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quinta-feira, maio 07, 2015

“SER OU NÃO SER?" ESTA JÁ NÃO É MAIS A QUESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO

A GRANDE ESCULTURA
Imagine que um dia um escultor lhe contrate para ser uma obra de arte nunca antes vista.
Ele tem um pedaço de madeira gigante e irá esculpir nele cada ação que você empreender durante o dia. Ele o fará por uma semana e ao final, ele vai mostrar o resultado. Você verá absolutamente tudo o que fez durante aqueles sete dias detalhadamente esculpido na madeira: todas as vezes que você foi bom com as pessoas e também as faces de todos os que se entristeceram com você. E assim você verá todos os detalhes desta semana.
E agora a escultura é sua. Ela lhe representa completamente, com um nível de detalhes impressionante, momento a momento de toda a semana.
Uma das razões porque não temos êxito nos desafios que a vida nos apresenta é que não damos importância suficiente às nossas respostas a estes desafios. Não nos damos conta da importância que têm as nossas ações. Cremos que qualquer coisa que fizermos será coisa do passado em poucos segundos após feita. E afinal, o que importa, se ninguém vai se recordar do que fizemos? Talvez nem nós mesmos nos recordemos mais disso.
Desvalorizamos tanto as nossas ações que nem investimos o esforço suficiente em melhorar a nossa atuação.
Porém, as nossas ações, sim, importam. E mais do que acreditamos.

NOME
A principal maneira de se conectar com a singularidade de alguém é aprender seu nome. Um nome é um aspecto intrínseco da identidade humana. Ao usá-lo, você estabelece uma conexão e comunica interesse sobre quem é a outra pessoa. Não é possível manter uma boa conversa com alguém que lhe é indiferente.  
Um ser humano é real somente quando você conhece seu nome.
Frequentemente nos esquecemos do nome de alguém, e quando falamos com ele sem identidade, percebemos que isso nos incomoda. O clima não é bom e a conversa não caminha bem.
Você tem tendência a esquecer nomes? A chave para resolver isso é prestar toda atenção no momento da apresentação e repetir o nome para si mesmo umas quantas vezes. Outra forma é usar a técnica da associação mental. Por exemplo. Eu estou sendo apresentado a uma pessoa chamada David Negro. Eu imagino o Rei David, da Bíblia, vestindo um traje todo preto. Quanto mais estranha for a imagem, mais fácil será de você se recordar.

O AMOR REAL
O que pode ser mais grandioso do que amar alguém? Entendê-lo.
Quando digo ao meu filho que eu o amo, mas não o entendo, então o que eu disse soa negativo, porque ele pensa: “Você ama quem você crê que eu sou ou gostaria que eu fosse, porém, se realmente você soubesse quem eu sou, talvez não me amasse”.
No entanto, se eu digo ao meu filho que eu o amo e ele sabe que eu o entendo, todo o espectro de quem ele é vai direto para a minha alma, e ele sente o meu amor por aquilo que ele realmente é.
O que significa “entender uma pessoa”? Significa captar seu modo de ser, suas ações, seus pensamentos... ou seja: sua identidade. 
Todos nós temos uma identidade. Conhecê-la, assumi-la, é o princípio da mais perfeita relação consigo mesmo, assim como conhecer a identidade do outro.
“Ama o próximo como a ti mesmo” é a lei de ouro da convivência e da paz entre os homens. E, no entanto, a Lei do Amor nos diz que só é possível a alguém amar o seu próximo quando ele tiver amor por si mesmo, isto é, a partir do instante em que eu reconhecer a minha identidade plenamente e abrir-me para entender a identidade do outro.

IDENTIDADE CORPORATIVA
Uma empresa tem uma identidade. Identidade Corporativa ou Identidade Empresarial pode ser definida como o conjunto de atributos que torna uma empresa especial e diferenciada.
Esses atributos são classificados como: essenciais e acidentais.
Essenciais são os atributos que se referem ao propósito da empresa, sua a missão e valores. Os atributos acidentais contribuem para a descrição da empresa, mas não definem sua essência. Pode-se entender melhor a diferença fazendo analogia com uma pessoa física.
A cor dos cabelos, o biotipo e as roupas que ela está usando ajudam a descrevê-la, mas não definem sua essência.
A identidade se relaciona mais com os atributos essenciais, ou aqueles que mudam muito pouco ao longo da vida dessa pessoa, como: seu senso de justiça, seu pendor para as artes ou sua introspecção.
Em uma empresa também é assim. Se ela realmente é honesta, não há governos, leis ou ofertas irresistíveis que farão mudá-la. Se valoriza o meio ambiente, sua preocupação aparecerá em todas  suas ações. Porém, se ela está no início de um projeto de expansão e com dificuldades financeiras, essa preocupação aparece apenas como um atributo acidental, já que sofrerá variações importantes ao longo do tempo.
A identidade corporativa se traduz e se manifesta de várias maneiras: no logotipo da empresa, em suas comunicações internas e externas, em seu ambiente de produção ou atendimento, no tratamento que dá ao cliente, nas apresentações de seus profissionais, em seu material impresso, em seu nome, portfólio de produtos etc. Todas essas manifestações contribuem para a construção da imagem corporativa.

CONCLUSÃO
Segundo pesquisas, os profissionais brasileiros são um dos que menos permanecem no emprego. Os últimos dados apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos,  Dieese, mostram que, em média, a permanência de um trabalhador em um mesmo emprego é de 5 anos, ficando à frente apenas dos Estados Unidos em uma lista de 22 países.
Já um levantamento feito pela consultoria Booz & Company mostra que, em 2012, 19,8% das empresas nacionais trocaram seus presidentes-executivos. A média no restante do mundo é de 15%.
Diante de tamanha rotatividade, surge um problema comum dentro das empresas: como incutir os valores da organização, sua política, na rotina de seus colaboradores e fazer que estes se contagiem e sejam impulsionados a agirem de acordo com o que está estabelecido?
Quando uma empresa é criada no imaginário de seu fundador, existe quase sempre um propósito maior do que simplesmente ganhar dinheiro. Há um sonho, uma imagem de responsabilidade e de capacidade de transferência de valores a clientes e parceiros bem próximos à utopia. E, semelhante a um ser humano que cresce e se desenvolve em todos os aspectos, a organização deve descobrir sua razão de ser ou missão, as crenças que regem suas ações ou valores, e aonde quer chegar ou visão de futuro.
A política da empresa, portanto, é o que dá significado ou sentido àquilo que os colaboradores fazem e farão diariamente. É o grande diferencial que a torna atrativa aos clientes.
Envolver as pessoas no entendimento destes pontos e em sua prática é uma meta de suma importância. Mas a questão aqui é “como fazê-lo?”
Sem treinamento que esclareça e a consequente prática cotidiana, todos os itens da Política Corporativa não deixarão de ser, na melhor das hipóteses, palavras inscritas num quadro bem impresso dependurado na parede de um ambiente chique das edificações da empresa ou uma aba de sua página na Internet. E  esta prática é condicionada principalmente ao exemplo daqueles que ocupam os altos cargos hierárquicos, sem nenhuma exceção.
Não é raro ler em um edital que “a empresa valoriza o profissional e suas ideias”. Porém, quando se vai ver, não há nenhum canal de comunicação entre as diferentes hierarquias e tampouco algum programa de incentivo a colaboradores para que manifestem o que pensam.
Outro ponto esquecido por diretores é transmitir a seus colaboradores a visão de futuro da organização – isso quando há visão de futuro. Mostrar quais serão os próximos passos a serem dados, o que a empresa almeja e quais os resultados a serem conquistados, além de trazer melhor entendimento do porquê das atividades, aumenta a confiança e o comprometimento.  
Independentemente de seu porte, a empresa deve progredir desde o patamar do grupo e chegar ao nível de equipe, com um único pensamento e objetivo, quando os colaboradores  “remam” juntos e assumem em si mesmos a identidade da empresa. Neste cenário, eles terão incorporado a missão, visão e valores da organização como seus próprios.
Enquanto o colaborador de todos os níveis hierárquicos não se identificar como sendo a organização, em nível de “Eu sou a Empresa”, ele não será equipe. Trata-se de um elemento insólito, cujas atitudes não somam. Ele continua a não dar importância suficiente a sua participação nas respostas aos desafios da organização. Ele não se dá conta da importância que suas ações têm no contexto dos negócios. Por que atender bem, se isso é indiferente?
Só o que o fará vivenciar em atos o valor a ser transferido à cadeia de escoamento de produtos e serviços até o consumidor ou cliente final é o amor pela empresa. Este “amor real” pelo qual sou capaz de amar o outro como eu amo a mim mesmo também ocorre nesta relação colaborador-empresa.  
O trabalho executado com amor, numa empresa cuja identidade eu assumo como minha missão e meus valores é o que me faz apto a integrá-la com paixão pela busca dos resultados que convergem à sua visão.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, setembro 03, 2014

NÃO NOS COMUNICAMOS COMO DEVÍAMOS

ABRAHAM SHAPIRO

Algo que li no Facebook:
“Fiquei sem Internet por meia hora. Descobri que há pessoas morando aqui em casa. Até sentei-me à mesa com eles. Acho que é a minha família!”
Isso me lembra a história de um jovem que se aproximou de seu mestre e lhe disse que se tornara cocheiro. O mestre retrucou:
- Sua cabeça estará ocupada com cavalos a partir de agora. Portanto, me parece que você fez da sua mente um estábulo”.
Tenho buscado entender o que acontece com esta geração que passa as horas de cada dia e noite navegando no  Facebook, Whatsapp e outras mídias sociais.
É ilusão pensar que as pessoas se comunicam só porque alguém, há alguns anos, decretou a Era da Comunicação, ou porque a Internet nos oferece mais condições de interação através de ferramentas de tecnologia. Grande parte das pessoas tem acesso a tudo isso, sim, mas a qualidade da interação não acompanha. Sabe por que? A comunicação depende muito menos de ferramentas do que do estado mental dos interlocutores ou de seu preparo para isso.
A comunicação começa com a predisposição de se comunicar. E também exige preparo. Quero dizer que a comunicação ideal acontece quando existe o desejo de se comunicar e a pessoa prepara sua cabeça para ver, ouvir e entender. Não se trata apenas ter e usar usar um aplicativo no computador ou celular.
Aquele jovem cocheiro ficaria, conforme predisse seu mestre, tão concentrado em cavalos que sua mente se converteria literalmente em um estábulo.
Nós enquadramos tudo o que ouvimos e lemos aos nossos vícios de raciocínio, à nossa rotina e ao que fazemos – por insistência ou por necessidade. Trata-se de um desafio muito positivo romper essas linhas habituais de pensamento, os nossos padrões e condicionamentos com novas formas de ver, ouvir, falar e consequentemente, de entender e interpretar. Isto seria desenvolver a real habilidade de corresponder ao que a tecnologia nos disponibiliza e dominá-la.
Há mais ou menos dois mil anos, alguém já disse que “a boca fala daquilo que o coração está cheio”. É por aí!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, agosto 05, 2014

O CETICISMO AUTÊNTICO

ABRAHAM SHAPIRO

Estou lendo um livro fantástico de filosofia que tem mexido em quase todos os meus conceitos. Rever pensamentos de vez em quando faz bem.
Eu me detive em um filósofo grego chamado Pirro de Élida, que teria vivido por volta de 320 a.E.C. Ele é o fundador do ceticismo. Para quem deseja saber, ceticismo é o pensamento segundo o qual ninguém pode atingir certeza alguma a respeito da verdade, o que resulta em uma atitude intelectual de permanente dúvida.
Pirro tinha um modo estranho de encarar a vida. Ele dizia que não devemos confiar totalmente nos nossos sentidos porque muitas vezes eles nos enganam. É fácil, por exemplo, achar que ouvimos uma voz quando o som não passou do vento soprando entre os galhos de uma árvore.
As aparências nos enganam. Diante disso, será possível ter alguma certeza? Tudo na vida se resume a opiniões. E todo mundo acha ter razão. Portanto, não há como descobrir a verdade. Então: vale a pena se aborrecer? De modo algum.  Por isso, o melhor é se distanciar das crenças fortes e de pontos de vista inflexíveis. Só darão prejuízos, porque tudo é uma grande ilusão. Muitas das nossas certezas e convicções são irracionais e obstáculos à nossa paz de espírito.
Temos uma facilidade imensa de aceitar coisas sem questionar.  E isso é tão consistente quanto um castelo de cartas. Não tem bases sólidas e, por isso, não nos farão felizes em momento nenhum.
Jamais saberemos como o mundo realmente é, como as pessoas são e como pensam. Ninguém conhecerá a natureza última da realidade.
Os nossos desejos surgem da crença de que uma coisa é melhor do que a outra. E já que nunca conseguimos o que queremos, vivemos a maior parte da vida infelizes.  Seria bem melhor se soubéssemos que nem nós, nem ninguém, podemos saber se isto é melhor do que aquilo ou melhor do que tudo mais.
Em resumo: preocupar-se com que?

Jogar a sua qualidade de vida fora por preocupações que nunca serão resolvidas, por quê?
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, julho 25, 2014

FAÇA NEGÓCIOS COM FRIEZA

ABRAHAM SHAPIRO

Negócios devem acontecer com uma dose de dois ingredientes essenciais: assertividade e frieza.
Ao entrar numa negociação com emoção ou por necessidade, apronte-se para lamentar muito no instante seguinte. É como ir ao supermercado com fome e trazer para casa uma montanha de itens de que você não precisava.
Comprar ou vender com o coração quente é o atalho mais curto para julgamentos subjetivos e exposição a altíssimo grau de risco.  Gastos e perdas imprevisíveis lhe farão perder a noção real de ‘valor’. Você acabará provando a plenitude da insatisfação, do arrependimento e da frustração... logo, logo.
Você não quer isto. Ninguém quer!
Como ser assertivo ou frio?
Assertividade é a habilidade de afirmar os seus próprios direitos, expressando pensamentos e crenças de maneira direta, clara, franca e adequada ao contexto, de modo a não violar o direito dos outros.
A postura assertiva é uma virtude. É o caminho do meio entre o excesso – ou agressão – e a falta – ou submissão.
Ser assertivo é dizer “sim” e “não” quando preciso.
Há estudos desenvolvidos por psicólogos que afirmam ser as pessoas assertivas menos ansiosas, mais interiorizadas e autoconfiantes. Eles também demonstram que os que convivem com pessoas assertivas têm maior autoestima e são menos agressivos.
Para nós, brasileiros ou descendente de latinos, vencer a confusão mental entre ‘ser assertivo’ e ‘ser grosseiro’ é um problema.
Mas pense bem: se você tem de dizer a um amigo que não poderá recebê-lo esta noite em sua casa porque já tinha um compromisso marcado antes, não há nada errado. Imaginar que isto seja falta de educação é um engano. Pior ainda seria inventar uma mentira só para despistá-lo.  
Uma importante iniciativa para ter frieza na dose certa nos negócios e na vida é: não assuma situações impossíveis ou complicadas só para agradar os outros. Este é um importante primeiro passo. Você poderá ser franco sem ser descortês.
Assertividade é isso.  Com ela você não irá lamentar-se amanhã por ter feito o que não devia hoje, nem culpar quem nada tem a ver com as suas decisões.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, julho 10, 2014

EU JÁ DISSE E REPITO: "DÊ RETORNO!"

ABRAHAM SHAPIRO

“Dar retorno” – expressão importante para todos os relacionamentos. Seu significado é específico e profundo.
Alguém ligou ao seu fone celular. Você não podia atender. A chamada está lá, registrada. Dar retorno significa:  ligar de volta ao número de quem o chamou.
Outra situação. Alguém vai à sua procura em seu local de trabalho sem ter agendado previamente. Você está em reunião. A recepcionista o informa sobre a sua impossibilidade de atendê-lo. Ela escreve um  recado e passa às suas mãos. Dar retorno, aqui, significa contatar aquela pessoa e dar-lhe uma resposta em relação ao que ela desejava. A sua secretária poderia ser delegada desta ação em muitos casos.
Parece simples. E é.
Mas “dar retorno” depende de muitos outros fatores que não somente meios de comunicação.  Educação,  respeito, humildade, nobreza, profissionalismo e uma lista nada pequena de outras boas qualidades humanas estão entre eles.
Profissionais de verdade usarão um caderno ou qualquer outro recurso para exercer este importante item – dar retorno – como parte de seu trabalho. Estes porque são eficientes. Aqueles, pelo hábito ou desejo de não perder oportunidades, já que muitas delas surgem assim: por uma eventual e inesperada ligação telefônica.
Não menospreze pessoa alguma. Menos ainda as que o procuram. Dê retorno. Faça o possível. Separe meia hora pela manhã ou à tarde para fazer isto. Aprenda maneiras práticas de “falar muito” usando poucas palavras.
Seja objetivo. Não seja aleatório. Informe a pessoa do outro lado da linha, por exemplo, o tempo de que você dispõe para tratar do assunto em pauta. Se for preciso dar continuidade presencial após a ligação, marque logo a agenda e abrevie a ligação. Tenha e mantenha interesse pelos demais. Você terá de volta sua consideração.
Você prometeu dar retorno e não deu? Sabe o que esta sua atitude comunicou ao tonto que ficou lhe esperando? Aqui vai: “Você é um imbecil. Não me encha a paciência. Vá lamber soda!”. Percebe a gravidade? Se fosse com você seria mortal, não? Pois não faça ao outro!
Dê retorno... e você será visto como alguém bem maior do que imagina ser. Prometo!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, junho 20, 2014

GERENTE OU CAPATAZ? AS DIFERENÇAS

ABRAHAM SHAPIRO


O que é um capataz? É um funcionário contratado para administrar ou organizar uma fazenda. É o chefe de um grupo de encarregados de trabalhos braçais na qualidade de administrador de uma propriedade rural ou alguém que ganha a confiança do chefe para atuar como subchefe naquela área.
O capataz não é propriamente um gerente. Ele pode até desempenhar algumas funções gerenciais de modo parcial, porém, não plenamente, pois, o gerenciamento em si compete na capacitação e prática de quatro diferentes prerrogativas, que são:
- Planejar,
- Organizar,
- Dirigir – ou liderar – e
- Controlar.
Um indivíduo – mesmo capacitado – que se restringe a desempenhar apenas uma destas prerrogativas, não é um gerente. Talvez fosse um capataz.
Ele poderá ter uma equipe sob seu cuidado, ou um cliente especial para acompanhamento, ou uma área de atuação de vendedores para controle, ou algumas operações logísticas a checar etc. Porém, a menos que exerça aqueles quatro papéis de modo coordenado e devidamente integrado às necessidades da organização ele poderá até ter um contrato assinado como gerente, mas não o é de fato.
Estou sendo enfático por razão de que já vi inúmeros bons profissionais tornarem-se desprezíveis ao serem promovidos a gerentes. Nem todo bom operacional será gestor.  O gerenciamento não é um carro que se engate a marcha e o conduz pisando nos pedais certos. Talvez seja um veículo sem marchas, sem direção, nem rodas ou pneus, e sem motor... que é preciso fazer rodar sobre longas, íngremes e pedregosas estradas.
Tive a curiosidade de entrevistar um empresário que, apesar de nenhuma formação acadêmica, é um homem de esplêndido sucesso. Perguntei-lhe como ele distingue, na prática, o capataz de sua fazenda dos gerentes das empresas que ele comanda. Ele respondeu da seguinte forma:
“Meu capataz toma conta, inspeciona e tem olhos para tudo na minha propriedade. Ele se levanta todos os dias para proteger o patrimônio que confiei a ele. Os meus gerentes não fazem isso. Eles fazem planos, se organizam e buscam oportunidades. Eles procuram melhorar os negócios e superar a estabilidade que já atingiram ontem ou anteontem. Quando eles as encontram, então vêm a mim e propõem um modo de ‘abocanhá-las’.  Se eles não forem arrojados em ajudar a empresa crescer e desenvolver, para mim não servem nem para capataz”.
Acho que não é preciso dizer nada mais. Mesmo porque não se deve falar após uma pessoa mais sábia que você.​
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, março 25, 2014

O OCEANO DAS COISAS IMPOSSÍVEIS

ABRAHAM SHAPIRO

“Do Outro Lado do Espelho”, é um livro de Lewis Carrol, também autor de “Alice no País das Maravilhas”. Um dos trechos que mais me tocam é este:
“Com os braços abertos como se estivesse voando, passou a Rainha Branca correndo alucinadamente. Seus braços são os ponteiros de um relógio impossível, com o tempo voando ao contrário.
– Não posso acreditar nisso! – disse Alice.
– Não pode? – disse a Rainha Branca com tom de voz penalizado. – Tente outra vez: respire profundamente e feche os olhos.
Alice riu.               
– Não adianta fazer isso – disse ela – ninguém pode acreditar em coisas impossíveis.
Então a Rainha diz:
– Eu diria que você nunca praticou bastante.  Quando eu tinha a sua idade praticava sempre meia hora por dia. Às vezes me acontecia acreditar em seis coisas impossíveis antes mesmo do café da manhã."
É fantástico esse texto!
O que acontecerá, hoje em dia, a qualquer um que não pensa em coisas impossíveis?  Ele ficará de fora, vendo a aeronave passar, levando embora todos os que tiverem mente aberta.
Hoje já é possível sonhar coisas que jamais se pensou. E o mundo nunca esteve assim antes.
Quem podia imaginar os negócios que acontecem pela Internet, por exemplo?  No entanto, é incrível pensar que a maioria das empresas não está tirando proveito algum da Internet. Seus processos de negócios, suas aprovações, sua hierarquia, a seleção de pessoas, treinamentos, etc estão acontecendo amplamente fora do mar de infinitas possibilidades que a Internet lhes proporciona.
Ter um website, pura e simplesmente, não coloca ninguém no mundo digital. O que seria preciso, antes disso, é entender o conceito, o novo modo de comunicar, de abordar, de apresentar ideias, de se relacionar... Tudo, enfim.
A Microsoft foi um sonho impossível.
A Apple foi um sonho impossível.
E quanto a você? Consegue pensar nos seus sonhos impossíveis? Bobagem? Pois então vai aqui o meu conselho: aposente-se. Dê lugar a quem consegue fazer exatamente isto. O presente já pertence a eles. E o futuro? A eles, também, e a mais ninguém.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, março 19, 2014

PROCESSOS

ABRAHAM SHAPIRO

Processos é uma palavra que, há poucos anos, começou a ser mencionada de modo crescente na literatura de negócios. O motivo é o mesmo em todo lugar: ajudar a resolver o problema do achatamento da margem de lucro de produtos e serviços.  
É lógico. Quando o lucro começa a diminuir, surgem questionamentos do tipo: “Será que estamos trabalhando certo?”, “Os gerentes controlam o que é preciso?”, “Podemos melhorar a qualidade do produto sem aumentar custos?”.
Desde que se busquem respostas de modo profissional – e não pelos critérios do “Dr Achovsky” –, qualquer boa pergunta pode produzir ganhos importantes para a empresa. Aí é que se depara com “processos”.
E como ficam aquelas que não têm processos definidos? Refiro-me às que atuam sempre de modo indefinido ou diferente? Seja de forma personalizada, customizada ou bagunçada mesmo?
Vamos entender. Processo é o conjunto de atividades desempenhadas para se atingir um ou mais resultados. Exemplo: a receita de um bolo.
O cozinheiro, usando suas habilidades e conhecimento, junta os ingredientes nos utensílios pré-determinados e, com o conhecimento do que as pessoas gostam, realiza o passo a passo da descrição detalhada da receita até chegar ao prato.  
Na empresa, processo é a sincronia entre insumos, atividades, infraestrutura e as referências necessárias para se adicionar valor a produtos ou serviços a fim de que sejam oferecidos aos consumidores e eles comprem.
Tudo o que se faz desde a produção até a entrega ao cliente, incluindo o pós-venda, são as várias etapas de um grande processo que descreve a atividade da empresa. Quanto mais detalhados e descritivos forem estas etapas, maior domínio os empregados terão em sua produção, venda, controle etc.
No momento esta é a grande dica: realize a descrição mais clara e real de todas as etapas de processos da sua empresa. De posse desta descrição, será possível analisar e descobrir pontos a serem otimizados e, assim, levar todo o pessoal a melhor desempenho, qualidade mais alta e, ao que é interessante para qualquer negócio, lucro bom.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, março 11, 2014

OS CONCEITOS ENSINAM

ABRAHAM SHAPIRO

Theodore Levitt é um dos pais do marketing. Ele disse: “Produto é algo que as pessoas compram. Se não o compram, não é produto, é peça de museu. Uma empresa não é uma empresa se não consegue funcionar. E não pode funcionar se não atrai nem mantém um número suficiente de clientes que pagam o que devem – não importa o quão eficientemente esteja operando”.
O que Levitt propõe é que “marketing consiste em conquistar e manter clientes”, ou seja: são todas aquelas coisas grandiosas que provocam euforia em relação a produtos e serviços e que levam as pessoas a finalmente fazerem negócios com você.
Há quem tenha dito ser o marketing tudo o que pode ser feito para facilitar o processo da venda, de tal forma que, se for perfeito, o esforço para que a venda ocorra será próximo de zero, senão zero.
Conceitos! Eu gosto de conceitos. Tenho especial atração por eles porque esclarecem, permitem que eu tenha luz sobre seu emprego e facilitam a expressão.
Marketing, por exemplo, é um dos  termos menos entendidos e mais usados nas conversas de negócios. As pessoas falam dele como se soubessem bem, quando na verdade muitas delas jamais investiram alguns minutos em pesquisar seu real significado.
Todos nós carecemos de conceitos. Insisto nisso sempre que posso. Gostaria de influenciar o mundo sobre isso.
É cômodo pensar que já sabemos sobre o que estamos discutindo mesmo quando a ideia ainda está confusa na mente. Mais fácil ainda é fingir saber. Esta é a tendência natural, já que investigar o que ainda não conhecemos demanda esforço.
Tudo bem! Na prática,  use um bom dicionário. Acostume-se a buscar saber ao menos os fundamentos, as ideias rudimentares e o significado das palavras que você mais emprega. Faça leituras básicas. Busque a origem daquilo com que você mais convive no trabalho e na vida. Leia livros fáceis, porém esclarecedores e você verá que os seus pensamentos ficarão mais fluentes. A mais, habitue-se também a questionar o que você já sabe, afinal, "quem faz perguntas, nunca erra".
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, março 07, 2014

INVISTA O SEU TEMPO

ABRAHAM SHAPIRO

Algo que todo mundo deseja: mais horas no dia. Isso é impossível. Mas e se você conseguisse liberar 20% do seu tempo de trabalho para se concentrar em responsabilidades realmente importantes?
Como? Elimine ou delegue tarefas sem importância e as substitua por aquelas que adicionam valor.
Você sabia que é muito provável que você esteja gastando grande parte de seu tempo — em média, 41% — em atividades não essenciais?  São tarefas que trazem pouca satisfação pessoal ou podem ser feitas por outras pessoas competentes.
Então, por que você continua a fazê-las? Porque livrar-se de trabalho é mais fácil de dizer do que de fazer.
Nós nos agarramos instintivamente a tarefas que nos fazem sentir ocupados e, assim, importantes. Ao mesmo tempo, nossos chefes, que lutam o tempo todo para fazer mais com menos, empilham sobre nós tantas responsabilidades quanto estivermos dispostos a aceitar.
Nós nos sentimos embaraçados numa teia de compromissos da qual pode ser doloroso sair. Além disso, os itens menos importantes na nossa lista de afazeres não são totalmente desprovidos de benefícios. Fazer progresso em uma tarefa — mesmo uma que não seja essencial — aumenta a nossa sensação de engajamento e satisfação. E, embora as reuniões, por exemplo, sejam amplamente ridicularizadas como perda de tempo, elas oferecem oportunidades para socialização e integração com colegas.
Mas é bem verdade que podemos ser mais produtivos se pensarmos a respeito de como gastamos o nosso tempo decidindo quais tarefas são mais importantes e descartando ou terceirizando o resto.
Um cliente meu livrou-se de reuniões e tarefas administrativas sem importância prioritária para apoiar mais sua equipe. Ele conseguiu aumentar em 5% as vendas de sua unidade em três semanas.
Embora nem todo mundo tenha tanto sucesso, você sempre conseguirá bom resultando fazendo uma avaliação do seu tempo. Repensar e alterar o seu conjunto de atividades torna possível liberar um quinto do seu dia, o que corresponde a quase um dia inteiro por semana. Você pode aproveitar essas horas para se concentrar em tarefas que realmente valem a pena.

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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, março 05, 2014

A SINERGIA DE STEPHEN COVEY

ABRAHAM SHAPIRO

Eu e os jovens empresários de quem sou mentor e orientador estamos estudando uma obra incrivelmente prática na área do relacionamento humano. É “A TERCEIRA ALTERNATIVA”, de Stephen Covey.
O núcleo central deste livro está na palavra sinergia.
Covey diz que a sinergia é o poderoso resultado ao qual se chega quando dois ou mais seres humanos respeitosos decidem, juntos, ir além de suas ideias preconcebidas para enfrentar um grande desafio. É quando 1 mais 1 é igual a 10, 100 ou mesmo 1000.
“Respeitosos”, ele diz. Se os dois ou mais seres humanos não se respeitam, jamais terão sinergia entre si. E isto é curioso. Eu conheci casais que se amavam. Ao perderem o respeito, a convivência tornou-se impossível. Já outros que se respeitavam, permaneceram juntos e satisfeitos mesmo quando o amor perdeu o colorido inicial.
A sinergia é uma decisão conjunta. Aqueles dois ou mais indivíduos respeitosos, quando frente a um grande desafio, decidirem suplantá-lo juntos, devem se predispor a ir além de suas ideias preconcebidas. Esta premissa parece interessante e simples de se entender.  Contudo, ir além das nossas ideias preconcebidas próprias é das mais difíceis tarefas a se desempenhar neste mundo. Natural é a qualquer indivíduo crer e apegar-se obsessivamente a seu ponto de vista pessoal. Por isso, não conseguimos sequer ouvir o que o outro tem a dizer.
Talvez por isso, sinergia seja um processo. O que é um processo? É uma sequência particular de ações com um objetivo. A criação do mundo, segundo o Gênesis, foi um processo. Uma receita de bolo é outro exemplo muito prático. Sinergia também é um processo. Daí ela não acontecer espontaneamente, porém, mediante o investimento de ingredientes ou recursos pessoais e um modo de fazer.
Covey conclui sua definição de sinergia com as seguintes palavras poderosas: “é a paixão, a energia, a habilidade, a emoção de criar uma nova realidade, que é muito melhor do que a anterior”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, março 04, 2014

A FALSIDADE

ABRAHAM SHAPIRO

Uma joia falsa.... uma obra de arte falsa.... um homem falso.... quanto vale? Ou melhor seria perguntar: o que vale?
Um ser humano  falso é aquele que expressa a outros, em cumplicidade, opinião, parecer, crítica, ponto de vista, invencionice ou comentário intrigante sobre determinado indivíduo, mas o oculta dele.
É o patrão que pontua defeitos do funcionário a seus colegas.
É o marido que divulga as falhas de sua esposa na roda de amigos, e acha-se leal.
É o pai que fala mal do filho a seus irmãos.
É a fofoca, é o mexerico, é o cochicho, é o comentário em segredo, a especulação, o boato propagado, a besouragem, a bisbilhotice, a detração, a difamação, a tecedura, a trica, a invasão de privacidade...
No coração e mente do falso se encontram covardia, insegurança, conveniência, prazer com o mal, fraqueza de caráter, desamor, inveja, ciúme, desejo de destruição, língua má, coração mau, olhos maus... e uma alma decaída!
Seu valor? Creio ser demais estimá-lo pelos excrementos de suas entranhas.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, janeiro 28, 2014

O QUE FAZER COM ERROS NA EMPRESA

Ouça esta postagem AQUI


ABRAHAM SHAPIRO


Eu conheço os que gritam, os que choram, os que entram em depressão e, por mais incrível que pareça, os que não se perdem e permanecem tranquilos quando diante de algum erro em sua empresa.

Perguntei a um desses “seres humanos especiais” o que faz para manter-se nesse estado de equilíbrio quase enervante e aparentemente anormal. Ouça sua resposta: “Eu aprendi a não olhar para um erro apenas como ‘coisa a ser consertada’, mas de modo mais positivo: como ‘consequência de um processo fora de controle’. Em vez de tratar de resolvê-lo, eu e meus gerentes investigamos sua origem. Depois que a conhecemos, aí corrigimos o mecanismo que o gerou. É assim que nós não só consertamos o defeito específico como também melhoramos o rendimento geral da empresa”.
Uau! É o máximo. Quase nunca encontrei alguém tão consciente e focado na coisa certa.
Pense. Se um incêndio na casa de um indivíduo ocorreu devido a problemas na instalação elétrica, e ele se contenta em somente apagar o fogo, qualquer um será capaz de predizer que um novo acidente acontecerá a qualquer momento já que a instalação continua a mesma.
Observe quanto tempo é gasto em resolver problemas e o nada que se investe na busca de suas causas. Não é inteligente! Superar a situação não basta. É preciso fazer algo que garanta que ela não se repetirá.
Escreva na tela do seu computador: “Conhecer e eliminar a causa de um problema é muito superior à sua solução”. É como uma comida cuja receita não deu certo. Adianta discutir sobre isso na sala de jantar se tudo aconteceu na cozinha?
Pois sim. Quando existe liberdade, clareza e objetividade para se percorrer o caminho da sala de jantar à cozinha, então é que se entende porque os japoneses afirmam com tanta coragem que "um defeito é um tesouro".
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, dezembro 11, 2013

O QUE AS STARTUPS TÊM DE BOM PARA VOCÊ

ABRAHAM SHAPIRO

STARTUP. Isso significa alguma coisa pra você? Se sim ou não, peço que interrompa o seu afazer por um instante e pense comigo.
Há quem diga serem as STARTUPS herdeiras das antigas PONTOCOM, que ao final da década de 1990 foram protagonistas de um cenário nada feliz da história da Internet. Mas isto é apenas senso comum.
Olhando bem, as STARTUPS são um modelo de negócio. É uma cultura de negócios. E mesmo sendo “uma nova geração de empreendedorismo da pequena e microempresa com grande potencial de escala”, há algo espetacular por trás das STARTUPS.  Algo que merece reflexão.
STARTUP é “qualquer organização formada com base na busca de um modelo de negócios escalável e que possa ser repetido”. Tecnologia e automação podem ser sua base estrutural. Mas não são fatores necessários. Escala é a chave. E esta palavra é mágica em para qualquer negócio: escala.
A filosofia por trás das STARTUPS não se delimita a um tipo específico de empresa –  seja por tamanho, idade ou natureza de produtos ou serviços.
Qualquer companhia tentando construir algo a partir do nada pode empregar a filosofia das STARTUPS.
Ok. Mas a pergunta de 1 milhão de dólares é: QUE FILOSOFIA É ESTA? É o máximo  investimento em CAPITAL HUMANO e INTELECTUAL. Viu só? E isto só se consegue quando o foco está mais no empreendedor do que no empreendimento em si.
Imagine você crescendo intelectualmente – buscando novas ideias, mudando as crenças já ultrapassadas e abrindo a sua mente para o novo e desconhecido... ao mesmo tempo em que se cerca de gente inteligente, corajosa, com visão de desenvolvimento e apaixonada por criar um modelo enxuto de negócio.
Imagine a sua empresa redefinida à luz deste conceito! Não estará aí a forma excelente de conseguir prosperidade?
Saia do seu lugar. Saia do seu “terreno mental” atual e recrie os seus negócios. Conheça outros desafios. Absorva o que é bom hoje, e mais que ganhar dinheiro, você terá estruturado algo bacana de que muitos gostarão de fazer parte!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, novembro 29, 2013

MERO DETALHE TÉCNICO?

ABRAHAM SHAPIRO


Planejar. O que esta palavra – usada tantas vezes na vida e no trabalho a cada hora – realmente significa? Planejar significa construir o futuro.
O guru do planejamento é um norte-americano e se chama Michael Porter. Sua principal recomendação para que se consiga um planejamento eficaz é que ele inicie por uma “fotografia do presente”. Ela serve como um recurso dinâmico que irá determinar a existência de uma lacuna entre o que existe hoje e o que se pretende alcançar no futuro.
O desenvolvimento de um plano tem por alvo eliminar esse gap.
Assim como as pessoas as empresas precisam, de tempos em tempos, rever seus processos, sua gestão e seus conceitos para melhorar o aproveitamento de seus recursos – tanto os humanos quanto os patrimoniais. Para que? Para buscar resultados recompensadores a seus acionistas.  
Um planejamento não é algo que deva ser encarado apenas para superar crises. Empresas inteligentes estão à procura de mais e melhores resultados sempre. E isso é a base do planejamento.
É construindo o futuro que se consegue enfrentar adversidades ou novidades de percurso com ações rápidas e precisas.
Assim, um planejamento que mereça ser chamado de “estratégico” nasce a partir da clareza nas intenções dos acionistas para com seu negócio, e considera tanto o conjunto de expectativas pessoais quanto o das empresariais.
O planejamento irá definir as métricas para acompanhar o desempenho de produtos, sistemas e pessoas, identificando lacunas nas competências dos gestores e contribuindo para eliminar feudos – aqueles grupinhos que tornam inadministrável qualquer organização.
Muito objetivamente, planejamento é a bússola que orienta qualquer negócio, pois, como disse o saudoso Peter Drucker, o sábio da gestão: “Nenhuma empresa é melhor do que o seu administrador permite, ou maior do que o seu planejamento lhe permite ser”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, novembro 21, 2013

A RODA DA FORTUNA E O BRASILEIRO MAIS RICO DO MUNDO

Ouça neste link a locução deste artigo: clique aqui


ABRAHAM SHAPIRO


Em um dia de abril de 2012, quando a presidente Dilma Roussef comemorava junto do Eike Batista a "primeira porção de petróleo", do que são agora seus campos secos na costa do Rio de Janeiro, a presidente fez um discurso enaltecendo o empresário.
Naqueles dias ele ainda era o homem mais rico do país. Sua fortuna passava os US$ 30 bilhões, investida em uma rede de empresas que ia de petróleo à mineração, passando por energia e logística.
Dilma chegou a falar numa aliança entre a petroleira de Eike, a OGX, e a Petrobras, dizendo: "Ambas podem ganhar muito com uma parceria".
Desde então, a queda de Eike foi rápida, vertiginosa e grave. Hoje associam seu nome à palavra vergonha.
Não sei se precisaria chegar a esse ponto.
Durante o domínio romano sobre Israel, há cerca de dois mil e cem anos, houve um mestre  chamado Rabi Akiva que dirigiu-se certo dia ao mercado a fim de vender uma pedra preciosa. Um homem mal vestido, sentado entre os pedintes, disse que desejava comprá-la. Rabi Akiva olhou-o bem e pensou que estivesse fazendo alguma zombaria. Mas o aparente mendigo levou-o até uma mansão.
Ao entrar, um criado trouxe-lhe uma cadeira, abriu um baú de moedas e o homem comprou a pedra pelo valor pedido.
- "Não entendo isso" - disse Akiva ao homem. "Se você é tão rico quanto vejo, por que se senta com os mendigos do mercado?"
E o homem respondeu:
- "Mestre, a minha fortuna poderia facilmente subir-me à cabeça e me fazer pensar que sou melhor do que os pobres. Eu não conheço os motivos porque D-us me abençoou com fortuna. Por isso, eu me junto aos menos favorecidos para que o meu dinheiro não me torne vaidoso.” E, deopis de alguns segundos de silêncio, ele continuou: "Além disso, o mundo é cíclico. Hoje sou milionário, amanhã posso ser um mendigo... por razões que desconheço.  Caso isso aconteça, eu já terei o meu lugar reservado entre os pobres".
Aí está a lição. Existe uma roda da fortuna. Quem está em cima hoje, poderá descer amanhã. O problema de agora é a vaidade!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, novembro 15, 2013

UMA DEFINIÇÃO FASCINANTE DE EQUIPE

ABRAHAM SHAPIRO


Eu sempre defini equipe como um grupo de pessoas que atuam com o mesmo objetivo. Mas ao ler um livro sobre gestão, dia desses, conheci uma definição maravilhosa. Ei-la: “Equipe é um grupo de pessoas que precisam umas das outras para agir”. Não é perfeita?
A ideia de equipe me agrada muito. Principalmente frente à visão das metas empresariais. Sim, porque as equipes são as unidades-chave dentro de toda organização.
As decisões mais importante são tomadas em equipe.
O futebol precisa de equipe. Voos espaciais também. Trapezistas num circo, idem. A lista é tão grande quanto são as atividades humanas.
Eu creio na força de um grupo que se desenvolve até tornar-se uma equipe. Juntos!!! O que é preciso para isto? Aprendizagem.
A motivação para a aprendizagem é o alinhamento entre as pessoas. Sem alinhamento nada de prático acontece. Alinhamento é o ato ou efeito de pôr-se na mesma linha uns com os outros. É a equiparação dos valores entre pessoas. Portanto, existirá equipe se e somente se houver alinhamento entre as pessoas.
Veja daí a importância do alinhamento pois é o que proporciona sinergia, evitando o desperdício de força. Grupos pouco ou não alinhados trabalham muito e realizam pouco ou nada. Dissipam energia.
Empresas pouco alinhadas perdem tanta energia que são, por isso, ineficientes e improdutivas. Isto será percebido no balanço. É simples observar este fato: é quando as decisões são tomadas somente com base em interesses parciais.
Finalmente, a mais significativa atitude possível de ser tomada por um líder em sua empresa é criar condições para a aprendizagem contínua.  Aprendizagem em equipe é o fator que mais pesa na produção de resultados concretos. E uma vez que uma equipe produza resultados positivos em qualquer ambiente, ela irá influenciar outras a se mobilizarem do mesmo modo. Aí está o que se chama “moto perpétuo da prosperidade”!
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quinta-feira, setembro 12, 2013

BREVE MANUAL DE MEDIAÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO

O que fazer quando você precisa atuar como mediador entre pessoas em crise de relacionamento? Momento delicado. Requer estratégia e conduta rígida.
Comece usando a lógica. Empregue-a o tempo todo.
Seja assertivo, coordene bem cada conversa com inteligência, e busque entender o que se passa de fato antes de formar uma opinião.
Na empresa lembre-se que o foco deve estar sobre a empresa, e não sobre o interesse pessoal das partes.
O objetivo da mediação é restabelecer o diálogo claro e objetivo entre os envolvidos na crise. Por isso, não exagere na dose de aproximação. Conduza-los à lucidez e ao equilíbrio, e não a uma vida conjugal.  Assim, não permita que troquem palavras de ataque. Caso este cenário se configure, intervenha com vigor desfazendo-o.
Detecte as manobras emocionais e “mate-as no ninho”.
Advirta qualquer um dos envolvidos sempre que necessário, porém, evite afetar-se pela Síndrome do Juiz de Futebol. Ao advertir um, você não estará obrigado advertir o outro para “ficar tudo igual”.
Se você participar de uma reunião oficial agendada e uma pauta estiver sendo tratada em sequência, mantenha o foco sobre o assunto atual e não permita subterfúgios, desculpas ou evasivas. Como mediador você tem de ser o condutor responsável pela pauta.
Para conseguir isso e muito  mais, você terá de receber das partes o PODER de convocação, intervenção, condução, suspensão, advertência e decretação de recesso sempre que necessário, tendo em vista a paz mútua.
Mantenha o diálogo respeitoso e digno. Tenha tolerância, mas imponha limites.
Evite perguntar a qualquer um: “Como vão as coisas?” na frente do outro, pois, isto será uma chance para que a resposta venha recheada de insultos contra o outro.
O seu grande objetivo é fazer que as partes mediadas obrigatoriamente “zerem” seus preconceitos e pressupostos negativos mútuos.  Só assim você terá condições de efetivar algum trabalho progressivo.
Quem promove a paz entre os homens tem méritos incalculáveis. Não se furte de ser e atuar como mediador em quaisquer situações possíveis. E receba, desde já, as minhas congratulações por este bonito papel.
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terça-feira, setembro 10, 2013

O PODER DO TEMPO

ABRAHAM SHAPIRO

Existe uma história adorável sobre o tempo.
Dois amigos idosos, que não se viam há anos, se encontram, se abraçam e vão ao apartamento de um deles para falar sobre os velhos tempos.
A conversa leva horas. Anoitece. Um pergunta ao outro:
- "Que horas são?"
- "Não tenho relógio de pulso" diz o segundo.
- "Então veja no seu relógio de parede."
- "Também não tenho relógio de parede em toda a minha casa."
- "Como faz para saber as horas?"
E o dono da casa  disse:
- "Você vê aquela trombeta no canto? É com ela que vejo as horas."
- "Está louco" – o primeiro diz. "Como pode saber as horas com uma trombeta?"
- “Venha comigo”.
Ele apanha o instrumento, abre a janela e o sopra, produzindo um som ensurdecedor. Cinco segundos depois, um vizinho furioso grita.
- "Ei? São duas e meia da madrugada e você aí tocando essa trombeta?"
O homem volta-se para o amigo e diz:
- "Viu só? São duas e meia. É assim que se sabe a hora com uma trombeta!"
Para todas as pessoas chega a hora em que querem mudar seus maus costumes e adotar uma vida nova. Mas geralmente não conseguem. Por quê não? Horas ou dias depois, elas se esquecem do que almejam. E continuam, a seguir, exatamente como eram antes.
Esta é a inércia deste mundo. Esta é a droga com que a humanidade se entorpece em favor de fazer perdurar um modelo existencial de tudo querer desde que pelo modo mais fácil e rápido, sem esforço nem dor!
O maior presente que D-us concedeu ao homem é o tempo. E-le o deu em termos iguais a todos: ricos ou pobres, poderosos ou indefesos. Para qualquer um há apenas vinte e quatro horas num dia, e um total de anos curto demais.
Para você, para mim e para cada indivíduo deste planeta haverá um futuro que não veremos, um rio que jamais cruzaremos e uma terra na qual nunca pisaremos. Nossa questão são as decisões de hoje, e não as do futuro. E de todas elas, a escolha que produz  as maiores e mais profundas consequências é “Como usamos o nosso tempo presente?”.
Lembre-se disso e talvez você se sinta mais encorajado a persistir em mudar: “Ninguém, em seu leito de morte, desejou ter passado mais tempo no escritório, na fábrica ou lamentou-se por não ter possuído um computador ou celular mais moderno e potente”.
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segunda-feira, agosto 26, 2013

CONTROLE: ETAPA CONCLUSIVA DA GESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO


Uma das funções do gestor – e quiçá a mais importante de todas – é o controle.
Em anos de consultoria percebi que controlar não é fácil. Nem simples. As pessoas têm preconceito a respeito. Elas confundem com fiscalização. Mas isto é falso.
O que é controlar? Acompanhar os avanços que se faz em direção ao cumprimento das metas e a adoção de medidas corretivas quando esse avanço não ocorre.
O controle só é possível, portanto, se houver a fixação dos padrões e metas pelo gestor junto à sua equipe. Subentende-se que ele deverá treinar seu pessoal, e explicar com clareza o que fazer, como fazer e o desempenho esperado deles.
Após iniciada a ação, o controle é feito através da comparação entre o desempenho real e o que havia sido anteriormente estabelecido. Caso não estejam compatíveis, o gestor deverá fazer as alterações necessárias a fim de consegui-lo.
Controlar, então, é averiguar se o que está acontecendo é o que deveria estar acontecendo. Se sim, ótimo. Se não, estabelecem-se medidas para que passe a acontecer. É isso!
Há algum tempo, vimos as companhias aéreas entrarem num processo de pesada competitividade, precisando diminuir custos para recuperar lucratividade. Passaram, assim, a oferecer aos passageiros copinhos com refrigerante em vez de uma lata inteira.
Uma das empresas justificou-se como forma de evitar o desperdício que se constatava nos cestos de lixos repletos de líquido quando as aeromoças recolhiam as sobras do serviço de bordo.
Esta ação adveio de controle. O primeiro a decidir esta medida uniu informações que chegaram através de relatórios e processou-as até concluir o que devia ser feito. Daí a importância do registro de dados para se tomar decisões!
Conheço gerentes que não gostam de relatórios. Alguns externam isso a seus subordinados. Dão, assim, um exemplo horrível.
Como controlar sem informação? Certamente não haverá controle, mas apenas “chutes”, hipóteses, palpites ou outras formas bizarras de adivinhação.
Tentativa e erro custa caro! O que não é medido não pode ser administrado. Um gerente que não controla, não é gerente aqui, nem no Paraguai e nem mesmo na China.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473