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sexta-feira, janeiro 09, 2015

A CARREIRA PROFISSIONAL E SEU GRANDE DESAFIO

ABRAHAM SHAPIRO

Há alguns anos, eu estava numa sala de espera, quando comecei a conversar com um rapaz. Após as apresentações, ele disse ser formado em administração de empresas. Falou de sua faculdade, dos professores e quando concluiu, eu perguntei:
- Sei que você “é” administrador. Mas você “está” administrador?
- Como assim? – ele perguntou.
Eu expliquei:
-  Após ter-se graduado e talvez já conseguido um emprego, o que tem feito para adquirir mais conhecimento na sua área?
Ele ficou ali me olhando, indeciso, como se eu tivesse dito uma espantosa heresia.
Existe uma expressão importante para a vida profissional de todo mundo. Ela é: “autodesenvolvimento”.
Autodesenvolver-se é “investir esforço em melhorar mais... e continuamente”.
Você se formou? Ótimo. Continue estudando. Não matriculando-se em cursos, mas lendo livros, revistas e outras fontes de informação... para desenvolver a visão, a capacidade de entendimento e de discernir. Você vai precisar.
Um curso de graduação não é o mesmo que autodesenvolver-se como produto da sua atitude em vista de aumentar o seu valor pessoal. É de valor que estou falando, não de dinheiro ou de ficar rico.  Somar valor a si, para depois “entregar” ou transferir este valor através de um trabalho e, assim, ser recompensado com dinheiro, méritos e a devida honra. É nutrir-se com paixão pelo que você faz, para só depois de realizar um trabalho de resultados, obter os ganhos a ele referentes.
Providencie um lugar em sua casa para começar o seu programa pessoal. Marque data e hora para a leitura regular de algum periódico. Registre as ideias úteis e as inspirações que você tiver nestes momentos. Faça disso uma rotina saudável, assim como alimentar-se corretamente, tomar sol, caminhar e beber muita água.
O diploma não é um fim, mas o início da carreira profissional, que é um combate, uma luta que, como qualquer outra, terá vencedores e perdedores. O que é preciso saber? A vitória pertence exclusivamente a quem atua com rigor para melhorar sempre, continuamente, ... e sem ruptura com este compromisso.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, novembro 07, 2014

COMO VALORIZAR O SEU PRÓPRIO PASSE

ABRAHAM SHAPIRO

- Sou formado em Administração há um ano – disse-me o jovem que eu não conhecia, na sala de espera da empresa.
- Ah, sim? Sei que “é” um administrador – eu disse – mas você “está” administrador?
- Como assim? – ele perguntou.
E eu expliquei:
-  Após ter-se graduado e talvez já conseguido o seu emprego, o que tem feito para prosseguir adquirindo conhecimento nas áreas da sua qualificação?
Ele ficou me olhando indeciso como talvez o faria a grande maioria dos formados.

Autodesenvolvimento é sinônimo de “investir em si próprio a fim de melhorar mais e mais”. Você se formou? Ótimo, continue estudando e aprendendo. Insista nisso. Não me refiro a matricular-se em cursos apenas, mas a ler livros, revistas e outras fontes.
O diploma não é um fim, mas o início de uma jornada profissional que exigirá mais esforço e disciplina do que a graduação. Existe um oceano de novidades a ser explorado depois da formatura.
Um curso bem estruturado pode ajudar, sim. Há cursos bem programados. Só não se inscreva sem antes ter referência de todos os professores. E que tenham trabalhado na área que ministram aulas. Nada de professores que só aprenderam com livros.
No entanto, mesmo um bom curso é diferente de autodesenvolver-se como iniciativa de fazer algo concreto por si para aumentar o seu valor pessoal.
Providencie um lugar em casa para começar o seu programa. Marque data e hora para a leitura. Registre as ideias úteis e as inspirações. Faça disso uma rotina saudável.
Carreira profissional é um combate, uma luta cuja vitória pertencerá exclusivamente a quem atuar com rigor para melhorar sempre.
Se você não fizer isto por si, quem fará?
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, outubro 16, 2014

GUARDAR SEGREDOS É UMA COMPETÊNCIA

ABRAHAM SHAPIRO

Os muitos gols de um jogador não o habilitam a ser técnico. O bom funcionário poderá não sair-se bem no gerenciamento de uma equipe. Isso parece óbvio. Mas a escassez de gestores leva alguns diretores ao pânico. Eles apostam em pessoas que acreditam ter talento. As chances de dar certo são tantas quanto ganhar sozinho na mega-sena.
Porém, é possível avaliar antes de decidir. O Estudo dos Vetores de Atividade, EV@ -  uma ferramenta que avalia os estilos comportamentais com base na análise de competências –  é excelente. Você a adquire na Labor Trabalho Temporário, em Londrina. 
Existe outra avaliação também útil. É o “Teste do Segredo". Consiste em ter uma conversa séria com o candidato sobre um assunto que cause nele alguma tensão e envolva outras pessoas. Se nas horas e dias seguintes o candidato mantiver o assunto em segredo, ele está aprovado no teste e possui a Competência da Discrição.  
Caso ele passe o assunto adiante, é um irresponsável. Não o promova – mesmo que seja tecnicamente bom.  Ele é um indivíduo "permeável" e este defeito porá em risco planos, estratégias e situações que requerem comprometimento de gestores.
É o que diz as palavras do filósofo francês La Bruyère: "O mais rigoroso dos testes de caráter consiste, primeiro, em sermos capazes de guardar um segredo, e, depois, em não mencionar que já o sabíamos caso ele seja revelado”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, outubro 13, 2014

VANTAGEM COMPETITIVA

ABRAHAM SHAPIRO 


Artigo Publicado na Folha de Londrina de 13 de outubro de 2014 - No ambiente de negócios de hoje, quando outras organizações tentam fazer o que a sua empresa faz, surge a competição. Elas podem fazer melhor.
Você só terá vantagem ao fazer algo que seus competidores não copiem. Faço uma variação: a vantagem competitiva é verdadeira vantagem sempre que os seus concorrentes não conseguem copiar absolutamente nada daquilo que é especial na sua empresa.
Conclui-se disso que uma fonte rica de vantagem competitiva são as pessoas. Saber aproveitar conhecimento, habilidades e outros predicados dos colaboradores é um diferencial inigualável, já que nenhuma das outras empresas tem este pessoal. Teoricamente é impossível copiar com eficiência o que é produzido pelas capacidades específicas dos seus funcionários, especialmente serviços – atendimento, relacionamento etc.
Na prática, porém, isso ainda dependerá de condições como ambiente, investimentos na formação e valorização humana. Estas variáveis influenciam a criatividade e o comprometimento das pessoas a ponto de determinar se elas desempenharão com amor ou indiferença suas funções. O gerente despreparado e centralizador ou o patrão arrogante, faz toda a diferença.
Mas depois de tudo, vantagem competitiva se apoia sobre um alicerce pontual:  o caráter dos funcionários. Boa educação, sinceridade, interesse em aprender e humildade é o que sustenta toda a estrutura de vantagem sobre pessoas.
Aprenda a considerar a mão de obra que diferencia os seus negócios. Gente que não valoriza o que tem, é pobre... e assim permanece por toda a vida. A menos que faça o contrário... efetivamente!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, outubro 09, 2014

O QUE VOCÊ BUSCA NO TRABALHO?

ABRAHAM SHAPIRO

O que você busca no trabalho?
Algumas pessoas querem segurança, ser respeitadas e bem remuneradas. Perseguem uma fórmula que sonham ser o atalho para o sucesso e querem recompensa sem esforço. Elas pulam “de galho em galho” buscando um ambiente onde não sejam pressionadas. Odeiam fazer relatório de atividades e esperam que seus chefes acreditem que elas trarão resultados sem que perguntem “como”. Planejamento? Não mencione esta palavra para elas.
A sorte é que existem as outras pessoas: aquelas que querem ser desafiadas e se esforçam para alcançar metas crescentes. Buscam oportunidades para crescer... e se não existe oportunidade, elas criam uma ou várias.  Estas pessoas influenciam os que estão a seu redor com ideias de realização e sabem que no ambiente de negócios não há garantias. Por isso, elas se lançam sobre os desafios da empresa tanto quanto sobre seus. Resolvem problemas, são organizadas e não sonegam informação alguma a respeito de tudo o que fazem, pois não temem o controle de seus superiores.
Faço duas simples perguntas:
- “Com qual desses dois tipos você se identifica?”
- “Quem é você em termos profissionais?”
Uma vez na vida seja franco consigo. Se você não corresponde, na prática, àquilo com que sonha, mude imediatamente. Faça o impossível para “ser”, e não mais encenar ou fingir.
Não espere até que os seus resultados demonstrem que você nunca deixou de ser apenas uma massa de boas intenções ambulante!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, setembro 29, 2014

TRAINEES ARROGANTES

ABRAHAM SHAPIRO


Publicado na Folha de Londrina de 29 de setembro de 2014 - Alguém comentou comigo sobre jovens trainees. E não foi a respeito de competências técnicas, mas sobre a arrogância e prepotência de muitos deles.
Talvez o que esteja acontecendo é que muitos desses jovens foram levados a crer que são parte de uma elite superior, acima de toda a humanidade. Eles pensam que serão os futuros líderes de grandes companhias e, ensinados a julgar-se assim, sua conduta arrogante supera seu talento e potencial.
Arrogância é a qualidade de quem, por suposta superioridade moral, social, intelectual ou de comportamento, assume atitude prepotente ou de desprezo aos outros.
É preciso entender que escolas “formadoras de líderes” são uma grande ilusão. Por melhor que seja seu currículo, poucas delas se preocupam em incentivar os alunos a desenvolver competências comportamentais bem posicionadas. E são estas competências, vividas plenamente na prática, que definem a liderança.  Os alunos acabam cuidando disso particularmente e de modo precário – nos botecos ao redor das faculdades.
Poucos deles conseguem se dar conta do universo em que estão inseridos ou de que este país é o Brasil – com suas astronômicas diferenças sócio-econômicas e culturais.
O resultado é o choque de que lhes falta maturidade, experiência de vida e a constatação de que o mundo não termina em seu umbigo. Descobrem dolorosamente que as pessoas não existem apenas para servi-los e que o mundo é bem maior do que a escola que frequentaram ou o ambiente asséptico, higiênico e rico em proteínas em que foram criados.
Minha vida profissional leva-me a implorar às faculdades e escolas que capacitem os jovens estudantes e especialmente aos universitários a que respeitem as diferenças. As pessoas são diferentes, falam diferente, têm valores diferentes e para ser um grande profissional não basta saber como aplicar fórmulas, conceitos ou análises. O maior investimento deve ser feito em conhecer as pessoas com quem se trabalha, ser e demonstrar-se humilde, estar aberto a aprender, pois, é para isso que foram selecionados.
Se você deseja contratar trainees na sua empresa, aproveite o potencial para agir positivamente na sociedade dos nossos jovens estudantes candidatos. Inspire-os a demonstrar o melhor que o ser humano tem a oferecer e, acima de tudo, dê-lhes exemplo. Isto será um bem mútuo.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, setembro 17, 2014

O MELHOR MOMENTO PARA SE DEMITIR

ABRAHAM SHAPIRO



Qual é o momento certo para um funcionário mudar de emprego?
Eu tenho uma tese. Ela é simples, apesar de controversa, Mas funciona em quase todos os casos.
“Você só deve mudar de emprego quando tiver alcançado o melhor da sua potencialidade no lugar em que você está”.
A relação com o emprego tem muito mais a ver com você face a face consigo mesmo do que com o seu patrão, diretor, gerente ou colegas.
Se o seu caso for mal-estar, o sentimento que o gerou vai acompanhá-lo aonde quer que você vá.
Se for falta de disciplina, sem que você se esforce para melhorar hoje e sempre, a sua indisciplina estará anexa ao seu comportamento neste planeta ou em qualquer outro do Sistema Solar.
Vença isto e você terá conquistado o direito de mudar de emprego.
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E aproveitando o tema, como ter certeza de que você é um bom profissional?
O referencial para se fazer esta análise é, de novo, você mesmo. Pergunte-se: “Estou me desempenhando no meu máximo e conseguindo os melhores resultados que posso?” Se a resposta for “não”, mude isso. Rápido. Estude, recicle-se, faça tudo! Alcance o melhor de si atingindo esse status na função em que você estiver. Estou falando do máximo esforço no cargo atual porque toda vez que você muda de cargo, sai da posição de máxima competência e inicia numa nova posição onde a sua competência não é alta.
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E não podemos deixar de abordar a mudança de emprego por melhor salário. Na maioria dos casos, quando a pessoa troca de emprego apenas por questão salarial, em dois ou três meses no novo emprego ela estará novamente insatisfeita. A questão é pessoal e precisa ser mudada consigo mesmo. Aprender a adequar-se a um comportamento econômico, a um orçamento e atingir o melhor desempenho é o ideal antes de mudar e descobrir que você não dá conta nem de suas finanças pessoais.
Agora responda: “Você faz o melhor? É eficiente?” Esta resposta só você sabe dar. E sabe mesmo. Não sei se é franco ou franca o suficiente para verbaliza-la. Guarde bem isto:
“Quando olhar no espelho e souber que chegou ao status máximo de performance na função em que você está, aí sim terá chegado ao nível de avaliar se a empresa reconhece o seu esforço e o valoriza. Se não veem o seu real valor, então você está no momento propício para  mudança”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, agosto 08, 2014

CRÍTICAS E FEEDBACKS NEGATIVOS

ABRAHAM SHAPIRO

 - “Tenho medo de críticas”, a jovem engenheira contou-me, após longa conversa em que eu buscava entender a razão dela dar-se tão mal com seu gerente.
E eu lhe disse:
- “Se você deseja ser grande profissional, apronte-se para suportar o peso de toneladas de críticas e a multiplicação de inimigos. Aprenda a lidar com isso”.
Ela se surpreendeu, pois desejava é que eu a consolasse e a tratasse como “coitadinha”.
É difícil, mas aprender a selecionar ou separar o tipo de crítica que você deve aceitar da que você deve descartar é vital para a sobrevivência profissional de qualquer indivíduo.
É claro que nem toda crítica é útil. Mas posso afirmar que as críticas úteis não podem nos derrubar ou enterrar na lama.
Pense, por exemplo, na vexatória derrota brasileira contra a Alemanha na recente Copa do Mundo e aquele inexplicável placar de 7 a 1.  Não há palavras para aquilo. Críticas severas ainda circulam a mídia –  justas e injustas.
Para lidar com os feedbacks negativos que surgem ao longo de qualquer carreira, é decisivo ter bom preparo emocional. Eles magoam, é claro. E negar a mágoa que eles causam é impossível.
Frente a críticas é comum que o indivíduo busque justificativas e transfira responsabilidades.  Isso é comum por aqui. A educação ocidental não ensina a assumir a culpa pelo mal que nos ocorre. E, para agravar, a frouxidão das regras da cultura brasileira contribuem para essa tendência.
Mas assumir a parcela pessoal em um fracasso é essencial para que se extraia algo de útil.
Portanto, não deixe que o medo da crítica o impeça de prosseguir nas suas buscas pessoais. Você não tem que agradar a todos. Desejar isto é o jeito mais rápido de fracassar. A missão da vida é crescer e autodesenvolver-se.
Quando pertinente, franco e relevante, mesmo o feedback mais negativo deve ser absorvido, refletido e transformado num plano de correção pessoal de desenvolvimento. Tem de se tornar um grande incentivo. Isto é profissional! E não chorar pelos cantos.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, agosto 04, 2014

UMA LEI PARA SE VIVER MAIS


Fazemos ideia exagerada de quanto tempo as nossas atividades levarão para ser concluídas. É possível mudar isto com inteligência

ABRAHAM SHAPIRO

FOLHA DE LONDRINA, 04 DE AGOSTO DE 2014 - Hoje eu vou comentar sobre o Mr. Parkinson. Não o Parkinson que dá nome àquela doença, que esperamos em breve conhecer a cura, mas Cyril Parkinson, proponente de uma Lei que está presente na vida de todos nós e talvez explique o quão ineficientes somos em relação ao uso do tempo a nosso favor.
“O trabalho se expande até ocupar todo o tempo que disponibilizamos para sua realização”. Esta é a Lei de Parkinson.
Na prática: se você se dá uma semana para concluir uma tarefa que demandaria no máximo três horas, esta tarefa irá crescer em complexidade e tornar-se psicologicamente mais difícil, de modo a preencher exatamente... uma semana. Uau! Ela demandava três horas apenas. Pode até ser que você não preencha o tempo todo com trabalho efetivo. Mas o estresse e a tensão de ter de executá-la farão a expansão.
O bom disso é que o contrário também é válido. Desde que você atribua o limite de tempo de um minuto, por exemplo, para uma tarefa que seja possível executar nesse tempo, ela se tornará simples o suficiente para ser concluída no minuto determinado.
Portanto, você deve assumir a quantidade certa de duração para qualquer tarefa, assim você ganhará mais tempo e terá a vantagem de reduzir sua complexidade de execução até seu estado real ou natural.
Isso ocorre porque nós fazemos ideia exagerada de quanto tempo as nossas atividades levam para ser concluídas. Não estamos conscientes de quão rápido podemos fazê-las. Então mensuramos o tempo com exagero, e depois “esticamos” a tarefa até que ocupe todo ele.
Está errado!
Comece a corrigir-se. Experimente fazer uma lista de tarefas e escrever na frente a quantidade de tempo que você levaria para concluí-las. Em seguida, divida o tempo especificado pela metade. Trabalhe agora para executá-las no novo tempo estabelecido. 
Destrua a cultura que o leva a pensar que você precisa trabalhar mais. Trabalhe, sim. Mas com mais inteligência, e não quantitativamente.
Mude, e o seu tempo será melhor administrado. E com o que sobrar, talvez você comece a viver.
Vai tentar? Não custa. Ao contrário. Você só ganha!  
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, agosto 01, 2014

AS OPORTUNIDADES DO BRASIL

ABRAHAM SHAPIRO

O Jairo era microempresário em S. Paulo. Sua empresa prestava serviços de construção de páginas na Internet e Mídias Sociais. Dava um bom dinheiro. E estava crescendo. Contratou profissionais, aumentou sua base de clientes, até que, um dia, ele resolveu ir viver e estudar no exterior.
Como era solteiro, vendeu sua empresa, mudou-se, e no país onde escolheu viver – que é superior ao Brasil na economia, na cultura e na gestão social –, ele arrumou um emprego de atendimento numa loja. Ganhava pouco, mas para começar estava bom.
À medida que seu capital foi sendo gasto e o domínio do idioma aumentando, ele imaginou que poderia encontrar um trabalho condizente ao que fazia no Brasil.
Lá foi o nosso herói buscar uma vaga que o remunerasse melhor. Ele acreditava em suas expertises, afinal lhe valeram o status de “empresário” no Brasil.
Ok. O que ele encontrou?
Resposta: Absolutamente nada.
As empresas o entrevistavam, sim.  Mas não davam continuidade no processo. Sabe por que? Faltava ao Jairo a formação mínima e o nível de experiência exigidos. Os critérios de colocação eram muito diferentes dos daqui.
Por lá, tudo tinha de ser provado e comprovado. Blá, bla, bá,  boas intenções e disposição para “enfrentar desafios” não sensibilizava ninguém. Aliás, já observou como candidatos falam em “disposição para enfrentar novos desafios”? Eles adoram falar assim.
Os entrevistadores sequer entendiam o que Jairo queria dizer com isso. Um deles chegou a perguntar ao Jairo: “O que você quer dizer com ‘enfrentar desafios’?  Somos uma empresa e não um time de futebol”. Os estrangeiros simplesmente não associam “desafio” ao trabalho.
No Brasil, uma pessoa mediana se coloca bem em um trabalho, com alguma facilidade. Em países desenvolvidos, volume real e mensurável de conhecimento aliado à prtática são determinantes para a conquista de uma posição de valor no mercado. Quem não tem isso,  está "fora" – e influência social ou política não faz diferença alguma. O que voga é a capacidade de produzir resultados com produtividade máxima.
A terra das grandes oportunidades ainda é aqui. Mas já não será mais para quem não tem qualificação.
Pois então, qualifiquemo-nos! Mais e mais! Até termos essa “bagagem de conhecimento e prática para a produção de resultados com a melhor produtividade possível”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, julho 30, 2014

FRUSTRAÇÃO

O texto abaixo integra uma palestra de mesmo título ministrada por mim. É uma palestra motivacional especialmente formatada para o público de vendas que não tem alcançado resultados planejados por dificuldades no ajuste pessoal aos objetivos da empresa e/ou da equipe. 


ABRAHAM SHAPIRO


Relatado em um jornal norte-americano.
Há algum tempo atrás, meu filho entrou correndo em meu escritório, em casa, tarde da noite, dizendo: “Venha rápido! Tem alguma coisa erada com o fogão”. Corri para a cozinha e os quatro queimadores estavam ‘clicando’ como se quisessem se acender. O fogão estava muito quente e os botões já tinham derretido! Afastei-o da parede, desliguei o gás e desconectei a tomada elétrica. Minha esposa havia colocado o fogão no modo auto-limpante e alguma coisa deu errado.
No dia seguinte, o rapaz da assistência técnica me informou que o fogão estava com defeito e, embora fosse reparável, ele aconselhou a nunca mais utilizar a função auto-limpante novamente.
Imediatamente liguei para a Sears, a loja onde comprei o fogão. Eles disseram:
- “Já que não está mais na garantia, ligue para a firma Kenmore, fabricante do fogão”.
A Kenmore me informou que eles são ‘apenas uma marca fantasia’, e que o meu fogão havia sido fabricado pela Frigidaire.
A Frigidaire me orientou a ligar para a Eletrolux, que os havia adqurido no ano anterior.
A Eletrolux me falou para ligar para a Husqvarna, uma companhia sueca, que os tinha adquirido recentemente. E qual foi a resposta da Husqvarna?
- “Por que está nos contatando? Você comprou o fogão na Sears!”
Quem não tem frustrações na vida? Como lidar com elas? Ficar zangado? Deprimido?
Se não enquadrarmos os momentos que vivemos, eles nos enquadrarão.
A vida tem dificuldades e mágoas. Mas sofrimento é opcional.
Quando alguém derrama acidentalmente café em mim, eu fico furioso. Entretanto, é surpreendente quão rápido eu controlo a minha raiva ao constatar que foi a Gisele Bündchen ou o Barak Obama quem fez a peripécia!
É uma necessidade desenvolver as nossas qualidades até os índices mais elevados. E as oportunidades de fazer isto surgem a toda hora. Todos temos controle sobre as nossas emoções desde que ‘dominemos’ o momento, e não deixemos que ande por conta própria.
O mundo seria melhor se agíssemos assim. Eu estou cada dia mais inspirado a fazer isso, porque preciso muito. 
Quanto ao caso do fogão, o proprietário decidiu que a vida é por demais preciosa para perder tempo discutindo com ‘enroladores’. Ele comprou um novo fogão. Agora, na loja Brandsmart!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, julho 28, 2014

A SABEDORIA DE FALAR E CALAR-SE

ABRAHAM SHAPIRO


FOLHA DE LONDRINA, 28 DE JULHO DE 2014 - Como é importante falar na hora certa. E calar-se quando a situação requer.
Como é bom responder estritamente o que foi perguntado. E ótimo não atravessar conversas jamais! Conter-se diante de quaisquer que sejam as perguntas dirigidas a outros, e das respostas ou contestações que eles derem.
O Dido estava com Flávio, seu funcionário, quando alguém lhe perguntou por que não havia respondido o e-mail enviado há uma semana. Quando Dido disse não lembrar-se de ter recebido, Flavio entrou na conversa, dizendo:

- “Recebeu, sim”. 

E voltando-se ao patrão, refrescou-lhe a  memoria: 

- "É aquele e-mail de que você me falou outro dia. Lembra-se agora?”
O clima ficou tenso. Esta reação inesperada de Flavio fez Dido parecer mentiroso diante de alguém para quem isso fazia toda a diferença.
Ingenuidade? Tolice? Difícil dizer com precisão. Talvez as duas... e mais uma centena de outras razões, apesar da boa intenção. 
É fácil aprender a colocar-se em seu devido lugar, calar a boca quando a conversa não o envolve e, deste modo, ajudar infinitamente mais do que exprimindo seja lá o que for.

Seguem três regrinhas inteligentes e suficientes para um bom começo nesta arte:
Regra número 1: Fale somente quando solicitado.
Regra número 2: Não responda em lugar de ninguém, a menos que o responsável lhe tenha requerido.
Regra número 3: Quando o assunto pertence aos “seres” que habitam os andares superiores ao seu, lembre-se que você não vê, não ouve e não fala. Mantenha-se como uma estátua. Guarde tudo para si e nem sonhe comentar com terceiros.  Na maioria dos casos é preferível apagar tudo da sua memória por tratar-se de temas que fazem mal à saúde saber.
Guarde para si: das competências pessoais mais louváveis ao desempenho de qualquer ser humano e/ou profissional, lealdade e confiabilidade são as mais destacadas na hora de uma promoção profissional.
Em suma, “quem fala demais, dá bom dia a cavalo”, diz o ditado, e acaba falando de si ou revelando o que não devia. Prudência é recomendada como preventivo a cem por cento dos pecados conhecidos.

E a sabedoria completa: “Calado, até um burro passa-se por sábio”.
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segunda-feira, julho 21, 2014

O TRABALHO AUTÔNOMO

ABRAHAM SHAPIRO


FOLHA DE LONDRINA, 21 DE JULHO DE 2014 - Eu conheço um rapaz que trabalhou em empresas por vários anos. Tecnicamente, sua produção era excelente. Mas a impressão pessoal que deixava era nada positiva. Atrasava-se para chegar ao trabalho e invariavelmente levava consigo, às segundas-feiras, uma ressaca de que todos sabiam. A data de entrega de suas tarefas falhava frequentemente, e à custa de boas desculpas, ele solicitava prorrogação.
Certo dia, ele ficou cheio das repreensões dos chefes e decidiu empreender o tão sonhado “voo solo”.  Demitiu-se, abriu uma microempresa e passou a prestar serviços.
Trabalhava bem. Mas em pouco tempo, seus clientes entenderam seu modo de ser.
Ele imaginava que a condição de autônomo significava a libertação total, a independência das obrigações trabalhistas. De fato, é. Mas não de compromissos.
Ele viajava quando bem queria, bebia muito, dormia até tarde e fazia dos fins de semana o centro de sua vida. Piqueniques, almoços e jantares com amigos eram a maior ocupação de sua agenda e, com certeza, o que ele mais levava a sério.
E para completar, também era desorganizado. Mas não lhe faltava autoconfiança. E, por isso, estava o tempo todo convencido de que os clientes precisavam de seu trabalho.
Os clientes se ressentiram de seu modo bagunçado de trabalhar e observaram que seu engajamento era parcial. O tempo passou, e as circunstâncias fizeram as convicções deste nosso personagem ruir. Todas!
Ninguém quer relacionar-se profissionalmente com alguém assim!
Ser autônomo é uma condição que exige tanta ou mais responsabilidade que qualquer vínculo empregatício.
Para se trabalhar bem e ser visto como “bom profissional” competências técnicas não bastam. Virtudes pessoais são igualmente desejáveis, como: pontualidade, consideração, transparência, ordem e outros mil – ou dez mil – atributos de valor.
Quem gosta de “encher a cara”, de fins de semana e de vida mansa, deve ter dinheiro de sobra para não precisar trabalhar. Caso necessite conquistar o sustento de cada dia com esforço, ou o faz com a maturidade requerida, ou “cai fora” do mercado para a falência voluntária, pois, cedo ou tarde será vencido por um novato que entendeu a regra do jogo antes e melhor do que ele.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, julho 10, 2014

EU JÁ DISSE E REPITO: "DÊ RETORNO!"

ABRAHAM SHAPIRO

“Dar retorno” – expressão importante para todos os relacionamentos. Seu significado é específico e profundo.
Alguém ligou ao seu fone celular. Você não podia atender. A chamada está lá, registrada. Dar retorno significa:  ligar de volta ao número de quem o chamou.
Outra situação. Alguém vai à sua procura em seu local de trabalho sem ter agendado previamente. Você está em reunião. A recepcionista o informa sobre a sua impossibilidade de atendê-lo. Ela escreve um  recado e passa às suas mãos. Dar retorno, aqui, significa contatar aquela pessoa e dar-lhe uma resposta em relação ao que ela desejava. A sua secretária poderia ser delegada desta ação em muitos casos.
Parece simples. E é.
Mas “dar retorno” depende de muitos outros fatores que não somente meios de comunicação.  Educação,  respeito, humildade, nobreza, profissionalismo e uma lista nada pequena de outras boas qualidades humanas estão entre eles.
Profissionais de verdade usarão um caderno ou qualquer outro recurso para exercer este importante item – dar retorno – como parte de seu trabalho. Estes porque são eficientes. Aqueles, pelo hábito ou desejo de não perder oportunidades, já que muitas delas surgem assim: por uma eventual e inesperada ligação telefônica.
Não menospreze pessoa alguma. Menos ainda as que o procuram. Dê retorno. Faça o possível. Separe meia hora pela manhã ou à tarde para fazer isto. Aprenda maneiras práticas de “falar muito” usando poucas palavras.
Seja objetivo. Não seja aleatório. Informe a pessoa do outro lado da linha, por exemplo, o tempo de que você dispõe para tratar do assunto em pauta. Se for preciso dar continuidade presencial após a ligação, marque logo a agenda e abrevie a ligação. Tenha e mantenha interesse pelos demais. Você terá de volta sua consideração.
Você prometeu dar retorno e não deu? Sabe o que esta sua atitude comunicou ao tonto que ficou lhe esperando? Aqui vai: “Você é um imbecil. Não me encha a paciência. Vá lamber soda!”. Percebe a gravidade? Se fosse com você seria mortal, não? Pois não faça ao outro!
Dê retorno... e você será visto como alguém bem maior do que imagina ser. Prometo!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, julho 09, 2014

DEUTSCHLAND ÜBER ALLES

ABRAHAM SHAPIRO

Não foi a Alemanha que ganhou da seleção brasileira. O nome do time que nos venceu é:  TREINAMENTO,  ORGANIZAÇÃO, PLANEJAMENTO, FOCO, POSTURA .... e mais uma porção nada breve de adjetivos que passaram longe do nosso time – galgado exclusivamente na propaganda, nos elogios dos meios de comunicação e no entusiasmo de um povo carente de verdadeiros líderes! 

Em resumo, estamos diante de uma lição profunda e definitiva para  gestores de empresas que acreditam em "efeitos especiais", motivação com autoconfiança e sorte nos resultados.

Conheço pessoas que ficaram de luto pela derrota do Brasil. Não só no dia do jogo. Continuaram no day after.  Ficaram com sua capacidade de trabalho abalada. Elas não conseguem ver que os jogadores ganham uma fábula em dinheiro para dar o melhor de si. E o foi que fizeram?  Ficaram "se achando” só no pagode!
Agora talvez saibam que ninguém vence só com crença ou pensamento positivo.

O selecionado brasileiro ficou no entusiasmo. Aliás, esta é uma marca nacional: “Vai que dá!”, "Vai que é sua"! É "rei" daqui... "Salvador ou santo" de lá. Não. Não dá!

Os alemães foram inteligentes. Investiram esforço acima do normal. Fizeram tudo o que podiam, pois sabiam que, além do time oponente, enfrentariam a torcida fanática. E para somar algo mais a seu visível comportamento de alto nível, nossos adversários históricos portaram-se de modo surpreendentemente humilde e cortês com a Nação Brasil.

Sem planejamento, sem cálculo dos recursos reais com que se pode contar para a busca dos objetivos, não dá e nunca dará!

Condições de fazer o melhor, o grupo brasileiro tinha. De sobra. Eles são bons individualmente e formavam um bom grupo. Porém, grupo não atinge metas. Equipe, sim. E este é o maior desafio da gestão em qualquer nível ou atividade.

A propaganda foi tanta e os elogios tão intensos que a fé dos meninos em si mesmos foi lá para cima. E a lição marcante que ficou foi: excesso de autoconfiança desvia os olhos da necessidade de melhoria contínua, afinal, "eu sou bom", “eu posso” e “essa já é nossa” são pensamentos que só saem de cena depois que o adversário mostra que perdemos tempo demais à frente do espelho.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, julho 08, 2014

A EMPRESA MAIS IMPORTANTE DO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO

Para quem você trabalha? Permite uma resposta? Você e todos à sua volta trabalham, antes de tudo, para si próprios.
Cada trabalhador é sua própria empresa... e sua própria marca. Cada um é presidente da entidade mais importante do mundo: sua vida.
Sua autovisão, autoconfiança e todos os seus relacionamentos mudarão muito tão logo você assuma isso.
Compreenda que cada indivíduo é do tamanho do esforço que investe na realização de seus planos. Nem tudo dá certo, eu sei. Planejamento é um roteiro que se traça antes de agir. E nem sempre o que se planeja se concretiza na prática. Mas um plano é um rumo a ser percorrido baseado em informações, dados, cálculos e, acima de tudo, objetivos. E se após o plano desenhado houver o investimento correspondente de esforço, persistência e avaliação com correção, senão tudo, certamente muito se realizará.
Assim como as empresas diferenciam seus produtos e serviços a fim de posicionar corretamente sua marca na visão e na mente de seu público-alvo, cada profissional deve também fazer o que pode para que sua marca pessoal tenha diferenciais e desperte a preferência do mercado de trabalho por ele.
Isto só se consegue com autodesenvolvimento baseado em estudo, disciplina, educação e resultados.  
As empresas sérias não param de evoluir. Isto é que lhes concede vencer a competitividade do mercado. Daí também porque o profissional deve capacitar-se mais e mais para não tornar-se substituível ou estagnado.
Num mundo em que a produtividade é a chave para o desenvolvimento de nações inteiras, de grandes corporações e até das pequenas companhias, não há alternativa para quem deseja o sucesso senão produzir mais e com qualidade. Isto é o que produz garantia ou estabilidade que qualquer profissional almeja para si.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, junho 30, 2014

VALORIZE-SE PARA QUE VOCÊ TENHA VALOR

ABRAHAM SHAPIRO


FOLHA DE LONDRINA, 30 DE JUNHO DE 2014 - Onde você trabalha? Num escritório? Numa fábrica? Supermercado?
Perceba uma coisa: se o seu patrão pudesse fazer a empresa andar sem funcionários, ele faria. Mas ele não pode. Ele precisa das pessoas.
Gente é que faz tudo o que é útil para a empresa atingir seus objetivos. Mas há os que fazem coisas inúteis e jogam seu tempo no lixo.
É um tanto complicado pensar em si mesmo como a engrenagem de uma máquina. Mas esta é a melhor imagem das pessoas trabalhando juntas em qualquer organização. E quando uma engrenagem estraga ou se desgasta, ela deve ser trocada. Caso permaneça ali, compromete o processo inteiro e as demais engrenagens.
Agora me responda: Quanto você vale? Quem é que determina o seu valor de mercado?
A resposta é só uma: você mesmo!!!
Da próxima vez que você quiser pedir aumento de salário, pergunte-se, antes, o que você tem feito para valer mais, ou como as suas ações justificam o aumento desejado.
A responsabilidade é sua. Você deve construir o preço que você vale.
Esta realidade se amplifica muito com os colaboradores que ocupam cargos de liderança. Certamente você conheça algum bom gerente –  que conduz sua equipe de modo respeitável e eficiente, atingindo metas e superando crises. Pois então veja tudo o que este gerente tem de bom e o imite. E se houver outros pontos a serem observados, como sua postura, modo de vestir-se e de se apresentar, idem.
Revise-se sempre. Acrescente valor à sua imagem. Porém, não deixe de lado ou para trás o seu conteúdo. É um constante e ininterrupto investimento... e, na verdade, o mais lucrativo de todos os que você pode fazer.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, junho 17, 2014

EM DIREÇÃO AO MAR

ABRAHAM SHAPIRO


De Jerusalém, Israel - Água represada tem poder mais que suficiente para romper, derrubar e carregar o que estiver em seu caminho. Enchentes e tsunamis provam isso.
No entanto, uma das sabedorias mais profundas sobre a água o que diz? “Todos os rios fluem para o mar”. 
Parece uma contradição. Embora tenha poder medonho, a água não põe sua força à prova. Não se veem rios subindo montanhas por aí. Fluir em direção ao mar é o caminho natural das águas. É sua opção.
O que isso significa para a gestão de carreira?
A natureza deu talentos a cada um. Eu quero crer que você esteja explorando os seus por meio de estudos, desenvolvendo recursos e modos para contribuir com o mundo à sua volta e, desta forma, capitalizar o seu trabalho, transformando-o em sustento. De fato, esta é a sua riqueza, o seu poder pessoal.
Todos nós usamos os nossos talentos individuais para conseguir realizações. Assim, é certo que nos dediquemos a superar obstáculos com o esforço de cada dia. Só não fazendo uso do orgulho.
Com a soberba e a vaidade, satisfação pessoal alguma pode ser chamada de realização. Ela é a contradição da conquista genuína do sucesso.
Aplicar o seu talento de forma útil, com um sentido de superação e conquista, isto sim é desempenhar o seu papel tal como as águas “fluem em direção ao mar”.
Pisar sobre outros, trair e, por estas escolhas, alcançar resultados, não é digno.  Lembre-se disso para a vida e o trabalho.
Assim como sem água não há vida, uma carreira de sucesso verdadeiro só se constrói e se alcança quando o lugar em que você está – e as pessoas que nele vivem – precisam de você, isto é, não o dispensam e nem o substituem por outro.
Torne-se, portanto, indispensável e insubstituível pelo seu valor e pelo bem que você desempenha em tudo o que faz.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, junho 12, 2014

PARADA IMPORTANTE

ABRAHAM SHAPIRO

No aeroporto de Roma, Itália, a caminho de Israel - Gosto de uma história que também é uma inspiração poderosa sobre como alcançar resultados no trabalho e na vida. Conta sobre um lenhador que, em um só dia, conseguiu derrubar 70 árvores. Em sua região viviam muitos outros lenhadores profissionais cujo recorde de derrubada era de 72 árvores num mesmo dia.
O rapaz sonhava com a fama. Assim, estabeleceu para si a meta de superar o recorde.
Certo dia, acordou mais cedo e, determinado como jamais se sentiu antes, dedicou-se a trabalhar duro. Ao final do dia, ele conseguiu apenas 68 árvores.
Calculou melhor, planejou e organizou o dia seguinte.
Acordou ainda mais cedo e, motivado, redobrou seu esforço. Almoçou correndo, tratou de não perder tempo com conversas e não desviou o foco. E então? Surpresa! Seu rendimento caiu mais. Ele só conseguiu 65 árvores.
Frustrado e pensando ser incompetente, chegou a cogitar em que seu trabalho de nada valia. Sentou-se desanimado à beira do caminho de casa.
Um velho e experiente lenhador, observando a tristeza do moço, sentiu pena dele. Aproximou-se com paciência e brandura, e puxou conversa a fim de confortá-lo. Ouviu a narrativa detalhada de seu insucesso, pensou, e então fez-lhe uma pergunta:
– Meu rapaz, ao longo da sua jornada de trabalho, quanto tempo você separou para afiar o seu machado?

Há áreas da vida nas quais fazemos repetidas vezes a mesma coisa esperando um resultado diferente. Talvez exatamente por isso nunca tenhamos o sucesso que desejamos ou merecemos!
Experimente parar para analisar o desempenho, adotar medidas corretivas sobre erros, falhas ou fraquezas e aprender com eles. Isso talvez seja mais importante do que o próprio desempenho do processo pelo qual você busque resultados.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, maio 08, 2014

A RELAÇÃO ENTRE POSTURA E EFICIÊNCIA DE GERENTES

ABRAHAM SHAPIRO

- O que fazer. 
- Como fazer. 
- Padrão de desempenho. 
Estes são os pontos imprescindíveis na descrição de toda profissão.
Um gerente de qualquer nível – coordenador, encarregado, supervisor etc – tem para si um dever a mais: conhecer a postura e os comportamentos que são esperados dele em sua função. Poucos se lembram disso, hoje. Pensam e veem apenas resultados financeiros. Esquecem-se de atributos como:  dar total atenção ao ouvir, ser cooperativo, orientar e acompanhar seus subordinados e outros atributos que validam o papel de gestor sem deixar qualquer dúvida.
Um gerente que não comporta-se adequadamente levantará suspeitas sobre sua real eficiência e não será reconhecido, nem admirado. Sua posição hierárquica, de antemão, inspira que ele seja um exemplo aos demais. Se assim não for, ficará a dever.
No entanto, há uma vantagem que se esconde por trás de posturas e comportamentos. Podem ser aprendidos, treinados e incorporados aos hábitos. Quem não os possui, que os adquira. Ou desocupe o espaço para quem os tenha e os execute!
Outro dia estive conduzindo uma reunião gerencial. Fiquei incomodado com um gerente que esteve o tempo todo em seu laptop. Ele digitava, e não desviava os olhos da tela. O conteúdo que discutíamos era da alta necessidade de todos. Mas ele não estava “conectado” no tema e sim em algum  planeta do cosmo.
Procurei saber se redigia a ata da reunião. Não era isso. Eu soube mais tarde que ele não tem sido eficiente. Há uma correlação entre postura e eficiência. Uma leva a outra. Na próxima reunião levarei um botom especial para esse tipo de gente. Talvez estampe: "Cuidado! Educação precária!"
Botom para gerentes desajustados
à postura gerencial

Outro cenário. Fui a uma feira semana passada. Vi gerentes de negócios de empresas importantes dizendo piadas em voz alta e fazendo brincadeiras maliciosas com moças, suas colegas de trabalho.  Nada é mais dissonante com a função de gerente! Não se tratava de humor inteligente ou sutil, mas de malícia e vulgaridade. Numa feira de negócios!  Se o gerente é irresponsável a tal ponto, como não serão os negócios da empresa?
Exageros no comportamento denotam desequilíbrio e fraqueza. Ligue-se nisso
Num mundo de diferenciais, adjetivos positivos é o que todos buscam.
Número de negócios ou lucratividade são parâmetros de medida parciais. O complemento está na competência e liderança. E isto se vê pelos detalhes mínimos ou quase invisíveis. 
Profissional ótimo, de fato, é, no mínimo, bom em tudo o que faz. Ele jamais terá de se desculpar por não fazer o que dele se espera!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473