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quarta-feira, julho 22, 2015

COMPETITIVIDADE: ENTENDA O FATO



ABRAHAM SHAPIRO -  

Dizem que quando o Rei Saul viu Golias, disse:

- “Ele é grande demais. Não há como vencer.”

Mas quando David o viu, disse:

- “Ele é grande demais, não há como errar”.

E você sabe quem derrotou o gigante.

Para competir com os gigantes do mercado, pequenas empresas devem adotar um modelo que ofereça facilidade a seu público alvo de realizar negócios com elas. E depois, que este modelo também valorize e dê continuidade ao relacionamento que surgir daí.

Como fazer isso?

Já falamos sobre “experiência de compra”.  Isto, de fato, é a resposta correta e ideal a um volume gigantesco de desafios das empresas. Mas não se pode esquecer que possibilitar uma experiência positiva ao consumidor exige atenção, cuidado, pesquisa, estratégia, e mais que tudo: trabalho duro.

Por quê?

O consumidor quer atendimento e rapidez, ou melhor, serviço ágil. E uma experiência positiva tem como prerrogativa central a oferta de soluções exclusivas.

- “Soluções exclusivas?”

- “Sim.”

- “É aí que a engrenagem emperra.”

Se você vende carros como todas as demais concessionárias, por que eu compraria de você?  Porém, se o seu processo de venda envolve uma dose de atenção e cuidado, conhecimento detalhado e útil dos seus produtos comparados aos da concorrência, e comunica segurança na negociação, é óbvio que você realmente possui um diferencial que gera preferência.

Mas a verdade é que poucas empresas dão atenção real às expectativas do público. É que “dá trabalho”. E no fim das contas, o que elas querem, mesmo, é vender... com o máximo lucro.

Eu ouvi um vendedor dizer:

- “Que o cliente venha na segunda-feira, ora. O meu fim de semana é sagrado!”

Sabe o que aconteceu? O cliente comprou no plantão de domingo. Em outra agência. De um vendedor que gosta de trabalhar e de fazer diferente.

Você entende agora?
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Abraham Shapiro é consultor de empresas. shapiro@shapiro.com.br 

quinta-feira, maio 07, 2015

“SER OU NÃO SER?" ESTA JÁ NÃO É MAIS A QUESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO

A GRANDE ESCULTURA
Imagine que um dia um escultor lhe contrate para ser uma obra de arte nunca antes vista.
Ele tem um pedaço de madeira gigante e irá esculpir nele cada ação que você empreender durante o dia. Ele o fará por uma semana e ao final, ele vai mostrar o resultado. Você verá absolutamente tudo o que fez durante aqueles sete dias detalhadamente esculpido na madeira: todas as vezes que você foi bom com as pessoas e também as faces de todos os que se entristeceram com você. E assim você verá todos os detalhes desta semana.
E agora a escultura é sua. Ela lhe representa completamente, com um nível de detalhes impressionante, momento a momento de toda a semana.
Uma das razões porque não temos êxito nos desafios que a vida nos apresenta é que não damos importância suficiente às nossas respostas a estes desafios. Não nos damos conta da importância que têm as nossas ações. Cremos que qualquer coisa que fizermos será coisa do passado em poucos segundos após feita. E afinal, o que importa, se ninguém vai se recordar do que fizemos? Talvez nem nós mesmos nos recordemos mais disso.
Desvalorizamos tanto as nossas ações que nem investimos o esforço suficiente em melhorar a nossa atuação.
Porém, as nossas ações, sim, importam. E mais do que acreditamos.

NOME
A principal maneira de se conectar com a singularidade de alguém é aprender seu nome. Um nome é um aspecto intrínseco da identidade humana. Ao usá-lo, você estabelece uma conexão e comunica interesse sobre quem é a outra pessoa. Não é possível manter uma boa conversa com alguém que lhe é indiferente.  
Um ser humano é real somente quando você conhece seu nome.
Frequentemente nos esquecemos do nome de alguém, e quando falamos com ele sem identidade, percebemos que isso nos incomoda. O clima não é bom e a conversa não caminha bem.
Você tem tendência a esquecer nomes? A chave para resolver isso é prestar toda atenção no momento da apresentação e repetir o nome para si mesmo umas quantas vezes. Outra forma é usar a técnica da associação mental. Por exemplo. Eu estou sendo apresentado a uma pessoa chamada David Negro. Eu imagino o Rei David, da Bíblia, vestindo um traje todo preto. Quanto mais estranha for a imagem, mais fácil será de você se recordar.

O AMOR REAL
O que pode ser mais grandioso do que amar alguém? Entendê-lo.
Quando digo ao meu filho que eu o amo, mas não o entendo, então o que eu disse soa negativo, porque ele pensa: “Você ama quem você crê que eu sou ou gostaria que eu fosse, porém, se realmente você soubesse quem eu sou, talvez não me amasse”.
No entanto, se eu digo ao meu filho que eu o amo e ele sabe que eu o entendo, todo o espectro de quem ele é vai direto para a minha alma, e ele sente o meu amor por aquilo que ele realmente é.
O que significa “entender uma pessoa”? Significa captar seu modo de ser, suas ações, seus pensamentos... ou seja: sua identidade. 
Todos nós temos uma identidade. Conhecê-la, assumi-la, é o princípio da mais perfeita relação consigo mesmo, assim como conhecer a identidade do outro.
“Ama o próximo como a ti mesmo” é a lei de ouro da convivência e da paz entre os homens. E, no entanto, a Lei do Amor nos diz que só é possível a alguém amar o seu próximo quando ele tiver amor por si mesmo, isto é, a partir do instante em que eu reconhecer a minha identidade plenamente e abrir-me para entender a identidade do outro.

IDENTIDADE CORPORATIVA
Uma empresa tem uma identidade. Identidade Corporativa ou Identidade Empresarial pode ser definida como o conjunto de atributos que torna uma empresa especial e diferenciada.
Esses atributos são classificados como: essenciais e acidentais.
Essenciais são os atributos que se referem ao propósito da empresa, sua a missão e valores. Os atributos acidentais contribuem para a descrição da empresa, mas não definem sua essência. Pode-se entender melhor a diferença fazendo analogia com uma pessoa física.
A cor dos cabelos, o biotipo e as roupas que ela está usando ajudam a descrevê-la, mas não definem sua essência.
A identidade se relaciona mais com os atributos essenciais, ou aqueles que mudam muito pouco ao longo da vida dessa pessoa, como: seu senso de justiça, seu pendor para as artes ou sua introspecção.
Em uma empresa também é assim. Se ela realmente é honesta, não há governos, leis ou ofertas irresistíveis que farão mudá-la. Se valoriza o meio ambiente, sua preocupação aparecerá em todas  suas ações. Porém, se ela está no início de um projeto de expansão e com dificuldades financeiras, essa preocupação aparece apenas como um atributo acidental, já que sofrerá variações importantes ao longo do tempo.
A identidade corporativa se traduz e se manifesta de várias maneiras: no logotipo da empresa, em suas comunicações internas e externas, em seu ambiente de produção ou atendimento, no tratamento que dá ao cliente, nas apresentações de seus profissionais, em seu material impresso, em seu nome, portfólio de produtos etc. Todas essas manifestações contribuem para a construção da imagem corporativa.

CONCLUSÃO
Segundo pesquisas, os profissionais brasileiros são um dos que menos permanecem no emprego. Os últimos dados apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos,  Dieese, mostram que, em média, a permanência de um trabalhador em um mesmo emprego é de 5 anos, ficando à frente apenas dos Estados Unidos em uma lista de 22 países.
Já um levantamento feito pela consultoria Booz & Company mostra que, em 2012, 19,8% das empresas nacionais trocaram seus presidentes-executivos. A média no restante do mundo é de 15%.
Diante de tamanha rotatividade, surge um problema comum dentro das empresas: como incutir os valores da organização, sua política, na rotina de seus colaboradores e fazer que estes se contagiem e sejam impulsionados a agirem de acordo com o que está estabelecido?
Quando uma empresa é criada no imaginário de seu fundador, existe quase sempre um propósito maior do que simplesmente ganhar dinheiro. Há um sonho, uma imagem de responsabilidade e de capacidade de transferência de valores a clientes e parceiros bem próximos à utopia. E, semelhante a um ser humano que cresce e se desenvolve em todos os aspectos, a organização deve descobrir sua razão de ser ou missão, as crenças que regem suas ações ou valores, e aonde quer chegar ou visão de futuro.
A política da empresa, portanto, é o que dá significado ou sentido àquilo que os colaboradores fazem e farão diariamente. É o grande diferencial que a torna atrativa aos clientes.
Envolver as pessoas no entendimento destes pontos e em sua prática é uma meta de suma importância. Mas a questão aqui é “como fazê-lo?”
Sem treinamento que esclareça e a consequente prática cotidiana, todos os itens da Política Corporativa não deixarão de ser, na melhor das hipóteses, palavras inscritas num quadro bem impresso dependurado na parede de um ambiente chique das edificações da empresa ou uma aba de sua página na Internet. E  esta prática é condicionada principalmente ao exemplo daqueles que ocupam os altos cargos hierárquicos, sem nenhuma exceção.
Não é raro ler em um edital que “a empresa valoriza o profissional e suas ideias”. Porém, quando se vai ver, não há nenhum canal de comunicação entre as diferentes hierarquias e tampouco algum programa de incentivo a colaboradores para que manifestem o que pensam.
Outro ponto esquecido por diretores é transmitir a seus colaboradores a visão de futuro da organização – isso quando há visão de futuro. Mostrar quais serão os próximos passos a serem dados, o que a empresa almeja e quais os resultados a serem conquistados, além de trazer melhor entendimento do porquê das atividades, aumenta a confiança e o comprometimento.  
Independentemente de seu porte, a empresa deve progredir desde o patamar do grupo e chegar ao nível de equipe, com um único pensamento e objetivo, quando os colaboradores  “remam” juntos e assumem em si mesmos a identidade da empresa. Neste cenário, eles terão incorporado a missão, visão e valores da organização como seus próprios.
Enquanto o colaborador de todos os níveis hierárquicos não se identificar como sendo a organização, em nível de “Eu sou a Empresa”, ele não será equipe. Trata-se de um elemento insólito, cujas atitudes não somam. Ele continua a não dar importância suficiente a sua participação nas respostas aos desafios da organização. Ele não se dá conta da importância que suas ações têm no contexto dos negócios. Por que atender bem, se isso é indiferente?
Só o que o fará vivenciar em atos o valor a ser transferido à cadeia de escoamento de produtos e serviços até o consumidor ou cliente final é o amor pela empresa. Este “amor real” pelo qual sou capaz de amar o outro como eu amo a mim mesmo também ocorre nesta relação colaborador-empresa.  
O trabalho executado com amor, numa empresa cuja identidade eu assumo como minha missão e meus valores é o que me faz apto a integrá-la com paixão pela busca dos resultados que convergem à sua visão.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, janeiro 09, 2015

A CARREIRA PROFISSIONAL E SEU GRANDE DESAFIO

ABRAHAM SHAPIRO

Há alguns anos, eu estava numa sala de espera, quando comecei a conversar com um rapaz. Após as apresentações, ele disse ser formado em administração de empresas. Falou de sua faculdade, dos professores e quando concluiu, eu perguntei:
- Sei que você “é” administrador. Mas você “está” administrador?
- Como assim? – ele perguntou.
Eu expliquei:
-  Após ter-se graduado e talvez já conseguido um emprego, o que tem feito para adquirir mais conhecimento na sua área?
Ele ficou ali me olhando, indeciso, como se eu tivesse dito uma espantosa heresia.
Existe uma expressão importante para a vida profissional de todo mundo. Ela é: “autodesenvolvimento”.
Autodesenvolver-se é “investir esforço em melhorar mais... e continuamente”.
Você se formou? Ótimo. Continue estudando. Não matriculando-se em cursos, mas lendo livros, revistas e outras fontes de informação... para desenvolver a visão, a capacidade de entendimento e de discernir. Você vai precisar.
Um curso de graduação não é o mesmo que autodesenvolver-se como produto da sua atitude em vista de aumentar o seu valor pessoal. É de valor que estou falando, não de dinheiro ou de ficar rico.  Somar valor a si, para depois “entregar” ou transferir este valor através de um trabalho e, assim, ser recompensado com dinheiro, méritos e a devida honra. É nutrir-se com paixão pelo que você faz, para só depois de realizar um trabalho de resultados, obter os ganhos a ele referentes.
Providencie um lugar em sua casa para começar o seu programa pessoal. Marque data e hora para a leitura regular de algum periódico. Registre as ideias úteis e as inspirações que você tiver nestes momentos. Faça disso uma rotina saudável, assim como alimentar-se corretamente, tomar sol, caminhar e beber muita água.
O diploma não é um fim, mas o início da carreira profissional, que é um combate, uma luta que, como qualquer outra, terá vencedores e perdedores. O que é preciso saber? A vitória pertence exclusivamente a quem atua com rigor para melhorar sempre, continuamente, ... e sem ruptura com este compromisso.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, dezembro 12, 2014

MALDITO ATENDIMENTO

ABRAHAM SHAPIRO


Com incrível frequência ficamos desapontados com o atendimento que nos dão. O que fazemos? Procuramos outro lugar. E é isso mesmo que devemos fazer quando mal atendidos.
Atendimento ao cliente é um dos termos mais amaldiçoados que existem.
É espantoso! A empresa conseguiu realizar a venda. Mas daí, num belo dia, por causa de uma atitude indiferente, um acompanhamento fraco, um serviço pela metade, lentidão ou por uma lista enorme de outros fatores, ela perde o cliente em quem tanto investiu até conquistar.
Luta e investe um monte de dinheiro, para jogar tudo fora num instante. E sabe o que torna esta realidade mais ridícula? Quando o motivo da perda do cliente é orgulho, arrogância ou despreparo do pessoal. Parece absurdo. No entanto é o que acontece milhares de vezes todos os dias em cada metro quadrado de uma loja, um supermercado, escritório ou fábrica!
Todo mundo já amaldiçoou algum atendimento.
E o que dizer daquele empresário que fala sobre atendimento com funcionários e colegas com ares de doutor, quando, na prática, também ele e sua empresa estão reprovados?
Faça aqui a análise do seu atendimento:
- De zero a dez, qual a qualidade do atendimento ao cliente da sua empresa, sendo 0 péssimo e 10 excelente?
- Como você sabe?
- Após a venda, você se preocupa em manter o cliente com a mesma intensidade que se esforçou para conquistá-lo? Ou você acha mesmo que por ele ter comprado de você vai prosseguir o resto da vida?
- O que é “sucesso” para o seu negócio? Lucros?
- Quanto você investiu em treinamento de atendimento para o seu pessoal, este ano?
- Você gosta de livros e palestras? Quanto disso você consegue pôr em prática?
Atendimento é como o lançamento de um foguete ao espaço ou uma cirurgia no coração. Um detalhe desprezível põe tudo a perder. E na falta de orientação, autocrítica  e treinamento prático, tudo se perde, mesmo!
Você não é o “super-híper-bambam” do atendimento. Seja humilde e reconheça o contrário. Esforce-se todos os dias para melhorar junto da sua equipe e não pare nunca. Um minuto de desleixo é suficiente para interromper a sua trajetória no mundo dos negócios!
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, novembro 19, 2014

ORGANIZAÇÃO, SEQUÊNCIA E EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

Se algo começou errado, dificilmente dará certo.
É possível consertar, sim, graças a D-us. Eu aprendi que quase tudo o que se estraga pode ser recuperado. Mas a energia requerida para isso é enorme.
Vamos falar de negócios.
Por onde se inicia a implantação de qualquer empresa? Pelo projeto dos processos, isto é, pela coleção de todos os processos com que se produzirão os produtos, os serviços, os fluxos da organização administrativa interna e externa. Estou falando das máquinas e equipamentos de produção, da administração financeira, das vendas, marketing, qualidade, controle ambiental, atendimento etc.
O que vem depois? Os processos mostram quantas pessoas serão demandadas para que eles sejam postos em marcha na operação. Aí, e só então, é que se determina o perfil de cada uma dessas pessoas em termos de capacitação, competências pessoais, experiência adquirida e  outros aspectos.
Esta é a ordem:
1º. Os processos
2º. O número ideal de pessoas
3º. O perfil das pessoas.
Importante é que cada etapa desta sequência seja desenhada e dimensionada por profissionais com prática comprovada a fim de se reduzir as chances de erro.
Ao longo do tempo é obrigatória a adoção de um regime claro e contínuo de melhoria tanto para os processos quanto para as pessoas.  É o que provê níveis desejáveis de qualidade e adaptação à realidade local, já que nada nasce pronto e requer desenvolvimento.
O que não pode é inverter a ordem das coisas e esperar que os resultados finais sejam ótimos. Não serão.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, novembro 07, 2014

COMO VALORIZAR O SEU PRÓPRIO PASSE

ABRAHAM SHAPIRO

- Sou formado em Administração há um ano – disse-me o jovem que eu não conhecia, na sala de espera da empresa.
- Ah, sim? Sei que “é” um administrador – eu disse – mas você “está” administrador?
- Como assim? – ele perguntou.
E eu expliquei:
-  Após ter-se graduado e talvez já conseguido o seu emprego, o que tem feito para prosseguir adquirindo conhecimento nas áreas da sua qualificação?
Ele ficou me olhando indeciso como talvez o faria a grande maioria dos formados.

Autodesenvolvimento é sinônimo de “investir em si próprio a fim de melhorar mais e mais”. Você se formou? Ótimo, continue estudando e aprendendo. Insista nisso. Não me refiro a matricular-se em cursos apenas, mas a ler livros, revistas e outras fontes.
O diploma não é um fim, mas o início de uma jornada profissional que exigirá mais esforço e disciplina do que a graduação. Existe um oceano de novidades a ser explorado depois da formatura.
Um curso bem estruturado pode ajudar, sim. Há cursos bem programados. Só não se inscreva sem antes ter referência de todos os professores. E que tenham trabalhado na área que ministram aulas. Nada de professores que só aprenderam com livros.
No entanto, mesmo um bom curso é diferente de autodesenvolver-se como iniciativa de fazer algo concreto por si para aumentar o seu valor pessoal.
Providencie um lugar em casa para começar o seu programa. Marque data e hora para a leitura. Registre as ideias úteis e as inspirações. Faça disso uma rotina saudável.
Carreira profissional é um combate, uma luta cuja vitória pertencerá exclusivamente a quem atuar com rigor para melhorar sempre.
Se você não fizer isto por si, quem fará?
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, outubro 15, 2014

COMECE A VENCER

ABRAHAM SHAPIRO

Um vendedor mandou-me um e-mail, dizendo:
- “Minha empresa não quer me dar um notebook. Sinto-me desvalorizado. Queria ser mais considerado. Penso em me demitir. O que senhor acha que devo fazer?”
Vai ao ar a minha resposta:
Caro amigo vendedor:
O lado patético de tudo isso é ver você reclamando. A um vendedor competente de qualquer área e produto não cai bem choramingar.
Hoje você chora pra mim.  Amanhã para outros da sua empresa. A quem irá depois? A clientes.
Cuidado. E se antes de se demitir você for demitido?
Vejo que você não é disposto a investir em si mesmo. Aliás, acho que a pior coisa seria darem este notebook, pois, quando o fizerem, você ainda não terá aprendido a lição de ouro que tanto necessita para amadurecer: “Seu sucesso é responsabilidade sua”. E as suas ferramentas de vendas também.
Você pediu a minha opinião. Vá à loja de informática mais próxima e compre um notebook. Esforce-se e tenha a visão sólida de que você pode fazer isto. Será capaz?
Verbalize em voz alta: 'Eu mereço, porque sou um bom profissional!'
As empresas buscam profissional de perfil ousado, forte e corajoso, que saiba resolver problemas. Você mal sabe resolver um simples incômodo! E ainda perde tempo reclamando.
Pare de  choramingar e comece a vencer.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, outubro 13, 2014

VANTAGEM COMPETITIVA

ABRAHAM SHAPIRO 


Artigo Publicado na Folha de Londrina de 13 de outubro de 2014 - No ambiente de negócios de hoje, quando outras organizações tentam fazer o que a sua empresa faz, surge a competição. Elas podem fazer melhor.
Você só terá vantagem ao fazer algo que seus competidores não copiem. Faço uma variação: a vantagem competitiva é verdadeira vantagem sempre que os seus concorrentes não conseguem copiar absolutamente nada daquilo que é especial na sua empresa.
Conclui-se disso que uma fonte rica de vantagem competitiva são as pessoas. Saber aproveitar conhecimento, habilidades e outros predicados dos colaboradores é um diferencial inigualável, já que nenhuma das outras empresas tem este pessoal. Teoricamente é impossível copiar com eficiência o que é produzido pelas capacidades específicas dos seus funcionários, especialmente serviços – atendimento, relacionamento etc.
Na prática, porém, isso ainda dependerá de condições como ambiente, investimentos na formação e valorização humana. Estas variáveis influenciam a criatividade e o comprometimento das pessoas a ponto de determinar se elas desempenharão com amor ou indiferença suas funções. O gerente despreparado e centralizador ou o patrão arrogante, faz toda a diferença.
Mas depois de tudo, vantagem competitiva se apoia sobre um alicerce pontual:  o caráter dos funcionários. Boa educação, sinceridade, interesse em aprender e humildade é o que sustenta toda a estrutura de vantagem sobre pessoas.
Aprenda a considerar a mão de obra que diferencia os seus negócios. Gente que não valoriza o que tem, é pobre... e assim permanece por toda a vida. A menos que faça o contrário... efetivamente!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, outubro 10, 2014

VÍDEO PROFISSÃO ATITUDE - HACHIMITSU ATELIÊ DE DELÍCIAS

ABRAHAM SHAPIRO

As novas instalações do Atelier de Delícias Hachimitsu, em Londrina estão fantásticas.

Conheça no vídeo aspectos importantes deste negócio de sucesso




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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 30, 2014

VOCÊ CONHECE A SUA EMPRESA?

ABRAHAM SHAPIRO











Há um exercício que proponho a todo cliente com quem inicio nova consultoria. Pode ser divertido e útil a você fazê-lo. Ele o ajudará a ver a sua empresa desde outra ótica. É assim:
Passo 1. Escreva um texto com o título “QUEM SOMOS NÓS?” Seja dramático. Escreva-o como uma trama. Capriche. Após o rascunho, resuma-o a 25 palavras se possível. Caso você sinta-se inspirado, reduza-o novamente... desta vez a uma só palavra ou a um só verbo. Você é capaz de dizer o que é a sua empresa em uma palavra só? Se sim... fantástico. Isso indica que a sua consciência sobre o seu negócio é altíssima!
Passo 2. Liste três itens em que vocês sejam SINGULARES para os clientes. Três atributos únicos que definam a sua empresa.
Passo 3. Declare de modo preciso a COISA BOA E DEFINITIVA que os distingue dos  seus concorrentes. Não mais que vinte e cinco palavras.
Passo 4.  É chegada a hora de analisar quem é o seu principal concorrente. Com 25 palavras poderosas, precisas, elogiosas... verdadeiras... diga QUEM É ELE?  Depois, liste três grandes diferenças entre vocês e eles. Desta vez não seja resumido, mas franco.
Faça este exercício sozinho. Depois divida com os colegas de trabalho. Argumente de modo sério a necessidade de que pensem bem ao fazê-lo!
E agora: o desafio! Você teria coragem de pedir a um grupo de clientes que fizesse este exercício respondendo as perguntas sobre a sua empresa? Para começar, tente com um cliente amigável. Mas não fuja de fazer também com aquele cliente cético ou detrator da sua marca.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, setembro 04, 2014

A RUPTURA DE PRODUTOS EM SUPERMERCADOS

ABRAHAM SHAPIRO

Uma pessoa que está na loja de um supermercado com intenção de comprar e ao buscar um determinado item não o encontra na gôndola poderá ter reações de insatisfação que vão desde a escolha de um substituto do produto e o abandono da marca que buscava até o ponto extremo de abandonar seu carrinho e trocar de loja.
A indústria, a marca e o varejista irão contabilizar perdas muito maiores do que simplesmente a venda. Esta experiência malsucedida de compra irá influenciar negativamente sobre a fidelidade deste cliente.
Falta de produtos nas gôndolas dos supermercados tem nome: ruptura.
Acabar com as rupturas é uma tarefa complexa porque envolve todos os elementos da cadeia do produto e várias outras razões. Uma delas é um dado curioso. A indústria oferece atualmente ao varejo entre 300 e 400 mil itens. Só no ano de 2010, foram lançados mais de 15 mil novos itens dos quais apenas 3 mil vingaram. Mesmo assim, a gôndola não é elástica. O que fazer com os produtos que dão certo?
Para se ter uma vaga ideia, uma loja do pequeno varejo expõe de 5 a 6 mil itens a seus clientes. O primeiro desafio, portanto, é formar o mix ideal, já que é impossível oferecer tudo. Se, por exemplo, o foco estiver sobre a oferta de alimentos, o consumidor deverá encontrar sortimento e variedade dessa categoria. Os outros itens – como higiene e limpeza – serão para a conveniência do cliente.
Daí se conclui que a principal causa de ruptura em supermercados é de ordem operacional. E a falta de qualificação da mão de obra junto da ausência de processos só agravam estes problemas.
A ruptura tem muito ou tudo a ver com o fundo da loja. O varejista pode ter o produto em estoque, mas se não estiver no ponto de venda, aos olhos e ao alcance das mãos do consumidor, ele não será vendido. Aí está, sem dúvida, a mais exata,  infeliz e prática definição de ruptura.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, agosto 21, 2014

UM MINUTINHO, POR FAVOR!

ABRAHAM SHAPIRO

Comprei a mercadoria. Na hora da emissão da Nota Fiscal, a moça me disse: “Um minutinho, senhor”.
Passaram cinco minutos.
Quando, enfim, peguei a nota e me dirigi ao balcão para apanhar os pacotes, o rapaz pegou o meu ticket e, novamente: “Um minutinho, senhor”.
Lá se foram outros 3 minutos.
Eu, que detesto perder tempo e não tinha nenhum livro para dar um sentido àqueles enervantes minutinhos, pensei que, enfim, havia descoberto o fator de conversão da unidade de tempo “um minutinho”. É a média aritmética entre 5 e 3, ou seja, 4 minutos.
Anote isso. Quando alguém lhe disser: “Um minutinho, por favor”, isto levará pelo menos 4 minutos.
Na verdade, a situação do “um minutinho, por favor” é bem pior que o diminutivo empregado pelos atendentes com intenção de proporcionar tranquilidade ao cliente.  Em caso de vendas de balcão, perdem-se muitas vendas devido à equipe não ter o preparo adequado para oferecer atendimento exíguo e em conformidade ao que espera o cliente.
O vendedor ou atendente viciado em pedir um minutinho mostra a pontinha do imenso iceberg de um modelo de gestão fraco, nutrido principalmente por inconsistências sérias.
A maior dessas inconsistências é a permissividade. Ela acontece quando você sabe que algo está errado e não faz nada, sendo tolerante com os erros.
A permissividade está ligada à falta de gerência, ausência de autoridade e de força para manter processos – quando existem – e pessoas alinhadas aos objetivos da empresa.  Ela é a raiz de todos os males do atendimento, dos vendedores e atendentes padrão “um minutinho”, e por aí vai.
Todos cometemos falhas. Porém, vê-las sob a ótica do conformismo é preguiça, vagabundagem ou talvez uma doença que carece de tratamento.
Aprenda gestão. Trabalhe gestão. Este é o primeiro passo rumo a uma carreira de valor e a uma organização vencedora.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, julho 11, 2014

SIMPLES CONSTATAÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO


HÁ MUITAS DIFERENTES MANEIRAS DE COMO FAZER AS COISAS:  ALGUMAS, LEVAM À DERROTA; OUTRAS, FAZEM TUDO CONTINUAR COMO ESTÁ; E HÁ AQUELAS QUE PRODUZEM VITÓRIA E EXCELÊNCIA.

O núcleo desta frase em maiúsculas é "COMO"!
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quarta-feira, julho 09, 2014

DEUTSCHLAND ÜBER ALLES

ABRAHAM SHAPIRO

Não foi a Alemanha que ganhou da seleção brasileira. O nome do time que nos venceu é:  TREINAMENTO,  ORGANIZAÇÃO, PLANEJAMENTO, FOCO, POSTURA .... e mais uma porção nada breve de adjetivos que passaram longe do nosso time – galgado exclusivamente na propaganda, nos elogios dos meios de comunicação e no entusiasmo de um povo carente de verdadeiros líderes! 

Em resumo, estamos diante de uma lição profunda e definitiva para  gestores de empresas que acreditam em "efeitos especiais", motivação com autoconfiança e sorte nos resultados.

Conheço pessoas que ficaram de luto pela derrota do Brasil. Não só no dia do jogo. Continuaram no day after.  Ficaram com sua capacidade de trabalho abalada. Elas não conseguem ver que os jogadores ganham uma fábula em dinheiro para dar o melhor de si. E o foi que fizeram?  Ficaram "se achando” só no pagode!
Agora talvez saibam que ninguém vence só com crença ou pensamento positivo.

O selecionado brasileiro ficou no entusiasmo. Aliás, esta é uma marca nacional: “Vai que dá!”, "Vai que é sua"! É "rei" daqui... "Salvador ou santo" de lá. Não. Não dá!

Os alemães foram inteligentes. Investiram esforço acima do normal. Fizeram tudo o que podiam, pois sabiam que, além do time oponente, enfrentariam a torcida fanática. E para somar algo mais a seu visível comportamento de alto nível, nossos adversários históricos portaram-se de modo surpreendentemente humilde e cortês com a Nação Brasil.

Sem planejamento, sem cálculo dos recursos reais com que se pode contar para a busca dos objetivos, não dá e nunca dará!

Condições de fazer o melhor, o grupo brasileiro tinha. De sobra. Eles são bons individualmente e formavam um bom grupo. Porém, grupo não atinge metas. Equipe, sim. E este é o maior desafio da gestão em qualquer nível ou atividade.

A propaganda foi tanta e os elogios tão intensos que a fé dos meninos em si mesmos foi lá para cima. E a lição marcante que ficou foi: excesso de autoconfiança desvia os olhos da necessidade de melhoria contínua, afinal, "eu sou bom", “eu posso” e “essa já é nossa” são pensamentos que só saem de cena depois que o adversário mostra que perdemos tempo demais à frente do espelho.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, julho 08, 2014

A EMPRESA MAIS IMPORTANTE DO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO

Para quem você trabalha? Permite uma resposta? Você e todos à sua volta trabalham, antes de tudo, para si próprios.
Cada trabalhador é sua própria empresa... e sua própria marca. Cada um é presidente da entidade mais importante do mundo: sua vida.
Sua autovisão, autoconfiança e todos os seus relacionamentos mudarão muito tão logo você assuma isso.
Compreenda que cada indivíduo é do tamanho do esforço que investe na realização de seus planos. Nem tudo dá certo, eu sei. Planejamento é um roteiro que se traça antes de agir. E nem sempre o que se planeja se concretiza na prática. Mas um plano é um rumo a ser percorrido baseado em informações, dados, cálculos e, acima de tudo, objetivos. E se após o plano desenhado houver o investimento correspondente de esforço, persistência e avaliação com correção, senão tudo, certamente muito se realizará.
Assim como as empresas diferenciam seus produtos e serviços a fim de posicionar corretamente sua marca na visão e na mente de seu público-alvo, cada profissional deve também fazer o que pode para que sua marca pessoal tenha diferenciais e desperte a preferência do mercado de trabalho por ele.
Isto só se consegue com autodesenvolvimento baseado em estudo, disciplina, educação e resultados.  
As empresas sérias não param de evoluir. Isto é que lhes concede vencer a competitividade do mercado. Daí também porque o profissional deve capacitar-se mais e mais para não tornar-se substituível ou estagnado.
Num mundo em que a produtividade é a chave para o desenvolvimento de nações inteiras, de grandes corporações e até das pequenas companhias, não há alternativa para quem deseja o sucesso senão produzir mais e com qualidade. Isto é o que produz garantia ou estabilidade que qualquer profissional almeja para si.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, junho 12, 2014

PARADA IMPORTANTE

ABRAHAM SHAPIRO

No aeroporto de Roma, Itália, a caminho de Israel - Gosto de uma história que também é uma inspiração poderosa sobre como alcançar resultados no trabalho e na vida. Conta sobre um lenhador que, em um só dia, conseguiu derrubar 70 árvores. Em sua região viviam muitos outros lenhadores profissionais cujo recorde de derrubada era de 72 árvores num mesmo dia.
O rapaz sonhava com a fama. Assim, estabeleceu para si a meta de superar o recorde.
Certo dia, acordou mais cedo e, determinado como jamais se sentiu antes, dedicou-se a trabalhar duro. Ao final do dia, ele conseguiu apenas 68 árvores.
Calculou melhor, planejou e organizou o dia seguinte.
Acordou ainda mais cedo e, motivado, redobrou seu esforço. Almoçou correndo, tratou de não perder tempo com conversas e não desviou o foco. E então? Surpresa! Seu rendimento caiu mais. Ele só conseguiu 65 árvores.
Frustrado e pensando ser incompetente, chegou a cogitar em que seu trabalho de nada valia. Sentou-se desanimado à beira do caminho de casa.
Um velho e experiente lenhador, observando a tristeza do moço, sentiu pena dele. Aproximou-se com paciência e brandura, e puxou conversa a fim de confortá-lo. Ouviu a narrativa detalhada de seu insucesso, pensou, e então fez-lhe uma pergunta:
– Meu rapaz, ao longo da sua jornada de trabalho, quanto tempo você separou para afiar o seu machado?

Há áreas da vida nas quais fazemos repetidas vezes a mesma coisa esperando um resultado diferente. Talvez exatamente por isso nunca tenhamos o sucesso que desejamos ou merecemos!
Experimente parar para analisar o desempenho, adotar medidas corretivas sobre erros, falhas ou fraquezas e aprender com eles. Isso talvez seja mais importante do que o próprio desempenho do processo pelo qual você busque resultados.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, junho 04, 2014

DIFERENCIAR PARA SOBREVIVER

ABRAHAM SHAPIRO

E-mail que recebi do Genésio, um advogado.
“Senhor Shapiro.
Eu tenho 40 anos, faculdade e pós-graduação. Mergulhei de cabeça nos principais aspectos da minha profissão. Mas, tenho tido dificuldade no mercado em que atuo. Não encontro meios para vender bem as minhas ideias. Os clientes potenciais não sabem o que querem e nem o que precisam. Exigem muito e pagam quase nada. Segue anexo o meu currículo. Gostaria de conhecer a sua visão sobre isso e, se possível, o que posso fazer”.
Caro Genésio,
Seu currículo é bom. E percebo que os seus objetivos são sérios em relação ao conhecimento que conseguiu juntar. Suponho que a sua prática também o seja.
Vender conhecimento não é fácil. A nossa tendência natural em tudo é a de trilhar os caminhos já abertos por outros, e desejar alcançar maiores lucros do que eles conseguiram. Mas aí nos deparamos com uma pergunta: “Quanto as pessoas estão dispostas a nos pagar por algo que parece igual a tudo o que elas já viram outros fazerem antes de nós?”
Aí, não conseguimos resultados! Então questionamos o nosso conhecimento e potencial. Como isso dói, passamos depois a achar que o mercado é que tem problemas, igual àquele rapaz que, por não saber dançar, dizia que o chão do salão é que estava torto.
O que posso lhe dizer com certeza de que dará certo é: faça uma pausa para “afiar o seu machado”. Invista em dois livros. E estude-os com afinco nos próximos meses.
O primeiro é:
POSICIONAMENTO: A BATALHA POR SUA MENTE, de Al Ries e Jack Trout;
e o segundo: 
A ESTRATÉGIA DO OCEANO AZUL, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne.
Eles abrirão o seu pensamento para uma palavra chave na solução do que você propõe: “diferenciação”.  Eles contêm inspirações poderosas sobre como usar o conhecimento e a prática que você hoje detém, de modo a despertar nos seus potenciais clientes interesse de "comprá-los" sob contextos diferentes daqueles que você propôs até hoje.
Enquanto os lê, veja-se aplicando as lições às áreas em que você se encontra. Esta ponte o levará até novos modos de exercer a sua profissão e obter os ganhos que hoje lhe frustram.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, maio 02, 2014

CONHECIMENTO DE ONTEM E DE HOJE

ABRAHAM SHAPIRO

Cena em uma lanchonete
- Esse pastel é de hoje?
- Não, é de ontem.
- E a coxinha?
- De ontem, também.
Então o cliente tenta resolver o impasse.
- E o que eu faço para comer alguma coisa de hoje?
- Muito simples. – a atendente responde. Venha amanhã!
Esta piada tem tudo a ver com a capacidade limitada de renovação ou de atualização de alguns profissionais, o que torna sua carreira um grande problema para si e para as organizações nas quais atuam. Recontextualizar o conhecimento e a prática não é só importante, mas necessário. Significa tornar-se útil sempre, independente da idade ou da experiência.
Tudo carece de renovação para se manter.
Pensemos numa criança brincando e que deseja impedir que sua bola toque o chão. Ela terá de lutar contra a gravidade, pois a tendência natural é de que a bola caia. Então a única maneira de manter a bola longe do chão é segurando-a no ar ou aplicando uma força que a jogue para cima cada vez que ela cair.
Imagine outro exemplo. Você aciona o interruptor de uma lâmpada elétrica e ilumina uma sala. Alguém que olhe superficialmente dirá que foi o ato de apertar o interruptor que fez a lâmpada acender. Mas isto é somente metade da história. Vendo com detalhe, a coisa é bem mais complexa. Ao acionar o botão, fecha-se um circuito e isto faz que os elétrons  fluam e alimentem a lâmpada e ela se acenda. Mas ela só permanecerá acesa se houver renovação constante do fornecimento de energia. Tanto que, havendo corte no fornecimento de energia, lá se vai a luz.
Conhecimento é assim. E as nossas competências também. É manter a bola no ar. É alimentar a lâmpada com energia para manter-se acesa. Sem um esforço de alimentação, de manutenção a cada instante, tudo ficará estático ou será rompido. E aí? Torna-se obsoleto, inútil ou mesmo indigesto – como um pastel ou a coxinha de ontem.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, abril 28, 2014

MEDIAÇÃO DE CONFLITOS

ABRAHAM SHAPIRO


FOLHA DE LONDRINA, 28 de Abril de 2014 - Diferenças na empresa podem ser de gerações, de interesses, de necessidades, de expectativas, e mais umas cem ou mil outras.
Muitas vezes elas geram conflitos. Mas também podem ser uma fonte de criatividade, de oportunidades ou de mudança para se conseguir maior produtividade. Depende muito do modo como se lida com elas.
Das tantas oportunidades de resolver conflitos em empresas, acabei atraído por isto. Os resultados são gratificantes, mesmo havendo situações em que não se alcançou o alinhamento entre os sócios ou gestores envolvidos devido a intransigência extrema.
A técnica mais prática para se colher resultados é chamada  "mediação". Trata-se de um processo não judicial – vez que não acaba num tribunal, mesmo quando há advogados envolvidos –, é voluntário – pois, só acontece quando os envolvidos querem  resolver suas diferenças –, ocorre em clima de cooperação – e não do confronto –, e é sigiloso.
Vamos a um exemplo. Imagine que, por uma simples laranja, dois cozinheiros entrem em conflito. Ambos querem a fruta e afirmam precisar dela como ingrediente importante de uma receita. O impasse poderia ser resolvido com a divisão da laranja em duas metades. Mas esta possibilidade não é ótima, visto que não satisfaz a nenhum dos dois em função de fornecer apenas a metade do que realmente necessitam.
Como mediar a situação? Tudo inicia sempre com boas perguntas. Que tal: “Para que exatamente vocês precisam da laranja?” Um dos cozinheiros, de repente, poderia responder: “É que eu uso o suco para um molho”. Talvez o outro dissesse: “Quero a casca para fazer um bolo”.
As respostas que eles deram apontam para um novo ponto de vista. Com base nesta diferente visão, uma única laranja poderá satisfazer os interesses de ambos, antes estavam ocultos numa postura inflexível. Agora os dois se utilizarão dos benefícios de uma fruta inteira, o que concorda exatamente com suas expectativas.
Isto é mediação de conflitos.
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segunda-feira, março 10, 2014

INOVAR OU CRIAR?

ABRAHAM SHAPIRO

Dois jovens amigos de infância iam se separar por motivo de mudança de um deles. Combinam de se encontrar dali quinze anos em determinado lugar e hora.
A data chega. Montado numa velha bicicleta e de sandálias de borracha, um deles vai ao lugar combinado, à hora exata, ansioso por rever o velho companheiro. O outro se atrasa. Após meia hora, chega numa Porshe último modelo, vestindo roupas de grife. Desce do carro, abraçam-se e, diante do evidente contraste social, o primeiro não se nega a perguntar:
- Como você conseguiu subir tanto na vida?
- Foi a minha criatividade – responde o outro. Inventei um líquido especial que, aplicado na boca, produz, durante o beijo, um delicioso e surpreendente sabor de laranja. Vendi bastante, e tive muito lucro.
O pobre ficou surpreso pela inteligência e envergonhado por nada ter conseguido até então. Recordaram os velhos tempos e marcaram um reencontro dali dez anos, no mesmo local e hora.
A nova data chegou. Desta vez, o rico foi pontual. Mas para seu espanto, aconteceu o contrário da primeira vez. Meia hora já se passara e nada do outro. Preocupou-se com que seu amigo tivesse morrido na penúria.
De repente, uma caminhonete chega ao local. Homens em ternos negros e óculos escuros saltam e averiguam os riscos do local. De repente, um helicóptero aterrissa na praça ao lado, e de dentro desce aquele que da vez anterior era o pobre da dupla. Ele parece muito mais jovem; fala bem, veste-se como um príncipe, e sua postura não nega imenso sucesso.
Os dois se abraçam, e aquele que enriquecera primeira sente-se um verdadeiro mendigo frente à opulência que o ex-pobretão demonstra.
- Conte-me tudo – diz ele. O que você fez para enriquecer tanto? Espero não ter feito nada de errado.
O milionário não se acanha e, com a paciência própria dos que têm a vida mais que ganha,  declara:
- Lembra-se do nosso último encontro? Quando nos separamos, eu fui para casa e fiquei pensando na sua maravilhosa invenção. Depois de muito analisar, eu usei a criatividade e inventei um produto. Criei um líquido que quando aplicado numa laranja a sensação que produz é a de um beijo na boca. Vendi bastante, e tive muito lucro.
Moral da história: Criar é realmente importante. Mas inovar pode ser muito melhor.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473