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quarta-feira, agosto 13, 2014

O MELHOR MOMENTO PARA INVESTIR

ABRAHAM SHAPIRO


Você sabe qual nome se dá para a situação em que indivíduos em grupo reagem todos da mesma forma, embora não exista direção planejada? Comportamento de Manada.
Esse termo se refere originalmente ao comportamento animal. Mas por similaridade também se aplica ao comportamento humano nas situações de ocorrência de uma bolha econômica especulativa.
Por exemplo. O governo anuncia incentivo ao financiamento para a compra de automóveis. O que ocorre no momento seguinte? Uma quantidade enorme de pessoas vai em busca de obter o benefício. Isto aumenta a procura e, consequentemente, eleva os preços.
Pessoas comuns respondem imediatamente deste modo. Elas têm a postura de acompanhar a maioria e agir como os outros, talvez porque seja cômodo seguir uma atitude sedimentada. Elas se sentem melhor quando alguma coisa facilita sua decisão sem que precisem pensar muito e que lhes permita apenas seguir o fluxo.
A consequência é interessante! O Comportamento de Manada é um dos responsáveis pelo estouro de bolhas – tanto nas bolsas, quanto no segmento imobiliário.
Então qual é a melhor hora para se investir, por exemplo, em imóveis e conseguir as maiores vantagens? Quando a procura diminui. Nestes momentos, as construtoras e imobiliárias estão mais flexíveis e abertas a melhor apreciar contrapropostas.
Imitar a decisão de quem a gente supõe estar mais bem informado, ou seguir a maioria é muitas vezes um engano. As desvantagens só serão sentidas depois de um tempo. Daí é que se entende a tática dos investidores prudentes que guardam dinheiro durante o tempo das vacas gordas para investir nas muitas – eu disse muitas – oportunidades que só surgem nas vacas magras, quando tem menos dinheiro em circulação, e a oferta aumenta.
O que fazer? Primeiro, informe-se sobre o investimento que você deseja ou precisa realizar. Depois, busque um profissional confiável – seja um corretor ou consultor – para, só então, decidir.
No caso de construtoras, dê preferência àquelas que apresentam o mais antigo currículo de sucesso... e boa sorte!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, julho 29, 2014

A RELATIVIDADE DO DINHEIRO

ABRAHAM SHAPIRO

A relatividade do dinheiro é surpreendente.
Uma pessoa de classe média verá um rico achar barato um objeto caro, e um pobre julgar caro algo reles.
Não é fácil entender isso.
Um cliente meu sentou-se junto ao diretor de uma empresa para falar de negócios da ordem de 500 mil reais. De repente, o diretor solicitou que se levantassem para desocupar a sala onde estavam negociando porque deviam dar lugar a outra reunião.  
Foi um choque! Meu cliente, agora desapontado, pensava estar fazendo um negócio imenso, já que é difícil faturar este montante em sua empresa. Mas acabou vendo que, para o homem do outro lado da mesa, 500 mil não faziam nem para servir água e cafezinho... que dirá para permanecer na sala luxuosa!
Este exemplo ilustra apenas uma das múltiplas armadilhas mentais a que todos estamos sujeitos ao lidar com dinheiro.
Para começar, é ótimo saber que sempre há uma dose de irracionalidade nas decisões financeiras. Raramente escolhemos coisas em termos absolutos. Por isso, nós só conseguimos medir o valor de uma coisa quando a comparamos com outros objetos.
Isto é o que nos faz entender porque na vida de tanta gente dinheiro escorre pelo ralo. É que falta a eles noção de quanto valor real tem o dinheiro que ganham. Eles não param a fim de fazer uma comparação, ou talvez não tenham noção do esforço que fazem para ganhá-lo. Pior ainda acontece com as pessoas que ganham dinheiro sem fazer esforço algum. Sim, elas existem. Sei que não é você. Nem eu!
Quando há essa consciência de valor pessoal do esforço, tendemos a ver com o mesmo critério de valor as coisas que possuímos, ou seja, elas valerão mais para nós do que para outras pessoas.
Imagine um grupo de indivíduos numa fila para comprar ingressos do jogo da decisão de um campeonato de futebol. Alguns conseguem, e pagam R$ 100,00.  Outros não encontram mais lugar.
Quando se pergunta aos que não conseguiram por quanto estariam dispostos a pagar por um ingresso, eles respondem: “R$ 100!”.  Mas se a mesma pergunta for feita aos que conseguiram o bilhete, eles, decerto, responderão: “De R$ 1800 a R$ 2000!” Eles estão simplesmente apaixonados por aquilo que conseguiram.
Está aí a razão porque empresas que permitem aos consumidores experimentar um produto antes da compra ou estabelecem programas de devolução de mercadorias conseguem sucesso nas vendas. É que depois que sentimos o gostinho de possuir algo, dificilmente abriremos mão de tê-lo.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, junho 05, 2014

DINHEIRO E CONFIABILIDADE

ABRAHAM SHAPIRO


Não há retrato da personalidade e da postura de uma pessoa mais nítido e verdadeiro do que seu comportamento frente ao dinheiro. Isto vale para qualquer ser humano.
É espantoso perceber que a proporção de gente com mau comportamento financeiro é infinitamente superior à dos que passam nas provas.
Pior é notar que muitos homens de negócios são ineptos para as finanças.  E ainda desrespeitam as regras mais básicas e simples do comércio e do relacionamento negocial. Empreendedores eles são, sim. Mas não se importam com a bagagem que falta para dar continuidade e longevidade a seus negócios. Isto é negligência. E torna-se a causa mais frequente de crises e falências.
O custo disso? Estresse e frustrações, principalmente.
Confiabilidade é valor fundamental.
Você é confiável nos seus negócios?
Se não lhe disseram, que seja esta a primeira vez: a sua palavra deve valer mais do que qualquer papel assinado. Esta é uma das mais importantes regras dos negócios. E da vida!
Mesmo que você não tenha assinado nada, cumpra o que tiver prometido. Não importa o que seja. Se falou, vá até o fim. Ou não tivesse falado.
Credibilidade não se compra e não se consegue de um dia para outro. Trabalhe duro, então, para construir uma história sólida de contas pagas e promessas cumpridas.
A sabedoria dos mercadores orientais diz:
"Antes de fazer qualquer transação, trate com a luz dos Céus a forma de pagamento
e os juros. E quando chegar o dia do vencimento, pague, e não se queixe dos juros".
Todo negócio é uma rua de duas mãos. Nunca, em hipótese alguma, bloqueie uma destas vias. Porque se hoje você vai por ela, chegará a hora em que você terá de voltar.  
Mantenha a sua palavra, e mereça uma segunda chance. Este será o seu passe-livre sempre que você tiver que utilizar a rua para voltar.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, abril 08, 2014

PORCO OU GALINHA, O QUE IMPORTA É POUPAR

ABRAHAM SHAPIRO

Muitas crianças têm ou já tiveram um cofre em formato de porquinho. Qual é a razão de ser um porco, e não um gato, cachorro ou galo?
Uma das explicações conta que na Inglaterra medieval as pessoas utilizavam jarros feitos de um tipo especial de argila que, em inglês, era chamada de “Pygg”. Nesses vasos elas também guardavam as moedas que poupavam. O som da palavra PYGG foi aos poucos se aproximando de PIG, que significa porco.
Não demorou para que um esperto empreendedor tivesse a ideia de criar um porquinho feito daquela argila, o que acabou se estendendo ao resto do mundo, já que os ingleses quase foram donos do globo terrestre.
Outra história conta que a invenção do cofre de porquinho é atribuída a um engenheiro francês do século XVII. Ele criava de suínos, e calculou que em dez anos uma porca tem a capacidade de produzir milhares de filhotes. Daí concluiu que um porquinho seria a ideia figurativa ótima de incentivo para as pessoas economizarem dinheiro.
No entanto, não se pode ignorar o fato de que os primeiros banqueiros da Europa foram Judeus. A religião Judaica proíbe a ingestão da carne de porco. Os vários governos interessados em perseguir os Judeus induziam as populações ao ódio gratuito contra eles. Um dos itens utilizados nesta ideologia foi o cofre doméstico em formato de porco.  E não faz tanto tempo que isso aconteceu. Na Alemanha nazista dos anos 1930 foi assim. Os admiradores de Hitler tinham cofres em formato de porco. Eles atribuíam a culpa da desgraçada economia alemã aos judeus e nutriam a superstição de que, difundindo um porquinho em formato de cofre, afastariam os israelitas do dinheiro alemão.
Tudo bem! A história virou o jogo contra os nazistas – graças a D-us –, os ingleses não foram donos do mundo, e o porquinho é a ideia que quase todo mundo faz de um cofre que se preze.
Se você tem um cofre de porquinho em casa, isso é bom. Só não se esqueça de que o importante não é ter um cofre, e tampouco seu formato, mas antes e acima de tudo: poupar.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, março 31, 2014

CENÁRIOS ECONÔMICOS

ABRAHAM SHAPIRO

Conta a lenda que um físico, um químico e um economista naufragaram no mar. Chegam a uma ilha deserta onde encontram centenas de latas de atum. Porém, nada há por perto com que possam abri-las. Os três famintos começam a discutir o que fazer.
O físico propõe: “Vamos pegar uma pedra e golpear a lata no ângulo correto. Ela se abrirá”.
O químico diz: “Isso exige cálculo demais. Vamos pôr as latas na água salgada. O metal se oxida e podemos abri-las facilmente”.
O economista, por sua vez, conclui: “Parem de confusão, senhores! Basta supor que temos um abridor de latas, e o problema estará resolvido!”.

Eu evito comentar cenários econômicos. Primeiro, porque não os entendo bem. Segundo, porque os economistas também não os entendem bem.
Um cenário econômico em si tem pouquíssimos ou nenhum elemento passível de análise racional. John Kenneth Galbraith, de Harvard, disse em um de seus famosos artigos: “A única função das previsões econômicas é fazer a astrologia parecer respeitável”.
Nostradamus
Eu me recordo que, no início da crise americana de 2008, uma revista publicou o seguinte: “Nostradamus dizia ver o futuro numa bacia de água. Os modelos econômicos são mais complexos que alguns litros de água numa bacia. O problema é que, por mais sofisticados que sejam, eles não permitem antever as mudanças que as decisões de bilhões de pessoas podem causar à economia”.
A conclusão é que o comportamento das pessoas não é racional o tempo todo. Qualquer análise de cenário econômico, portanto, terá mais de suposição do que de realidade.
Dizem que outra crise está chegando por aí. Tudo o que penso a respeito é que os nossos avós novamente tinham razão. Dinheiro vivo é tão importante para a empresa quanto oxigênio para o sangue. A quem posso aconselhar, digo: “Em 2014, 2015, 2016... continue cortando despesas não essenciais e garanta o andamento das atividades lucrativas da sua empresa. Corte gordura e não músculos”. E acrescento: “Não seja tolo de cortar investimentos em propaganda e marketing. Só se você precisar diminuir as vendas”.
Para fechar, farei menção de um pensamento do saudoso jornalista Joelmir Beting: “Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil mesmo é entender o presente".
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, janeiro 22, 2014

TRANSFORMAÇÕES NA AGRICULTURA

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ABRAHAM SHAPIRO

Eu atendo três empresas do segmento agrícola pela minha consultoria. Acesso farta literatura do setor. Ao ler textos mais antigos, observo que muita coisa mudou. E não se trata apenas de área plantada, rebanhos ou produtividade. A coisa está mudando na esfera das pessoas.
Exemplo. O principal personagem da agricultura chamava-se: roceiro. Progrediu para lavrador. Depois para sertanejo, camponês, homem do campo, agricultor, produtor rural, e, hoje, ele é denominado: “empresário do agronegócio”.
Há um mundo de visões por trás disso. Dicas poderosas que podem ajudar todos os envolvidos com este ramo.
O investidor rural é, atualmente, um empresário com direito a tudo o que a palavra encerra.
Mas será que as empresas fornecedoras de produtos e serviços sabem disso? Dão a ele tratamento compatível? Penso que muitas ainda persistem na abordagem  tipo: “Jeca Tatu que tomou banho e vestiu-se melhor”. Não é isso. E muito menos um comprador compulsivo de caminhonetes e carros importados.  
Um competente profissional agrônomo disse-me, outro dia:
- “O que o empresário do agronegócio mais deseja, hoje, não é detalhes técnicos de produtos. Ele anseia por serviços que agreguem aprendizagem sobre como gerir bem e obter resultados de seus negócios, como: finanças, tecnologia, gestão, indicadores, planejamento, sucessão familiar da empresa e coisas assim. Já, o blá blá bá de vendedores, pesquisadores e ruminantes de descobertas ou mágicas, isso está num plano quase desprezível. A parceria que ele quer é com quem traga utilidades práticas para seu negócio!”
Que bom ver as coisas irem para este lado.
Na minha visão, o que virá a seguir é a noção crescente de valor. Cada vez mais a produção de commodities receberá incrementos de valor – em termos de produtos, produtividade e qualidade.
Só então sairemos do nível de simples celeiro do mundo para o digno papel de país sério e comprometido. Que venha logo esse tempo.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, dezembro 03, 2013

TEORIAS: PARA QUÊ SERVEM?

ABRAHAM SHAPIRO


Eu era pequeno ainda quando ouvia meus pais falarem, a boca pequena, da perseguição a conhecidos professores que acreditavam no comunismo como a solução a todos os problemas.
Não parafraseando o rei David em um de seus salmos,  fui moço e agora estou a caminho de ficar velho. Hoje vejo em todas mídias as pragas lançadas sobre o modelo de empresa familiar. Gurus de todas tribos exaltam com notável insistência à empresa não-familiar.
E eu penso comigo: “Mais radicalismo? Olhe aí o Schumpeter fazendo a cabeça de quem não sabe julgar”. Para o seu conhecimento, Joseph Alois Schumpeter foi um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX. Sua teoria é de que nas grandes corporações os indivíduos seriam substituídos pelo trabalho coletivo de especialistas.
Pois é. Primeiro foi Karl Marx, falando de um mundo ideal em que o comunismo era a solução. Depois  Schumpeter dizendo que a empresa ideal seria a não-familiar.
Calma lá, pessoal!
Ninguém pode afirmar absolutamente que eles estavam errados. Mas o tempo e a prática mostram que eles também não estavam certos. Rússia e Cuba são exemplos de falência.  China? Cede dia a dia ao capitalismo.
Enquanto isso, corporações gigantescas da América do Norte e Europa desafiam os fundamentalistas para quem a solução para os negócios familiares seja deixarem de ser o que são.
Não. Não é!
Resolver e equalizar a família? É mais do que necessário.
Educar e preparar sucessores para que vençam as etiquetas pejorativas do empresário familiar – ou seja, o pragmatismo beligerante, o imediatismo e a centralização burra –, não é só óbvio, como sábio. E incluem-se outros qualificativos odiáveis à lista: o nepotismo, o paternalismo e a síndrome de realeza.
Lembrem-se: a empresa moderna nasceu historicamente como negócio familiar. E por muito tempo famílias cederam seus nomes às empresas tornando-se, depois, mundialmente famosas.
Teorias radicais vão e vem. Por mais força que tenham, pouquíssimas vezes sobrevivem à passagem do mesmo século em que surgem.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, novembro 07, 2013

A QUESTÃO DA PRODUTIVIDADE

ABRAHAM SHAPIRO

A revista Veja trouxe, há poucos dias, um editorial importante sobre o posicionamento macroeconômico nacional, afirmando que “se fosse preciso resumir em uma explicação o motivo de sucesso material duradouro e sustentável de um país, a produtividade seria o indicador ideal para isso”. E prossegue dizendo que: “do ponto de vista estritamente técnico, produtividade é fazer mais com menos, e que isso não é tão simples quanto aparenta ser. Um país com PIB em alta, mas com baixa produtividade terá, em pouco tempo, um encontro marcado com a inflação ou a estagnação”
Eu mesmo tenho tratado, há meses, da dificuldade com que a indústria nacional convive com seus baixos índices de produtividade. Há uma carência enorme de investimentos nessa área.
A questão é, realmente, delicada e merece ser abstraída do nível macro para o microeconômico, pois a correlação é direta.
Quando a receita de uma empresa cresce por efeito do aumento das vendas, há que se cuidar para que não se iluda com os números pura e simplesmente. Se o quadro de funcionários tiver de crescer devido à baixa capacitação dos funcionários atuais em darem conta de maior produção, isto é um sinal gritante de que a produtividade está comprometida. As novas contratações elevarão os custos em razão direta. E o que será feito desse custo? O pensamento número um é “repassá-lo ao preço final”. Mas quando o cliente detectar aumento nos preços, deixará de comprar desta empresa, preferindo marcas que, mais produtivas, não fizeram aumento de preços.
Isso causará perda de mercado, diminuindo a escala de produção da empresa. Produzindo menos, os custos tenderão a aumentar ainda mais. Está implantado o ciclo da desgraça.
Anote aí: produtividade é fazer mais com menos. Não se trata de simplesmente diminuir despesas de cafezinho ou papel higiênico. Mas de investir com inteligência, com planejamento e organização.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 24, 2013

TEMPO DE PRODUZIR RESULTADOS

ABRAHAM SHAPIRO

O IBGE informou que as vendas no varejo subiram 1,9% em julho em relação a junho. Isto é 0,3% acima do esperado.
O governo chama a isso “sinal de vitalidade” da economia. Mas há temores do repasse da depreciação do real para os preços ao consumidor nos próximos meses.


De forma genérica,  a economia brasileira perdeu aquele entusiasmo todo que marcou os anos anteriores. Muitos falam em estagnação.  A maioria sente isto – no âmbito pessoal.
Sabe-se que a partir de agora as empresas venderão menos. As indústrias produzirão menos. Haverá cortes discretos de funcionários,  isto é, leve redução de quadro e acúmulo de funções sobre os que remanescerem.
A pergunta natural que todos fazem é: “Quais colaboradores ficarão?” Resposta: “Os que apresentam maior produtividade”.
Portanto, não existe outra palavra de ordem  além de: “Trabalhe com vontade, aproveite o seu tempo e produza mais do que produzia até aqui”.
Como conseguir isto?  
As empresas tendem a promover mais treinamentos in company para auxiliar seus funcionários a aumentar sua produtividade. Mas você precisa ter inciativa pessoal.
Faça cursos práticos que lhe ajudem a ser mais eficiente. Mas não vá fazendo qualquer um ou frequentando palestras de motivação ou liderança. Isto quase sempre é oportunismo de gente aproveitadora. Tome referências da utilidade do evento proposto antes de gastar o dinheiro que poderá fazer falta.
Melhore a sua capacitação. Leia mais. Estude. Tenha foco. A sua e todas as outras empresas precisam de resultado. Não é hora de bla bla bla.
Então pare de falar a esmo e de justificar porque você tem feito menos do que devia. Trate de virar este jogo a seu favor. Desenvolva-se efetivamente.  E permaneça no seu posto por mérito e conquista.
Num mundo prático como o nosso, não se permita correr atrás de bobagens e perda de tempo. Pare de olhar para a teoria e aumente o seu pragmatismo. Faça resultados!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, setembro 06, 2013

DESESPERAR JAMAIS!

ABRAHAM SHAPIRO


Um dos fatos que mais impactam direta e indiretamente a economia das empresas –  sejam importadoras, exportadoras ou não –  é a variação cambial.
Há mais ou menos oito meses, o Brasil e os países emergentes começaram a sentir desgastes cambiais sérios por causa da recuperação econômica dos Estados Unidos e Europa. Neste período, o real desvalorizou quase 20% frente ao dólar.
Em breve, veremos o aumento dos combustíveis, da energia elétrica e o reflexo em outros segmentos sensíveis ao câmbio. Depois, virão os aumentos secundários por efeito dominó. Não tarda a acontecer.
Muitas empresas terão de enfrentar a resistência ao repasse de seus novos custos ao preço final especialmente em seus canais de venda. Não haverá aumento de salários, portanto, o aumento de preços pode reduzir a demanda. Com isso, a negociação de mercadorias poderá travar. Até que tudo se acomode, o tempo poderá comprometer o crescimento das empresas ou sua estabilidade.
Duas ações podem ser simultaneamente implementadas para superar este cenário:
1a.  Reduzir os gastos em cada processo, do modo mais analítico possível, isto é, com prudência e inteligência.
2a. Ampliar as vendas, já que isto reduz o custo unitário dos produtos. A lógica é: se não é possível aumentar preços, produza mais e venda mais, sem comprometer a qualidade.
Como? Vire-se.  Se até agora você só vendia para clientes do centro da cidade,  procure os da periferia. Se vendia só para ricos, busque os que não são ricos. Apenas não confie nos seus pressupostos como verdades. Até que eles estejam certos, não há problema. Mas quando começam a comprometer o seu sustento,  então é hora de livrar-se deles.
Esta não é só uma visão empresarial, mas pessoal e familiar também.
Mas acima de tudo, conscientize-se de que você não pode depender de governos, de moedas estrangeiras ou de milagres. Redobrar os seus esforços é o único remédio.
E lembre-se: nesta hora, a sua rede de relacionamentos é tudo! Quem tem bons relacionamentos, tem 90% de sucesso garantido em qualquer coisa que imaginar. Ponha os seus para funcionar...  e nada de chorar pelas notícias dos jornais.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, agosto 28, 2013

O COMPORTAMENTO FINANCEIRO DE SUCESSO

ABRAHAM SHAPIRO


Os mineiros dizem: “Você ganha o dinheiro que não gasta!”
Saber economizar é o segredo da economia doméstica. Da empresa mais ainda.
Quando o assunto é “provisionar para garantir o futuro” quase todos se lembram da fábula da tranquila cigarra, que cantava, enquanto a preocupada formiga trabalhava duro, juntando comida para o inverno. Eu conheço muitas cigarras por este mundo afora – gente que em dias difíceis, como os de hoje, gastam o dinheiro que não têm, contando como garantido o que ainda vão ganhar.
O que mais me preocupa é que, na ótica dos negócios, a cigarra e a formiga não são duas entidades separadas. Elas representam dois estados possíveis de um mesmo indivíduo.  E há enormes chances de que este sujeito seja VOCÊ.
Vejamos.  Vendas altas, produção em dia, caixa suprido e saldo positivo. Sua tendência natural é acreditar que tudo está controlado? Cuidado. Assim se comporta o empresário que não se preocupa em poupar, mas  se encanta com a sensação falsa de que a vida toda será de “vacas gordas”. Ele se esquece de que as crises são cíclicas –  como as estações do ano. Elas vão, mas voltam.
Um sujeito que age assim logo se vê obrigado a apertar o cinto e a superar sua ilusão.  Mas em quase todos os casos é tarde demais.
Um empresário verdadeiramente sólido adotará o modelo administrativo do grande José do Egito –  o jovem Judeu que se tornou governador das terras do faraó, há quase 3.800 anos, como se vê na Bíblia.  Qual o segredo desta façanha? É o provisionamento.
Você deseja ter sabedoria nos seus negócios e fazê-los dar todo o dinheiro que é possível. O que fazer? Trabalhe duro. Guarde dinheiro quando tudo vai bem. Esforce-se como a formiga nos dias quentes e,  então, poderá cantar, como a cigarra, quando chegar o inverno ou os dias rigorosos de crise.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, agosto 01, 2013

O TEOREMA DE THOMAS E A ESCASSEZ DE PAPEL HIGIÊNICO

ABRAHAM SHAPIRO


O Teorema de Thomas é um estudo que vem da sociologia e foi publicado em 1928. Propõe o seguinte:  
"Quando as pessoas assumem uma situação como real, ela se torna
real em suas conseqüências”.
Traduzindo: o modo como você interpreta um fato influencia diretamente as suas atitudes. Parece natural, não? O problema é que a interpretação que fazemos dos fatos objetivos do dia a dia quase sempre é subjetiva e, por isso, perigosa, já que ela irá atuar sobre o nosso modo de agir.
A crise do petróleo de 1973 causou, entre outras más consequências, o "Pânico do Papel Higiênico".
Em 1973 aconteceu o Pânico do Papel Higiênico,
uma prova do Teorema de Thomas
Com a queda na importação de petróleo, espalhou-se um boato  que iria faltar papel higiênico no mercado. As pessoas começaram a comprar o produto em enormes quantidades. Isso causou uma escassez. Diante da falta comprovada, as pessoas concluíam que não se tratava de um boato, mas de uma verdade. Entendeu agora?
Veja o que ocorreu comigo, esta semana. 
Recebi o e-mail de um desconhecido professor que, na tentativa de vender um curso de sua promoção, redigiu o seguinte texto em sua mensagem:

"O PIB está diminuindo e a inflação aumentando no Brasil. Os compradores vão começar a pleitear redução nos preços e os vendedores precisarão de reajustes. Ganha quem souber negociar melhor. No dia 30, o Professor Zé das Couves vai apresentar o curso de Negociação no Hotel 5 Estrelas de S. Paulo. Você não pode ficar de fora, porque senão você não irá bater as suas metas de vendas ou de compras. Não corra este risco. Faça a inscrição no nosso curso".

O tal professorzinho se aproveita de fatos e notícias para vender seu peixe. Ele tenta induzir a minha interpretação subjetiva afirmando que o PIB nacional está diminuindo e a inflação aumentando. Ele deseja semear dúvida do futuro em mim, diminuindo a confiança e usando a insegurança para forçar a minha inscrição em seu curso. Percebeu a estratégia baixa que ele usa? 
Ele não é bobo. Mas você e eu também não somos. Nós somos informados. Acompanho as notícias e as sinopses econômicas diariamente. Logo, a minha interpretação sobre a economia é objetiva. Exatamente por isso não  comprarei o tal cursinho e nem apostarei na desgraça econômica do país.
Não se deixe levar por baixezas desse nível. Cuidado com a subjetividade. Sempre! Invista o seu esforço em melhorar a sua capacidade objetiva de interpretação... e você viverá muito melhor.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, junho 26, 2013

ANTES QUE A JANELA SE FECHE

ABRAHAM SHAPIRO


O Brasil carece de melhorar a produtividade, dizem os técnicos. Para mim não é só isso. Acho que precisamos também de criatividade. Mas criatividade começa com uma predisposição mental. E a nossa não está muito predisposta, não.
Somos como aquele fotógrafo que, no momento de acionar o botão da câmera, pensa: “será que a bateria está carregada?”. E ao apertar o dedo, descobre que se esqueceu de carregá-la. Ele tinha tudo para o registro da cena mais fantástica de sua carreira. Mas não cumpriu o mais simples e básico.
O Brasil está hoje no lugar de seu maior potencial, no ponto auge de encontrar as respostas certas para os seus grandes dilemas. Mas ao julgar que está pronto e bom, vê a janela das oportunidades começar a se fechar.
Faltam-nos duas atitudes: “sequência” em aperfeiçoar os processos que começaram a dar certo,  e “frequência” em mantê-los funcionando.  Estamos sempre começando coisas novas, sem concluir as antigas. Esta falta de continuidade nos faz vulneráveis.
Paixão temos de sobra. Mas não depende só disso. Muito menos de mais uma Copa do Mundo. Mas de visão técnica e de perseverança.
Produção neste país vale nada. Não se veem incentivos para produzir, criar e desenvolver. Nunca – em toda a história – a indústria foi tão desprezada.
Se nós nos importássemos pouco mais com a produção, nossas conquistas seriam consistentes e duradouras. As pessoas se sentiriam engajadas. Suas conquistas teriam valor. Mas a ação é outra. Preferem dar dinheiro para a população ir às compras. E chamam a isso “país rico”. Até quando? Impostos aumentam, enquanto o povo vive uma ilusão destrutiva e degradante.
Temo que deixemos passar o grande momento da nossa história. Oportunidades são um banquete servido a todos.  Os que dele comem alcançam o melhor da vida. Os que o desprezam, terão fome quando a mesa estiver limpa.
O Brasil tem sorte. Muita sorte. Minha dúvida é: será que tem visão?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, novembro 20, 2012

QUANTO VALE UM CLIENTE? (DE VERDADE!!!)

ABRAHAM SHAPIRO


Imagine três diferentes situações:

Situação 1:
O casal pede bacalhau à moda da casa em um restaurante famoso por seus pratos à base de frutos do mar.
O garçom os serve e deseja “bom apetite”.  Segundos depois, o marido indaga:
- Garçom, diga uma coisa: se o prato é para dois, por que vocês servem apenas um ovo cozido?
E o garçom, sincero e transparente, responde:
- Sabe de uma coisa, senhor? Em trinta anos que atendo aqui, esta é a primeira vez que alguém me faz esta pergunta.

Situação 2:
A minha atendente na loja onde compro roupas, diz:
- “Prove esta calça, Sr Shapiro. Esta marca X é maior do que a marca Y”.
E eu digo:
- “Não deviam ter medidas iguais independente da marca?”
E ela responde para meu espanto e revolta:
- “No Brasil ainda não existe um padrão de medidas para roupas”.

Vamos à situação 3:
Meu cliente trouxe-me a planilha de custos de seus negócios para analisarmos juntos. Começou pela academia de ginástica. No meio da discussão sobre cortes de gastos, ele se orgulhou da excelente economia que conseguiu retirando a garrafa de café que deixava à disposição dos clientes das 6 da manhã.
Seu outro negócio é um motel. E desta vez, contou-me que oferece um bombom de brinde à saída para cada casal. 
E eu contestei:
- “Um bombom por casal? Se você der dois, o motel quebra? E a garrafa de café na academia irá causar alguma crise econômica?”

Sabe o que penso destes três cenários infernais? Como fica o cliente nisso tudo?
Quando a contenção de despesas ou o corte dos gastos se confunde com mesquinharia, isto é sinal de que tudo realmente vai mal.
Qualquer cliente – repito: qualquer um – pagará o que fôr em troca de ser aquele que  faz a diferença.
Olhe agora para dentro da sua empresa. O que ocorre por lá? Posso entrevistar um cliente seu?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, setembro 26, 2012

ATENÇÃO, VAREJO!!!

ABRAHAM SHAPIRO
O Brasil passa por uma desaceleração econômica.  A previsão de crescimento do PIB em torno de 2% em 2012 é a prova disso.
Ainda que o consumo das famílias se mantenha em alta em razão dos baixos níveis de desemprego, isto já não mais exibe o ritmo puxado pela expansão do crédito.
Recente pesquisa da Abras – Associação Brasileira de Supermercados –  mostrou que o varejo de alimentos teve pequena queda, sustentando cenário favorável para o segundo semestre, como é histórico no setor.
O que os números favoráveis não mostram é a queda de rentabilidade. E além de muito grave, não há medição alguma disso.
O novo consumidor brasileiro, estimulado pela renda e fruto da política de aumento do salário-mínimo e dos programas assistenciais do governo federal, incrementou suas compras de alimentos com produtos que antes não integravam seus hábitos. Mas ele fez isto galgado unicamente no crédito. Esta realidade já ficou para trás. O endividamento elevado forçou a volta aos antigos hábitos de consumo doméstico. Portanto, o tíquete médio e o mix de produtos adquiridos voltaram aos patamares do passado.
Assim, se por um lado é animador o horizonte de crescimento do consumo até o final do ano de 2012, por outro, deve levar o empresário a ter cautela frente à perda de rentabilidade acompanhada de aumento de custos.
Em 2013 o salário mínimo deverá ter reajuste de 7,9%, chegando a R$ 670,95. O resultado certo é o acréscimo do peso da mão de obra nos custos.
O empresário varejista terá de conviver com perda de rentabilidade e sensível aumento de despesas, o que exige ações efetivas. Na área operacional, diminuindo perdas. Na de pessoal, estimulando e retendo funcionários.
Portanto, não é hora de cochilar. Acompanhe a evolução do cenário econômico. E saiba que agora é o momento ideal para o aprimoramento da gestão e operação do seu negócio. Seja proativo e antecipe a solução de problemas futuros.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, setembro 25, 2012

NEM TODO LUCRO AJUDA A CRESCER

ABRAHAM SHAPIRO

Há poucos dias, dei início ao trabalho de consultoria a uma indústria que mantém lojas de venda de seus produtos ao varejo. As cinco lojas estão com vendas baixas. O problema? Fuga de clientes.  Mas a concorrência está prosperando.
Por que isso acontece?
Fred Reichheld, no livro "A Pergunta Definitiva", introduz o conceito de “lucro bom” e “lucro ruim”.
Poucos empresários sabem o que é isso. Igualmente a maioria dos contadores.
Lucro bom é resultado de uma venda com que o cliente se satisfez.
Em contraste, todas as vezes que o cliente se sente maltratado, enganado ou coagido, o lucro que se aufere disso é chamado “lucro ruim”.  Acrescente preço enganoso, descumprimento de prazos, falhas na qualidade e todas aquelas situações que penalizam o cliente e acabam sendo tratadas como se nada fossem. Estas são causas de uma experiência ruim e, portanto, geram lucro ruim para o caixa. 
Ninguém quer ter um cliente qua saia falando mal de sua empresa. Mas é o que ele faz sempre que é tratado com indiferença. E em seguida, ele reduz suas compras, muda para o concorrente e conta para os amigos a experiência negativa que viveu. Isto se chama detração.
Até alguns anos, dizia-se que o cliente conta sua insatisfação para dez amigos. Eu, porém, lhes digo que um cliente insatisfeito falará para dez mil amigos pelo MSN, Facebook, Twitter e todas as ferramentas de relacionamento que tiver a seu dispor.
Não adianta reclamar do estrago depois.
Vamos à conclusão. Seus clientes sumiram? Seja realista. Os tempos mudaram. Não se deixe chatear e nem perca tempo racionalizando. Tome uma atitude.  Conheça as razões disso perguntando a ele por que ele sumiu. Por fim, saiba que ele não é tonto e sabe mais do que ninguém vingar-se dos maltratos que recebe de quem não o respeita.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, setembro 24, 2012

COMO SER UM GRANDE NEGOCIADOR

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 24/09/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


Numa batalha, Napoleão Bonaparte, pessoalmente, se dirige a seus homens.  Emocionado, o general faz um discurso pela pátria: 
-“Soldados. Chegou o momento! Vamos atacar o inimigo. Agora será um combate homem a homem, corpo a corpo!”
Naquele batalhão havia um rapaz judeu, pertencente a uma família de tradicionais negociantes. Ele odiava guerras. Ingênuo em assuntos militares, mas excelente nos negócios, não se envergonha em levantar sua voz. Dirigindo-se a Napoleão, faz-lhe uma proposta: 
-“Perdoe-me a pergunta, senhor. Seria possível indicar-me qual homem será o meu? É que talvez eu possa negociar diretamente com ele, e evitar maiores encrencas”.

Um bom negociador tem um objetivo.
Imagine-se comprando uma geladeira. Se você tem dinheiro vivo para pagar, você não é “um qualquer”.  Todo mundo compra a crédito, hoje em dia. Não você. 
Analise este fato sob outra ótica. Você está “vendendo” o seu dinheiro, certo? O lojista o deseja mais que qualquer outra mercadoria. Ele vai lhe pagar com uma geladeira. 
Então, negocie!!!
Crie uma concorrência.  Quanto mais pessoas quiserem o seu dinheiro, mais valor ele terá.
Vá a outras lojas. Veja o que elas fazem para ficar com o seu dinheiro dando em troca uma geladeira. Depois mostre ao primeiro lojista o que ele já sabe: que as outras lojas estão loucas para ficar com a sua grana. É assim que você aumenta o seu poder.
Prossiga até conseguir a melhor geladeira que o seu dinheiro pode comprar.
Um negociador precisa de prática, pois só assim ele desenvolve visão e autoconfiança.
Se você deseja ser um negociador de sucesso, só conseguirá quando souber como andar sobre as águas. Não se surpreenda com a receita. É que o segredo de andar sobre as águas – desde quando alguém já fez isto – é saber, de antemão, onde é que estão as pedras sobre as quais você irá trilhar o caminho mágico aos olhos de todos os que o veem.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, setembro 19, 2012

FOCO SOBRE O QUE FAZ A DIFERENÇA

ABRAHAM SHAPIRO

Um amigo meu teve de comparecer ao fórum. O juiz determinou um recesso para o almoço. Mas como não havia tempo suficiente para ir a um restaurante, ele e seu advogado foram até uma banca de revistas que tinha uma vitrine de guloseimas e refrigerantes.
O advogado pediu três barrinhas de chocolate e um refrigerante Diet.
Meu amigo ficou surpreso:
- “Eu até entendo que você coma os chocolates. Mas como explica a bebida DIET?”
O advogado respondeu:
- “Eu procuro evitar ingerir calorias em tudo o que for possível!”

Isto é que é ter foco sobre um objetivo! Este advogado superou Walt Disney quando declarou amar mais o Mickey Mouse do que qualquer mulher que ele havia conhecido.
Grande parte dos problemas das empresas e dos profissionais não é resolvida em tempo hábil por falta de foco.
Quem nunca enfrentou problemas de aperto no fluxo de caixa, por exemplo? Estas horas exigem que se adotem medidas de contenção de despesas. Você talvez tenha pensando na palavra “austeridade”, certo?  É isso mesmo.
Mas o que muitos dirigentes fazem? Decretam o imediato corte do cafezinho e do papel toalha – quando não do papel higiênico também.
Que visão é esta? Quanto representará uma economia mensal de mil ou dois reais no orçamento geral de uma empresa média? Esta é a força a  ganhar numa hora de aperto? Papel toalha e cafezinho?
Conheço casos clássicos em que, após uma rodada simples e curta de renegociação dos principais itens de compra junto a fornecedores, a empresa conseguiu uma economia efetiva de 10%. E após a crise, estes 10% a menos continuaram. Isto é gestão focada!
Cafezinho e papel toalha de empresa alguma resolvem aquelas mazelas que todo mundo gosta de deixar para a próxima semana.
Está aí a lição daquele advogado: "Concentre-se onde é possível e benéfico concentrar-se!" Jamais abandone a inteligência a ponto de proclamar ao mundo as suas decisões impetuosas e risíveis.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, setembro 12, 2012

ALGUÉM QUE CUIDA DO SEU SONO TRANQUILO

ABRAHAM SHAPIRO

O rapaz que eu conheci casualmente se identificou como “consultor de investimentos”. Mesmo imaginando o que é esta profissão, pedi que ele dissesse com suas palavras. 
- "Trata-se de uma especialidade profissional que presta o serviço de aconselhamento a pessoas que necessitam de orientação nas decidisões sobre sua vida financeira e investimentos".
Claríssimo. Mas eu quis explorá-lo e entender de que modo atua.
O rapaz declarou que sua ação profissional inicia buscando entender o momento presente da vida da pessoa a quem ele atende, bem como suas necessidades e objetivos futuros em relação aos recursos que ela possui. Então, ele elabora um plano de investimentos cujo alvo sejam estes objetivos, selecionando as alternativas mais viáveis disponíveis no mercado.
Assim que o projeto é desenhado, ele o apresenta ao cliente e lhe explica os detalhes. Se necessário,  fará alterarações. Se não, ele o porá em prática e fará um acompanhamento periódico, já que possíveis mudanças de objetivos do cliente podem acontecer e isso exigirá possíveis correções de rumo.
O cliente ganha muito com um “consultor de investimentos”. Começa pela segurança de ter a seu dispor um profissional independente e personalizado que atende suas necessidades específicas. O risco de erros e perdas  é mínimo, pois é um especialista quem dá o direcionamento. As opções são decididas de modo prático, em conformidade com os objetivos. Este cliente, muito mais confiante do que tendo de aprender para depois  eleger a melhor alternativa, conseguirá resultados superiores no crescimento de seu patrimônio pessoal e poderá, assim, dormir mais tranquilo, com certeza.
A consultoria de investimentos é interessante. Caso lhe tenha despertado algum interesse também, terei o  prazer de  enviar gratuitamente o material que recebi daquele rapaz. Escreva-me um e-mail  para shapiro@shapiro.com.br .  Se preferir ligar:  (43) 8814 1473.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, agosto 07, 2012

COMO VENDER PARA A CLASSE C


MARCOS COBRA


A chamada nova classe média, ou classe C — constituída de uma parte da população que estava excluída do mapa de consumo até poucos anos atrás —, já representa 54% da população brasileira, com mais de 100 milhões de pessoas. Esse novo consumidor quer comprar de tudo: roupas, eletrodomésticos, eletrônicos, carros, imóveis e até produtos de luxo. Mas, junto com a ascensão desses indivíduos ao maravilhoso mundo das compras, surgiu outro desafio, ainda não totalmente equacionado: como adequar produtos e serviços a esse novo comprador, alvo de cobiça de nove entre dez profissionais de marketing?

É preciso repensar produtos e serviços que melhor atendam aos anseios desse novo consumidor que migrou da base da pirâmide para um patamar intermediário. Isso significa verificar não apenas a influência dos velhos hábitos de consumo sobre as novas aspirações, mas sobretudo ir ao inusitado, descobrindo o que se passa na mente desse consumidor. Por meio de técnicas da neurociência, a neuroeconomia e o neuromarketing devem identificar desejos explícitos e ocultos de forma a desenvolver novos produtos e novos serviços para atender à demanda inconsciente dessa nova classe média.


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É preciso reinventar a propaganda, as marcas, reposicionar produtos e, sobretudo, descobrir o marketing que funciona para esses novos compradores.

Embora dispondo agora de maior renda, a nova classe média, ou classe C, tende a manter seus velhos hábitos de consumo e ir, gradativamente, incorporando outros. Esses indivíduos demonstram preocupações momentâneas de entretenimento (poder usufruir melhor o tempo livre), pagamento de dívidas, aplicação das sobras do orçamento na poupança e viagens (realizar visitas a parentes e amigos em outros estados, voar pela primeira vez de avião e conhecer novos lugares).

O que demanda soluções inovadoras para a classe C pode ser dividido em quatro categorias principais: produtos de luxo (vestuário, bijuteria, eletrônicos, carros); imóveis; educação (cursos profissionalizantes a distância); entretenimento (cinema, shows musicais, “baladas” e reuniões em família e com amigos); habitação  (imóveis com concepção multiuso e acolhedor para os agregados da família); e produtos de conveniência  (facilidade de compra pela internet e entregas rápidas).

Design thinking

A abordagem de vendas para a classe C deve levar em conta os meios tradicionais de comunicação como as mídias rádio e TV, mas precisa ter um outro formato, diferente e atrativo, além de dedicar muita atenção às mídias sociais. E precisa considerar que uma boa parte da venda em lojas físicas migrou para o varejo virtual. Para vender para esses consumidores emergentes, em primeiro lugar é preciso entender o que aspiram:

1. Fartura à mesa — carnes, aves e derivativos, cereais e leite;

2. Segurança — direito a viver sem sobressaltos;

3. Fazer festas — confraternizar com a família e amigos;

4. Trocar de carro — de preferência, modelos com motor mais potente;

5. Comprar imóvel — desde o primeiro imóvel próprio até ter outros para alugar;

6. Educação — para ter direito a uma ascensão profissional, cultural e social.

Mas não se trata apenas de redesenhar produtos e serviços para atender a essa nova demanda, mas de redefini-los, ouvindo o que o novo consumidor necessita e deseja, através de técnicas de pesquisas em design thinking. É preciso fazer uma reengenharia. E isso envolve produtos do segmento luxo, como também a concepção de serviços diferenciados e, em alguns casos, até mesmo inusitados.


Uma das ferramentas mais úteis na formatação de uma estratégia para a classe C é o design thinking. O designer enxerga como um problema tudo aquilo que prejudica ou impede a experiência (emocional, cognitiva, estética) e o bem-estar na vida das pessoas (considerando todos os aspectos da vida, como o trabalho, lazer, relacionamentos, cultura, etc.). Sua principal tarefa é mapear a nova classe C, identificar as causas e as consequências das dificuldades e ser mais assertivo na busca por soluções sobre que produto oferecer e como ele deve ser apresentado. O profissional deve estar sempre experimentando novos caminhos e aberto a novas alternativas: o erro gera aprendizados que o ajudam a traçar direções alternativas e identificar oportunidades para a inovação.

Para incorporar o design thinking à estratégia de vendas, as empresas precisam considerar:

1. Imersão — preliminar e em profundidade. A primeira tem como objetivo o reenquadramento e o entendimento do problema, enquanto a segunda destina-se a identificação de necessidade e oportunidades que irão nortear a geração de soluções para a fase seguinte que é a ideação.

2. Análise e síntese — das informações coletadas, para a compreensão do problema.

3. Ideação — gerar ideias inovadoras para atender às necessidades e desejos explícitos e ocultos das pessoas da classe C.  Nessa etapa é comum o uso de brainstorming, para estimular a geração de um grande número de ideias em pouco tempo, e encontrar soluções a problemas por meio de produtos e/ou serviços. Elaborado um cardápio de ideias, o segundo passo é um posicionamento dessas ideias com o objetivo de apoiar o processo de escolha de produtos e/ou serviços.

4. Prototipação — é a etapa em que se procura validar a ideia gerada, construindo um protótipo do produto ou serviço.

5. Teste de mercado — a ideia do produto é apresentada a possíveis compradores, para testar a aceitação do produto.

6. Transformar — as soluções inovadoras em negócios.

E os desafios não cessam. Afinal, quando a classe C ascender para a classe B, vai provocar uma alteração ainda mais intensa do que a primeira ascensão social.

Quem está no topo da pirâmide social consome artigos caros para se distinguir dos demais, pois a distinção é decorrente da conquista do capital econômico e social. Quando o produto invade outras classes sociais, elas partem para outro artigo ou marca.

O mesmo ocorre com a nova classe média: o consumidor age como um espelho da classe alta.  Na impossibilidade de compra de um artigo original, o consumidor da nova classe média aceita outro, mesmo cópia reconhecidamente pirata, desde que guarde muita semelhança com o original. Mas, na medida em que o consumidor evolui economicamente, ele passa a exigir produtos originais, para representar com isso a sua ascensão social. A ostentação de consumo é uma forma de legitimar-se no topo da pirâmide social.  


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Marcos Cobra é professor da pós-graduação na Universitad de La Empresa (UDE), em Montevidéu, no Uruguai; conferencista e consultor de empresas nas áreas de marketing, serviços, planejamento estratégico e vendas no Brasil e exterior. Foi responsável pelo departamento de marketing e professor titular por 36 anos da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas.