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quinta-feira, agosto 07, 2014

O MAL DO PERFECCIONISMO

ABRAHAM SHAPIRO

Todo mundo gosta de fazer coisas bem feitas, e valorizamos isso nos outros. Mas fazer tudo bem o tempo todo, e em qualquer área da nossa vida, é uma pretensão impossível.  Supera, em muito, a capacidade humana de resposta às situações que carecem de atenção.
Você e eu conhecemos pessoas perfeccionistas. Quando estas pessoas se lançam a ser perfeccionistas em tudo o que fazem, e se sentem negativas e desvalorizadas por acharem que não executaram algo por seus níveis da perfeição, isso resulta em estado de ansiedade e estresse, quando suas relações sociais não são severamente afetadas por estes fortes pensamentos.
O perfeccionismo é uma patologia que consiste na perseguição de padrões elevados inatingíveis. É o sentimento do tipo: “Se eu cometer um erro, será catastrófico!”
Muita gente age por conta de desejar não errar em nível algum. No entanto, a perfeição não existe. Não neste mundo. Na maior parte das vezes, esta paralisia é só uma grande desculpa para não começar ou não agir.
Faça o melhor que você puder, sempre. Esforce-se para ser bom. Dê tudo de si para tornar-se, hoje, melhor do que você foi ontem. Mas definitivamente esqueça a perfeição. Sabe principalmente por que? O seu trabalho realmente importa! Faz diferença. E você nunca chegará ao estado de perfeição.
Pare de esperar o momento ideal ou o planejamento ideal para você agir. Isso nunca vai acontecer. Caso aconteça, alguma coisa dará errado ao longo do caminho. É quase imperativo. Então, deixe de contar com a perfeição e comece. Depois, prossiga. E continue no dia seguinte.
Seus sonhos nunca se concretizarão se você está se preparando e esperando para o momento perfeito e para que tudo seja perfeito.
Então, não espere mais. E pare de exigir perfeição dos outros, também.
O vento nunca soprará somente a seu favor. Comece aí mesmo, e trabalhe com todas as ferramentas de que você dispõe sob o seu comando. Eu posso garantir que melhores ferramentas serão encontradas à medida em que você avançar.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, junho 17, 2014

COMO GERIR O TEMPO DE MODO MAIS EFICIENTE... E SEM TRAUMAS!

ABRAHAM SHAPIRO, de Tel Aviv


NO PRINCÍPIO...
Há cerca de três anos, eu decidi fazer ginástica. Descobri que a vida sedentária que eu levava aumentaria o meu risco de ataque cardíaco em mais de 50%. Meu médico mostrou que quanto mais movimento eu fizesse, maior chance de longevidade eu teria. E ter uma vida longa é vital para mim, pois tenho planos pessoais importantes.
O problema é que, fazer ginástica não era fácil pra mim.
Fiz planos. Eu pretendia fazer uma hora de exercício três vezes por semana. E o que eu consegui? Nada.
Por que foi tão difícil? Eu confundia o que é importante com o que é urgente, e assim, meu tempo nunca estava bem gerenciado!
Se há alguma área na sua vida na qual você sente estar nas mesmas condições que eu estive,  suponho que você provavelmente esteja cometendo o mesmo erro.
Vou dividir com você algumas situações que me ajudaram a resolver isto.

ESTAR OCUPADO
"Não é suficiente ser ocupado. Assim são as formigas. A questão é: com que estamos ocupados" (Henry D. Thoreau)
Inúmeras coisas exigem a sua atenção. O telefone que toca – e você tem de atender. Checar os e-mails. Verificar o seu perfil e mensagens no Facebook. Um trabalho com prazo para entregar na empresa. Tarefas de casa – preparar comida, levar o carro ao mecânico, pagar contas no banco...
Tudo tem de ser feito.
Uma pergunta. Quais são as suas e as minhas tarefas urgentes? Resposta: são aquelas para as quais você e eu temos de dedicar a maior parte do nosso tempo, em frequência diária. São as que devem ser feitas impreterivelmente, ou nos dão a impressão de que não podem ser adiadas. Por causa delas, nós jogamos fora ou adiamos as tarefas importantes a fim de liberar tempo para o cumprimento das urgentes.
Isso não é uma atitude consciente. É só porque... acontece.
Você deixa as coisas urgentes tomarem o controle do seu tempo e da sua vida. E aí? Você engorda, a sua esposa se queixa de que você não tem uma vida no lar, você vê os seus filhos crescendo sem você etc.
Quando isso acontece, algo está errado. Mas é possível que, assim como eu há três anos, você não sabe bem o que é, afinal, você trabalha duro! E enquanto trabalha, assiste as tarefas urgentes se multiplicarem como coelhos, ou como micro-organismos unicelulares. Começam com uma, e daqui a pouco são duas, quatro, dezesseis... Uau!!!
O que fazer?
- “Pare imediatamente, seo Shapiro!”
Foi o que eu disse para  mim mesmo depois de um ano inconformado com o fato de não conseguir fazer a ginástica de que eu precisava tanto, e o meu médico recomendava.
- “Não tem de ser assim. Não deve ser assim. Eu posso construir a minha vida de outro modo. Basta assumir o controle e eliminar o medo, pois, como disse Jó (3:24) ‘Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece’.
Fiz uma limpeza em algumas das tarefas urgentes, criei espaço para as coisas importantes e isso tem me permitido viver uma vida mais próxima dos meus conceitos. Está bem melhor do que antes.
Empreguei um processo simples que eu mesmo criei. Não resolveu tudo da primeira vez. Tive de utilizá-lo repetidamente. Em todas elas, foi muito bom. Liberar tempo, limpar a agenda, selecionar “obrigações” é algo que só se compara ao ar da primavera.
É bom demais.
A seguir,  sintetizei o meu processo.

ETAPA 1. PARE
Pegue um caderno. Pense na sua vida. Pergunte-se o que é realmente importante para você? Anote isso.
Como você gostaria de viver a sua vida? Deseja ser saudável? Quer ter mais diversão, estudo, convivência, dar mais amor às pessoas a quem você ama? Anote.
Lembre-se de cada coisa que é verdadeiramente importante – aquelas que, em dez ou quinze anos lhe farão sentir-se orgulhoso de si mesmo.
Atenção: esta etapa não é o momento de se preocupar com coisas viáveis ou não de serem feitas. Simplesmente anote o que você acha importante.
Tenha em mente que, se você escrever dez coisas ou mais, é provável que esteja misturando o urgente com o importante. Dificilmente tarefas importantes são mais que 4, 5 ou 6.

ETAPA 2. GRIFE
Pense naquelas coisas que você faz todos os dias. Por exemplo, acordar, tomar café da manhã, ir ao trabalho... Anote-as.
Destaque as tarefas diárias que estão “alinhadas” ou “afinadas” às suas prioridades pessoais. Por exemplo, se você tem de caminhar até o ponto de ônibus ou fazer um percurso de bicicleta até o trabalho, isso contribui para a sua boa saúde – que foi mencionado na primeira etapa. Grife isso.
Destaque o que é importante e tem de ser feito todos os dias.
O resto é urgente.

ETAPA 3. REDUZA
Agora reduza as tarefas urgentes, isto é, limpe a bagunça, organize a desordem.
Algumas atividades urgentes só precisam acontecer. Talvez você possa esperar até mais tarde para verificar o seu perfil no Facebook. E-mails podem ter meia hora específica para isso.
Outras atividades "urgentes" poderão ser delegadas a outros. Se você tem um assistente, delegue a ele. Contas bancárias podem ser pagas via débito automático (auto-pay) no seu banco. O sistema fará isso por você.
Outras coisas podem ser melhor organizadas. Que tal fazer um lote de refeições todos os domingos e quartas-feiras e congelá-los? Quem sabe uma compra semanal em vez de várias! Desta forma, você só tem que passar por este processo duas vezes, em vez de cinco vezes por semana.
Viu como pode aparecer mais espaço liberado na sua vida?

ETAPA 4. TESTAR
Agora que a sua agenda está mais aberta, chegou a hora de provar um pouco do sabor da liberdade. Prove esta “nova vida” por uma semana. Observe com zoom “o que” e “como” tudo irá funcionar.
Você poderá perceber, por exemplo, que não devia ter delegado certas tarefas, e sim outras, ou tê-las excluído da sua vida.
Uma semana lhe permitirá ter uma visão do que é que funciona ou não. Depois deste período, promova as mudanças que forem necessárias.
Em quinze dias ou um mês, no máximo, a sua vida estará passada a limpo. Veja as atividades que devem ir embora,  permanecer, ser delegadas, ou simplesmente melhor organizadas.
Vale a pena!

ETAPA 5. MAIS DO QUE É IMPORTANTE
Traga para o interior da sua vida mais tarefas importantes. Agora que você está mais firme quanto ao que vai e ao que fica, é hora de começar a colocar as coisas importantes em seu devido lugar.
Retorne à Etapa 1. Pergunte-se novamente o que é que você quer. Saúde? Amor? Estudos?
Inclua entre as atividades a serem desempenhadas somente as que tiverem maior prioridade neste momento. Por exemplo, se você sentir que ainda não tem tempo suficiente para ir à academia e fazer ginástica por uma hora, então não coloque isso na sua programação.  Inclua exclusivamente o que você entende ser absolutamente viável, sem importar-se com quão pequena ou imperfeita lhe pareça a atividade.
O fato de achar que devia fazer ginástica cinco vezes por semana não significa que você tenha que começar a fazê-lo imediatamente. Um modo mais viável e sustentável será alcançado pela prática da seguinte regra:
“Faça o que estiver a seu alcance, porém na direção de onde você quer chegar”.
Por exemplo, se 40 ou 50 minutos de exercícios diários é o seu plano para melhorar a saúde, mas você não está atualmente em condições de cumpri-lo, comece, digamos, com quinze minutos. Pense que “quinze minutos está a meu alcance,  e na direção de meu sonho – 50 ou 60 minutos por dia”.
Não queira chegar imediatamente ao seu objetivo. Cedo ou tarde você descobrirá que está mordendo mais do que pode mastigar. E se isto não causar uma indigestão, poderá fazê-lo engasgar-se, ou seja, no caso da ginástica, você acabará largando, vai deixar de agir sobre o que é importante e ficará desanimado. E isso o que você busca?  Não, absolutamente.

FINALMENTE
Toda mudança deve ser por meio de um processo, e gradual. Aliás, tem que ser.  
Exercício físico é algo que você poderá fazer o resto da vida. Se chegar ao seu sonho de 60 minutos por dia, hoje, ou amanhã, ou daqui a um ano, não fará diferença alguma quando você tiver 85 e ainda puder se exercitar.
Seja paciente. “Aproveite a viagem de ida da vida, pois esta não tem volta”.
Alegre-se que você está se movendo cada vez para mais perto dos seus sonhos. Alinhar as suas ações diárias ao que é verdadeiramente importante significa que você está se tornando fiel a si mesmo e explorando mais o seu potencial.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, junho 13, 2014

O ESTRANHO REMÉDIO PARA A CURA DO REI

ABRAHAM SHAPIRO


Da Universidade de Tel Aviv, Centro de Negócios Leon Recanati, Universidade Hebraica de Tel Aviv, Israel - Havia um rei que ficou muito doente. Seus médicos analisaram seu mal e, depois de muita discussão, concluíram que só existia um tratamento para sua doença. O monarca devia vestir o casaco de uma pessoa que nunca tivesse tido problemas na vida.
Os soldados do palácio espalharam-se imediatamente por todo o território e domínios do reino em busca de uma pessoa sem problemas. Sua missão consistia em confiscar seu casaco e trazê-lo para a recuperação do rei.
Em uma cidadezinha longe da capital encontraram um homem que se enquadrava na busca. Ele não tinha problema algum e, por isso, atendia satisfatoriamente às exigências terapêuticas que os médicos haviam determinado.
– “Eu realmente não tenho problema” – disse ele aos soldados da guarda. “Mas infelizmente não poderei ajudar o nosso amado rei”.
– “Por que não? Qual é o impedimento?” – perguntou o chefe da guarda.
– “É que eu não tenho um casaco” – respondeu o homem.
E completou:
– “Acredito que se eu tivesse um, isso já seria um problema para mim”.
Se olharmos muito de perto o final surpreendente dessa história, veremos que os nossos problemas resumem-se ao verbo “ter”, e não a “ser”!  
“Ter” talvez seja o maior de todos os problemas com que  nos defrontamos todos os dias. Talvez por isso, ele seja a maior fonte de sabedoria disponível.
No momento em que conseguirmos nos alegrar com o que temos – não importa o que e nem quanto seja –, nossa vida será um paraíso verdadeiro onde quer que estejamos e em qualquer tempo em que vivamos. E eu tenho certeza de que nada nos faltará, pois, então, e só então, seremos ricos de verdade.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, maio 06, 2014

SE PRECISO FOR, PEÇA UM FAVOR!

ABRAHAM SHAPIRO

Há pessoas que se sentem essencialmente carentes. Há também as que vivem alguma carência situacional ou passageira, seja em decorrência da perda de um ente querido, de uma separação conjugal, do término de um relacionamento etc. São eventos que afetam a emoção de qualquer indivíduo e é natural que, enquanto o sentimento durar, a pessoa precise do apoio de alguém. Eu acredito que todo mundo já viu ou observou algo assim no trabalho. Digo isso como forma de alertá-lo(a) contra o preconceito de pedir ajuda em horas de necessidade.
Na realidade, esse preconceito ocorre com frequência. Por isso, muitas pessoas – entre elas empreendedores, executivos e gestores – evitam pedir ajuda. Temem parecer intrusas e denotar carência ou fraqueza de personalidade.
Este é um grande erro. E também um prejuízo. Primeiro porque não se sustenta a imagem de mulher ou homem algum que deseje viver sem precisar de ninguém.
Segundo, não devemos esquecer que existe uma satisfação inata no ser humano em ajudar. A maioria das pessoas realmente quer ajudar os demais. Quando uma necessidade real existe elas são sinceras e desinteressadas.  
E tem mais. Ao demonstrar alguma necessidade, muitas oportunidades sadias de entrosamento surgem.
Faça o teste. Na próxima vez que você quiser estabelecer uma conexão duradoura e forte com alguém – seja um subordinado, um colega ou familiar –, peça a ele(a) um favor.
Solicite que ele(a) seja a sua referência a alguém ou que escreva um depoimento sobre o seu trabalho. Peça ajuda para algo que ele(a) domine e que pode  lhe auxiliar.  Busque informações sobre novos clientes que ele(a) conheça.
Importante é vencer a timidez, outras barreiras ou preconceitos. Não é preciso que seja algo grandioso. Use esta regra em pequenas doses, como um tempero, e veja quão saudável será.  
Pedir favores pode ser um jeito poderoso de fazer as pessoas lhe gostarem mais.  E você verá que elas adorarão contribuir gratuitamente com alguma parcela de investimento no seu sucesso.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, março 20, 2014

O QUE FAZER PARA PREVENIR CONFLITOS NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO


Você acha possível prever todos os conflitos de interesse com que seus funcionários podem se deparar? Não. Não é possível mesmo.
Mas você pode aumentar a probabilidade de que eles ajam de acordo com o melhor interesse da empresa.
Como? Orientando-os.
Eu sempre vejo problemas quando a situação depende de comunicação clara. Porque em geral as pessoas pensam de um modo, mas se exprimem de outro, muito pior. Falta treino em comunicação.
Ao falar, por exemplo, é sempre interessante solicitar feedback do interlocutor para conferir se o que ele está entendendo é o que você quis dizer.
Ler e interpretar textos ajuda muito. Escrever de modo correto é outro treino importantíssimo.
As pessoas se preocupam em conhecer o lado técnico de suas profissões, porém desprezam sua língua e a leitura frequente.  Estas são ferramentas imprescindível para a organização do pensamento e da comunicação com clareza.
Além dessas, há outras ações fáceis a serem tomadas com o objetivo de que os funcionários entendam melhor o conceito da sua companhia.

Use o texto da missão da empresa. Uma declaração de missão bem elaborada serve como um "norte" para todos seguirem. Certifique-se de que todos a conheçam e entendam.
Utilize também os valores. Eles é que orientam sobre o comportamento em relação a clientes, fornecedores, colegas de trabalho, comunidades e acionistas. Valores bem definidos ajudam a evitar que se coloque a reputação da empresa em risco.
A cultura vem em seguida. Uma forte cultura corporativa esclarece o que é ou não permitido. Crie um código de conduta que aborde matérias de conflito de interesse, o processo de informações confidenciais, exposição ao suborno, discriminação, assédio etc
São ações fáceis de serem desempenhadas.
Invista o que for preciso para ter e utilizar estes recursos. Depois, algumas horas em sala de reunião para discutir e comunicar coisas que realmente interessam ao seu negócio serão definitivas para mudar muitas coisas para o bem de todos, mas principalmente do seu negócio.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, março 07, 2014

INVISTA O SEU TEMPO

ABRAHAM SHAPIRO

Algo que todo mundo deseja: mais horas no dia. Isso é impossível. Mas e se você conseguisse liberar 20% do seu tempo de trabalho para se concentrar em responsabilidades realmente importantes?
Como? Elimine ou delegue tarefas sem importância e as substitua por aquelas que adicionam valor.
Você sabia que é muito provável que você esteja gastando grande parte de seu tempo — em média, 41% — em atividades não essenciais?  São tarefas que trazem pouca satisfação pessoal ou podem ser feitas por outras pessoas competentes.
Então, por que você continua a fazê-las? Porque livrar-se de trabalho é mais fácil de dizer do que de fazer.
Nós nos agarramos instintivamente a tarefas que nos fazem sentir ocupados e, assim, importantes. Ao mesmo tempo, nossos chefes, que lutam o tempo todo para fazer mais com menos, empilham sobre nós tantas responsabilidades quanto estivermos dispostos a aceitar.
Nós nos sentimos embaraçados numa teia de compromissos da qual pode ser doloroso sair. Além disso, os itens menos importantes na nossa lista de afazeres não são totalmente desprovidos de benefícios. Fazer progresso em uma tarefa — mesmo uma que não seja essencial — aumenta a nossa sensação de engajamento e satisfação. E, embora as reuniões, por exemplo, sejam amplamente ridicularizadas como perda de tempo, elas oferecem oportunidades para socialização e integração com colegas.
Mas é bem verdade que podemos ser mais produtivos se pensarmos a respeito de como gastamos o nosso tempo decidindo quais tarefas são mais importantes e descartando ou terceirizando o resto.
Um cliente meu livrou-se de reuniões e tarefas administrativas sem importância prioritária para apoiar mais sua equipe. Ele conseguiu aumentar em 5% as vendas de sua unidade em três semanas.
Embora nem todo mundo tenha tanto sucesso, você sempre conseguirá bom resultando fazendo uma avaliação do seu tempo. Repensar e alterar o seu conjunto de atividades torna possível liberar um quinto do seu dia, o que corresponde a quase um dia inteiro por semana. Você pode aproveitar essas horas para se concentrar em tarefas que realmente valem a pena.

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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, janeiro 20, 2014

UMA PATOLOGIA CORPORATIVA

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ABRAHAM SHAPIRO


Você é o tipo de gerente que fica irritado quando um subordinado toma uma decisão sem lhe consultar mesmo sendo pertinente ao nível de responsabilidade deste subordinado?
Você pede relatórios complicados e ricos em detalhes que, após entregues, ficam na sua mesa um bom tempo e  acabam numa estante sem que você sequer os tenha lido?
Se sim, cuidado! Você pode estar vivendo uma patologia corporativa facilmente reconhecida pelos seus funcionários, mas dificilmente detectado por você mesmo, vez que gestores acometidos por este mal refutam as acusações de excesso de controle e as substitui por adjetivos brandos e positivos como, "estruturado", "organizado" ou " perfeccionista". Eles o negam tal como viciados em drogas ou bebidas não veem seu mal.
No entanto, trata-se de  problema sério, que potencializa atrasos no fluxo de informações e até a estagnação econômica de empresas. 
As causas disto são várias. As mais frequentes e principais são internas - insegurança emocional e fraca visão de si mesmo. Em quase todos os casos, este gerente seleciona e implementa processos ou procedimentos com excesso de detalhes e agem como controladores desconfiados - não por razões técnicas, mas apenas para sentir-se útil e importante.
Ele teme que seus funcionários duvidem de sua competência e capacidade criativa requeridas em sua posição hierárquica. E por conta deste medo, ele cria um "feudo" com base em padrões de desempenho e relacionamento não requeridos pelo negócio, mas inspirados exclusivamente no temor e admiração de seus funcionários.
Esta patologia se tornará grave o suficiente para forçar o desligamento de trabalhadores qualificados e valiosos para a empresa. Eles correrão para os concorrentes além, é claro, de promover acusações de assédio moral ou constrangimentos que poderão se converter em processos jurídicos.
A empresa que mantém um único gestor nestes padrões ficará famosa nas redondezas. Seus funcionários, prestadores de serviços e fornecedores divulgarão a todos as dificuldades advindas do tratamento imposto por este personagem.
Se você se enxerga segundo esta descrição, busque um especialista - o mais rápido possível. Se é o que se passa com algum personagem do seu staff, aconselhe-o a buscar cuidados profissionais.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, novembro 15, 2013

UMA DEFINIÇÃO FASCINANTE DE EQUIPE

ABRAHAM SHAPIRO


Eu sempre defini equipe como um grupo de pessoas que atuam com o mesmo objetivo. Mas ao ler um livro sobre gestão, dia desses, conheci uma definição maravilhosa. Ei-la: “Equipe é um grupo de pessoas que precisam umas das outras para agir”. Não é perfeita?
A ideia de equipe me agrada muito. Principalmente frente à visão das metas empresariais. Sim, porque as equipes são as unidades-chave dentro de toda organização.
As decisões mais importante são tomadas em equipe.
O futebol precisa de equipe. Voos espaciais também. Trapezistas num circo, idem. A lista é tão grande quanto são as atividades humanas.
Eu creio na força de um grupo que se desenvolve até tornar-se uma equipe. Juntos!!! O que é preciso para isto? Aprendizagem.
A motivação para a aprendizagem é o alinhamento entre as pessoas. Sem alinhamento nada de prático acontece. Alinhamento é o ato ou efeito de pôr-se na mesma linha uns com os outros. É a equiparação dos valores entre pessoas. Portanto, existirá equipe se e somente se houver alinhamento entre as pessoas.
Veja daí a importância do alinhamento pois é o que proporciona sinergia, evitando o desperdício de força. Grupos pouco ou não alinhados trabalham muito e realizam pouco ou nada. Dissipam energia.
Empresas pouco alinhadas perdem tanta energia que são, por isso, ineficientes e improdutivas. Isto será percebido no balanço. É simples observar este fato: é quando as decisões são tomadas somente com base em interesses parciais.
Finalmente, a mais significativa atitude possível de ser tomada por um líder em sua empresa é criar condições para a aprendizagem contínua.  Aprendizagem em equipe é o fator que mais pesa na produção de resultados concretos. E uma vez que uma equipe produza resultados positivos em qualquer ambiente, ela irá influenciar outras a se mobilizarem do mesmo modo. Aí está o que se chama “moto perpétuo da prosperidade”!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, outubro 23, 2013

QUANDO GRITAR POR SOCORRO PODE NÃO AJUDAR MAIS

ABRAHAM SHAPIRO

Há um mito que você deve conhecer. Se alguém jogar um sapo dentro de uma panela de água fervente, ele irá pular fora e se salvar. Mas, se colocá-lo na água fria e aquecê-la aos poucos, ele não perceberá a mudança de temperatura, e morrerá cozido.
Os anfíbios sobrevivem em diferentes ambientes sem precisar se proteger. A natureza do sapo ajusta a temperatura de seu corpo tomando por base o ambiente. Dentro da panela com água fria, ele se adapta até que, aquecendo aos poucos, chegue ao limite da sua capacidade. Aí seus órgãos já cozeram e, sem poder reagir, ele morre.
A temperatura do corpo humano é de mais ou menos 37ºC. Ela permanece constante em qualquer ambiente. Por isso, no frio precisamos de uma blusa, e no calor, de uma piscina para nos refrescar.
A história do sapo cozido é um exemplo incrível de comodismo.
As pessoas se acomodam às mais diversas situações. Porque é fácil. Elas não observam as condições, não questionam as perspectivas, não suspeitam de suas falsas esperanças... e assim se adaptam ao meio à sua volta com a máxima permissividade, deixando de enxergar detalhes nocivos. Então, quando se dão conta, já estão completamente absorvidas pelo meio. E, enfim, sem poder reagir, morrem.
Quer um caso prático? Responda rápido: “Você é capaz de perceber que isso esteja ocorrendo com você ou com a sua empresa?” Se sim, pule fora agora! Se esta pergunta lhe parecer absurda, cuidado! Uma das possibilidades é de que a coisa pode realmente estar feia para o seu lado. Quando você se der conta, talvez já não lhe reste tempo nem de gritar por socorro.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 10, 2013

O PODER DO TEMPO

ABRAHAM SHAPIRO

Existe uma história adorável sobre o tempo.
Dois amigos idosos, que não se viam há anos, se encontram, se abraçam e vão ao apartamento de um deles para falar sobre os velhos tempos.
A conversa leva horas. Anoitece. Um pergunta ao outro:
- "Que horas são?"
- "Não tenho relógio de pulso" diz o segundo.
- "Então veja no seu relógio de parede."
- "Também não tenho relógio de parede em toda a minha casa."
- "Como faz para saber as horas?"
E o dono da casa  disse:
- "Você vê aquela trombeta no canto? É com ela que vejo as horas."
- "Está louco" – o primeiro diz. "Como pode saber as horas com uma trombeta?"
- “Venha comigo”.
Ele apanha o instrumento, abre a janela e o sopra, produzindo um som ensurdecedor. Cinco segundos depois, um vizinho furioso grita.
- "Ei? São duas e meia da madrugada e você aí tocando essa trombeta?"
O homem volta-se para o amigo e diz:
- "Viu só? São duas e meia. É assim que se sabe a hora com uma trombeta!"
Para todas as pessoas chega a hora em que querem mudar seus maus costumes e adotar uma vida nova. Mas geralmente não conseguem. Por quê não? Horas ou dias depois, elas se esquecem do que almejam. E continuam, a seguir, exatamente como eram antes.
Esta é a inércia deste mundo. Esta é a droga com que a humanidade se entorpece em favor de fazer perdurar um modelo existencial de tudo querer desde que pelo modo mais fácil e rápido, sem esforço nem dor!
O maior presente que D-us concedeu ao homem é o tempo. E-le o deu em termos iguais a todos: ricos ou pobres, poderosos ou indefesos. Para qualquer um há apenas vinte e quatro horas num dia, e um total de anos curto demais.
Para você, para mim e para cada indivíduo deste planeta haverá um futuro que não veremos, um rio que jamais cruzaremos e uma terra na qual nunca pisaremos. Nossa questão são as decisões de hoje, e não as do futuro. E de todas elas, a escolha que produz  as maiores e mais profundas consequências é “Como usamos o nosso tempo presente?”.
Lembre-se disso e talvez você se sinta mais encorajado a persistir em mudar: “Ninguém, em seu leito de morte, desejou ter passado mais tempo no escritório, na fábrica ou lamentou-se por não ter possuído um computador ou celular mais moderno e potente”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, julho 15, 2013

O SIMPLES ATO DE TRABALHAR

ABRAHAM SHAPIRO


Em 1990, uma respeitada organização dos Estados Unidos pesquisou cinco mil lares e descobriu que apenas metade dos entrevistados estava satisfeita com seu trabalho. No ano 2.000 este número era de 42%. Em 2010, 38%.
A insatisfação com o trabalho tem crescido em todo o mundo, e está presente entre trabalhadores de todas as idades e faixas de renda.
O que acontece?
Observo que estamos pensando no trabalho de uma maneira que o torna impossível de produzir satisfação. Fundamental é entender que o trabalho em si não nos faz felizes, mas “o que pensamos” e “como pensamos” a respeito dele.
Uma atitude importante para o bom ajuste é não colocar o dinheiro como prioridade. É preciso situar a prioridade em outros alvos e posicionar o dinheiro como uma consequência.
Olhemos para um profissional de vendas. Ele deve estabelecer como prioridades:  acreditar em sua capacidade de  persuasão; acreditar nos benefícios e na qualidade do produto que vende; confiar na empresa em que trabalha; conhecer os clientes que precisam de seu produto; fazê-los conhecer mais e melhor o produto etc.
Quando este é o propósito básico, o resultado será: cumprimento de metas, comissões financeiras,  premiações e, finalmente, satisfação pelo desempenho de um trabalho completo e profissional.
Falta de reconhecimento é outro aspecto que enfraquece muita gente. Todo mundo merece algum nível de reconhecimento pelo esforço. Mas fazer o que tem de ser feito na expectativa por elogios é um risco à eficiência. Melhor é não alimentar a necessidade de aprovação, mas esforçar-se para desenvolver-se. Isto diminuirá a frustração quando não se ouve o esperado “parabéns” dos superiores. 
O trabalho em si é uma recompensa. Vê-lo como fonte de prazer faz-nos beber deste prazer. Passar a vida desejando somente dias de folga à beira da praia é negativo. O descanso e o trabalho juntos fazem bem a quem os deseja de modo equilibrado. Existem honra e mérito no simples ato de trabalhar.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, junho 19, 2013

UM RECADO AOS PREGUIÇOSOS

ABRAHAM SHAPIRO


A preguiça é muito pior do que imaginamos. Uma vez preguiçoso, sempre preguiçoso. O Rei Salomão – o mais sábio dos homens – disse que o preguiçoso terá sete boas justificativas para sua preguiça. E também: “As mãos preguiçosas empobrecem o homem”, “O preguiçoso deseja, e nada consegue”.
Um compromisso é ouro para um indivíduo responsável, que lutará com todas suas forças para cumpri-lo. Mas é serpente peçonhenta para um preguiçoso, que tudo faz para evitá-lo. Ele se atrasa. A bateria do celular acaba. O telefone desliga sozinho. O e-mail não chega. A sua chamada não entrou no celular dele. Ele confundiu-se com a data de entrega. Quinta-feira foi feriado, e ele emendou o fim de semana, afinal ninguém é de ferro. Segunda-feira todos estão ocupados e não irão atendê-lo. Sexta-feira é dia dele planejar a próxima semana, por isso, ele está focado nisso. O computador deu pau. O despertador não tocou. O cadarço do sapato desamarrou.
Você reconhece alguma dessas frases? Eu só as ouço da boca de preguiçosos.
Sabe mesmo o que o preguiçoso quer? Conforto. Mas diante da necessidade, você o verá prometer tudo. Ele se compromete até a alma. E  após garantir o que precisa, ele voltará a ser o que de fato é: um fracasso.
Descansar, ficar “de boa” é com ele mesmo.
Como salvar-se da preguiça? Primeiro, examine em quais áreas ela o ataca mais fortemente. Os métodos que ela emprega são sorrateiros e delicados. Observe os setores da sua vida em que você mais lança mão de justificativas para convencer os demais dos seus atrasos e insucessos.  Vendo isto, coloque agora o seu esforço máximo em trair essa tendência enraizada em sua mente. Para completar a receita, à medida que você vir-se vencendo e prosperando, elogie-se, crie autorrespeito, pois está superando um mal.  A preguiça já é vista como uma doença.
Você que gosta de viver na horizontal, se estiver dormindo, acorde e levante-se, porque depois da sua morte, certamente terá tempo de sobra para descansar!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, maio 03, 2013

PARA ONDE VAMOS COM TANTOS ESPECIALISTAS?

ABRAHAM SHAPIRO

Chamado às pressas no meio da noite, o médico chega esbaforido à casa de um rico empresário cuja esposa adoeceu. Ele pede a todos que se retirem do quarto para examiná-la.
O marido, apreensivo, colado à porta, ouve barulhos estranhos. Após alguns minutos, o médico enfia a cabeça pela porta e lhe pergunta:
- O senhor tem um alicate?
O marido busca um alicate. A porta torna a se fechar.
Mais barulho estranho. Instantes depois, a cabeça do médico reaparece:
- O senhor tem uma chave de fenda?
Espantado, o marido busca a ferramenta.
Mais tempo passa, e de novo:
- O senhor tem uma furadeira?
E agora, o marido, desesperado questiona:
- Furadeira? O que é que a minha esposa tem?
- Ainda não sei - declara o doutor - Não consegui nem abrir a minha maleta ainda!

Leonardo da Vinci foi pintor, músico, arquiteto, inventor e muito mais. E saiu-se bem em tudo o que fez. Hoje em dia, dificilmente as pessoas têm senão uma habilidade específica. 
Vivemos numa época que pode receber o apelido de Era da Especialização. Dificilmente um profissional sabe discorrer sobre outra área que não seja de seu métier. Nunca tivemos tantos especialistas e, ironicamente, tão baixa qualidade nos serviços.
Mas a nossa capacidade essencial pode muito mais do que isso! E por que não somos mais? O que talvez esteja ocorrendo é que a exigência de qualquer desempenho traduzir-se  em altos e crescentes resultados financeiros tenha se transformado numa obcessão, e isso diminuiu o valor da dedicação a áreas complementares ao bom desempenho, como: o estudo, a leitura de bons livros, a dedicação à arte, a um hobby etc.
Estamos e somos função de uma única variável. E ela é o trabalho com o fim de produzir dinheiro e mais dinheiro.
O que ganhamos realmente com isso? Nunca fomos tão pobres, a despeito dos jornais falarem em bilhões e trilhões em cada edição.
Nesta geração, os pais desconhecem seus filhos. As crianças aprendem comportamentos básicos com  babás e professores que também não educam seus próprios filhos, pois estão lutando por um salário enquanto cuidam dos filhos dos outros.
Tanto trabalho tem resultado em muito mais amargura do que a esperada prosperidade financeira no seio da família.
Há algo errado! Estou certo de que todos veem, mas temem admitir. Todos vivem um terror silencioso. Todos sabem estar nadando contra a correnteza.
É chegada a hora crítica de ao menos pensarmos a respeito.
As doenças do corpo estão sendo desveladas. Mas as enfermidades da alma só crescem, sem cura. Mantido este cenário, o próximo nível em que entraremos será de crise existencial em proporções jamais vistas. Eu já a sinto se alastrando.
A responsabilidade é de todos, de cada um de nós.
Por mais patológico que esteja a “alma do mundo”,  temos ainda o poder, por nós próprios, de dar novo sentido à vida e ao trabalho, e enxergar estes elementos desde uma perspectiva menos materialista, mais ampla e útil para melhorar este nosso mundo. 
Pense a respeito. A família – confusa, e já quase perdida – agradece.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, março 18, 2013

SISTEMA NENHUM RESOLVE A BAGUNÇA DA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO


Pequenas e médias empresas brasileiras com algum tempo de mercado chegaram ao presente graças a boas vendas e a resultados que lhes deram sustentação. Porém, não é errado dizer que muitas são desorganizadas – e como são! Trabalham sem procedimentos padronizados, com alta demanda de tempo de seus funcionários e o cotidiano de todo o seu staff é vivido em meio a circunstâncias que fazem dos gestores verdadeiros bombeiros pelo volume de incêndios que têm de apagar.
Cenário amador.
Quanto ao clima? Amplamente adverso àquele que os mais simples livros de Organização e Métodos ensinam.
Então, certo dia, chega alguém com uma fantástica proposta: a compra de um Sistema de Gestão Empresarial. A ideia é atrativa.
O que se vê depois? O desembolso de um valor alto na compra do programa e de máquinas novas, e a assinatura de um contrato com a empresa do software para implantação e manutenção. Isto é só uma breve introdução ao caos que trará consigo atrasos, queda na produção,  perda de clientes e outros males incalculáveis para a vida das pessoas e para o funcionamento desta companhia.
Se você ainda não viveu essa experiência, agradeça por não ter conhecido o inferno.
Mas não é uma regra. Ao contrário. É a exceção. Onde está o problema?
Primeiro: a tradicional, velha e cômoda bagunça – a falta de organização que quase todo mundo odeia enfrentar. Uma empresa profissional terá processos e padrões que funcionam manualmente. Só depois é que irá migrar para um sistema.
Segundo: Sistema de Gestão nenhum é o Messias, ou Salvador da Pátria. Ele não resolve todos os problemas.  Trata-se de uma cultura organizacional que requer planejamento para ser implantada e mantida. Exige preparo. Necessita de invistimento forte na educação de todos – antes, durante e depois de sua posta em funcionamento.
Não cometa este erro – por melhores intenções que você e seu pessoal tenham. Procure a instrução de especialistas antes de investir em um sistema de gestão. No final, você verá que a marca do software pouca ou nenhuma diferença faz em transferir para o computador aquilo que os seus funcionários já souberem fazer manualmente de modo coordenado e racional.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, fevereiro 12, 2013

O COMPORTAMENTO NA EMPRESA E AS LIÇÕES DO FACEBOOK

ABRAHAM SHAPIRO


Fiquei surpreso com uma matéria publicada em recente edição da revista Veja com uma pesquisa científica sobre o comportamento das pessoas no Facebook.
O estudo revelou que para muita gente o Facebook é uma fonte permanente de frustração e angústia. Há depoimentos intrigantes como o de uma jovem que estudava em Milão, Itália, e quando publicava suas fotos sorridentes, seus colegas sentiam raiva e inveja de sua felicidade, enquanto ela mesma se sentia solitária e triste por estar longe.
O texto menciona expressões de sentimentos fortes das pessoas pesquisadas como “olho gordo”, inveja, pseudo-felicidade, raiva, sensação de fracasso ante o sucesso dos demais, irritação com a beleza do outro, e muitas mais.
O levantamento, feito com cerca de 600 usuários assíduos do Facebook, mostrou ainda que mais de 30% dos entrevistados sentem desgosto frente à constatação de que os amigos on-line levam uma vida melhor que a deles.
Não me assustam os sentimentos das pessoas. Aos cincoenta e dois anos de idade, estou preparado para tudo. Minha surpresa se deu pelo fato simples de alguém ter tido a coragem de abordar o tema das emoções mais grosseiras e naturais dos seres humanos numa rede social. Durante vários anos eu tenho abordado exatamente isto referente ao ambiente de trabalho e me esforçado para mostrar quanto é obstáculo real para se atingir os objetivos das pessoas em suas carreiras e para a busca das metas das empresas.
Os funcionários se preocupam demais com suas competências técnicas e quase nada com o refinamento de suas emoções. No ambiente de trabalho existe competição, frustração, decepção de uns com o sucesso de outros, e até o desejo de provocar tropeços na carreira dos demais em favor de sua satisfação pessoal.
Quando escrevi e lancei o meu livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome”,  desenvolvi nele uma sequência de temas que visam capacitar o leitor a superar a maioria destes obstáculos, presentes em qualquer local onde existem pessoas e relacionamentos.
Fica aqui a indicação uma vez mais. Leia o livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome”. Coloque princípios ali preconizados em prática. Insista nisso. Aperfeiçoe-se e vença de verdade e completamente – não só pelo seu desempenho técnico!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

PALAVRAS REFLETIDAS, PESADAS E MEDIDAS

ABRAHAM SHAPIRO


Observe por si mesmo: muitas reuniões de trabalho são detestáveis? É por que sempre tem um que fala sem parar e não diz nada útil. O tempo passa, ninguém resolve o que é preciso e sai desapontado do encontro.
A prolixidade não deixa de ser uma modalidade de tortura psicológica.
Certa vez, dois vendedores chegaram a uma cidade. Um vendia joias e o outro bijuterias. As pessoas se aglomeraram em torno do vendedor de bijuterias, e não deram a mínima para o comerciante de joias. A razão? Bijuterias era o que as pessoas podiam comprar. Joias não.
Falar bonito, usar palavras difíceis, não é boa comunicação. É ilusão. Todo mundo quer clareza.
As pessoas terão interesse por tudo quanto forem capazes de entender. Se você falar com clareza, será fácil atingir o seu objetivo. Você falará em pouco tempo o que levaria horas de modo verborrágico. Lembre-se disso na hora de se comunicar.
Comece a dar às pessoas o benefício do entendimento, isto é, elas entenderão o que for dito com ideias objetivas e o devido cuidado. Toda pessoa que fala muito, provavelmente acha que os que a ouvem não compreenderão sua expressão, por isso, complementam sem parar seus pensamentos com novas palavras. Mas isto não é verdade. As pessoas que mais comunicaram transformações ao mundo falaram muito pouco, como Moisés, Sócrates, Jesus ou Maomé.
Organize os seus pensamentos antes de começar a falar. Ninguém pensa palavras, mas ideias. Refletir mais sobre as ideias que você irá comunicar é o que o ajudará a ter a clareza de que precisa. Deste modo, não se assuste se, na reunião desta semana, em vez de “ainda bem que essa droga acabou”, você ouvir as pessoas dizendo: “Quando será a próxima?”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, novembro 29, 2012

NÃO SÓ TRABALHAR

ABRAHAM SHAPIRO

Tenho trabalhado muito ultimamente. Preciso parar, descansar e arejar a mente.
Alguém me ensinou que ninguém deve atuar linearmente, sem interrupções. Nosso corpo e mente necessitam de ciclos para que funcionem bem. Dias de trabalho são importantes para que se alcancem metas. Mas um tempo de parada também faz parte do bom desempenho.
Um homem muito pobre vivia a vida cavando poços. Um dia, enquanto trabalhava, o carteiro lhe trouxe uma carta. Interrompeu sua labuta e, ao abrir o envelope, soube que recebera uma herança milionária. Ficou feliz. Saiu dali, tomou posse da riqueza e a aplicou em prosperidade e qualidade de vida para si e sua família.
Essa é uma história simples e curta, com final feliz. Mas uma das lições contidas nela é que se o tal homem não tivesse interrompido seu trabalho, repousado a picareta e a pá no chão por alguns minutos para ler a carta que recebeu, talvez jamais ficasse rico. Estaria cavando poços até hoje.
Precisamos ao menos de um instante de desconexão das atividades em que nos mantemos concentrados todo o tempo. É saudável, antes de tudo. Pode acabar sendo mais lucrativo do que imaginamos.

Ninguém vive bem pensando só em trabalho. Sabe por quê? Viver é muito mais que isso!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, outubro 31, 2012

O MODELO EMPRESARIAL FEUDAL

ABRAHAM SHAPIRO



Você não imagina quantas empresas por aí ainda querem se tornar uma “grande e importante família”. Eu não me surpreendo mais com aqueles diretores paternalistas tipo cacique ou “poderoso chefão”, que concentra autoridade e lida com os demais como seres inferiores.
Nessas empresas, as decisões a serem tomadas são remetidas o tempo todo para o topo do organograma. O chefe geralmente mantém a seu redor os famosos “pistolões” – gerentes que nada sabem, estão distantes das áreas de operação e quase nunca têm informação ou conhecimento necessário para aconselhar quem quer que seja. Para eles, “quem conhecem” é muito mais importante do que “o que conhecem”.
Neste modelo de companhia o que os gerentes mais aprendem é evitar responsabilidades. Tendo que obter aprovação do alto antes de agir, eles se livram do comprometimento com tudo o que poderiam fazer. O princípio que os dirige é: “Não decida nada do que pode ser decidido pelo diretor todo-poderoso”. Assim, até questões de rotina levam muito mais tempo para serem resolvidas. Mas quando um pedido vem de cima, é atendido de pronto. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Quanto mais alta é a fonte do pedido, menos tempo levará o atendimento.
O “paizão” desta empresa normalmente é um viciado em trabalho. Fica em sua sala horas a fio, e raramente tira férias. Seu horário de trabalho provoca agitação no pessoal, pois ele espera que todos estejam à mão sempre que precisar. Vida familiar ou saúde é uma lenda. Promoção é algo que depende mais do tempo que o funcionário passa no trabalho do que da qualidade ou desempenho.
O triste disso é que uma empresa assim só tem valor patrimonial, pois ninguém dentro dela é capaz de fazer algo verdadeiramente significativo para seu desenvolvimento. Qual será o erro? Resposta fácil. Empresa não é família, e família não é empresa! 
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, outubro 19, 2012

PROBLEMAS PESSOAIS NO TRABALHO

ABRAHAM SHAPIRO

Ao final de minha palestra, um senhor me questionou: “Em sua opinião, qual o principal motivo da falta de desempenho comum a todas as situações de trabalho?”
E eu respondi: “Problemas pessoais”.
Esta, aliás, é uma das maiores frustrações dos gestores. A maioria dos administradores nem mesmo sabe como conversar a respeito dos problemas pessoais dos colaboradores. E muito menos como tratá-los.
Sem nenhuma solução e nenhum treino, os gestores se perdem entre as suas responsabilidades na organização e a preocupação em ser uma pessoa compreensiva, sensível e útil. Assim, os chefes oscilam entre os extremos de ser conselheiros matrimoniais, confessores, pais, psicólogos ou emprestadores de dinheiro até juízes e carrascos.
O que são problemas pessoais? São acontecimentos da vida particular de uma pessoa que parecem ser motivos para não desempenhar o trabalho com fluidez e foco.  Discussões familiares, divórcio, falta da empregada doméstica, problemas com filhos, com o carro, finanças pessoais etc.
É fácil saber se problemas pessoais estão ou não atrapalhando um funcionário. Se você o vir por tempo excessivo ao telefone tratando de situações próprias, cometendo erros repetitivos, imprimindo maus tratos aos colegas ou a mesmo a equipamentos de trabalho, ele tem problemas evidentes. Ao perguntar o que está havendo, ele provavelmente dirá: “Minha cabeça não anda bem”; “Não consigo manter meu foco no trabalho” ou algo parecido.
O que fazer? Se a questão for emergencial, uma dispensa poderá ajudar. Há casos de necessidade de uma licança temporária.
Já, os problemas emocionais de um colaborador podem ser bem administrados através da disponibilidade do gestor em ouvi-lo. Vou repetir: disponibilidade para ouvi-lo. O cuidado a tomar é não pretender ser um psicólogo amador ou conselheiro matrimonial. Isto não dará certo.
O passo seguinte é orientá-lo a procurar um profissional gabaritado para aconselhá-lo ou para dar-lhe o tratamento de que necessita para resolver sua situação pessoal.
Ouça e oriente. Isto é o melhor a fazer.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, outubro 17, 2012

DINHEIRO E LOUCURA

ABRAHAM SHAPIRO


Um homem foi consultar um psiquiatra. O médico lhe perguntou:
- “Qual é o seu problema?”
- “Eu não tenho nenhum problema” – disse o homem.
- “Então por que veio me procurar?” – o psiquiatra indagou.
- “É que a minha família insistiu que eu deveria vir” – o homem devolveu.
- “Bem, então o que a sua família acha que há de errado com você?” – questionou o médico.
- “Eles acham que há algo errado comigo só porque eu gosto de panquecas”, o homem disse.
- “Isto é absurdo”, exclamou o psiquiatra, “Não há nada de errado em gostar de panquecas. Eu mesmo gosto muito!”
Os olhos do homem brilharam de alegria.
- “É mesmo?” – disse ele com entusiasmo. “Então o senhor  precisa me visitar. Tenho caixas cheias de panquecas guardadas no porão de casa e em vários outros cômodos”.

Todo mundo sabe que panqueca é um tipo de comida cuja função é satisfazer a fome e o apetite. Ela é um meio para se atingir um fim específico.
Para o café da manhã, preparar panquecas é perfeitamente normal. No almoço ou jantar, elas são ótimas com queijo ou molho. Fazer algumas a mais para congelar? Sem problemas. Mas, colecionar baús e caixas de panquecas é definitivamente insano.
Quando alguém coleciona panquecas sem levar em conta sua utilização apropriada, está fora da normalidade. Podemos dizer que qualquer situação em que algo que seja apenas um meio é transformado em um fim em si mesmo é insanidade.
Vejamos o que ocorre com dinheiro. Ele é um meio para se adquirir bens ou serviços que satisfaçam nossas necessidades. Se prosseguirmos a acumular dinheiro e bens além das nossas necessidades atuais e previsíveis, não será isto insanidade?
E porventura não será esta a explicação mais correta da raiz de todo o caos em que a sociedade se encontra há tanto tempo?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473