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segunda-feira, abril 07, 2014

SAÚDE, ECONOMIA E MARMELADA

ABRAHAM SHAPIRO


Que o país está enfrentando uma crise de confiança na economia, isto é verdade. As pesquisas comprovam.
Que as empresas estão vendo suas vendas caírem de modo preocupante, também não há dúvida alguma.
O que surpreende é a demora para reagir.
Quando a dificuldade econômica começa a “apontar o rabo e os chifres”, é hora das pessoas mudarem comportamentos a começar pelo corte de despesas, fazer poupança e, – mais do que tudo –, fechando o bolso para supérfluos.
Já, na esfera das empresas, sempre há como fazer melhor, produzir melhor e adaptar-se à realidade.
Os processos são um excelente ponto de partida.
Todo e qualquer processo pode ser otimizado imediatamente, desde que se tenha disposição e profissionalismo. O resultado será sempre muito bom.
Olhemos as vendas, por exemplo.
Quem tinha uma equipe de “tiradores de pedidos” que, mês após mês festejava o cumprimento de metas, está há pelo menos 2 ou 3 meses sem aquelas “saidinha depois do expediente para comemorar.  O cenário agora mudou. Quem quiser ter um time de campeões, terá de inverter a polaridade. Todos terão de tirar a bunda da cadeira e ir à luta em busca de negócios. Traduzindo para o bom português: é hora de aprender a vender e... vender. Chega de esperar a que o cliente compre. 
Para resolver estas questões, uma boa consultoria pode ser, para a empresa, aquilo que um médico é para a saúde das pessoas precavidas.
Mas assim como pessoas que se previnem com a saúde são poucas, empresas, em geral, esperam os problemas virarem tragédia para, só então, buscar solução que lhes salve. Mas, quase sempre, o momento ideal da cura já passou há seis meses, quando não um ano.
E como diz a velha e boa sagacidade dos sábio povo das Minas Gerais: “Marmelada na hora da morte, acaba matando de congestão”
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, março 31, 2014

CENÁRIOS ECONÔMICOS

ABRAHAM SHAPIRO

Conta a lenda que um físico, um químico e um economista naufragaram no mar. Chegam a uma ilha deserta onde encontram centenas de latas de atum. Porém, nada há por perto com que possam abri-las. Os três famintos começam a discutir o que fazer.
O físico propõe: “Vamos pegar uma pedra e golpear a lata no ângulo correto. Ela se abrirá”.
O químico diz: “Isso exige cálculo demais. Vamos pôr as latas na água salgada. O metal se oxida e podemos abri-las facilmente”.
O economista, por sua vez, conclui: “Parem de confusão, senhores! Basta supor que temos um abridor de latas, e o problema estará resolvido!”.

Eu evito comentar cenários econômicos. Primeiro, porque não os entendo bem. Segundo, porque os economistas também não os entendem bem.
Um cenário econômico em si tem pouquíssimos ou nenhum elemento passível de análise racional. John Kenneth Galbraith, de Harvard, disse em um de seus famosos artigos: “A única função das previsões econômicas é fazer a astrologia parecer respeitável”.
Nostradamus
Eu me recordo que, no início da crise americana de 2008, uma revista publicou o seguinte: “Nostradamus dizia ver o futuro numa bacia de água. Os modelos econômicos são mais complexos que alguns litros de água numa bacia. O problema é que, por mais sofisticados que sejam, eles não permitem antever as mudanças que as decisões de bilhões de pessoas podem causar à economia”.
A conclusão é que o comportamento das pessoas não é racional o tempo todo. Qualquer análise de cenário econômico, portanto, terá mais de suposição do que de realidade.
Dizem que outra crise está chegando por aí. Tudo o que penso a respeito é que os nossos avós novamente tinham razão. Dinheiro vivo é tão importante para a empresa quanto oxigênio para o sangue. A quem posso aconselhar, digo: “Em 2014, 2015, 2016... continue cortando despesas não essenciais e garanta o andamento das atividades lucrativas da sua empresa. Corte gordura e não músculos”. E acrescento: “Não seja tolo de cortar investimentos em propaganda e marketing. Só se você precisar diminuir as vendas”.
Para fechar, farei menção de um pensamento do saudoso jornalista Joelmir Beting: “Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil mesmo é entender o presente".
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, março 27, 2014

OS PLANOS ESTRATÉGICOS NÃO SÃO MAIS OS MESMOS

ABRAHAM SHAPIRO


Ainda existe gente que nutre expectativa em Planejamento Estratégico e se põe a escrever um punhado de coisas que são, na melhor hipótese, intenções boas e nem um pouco mais que isto. E acham que cumpriram seu dever.
Ocorre que, no ambiente de negócios de hoje, a perspectiva de seis meses já é uma alucinação! Não só no Brasil. No mundo!
Planejamento Estratégico é uma bonita expressão para se utilizar em conversas empresariais. Soa como música aos ouvidos de muitos executivos. Mas sua efetividade está cada vez mais baixa em função dos prazos costumeiramente praticados.
Por tudo o que tenho visto, a frequência ideal para os diretores de uma empresa promoverem uma sessão de estratégia não deve ser anual, nem semestral, mas – pasme!!! – “várias vezes na semana”. Já há quem viva esta realidade intensamente. E já colhe lucros por ter entendido isso.
Um dos meus clientes, uma multinacional, acabou definitivamente com as salas privativas para diretores. Todos agora sentam-se junto a uma grande mesa, inclusive o diretor presidente. Ali se vê um computador, um telefone e um caderno de anotações para cada um. Neste formato desenvolvem a maior parte das ações internas e discutem situações pré-programadas ou contingenciais. Quatro secretárias cuidam dos assuntos gerais de todo o grupo e as salas onde antes alocavam as diretorias passaram a ser usadas para reuniões privadas dos gerentes com visitantes. Depois disso, a integração de todos os setores ampliou-se a níveis anteriormente quase impossíveis. A “estratégia” passou a ser um assunto tratado a todo momento.
Plano Estratégico! Cuide para não confiar demais nisso! Esqueça cinco anos. Esqueça um ano. Com alguma sorte, você poderá estruturar um plano mensal que faça algum sentido quatro semanas depois.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, março 26, 2014

OS DESEMPREGADOS DE AMANHÃ

ABRAHAM SHAPIRO

Quando o assunto é produtividade, o que vem à mente de muitos é o chão de fábrica. Não é o que vem à minha. Eu penso também – e principalmente – no pessoal do escritório.
Qualidade e produtividade são itens que precisam atingir os burocratas e suas estruturas complicadas e lentas. Está na hora de construir uma nova base administrativa, que seja simples e eficiente.
Em 1970, um cargueiro de madeira demandava 108 homens e cerca de cinco dias para descarregá-lo. Isso significava 540 homens-dias. Com a amplificação do uso de contêineres, aquele mesmo trabalho, hoje em dia, é executado por oito homens em um só dia,  ou seja, oito homens-dias. Resultado líquido: 98 % de redução na necessidade de mão-de-obra.
É preciso uma revolução nas áreas de trabalho que têm lugar “sob ar condicionado”. Tudo ali carece de ser otimizado. E não só. Os softwares, os websites, os processos de negociação e venda, tudo o que tem a ver com administração.
Eu tenho certeza de que, muito em breve, a competição e a crise que vem por aí mudarão muito o ritmo e o trabalho das centenas de pessoas apinhadas nos tantos escritórios das empresas. Ficarão somente os melhores, os mais ágeis, os mais flexíveis e os que aprenderem a decidir conforme a realidade imposta por clientes e pelo mercado.
Quem estiver fora destes parâmetros já está sem perspectivas hoje. Amanhã, provavelmente estará imóvel, numa função irrelevante.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, março 25, 2014

O OCEANO DAS COISAS IMPOSSÍVEIS

ABRAHAM SHAPIRO

“Do Outro Lado do Espelho”, é um livro de Lewis Carrol, também autor de “Alice no País das Maravilhas”. Um dos trechos que mais me tocam é este:
“Com os braços abertos como se estivesse voando, passou a Rainha Branca correndo alucinadamente. Seus braços são os ponteiros de um relógio impossível, com o tempo voando ao contrário.
– Não posso acreditar nisso! – disse Alice.
– Não pode? – disse a Rainha Branca com tom de voz penalizado. – Tente outra vez: respire profundamente e feche os olhos.
Alice riu.               
– Não adianta fazer isso – disse ela – ninguém pode acreditar em coisas impossíveis.
Então a Rainha diz:
– Eu diria que você nunca praticou bastante.  Quando eu tinha a sua idade praticava sempre meia hora por dia. Às vezes me acontecia acreditar em seis coisas impossíveis antes mesmo do café da manhã."
É fantástico esse texto!
O que acontecerá, hoje em dia, a qualquer um que não pensa em coisas impossíveis?  Ele ficará de fora, vendo a aeronave passar, levando embora todos os que tiverem mente aberta.
Hoje já é possível sonhar coisas que jamais se pensou. E o mundo nunca esteve assim antes.
Quem podia imaginar os negócios que acontecem pela Internet, por exemplo?  No entanto, é incrível pensar que a maioria das empresas não está tirando proveito algum da Internet. Seus processos de negócios, suas aprovações, sua hierarquia, a seleção de pessoas, treinamentos, etc estão acontecendo amplamente fora do mar de infinitas possibilidades que a Internet lhes proporciona.
Ter um website, pura e simplesmente, não coloca ninguém no mundo digital. O que seria preciso, antes disso, é entender o conceito, o novo modo de comunicar, de abordar, de apresentar ideias, de se relacionar... Tudo, enfim.
A Microsoft foi um sonho impossível.
A Apple foi um sonho impossível.
E quanto a você? Consegue pensar nos seus sonhos impossíveis? Bobagem? Pois então vai aqui o meu conselho: aposente-se. Dê lugar a quem consegue fazer exatamente isto. O presente já pertence a eles. E o futuro? A eles, também, e a mais ninguém.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, março 20, 2014

O QUE FAZER PARA PREVENIR CONFLITOS NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO


Você acha possível prever todos os conflitos de interesse com que seus funcionários podem se deparar? Não. Não é possível mesmo.
Mas você pode aumentar a probabilidade de que eles ajam de acordo com o melhor interesse da empresa.
Como? Orientando-os.
Eu sempre vejo problemas quando a situação depende de comunicação clara. Porque em geral as pessoas pensam de um modo, mas se exprimem de outro, muito pior. Falta treino em comunicação.
Ao falar, por exemplo, é sempre interessante solicitar feedback do interlocutor para conferir se o que ele está entendendo é o que você quis dizer.
Ler e interpretar textos ajuda muito. Escrever de modo correto é outro treino importantíssimo.
As pessoas se preocupam em conhecer o lado técnico de suas profissões, porém desprezam sua língua e a leitura frequente.  Estas são ferramentas imprescindível para a organização do pensamento e da comunicação com clareza.
Além dessas, há outras ações fáceis a serem tomadas com o objetivo de que os funcionários entendam melhor o conceito da sua companhia.

Use o texto da missão da empresa. Uma declaração de missão bem elaborada serve como um "norte" para todos seguirem. Certifique-se de que todos a conheçam e entendam.
Utilize também os valores. Eles é que orientam sobre o comportamento em relação a clientes, fornecedores, colegas de trabalho, comunidades e acionistas. Valores bem definidos ajudam a evitar que se coloque a reputação da empresa em risco.
A cultura vem em seguida. Uma forte cultura corporativa esclarece o que é ou não permitido. Crie um código de conduta que aborde matérias de conflito de interesse, o processo de informações confidenciais, exposição ao suborno, discriminação, assédio etc
São ações fáceis de serem desempenhadas.
Invista o que for preciso para ter e utilizar estes recursos. Depois, algumas horas em sala de reunião para discutir e comunicar coisas que realmente interessam ao seu negócio serão definitivas para mudar muitas coisas para o bem de todos, mas principalmente do seu negócio.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, janeiro 24, 2014

OS SINTOMAS DA PARALISAÇÃO DOS SEUS NEGÓCIOS

ABRAHAM SHAPIRO

Vou pontuar os sintomas de que a sua empresa não está suficientemente organizada para atender clientes. Estes também são os sintomas de que ela não irá crescer, a despeito do dinheiro que possa estar fazendo ultimamente.
São três:
1º. Os funcionários acham que atendimento é uma tarefa de responsabilidade do departamento de vendas ou marketing.
2º. A empresa não tem um programa de treinamento que crie e desenvolva uma "cultura interna de cliente", isto é, que se dedique a conhecer, registrar o perfil e treinar os funcionários a respeito de quem são seus clientes e o que eles esperam do negócio.
3º. A empresa não incentiva nem reconhece os funcionários que dão um tratamento satisfatório ou excepcional ao cliente.
Entenda o raciocínio. Ter o pessoal da contabilidade lidando com registros legais de despesas e receitas, os engenheiros criando projetos e o pessoal da fábrica produzindo, pressupõe que “atender clientes” seja uma tarefa devida a vendas e marketing.
Mas já que qualquer um desses departamentos poderá prejudicar a relação com os clientes, –    que ficam furiosos quando o produto sai com defeito, quando a entrega atrasa ou se a fatura foi emitida com erros, todos são igualmente responsáveis pelo “atendimento”, não só o pessoal do marketing e vendedores.
Você não tem opção. Conheça bem o seu cliente. Invista em desenvolver esta cultura dentro da sua empresa, mas envolva todos. Eles precisam saber e conhecer as pessoas com quem lidam e que trazem o lucro com que são pagos e sustentam suas famílias. 
Apesar de todo o trabalho que isso poderá dar e do investimento que venha requerer, saiba desde já que nada será mais saudável e definitivo para atingir os resultados que talvez, há anos, você não tenha conseguido.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, novembro 06, 2013

COMO MUDAR O FUTURO

ABRAHAM SHAPIRO

Certa vez alguém me disse que “para agir, o ser humano deve se ver como protagonista de seu destino, e não como vítima das circunstâncias”.
O que fomos no passado trouxe-nos até o presente e projeta um futuro que poderá ser satisfatório ou não. O que fazer quando olhamos para este futuro prevendo que os resultados não serão bons?
A atitude recomendada e correta consiste em imprimir um esforço sobre a nossa situação atual a fim de que a nossa trajetória mude, e possamos, assim, atingir um novo e mais qualificado objetivo amanhã, com outro significado e valor.
Refiro-me a “aplicar energia” no presente para mudar a marcha imposta pelo passado, quebrando a inércia. Só deste modo poderemos atingir um alvo superior no futuro.
Digamos que a sua empresa não esteja alcançando resultados. Existe desorganização interna, falta disciplina no seu comportamento e no dos seus gestores, o sistema carece de planejamento. Parece um status caótico, não?  Desde que você invista uma quantidade de energia hoje e comece a estabelecer critérios e procedimentos de organização e clareza crescentes, este passo a passo ininterrupto irá inspirar os membros da equipe. Eles passarão a lutar juntos de você, e assim, o curso “natural” dos fatos e o futuro projetado pelos seus negócios será outro, provavelmente melhor e superior.
É claro que demandará recursos financeiros e, mais importante, recursos humanos também. Um dos obstáculos mentais que talvez você possa encontrar é o de que todo mundo tem mais coisas para fazer do que tempo para executá-las. No entanto, eu tenho certeza de que as suas intenções de melhoria são bem maiores e poderosas do que os recursos disponíveis para leva-las a cabo. Aí está o famoso dilema dos desejos ilimitados ante recursos limitados. Não há problema. Basta avaliar, a cada passo, quais são as opções “rentáveis” e concentrar sobre elas os seus esforços. Sempre dará certo quando existe alinhamento de ideias, posso garantir. É o que tenho visto em todas as empresas sérias que se abrem para a consciência de que precisam mudar para melhor, e assim prosseguir melhorando.
Na prática, por hora, contrate um conselheiro pessoal – alguém que lhe ajude a discernir e planejar novas visões para os seus negócios. Em pouco tempo você verá quão favorável é a relação custo/benefício desta atitude.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 24, 2013

TEMPO DE PRODUZIR RESULTADOS

ABRAHAM SHAPIRO

O IBGE informou que as vendas no varejo subiram 1,9% em julho em relação a junho. Isto é 0,3% acima do esperado.
O governo chama a isso “sinal de vitalidade” da economia. Mas há temores do repasse da depreciação do real para os preços ao consumidor nos próximos meses.


De forma genérica,  a economia brasileira perdeu aquele entusiasmo todo que marcou os anos anteriores. Muitos falam em estagnação.  A maioria sente isto – no âmbito pessoal.
Sabe-se que a partir de agora as empresas venderão menos. As indústrias produzirão menos. Haverá cortes discretos de funcionários,  isto é, leve redução de quadro e acúmulo de funções sobre os que remanescerem.
A pergunta natural que todos fazem é: “Quais colaboradores ficarão?” Resposta: “Os que apresentam maior produtividade”.
Portanto, não existe outra palavra de ordem  além de: “Trabalhe com vontade, aproveite o seu tempo e produza mais do que produzia até aqui”.
Como conseguir isto?  
As empresas tendem a promover mais treinamentos in company para auxiliar seus funcionários a aumentar sua produtividade. Mas você precisa ter inciativa pessoal.
Faça cursos práticos que lhe ajudem a ser mais eficiente. Mas não vá fazendo qualquer um ou frequentando palestras de motivação ou liderança. Isto quase sempre é oportunismo de gente aproveitadora. Tome referências da utilidade do evento proposto antes de gastar o dinheiro que poderá fazer falta.
Melhore a sua capacitação. Leia mais. Estude. Tenha foco. A sua e todas as outras empresas precisam de resultado. Não é hora de bla bla bla.
Então pare de falar a esmo e de justificar porque você tem feito menos do que devia. Trate de virar este jogo a seu favor. Desenvolva-se efetivamente.  E permaneça no seu posto por mérito e conquista.
Num mundo prático como o nosso, não se permita correr atrás de bobagens e perda de tempo. Pare de olhar para a teoria e aumente o seu pragmatismo. Faça resultados!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, setembro 09, 2013

POR QUE AS METAS NÃO SÃO ALCANÇADAS?

ABRAHAM SHAPIRO

É difícil fazer as metas, decididas na alta administração, chegarem à linha de frente da empresa.
Diretores, gerentes e colaboradores quase nunca estão na mesma página. Assumem o pressuposto de que as metas serão comunicadas e entendidas. Até se entusiasmam. Mas ao longo do tempo isto não se confirma. Então é tarde. Na cena seguinte o que se vê é todos correndo para todas as direções sem nenhum trabalho conjugado.
É lindo que as empresas tenham estratégias. Mas seus idealizadores se esquecem de traduzi-las em ação.
Ter estratégias e metas é uma coisa. A outra é executá-las.
A consultoria americana Harris Polling fez um estudo sobre as razões das falhas na execução das estratégias. Estudou porque as metas não se traduzem em ação para os funcionários  que atuam na linha de frente.
Um dos pontos apurados dá conta de que somente 15% dos funcionários identificam a meta mais importante ou as prioridades “de topo” de suas empresas. As razões? Ou existem metas demais, ou elas mudam frequentemente, ou simplesmente não existem.
O que assusta é o fato de que, na maioria dos casos, as metas não são sequer comunicadas.
Além disso, os líderes não sabem exatamente o que querem. Quem sai prejudicada é a linha de frente. Num sentido realista a linha de frente é que produz os resultados finais e, por isso, ela é que devia conhecer “o que se espera alcançar” e “como alcançar”.
Outro ponto da pesquisa: os funcionários podem conhecer as metas, mas frequentemente não as “compram”. Apenas 19% disseram que se sentiam comprometidos com as metas da organização, isto é, um em cada cinco. A razão disso é que eles não se sentem parte das decisões. Acham que não interferem no que será necessário para atingir a meta. Eles não estão emocionalmente conectados com a meta. E sem envolvimento, não há compromisso.
Uma vez que  as pessoas conheçam a meta da empresa, só então estarão livres para  tentar maneiras novas e melhores de alcançá-la.  Observação importante: pense que para se alcançar metas que nunca foram atingidas antes, qualquer um precisará começar a fazer coisas que nunca fez antes.
Comunique! Cuide que todos saibam os mínimos detalhes de tudo... e veja a energia que a sua empresa irá liberar na busca dos resultados!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, setembro 06, 2013

DESESPERAR JAMAIS!

ABRAHAM SHAPIRO


Um dos fatos que mais impactam direta e indiretamente a economia das empresas –  sejam importadoras, exportadoras ou não –  é a variação cambial.
Há mais ou menos oito meses, o Brasil e os países emergentes começaram a sentir desgastes cambiais sérios por causa da recuperação econômica dos Estados Unidos e Europa. Neste período, o real desvalorizou quase 20% frente ao dólar.
Em breve, veremos o aumento dos combustíveis, da energia elétrica e o reflexo em outros segmentos sensíveis ao câmbio. Depois, virão os aumentos secundários por efeito dominó. Não tarda a acontecer.
Muitas empresas terão de enfrentar a resistência ao repasse de seus novos custos ao preço final especialmente em seus canais de venda. Não haverá aumento de salários, portanto, o aumento de preços pode reduzir a demanda. Com isso, a negociação de mercadorias poderá travar. Até que tudo se acomode, o tempo poderá comprometer o crescimento das empresas ou sua estabilidade.
Duas ações podem ser simultaneamente implementadas para superar este cenário:
1a.  Reduzir os gastos em cada processo, do modo mais analítico possível, isto é, com prudência e inteligência.
2a. Ampliar as vendas, já que isto reduz o custo unitário dos produtos. A lógica é: se não é possível aumentar preços, produza mais e venda mais, sem comprometer a qualidade.
Como? Vire-se.  Se até agora você só vendia para clientes do centro da cidade,  procure os da periferia. Se vendia só para ricos, busque os que não são ricos. Apenas não confie nos seus pressupostos como verdades. Até que eles estejam certos, não há problema. Mas quando começam a comprometer o seu sustento,  então é hora de livrar-se deles.
Esta não é só uma visão empresarial, mas pessoal e familiar também.
Mas acima de tudo, conscientize-se de que você não pode depender de governos, de moedas estrangeiras ou de milagres. Redobrar os seus esforços é o único remédio.
E lembre-se: nesta hora, a sua rede de relacionamentos é tudo! Quem tem bons relacionamentos, tem 90% de sucesso garantido em qualquer coisa que imaginar. Ponha os seus para funcionar...  e nada de chorar pelas notícias dos jornais.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, junho 26, 2013

ANTES QUE A JANELA SE FECHE

ABRAHAM SHAPIRO


O Brasil carece de melhorar a produtividade, dizem os técnicos. Para mim não é só isso. Acho que precisamos também de criatividade. Mas criatividade começa com uma predisposição mental. E a nossa não está muito predisposta, não.
Somos como aquele fotógrafo que, no momento de acionar o botão da câmera, pensa: “será que a bateria está carregada?”. E ao apertar o dedo, descobre que se esqueceu de carregá-la. Ele tinha tudo para o registro da cena mais fantástica de sua carreira. Mas não cumpriu o mais simples e básico.
O Brasil está hoje no lugar de seu maior potencial, no ponto auge de encontrar as respostas certas para os seus grandes dilemas. Mas ao julgar que está pronto e bom, vê a janela das oportunidades começar a se fechar.
Faltam-nos duas atitudes: “sequência” em aperfeiçoar os processos que começaram a dar certo,  e “frequência” em mantê-los funcionando.  Estamos sempre começando coisas novas, sem concluir as antigas. Esta falta de continuidade nos faz vulneráveis.
Paixão temos de sobra. Mas não depende só disso. Muito menos de mais uma Copa do Mundo. Mas de visão técnica e de perseverança.
Produção neste país vale nada. Não se veem incentivos para produzir, criar e desenvolver. Nunca – em toda a história – a indústria foi tão desprezada.
Se nós nos importássemos pouco mais com a produção, nossas conquistas seriam consistentes e duradouras. As pessoas se sentiriam engajadas. Suas conquistas teriam valor. Mas a ação é outra. Preferem dar dinheiro para a população ir às compras. E chamam a isso “país rico”. Até quando? Impostos aumentam, enquanto o povo vive uma ilusão destrutiva e degradante.
Temo que deixemos passar o grande momento da nossa história. Oportunidades são um banquete servido a todos.  Os que dele comem alcançam o melhor da vida. Os que o desprezam, terão fome quando a mesa estiver limpa.
O Brasil tem sorte. Muita sorte. Minha dúvida é: será que tem visão?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, abril 25, 2013

CONFIANÇA: UM ATIVO QUE RENDE LUCROS

ABRAHAM SHAPIRO

Se a sua empresa tem um nome de confiança e depende disso como apelo comercial frente a uma concorrência confusa, não linear e assimétrica, você e a sua equipe têm de aprender a usá-lo como um ativo, especialmente em momentos de tão grande exigência por qualidade e satisfação, como hoje.
Existe uma oportunidade enorme em explorar a confiança inspirada pela força de uma marca. E Isto deve ser feito de forma intensa e direta.
Comece agregando o termo "confiança" verbal e textualmente a todos os meios utilizados pelo marketing. Traduzindo: faça propaganda e comunique o porquê da sua marca merecer confiança.
É claro que isto é só a parte aparente do processo. Existem ainda os aspectos ocultos. Eles é que darão sustentabilidade ao discurso.
Otimize a estrutura da empresa: produção, qualidade, expedição, comunicação,  vendas, prazos e, acima de tudo, atendimento.  Os clientes escolhem fornecedores elegendo critérios claros de benefícios. Não há dúvida de que o tempo só permite sobreviver a empresa que entrega aquilo que prometeu e vendeu. Do que estamos falando? De confiabilidade ou  confiança.
Fornecedores alternativos – os “meia-bocas”, oportunistas ou paraquedistas – vão desaparecer.  Igualmente os que nada oferecem senão preço baixo. Sabe por quê? Fácil responder. Eles não inspiram confiança. Podem até dar seu lugar a novos picaretas como eles, já que desde os tempos de Adão e Eva o mundo é assim.  
Em suma: acabou o tempo do blá, blá, blá, das propagandas vazias e afirmativas aleatórias. A estratégia firme tem como alicerce “ser efetivo naquilo que se faz”.
Se você pode fazer o melhor, não faça mais-ou-menos. E cobre por isso. O cliente pagará pelo que lhe parece bom no primeiro momento, e confirme os benefícios percebidos ao longo do tempo.  Quando constatar que tudo foi cumprido, ele se satisfará e irá voltar à compra daquele item.
A palavra que melhor descreve este processo? Confiança!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, março 18, 2013

SISTEMA NENHUM RESOLVE A BAGUNÇA DA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO


Pequenas e médias empresas brasileiras com algum tempo de mercado chegaram ao presente graças a boas vendas e a resultados que lhes deram sustentação. Porém, não é errado dizer que muitas são desorganizadas – e como são! Trabalham sem procedimentos padronizados, com alta demanda de tempo de seus funcionários e o cotidiano de todo o seu staff é vivido em meio a circunstâncias que fazem dos gestores verdadeiros bombeiros pelo volume de incêndios que têm de apagar.
Cenário amador.
Quanto ao clima? Amplamente adverso àquele que os mais simples livros de Organização e Métodos ensinam.
Então, certo dia, chega alguém com uma fantástica proposta: a compra de um Sistema de Gestão Empresarial. A ideia é atrativa.
O que se vê depois? O desembolso de um valor alto na compra do programa e de máquinas novas, e a assinatura de um contrato com a empresa do software para implantação e manutenção. Isto é só uma breve introdução ao caos que trará consigo atrasos, queda na produção,  perda de clientes e outros males incalculáveis para a vida das pessoas e para o funcionamento desta companhia.
Se você ainda não viveu essa experiência, agradeça por não ter conhecido o inferno.
Mas não é uma regra. Ao contrário. É a exceção. Onde está o problema?
Primeiro: a tradicional, velha e cômoda bagunça – a falta de organização que quase todo mundo odeia enfrentar. Uma empresa profissional terá processos e padrões que funcionam manualmente. Só depois é que irá migrar para um sistema.
Segundo: Sistema de Gestão nenhum é o Messias, ou Salvador da Pátria. Ele não resolve todos os problemas.  Trata-se de uma cultura organizacional que requer planejamento para ser implantada e mantida. Exige preparo. Necessita de invistimento forte na educação de todos – antes, durante e depois de sua posta em funcionamento.
Não cometa este erro – por melhores intenções que você e seu pessoal tenham. Procure a instrução de especialistas antes de investir em um sistema de gestão. No final, você verá que a marca do software pouca ou nenhuma diferença faz em transferir para o computador aquilo que os seus funcionários já souberem fazer manualmente de modo coordenado e racional.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

AGORA VAI... OUTRA VEZ!

ABRAHAM SHAPIRO


As métricas estão tomando conta da vida corporativa do país, a exemplo do que ocorre, há anos, nas companhias profissionalizadas em todo o mundo.
Métricas são, por exemplo, os índices econômico-financeiros de todo tipo, os indicadores de desempenho, de produtividade, de qualidade, de marketing e vendas e de outros parâmetros. O objetivo é mensurar numericamente os resultados obtidos sobre as metas.
Há um índice ainda desconhecido e apropriado para empresas familiares dirigidas por patrões ou herdeiros ineptos. Tenho a honra de lhes apresentar o “Índice AGORA VAI”.
Ter um patrão despreparado à cabeça dos negócios é o mais terrível caos que se pode imaginar. Todos os dias um novo rumo a ser tomado; toda hora uma ideia desvairada. São estes os recursos de que ele lança mão para comandar.
Você o verá demitir funcionários importantes inexplicavelmente.
Você o verá comprando, sem qualquer propósito, um novo software de gestão – implantado, é claro, sem qualquer planejamento.
Você o verá adquirir propostas mágicas oferecidas por milagreiros apenas por ter ouvido uma história de sucesso a respeito.
Mas há dramas ainda maiores que farão o drama de se viver num cenário desses.  Você presenciará a contratação de funcionários “messiânicos” ou de mais um consultor famoso sobre quem repousará – por algum tempo – a expectativa de que “já raiou a salvação no horizonte da empresa”.
Vamos à prática. Pegue a última página da sua agenda e anote nela o número de “agora vai” que você já viu ao longo do seu tempo nesta empresa. Faça o mesmo nos próximos seis meses. Este é o indicativo de que você precisa começar a imediata busca de um trabalho mais digno. Sabe por quê? Ou você acabará louco, ou se converterá, muito em breve, na razão necessária para ser enxotado dessa empresa levando na bagagem a culpa das últimas loucuras de um chefe que só precisa de outro tolo para renovar as esperanças dos demais através do bom e velho discurso de que “agora vai”!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

O CONCORRENTE "BALA PERDIDA"

ABRAHAM SHAPIRO


Os marqueteiros dizem: “Quer conhecer o seu concorrente? Seja cliente dele”. É uma tática.
Nas minhas consultorias em Vendas, eu me deparo com uma questão mais séria que esta. Muitas empresas não sabem exatamente quem são suas concorrentes.
Ocorre que nem sempre o seu concorrente está no endereço ao lado, ou no mesmo centro comercial. Ele pode até estar vendendo um produto completamente diferente do seu.
Com a astronômica diversidade de produtos num mesmo ponto de venda e modelos distintos de PDV´s - Pontos de Venda -, está crescentemente difícil identificar a concorrência.  Sem isso, porém, será complexíssimo planejar qualquer ação de mercado.
Se um fulano vende a mesma linha de produtos, para um mesmo público alvo, com uma mesma faixa de preços, em um PDV similar ao seu, ele é um concorrente direto.
Mas o inferno de hoje em dia está na concorrência indireta. É quando o sujeito não vende a mesma linha de produtos, mas atinge o seu público alvo com uma estratégia que – na mente do consumidor – resulta na substituição do seu produto pelo dele.
Eu vi acontecer com um amigo.  Ele desejava trocar os móveis de seu escritório. Os prazos de pagamento concedidos pela indústria de quem ele compraria eram curtos. Ele optou por um carro financiado em 60 meses. E devido à concessão de crédito de longo prazo, ele adquiriu o produto cujo benefício seria mais imediato a um fluxo de pagamento mais amplo.
Mas esta situação é quase completamente ignorada na estratégia de vendas da indústria moveleira. E acontece com frequência formidável. Nem o marketing e nem o comercial da empresa de móveis conseguem enxergar longe para determinar uma estratégia que supere esta concorrência indireta.
Neste mercado competitivo, perenidade requer plantão dia e noite para identificar a entrada e saída de concorrentes diretos e indiretos. E isto é função de conhecimento, sentidos bem refinados.... e uma sensibilidade quase extra-sensorial. 
Não é para qualquer um!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, setembro 26, 2012

ATENÇÃO, VAREJO!!!

ABRAHAM SHAPIRO
O Brasil passa por uma desaceleração econômica.  A previsão de crescimento do PIB em torno de 2% em 2012 é a prova disso.
Ainda que o consumo das famílias se mantenha em alta em razão dos baixos níveis de desemprego, isto já não mais exibe o ritmo puxado pela expansão do crédito.
Recente pesquisa da Abras – Associação Brasileira de Supermercados –  mostrou que o varejo de alimentos teve pequena queda, sustentando cenário favorável para o segundo semestre, como é histórico no setor.
O que os números favoráveis não mostram é a queda de rentabilidade. E além de muito grave, não há medição alguma disso.
O novo consumidor brasileiro, estimulado pela renda e fruto da política de aumento do salário-mínimo e dos programas assistenciais do governo federal, incrementou suas compras de alimentos com produtos que antes não integravam seus hábitos. Mas ele fez isto galgado unicamente no crédito. Esta realidade já ficou para trás. O endividamento elevado forçou a volta aos antigos hábitos de consumo doméstico. Portanto, o tíquete médio e o mix de produtos adquiridos voltaram aos patamares do passado.
Assim, se por um lado é animador o horizonte de crescimento do consumo até o final do ano de 2012, por outro, deve levar o empresário a ter cautela frente à perda de rentabilidade acompanhada de aumento de custos.
Em 2013 o salário mínimo deverá ter reajuste de 7,9%, chegando a R$ 670,95. O resultado certo é o acréscimo do peso da mão de obra nos custos.
O empresário varejista terá de conviver com perda de rentabilidade e sensível aumento de despesas, o que exige ações efetivas. Na área operacional, diminuindo perdas. Na de pessoal, estimulando e retendo funcionários.
Portanto, não é hora de cochilar. Acompanhe a evolução do cenário econômico. E saiba que agora é o momento ideal para o aprimoramento da gestão e operação do seu negócio. Seja proativo e antecipe a solução de problemas futuros.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, setembro 19, 2012

FOCO SOBRE O QUE FAZ A DIFERENÇA

ABRAHAM SHAPIRO

Um amigo meu teve de comparecer ao fórum. O juiz determinou um recesso para o almoço. Mas como não havia tempo suficiente para ir a um restaurante, ele e seu advogado foram até uma banca de revistas que tinha uma vitrine de guloseimas e refrigerantes.
O advogado pediu três barrinhas de chocolate e um refrigerante Diet.
Meu amigo ficou surpreso:
- “Eu até entendo que você coma os chocolates. Mas como explica a bebida DIET?”
O advogado respondeu:
- “Eu procuro evitar ingerir calorias em tudo o que for possível!”

Isto é que é ter foco sobre um objetivo! Este advogado superou Walt Disney quando declarou amar mais o Mickey Mouse do que qualquer mulher que ele havia conhecido.
Grande parte dos problemas das empresas e dos profissionais não é resolvida em tempo hábil por falta de foco.
Quem nunca enfrentou problemas de aperto no fluxo de caixa, por exemplo? Estas horas exigem que se adotem medidas de contenção de despesas. Você talvez tenha pensando na palavra “austeridade”, certo?  É isso mesmo.
Mas o que muitos dirigentes fazem? Decretam o imediato corte do cafezinho e do papel toalha – quando não do papel higiênico também.
Que visão é esta? Quanto representará uma economia mensal de mil ou dois reais no orçamento geral de uma empresa média? Esta é a força a  ganhar numa hora de aperto? Papel toalha e cafezinho?
Conheço casos clássicos em que, após uma rodada simples e curta de renegociação dos principais itens de compra junto a fornecedores, a empresa conseguiu uma economia efetiva de 10%. E após a crise, estes 10% a menos continuaram. Isto é gestão focada!
Cafezinho e papel toalha de empresa alguma resolvem aquelas mazelas que todo mundo gosta de deixar para a próxima semana.
Está aí a lição daquele advogado: "Concentre-se onde é possível e benéfico concentrar-se!" Jamais abandone a inteligência a ponto de proclamar ao mundo as suas decisões impetuosas e risíveis.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, setembro 14, 2012

O MUNDO EM 2050


Deutsche Post DHL lança um estudo sobre o futuro.Com o lançamento do estudo sobre o futuro, "Delivering Tomorrow: Logística 2050", a Deutsche Post DHL lança um olhar sobre o futuro do comércio, dos negócios e da sociedade. O estudo traça cinco cenários diferentes para a vida no ano de 2050. Estas cinco visões do futuro são baseadas numa análise detalhada dos fatores mais críticos, incluindo o comércio e hábitos de consumo, tendências tecnológicas e sociais, bem como as alterações climatéricas - e estimar o seu impacto provável no comportamento das pessoas e dos seus valores em 2050.

 

Frank Appel, CEO da Deutsche Post DHL disse acerca deste estudo: "o ritmo das mudanças acelerou-se rapidamente nos últimos anos e neste complexo clima econômico, político e social, tornou-se praticamente impossível fazer previsões lineares. Num mundo onde é cada vez mais difícil de fazer previsões, temos que ampliar os nosso horizonte e pensar em alternativas. Só podemos conceber estratégias robustas e definir o rumo certo se ganharmos uma compreensão a partir de diferentes perspetivas. "

O desenvolvimento do estudo foi apoiado por 42 reconhecidos especialistas, incluindo Klaus Töpfer (antigo ministro alemão do Ambiente e Diretor do Programa Ambiental da ONU), Fatih Birol (economista-chefe da Agência Internacional de Energia) e Michael Hompel (Diretor Presidente da Fraunhofer Instituto de Fluxo de Materiais e Logística), bem como principais representantes de organizações como o Fórum Econômico Mundial, a Gesellschaft für Konsumforschung (GfK), o Rocky Mountain Institute, o Instituto Copenhagen para Estudos Futuros, o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável e Greenpeace International.

A conclusão central do estudo é uma coleção abrangente de cinco visões credíveis do futuro. Eles descrevem o quão diferente o mundo poderia aparecer em 2050 em termos do grau de globalização, o grau de desenvolvimento económico e social, padrões tecnológicos predominantes e das condições ambientais. O estudo descreve cinco cenários de longo alcance, por vezes com visões radicais do estilo de vida em 2050. Todos os cenários compartilham um elemento comum: o relevante papel da logística nestas mudanças. A procura global de serviços de logística, de facto, cresce na maioria dos cinco cenários alternativos. Mas os requisitos específicos colocados nas empresas de logística e os desafios especiais que enfrentam variam de cenário para cenário.

O estudo, que é complementado por uma série de ensaios sobre vários aspetos multifacetados do futuro, é o terceiro projeto de pesquisa realizado no Grupo da série "Delivering Tomorrow". Ao publicar esta série inovadora de estudos, a Deutsche Post DHL pretende envolver outras pessoas num diálogo sobre questões centrais que irão moldar o mundo nas próximas décadas. "Como fornecedor líder nesta indústria global fundamental, é parte da nossa responsabilidade explorar intensamente as questões sociais e os negócios que irão moldar o futuro", disse Frank Appel ao justificar esta série de estudos. A série começou em 2009 com uma análise das expectativas do cliente em 2020. Um ano depois, ele debruçou-se sobre outra tendência importante do futuro - a mudança para uma logística mais sustentável.

O ponto de partida deste estudo baseou-se numa metodologia de análise detalhada dos fatores-chave e da sua relação com as tendências que poderiam ser determinantes para o mundo nas próximas décadas. Ao contrário dos métodos convencionais de projeção e análise isolada, a técnica dos cenários aqui utilizada define as direções possíveis para onde poderiam levar os principais parâmetros e associa-os com os cenários. As direções possíveis foram discutidas e avaliadas exaustivamente. Com esta abordagem, foi possível identificar de forma sistemática e abrangente vários sentidos de desenvolvimento possíveis e diversas visões complexas do futuro para as próximas quatro décadas.

Cenário 1: “Economia selvagem - colapso iminente"

O mundo é caracterizado pelo materialismo e consumo de massa desenfreado. Este estilo de vida insustentável é alimentado pela exploração incessante dos recursos naturais e um grande desenvolvimento, situação que leva ao aumento da poluição e, inevitavelmente, a mudanças climáticas que provoca o aumento de desastres naturais em todo o mundo. Num mundo em crescimento tumultuoso, a procura por serviços de logística e transporte aumenta exponencialmente. Uma super rede de transporte global assegura a rapidez da circulação das mercadorias entre os centros de consumo. Com a aceleração das alterações climáticas, as cadeias de abastecimentos sofrem cada vez mais interrupções, causando o surgimento de novos desafios para as empresas de logística.

Cenário 2: "Eficiência das Megacidades"

As "megacidades" emergem como os centros de poder do mundo e o grande epicentro do crescimento sustentável Elas são simultaneamente as principais impulsionadoras e as beneficiárias da mudança de paradigma em direção a um crescimento mais "verde e ecológico". Para superar os desafios colocados pela expansão das estruturas urbanas, como sejam os congestionamentos e as emissões poluentes, as megalópoles tornaram-se campeãs da colaboração. A robótica revoluciona o mundo da produção e dos serviços. Os consumidores mudam os seus hábitos: os produtos passam a ser cada vez mais alugados em vez de adquiridos. Conceitos de tráfego altamente eficientes têm aliviado os congestionamentos. Uma super rede de transportadores globais, compreendendo camiões, barcos e aeronaves, bem com transportes espaciais, abriu importantes rotas comerciais entre as grandes Megacidades do mundo. O setor de logística é agora responsável pela gestão de logística das cidades, nos serviços públicos, aeroportos, hospitais e centros comerciais.

Cenário 3: "Estilo de Vida personalizadas"

Este cenário descreve um mundo onde a individualização e consumo personalizado são penetrantes. A fabricação personalizada de produtos e a sua reciclagem acelerada permitem a produção ecológica e promovem a sustentabilidade. Os consumidores têm a capacidade de criar, projetar e fabricar seus próprios produtos. O desenvolvimento das impressoras 3D são essenciais para esta realidade. Isto leva a um aumento do fluxo do comércio regional, apenas as matérias-primas e os dados continuam a circular no mundo. Os sistemas de personalização e de produção regional são complementados por redes de energia e infraestruturas descentralizadas. Para o sector da logística sobra apenas uma necessidade muito reduzida de transporte para longas distâncias de produtos prontos ou semi acabados devido à localização das cadeias de valor. Os fornecedores de serviços logísticos asseguram fisicamente toda a cadeia de valor. Estes gerem igualmente a transmissão do fluxo de dados criptografados de construção e design dos produtos para alimentar as impressoras 3D. O acesso a boas condições logísticas em termos regionais bem como uma forte rede local de alta qualidade serão fatores essenciais para o sucesso de uma organização descentralizada de produção.

Cenário 4: “O protecionismo paralisante”

Este cenário descreve um mundo onde o processo de globalização foi parado, devido a dificuldades económicas, ao nacionalismo exacerbado e ao surgimento de barreiras protecionistas. O desenvolvimento de novas tecnologias deixou de ser uma prioridade e foi deixado completamente para trás. Simultaneamente a falta generalizada de recursos eliminou a mentalidade descartável e levou à produção de produtos de duráveis. Os elevados preços da energia e a drástica escassez da oferta levam a conflitos internacionais para o controle dos recursos energéticos. O setor da logística é então confrontado com os desafios colocados pelo declínio no comércio mundial e a regionalização das cadeias de abastecimento que daí resultam. Os Estados passam a considerar a logística como uma indústria estratégica. Devido às relações tensas existentes entre os blocos que se vão formando e alguns países, os fornecedores de serviços logísticos localizados em países de blocos livres agem como intermediários de um comércio num mercado internacional.

Cenário 5: “Resiliência Global - Adaptação Local”

Este cenário descreve um mundo muito marcado por um alto nível de consumo e que é sustentado por uma produção automatizada de baixo custo. As alterações climáticas, aceleram e acabam por provocar catástrofes naturais frequentes. Estes desastres veem perturbar as cadeias de abastecimento e as estruturas de produção, provocando falhas repetidas de abastecimento. O novo paradigma económico aposta na transição para um estado onde se otimiza a eficiência, procurando simultaneamente reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resiliência. A transformação radical dos sistemas de produção redundantes e a preferência pelas cadeias de abastecimento regionais ao invés dos sistemas globais anteriores, criam condições à economia mundial global para melhor resistir à adversidade. O mundo resiliente de 2050, cujas trocas de mercadorias foram regionalizados, tem por base uma atividade logística onde a segurança do abastecimento é a prioridade absoluta. As infraestruturas sólidas garantem transportes fiáveis, mesmo nos períodos mais instáveis e perigosos. Para substituir os complexos processos de entregas just-in-time, grandes áreas de armazenamento, considerados infraestruturas indispensáveis ficam localizadas próximas das instalações do fabricante e são.

Fonte - DHL

terça-feira, agosto 28, 2012

A OBSESSÃO PELO MELHOR

-
LEILA FERREIRA
Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor". Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor". Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.  Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.  Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?  Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?  E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"? Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?  O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos. A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito. O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos". As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à chance de estar perto de quem amo...  O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
"Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos." (Shakespeare)
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Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em comunicação em Londres. Apesar disso, optou por viver uma vidinha mais simples, em Belo Horizonte.