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quarta-feira, julho 22, 2015

COMPETITIVIDADE: ENTENDA O FATO



ABRAHAM SHAPIRO -  

Dizem que quando o Rei Saul viu Golias, disse:

- “Ele é grande demais. Não há como vencer.”

Mas quando David o viu, disse:

- “Ele é grande demais, não há como errar”.

E você sabe quem derrotou o gigante.

Para competir com os gigantes do mercado, pequenas empresas devem adotar um modelo que ofereça facilidade a seu público alvo de realizar negócios com elas. E depois, que este modelo também valorize e dê continuidade ao relacionamento que surgir daí.

Como fazer isso?

Já falamos sobre “experiência de compra”.  Isto, de fato, é a resposta correta e ideal a um volume gigantesco de desafios das empresas. Mas não se pode esquecer que possibilitar uma experiência positiva ao consumidor exige atenção, cuidado, pesquisa, estratégia, e mais que tudo: trabalho duro.

Por quê?

O consumidor quer atendimento e rapidez, ou melhor, serviço ágil. E uma experiência positiva tem como prerrogativa central a oferta de soluções exclusivas.

- “Soluções exclusivas?”

- “Sim.”

- “É aí que a engrenagem emperra.”

Se você vende carros como todas as demais concessionárias, por que eu compraria de você?  Porém, se o seu processo de venda envolve uma dose de atenção e cuidado, conhecimento detalhado e útil dos seus produtos comparados aos da concorrência, e comunica segurança na negociação, é óbvio que você realmente possui um diferencial que gera preferência.

Mas a verdade é que poucas empresas dão atenção real às expectativas do público. É que “dá trabalho”. E no fim das contas, o que elas querem, mesmo, é vender... com o máximo lucro.

Eu ouvi um vendedor dizer:

- “Que o cliente venha na segunda-feira, ora. O meu fim de semana é sagrado!”

Sabe o que aconteceu? O cliente comprou no plantão de domingo. Em outra agência. De um vendedor que gosta de trabalhar e de fazer diferente.

Você entende agora?
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Abraham Shapiro é consultor de empresas. shapiro@shapiro.com.br 

terça-feira, julho 21, 2015

UM ANTIGO DILEMA DA VENDA

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Trade-offs típicos: Preço ou valor? Custo ou valor? Entenda antes de decidir.



ABRAHAM SHAPIRO

Sabemos que um dos aspectos mais relevantes para o consumidor na hora da compra é o preço.   Mas nem sempre o produto com preço inferior é a melhor alternativa para quem compra. E nem pra quem vende, como fonte de lucro.
Então, o que é que importa na hora da negociação?
Independente da crise econômica que aí está e da busca constante por um custo de vida mais baixo, o consumidor é sempre atraído pelo benefício contido naquilo que compra. Sempre! Ele quer –  consciente e inconscientemente –  este benefício antes, durante e depois da compra.
Porém, e sobretudo, o consumidor atual deixa-se atrair fortemente por uma experiência emocional de compra, e não apenas por um processo racional de aquisição. E quando positiva, esta experiência torna-se o fator determinante de compras futuras.
Assim, para se chegar ao nível da vantagem competitiva no mercado presente é preciso que as empresas e seu staff entendam o modo correto de estabelecer conexão plena com seu público-alvo e consumidores.
Entrar na batalha por preço significa optar por uma disputa sem limites com a concorrência, enquanto a saída para o trade-off* “custo x valor” está em “solucionar problemas” e “atender necessidades reais” do consumidor.
Como conseguir isto?
Comece respondendo francamente às perguntas:  
  • Você sabe – clara e especificamente – quais são os problemas do público que o  seu produto resolve?
  • Você conhece objetivamente suas necessidades?
Identifique estes dois conjuntos diferentes de situações. Pode não ser fácil, mas é simples.
Assim que souber, crie oportunidades pelas quais você exponha e proponha a sua solução. Invente um modo espetacular de fazer isto. Faça-o enxergar e ver – sem equívocos ou ilusão – o valor do que você oferece. A partir de então, proporcione uma experiência verdadeira e positiva a ele... e cobre por isso.
Esta é a receita. Assim é que se faz. O passo seguinte é o esforço da implantação e a manutenção progressiva – como em tudo.

 * Trade-off:  expressão em inglês que define uma situação em que há conflito de escolha. Este conflito se caracteriza em uma ação que visa à resolução de problema mas acarreta outro, obrigando uma escolha. Em economia, ocorre quando se abre mão de algum bem ou serviço distinto para se obter outro bem ou serviço distinto. O trade-off custo x valor enquadra-se bem nesta categoria de problema.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

terça-feira, julho 14, 2015

VENDAS: DICAS PARA GENTE GRANDE

ABRAHAM SHAPIRO

Você conseguirá vender mais e melhor.
Como?
Primeiro: comece a entender o que está acontecendo com o negócio do seu cliente. Saiba números e busque informações que coloque você no mesmo nível de conhecimento que ele – sobre o negócio dele.
Segundo: não pense nunca mais em resolver os seus problemas ou os da sua empresa por meio das vendas que você tem de fazer. Decida, acima de tudo, resolver o problema do seu cliente. Isto será um diferencial excepcional. E assim que ele perceber, você verá quantas visões, sentimentos e itens novos acontecerão no modo como tudo se transcorre entre vocês. A novidade mais bacana será a sinergia.
Um conceito que aprendi num livro de Stephen Covey diz que
“Sinergia é o poderoso resultado ao qual se chega quando dois ou mais seres humanos respeitosos decidem, juntos, ir além de suas ideias preconcebidas para enfrentar um grande desafio. É quando 1 mais 1 é igual a 10, 100 ou mesmo 1000.”
Minha sugestão para conseguir sinergia é: proponha-se a ajudar o cliente a superar um grande desafio dele. Predisponha-se a ir além das suas ideias preconcebidas sobre o que é venda. Será difícil, porque ir além dos nossos pressupostos exige esforço e persistência. Natural é o vendedor apegar-se como louco a seu ponto de vista pessoal e abandonar o resto. Ele pensa ter um produto ou serviço muito bom e que o cliente precisa dele para resolver qualquer problema.
Mas isto não dá resultado. Ainda que a sua oferta seja uma oportunidade fantástica, supere a sua tendência de ver-se como “salvador do seu cliente” e adote uma atitude sinérgica com ele.
Pode crer. Tão logo você sinta ter criado uma nova realidade na relação com o seu cliente, você verá que a realidade atual é melhor que a anterior. E os seus resultados serão mais sólidos.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, julho 03, 2015

O ALIMENTO DA VENDA

ABRAHAM SHAPIRO

Muitas doenças têm como sintoma a redução do apetite. Após o diagnóstico, o médico prescreve a medicação adequada e aconselha o doente a alimentar-se corretamente. Parar de alimentar-se representa um risco ao tratamento e à vida.
O que vale para o organismo humano devia valer também para as empresas. Em tempos de crise econômica, quando caem as vendas, a primeira atitude das empresas é reduzir os investimentos em propaganda e comunicação. Está errado. Isto é irracional e nocivo. Ao contrário. É nessa hora que se deve asseverar a divulgação, a comunicação, a publicidade, especialmente porque hoje persistem duas formas de demanda:
1. Por necessidade e
2. Por visão de oportunidade.
Quem é lembrado é procurado. E isso, só a propaganda faz!
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, maio 07, 2015

“SER OU NÃO SER?" ESTA JÁ NÃO É MAIS A QUESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO

A GRANDE ESCULTURA
Imagine que um dia um escultor lhe contrate para ser uma obra de arte nunca antes vista.
Ele tem um pedaço de madeira gigante e irá esculpir nele cada ação que você empreender durante o dia. Ele o fará por uma semana e ao final, ele vai mostrar o resultado. Você verá absolutamente tudo o que fez durante aqueles sete dias detalhadamente esculpido na madeira: todas as vezes que você foi bom com as pessoas e também as faces de todos os que se entristeceram com você. E assim você verá todos os detalhes desta semana.
E agora a escultura é sua. Ela lhe representa completamente, com um nível de detalhes impressionante, momento a momento de toda a semana.
Uma das razões porque não temos êxito nos desafios que a vida nos apresenta é que não damos importância suficiente às nossas respostas a estes desafios. Não nos damos conta da importância que têm as nossas ações. Cremos que qualquer coisa que fizermos será coisa do passado em poucos segundos após feita. E afinal, o que importa, se ninguém vai se recordar do que fizemos? Talvez nem nós mesmos nos recordemos mais disso.
Desvalorizamos tanto as nossas ações que nem investimos o esforço suficiente em melhorar a nossa atuação.
Porém, as nossas ações, sim, importam. E mais do que acreditamos.

NOME
A principal maneira de se conectar com a singularidade de alguém é aprender seu nome. Um nome é um aspecto intrínseco da identidade humana. Ao usá-lo, você estabelece uma conexão e comunica interesse sobre quem é a outra pessoa. Não é possível manter uma boa conversa com alguém que lhe é indiferente.  
Um ser humano é real somente quando você conhece seu nome.
Frequentemente nos esquecemos do nome de alguém, e quando falamos com ele sem identidade, percebemos que isso nos incomoda. O clima não é bom e a conversa não caminha bem.
Você tem tendência a esquecer nomes? A chave para resolver isso é prestar toda atenção no momento da apresentação e repetir o nome para si mesmo umas quantas vezes. Outra forma é usar a técnica da associação mental. Por exemplo. Eu estou sendo apresentado a uma pessoa chamada David Negro. Eu imagino o Rei David, da Bíblia, vestindo um traje todo preto. Quanto mais estranha for a imagem, mais fácil será de você se recordar.

O AMOR REAL
O que pode ser mais grandioso do que amar alguém? Entendê-lo.
Quando digo ao meu filho que eu o amo, mas não o entendo, então o que eu disse soa negativo, porque ele pensa: “Você ama quem você crê que eu sou ou gostaria que eu fosse, porém, se realmente você soubesse quem eu sou, talvez não me amasse”.
No entanto, se eu digo ao meu filho que eu o amo e ele sabe que eu o entendo, todo o espectro de quem ele é vai direto para a minha alma, e ele sente o meu amor por aquilo que ele realmente é.
O que significa “entender uma pessoa”? Significa captar seu modo de ser, suas ações, seus pensamentos... ou seja: sua identidade. 
Todos nós temos uma identidade. Conhecê-la, assumi-la, é o princípio da mais perfeita relação consigo mesmo, assim como conhecer a identidade do outro.
“Ama o próximo como a ti mesmo” é a lei de ouro da convivência e da paz entre os homens. E, no entanto, a Lei do Amor nos diz que só é possível a alguém amar o seu próximo quando ele tiver amor por si mesmo, isto é, a partir do instante em que eu reconhecer a minha identidade plenamente e abrir-me para entender a identidade do outro.

IDENTIDADE CORPORATIVA
Uma empresa tem uma identidade. Identidade Corporativa ou Identidade Empresarial pode ser definida como o conjunto de atributos que torna uma empresa especial e diferenciada.
Esses atributos são classificados como: essenciais e acidentais.
Essenciais são os atributos que se referem ao propósito da empresa, sua a missão e valores. Os atributos acidentais contribuem para a descrição da empresa, mas não definem sua essência. Pode-se entender melhor a diferença fazendo analogia com uma pessoa física.
A cor dos cabelos, o biotipo e as roupas que ela está usando ajudam a descrevê-la, mas não definem sua essência.
A identidade se relaciona mais com os atributos essenciais, ou aqueles que mudam muito pouco ao longo da vida dessa pessoa, como: seu senso de justiça, seu pendor para as artes ou sua introspecção.
Em uma empresa também é assim. Se ela realmente é honesta, não há governos, leis ou ofertas irresistíveis que farão mudá-la. Se valoriza o meio ambiente, sua preocupação aparecerá em todas  suas ações. Porém, se ela está no início de um projeto de expansão e com dificuldades financeiras, essa preocupação aparece apenas como um atributo acidental, já que sofrerá variações importantes ao longo do tempo.
A identidade corporativa se traduz e se manifesta de várias maneiras: no logotipo da empresa, em suas comunicações internas e externas, em seu ambiente de produção ou atendimento, no tratamento que dá ao cliente, nas apresentações de seus profissionais, em seu material impresso, em seu nome, portfólio de produtos etc. Todas essas manifestações contribuem para a construção da imagem corporativa.

CONCLUSÃO
Segundo pesquisas, os profissionais brasileiros são um dos que menos permanecem no emprego. Os últimos dados apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos,  Dieese, mostram que, em média, a permanência de um trabalhador em um mesmo emprego é de 5 anos, ficando à frente apenas dos Estados Unidos em uma lista de 22 países.
Já um levantamento feito pela consultoria Booz & Company mostra que, em 2012, 19,8% das empresas nacionais trocaram seus presidentes-executivos. A média no restante do mundo é de 15%.
Diante de tamanha rotatividade, surge um problema comum dentro das empresas: como incutir os valores da organização, sua política, na rotina de seus colaboradores e fazer que estes se contagiem e sejam impulsionados a agirem de acordo com o que está estabelecido?
Quando uma empresa é criada no imaginário de seu fundador, existe quase sempre um propósito maior do que simplesmente ganhar dinheiro. Há um sonho, uma imagem de responsabilidade e de capacidade de transferência de valores a clientes e parceiros bem próximos à utopia. E, semelhante a um ser humano que cresce e se desenvolve em todos os aspectos, a organização deve descobrir sua razão de ser ou missão, as crenças que regem suas ações ou valores, e aonde quer chegar ou visão de futuro.
A política da empresa, portanto, é o que dá significado ou sentido àquilo que os colaboradores fazem e farão diariamente. É o grande diferencial que a torna atrativa aos clientes.
Envolver as pessoas no entendimento destes pontos e em sua prática é uma meta de suma importância. Mas a questão aqui é “como fazê-lo?”
Sem treinamento que esclareça e a consequente prática cotidiana, todos os itens da Política Corporativa não deixarão de ser, na melhor das hipóteses, palavras inscritas num quadro bem impresso dependurado na parede de um ambiente chique das edificações da empresa ou uma aba de sua página na Internet. E  esta prática é condicionada principalmente ao exemplo daqueles que ocupam os altos cargos hierárquicos, sem nenhuma exceção.
Não é raro ler em um edital que “a empresa valoriza o profissional e suas ideias”. Porém, quando se vai ver, não há nenhum canal de comunicação entre as diferentes hierarquias e tampouco algum programa de incentivo a colaboradores para que manifestem o que pensam.
Outro ponto esquecido por diretores é transmitir a seus colaboradores a visão de futuro da organização – isso quando há visão de futuro. Mostrar quais serão os próximos passos a serem dados, o que a empresa almeja e quais os resultados a serem conquistados, além de trazer melhor entendimento do porquê das atividades, aumenta a confiança e o comprometimento.  
Independentemente de seu porte, a empresa deve progredir desde o patamar do grupo e chegar ao nível de equipe, com um único pensamento e objetivo, quando os colaboradores  “remam” juntos e assumem em si mesmos a identidade da empresa. Neste cenário, eles terão incorporado a missão, visão e valores da organização como seus próprios.
Enquanto o colaborador de todos os níveis hierárquicos não se identificar como sendo a organização, em nível de “Eu sou a Empresa”, ele não será equipe. Trata-se de um elemento insólito, cujas atitudes não somam. Ele continua a não dar importância suficiente a sua participação nas respostas aos desafios da organização. Ele não se dá conta da importância que suas ações têm no contexto dos negócios. Por que atender bem, se isso é indiferente?
Só o que o fará vivenciar em atos o valor a ser transferido à cadeia de escoamento de produtos e serviços até o consumidor ou cliente final é o amor pela empresa. Este “amor real” pelo qual sou capaz de amar o outro como eu amo a mim mesmo também ocorre nesta relação colaborador-empresa.  
O trabalho executado com amor, numa empresa cuja identidade eu assumo como minha missão e meus valores é o que me faz apto a integrá-la com paixão pela busca dos resultados que convergem à sua visão.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, janeiro 05, 2015

ALMOÇO DE NEGÓCIO E CARA DE PAU

ABRAHAM SHAPIRO

Eu almoçava com um empresário de Cascavel, Paraná. Era um encontro de prospecção de negócio que eu fazia. A mais de uma hora discutíamos nossas várias possibilidades de parceria quando um rapaz muito simplório se aproximou e, pedindo licença educadamente, dirigiu-se ao meu acompanhante, perguntando:
- O senhor é o primo do Felipe?
E o meu convidado:
- Sim, sou.
O rapaz tirou um cartão do bolso, entregou-o ao meu cliente e disse:
- A minha empresa de instalações já está funcionando. Estamos em condições de lhe prestar aquele serviço de que o senhor falou ao Felipe. Por favor, faça contato conosco.
Então agradeceu, deu as costas e se foi.
Ficamos ali por mais meia hora. Eu esclareci as dúvidas do futuro cliente, paguei a conta, levantamos e caminhamos para o estacionamento. Antes da despedida, marcamos novo encontro para dali quinze dias.
Ao entrar no carro, eu refleti sobre a simplicidade e rapidez com que o jovem abordou o meu cliente contando apenas com um cartão de visitas e a referência de um tal Felipe.
Eu, por minha vez, investi R$ 150,00 num almoço para ser ouvido e teria ainda um novo encontro dias depois para chegar ao ponto a que o rapaz conseguiu em não mais do que 3 minutos de ação focada e objetiva.
Quantas pessoas deixam de comprar ou vender e perdem oportunidades incríveis por conta da vergonha de aproximar-se de um potencial cliente e transmitir seu recado com brevidade e simplicidade!?! Este é o ponto!
Eu ouvi dizer que Deus criou o mundo dedicando boa parte da possibilidade de sucesso a uma categoria especial de pessoas. São aquelas que, não olhando para suas fraquezas ou limitações pessoais, agem visando o objetivo de seus planos. Sabe quem são? Os caras de pau.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, dezembro 03, 2014

UM EXEMPLO A CONHECER E A SEGUIR

ABRAHAM SHAPIRO

Dias próximos passados, tivemos a triste notícia do falecimento do fundador da Casas Bahia, o Sr Samuel Klein, aos 91 anos, um querido amigo pessoal com quem aprendi muito da vida, de D-us e dos negócios.
De família Judia, sofreu barbaramente com a perseguição nazista.
Veio ao Brasil com cerca de 6 mil dólares com que comprou uma casa e uma carroça que veio junto com um cavalo e, mais importante, com uma lista com 200 fregueses do mascate que passou o negócio adiante.
Com esse princípio precário e sem falar português, seu Samuel começou a revender cobertores e toalhas aos nordestinos imigrantes que chegavam aos milhares ao ABC paulista para o trabalho na construção civil.  
Em 1957, com sua clientela inicial multiplicada por dez, Klein decidiu abrir “o primeiro loja”, como ele mesmo falava. Os fregueses, chamados de “baianos” pelos paulistas, deram o mote para o estabelecimento: Casa Bahia. Em breve teria de passar para o plural devido ao número crescente de lojas.
Nas décadas seguintes, as Casas Bahia se espalharam por onze Estados, num total de 550 lojas em que chegaram a trabalhar cerca de 35 mil pessoas.
Samuel tornou-se o rei do comércio varejista popular. A cadeia se expandiu graças, também, aos pesados investimentos em publicidade - algo em torno de 3% do faturamento – chegando a anunciar mais do que o governo federal.
Em 2009, com várias aquisições seguidas, as Casas Bahia, já então sob a gestão do primogênito do seu Samuel, venderam o controle da empresa para o Pão de Açúcar.
Samuel Klein gostava do mar. Desfrutava dele a bordo de um iate. Salvo essa extravagância, era um homem simples. Costumava trabalhar de sandálias franciscanas e camiseta polo. Por mais de cinco décadas teve dedicação total às Casas Bahia e é, sem dúvida alguma, um exemplo de quanto o foco nos negócios melhora demais as condições de se conseguir sucesso.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

terça-feira, dezembro 02, 2014

VENDAS: COMO DIFERENCIAR E POR ONDE COMEÇAR?

ABRAHAM SHAPIRO


Que estamos entrando numa crise econômica, não há dúvida. Neste momento, curiosamente, os empresários de visão estão trabalhando duro para solidificar ainda mais seus negócios no mercado. Os inteligentes aproveitam as crises para ganhar. E ganham, porque agem "com" e "através" da razão. Não pela emoção.
Um empresário perguntou-me o que  fazer para diferenciar seus negócios da concorrência, agora que as vendas se tornam mais difíceis.
Eu lhe respondi:
- “Diferencie-se pelas vendas. Comece mostrando aos seus vendedores que eles estão tremendamente enganados quando acreditam que o produto que vendem é o melhor, e que os clientes perceberão isto.  Está errado!”.
O homem arregalou os olhos, e indagou:
- “Por quê?”
Vamos às razões. O primeiro diferenciador chave de qualquer venda é o próprio vendedor.
Um vendedor se diferencia de todos os outros por aquilo que ele é.
Se você atua em vendas, você é diferente quando:
- É mais preparado do que os demais,
- Mais envolvente,
- Questiona a fim de conhecer o pensamento e as necessidades do cliente,
- Pesquisa e prova as suas crenças,
-  Oferece – e entrega – mais valor do que o cliente é capaz de ver,
- Tem ideias práticas que solucionam problemas reais,
-  Comunica-se melhor,
- E, principalmente, é mais entusiasmado do que os seus colegas e concorrentes.
Sabe o que ocorre atualmente? A maioria dos produtos são considerados iguais. A maioria das empresas são consideradas iguais. E a maioria dos vendedores são considerados iguais. E igual por igual nada vale.
Quem quiser fazer a diferença, deve pensar e calcular perfeitamente tudo o que é possível fazer do modo como o concorrente não faz. E agir!
Verifique isto, por exemplo: “Você traz soluções reais aos seus clientes? Como sabe?”; “Você conhece o mercado em que atua? Ou acha que conhece?”; “E o seu produto? Você supera todas as objeções? Ou nem sabe o que significa esta palavra?”
Lembre-se que é aquilo que está dentro da sua cabeça que faz o cliente dizer: “Uau!” .... ou que, ao menos, o leva a pensar melhor para decidir bem. Resumindo: é por você que os bons resultados chegam e se estabelecem!
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POR QUÊ E COMO VENDER MAIS?

ABRAHAM SHAPIRO

O que fazer para vender mais? Parece uma pergunta mística. É clássica! A mais perfeita de todas as respostas está atrás do balcão. É “atendimento”.
Qualquer cliente efetivo ou potencial deseja ser tratado como um ser único. Foi-se o tempo em que bastava expor mercadorias e aguardar pelas pessoas virem comprar. Hoje, o cliente é individual. E ele está consciente disso. Portanto, cada venda é “a venda”. Se não é, deve ser!
Se você e o seu pessoal não são capazes de assimilar isto e convertê-lo em ação prática, comecem a reaprender como fazer negócio e depois, reinvente o seu negócio.
Além dos benefícios dos produtos ou serviços, as pessoas desejam ser conhecidas, reconhecidas e, se possível, identificadas por seus fornecedores e vendedores. Elas querem se sentir privilegiadas durante o negócio.
Há alguns anos, uma joalheria lançou um par de brincos incomuns. Seus fechos continham brilhantes. O preço era uma pequena fortuna.  Os marqueteiros diziam que as vendas seriam decepcionantes. Quem compraria tal sofisticação? O resultado? O brinco tornou-se campeão de vendas.
Como explicar a demanda crescente de sapatos de, por exemplo, R$ 9.000 o par? Bolsas de R$ 30 mil?  E se você pensa que só ricos compram, está enganado.
As necessidades são outras, hoje. São novas. Consequentemente, os motivos de compra também.   As pessoas incluíram “eu mereço” em seu processo de decisão, seja da joia, do carro, do imóvel etc. Custe o que custar.
E então? Você ainda pensa que preço baixo é o que atrai compradores. Errado. E quanto a vencer a concorrência? Muito menos. Em vez de torrar a sua mercadoria, vá estudar estratégia. 
Venda, hoje em dia, é uma ciência que tem mais a ver com emoção do que com o conteúdo do bolso ou da carteira.
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quarta-feira, novembro 05, 2014

DE QUE VALEM AS PESQUISAS?

ABRAHAM SHAPIRO

Jack Trout é referência mundial em Marketing. Ele recomenda não se encantar com aquelas pesquisas que dizem ser a sua empresa a primeira em "sei lá o que".
Ele diz:
“Estude tudo o que existe sobre pesquisa de marketing e você verá que o gasto incrível que já se fez com isso não ajudou a maior parte das empresas que hoje estão cheias de problemas”. 
(Do livro “O Líder Genial”)
A psicologia demonstra ser comum que as pessoas falem de uma maneira e ajam de outra. Ao perguntar por que alguém comprou determinado produto, muito dificilmente a resposta será precisa, ... muito menos útil.
Há algum tempo, fez-se um estudo de percepção sobre liquidificadores nos EUA. Pediam aos consumidores que se lembrassem do maior número de marcas possível. A General Electric foi a segunda mais lembrada. Acontece que a GE não fabricava liquidificadores há mais de 20 anos na ocasião da pesquisa.
Em outro caso, a DuPont encomendou pesquisa na qual os entrevistadores pararam cinco mil mulheres a caminho do supermercado perguntando quais itens e marcas elas iriam comprar. Quando os pesquisadores averiguaram as compras das mesmas mulheres na saída do supermercado, apenas três em cada dez haviam comprado a marca mencionada anteriormente. Setenta por cento compraram outras marcas.
Quer a verdade? É bom pensar muito antes de festejar que a sua marca tenha sido a mais lembrada. Por que? Isto não garante, em hipótese nenhuma, que ela será consumida. Então, o que você fará com o troféu ou o certificado? Colocar numa estante, pendurar num lugar visível? Bonito, sim! Mas só!

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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

terça-feira, novembro 04, 2014

TODA EMPRESA QUER TER UMA BOA HISTÓRIA. ALGUMAS SÃO MENTIRA

ANA LUISA LEAL

Revista Exame, São Paulo - A fabricante de sorvetes paulistana Diletto é um fenômeno. Quando a empresa nasceu, em 2008, encontrar sorveterias artesanais de qualidade no Brasil era uma tarefa inglória. Hoje, há dezenas delas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador.
A pioneira Diletto fatura estimados 50 milhões de reais por ano e tem como sócio, desde 2012, o bilionário Jorge Paulo Lehmann. Parte do sucesso se deve, claro, ao sorvete. Seu fundador, o administrador Leandro Scabin, apostou em ingredientes nobres, como pistaches colhidos na região do vulcão Etna, na Sicília, framboesas orgânicas da Patagônia, cacau do Togo.
Mas é inegável que a Diletto recebeu um belo impulso de uma história única. A inspiração para criar os picolés veio do avô de Leandro, o italiano Vittorio Scabin. Sorveteiro da região do Vêneto, Vittorio usava frutas frescas e neve nas receitas até que a Segunda Guerra Mundial o forçou a buscar abrigo em São Paulo.
Seu retrato e a foto do carro que usava para vender sorvete aparecem nas embalagens da Diletto e ajudaram a construir a autenticidade da empresa. “La felicità è un gelato”, costumava dizer o nonno Vittorio aos netos. É um golaço de marketing, mas há apenas um porém: o nonno Vittorio nunca existiu.
O avô de Leandro Scabin de fato veio do Vêneto, mas se chamava Antonio e teria chegado ao país duas décadas antes da Segunda Guerra. Nunca fabricou sorvetes. Antonio era paisagista e cuidava dos jardins das casas das famílias ricas de São Paulo. As fotos dele e do carrinho de sorvete impressas nas embalagens da Diletto são peças publicitárias.
Leandro Scabin criou o personagem com o sócio Fabio Meneghini, ex-diretor da agência de publicidade WMcCann, e com a ajuda do dono da agência, Washington Olivetto. “A empresa não teria crescido tanto sem a história do avô e o conceito visual que construí­mos.
Como eu convenceria o cliente a pagar 8 reais num picolé desconhecido?”, diz Leandro Scabin. “Mas reconheço que posso ter ido longe demais na história.” Perguntado, ele afirma que usa — mesmo — framboesas orgânicas da Patagônia, coco da Malásia, cacau do Togo e pistache vulcânico da Sicília.
O “nonnogate” da Diletto é o retrato de um tipo de estratégia que extrapola os limites do marketing — e que está em plena moda no mundo dos negócios. Para conquistar espaço, as empresas se preocupam cada vez mais em contar histórias que as diferenciem dos concorrentes — técnica conhecida como storytelling.
É uma tendência mundial, motivada por uma mudança no comportamento do consumidor. Hoje, os clientes não querem apenas saber se o bife é saboroso — mas se o boi foi ou não engordado em áreas de queimada. Se o cacau do chocolate beneficia pequenos agricultores. Se a castanha-de-caju é colhida por quilombolas.
Se o suco é feito por jovens cansados da mesmice. Sob muitos aspectos, é uma mudança benéfica, que coloca em evidência empresas que não se preocupam apenas em lucrar. Mas muita gente percebeu que quem tem uma boa história para contar acaba lucrando ainda mais.
A companhia americana de bebidas Fiji Water, que extrai água mineral de uma cratera vulcânica no arquipélago de Fiji, no Pacífico, cobra o dobro da concorrência. Sua história, de fato, é matadora.
A empresa diz que ajuda a população local — financiando a construção de escolas e hospitais — e que a água, “única”, faz bem à saúde. Ninguém se importa que a água seja transportada por dezenas de milhares de quilômetros, uma loucura do ponto de vista ambiental. Uma prova de que o storytelling colou.
Mas a tentação de ir um pouquinho além e simplesmente inventar uma história tem se provado grande demais. Um caso extremo é a varejista americana Abercrombie & Fitch. A marca que leva o nome da companhia é de 1892. Mas quando o atual presidente, Mike Jeffries, criou a marca Hollister, em 2000, inventou uma história para lá de rebuscada.
Diz a lenda que a Hollister foi criada em 1922 pelo americano John Hollister. Filho de banqueiro, ele se formou na Universidade Yale, trabalhou numa plantação de borracha na Indonésia e casou com uma jovem local. No caminho de volta para casa, se encantou com o trabalho dos artesãos das ilhas do sul do Pacífico.
Resolveu abrir uma galeria chamada Hollister para vender essas obras. Coube ao filho John Jr., um dos maiores surfistas de sua geração, transformar a galeria do pai em loja de roupas inspiradas no surfe. O público adora. Mas é tudo cascata.
Marketing sonhático
Produtos com ingredientes orgânicos e fabricados respeitando as tradições locais tendem a ganhar pontos. Por isso, um número crescente de empresas exagera um tantinho na hora de se “vender”. A fabricante carioca de sucos Do Bem, criada em 2007, publica verdadeiros manifestos em suas caixinhas.
A Do Bem não usa açúcar, corantes ou conservantes para fazer uma “bebida verdadeira”. Um desses manifestos diz que suas laranjas, “colhidas fresquinhas todos os dias, vêm da fazenda do senhor Francesco do interior de São Paulo, um esconderijo tão secreto que nem o Capitão Nascimento poderia descobrir”.
Os sucos custam cerca de 10% mais do que os da concorrência. Mas as laranjas não são tão especiais assim. Na verdade, quem fornece o suco para a Do Bem não é seu Francesco, que jamais existiu, mas empresas como a Brasil Citrus, que vende o mesmo produto para as marcas próprias de supermercados.
Em nota, a empresa disse que não comenta a política de fornecedores e que o personagem Francesco é “inspirado em pes­soas reais”. Até grandes empresas estão enveredando para esse marketing mais, digamos, sonhático. A Coca-Cola, por exemplo, lançou em 2011 no Brasil um suco chamado Limão & Nada.
A promessa, a julgar pelo nome, era que aquele fosse um suco natural de limão. Mas a bebida tinha outros ingredientes na formulação, açúcar entre eles, e acabou saindo de linha no ano passado. A Coca-Cola diz, em nota, que os ingredientes eram informados na embalagem e que o nome não pretendia confundir o consumidor.
Nos Estados Unidos, uma reportagem desmascarou dezenas de destilarias de uísque ditas artesanais. Algumas delas, criadas há poucos anos, vendiam bebidas envelhecidas 15 anos, o que chamou a atenção de consumidores mais desconfiados. Descobriu-se que mais de 40 marcas compravam uísque de um mesmo fornecedor, a fábrica MGP, uma das maiores do país, localizada no estado de Indiana.
Entre as desmascaradas está a Breaker Bourbon, que afirmava produzir sua bebida numa destilaria nas montanhas douradas da costa californiana. “Todo mundo tem uma história boa e verdadeira para contar. As empresas não precisam ser desonestas com seus clientes”, diz Mauricio Mota, sócio da agência de conteúdo The Alchemists.
Para o publicitário Washington Olivetto, presidente da WMcCann, que ajudou na criação da Diletto, “um lindo produto merece uma linda história”. Se a história for verdadeira, tanto melhor.
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Link desta matéria: http://exame.abril.com.br/revista-exame/noticias/marketing-ou-mentira/

segunda-feira, outubro 20, 2014



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sexta-feira, outubro 17, 2014

A FÓRMULA DO SUCESSO EM VENDAS

ABRAHAM SHAPIRO

Eu assisti a um filme. Chama-se: “O Sucesso a Qualquer Preço”, de 1992. Quatro corretores de imóveis disputam entre si o melhor desempenho para manter-se no emprego. Os tempos estão difíceis naquele momento. Eles são pressionados por um novo gerente de vendas que promete um carro último modelo para o melhor deles, um conjunto de facas de churrasco ao 2º colocado, e o "olho da rua" para o 3º. E diz não mais haver lugar para fracassados ali. Quem apresentar resultado terá acesso a uma lista de clientes potenciais para melhorar suas vendas.
O filme explora uma crença errada de vendedores em geral. Certa vez, numa convenção de vendedores de seguros, o conferencista perguntou: “Quem daqui quer uma lista de pessoas que desejam fazer seguro agora?” Todos levantaram a mão. Não havia lista nenhuma. Mas qualquer vendedor acha que seu sucesso depende de alguém lhe arrumar uma lista de interessados potenciais nos produtos que ele vende. Ele acredita que isto o fará vender. Este é o erro.
Resultado em vendas só se consegue pelo emprego de algo que pode ser dito em uma só verbo: TRABALHAR. Ou em duas: TRABALHAR DURO. Ou em quatro: TRABALHAR DURO COM INTELIGÊNCIA.
Não existe mágica. Não há fórmula.  Muito trabalho inteligente. Se houver um pouco mais, este pouco certamente será: sorte!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, outubro 03, 2014

HACHIMITSU

ABRAHAM SHAPIRO




Recentemente conheci as novas instalações do Atelier de Delícias Hachimitsu, em Londrina. O ambiente ficou espetacular. O Nilo, diretor da empresa, mantém a mesma energia que o turbinou há nove anos, em sua pequena loja da avenida JK.
Naquele tempo, um fulano metido a chef de cozinha comentou comigo que os negócios do Nilo não iam prosperar. “Por quê?” – perguntei eu.  Ele disse que sua esposa havia “torcido o nariz” com indiferença ao provar os doces.  Eu estranhei, porque via que o público adorava quanto mais os conhecia.
Dias depois, contei a indigesta impressão do tolo cozinheiro ao Nilo e o aconselhei a ler o livro “A estratégia do Oceano Azul”. Ele o leu e, com muito trabalho, aprendeu a colecionar ótimos resultados. Tanto que, dia desses, um marqueteiro veio lhe oferecer os serviços de sua agência.  O Nilo o questionou: “Já leu ‘A Estratégia do Oceano Azul’?”.  Frente à negativa do rapaz, o Nilo exclamou: “Então volte pra casa, e depois que você o ler, poderemos continuar a conversa!”
Aí está um caso a ser estudado. Não só pelo bom êxito do Nilo no Hachimitsu, mas também pela péssima avaliação da esposa daquele chef arrogante que, além de não entender nada de doces, prevê o futuro tão bem quanto horóscopo de almanaque de farmácia!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, setembro 25, 2014

TRIBOS

ABRAHAM SHAPIRO

Você quer ideia para um grande negócio? Que tal esta: crie algo com que os jovens se identifiquem. E há muitas outras. Porém, todas muito específicas!
O mundo está carente de propostas a serem seguidas como identidade pessoal.
Os jovens estão vazios e ao mesmo tempo carentes. Imagine um desses rapazes que entra numa livraria, compra o livro “Hinduísmo para Iniciantes” e no meio da leitura, resolve converter-se à religião Hinduísta. Dois anos depois, ele planeja unir-se a grupos radicais políticos da Índia.
O que acontece? Ele estava “vazio”. E ao adquirir um livro diferente, encontrou algo com que se satisfaz e o preenche.
Entenda! Isso está acontecendo a cada segundo, em quase todo o planeta! É uma marca deste século e da nossa civilização. Nunca, em toda a história do povo Judeu, por exemplo, tantas gentios se interessaram pela conversão ao Judaísmo. E a maioria massacrante deles não faz a menor ideia do que é ser Judeu ou das obrigações e responsabilidades por trás da vida Judaica.
Enquanto isso, um bar temático para jovens universitários de esquerda está a cada dia mais cheio dos tipos mais interessados em se conectar com gente que pensa como eles.
E assim por diante.
Ainda que as pessoas sejam mais diferentes do que parecidas, elas querem se conectar. E agora, elas se unem de maneiras novas. Em lugar de se reunirem por atributos como localização, ocupação, família, saúde, elas formam vínculos por escolha própria: atitudes, crenças, estilos de vida e aspirações.
Olhe-se para si mesmo. É mais provável que você construa amizades com pessoas que conhece nas suas férias do que com o seu vizinho. Não é mesmo?
São as novas “tribos”, motivadas por valores, influências mais amplas e sonhos maiores.
Assim, as empresas obcecadas em maximizar suas fatias de mercado num setor específico ou lugar acharão mais fácil e lucrativo se alinharem aos modos como as pessoas desejam se reunir, afinal, é melhor atingir uma fatia menor de um mundo maior.
O seu negócio pode escolher atender muitas tribos. E quanto mais específica for a sua seleção, mais relevante você poderá ser às pessoas, e mais intimamente você poderá se conectar a elas.
As tribos se formam quando há um foco em uma paixão e um meio para que seus integrantes se conectem. E já que o número de interesses é infindável e as conexões facilitadas, não há limite para o número de tribos. Seremos, portanto, cada vez mais específicos. E isto não será opcional, pois, o negócio que tentar agradar a todos, não conseguirá ser especial a ninguém.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 16, 2014

COMO MANTER-SE EM QUALQUER EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

Há muito tempo funcionário não é apenas alguém que executa tarefas para as quais foi contratado. Ele traz consigo seu caráter, sua espiritualidade, sua maneira de enxergar o mundo, sua capacidade de relacionar-se etc. Estas são suas competências.
Qualquer profissional toma decisões. Nas opções que faz, ele imprime suas tendências pessoais, seu estilo e sua visão própria de vida. Isso influencia a qualidade da empresa, assim como seus padrões e, principalmente, a percepção dos clientes.
As experiências que os clientes vivem ao consumir produtos ou serviços desta empresa  têm relação direta com as pessoas que estão em todos os postos.
Um exemplo real. Várias pesquisas mostram que, diante de um problema grave de saúde, os norte-americanos gostariam de ser atendidos numa instituição chamada Mayo Clinic. 




A pergunta que se faz é: “Como uma empresa que surgiu em meio às plantações de milho do Estado de Minnesota, e que até meados da década de 1990 contava com apenas um profissional de marketing e gastava quase nada em publicidade conseguiu tal façanha?”
A Mayo Clinic atende ou supera as expectativas da maioria dos clientes ao proporcionar uma experiência integrada e completa. Como é isso? Imagine uma loja imensa que vende de tudo, com especialistas em cada departamento trabalhando em equipe para atender os clientes do modo mais perfeito possível. É este o modo de atitude da Mayo Clinic.
Por desejarem isso é que as empresas estão dando enfoque diferente sobre quem devem contratar e manter em seus quadros de colaboradores. Elas buscam pessoas apaixonadas por aquilo que fazem.
Quem não tem paixão por nada que diga respeito aos objetivos da organização deve ser literalmente descartado. Assim, a minha dica para quem ainda não está sintonizado é: procure um aconselhamento profissional e recobre a sua motivação. Tendo contentamento com o que faz, você será outra pessoa. E quem ganha com isso? Você, a sua família, a empresa e o mundo.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, setembro 05, 2014

O MEU OUVIDO NÃO É UM LIXO

ABRAHAM SHAPIRO


Música ambiente. Já falei sobre isso neste boletim. Mas parece que a coisa só piora. Então vou partir para a crítica. Não, não. É mais do que isso. É um desabafo, mesmo.
Há um restaurante na cidade que tem nome e cardápio italianos, com vários monitores de tv em toda a área de atendimento, e só reproduzem músicas de cantores italianos. Especialmente porque nunca entra uma opção orquestral, ou lírica, ou folclórica.... é sempre aqueles cantores pop´s que, de típicos italianos, só têm o idioma. É infernal.
Eu estava na mesa deste restaurante e no momento em que verbalizei minha intolerância deste fato, uma senhora na mesa ao lado pediu licença e, querendo me consolar, citou que, no salão de sua manicure, só tocam músicas no estilo “batidão”. Não importa quem esteja lá. Este é o gosto da dona do barraco, e os clientes têm de suportar.
É uma grande afronta.
E a livraria do shopping onde o rapaz da seção de CD´s toca heavy metal o dia inteiro? Eles têm um café que é ponto de encontro de vendedores de grandes empresas. O clima fica imprestável por causa da péssima qualidade da música. E o gerente da loja? Não está nem aí!
Já falei daquele supermercado do centro da cidade onde só tocam músicas evangélicas.  E quando eu reclamo, a imbecil da gerente troca por outra... em inglês. Acho que ao olhar pra minha cara, pensa:
- “Esse Judeu tonto não entende inglês. Eu vou enganá-lo e continuo bem com o meu deus”.
E hoje, eu respondo a ela:
- “Ok, senhora de longos cabelos amarrados em coque e saia nas canelas... pode ter certeza que quando você resolver colocar uma música neutra, não cairá nenhum raio sobre a sua cabeça. E quem sabe até as vendas melhorem  porque eu, pelo menos, não terei tanta pressa de ir-me embora daí para fugir dessa cantoria que não combina nunca com um ambiente comercial”.
E agora, o meu clamor pessoal: Pelo amor do seu bolso... e dos nossos ouvidos! Na sua empresa – seja restaurante, manicure, funerária ou mercado – ninguém quer saber do seu gosto musical pessoal. Você é livre para gostar da porcaria que for quando estiver sozinho. Só não tem o direito de nos meter nesse lixo. Pare de nos torturar!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473