pois estão lutando por um salário enquanto cuidam dos filhos dos outros.
Tanto trabalho tem resultado em muito mais amargura do que a esperada prosperidade financeira no seio da família.
Há algo errado! Estou certo de que todos veem, mas temem admitir. Todos vivem um terror silencioso. Todos sabem estar nadando contra a correnteza.
É chegada a hora crítica de ao menos pensarmos a respeito.
As doenças do corpo estão sendo desveladas. Mas as enfermidades da alma só crescem, sem cura. Mantido este cenário, o próximo nível em que entraremos será de crise existencial em proporções jamais vistas. Eu já a sinto se alastrando.
A responsabilidade é de todos, de cada um de nós.
Por mais patológico que esteja a “alma do mundo”,  temos ainda o poder, por nós próprios, de dar novo sentido à vida e ao trabalho, e enxergar estes elementos desde uma perspectiva menos materialista, mais ampla e útil para melhorar este nosso mundo. 
Pense a respeito. A família – confusa, e já quase perdida – agradece.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, fevereiro 19, 2013

NÃO DEIXE HOLLYWOOD DETERMINAR O SEU RUMO PROFISSIONAL

ABRAHAM SHAPIRO


Talvez você não tenha observado, mas Hollywood – fonte inesgotável das formas de artes mais comerciais –  é também o melhor indicador sobre o zeitgeist*.
*Nota: Zeitgeist significa “espírito da época”, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo em determinado período de tempo.
Uma das repercussões dos filmes de Hollywood é induzir jovens da classe média sem vocação em particular a seguir determinadas profissões.
Atualmente essa profissão é a Tecnologia da Informação. Essa tendência começou há quinze ou vinte anos, e é por isso que o novo filme "JOBS", com Ashton Kutcher no papel de Steve Jobs – o fundador da Apple –, está em evidência, assim como outro dia era "A Rede Social", sobre Mark Zuckerberg, do Facebook.
Atletas, cantores, policiais e assaltantes estão sempre na moda. Mas a sociedade também precisa de modelos no mundo do colarinho-branco para ser seguidos pelos jovens. Observe como eles sempre aparecem nos principais filmes.
Houve um tempo em que o jornalismo dominava as telas do cinema. Tintim e Super-Homem eram repórteres. "Cidadão Kane" era um magnata dos jornais. "A Doce Vida", de Fellini, conferia glamour à disseminação dos tabloides na Itália com Marcello Mastroianni como jornalista.
Depois, foi a vez da área bancária assumir o controle. "Wall Street”, "Uma Secretária de Futuro" são expoentes dessa tendência. Nestes e em outros filmes daquela época os homens das finanças aparecem como "mestres do universo", "figurões" que não paravam nem para comer direito.
Os advogados – não os empresariais, mas os criminalistas ou promotores – são o mais frequente recurso de emergência de Hollywood quando nenhuma outra profissão parece badalada o suficiente.
Mas a coisa mais importante a considerar sobre isso é: “Não ceda à pressão social. Investigue bem a sua vocação e siga-a. Não acompanhe a moda! Você tem de encontrar motivação e bom ânimo todos os dias para lutar pelo seu sustento em qualquer profissão que escolher. E isto, nem Hollywood ou qualquer indivíduo deste planeta jamais fará por você. Portanto, leve a sério a sua profissão e seu trabalho!”
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

UM BANCO DE RESERVA DE TALENTOS

ABRAHAM SHAPIRO


As empresas estão aumentando cada vez mais os investimentos para desenvolver seus talentos internos através de frequentes treinamentos, campanhas de incentivo e convenções para alinhamento de interesses.
Nem isso tem sido suficiente para resolver a escassez de mão de obra em algumas áreas que exigem profissionais mais qualificados.
Assim, os departamentos de RH proativos antecipam as demandas de contratações e estão criando um banco de currículos com talentos de fora.  Algumas empresas têm ido além formando um “banco de reservas”,  a exemplo do que se vê nos times de futebol – que chegam a ter um time paralelo ao titular.
Os RH´s sondam concorrentes e abordam possíveis candidatos a vagas que nem sequer foram abertas. Com isso, alimentam seus estoques de talentos utilizando as redes sociais –  com destaque para o LinkedIn –, fóruns de discussões on-line e até prêmios concedidos por associações de mercado a pessoas que estão se destacando.
O primeiro contato é feito pela internet, com ajuda das redes sociais. Na segunda etapa é realizada uma entrevista pelo Skype. Caso o profissional goste da empresa e queira participar de um processo, o RH apresenta alguns desafios reais que a companhia tem enfrentado e aplica "jogos de valores" para entender se o potencial candidato está alinhado à cultura corporativa.
Caso haja um encantamento mútuo, o candidato pesquisado é convidado a participar de entrevistas presenciais assim que abrir uma vaga.
No entanto, os melhores resultados têm sido colhidos pelas empresas que firmam uma boa parceria com as agências de emprego e headhunters especializados. Eles traçam conjuntamente as ações estratégicas que trarão os talentos desejados e compõem, assim, um cadastro ativo de profissionais.
Agências bem referenciadas oferecem o sigilo necessário para estas situações. Elas têm profissionais treinados e focados nas ações de busca de perfis específicos.
Conheça as melhores agências e/ou profissionais caça-talentos de sua cidade ou região. Você obterá ganhos efetivos em conhecer e usufruir de seus serviços.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

POR UM NOVO RH

ABRAHAM SHAPIRO


Os próximos vinte anos serão de violentas transformações no mercado de trabalho do Brasil. A população está envelhecendo e a entrada de jovens no mercado deverá diminuir. Como consequência, as posições de liderança terão novos atores. Um grande número de pessoas na faixa dos 60 a 80 anos estarão em plena atividade dentro das empresas.
Diante disso, as perguntas a serem feitas são: Quem está preocupado com isso? Se há alguém preocupado, o que ele está fazendo de efetivo?
A maioria dos RH´s das empresas continua aplicando as mesmas ferramentas de treinamentos, as avaliações de desempenho nos formatos antigos e realizando as pesquisas de clima de sempre. Nenhuma dessas ferramentas foi incluída neste novo contexto ou visão.
Os sistemas de remuneração são iguais há décadas. Todos sabem que é preciso mudá-los. Mas ninguém sabe como. Ou seja, tudo continua como era antes. Perguntas sem respostas, amostras defasadas, organizações que não sabem por que as pessoas não se contentam com o ambiente de trabalho. E para selar esse status, aquela antiga questão continua sem resposta: "Como reter talentos?”
Chegou a hora de começarmos a promover as necessárias mudanças. É hora de iniciar a formação de profissionais capazes de enxergar estes desafios novos e de trazer para o presente as grandes discussões do futuro.
O RH terá de ouvir sociólogos, antropólogos, entender e discutir o macro para avaliar como isso se refletirá no micro do seu dia a dia. Depois, converter essa leitura em processos que alavanquem a vida das pessoas.
Isto é ser estratégico!
Estamos vivendo agora a maior de todas as oportunidades para o profissional de RH inovar e fazer a diferença na sociedade, já que é ele quem deve interpretar os desejos da sociedade dentro da organização. Suas observações devem nortear grandes decisões corporativas.
Será que também estas chances acabarão desperdiçadas por conta de mentalidades retrógradas e ou visões míopes? Não há mais tempo a perder.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

MERCHANDISING E CONSUMO VIRAL

ABRAHAM SHAPIRO


A palavra "novo" é fascinante sobre o ser humano. Um novo item ou tecnologia, uma nova versão de qualquer coisa, um novo design ou layout é mágico.
Introduza algo novo no mercado e as pessoas estarão imediatamente curiosas a respeito. Uma prova disso é a saudação popular em que se diz: "O que há de novo?", em vez do tradicional: “Olá, como vai?”.  Esteja certo de que você  jamais ouvirá alguém dizer: "O que há de velho?".
Sempre que um novo produto ou serviço entra em cena existe uma possibilidade dele se converter numa "tendência". E se uma nova tendência atrair o interesse do consumidor existirá a probabilidade dela se tornar viral e se espalhar em ritmo crescente entre os vários grupos de pessoas coligadas a este consumidor. Isso pode definir a demanda e a perenidade de um produto, além de ampliar sua venda a níveis surpreendentemente altos.
O comportamento do consumidor é algo que muda tanto com o tempo quanto com sua situação econômica. Se a economia vai bem, ele consome de um modo; se vai mal, de outro modo. Mas consome sempre!
Em qualquer que seja o cenário, o papel do varejista consiste em comunicar ao mercado e aos consumidores tudo o que é possível sobre seus produtos.
Mas parece que só os bons varejistas se preocupam com isso. O que observo é o baixo interesse das demais empresas em contar a seus consumidores-alvo os  atributos, vantagens e benefícios dos produtos que comercializam ou produzem. Elas imaginam ser isto uma obrigação do consumidor – um engano terrível e lastimável!  É fútil dizer que consumidor nenhum tem tempo ou paciência para investir em conhecer um produto. Ele compra o que aprende com a propaganda ou com os meios indicativos.
A solução para este impasse é o merchandising.  Há, hoje, no Brasil, empresas especializadas em serviços completos de merchandising. Se você ainda não conhece, já se atrasou em experimentar os benefícios que elas oferecem e virar o jogo do consumo a seu favor.
Você não vende? Mostre o seu produto ao mercado. Dê destaque a ele. Contrate promotores de venda, degustadores; promova eventos que expliquem tudo o que há de novo e bom nele. Empregue o tempo inteligente e habilidoso do merchandising para atrair os clientes potenciais mais próximos que você ainda não atingiu. Sua concorrência sabia disso bem antes de você. E é por isso que ela está na frente!  
Anote aí e repita este mantra: “Merchandising é o componente mais importante para o sucesso na venda de qualquer produto”. E você não é exceção a esta regra!
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, fevereiro 12, 2013

O COMPORTAMENTO NA EMPRESA E AS LIÇÕES DO FACEBOOK

ABRAHAM SHAPIRO


Fiquei surpreso com uma matéria publicada em recente edição da revista Veja com uma pesquisa científica sobre o comportamento das pessoas no Facebook.
O estudo revelou que para muita gente o Facebook é uma fonte permanente de frustração e angústia. Há depoimentos intrigantes como o de uma jovem que estudava em Milão, Itália, e quando publicava suas fotos sorridentes, seus colegas sentiam raiva e inveja de sua felicidade, enquanto ela mesma se sentia solitária e triste por estar longe.
O texto menciona expressões de sentimentos fortes das pessoas pesquisadas como “olho gordo”, inveja, pseudo-felicidade, raiva, sensação de fracasso ante o sucesso dos demais, irritação com a beleza do outro, e muitas mais.
O levantamento, feito com cerca de 600 usuários assíduos do Facebook, mostrou ainda que mais de 30% dos entrevistados sentem desgosto frente à constatação de que os amigos on-line levam uma vida melhor que a deles.
Não me assustam os sentimentos das pessoas. Aos cincoenta e dois anos de idade, estou preparado para tudo. Minha surpresa se deu pelo fato simples de alguém ter tido a coragem de abordar o tema das emoções mais grosseiras e naturais dos seres humanos numa rede social. Durante vários anos eu tenho abordado exatamente isto referente ao ambiente de trabalho e me esforçado para mostrar quanto é obstáculo real para se atingir os objetivos das pessoas em suas carreiras e para a busca das metas das empresas.
Os funcionários se preocupam demais com suas competências técnicas e quase nada com o refinamento de suas emoções. No ambiente de trabalho existe competição, frustração, decepção de uns com o sucesso de outros, e até o desejo de provocar tropeços na carreira dos demais em favor de sua satisfação pessoal.
Quando escrevi e lancei o meu livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome”,  desenvolvi nele uma sequência de temas que visam capacitar o leitor a superar a maioria destes obstáculos, presentes em qualquer local onde existem pessoas e relacionamentos.
Fica aqui a indicação uma vez mais. Leia o livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome”. Coloque princípios ali preconizados em prática. Insista nisso. Aperfeiçoe-se e vença de verdade e completamente – não só pelo seu desempenho técnico!
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, novembro 19, 2012

O BIG DATA

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 19/11/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


Semana passada, atendi o Centro de Tecnologia do Itaú-Unibanco. Falei ao pessoal de Tecnologia de Informação sobre Gestão do Conhecimento – uma área de interesse crescente em empresas de todos os tamanhos.
O Banco Itaú é pioneiro no país no emprego da informação e da tecnologia na busca pela excelência organizacional e de serviços de ponta ao cliente.
Uma das minhas abordagens foi sobre o novo modelo de administração de dados, chamado Big Data.  Através dele é possível medir – e saber – muito mais sobre o negócio, e além disso converter tal conhecimento em decisões e resultados diretamente melhores.
Um bom exemplo é o varejo.  
Pense numa livraria física. Seu pessoal de vendas tem como saber quais livros vendem e quais não vendem. Se tiverem um programa de fidelidade, dá para saber até que cliente compra esse ou aquele livro. Só isso!
Imagine agora uma livraria virtual. O que é possível saber sobre os clientes que compram pela Internet? Ela pode monitorar não só o público que compra, mas também quais outros itens checa; como navega no site; até onde é influenciado por promoções e resenhas, pela forma como as páginas estão organizadas, semelhanças entre indivíduos e grupos, e mais, muito mais.
Esta livraria virtual criou algoritmos para prever que livro um certo cliente gostaria de ler  em seguida. O incrível é que estes algoritmos vão melhorando cada vez que o cliente aceita ou ignora uma recomendação.
Mas você deve estar pensando: “O que farei se não posso ter um sistema desse tipo?” Bem,  você tem um par de olhos? Um par de ouvidos? Funcionários que falam com clientes o tempo todo? Colecione informações partindo destas fontes. Registre-as em um caderno. Depois, analise cada uma. Veja quanto será  possível aproveitar. Clientes podem gerar ideias inovadoras para a empresa. Podem dar dicas sobre mudanças e adaptações a produtos e serviços.
Conheça o seu cliente. Saiba o que ele quer. Entenda do que ele gosta. Confie nele! Esta é a chave para um nível muito mais elevado de sucesso para os seus negócios... e para você.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, agosto 13, 2012

AS LIÇÕES NADA FÁCEIS DA CONCORRÊNCIA



Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 13/08/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.

ABRAHAM SHAPIRO


Dois amigos fazem trilha numa floresta do Canadá quando dão de cara com um urso faminto de 250 quilos. Um deles tira as botas e calça um tênis de corrida. O outro lhe pergunta:
- O que está fazendo? Você não consegue correr mais rápido que um urso.
O primeiro então responde:
- Eu sei. Mas só preciso correr mais rápido que você!
Esta história sarcástica nos ensina uma lição simples, porém, difícil de ser praticada em negócios. Concorrência exige que se estaja um passo à frente do concorrente para não ser comido por ele.
Há concorrentes famintos demais por aí. E quando você está tentando ir mais rápido do que o urso – o seu concorrente atual –  precisa ter certeza de que não irá encontrar um tigre ou uma hiena – um novo concorrente.
Mas você sabe onde está a dificuldade em manter-se um passo à frente da concorrência? Em mudar!
Os tempos atuais exigem de todos amplas mudanças  no modo de pensar, de planejar e de realizar. Isto subentende “capacidade de adaptação”.
Empresas com equipes fortes, com vendas fortes e com recursos fortes, ficam paradas olhando o que têm de forte, e se esquecem de que “não é o mais forte que sobrevive, porém o mais adaptado”.
O que é preciso então? Flexibilidade e agilidade, porque, se o ritmo de mudanças fora da sua organização é maior que o ritmo das mudanças dentro dela, você passará por maus momentos tentando sobreviver, e poderá ser comido.
Sabe como termina a história dos dois amigos na floresta? O segundo espera o primeiro sair correndo e então permanece parado porque ele sabe que ursos enxergam mal e só caçam presas em movimento.
Moral da história: na floresta ou nos negócios  é importante conhecer os hábitos de caça dos grandes carnívoros. Contudo, mais importante do que isto é saber como escolher amigos!
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, julho 26, 2012

NÃO OS MAIS FORTES, MAS OS QUE SE ADAPTAM



ABRAHAM SHAPIRO


Uma das obrigatoriedades do momento atual é que as empresas se adaptem ao surgimento de uma nova classe C no país. O valor de qualquer organização – e também de seus produtos e serviços – depende de sua adaptar a esta nova classe econômica.
Estamos falando de um novo mercado, formado por milhões de brasileiros. Sua grandeza? Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas diz que a proporção de miseráveis nas seis maiores regiões metropolitanas do país caiu de 35% para 25%, de abril de 2002 a abril de 2008. De lá para cá, isso mudou um pouco mais. Hoje, a classe média, que era 44% da população em 2002, chegou a 52%.
Segundo a FGV, os ganhos de renda dessa nova classe média são mais sólidos que em outros surtos de crescimento econômico no país, o que mostra que as oportunidades para empresas dispostas a explorar esse novo mercado podem ser duradouras. 
Olhando para isto, a multinacional de alimentos Nestlé  implantou um programa próprio para o atendimento às classes de baixa renda. Um dos motivos de sucesso da empresa foi a contratação do Instituto Fernand Braudel para desenvolver uma pesquisa de mercado que permitiu entender os hábitos de consumo dos menos favorecidos. A pesquisadora responsável pelo levantamento doi uma jovem de 22 anos, moradora em Capão Redondo, São Paulo.  Sendo popular e próxima dos moradores, ele deu as dicas ao Instituto daquilo que se transformou num grande projeto da multinacional.
A moça acabou contratada pela Nestlé, passando por várias áreas da companhia até desenvolver formas de alavancar as vendas e o marketing, em uma área estratégica conhecida como "Channel Category Sales Development".
A Nestlé se deu conta de que precisava de uma inteligência a mais para "fisgar" um mercado diferenciado e em expansão. Por meio desse estudo, tirou lições importantes:
1.       O consumidor mais pobre evita fazer compras diariamente, para não ter de gastar 40% do salário com condução até o supermercado.  
2.       Não dá muita importância para embalagens, mas valoriza a qualidade e a marca.
3.       Como gasta boa parte do dia indo para o trabalho ou voltando para casa, é natural que se alimente enquanto está em trânsito.
O resultado desse estudo foi o lançamento de toda uma linha de produtos em versões diferenciadas dentro de um sistema de venda direta aos consumidores.
Microdistribuidora da comunidade para
venda de Produtos Nestlé
O projeto, chamado “Nestlé Até Você” começou em 2006 na cidade de São Paulo, criando microdistribuidores em bairros carentes e recrutando mulheres das próprias comunidades para trabalhar com a venda de produtos Nestlé. Além de aumentar as rendas familiares destas regiões, o sistema leva a qualidade Nestlé de porta em porta.
Cada vendedora visita algumas vezes por semana o mesmo grupo de famílias. Também faz vendas avulsas nas ruas. Alguns dos produtos oferecidos nos carrinhos receberam versões criadas especialmente para este público, como leite em pó e café solúvel, vendidos em embalagens do tipo sachê, menores e mais baratas. A empresa desenvolveu também versões reduzidas de alguns de seus chocolates.
Para atender à chamada base da pirâmide, a Nestlé investiu no ano passado R$ 100 milhões na criação de uma fábrica em Feira de Santana, BA, a fim de vender produtos mais baratos no Norte e no Nordeste.
Hoje, a Nestlé tem mais uma iniciativa inédita: o primeiro supermercado flutuante para atender as populações ribeirinhas da Amazônia.
Barco "Nestlé Até Você a Bordo" 
Batizado de “Nestlé Até Você a Bordo”, o barco sai do porto de Belém e percorre 18 municípios que compõem a região da Ilha de Marajó até a cidade de Almeirim, na região do Baixo Amazonas. A embarcação permanece um dia em cada cidade. Trata-se de um serviço à população da Amazônia que tem os rios como ruas e avenidas.
A ideia é buscar o cliente onde ele está.
O barco oferece mais de 300 produtos Nestlé e uma estrutura completa com equipe de vendas, estoque e gerência de operação. Mais do que um supermercado flutuante, a Nestlé desenvolve um canal de incentivo à Nutrição, Saúde e Bem-Estar a comunidades remotas da Região Norte.
Para que seja reconhecido durante o trajeto, o Supermercado Flutuante tem a identidade visual da Nestlé e conta com acesso para pessoas com necessidades especiais e idosos. Onze pessoas, entre funcionários do supermercado e tripulantes, trabalham diretamente no barco de 27,5 metros de comprimento, que conta com três áreas de estoque, além do espaço da loja de 100 m².
A lição é clara. Sobrevivência não é algo reservado aos mais fortes, mas aos que se adaptam. A Nestlé é um grande e excelente exemplo.
______________________ 


Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473