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segunda-feira, julho 20, 2015

PARE. OLHE. ESCUTE! TEMPO DE DESACELERAR

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ABRAHAM SHAPIRO

Você é bom ouvinte? Alguém já reclamou da sua ansiedade, da sua velocidade e de que você sempre tem ideias prontas independentemente do que digam?
A vida de hoje está espantosamente rápida. Veja quantas inovações surgem a cada dia, e como elas chegam rápido às nossas mãos.
As pessoas ficam ocupadas o tempo todo – prazos no trabalho, atividades domésticas, pessoais, da família e outras.
Lembro-me das placas que existiam nas passagens de nível sobre linhas de trens de antigamente. Elas continham a inscrição: "Pare, olhe, escute!" Há uma mensagem fabulosa para o nosso tempo aí, e ela diz: "baixe o seu ritmo" – um desafio incrível, mas não tão difícil. E há um bônus guardado para quem o fizer. Tomar um tempo para desacelerar e observar o que acontece ao nosso redor é o que abre a visão para o invisível presente nas oportunidades.
Já pensou, por exemplo, em como importante será você tornar-se bom ouvinte – entender tudo melhor, compreender o ambiente, colegas, familiares!?
Ver funciona da mesma forma. Quantas vezes damos apenas uma olhada rápida em vez de fixar a visão e enxergar. Neste exercício poderíamos descobrir a resposta a tantos e tantos desafios!
Enfim, desacelere. Quando foi que você conseguiu isso?
Pare. Olhe. Escute. E depois de ter real clareza e consciência, então valerá a pena prosseguir
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, julho 06, 2015

COMO APROVEITAR A SUA LEITURA

ABRAHAM SHAPIRO


Você tem estudado bastante? Tem lido muito? Busca conhecimentos na Internet, em jornais, revistas?
Bom demais!
Após ler tudo o que lhe atrai ou parece importante, questione-se sobre algo fundamental: “como aplicar”.  Esta é a etapa mais difícil do estudo. Mas nela é que se encontra o poder da transformação do conhecimento em autodesenvolvimento real e irrevogável.
Normalmente as pessoas acham que ler é bastante. Não há dúvida de que instrui e abre a mente. Ler traz cultura e amplia o acervo mental.
No entanto, você deve saber e conscientizar-se de que,  quanto mais  se esforçar a fim de converter conhecimento teórico em "prática útil e aplicável", mais consolidado e enraizado ele  estará em você. Esta é a aquisição real e definitiva que resulta em mudança de hábitos, quebra de modelos mentais retrógrados e aumento da capacidade de processamento mental.
Arrisco-me dizer ser este o mais eficiente atalho para a sabedoria.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, maio 07, 2015

“SER OU NÃO SER?" ESTA JÁ NÃO É MAIS A QUESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO

A GRANDE ESCULTURA
Imagine que um dia um escultor lhe contrate para ser uma obra de arte nunca antes vista.
Ele tem um pedaço de madeira gigante e irá esculpir nele cada ação que você empreender durante o dia. Ele o fará por uma semana e ao final, ele vai mostrar o resultado. Você verá absolutamente tudo o que fez durante aqueles sete dias detalhadamente esculpido na madeira: todas as vezes que você foi bom com as pessoas e também as faces de todos os que se entristeceram com você. E assim você verá todos os detalhes desta semana.
E agora a escultura é sua. Ela lhe representa completamente, com um nível de detalhes impressionante, momento a momento de toda a semana.
Uma das razões porque não temos êxito nos desafios que a vida nos apresenta é que não damos importância suficiente às nossas respostas a estes desafios. Não nos damos conta da importância que têm as nossas ações. Cremos que qualquer coisa que fizermos será coisa do passado em poucos segundos após feita. E afinal, o que importa, se ninguém vai se recordar do que fizemos? Talvez nem nós mesmos nos recordemos mais disso.
Desvalorizamos tanto as nossas ações que nem investimos o esforço suficiente em melhorar a nossa atuação.
Porém, as nossas ações, sim, importam. E mais do que acreditamos.

NOME
A principal maneira de se conectar com a singularidade de alguém é aprender seu nome. Um nome é um aspecto intrínseco da identidade humana. Ao usá-lo, você estabelece uma conexão e comunica interesse sobre quem é a outra pessoa. Não é possível manter uma boa conversa com alguém que lhe é indiferente.  
Um ser humano é real somente quando você conhece seu nome.
Frequentemente nos esquecemos do nome de alguém, e quando falamos com ele sem identidade, percebemos que isso nos incomoda. O clima não é bom e a conversa não caminha bem.
Você tem tendência a esquecer nomes? A chave para resolver isso é prestar toda atenção no momento da apresentação e repetir o nome para si mesmo umas quantas vezes. Outra forma é usar a técnica da associação mental. Por exemplo. Eu estou sendo apresentado a uma pessoa chamada David Negro. Eu imagino o Rei David, da Bíblia, vestindo um traje todo preto. Quanto mais estranha for a imagem, mais fácil será de você se recordar.

O AMOR REAL
O que pode ser mais grandioso do que amar alguém? Entendê-lo.
Quando digo ao meu filho que eu o amo, mas não o entendo, então o que eu disse soa negativo, porque ele pensa: “Você ama quem você crê que eu sou ou gostaria que eu fosse, porém, se realmente você soubesse quem eu sou, talvez não me amasse”.
No entanto, se eu digo ao meu filho que eu o amo e ele sabe que eu o entendo, todo o espectro de quem ele é vai direto para a minha alma, e ele sente o meu amor por aquilo que ele realmente é.
O que significa “entender uma pessoa”? Significa captar seu modo de ser, suas ações, seus pensamentos... ou seja: sua identidade. 
Todos nós temos uma identidade. Conhecê-la, assumi-la, é o princípio da mais perfeita relação consigo mesmo, assim como conhecer a identidade do outro.
“Ama o próximo como a ti mesmo” é a lei de ouro da convivência e da paz entre os homens. E, no entanto, a Lei do Amor nos diz que só é possível a alguém amar o seu próximo quando ele tiver amor por si mesmo, isto é, a partir do instante em que eu reconhecer a minha identidade plenamente e abrir-me para entender a identidade do outro.

IDENTIDADE CORPORATIVA
Uma empresa tem uma identidade. Identidade Corporativa ou Identidade Empresarial pode ser definida como o conjunto de atributos que torna uma empresa especial e diferenciada.
Esses atributos são classificados como: essenciais e acidentais.
Essenciais são os atributos que se referem ao propósito da empresa, sua a missão e valores. Os atributos acidentais contribuem para a descrição da empresa, mas não definem sua essência. Pode-se entender melhor a diferença fazendo analogia com uma pessoa física.
A cor dos cabelos, o biotipo e as roupas que ela está usando ajudam a descrevê-la, mas não definem sua essência.
A identidade se relaciona mais com os atributos essenciais, ou aqueles que mudam muito pouco ao longo da vida dessa pessoa, como: seu senso de justiça, seu pendor para as artes ou sua introspecção.
Em uma empresa também é assim. Se ela realmente é honesta, não há governos, leis ou ofertas irresistíveis que farão mudá-la. Se valoriza o meio ambiente, sua preocupação aparecerá em todas  suas ações. Porém, se ela está no início de um projeto de expansão e com dificuldades financeiras, essa preocupação aparece apenas como um atributo acidental, já que sofrerá variações importantes ao longo do tempo.
A identidade corporativa se traduz e se manifesta de várias maneiras: no logotipo da empresa, em suas comunicações internas e externas, em seu ambiente de produção ou atendimento, no tratamento que dá ao cliente, nas apresentações de seus profissionais, em seu material impresso, em seu nome, portfólio de produtos etc. Todas essas manifestações contribuem para a construção da imagem corporativa.

CONCLUSÃO
Segundo pesquisas, os profissionais brasileiros são um dos que menos permanecem no emprego. Os últimos dados apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos,  Dieese, mostram que, em média, a permanência de um trabalhador em um mesmo emprego é de 5 anos, ficando à frente apenas dos Estados Unidos em uma lista de 22 países.
Já um levantamento feito pela consultoria Booz & Company mostra que, em 2012, 19,8% das empresas nacionais trocaram seus presidentes-executivos. A média no restante do mundo é de 15%.
Diante de tamanha rotatividade, surge um problema comum dentro das empresas: como incutir os valores da organização, sua política, na rotina de seus colaboradores e fazer que estes se contagiem e sejam impulsionados a agirem de acordo com o que está estabelecido?
Quando uma empresa é criada no imaginário de seu fundador, existe quase sempre um propósito maior do que simplesmente ganhar dinheiro. Há um sonho, uma imagem de responsabilidade e de capacidade de transferência de valores a clientes e parceiros bem próximos à utopia. E, semelhante a um ser humano que cresce e se desenvolve em todos os aspectos, a organização deve descobrir sua razão de ser ou missão, as crenças que regem suas ações ou valores, e aonde quer chegar ou visão de futuro.
A política da empresa, portanto, é o que dá significado ou sentido àquilo que os colaboradores fazem e farão diariamente. É o grande diferencial que a torna atrativa aos clientes.
Envolver as pessoas no entendimento destes pontos e em sua prática é uma meta de suma importância. Mas a questão aqui é “como fazê-lo?”
Sem treinamento que esclareça e a consequente prática cotidiana, todos os itens da Política Corporativa não deixarão de ser, na melhor das hipóteses, palavras inscritas num quadro bem impresso dependurado na parede de um ambiente chique das edificações da empresa ou uma aba de sua página na Internet. E  esta prática é condicionada principalmente ao exemplo daqueles que ocupam os altos cargos hierárquicos, sem nenhuma exceção.
Não é raro ler em um edital que “a empresa valoriza o profissional e suas ideias”. Porém, quando se vai ver, não há nenhum canal de comunicação entre as diferentes hierarquias e tampouco algum programa de incentivo a colaboradores para que manifestem o que pensam.
Outro ponto esquecido por diretores é transmitir a seus colaboradores a visão de futuro da organização – isso quando há visão de futuro. Mostrar quais serão os próximos passos a serem dados, o que a empresa almeja e quais os resultados a serem conquistados, além de trazer melhor entendimento do porquê das atividades, aumenta a confiança e o comprometimento.  
Independentemente de seu porte, a empresa deve progredir desde o patamar do grupo e chegar ao nível de equipe, com um único pensamento e objetivo, quando os colaboradores  “remam” juntos e assumem em si mesmos a identidade da empresa. Neste cenário, eles terão incorporado a missão, visão e valores da organização como seus próprios.
Enquanto o colaborador de todos os níveis hierárquicos não se identificar como sendo a organização, em nível de “Eu sou a Empresa”, ele não será equipe. Trata-se de um elemento insólito, cujas atitudes não somam. Ele continua a não dar importância suficiente a sua participação nas respostas aos desafios da organização. Ele não se dá conta da importância que suas ações têm no contexto dos negócios. Por que atender bem, se isso é indiferente?
Só o que o fará vivenciar em atos o valor a ser transferido à cadeia de escoamento de produtos e serviços até o consumidor ou cliente final é o amor pela empresa. Este “amor real” pelo qual sou capaz de amar o outro como eu amo a mim mesmo também ocorre nesta relação colaborador-empresa.  
O trabalho executado com amor, numa empresa cuja identidade eu assumo como minha missão e meus valores é o que me faz apto a integrá-la com paixão pela busca dos resultados que convergem à sua visão.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

COMO MELHORAR O SEU DESEMPENHO PESSOAL

ABRAHAM SHAPIRO

ARTIGO PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA DE 09 DE FEVEREIRO DE 2015 

Ana é uma garota de classe média, cujos costumes familiares englobam as mais rigorosas regras de higiene doméstica e pessoal.
De criança, com os cabelos curtos, até hoje, aos 28 anos e lindos cabelos compridos, Ana mantém o hábito de lavar e secá-los todos os dias. Para ela é uma conduta de saúde e asseio.
Recentemente, Ana começou a trabalhar numa empresa onde há várias mulheres de sua faixa etária. São bonitas, graduadas e alinhadas no vestir. Entre todas de quem se aproximou, Teresa é quem ela julga bela, rica e atraente.
Numa roda de bate-papo no café, certo dia Tereza menciona que lava seus cabelos três vezes por semana. As colegas aprovam o costume, pois julgam o tratamento diário uma rotina difícil e nada prática. Ana discorda, revelando às demais que mantém seu tempo ajustado para lavar e secar seus cabelos todas manhãs.
O tempo passa. A admiração de Ana por Tereza cresce. Elas estão mais próximas agora. Ana percebe na amiga sinais de uma reputação dinâmica, bem-sucedida e desejável.
Numa bela manhã de domingo, Ana acorda, vai ao banho, como de hábito, e decide não lavar seus cabelos. “É domingo”, ela pensa, “não sairei de casa, meus cabelos estão limpos e, apesar do verão, o dia anterior não foi agitado”. Aos poucos, ela adere ao comportamento de Teresa.
O que se passa nesta cena?
A visão de sucesso que Ana abstraiu de Teresa, somada à admiração pelos aspectos físicos, converteu-se em atributo de superioridade da amiga. Este processo abriu seu pensamento a influenciar-se por um hábito de Teresa que, nesse momento, é leve e inocente, mas é a porta de entrada para modelar outros conceitos além dos que se limitam à beleza e feminilidade da colega de trabalho.
Isto se chama “influência”.
Quando você toma por modelo alguém cujas qualidades pessoais ou competências são um padrão de virtude e comportamento, esta influência pode ser positiva e elevar a qualidade das suas atitudes.
No entanto, em se tratando de aspectos subjetivos como: beleza, modo de vestir-se, aparência física e outros, os resultados podem ser negativos e conflitantes com valores familiares, religiosos, heranças da criação e personalidade.  Estas mudanças podem representar uma queda no conjunto de traços individuais e perdas na capacidade de diferenciar-se. É quando a pessoa se torna uma cópia ou imitação.
Analise quem são os seus heróis pessoais. Quem são aqueles em quem você mira ou procura emparelhar-se a fim de reduzir a dor pessoal com o seu “ser”.  Lembre-se que são gente como você. Tiveram as mesmas oportunidades e riscos. Devem ter empreendido esforços imensos para chegar onde chegaram.
Em vez de imitar, não acha mais inteligente: conhecer e fortalecer os seus próprios pontos fortes e trabalhar sobre os fracos a fim de ser um excelente “você mesmo” e, talvez, imitado por outros?______________________ 


Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, janeiro 14, 2015

COMUNICAÇÃO E RECEITA DE BOLO: O QUE HÁ EM COMUM

ABRAHAM SHAPIRO

Comunicação aleatória é um veneno a qualquer empresa. Comunicação carece de regras. 
Resolver a comunicação empresarial começa por afastar a predominância da emoção no relacionamento. Emoções confundem; fazem as pessoas achar que devem dispensar  ou deixar de lado competências cruciais. A assertividade é uma delas.
Já falei muito sobre assertividade. Mas tenho de repetir, pelo mesmo motivo porque farinha, fermento, ovos  e leite constam em todas receitas de bolo. Quando se esquece um desses itens, o produto final tem de ser refugado.
Aquele que emite uma ordem, deve preocupar-se com o procedimento, buscando especificar “o que ser feito”, “como fazer”, “por que”, “quando” e os demais detalhes.
Depois, deve averiguar se o receptor interpretou corretamente e está apto a executar a ordem em conformidade ao esperado.
Na prática, o que se vê é que, além de não se obedecer a regra alguma, o emissor assume premissas falhas, a começar por julgar que o receptor sabe e o interpretará corretamente. O resultado não pode ser outro senão retrabalho. E a coisa só piora quando a justificativa desses erros é: “Eu só queria ajudar”.  
As pessoas, numa empresa, realizam trabalhos específicos – tarefas que são partes de um todo. Daí ser de grande valor para qualquer organização o estabelecimento de processos para tudo o que for possível. Comunicação faz parte disso.
Já, acessos ao Facebook, Whatsapp, e outras mídias só poderiam ser permitidas nos ambientes dos quais sejam ferramentas de trabalho, assim como ligações telefônicas particulares ou saídas para atendimento de membros da família.
“Eu só queria ajudar”, portanto, não tem qualquer cabimento.  Empresa é lugar de trabalho bem determinado, claro e objetivo,  sem nenhuma subjetividade ou pessoalidade. Se não for assim, pode crer, é filantropia. E aqui vai aquela pergunta de quase todos boletins que tratam de responsabilidade profissional: “Quem irá pagar a conta?”
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, janeiro 12, 2015

WORKAHOLIC

ABRAHAM SHAPIRO

Durante a Revolução Francesa milhares de pessoas foram guilhotinadas. Certo dia, três homens esperavam sua execução: um advogado, um médico e um engenheiro.
O advogado será executado primeiro. Ele é levado à guilhotina, o padre o abençoa, e ele coloca o pescoço no cadafalso. O carrasco solta a lâmina, que cai e para na metade do percurso. Aproveitando a oportunidade, o padre reage imediatamente:
- Senhores, Deus não quis que este homem morresse. Temos que libertá-lo.
O carrasco concorda e o advogado é solto.
O próximo será o médico. Mesmo ritual. E quando a lâmina é solta, novamente para na metade do percurso. Outra vez o padre pede para libertá-lo e o carrasco o atende.
Enfim, é a vez do engenheiro. O padre o abençoa. E quando o engenheiro coloca sua cabeça no cadafalso, dá uma olhadela para cima e diz:
- Ah, sim! Ali está o problema. O trilho da lâmina está emperrado! Passem um pouco de graxa!
Pessoas viciadas em trabalho sempre existiram. Mas parece que o número só aumenta desde a  última década. Alta competitividade, vaidade, ganância, sobrevivência ou necessidade de provar algo a alguém ou a si mesmo podem ser causas.
O chamado workaholic geralmente não consegue se desligar do trabalho, mesmo fora dele. Isso traz desvantagens, como deixar de lado seu parceiro, filhos, amigos e perda de qualidade de vida. Aparece insônia, surtos de mau-humor, atitudes agressivas em situações de pressão ou desconformidade com os resultados esperados.  
O viciado em trabalho carece de ajuda profissional e também de alguém que o auxilie a enxergar esta necessidade, já que ele mesmo a negará insistentemente.
Para finalizar, faço menção de duas frases de Millor Fernandes.
Frase 1: “Trabalho é o primeiro adorável amante a nos abandonar na velhice!” .... e a frase 2: não muito delicada, diz: “Quem se mata de trabalhar merece mesmo morrer”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, janeiro 08, 2015

CONSULTORIA, OUTRAS PROFISSÕES E CONFIDENCIALIDADE

ABRAHAM SHAPIRO

Há poucos dias, uma família empresária decidiu elaborar um planejamento financeiro. Contratou a orientação de um profissional certificado para sua concepção e implementação.  Só que eles tiveram algum temor sobre a prestação de informações a este consultor, especialmente quanto à permanência dos dados na confidencialidade.
Muitas pessoas têm essa dúvida em várias circunstâncias que envolvem consultoria. De fato, a confidencialidade é um tema pouco tratado.
Um relacionamento de confiança só pode ser construído sob o entendimento de que as informações serão empregadas de forma discreta e segura, e não aleatoriamente.
A atitude de um profissional consultor e outros envolvidos nestes serviços deve ser tão relevante quanto a lei que trata de sigilo bancário. Aliás, vale lembrar que confidencialidade é um dos princípios do Código de Ética e Responsabilidade Profissional da maioria das profissões – senão de todas. O profissional que se filia a seu Conselho Federal está aderindo formal e automaticamente a seu respectivo código, comprometendo-se a respeitar o espírito, os princípios e as regras nele contidas.
Um consultor de qualquer área deverá tratar as informações de seu cliente como confidenciais mediante sua guarda e proteção de forma a permitir acesso prudente apenas às pessoas autorizadas. A exceção ocorrerá somente em resposta a processos legais ou para satisfação da legislação e regulamentação oficiais vigentes.
No entanto, é importante pontuar que, com certa frequência, a confidencialidade acaba ferida pelo próprio cliente. Falta de cuidado nas comunicações – em especial através de mídias sociais –, e-mails, telefone e outros meios são alguns exemplos. Por experiência eu mesmo já presenciei a guarda imprudente de documentos, assim como excesso de confiança em conversas informais em locais públicos ou com familiares e amigos que não precisavam estar a par do assunto.
Um consultor com experiência, sucesso na carreira e comprometimento com a boa educação irá corresponder a estes quesitos sem nenhuma reserva, vez que, do contrário, poderá sofrer sanções.
No dia a dia fala-se pouco sobre confidencialidade.  Sua falta incomoda muito. Em caso de dúvida, não custa redigir um contrato que coloque tudo debaixo da mesma perspectiva para ambas as partes.
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quarta-feira, janeiro 07, 2015

COMO QUEIMAR POR COMPLETO A CAPACIDADE DE PRODUZIR

ABRAHAM SHAPIRO

Dedicação exagerada à atividade profissional, desejo de ser o melhor, demonstrar alto grau de desempenho, medir a autoestima pelo sucesso... Estes até poderiam ser os objetivos de uma carreira. Mas, antes, podem ser os sintomas de uma doença chamada Síndrome de Burnout.
Herbert Freudenberger
A palavra vem do inglês, e significa “queimar por completo”. Trata-se de um mal que provoca esgotamento por causas profissionais. Foi estudado pelo psicanalista Freudenberger, após, curiosamente, constatá-lo em si mesmo, nos anos 1970.
Como se desenvolve a Síndrome de Burnout?
O indivíduo começa a trabalhar com obsessão, sem se importar com limites. Ele quer se afirmar pelo desejo compulsivo de realização.  
Nessa busca sem freios, o profissional mostra problemas psicológicos, como a necessidade de fazer tudo sozinho – sem delegar tarefa a outros –, trabalhar a qualquer hora e mostrando descaso com as necessidades pessoais – comer, dormir, estar com amigos. Ele se isola e sua única medida da autoestima é o trabalho.
Aparece, então, forte desgaste físico, gerando fadiga e exaustão. Porém, ele terá tendência a negar seus sintomas com certa dose de agressão e cinismo.
A Síndrome de Burnout provém de esforços excessivos no trabalho sem intervalos para recuperação.
Limites são indispensáveis em tudo nesta vida. Um ótimo passo inicial para isso é estabelecer períodos de parada entre as tarefas funcionais. Isto pode incluir atividades físicas frequentes.
Outro apoio importante consiste em adotar um programa de melhoria na produtividade individual. Assim, consegue-se melhor administração do tempo.
Uma poderosa ferramenta – paralela a estas medidas – é “dar e receber feedback”. Quando feito de modo sistemático e profissional, respeitando-se regras de boas práticas, chega-se a benefícios tanto para a saúde da empresa quanto de seus colaboradores. De fato, pois “Mentes sãs em corporações sãs” não é uma opção. É um imperativo.
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quinta-feira, dezembro 18, 2014

AS BOAS SURPRESAS DE QUEM PRIORIZA O SERVIÇO

ABRAHAM SHAPIRO

O Rafael é um vendedor e tanto. Ele não perde chance alguma de negócio. Dia desses, fazendo uma viagem curta para visitar um cliente, ele viu algo brilhar na beira da estrada. Era uma lâmpada igual à da história do Aladim. Parou o carro, pegou o objeto e, não resistindo à tentação de esfregá-lo com a manga do paletó, levou um susto quando, do nada, apareceu um gênio que lhe propôs:
- “Você tem direito a três pedidos”.
Ao ouvir isso, Rafael ficou tão excitado que, foi logo perguntando:
- “Direito a três pedidos? Só um minutinho, por favor”.
Entrou no carro, abriu sua maleta e voltou ao gênio com um bloco de papéis em mãos, dizendo:
- “Qual o valor e em nome de quem eu devo preencher os três pedidos? Vou emiti-los agora mesmo. Assim o senhor já assina, e os detalhes ficam pra depois”.

Diariamente há profissionais em todo lugar se lamentando por sua má sorte ou pelos aspectos negativos que surgem em seu trabalho.
Eu gostaria de perguntar a cada um deles: “Você tem aproveitado todas as oportunidades que chegam até você referentes ao seu negócio ou função?”
Se você é o gerente de um banco, corretor de imóveis, garçom, secretária ou empresário,  diga-me, por favor, como anda o seu esforço para levar boas coisas aos outros, especialmente os seus clientes? Ou prefere esperar as oportunidades chegarem e bater à sua porta?
Sabe a razão da minha pergunta? É que existe uma relação direta entre “não perder chances de realizar coisas boas pelos outros” e “obter prazer e contentamento no trabalho e na vida”.
A alegria de uma profissão – qualquer uma – está contida no ato de servir. Servir bem é uma atitude que resulta, sempre, em prazer e satisfação. O lucro, o ganho, a recompensa? Isto não passa de mera consequência, um efeito inesperado e surpreendente!
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sexta-feira, dezembro 12, 2014

MALDITO ATENDIMENTO

ABRAHAM SHAPIRO


Com incrível frequência ficamos desapontados com o atendimento que nos dão. O que fazemos? Procuramos outro lugar. E é isso mesmo que devemos fazer quando mal atendidos.
Atendimento ao cliente é um dos termos mais amaldiçoados que existem.
É espantoso! A empresa conseguiu realizar a venda. Mas daí, num belo dia, por causa de uma atitude indiferente, um acompanhamento fraco, um serviço pela metade, lentidão ou por uma lista enorme de outros fatores, ela perde o cliente em quem tanto investiu até conquistar.
Luta e investe um monte de dinheiro, para jogar tudo fora num instante. E sabe o que torna esta realidade mais ridícula? Quando o motivo da perda do cliente é orgulho, arrogância ou despreparo do pessoal. Parece absurdo. No entanto é o que acontece milhares de vezes todos os dias em cada metro quadrado de uma loja, um supermercado, escritório ou fábrica!
Todo mundo já amaldiçoou algum atendimento.
E o que dizer daquele empresário que fala sobre atendimento com funcionários e colegas com ares de doutor, quando, na prática, também ele e sua empresa estão reprovados?
Faça aqui a análise do seu atendimento:
- De zero a dez, qual a qualidade do atendimento ao cliente da sua empresa, sendo 0 péssimo e 10 excelente?
- Como você sabe?
- Após a venda, você se preocupa em manter o cliente com a mesma intensidade que se esforçou para conquistá-lo? Ou você acha mesmo que por ele ter comprado de você vai prosseguir o resto da vida?
- O que é “sucesso” para o seu negócio? Lucros?
- Quanto você investiu em treinamento de atendimento para o seu pessoal, este ano?
- Você gosta de livros e palestras? Quanto disso você consegue pôr em prática?
Atendimento é como o lançamento de um foguete ao espaço ou uma cirurgia no coração. Um detalhe desprezível põe tudo a perder. E na falta de orientação, autocrítica  e treinamento prático, tudo se perde, mesmo!
Você não é o “super-híper-bambam” do atendimento. Seja humilde e reconheça o contrário. Esforce-se todos os dias para melhorar junto da sua equipe e não pare nunca. Um minuto de desleixo é suficiente para interromper a sua trajetória no mundo dos negócios!
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, dezembro 08, 2014

SUPERE A INCOMPETÊNCIA JÁ!

ABRAHAM SHAPIRO


ARTIGO PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA EM 08 DE DEZEMBRO DE 2014 - Mude um incompetente de lugar ou de função quantas vezes quiser e puder, e você verá que ele continua incompetente.
Incompetência é doença. Grave. E a lição definitiva a respeito é: “Incompetência não é questão de espaço físico ou cargo. É uma insuficiência essencial. Só se conserta com aprimoramento dedicado e assíduo do próprio incompetente, mediante vigoroso interesse”.
Um exemplo modesto: o que as pessoas ingênuas fazem para resolver problemas conjugais? Uma viagem. Ou engravidam. Mesmo os tontos sabem que nenhuma das duas soluções resolve. Igualmente mudar um incompetente de função.  Ou de lugar.
Quando a incompetência é uma situação técnica, treinamento e desenvolvimento podem mudar o quadro.  Se desvio de comportamento ou ignorância, é bem mais difícil. Somente após o sujeito reconhecer sua necessidade e apresentar disposição para mudar, ele estará no ponto para o início do processo – seja via aconselhamento, coaching, mentoring ou tutela educacional.
Tive clientes que delegaram aos nossos cuidados seus filhos para que os preparássemos à sucessão em seus negócios. Muitos daqueles jovens eram realmente problemáticos, mimados ou mal educados, apesar de bem alimentados e inteligentes. Com o levantamento que fizemos, chegamos a um diagnóstico e ao melhor caminho por onde os levaríamos ao objetivo desejado. Hoje, muitos deles já estão à cabeça de grandes empresas. Outros, às portas de assumir. Mas desafortunadamente há os incompetentes, os que desistiram, optando por prosseguir na boa vida com que seus pais imaginaram educa-los, sem calcular que o método só criaria homens e mulheres com dinheiro no bolso e débeis para a vida e o trabalho.
Incompetência é comparável a um incêndio. Quanto mais se retarda a agir, maiores são os estragos.
Como vacinar a sua empresa contra esta praga destrutiva? Fortaleça os critérios de seleção de novos funcionários. Aproveite que o desemprego começa a mostrar a face pelo mau desempenho da economia. Quanto aos que você já tem, substitua-os. Será mais fácil e mais barato.
Todo cuidado é pouco. Trazer um novo incompetente para dentro da organização ou permitir que um veterano permaneça é um risco comparável apenas a estar amarrado diante de um leão. Escapar da tragédia é peremptoriamente impossível!​
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, novembro 26, 2014

RELACIONAMENTO CORPORATIVO: O VALOR DA PAZ NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica, se desentendia frequentemente com o chefe de produção de sua fábrica. Diz a história que, certo dia, a imprensa divulgou uma charge de ambos se agredindo mutuamente. 
Um repórter que se aproximou do inventor e aproveitou-se do desenho do jornal para fazer uma pergunta incômoda: 
– Mr Edison, é verdade o que dizem de você agredir seu gerente com uma bengala e ele revidar com uma chave-fixa? 
Ao que Edison respondeu:
– Isto é mentira! Às vezes nós trocamos.
Não é preciso dizer que relacionamento nas organizações é coisa séria. Existem empresas por aí onde as pessoas vivem um verdadeiro campo de guerra. Chefes que jogam funcionários contra outros acreditando que isto aumenta seu poder de domínio; sócios que se desrespeitam achando que terão maior autonomia ou para impor a realização de interesses pessoais... a imaginação de quem nutre intenção diabólica na mente é ampla!
Mas é ilusão. Não existe vantagem alguma em alimentar a competição entre membros de uma equipe. A meta devia ser inspirar as pessoas para se tornarem mais autoconfiantes e, consequentemente, melhores profissionais na busca por resultados com qualidade.
Hoje em dia, ninguém mais se deixa oprimir a troco de salário. Todos sabem como se defender. O patrão que não aprendeu esta lição por bem, talvez tenha que pagar caro num tribunal por danos morais e ofensas. Isto é péssimo! Além de burro!!!
Quanto ao conflito entre sócios, a regra a se pôr em prática é: mentes sãs em corporações sãs. O contrário disso é insanidade!
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, novembro 24, 2014

QUALIDADE OU QUANTIDADE? O ETERNO DILEMA

ABRAHAM SHAPIRO


Publicado na Folha de Londrina em 24 de Novembro de 2014 -  Realização profissional. Do que depende?
Uma entrevista com o maior número de pessoas irá mostrar que não depende do que se faz, mas de como se faz.
É ilusão pensar: “Se eu fosse padeiro seria mais feliz do que como encanador”.
A vida carece de um sentido para que tenha valor. O trabalho também.
Conheço médicos que não se esquecem de quanto valem as vidas com que lidam. Por isso são grandes médicos! Conheço pedreiros que levantam paredes sem perder a consciência de que serão lares, escolas, empresas ou templos. São grandes pedreiros. Por isso!
Nunca alguém me indicou um médico por ele ter-se enriquecido em sua profissão.
Trabalho bom, que produz realização pessoal é, e sempre será, aquele desempenhado por quem se preocupa em fazê-lo bem feito... o melhor possível sob determinado padrão.
Quase todos os casos de insatisfação profissional com que lidei não foram resolvidos com a mudança de área de atuação, mas com uma nova visão de objetivo, novos motivos e jeito de executar. É tolice buscar outras soluções, a não ser, é claro, nos casos de escolha errada ou incompatível. 
Creio ser necessário dizer que em qualquer momento da vida neste mundo o que vale é a intensidade. E não a extensão. 
A perfeição não está na quantidade, mas na qualidade. É melhor ser intenso do que extenso. Tudo o que é muito bom e apreciável, é pouco e raro. A quantidade sozinha jamais passou além da mediocridade.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

segunda-feira, novembro 17, 2014

PAZ NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA 17 DE NOVEMBRO DE 2014 - Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica, se desentendia frequentemente com o chefe de produção de sua fábrica. Diz a história que, certo dia, a imprensa divulgou uma charge de ambos se agredindo mutuamente.
Um repórter, aproximando-se do inventor, aproveitou-se do desenho do jornal para fazer uma pergunta incômoda:
– Mr Edison, é verdade o que dizem de você agredir seu gerente com uma bengala e ele revidar com uma chave-fixa?
Ao que Edison respondeu:
– Isto é mentira! Às vezes nós trocamos.
Não é preciso dizer que relacionamento nas organizações é coisa séria. Há empresas por aí onde as pessoas vivem num verdadeiro campo de guerra. Chefes que jogam funcionários contra outros acreditando que isto aumenta seu poder de domínio; sócios que se desrespeitam achando que terão maior autonomia ou que imporão seus interesses pessoais à força... e outros tantos frutos da imaginação de quem nutre intenção diabólica na mente!
Mas tudo isso não passa de ilusão e desvio. Não existe vantagem alguma em alimentar a competição entre membros de uma equipe. A meta devia ser inspirar as pessoas para se tornarem mais autoconfiantes e, consequentemente, melhores profissionais na busca por resultados com qualidade.
Hoje em dia, ninguém mais se deixa oprimir a troco de salário. Todos sabem como se defender. E frente a este cenário, o patrão que ainda não aprendeu esta lição por bem, talvez tenha que pagar caro num tribunal por danos morais e ofensas. Isto é péssimo, além de estúpido!!!
Quanto ao conflito entre sócios, a regra a se pôr em prática é: mentes sãs em corporações sãs. O contrário disso é insanidade!
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, novembro 13, 2014

O PODER DA PALAVRA

ABRAHAM SHAPIRO

Falar, todo mundo fala. Mas quem transmite ou convence?  Pais fracassam em falar aos filhos. Patrões e funcionários não se entendem. Sócios vivem conflitos explosivos. O divórcio tem muito de os casais não saberem conversar. E o que dizer de e-mails? Eles causam mais problema do que solução. Por quê? As pessoas não sabem escrever.
A capacidade de expressar o pensamento pela escrita ou pela fala me encanta. Fico fascinado com quem se esforça em fazer a palavra tomar o rumo planejado, e chegar ao destino. Mas quantos conseguem isto?
A pergunta é: “O que fazer para conseguir isto?”
Uma empresa de S. Paulo, onde presto consultoria, contratou um jornalista como assessor temporário para reciclar e normatizar toda a comunicação interna. O mundo mudou por lá!
A nossa cultura exalta atletas que moldam seu físico, empresários que constroem indústrias, engenheiros e arquitetos que inovam, mas não aprecia quem se dedica a falar e a escrever bem. Transmitir ideias com precisão e inspirar atitudes é tudo, em tudo e para tudo.
Talvez você não tenha capital para implantar uma indústria, nem físico para correr uma maratona, ou relacionamentos para eleger-se a um alto cargo público. Mas tem um extraordinário potencial para se comunicar. Porém, é potencial; só isso! E ainda que possua o  mesmo teclado de todos à sua volta e fale o mesmo idioma que eles, sem disciplina e aprendizagem você jamais será eficiente em comunicar-se. E sabe quanto isto significa para a sua vida e carreira? Algo não muito diferente do ar e água!
Entende agora?
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, novembro 12, 2014

VOCÊ SURROU O SEU FILHO HOJE?

ABRAHAM SHAPIRO


Cheguei ao responsável por Recrutamento e Seleção da indústria e perguntei:
- “Como você escolhe o melhor candidato para uma vaga da sua empresa?
Ele começou a explicar seus critérios. Eu o esperei terminar e então lhe disse:
-  Acaso você não pensou ou desejou fazer-me uma pergunta antes de iniciar a sua explicação?
E ele:
- Não, senhor.
Então eu sugeri:
- Que tal: “O que significa ‘o melhor candidato’?” Observe a lógica. Dois anos atrás, a escassez de mão de obra definia ‘o melhor candidato a uma vaga’ um profissional com perfil bem inferior ao que hoje é possível selecionar, pois, o cenário mudou, e isso possibilita padrões mais exigentes de qualidade.
Vamos ao ponto. O que está em pauta aqui não é processo de seleção, mas – antes e mais importante –  a capacidade de fazer boas perguntas com o intuito de trazer luz à situação em discussão..  
Questionar é importante, em qualquer circunstância. Por que? Tudo é dinâmico. O pensamento estático identifica-se conformista, resignado, submisso.
No entanto, aquilo em que você crê hoje poderá mudar nos próximos meses ou anos. E muda! Hábitos, costumes, a economia, a filosofia....
Portanto, antes de expressar o que pensamos ou responder ao que as pessoas perguntam, temos direito – e o dever – de buscar clareza para melhor entender e, consequentemente, melhor responder.
Imagine alguém dizer:
- Quantas vezes você surra os seus filhos durante a semana?
Certamente você iria querer mais detalhes: “Surrar meus filhos? Do que você está falando?”
É isso. Mas não só às situações em que a sua moral ou reputação está em jogo. Porém, em qualquer ocasião.
Faça perguntas. Investigue antes de responder. Aceitar de pronto o que as pessoas dizem não é boa educação, mas renúncia a pensar. Mostre interesse constante em trazer mais luz. Deseje entendimento e tudo será melhor... muito melhor!  
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, novembro 07, 2014

COMO VALORIZAR O SEU PRÓPRIO PASSE

ABRAHAM SHAPIRO

- Sou formado em Administração há um ano – disse-me o jovem que eu não conhecia, na sala de espera da empresa.
- Ah, sim? Sei que “é” um administrador – eu disse – mas você “está” administrador?
- Como assim? – ele perguntou.
E eu expliquei:
-  Após ter-se graduado e talvez já conseguido o seu emprego, o que tem feito para prosseguir adquirindo conhecimento nas áreas da sua qualificação?
Ele ficou me olhando indeciso como talvez o faria a grande maioria dos formados.

Autodesenvolvimento é sinônimo de “investir em si próprio a fim de melhorar mais e mais”. Você se formou? Ótimo, continue estudando e aprendendo. Insista nisso. Não me refiro a matricular-se em cursos apenas, mas a ler livros, revistas e outras fontes.
O diploma não é um fim, mas o início de uma jornada profissional que exigirá mais esforço e disciplina do que a graduação. Existe um oceano de novidades a ser explorado depois da formatura.
Um curso bem estruturado pode ajudar, sim. Há cursos bem programados. Só não se inscreva sem antes ter referência de todos os professores. E que tenham trabalhado na área que ministram aulas. Nada de professores que só aprenderam com livros.
No entanto, mesmo um bom curso é diferente de autodesenvolver-se como iniciativa de fazer algo concreto por si para aumentar o seu valor pessoal.
Providencie um lugar em casa para começar o seu programa. Marque data e hora para a leitura. Registre as ideias úteis e as inspirações. Faça disso uma rotina saudável.
Carreira profissional é um combate, uma luta cuja vitória pertencerá exclusivamente a quem atuar com rigor para melhorar sempre.
Se você não fizer isto por si, quem fará?
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, outubro 24, 2014

VÍDEO PROFISSÃO ATITUDE: O VENENO DA PROCRASTINAÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO


Neste vídeo você saberá como mudar a tendência natural à procrastinação da grande maioria dos seres humanos.
Basta clicar na imagem abaixo. 
Depois, se possível, compartilhe com colegas e amigos. 




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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, outubro 17, 2014

A FÓRMULA DO SUCESSO EM VENDAS

ABRAHAM SHAPIRO

Eu assisti a um filme. Chama-se: “O Sucesso a Qualquer Preço”, de 1992. Quatro corretores de imóveis disputam entre si o melhor desempenho para manter-se no emprego. Os tempos estão difíceis naquele momento. Eles são pressionados por um novo gerente de vendas que promete um carro último modelo para o melhor deles, um conjunto de facas de churrasco ao 2º colocado, e o "olho da rua" para o 3º. E diz não mais haver lugar para fracassados ali. Quem apresentar resultado terá acesso a uma lista de clientes potenciais para melhorar suas vendas.
O filme explora uma crença errada de vendedores em geral. Certa vez, numa convenção de vendedores de seguros, o conferencista perguntou: “Quem daqui quer uma lista de pessoas que desejam fazer seguro agora?” Todos levantaram a mão. Não havia lista nenhuma. Mas qualquer vendedor acha que seu sucesso depende de alguém lhe arrumar uma lista de interessados potenciais nos produtos que ele vende. Ele acredita que isto o fará vender. Este é o erro.
Resultado em vendas só se consegue pelo emprego de algo que pode ser dito em uma só verbo: TRABALHAR. Ou em duas: TRABALHAR DURO. Ou em quatro: TRABALHAR DURO COM INTELIGÊNCIA.
Não existe mágica. Não há fórmula.  Muito trabalho inteligente. Se houver um pouco mais, este pouco certamente será: sorte!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, outubro 16, 2014

GUARDAR SEGREDOS É UMA COMPETÊNCIA

ABRAHAM SHAPIRO

Os muitos gols de um jogador não o habilitam a ser técnico. O bom funcionário poderá não sair-se bem no gerenciamento de uma equipe. Isso parece óbvio. Mas a escassez de gestores leva alguns diretores ao pânico. Eles apostam em pessoas que acreditam ter talento. As chances de dar certo são tantas quanto ganhar sozinho na mega-sena.
Porém, é possível avaliar antes de decidir. O Estudo dos Vetores de Atividade, EV@ -  uma ferramenta que avalia os estilos comportamentais com base na análise de competências –  é excelente. Você a adquire na Labor Trabalho Temporário, em Londrina. 
Existe outra avaliação também útil. É o “Teste do Segredo". Consiste em ter uma conversa séria com o candidato sobre um assunto que cause nele alguma tensão e envolva outras pessoas. Se nas horas e dias seguintes o candidato mantiver o assunto em segredo, ele está aprovado no teste e possui a Competência da Discrição.  
Caso ele passe o assunto adiante, é um irresponsável. Não o promova – mesmo que seja tecnicamente bom.  Ele é um indivíduo "permeável" e este defeito porá em risco planos, estratégias e situações que requerem comprometimento de gestores.
É o que diz as palavras do filósofo francês La Bruyère: "O mais rigoroso dos testes de caráter consiste, primeiro, em sermos capazes de guardar um segredo, e, depois, em não mencionar que já o sabíamos caso ele seja revelado”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473