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quinta-feira, janeiro 15, 2015

REUNIÃO PRÉ-JORNADA DE TRABALHO

ABRAHAM SHAPIRO


Empresas que adotaram a prática da reunião dos colaboradores em pequenos grupos antes de iniciar a jornada de trabalho com a finalidade de alinhá-los aos objetivos conseguiram maior comprometimento deles com as metas, com os clientes e com o atendimento.
Estes encontros podem ter vários formatos. Um dos mais efetivos em fazer resultado é aquele em que o gestor e a equipe se reúnem por um tempo breve e acertam as ações do dia sem aprofundamento de detalhes, mas com instruções objetivas que tragam clareza sobre as dificuldades mais comuns e frequentes.
Esta reunião deve acontece com tempo de duração pré-fixado e isso deve ser respeitado por questão de disciplina. Um ponto importante é a inspiração através da leitura de um texto cujo conteúdo seja significativo, feita por um participante diferente a cada encontro, de modo que todos tenham a oportunidade de contribuir.
O gestor que inspira seu grupo aproxima-se mais rápido da liderança. Mas atenção. Cuide para que os textos não sejam religiosos ou que firam as opções individuais dos integrantes.
Um momento de inspiração visa ampliar a harmonia, a convergência de ideais e o entendimento mútuo dentro do grupo.
Há livros que foram especialmente escritos para esta finalidade. Uma sugestão, com sua licença, é o de minha autoria: “Torta de Chocolate Não Mata a Fome”. Eu o escrevi com o objetivo de motivar os leitores a viverem suas vidas com um propósito e levá-lo para o trabalho e seus relacionamentos. É simples de se ler e de compreensão fácil.
Se isso lhe interessa, não o deixe passar. Planeje-se, experimente e comprove o que cem por cento das empresas que implementaram esta prática com seriedade alcançaram.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

terça-feira, janeiro 06, 2015

COMO AFUNDAR UMA EMPRESA: ESTUDO DE CASO

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA EM 05 DE JANEIRO DE 2015 - A Gisele é gestora de uma das empresas mais organizadas que conheço do setor do agronegócio. Dada necessidade de crescimento de sua companhia, chegou a hora de adquirir um software de gestão, que antigamente chamava E.R.P.
Eu fui consultado e dei referências e contatos das empresas que conheço. Uma delas, bastante grande, por sinal, tem escritório de vendas em várias cidades, inclusive Londrina.
A Gisele iniciou o processo de busca.
A primeira, agendou prontamente a visita de um profissional. Ele apresentou sua empresa rapidamente e explicou vantagens e benefícios de seu sistema. Foi claro, assertivo e técnico. Pesquisou as necessidades que levaram a Gisele a dar este passo, anotou e desenhou tudo. Retornou à sua base, escreveu uma proposta e agendou nova visita para entregá-la em mãos. A Gisele o recebeu novamente, leu o documento, ouviu a exposição dos pontos, expressou dúvidas e o representante superou todas as objeções, esclarecendo detalhes sobre a implantação, custos e planejamento ideal do cronograma.
A segunda empresa também mandou um funcionário visitar a Gisele. Ele fez uma longa apresentação, recheada de elogios de seus bons resultados, e uma apologia à marca que, segundo a Gisele, lembrava muito um programa do horário político gratuito. Após isso, o rapaz deixou um belíssimo catálogo explicativo e tomou seu caminho de volta. Não fez entrevista alguma e, por isso, não conheceu as necessidades da empresa.
Três semanas depois, um vendedor fez contato telefônico para agendar uma videoconferência. Pelo bate-papo digital, ele explicou alguns pontos genéricos de seu software, não abordou detalhes e nem abriu espaço para que a Gisele falasse. Ela apenas pediu um orçamento antes de agradecer e despedir-se dele.
Ele remeteu o orçamento... por e-mail... trinta dias após a videoconferência... quando a Gisele já havia fechado a compra com a primeira empresa.
Indignação? É o mínimo diante deste quadro.
A história ocorreu exatamente assim, creia. E a razão de sua narrativa é mostrar o poder de destruição que se concentra nas mãos – ou na cabeça – de um funcionário não treinado. O que ele faz quando não há procedimentos? Terá iniciativas e ações aleatórias, imaginando frutos garantidos e estar realizando algo fantástico pelo cliente e por sua organização.
Enquanto a primeira empresa atuou com agilidade e objetividade calculadas, a segunda fez o contrário. E, como eu disse, seus profissionais estão crentes em que fizeram tudo certo. E sabe o que? Desconhecem o fato da Gisele já ter assinado contrato com o concorrente. E jamais saberão a razão de terem perdido.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, dezembro 19, 2014

OBJETIVO, ESTRATÉGIA E TÁTICA: CONCEITOS BÁSICOS

ABRAHAM SHAPIRO

Qualquer criança sabe que objetivo é um resultado que desejamos alcançar. Conceito fácil!
O difícil, em qualquer circunstância, é responder a pergunta: “Como atingir objetivos?”
Resposta: “Por meio de estratégias”.
E como se põe em prática uma estratégia? Através de táticas.
Vamos organizar os conceitos.
Estratégia é o plano de ação amplo projetado para um determinado prazo.
Já a tática é a manobra ou “plano de ação de curto prazo” que visa os pontos estabelecidos na estratégia.
Entenda que a tática é também um plano. Contudo, a tática é limitada ao tempo imediato e é composta de ações práticas.
Uma visão simplificada mostra que as táticas realizam uma estratégia. Enquanto a estratégia determina de modo amplo “o que” deve ser realizado para se atingir um objetivo, a tática se ocupa, de forma mais pontual e restrita, de “como” a meta será perseguida e alcançada.
Tática e estratégia se complementam.
A estratégia é o quadro todo, a planta total. As táticas são ações específicas criadas e selecionadas para realizar a estratégia.
Táticas devem ser objetivas e mensuráveis pois dão suporte à estratégia.
A estratégia, por sua vez, suporta o objetivo.
O mais importante: uma estratégia correta e clara fará a tática funcionar melhor, exercendo menos pressão sobre sua execução. Ambas, porém, – estratégia e tática –, carecem de análises precisas e detalhadas para que a meta seja alcançada.
Não é de qualquer jeito ou instantaneamente que se planejam ações importantes. Isto exige análises, atenção e cuidado.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, novembro 19, 2014

ORGANIZAÇÃO, SEQUÊNCIA E EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

Se algo começou errado, dificilmente dará certo.
É possível consertar, sim, graças a D-us. Eu aprendi que quase tudo o que se estraga pode ser recuperado. Mas a energia requerida para isso é enorme.
Vamos falar de negócios.
Por onde se inicia a implantação de qualquer empresa? Pelo projeto dos processos, isto é, pela coleção de todos os processos com que se produzirão os produtos, os serviços, os fluxos da organização administrativa interna e externa. Estou falando das máquinas e equipamentos de produção, da administração financeira, das vendas, marketing, qualidade, controle ambiental, atendimento etc.
O que vem depois? Os processos mostram quantas pessoas serão demandadas para que eles sejam postos em marcha na operação. Aí, e só então, é que se determina o perfil de cada uma dessas pessoas em termos de capacitação, competências pessoais, experiência adquirida e  outros aspectos.
Esta é a ordem:
1º. Os processos
2º. O número ideal de pessoas
3º. O perfil das pessoas.
Importante é que cada etapa desta sequência seja desenhada e dimensionada por profissionais com prática comprovada a fim de se reduzir as chances de erro.
Ao longo do tempo é obrigatória a adoção de um regime claro e contínuo de melhoria tanto para os processos quanto para as pessoas.  É o que provê níveis desejáveis de qualidade e adaptação à realidade local, já que nada nasce pronto e requer desenvolvimento.
O que não pode é inverter a ordem das coisas e esperar que os resultados finais sejam ótimos. Não serão.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, outubro 27, 2014

VOCÊ PENSA! MAS COMUNICA?

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA EM 27 DE OUTUBRO DE 2014 - Falar, todo mundo fala. Mas quem transmite ou convence?  Pais fracassam em falar aos filhos. Patrões e funcionários não se entendem. Sócios vivem conflitos explosivos. O divórcio tem muito de os casais não saberem conversar. E e-mails? Eles mais causam problemas que solução porque as pessoas não sabem escrever.

A capacidade de expressão do pensamento pela escrita ou fala me encanta. Fico fascinado com quem se esforça em fazer a palavra tomar o rumo planejado e, enfim, chegar ao destino. Mas quantos conseguem isto? A questão é: “Por que?”
Uma empresa de tecnologia de S. Paulo seguiu a nossa orientação e contratou a assessoria temporária de um jornalista freelance que normatizou toda a comunicação interna e treinou os colaboradores. O mundo mudou por lá. Foi de inferno a Éden em poucas semanas de trabalho e investimento viável. Coisa de gente inteligente!
A nossa cultura cultua atletas que moldam seu físico, empresários que constroem organizações, engenheiros e arquitetos que resolvem espaços e inovam, mas nenhum valor atribui a quem se dedica a bem falar e escrever. Transmitir ideias com precisão e inspirar atitudes é tudo, em tudo e para tudo.
Talvez você não tenha capital para implantar uma indústria, nem físico para correr uma maratona, ou relacionamentos para eleger-se a um alto cargo público. Mas você tem um extraordinário potencial para se comunicar. Porém, é potencial, só isto. E ainda que possua o  mesmo teclado de todos à sua volta, e fale a mesma língua, sem aprendizagem, treino e reciclagem você jamais chegará à eficiência real em se comunicar. E quanto é isso para a sua vida? Tanto quanto ar e água! Entende?
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, outubro 06, 2014

REMOVA AS RESTRIÇÕES

ABRAHAM SHAPIRO

Publicado na Folha de Londrina de 06 de Outubro de 2014 - Nos meus tempos de escola primária, uma das regras de disciplina exigia que os alunos se concentrassem no pátio do colégio e se deslocassem organizados em fila até sua sala de aula. Era fácil perceber que o garoto mais lento é que determinava a velocidade do grupo. Quem tentasse ir mais rápido que ele, saia da ordem e atraia a repreensão do inspetor.
O tempo passou e eu acabei observando que a mesma coisa acontece em todas situações.
O resultado de qualquer sistema de produção é determinado por sua etapa mais fraca. Isto é o que diz
a Teoria das Restrições – Theory of Constraints ou T.O.C., em inglês.
Todo sistema tem restrições que impedem de se chegar ao resultado. Ocorre em qualquer linha de produção.
Mesmo na associação de máquinas e equipamentos de alta produtividade individual haverá um gargalo, ou seja, uma delas torna a linha mais vagarosa. Removendo ou melhorando essa restrição, o resultado do sistema aumenta. E, é claro que, depois disso, um novo gargalo irá surgir. Daí infere-se o conceito de Melhoria Contínua, ou seja, prosseguir analisando esse sistema a fim de descobrir e remover as novas restrições.
Imagine uma corrente que tenha um elo fraco. Ela irá romper-se certamente neste elo.
A teoria vale para correntes, para máquinas, para pessoas, pra mim e pra você. Ache as restrições do seu trabalho e da sua vida. Comece a removê-las. Continue fazendo isso e, enfim, você será mais eficiente.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, outubro 03, 2014

HACHIMITSU

ABRAHAM SHAPIRO




Recentemente conheci as novas instalações do Atelier de Delícias Hachimitsu, em Londrina. O ambiente ficou espetacular. O Nilo, diretor da empresa, mantém a mesma energia que o turbinou há nove anos, em sua pequena loja da avenida JK.
Naquele tempo, um fulano metido a chef de cozinha comentou comigo que os negócios do Nilo não iam prosperar. “Por quê?” – perguntei eu.  Ele disse que sua esposa havia “torcido o nariz” com indiferença ao provar os doces.  Eu estranhei, porque via que o público adorava quanto mais os conhecia.
Dias depois, contei a indigesta impressão do tolo cozinheiro ao Nilo e o aconselhei a ler o livro “A estratégia do Oceano Azul”. Ele o leu e, com muito trabalho, aprendeu a colecionar ótimos resultados. Tanto que, dia desses, um marqueteiro veio lhe oferecer os serviços de sua agência.  O Nilo o questionou: “Já leu ‘A Estratégia do Oceano Azul’?”.  Frente à negativa do rapaz, o Nilo exclamou: “Então volte pra casa, e depois que você o ler, poderemos continuar a conversa!”
Aí está um caso a ser estudado. Não só pelo bom êxito do Nilo no Hachimitsu, mas também pela péssima avaliação da esposa daquele chef arrogante que, além de não entender nada de doces, prevê o futuro tão bem quanto horóscopo de almanaque de farmácia!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, outubro 02, 2014

INVERTA SEMPRE!

ABRAHAM SHAPIRO

No século XIX, os matemáticos não sabiam resolver equações integrais. E elas são importantíssimas na descrição de fenômenos científicos.
Carl Jacobi, um matemático Judeu-alemão, trilhou um caminho mais fácil do que o utilizado por seus colegas. A técnica de Jacobi consistiu em inverter a relação das variáveis da equação. Essa prática o impressionou tanto que o levou a enunciar um princípio:
“Inverta sempre. Inverter é o segredo do sucesso”.
Vá à livraria e veja quantos livros narram o sucesso de empresários e líderes. Os autores acreditam que as pessoas se inspiram e imitam os casos de sucesso.
Apliquemos aqui o princípio da inversão. Podemos chegar a resultados ótimos conhecendo casos de fracasso e aprendendo com eles o que “não se deve fazer” no caminho ao sucesso!
E se você é um investidor, estará melhor servido quando olhar os exemplos de pessoas e carteiras que faliram a fim de entender porque. Será mais eficaz do que as histórias de grandes conquistas. “O que errou?”, “Por que errou?” são as perguntas que, bem pesquisadas, desenvolverão a sua expertise.
Negócios produzem ganhos e perdas. Planejamento, análise e um pouco de sorte ajudam muito! Saber casos positivos anteriores é bom. Mas conhecer os negativos e não se contaminar, é ótimo.
A regra é clara: “Inverta sempre. Inverter é o segredo do sucesso”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 30, 2014

VOCÊ CONHECE A SUA EMPRESA?

ABRAHAM SHAPIRO











Há um exercício que proponho a todo cliente com quem inicio nova consultoria. Pode ser divertido e útil a você fazê-lo. Ele o ajudará a ver a sua empresa desde outra ótica. É assim:
Passo 1. Escreva um texto com o título “QUEM SOMOS NÓS?” Seja dramático. Escreva-o como uma trama. Capriche. Após o rascunho, resuma-o a 25 palavras se possível. Caso você sinta-se inspirado, reduza-o novamente... desta vez a uma só palavra ou a um só verbo. Você é capaz de dizer o que é a sua empresa em uma palavra só? Se sim... fantástico. Isso indica que a sua consciência sobre o seu negócio é altíssima!
Passo 2. Liste três itens em que vocês sejam SINGULARES para os clientes. Três atributos únicos que definam a sua empresa.
Passo 3. Declare de modo preciso a COISA BOA E DEFINITIVA que os distingue dos  seus concorrentes. Não mais que vinte e cinco palavras.
Passo 4.  É chegada a hora de analisar quem é o seu principal concorrente. Com 25 palavras poderosas, precisas, elogiosas... verdadeiras... diga QUEM É ELE?  Depois, liste três grandes diferenças entre vocês e eles. Desta vez não seja resumido, mas franco.
Faça este exercício sozinho. Depois divida com os colegas de trabalho. Argumente de modo sério a necessidade de que pensem bem ao fazê-lo!
E agora: o desafio! Você teria coragem de pedir a um grupo de clientes que fizesse este exercício respondendo as perguntas sobre a sua empresa? Para começar, tente com um cliente amigável. Mas não fuja de fazer também com aquele cliente cético ou detrator da sua marca.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, setembro 25, 2014

TRIBOS

ABRAHAM SHAPIRO

Você quer ideia para um grande negócio? Que tal esta: crie algo com que os jovens se identifiquem. E há muitas outras. Porém, todas muito específicas!
O mundo está carente de propostas a serem seguidas como identidade pessoal.
Os jovens estão vazios e ao mesmo tempo carentes. Imagine um desses rapazes que entra numa livraria, compra o livro “Hinduísmo para Iniciantes” e no meio da leitura, resolve converter-se à religião Hinduísta. Dois anos depois, ele planeja unir-se a grupos radicais políticos da Índia.
O que acontece? Ele estava “vazio”. E ao adquirir um livro diferente, encontrou algo com que se satisfaz e o preenche.
Entenda! Isso está acontecendo a cada segundo, em quase todo o planeta! É uma marca deste século e da nossa civilização. Nunca, em toda a história do povo Judeu, por exemplo, tantas gentios se interessaram pela conversão ao Judaísmo. E a maioria massacrante deles não faz a menor ideia do que é ser Judeu ou das obrigações e responsabilidades por trás da vida Judaica.
Enquanto isso, um bar temático para jovens universitários de esquerda está a cada dia mais cheio dos tipos mais interessados em se conectar com gente que pensa como eles.
E assim por diante.
Ainda que as pessoas sejam mais diferentes do que parecidas, elas querem se conectar. E agora, elas se unem de maneiras novas. Em lugar de se reunirem por atributos como localização, ocupação, família, saúde, elas formam vínculos por escolha própria: atitudes, crenças, estilos de vida e aspirações.
Olhe-se para si mesmo. É mais provável que você construa amizades com pessoas que conhece nas suas férias do que com o seu vizinho. Não é mesmo?
São as novas “tribos”, motivadas por valores, influências mais amplas e sonhos maiores.
Assim, as empresas obcecadas em maximizar suas fatias de mercado num setor específico ou lugar acharão mais fácil e lucrativo se alinharem aos modos como as pessoas desejam se reunir, afinal, é melhor atingir uma fatia menor de um mundo maior.
O seu negócio pode escolher atender muitas tribos. E quanto mais específica for a sua seleção, mais relevante você poderá ser às pessoas, e mais intimamente você poderá se conectar a elas.
As tribos se formam quando há um foco em uma paixão e um meio para que seus integrantes se conectem. E já que o número de interesses é infindável e as conexões facilitadas, não há limite para o número de tribos. Seremos, portanto, cada vez mais específicos. E isto não será opcional, pois, o negócio que tentar agradar a todos, não conseguirá ser especial a ninguém.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 23, 2014

AS DUAS PERGUNTAS DEFINITIVAS

ABRAHAM SHAPIRO

- “O que é isso?”
- “E como vamos saber se funcionou?”
Pare por um instante e pense no poder destas duas perguntas. Posso repeti-las? Eu gostaria que você avaliasse seu real impacto. Leia com atenção, por favor:
- “O que é isso?
- “E como vamos saber se funcionou?”
Há uma filosofia por trás delas. É profunda e significativa. Sabe qual?
“Se vale a pena fazer uma coisa, vale a pena conhecê-la antes de fazer”.
Isto é certo. Porque não há nada mais terrível do que pessoas tentando fazer coisas de que nada sabem ou desconhecem... e não têm critério algum que lhes indique se está funcionando, isto é, atingindo ou não os objetivos.
Imagine um martelo. Ele é usado para se fixar pregos na madeira. Depois de usá-lo, é fácil dizer se ele fez bem o trabalho. Aliás, os simples fatos de todos terem clareza sobre a serventia de qualquer martelo e se funciona ou não são as razões básicas porque há tantos bons martelos no mercado.
- “O que é isso?”
- “E como vamos saber se funcionou?”
Você já havia pensado nisso antes? Se ainda não, comece a adotar esta prática em todos os âmbitos da sua vida.
Coloque o conhecimento antes de tudo. Conheça o que você acha que vale a pena fazer. Só então, faça. E não deixe de observar se funcionou e como funcionou!
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quinta-feira, setembro 04, 2014

A RUPTURA DE PRODUTOS EM SUPERMERCADOS

ABRAHAM SHAPIRO

Uma pessoa que está na loja de um supermercado com intenção de comprar e ao buscar um determinado item não o encontra na gôndola poderá ter reações de insatisfação que vão desde a escolha de um substituto do produto e o abandono da marca que buscava até o ponto extremo de abandonar seu carrinho e trocar de loja.
A indústria, a marca e o varejista irão contabilizar perdas muito maiores do que simplesmente a venda. Esta experiência malsucedida de compra irá influenciar negativamente sobre a fidelidade deste cliente.
Falta de produtos nas gôndolas dos supermercados tem nome: ruptura.
Acabar com as rupturas é uma tarefa complexa porque envolve todos os elementos da cadeia do produto e várias outras razões. Uma delas é um dado curioso. A indústria oferece atualmente ao varejo entre 300 e 400 mil itens. Só no ano de 2010, foram lançados mais de 15 mil novos itens dos quais apenas 3 mil vingaram. Mesmo assim, a gôndola não é elástica. O que fazer com os produtos que dão certo?
Para se ter uma vaga ideia, uma loja do pequeno varejo expõe de 5 a 6 mil itens a seus clientes. O primeiro desafio, portanto, é formar o mix ideal, já que é impossível oferecer tudo. Se, por exemplo, o foco estiver sobre a oferta de alimentos, o consumidor deverá encontrar sortimento e variedade dessa categoria. Os outros itens – como higiene e limpeza – serão para a conveniência do cliente.
Daí se conclui que a principal causa de ruptura em supermercados é de ordem operacional. E a falta de qualificação da mão de obra junto da ausência de processos só agravam estes problemas.
A ruptura tem muito ou tudo a ver com o fundo da loja. O varejista pode ter o produto em estoque, mas se não estiver no ponto de venda, aos olhos e ao alcance das mãos do consumidor, ele não será vendido. Aí está, sem dúvida, a mais exata,  infeliz e prática definição de ruptura.
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terça-feira, agosto 19, 2014

INCENTIVO AO MOVIMENTO

ABRAHAM SHAPIRO

Isidor Rabi foi um físico judeu-americano, ganhador do Nobel de Física de 1944 por ter descoberto a Ressonância Magnética. Há uma passagem em sua história de vida que pode ser de grande inspiração para muitas situações do trabalho.
Um repórter quis saber porque o Dr Rabi tornou-se cientista em vez de médico, advogado ou homem de negócios, já que estas são as profissões mais procuradas pelos Judeus. Rabi Respondeu:
- “Minha mãe me fez cientista sem saber. Qualquer mãe judia do Brooklyn perguntaria ao filho que chegasse da escola: ‘Nu? Ou E então? O que você aprendeu de novo hoje?”
Não a minha mãe. Ela me questionava:
- “Você fez uma boa pergunta hoje?”
Eu tenho certeza de que esta preocupação dela em que eu buscasse fazer sempre boas perguntas é que fez de mim um cientista.

Você ainda não descobriu? Perguntas é o que estimula os outros a também fazerem perguntas. E isso causa movimento. Tira as pessoas de seu conforto ou inércia – mesmo que elas detestem interrogações!
Muitos fracassos estão relacionados à ausência de perguntas significativas.
Uma empresa falhou? Faltou um questionamento profundo que investigasse as causas da crise que originou a falha.
Antes, os executivos administravam hierarquias organizadas. Hoje, não.
Antes, os mercados eram caracterizados lentos. Hoje, de modo algum.
Antes, os funcionários seguiam um plano de carreira. Hoje, cada funcionário tem diante de si um número assustador de opções.
Logo, questionar não é opcional, mas uma exigência.
Uma empresa que não estimula o questionamento compromete seu futuro.
Quem não sabe fazer perguntas fundamentais, está sob sério risco.
A passividade é uma droga mortal. Se você está confortável e seguro na certeza de que tudo está bem, uma surpresa desagradável poderá abatê-lo a qualquer momento. E talvez você nem saiba de onde ela surgiu.
Portanto, quando tudo lhe parece bem, ainda aí caberá uma questão. E ela talvez fosse: “Será, mesmo, que tudo vai bem?”
Questione-se! Pergunte-se! Conheça as várias facetas daquilo que parecia definitivo. E não esqueça: “Perguntas causam movimento”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, agosto 13, 2014

O MELHOR MOMENTO PARA INVESTIR

ABRAHAM SHAPIRO


Você sabe qual nome se dá para a situação em que indivíduos em grupo reagem todos da mesma forma, embora não exista direção planejada? Comportamento de Manada.
Esse termo se refere originalmente ao comportamento animal. Mas por similaridade também se aplica ao comportamento humano nas situações de ocorrência de uma bolha econômica especulativa.
Por exemplo. O governo anuncia incentivo ao financiamento para a compra de automóveis. O que ocorre no momento seguinte? Uma quantidade enorme de pessoas vai em busca de obter o benefício. Isto aumenta a procura e, consequentemente, eleva os preços.
Pessoas comuns respondem imediatamente deste modo. Elas têm a postura de acompanhar a maioria e agir como os outros, talvez porque seja cômodo seguir uma atitude sedimentada. Elas se sentem melhor quando alguma coisa facilita sua decisão sem que precisem pensar muito e que lhes permita apenas seguir o fluxo.
A consequência é interessante! O Comportamento de Manada é um dos responsáveis pelo estouro de bolhas – tanto nas bolsas, quanto no segmento imobiliário.
Então qual é a melhor hora para se investir, por exemplo, em imóveis e conseguir as maiores vantagens? Quando a procura diminui. Nestes momentos, as construtoras e imobiliárias estão mais flexíveis e abertas a melhor apreciar contrapropostas.
Imitar a decisão de quem a gente supõe estar mais bem informado, ou seguir a maioria é muitas vezes um engano. As desvantagens só serão sentidas depois de um tempo. Daí é que se entende a tática dos investidores prudentes que guardam dinheiro durante o tempo das vacas gordas para investir nas muitas – eu disse muitas – oportunidades que só surgem nas vacas magras, quando tem menos dinheiro em circulação, e a oferta aumenta.
O que fazer? Primeiro, informe-se sobre o investimento que você deseja ou precisa realizar. Depois, busque um profissional confiável – seja um corretor ou consultor – para, só então, decidir.
No caso de construtoras, dê preferência àquelas que apresentam o mais antigo currículo de sucesso... e boa sorte!
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domingo, agosto 10, 2014

PERGUNTAS QUE AFINAM A RELAÇÃO ENTRE OS ESCALÕES

ABRAHAM SHAPIRO


Parece fácil ao diretor afinar-se com seus gestores. Mas é difícil.  Tenho observado que quanto mais alto você estiver em uma organização, mais difícil é manter-se ciente do que está acontecendo mais abaixo.
Ter uma noção real dos fatos e ocorrências da sua empresa é um desafio importante a enfrentar. A pergunta é “como?”
Uma proposta prática e eficiente aconselha a empregar perguntas a serem feitas aos colaboradores da linha de frente. As respostas que eles derem trarão informações e poderão ajudar a  desenvolver as suas percepções mais úteis.
Uma dessas perguntas é:
“Como posso ajudá-lo?” Eu o aconselho a fazer esta pergunta aos seus funcionários, fornecedores e clientes. E não só você. Certifique-se de que os seus gerentes façam o mesmo. Sabe o que? Mostrar que você se preocupa com as pessoas em todos os níveis – e não só com os seus imediatos – abre possibilidades excelentes de diálogo. E diálogo cria ambiente de fomento à confiança e valoriza a diversidade entre as pessoas.
Outra pergunta útil é: “Por que estamos fazendo isso dessa maneira?” Pergunte isso para aprender, e nunca para adquirir argumentos de crítica ou repreensão. Todas as pessoas gostam de ser ouvidas, e você vai se beneficiar de um feedback real. Conte com os seus funcionários no processo de descobrir o que é preciso mudar e também de medir o progresso.
A terceira pergunta na busca de afinação entre você e os seus funcionários é: “Será que estamos te apoiando?” O objetivo aqui é avaliar se as pessoas têm tudo o que precisam para fazer bem seu trabalho. Fazer bem, eu disse, e não se sentir bem.
Na medida do possível, tenha e cultive o contato com os funcionários de escalões abaixo ao seu a título de fazê-los sentir-se ouvidos, sem atravessar o poder e a responsabilidade dos chefes da área em que eles atuam. Interesse-se por construir confiança e por motivar com inspiração uma visão comum a toda a empresa.
Isto ajuda. Muito.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, agosto 01, 2014

AS OPORTUNIDADES DO BRASIL

ABRAHAM SHAPIRO

O Jairo era microempresário em S. Paulo. Sua empresa prestava serviços de construção de páginas na Internet e Mídias Sociais. Dava um bom dinheiro. E estava crescendo. Contratou profissionais, aumentou sua base de clientes, até que, um dia, ele resolveu ir viver e estudar no exterior.
Como era solteiro, vendeu sua empresa, mudou-se, e no país onde escolheu viver – que é superior ao Brasil na economia, na cultura e na gestão social –, ele arrumou um emprego de atendimento numa loja. Ganhava pouco, mas para começar estava bom.
À medida que seu capital foi sendo gasto e o domínio do idioma aumentando, ele imaginou que poderia encontrar um trabalho condizente ao que fazia no Brasil.
Lá foi o nosso herói buscar uma vaga que o remunerasse melhor. Ele acreditava em suas expertises, afinal lhe valeram o status de “empresário” no Brasil.
Ok. O que ele encontrou?
Resposta: Absolutamente nada.
As empresas o entrevistavam, sim.  Mas não davam continuidade no processo. Sabe por que? Faltava ao Jairo a formação mínima e o nível de experiência exigidos. Os critérios de colocação eram muito diferentes dos daqui.
Por lá, tudo tinha de ser provado e comprovado. Blá, bla, bá,  boas intenções e disposição para “enfrentar desafios” não sensibilizava ninguém. Aliás, já observou como candidatos falam em “disposição para enfrentar novos desafios”? Eles adoram falar assim.
Os entrevistadores sequer entendiam o que Jairo queria dizer com isso. Um deles chegou a perguntar ao Jairo: “O que você quer dizer com ‘enfrentar desafios’?  Somos uma empresa e não um time de futebol”. Os estrangeiros simplesmente não associam “desafio” ao trabalho.
No Brasil, uma pessoa mediana se coloca bem em um trabalho, com alguma facilidade. Em países desenvolvidos, volume real e mensurável de conhecimento aliado à prtática são determinantes para a conquista de uma posição de valor no mercado. Quem não tem isso,  está "fora" – e influência social ou política não faz diferença alguma. O que voga é a capacidade de produzir resultados com produtividade máxima.
A terra das grandes oportunidades ainda é aqui. Mas já não será mais para quem não tem qualificação.
Pois então, qualifiquemo-nos! Mais e mais! Até termos essa “bagagem de conhecimento e prática para a produção de resultados com a melhor produtividade possível”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, julho 16, 2014

NOVA MODA CORPORATIVA

ABRAHAM SHAPIRO

Conselhos são a nova moda corporativa. Não conselhos de orientação ou sabedoria, mas grupamento de pessoas, formados para auxiliar na tomada de decisão quando a situação requer mais de um responsável.
Um bom exemplo é o Conselho de Administração – entidade criada como recurso da Governança Corporativa em empresas profissionalizadas.
Mas assim como tudo na vida, um conselho ou comitê pode ser bom ou ruim – depende do uso e da dose.
Veja os sinais importantes por trás de muitas sugestões dadas por funcionários a título de solução a problemas. Por exemplo: um gestor incompetente para assuntos de sua responsabilidade irá sugerir a formação de um comitê, pois isto alivia suas obrigações pessoais. Um gestor cuja personalidade é controladora e desejosa de poder, terá num comitê o ambiente ideal para realizar suas necessidades psicológicas.
Um comitê nasce do objetivo de se ter uma “equipe” sinérgica, formada por pessoas respeitosas  e inteligentes capazes de propor soluções. Porém, o que normalmente se consegue é um grupo. Por que? Pelo individualismo das pessoas, e porque elas visam projetar seu ego aos olhos dos chefes, comportando-se como  numa raia de corrida. Estes são os fatores negativos.
O principal aspecto positivo de um comitê está em ser, de fato, uma equipe. Esta ainda é a maior vantagem competitiva de qualquer corporação. Este poder advém da dificuldade em que consiste criar ou desenvolver uma equipe – do futebol à religião, passando por empresas.
A regra básica para se ter uma equipe é combinar talentos individuais, juntando conhecimento e capacidade de visão de modo a produzir mais do que seria possível para cada um em separado.
1.       As metas devem ser específicas.
2.       É preciso regras que sejam respeitadas. 
3.       Os membros devem reconhecer a interdependência entre si.
4.       Cada encontro deve ser agendado, pautado e bem esclarecido ao entendimento de todos.
Uma equipe integra pessoas. Um grupo apenas as justapõem. E assim como numa orquestra cabe ao maestro cuidar da harmonia a partir da interpretação individual de cada músico, num comitê a presença de um responsável por seu direcionamento com autoridade, bom senso e sabedoria é a condição básica.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, julho 11, 2014

O CONTROLE DA QUALIDADE PESSOAL

ABRAHAM SHAPIRO

O rapaz contratado para os serviços no jardim da casa do Flávio era jovem e esforçado. Ao concluir sua primeira manutenção, pediu para usar o telefone.
Flávio, que estava na sala ao lado, não pôde deixar de ouvir a conversa que se passou à viva voz.
É uma mulher do outro lado da linha. Ele pergunta se ela precisa de um jardineiro. Ela agradece, mas responde que já tem um. O rapaz explica que é especialista em gramados e de remove todo o lixo após o trabalho. A mulher recusa. Diz que seu jardineiro faz isso. Ele insiste garantindo que é organizado e nunca deixa um cliente sem atendimento. A senhora nega de novo e diz que seu jardineiro atual já oferece tudo isso. Por fim, ele fala em preço. Ela diz que a qualidade de seu jardineiro é ótima e, por isso, está disposta a pagar mais do que a média do mercado.
O jardineiro então desliga o telefone.
Flávio sente pena e diz:
- “Não se preocupe, meu rapaz. Você conseguirá outros clientes”.
O rapaz responde:
- “Não estou preocupado, seu Flávio”. E abrindo um sorriso, completa: “Eu é que sou o jardineiro dela”.
Atônito, Flávio pergunta:
- “Então por que ligou oferecendo os seus serviços?”
E o jovem:
- “Foi só para saber se ela está satisfeita com o meu trabalho. Assim, descubro o que não vai bem e posso melhorar”.
Você teria coragem de fazer uma pesquisa desse tipo?
Eu avalio os meus atos. Mas quando faço isto, aparece aquela tendência de me acomodar e de pensar que estou certo e os outros errados.
Se me oferecessem dinheiro para publicamente falar mal de alguém eu jamais aceitaria. Você também não.  É que eu sei que isto poderia causar danos irreparáveis à pessoa. Mas sabe o que me surpreende? O fato de que muitas vezes eu falei mal de graça. E tive justificativa para isso.
Eu sempre me concedo permissão para tudo o que quero fazer – seja o bem ou o mal. Eu crio exceções às minhas regras de conduto e, desta forma, saio justificado achando que fui bem.
Você deseja melhorar a sua qualidade pessoal e profissional? Melhore a visão de si mesmo. E melhore também a sua consciência. Analise o seu comportamento e imponha sobre si regras que disciplinem o seu modo de ser e de viver. E não abra exceções.
Com a qualidade pessoal e com clientes não se brinca. São vitais. Sem qualidade você não se desenvolve. E sem clientes, você não se sustenta!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, junho 27, 2014

COMO HOMENS DE NEGÓCIO CONSEGUEM PAZ

ABRAHAM SHAPIRO

Chegando de volta ao Brasil - O Carlinhos era um hipocondríaco crônico. Nada o convencia de que não estava à beira da morte.
Seu médico sugeriu que fosse consultar um especialista para tranquilizar-se.
Dias mais tarde, após exaustiva consulta e exames, o doutor lhe diz:
- Carlinhos, estou surpreso com a sua saúde. Não há nada de errado com você. Sua doença não passa de imaginação. Você vai viver para enterrar seus pais, sua esposa e olhe lá se não os seus filhos.
Inconformado, Carlinhos, responde:
- Que nada, doutor. Pensa que eu não sei que o senhor está dizendo isso só para eu me sentir bem?
Carlinhos é um teimoso. E quando um teimoso acha que vai mal, ninguém o dissuade disso.
Em assuntos de negócios há somente um meio seguro de se conhecer a saúde da empresa. Através de uma boa assessoria contábil.
Se você não pode ter um contador dentro da empresa, obtenha referência sobre os serviços de um bom escritório de Contabilidade e faça com ele um contrato de serviços.
Ele irá realizar não só o correto levantamento de impostos, mas também a análise das despesas, receitas, lucro e outros indicadores que demonstram como, de fato, sua empresa está. Qualquer estratégia depende destes conhecimentos.
Há um antigo e sábio ditado nacional, que diz: “Quem deseja sucesso, precisa ter por perto um bom padre (vale também um bom rabino, para os Judeus), um ótimo advogado e um excelente contador”. Padre ou rabino e advogado não são difíceis de se achar. Um contador excelente? Procure bem. E você terá encontrado aquele que pode lhe proporcionar paz no presente e tranquilidade no futuro.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, junho 25, 2014

A PEDRA NO CAMINHO

ABRAHAM SHAPIRO

De Jerusalém, Israel - A história se passa há muitos anos.
Um rei bem-humorado e sábio colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada, e ficou escondido enquanto observava como as pessoas reagiriam a isso.
Por ali passaram mercadores, cavaleiros e nobres em suas carruagens. Eles, simplesmente, rodeavam a pedra enquanto praguejavam o rei, acusando-o de má administração das estradas do reino.
Depois de um tempo, chega um camponês com sua carga de verduras e cereais. Ao se aproximar da rocha, põe de lado seu carregamento, e com muito esforço e suor, consegue mover a pedra, afastando-a até a beira do caminho.
Então, ele volta, pega sua carga, e nota que, embaixo de onde a pedra estava, há uma bolsa. Nela há muitas moedas de ouro e uma carta assinada pelo rei, dizendo: “Este dinheiro é uma recompensa para a pessoa que se esforçar em remover o obstáculo que foi propositalmente posto sobre esta estrada. Faça bom proveito dele!”
Moral da história: Existe uma recompensa reservada para cada esforço que se faz com dedicação e boa vontade. Como aconteceu ao verdureiro que teve atitude de remover a pedra e, sem que esperasse, encontrou a bolsa que premiou sua iniciativa desinteressada, assim também acontece com todos os que assim agem frente às circunstâncias da vida.
Todos os demais passantes por aquele local tiveram a mesma chance, porém, optaram pela comodidade de dar a volta e reclamar ou maldizer o rei. Enfrentar o problema de frente? Só o verdadeiro o fez.
Finalmente, qualquer obstáculo esconde uma oportunidade. Descobri-la depende de investir esforço, concentração e insistência. Quem assim age, não voltará de mãos vazias.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473