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domingo, julho 13, 2014

A ILUSÃO DO CONTROLE REMOTO

ABRAHAM SHAPIRO


Você pega o controle remoto, mira para a tela e clica. Então vive a falsa sensação de "estar controlando" algo. Porém, o que não atina é que, tão logo aparece a imagem e se detém nela, você é quem está sendo controlado, e não o que parecia até então.
Quer uma prova?
Um certo programa diz que na Grécia há uma cidade onde as pessoas vivem, em média, mais de 80 anos. Numa das cenas, aparece um velhinho de 95 anos servindo ovos fritos em azeite de oliva e salada de tomates com cebolas navegando em azeite à repórter. No dia seguinte, este passa a ser o cardápio de milhões de telespectadores que acreditaram ser isto o grande segredo da longevidade daquele ancião.
Pergunto: - "O que terá sido? O tomate? A cebola? O azeite? Ou os ovos?"
Médicos não sabem. Ninguém sabe.
Chato ou triste, no entanto, é imaginar que uma empresa fabrica ou distribui azeite, que produz  tomates, cebolas ou ovos pagou muito para aquele canal de tevê produzir um programa "inocente" que mostra uma coisa, mas alimenta outra na mente de quem o sintoniza.
Gente inteligente não se deixa levar por balelas e nem se faz massa de manobra de ninguém.
Faça a sua opção de vida.... e se você não souber selecionar os programas que irão somar, de fato, informações consistentes e úteis a sua cultura, tenha ao menos um pouco de coragem e iniciativa e desligue a tevê agora mesmo!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

A QUEDA DO UOL NA BOLSA

ABRAHAM SHAPIRO
Semana passada,  tive conhecimento da situação do desempenho do UOL na bolsa de valores de S. Paulo. Abriram o capital em 2005. Desde então, as ações da empresa teimaram em não andar para frente, passando a maior parte do tempo abaixo do preço do dia da abertura de capital. Em julho de 2011, a empresa controladora do UOL, Folhapar, lançou uma oferta para comprar todas as ações em circulação no mercado, e comprou.  Em janeiro último, a empresa fechou seu capital dando adeus à Bovespa sem chuva de papel picado e sem os grandes sorrisos que os fundadores estampavam na data da abertura. A matéria está na revista Exame de 08/fevereiro último.
Causou-me espanto uma das razões do malfadado projeto daquela que é considerada a maior empresa de Internet do Brasil.  Sabe do que estou falando? Então ouça isto.  Segundo a revista EXAME, o UOL não soube comunicar ao mercado as mudanças que promoveu em seus negócios.  Sem boa comunicação com os investidores, estes não compravam suas ações.
Vamos congelar a cena por um instante! O UOL não conseguiu comunicar? Mas o que é UOL? É o maior portal de conteúdo da América Latina... um dos maiores do mundo. É um portal de ... comunicação. Como é possível eles terem perdido tanto dinheiro por não saber comunicar?
E quanto a nós – você e eu? Estamos nos comunicando com os nossos clientes? E eles nos escolhem?  Ou preferem a concorrência? O que temos dito como elementos para que eles decidam por nós?
Você faz propaganda? O que você comunica nelas?
Cuide disso. Procure profissionais. Só não pense que você sabe o que fazer ou dizer. Não. Você não sabe. Olhe para o UOL. Por problemas de comunicação o UOL não prosperou na bolsa. Se uma empresa que se propõe a ser um portal de conteúdo não soube abordar seus clientes de modo eficaz, como não ficarão nossas empresas se acreditarmos que nós mesmos damos conta desse recado?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, setembro 26, 2011

PODER CORROMPE SE NÃO VIER JUNTO COM STATUS E RESPEITO, DIZ PESQUISA


Letícia Arcoverde 

SÃO PAULO - Pessoas em cargos que combinam poder e baixo status estão mais suscetíveis a criar situações ou participar de atividades que diminuam seus subordinados. A conclusão é de uma pesquisa americana realizada pela Universidade da Carolina do Sul em parceria com Stanford e a Escola de Administração Kellogg que estudou a relação entre poder e status em situações de hierarquia.

Na pesquisa, estudantes foram divididos em cargos com status mais elevado do que outros, como o de “produtor de ideias” e o de “trabalhador”, e receberam o poder de escolher uma tarefa para seus colegas de uma lista de dez opções. O estudo mostrou que os estudantes que possuíam uma posição de menos status acabavam escolhendo tarefas mais degradantes para seus subordinados (um exemplo era “latir como um cachorro três vezes”) do que os que tinham a combinação de status e poder.

De acordo com os autores do estudo, esse tipo de dinâmica pode se manifestar em diversos lugares, inclusive no ambiente corporativo – onde um funcionário de média gerência pode sentir que possui poder e responsabilidade, mas não o status e o respeito de um cargo maior, por exemplo. Para eles, a melhor maneira de evitar que o poder “corrompa” é deixar claro que todos os indivíduos são respeitados e valorizados e que possuem oportunidade de crescer e serem recompensados pelo seu trabalho.
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Letícia Arcoverde, do Valor Online

domingo, setembro 25, 2011

PÔNEIS MALDITOS - PROPAGANDA DA NISSAN

Os pôneis mais famosos da atualidade deverão ser investigados. Nada contra os bichinhos, mas a campanha publicitária da Nissan recebeu 30 reclamações em todo o país.

Veja a propaganda clicando AQUI

O Conar – Conselho Nacional de Propaganda e Marketing – vai investigar o conteúdo do vídeo por fazer associação de figuras infantis com a palavra “malditos”.

A campanha é uma sátira em relação à potência dos motores das picapes concorrentes, comparadas aos pôneis. Então, no final do vídeo aparece a maldição: “É o seguinte, se você não passar esse vídeo agora para 10 pessoas, você vai sofrer a maldição do pônei: você vai ficar o resto da vida com essa música na cabeça”.

A campanha da Nissan mais uma vez virou sucesso na internet, ficando no topo dos trending topics do Twitter por dois dias inteiros e mais de 5 milhões de visualizações no You Tube. O termo ‘pôneis malditos’ alcançou rapidamente as primeiras posições em buscas na internet.

sábado, abril 23, 2011

RETENÇÃO DE TALENTOS: MICROSOFT DÁ AUMENTO GERAL DE SALÁRIOS

Empresa investe na retenção de talentos 

DO "FINANCIAL TIMES" 

Os 90 mil funcionários da Microsoft receberão um aumento geral de salários, na mais recente escalada da guerra pelo talento que vem sendo travada entre as companhias de tecnologia. 

Os aumentos, anunciados na quinta em e-mail do presidente-executivo Steve Ballmer aos funcionários, beneficiarão especialmente os engenheiros de software no início de carreira e os funcionários de escalão médio cujos conhecimentos tenham forte procura no mercado. 

A decisão surgiu depois do aumento de 10% que o Google deu aos funcionários em 2010. A Microsoft também seguiu o exemplo do Google ao decidir pagar proporção maior dos salários em dinheiro, e não em ações. 

A batalha para atrair e reter talentos se tornou intensa no Vale do Silício e outros mercados que viram rápido crescimento de suas empresas de internet e software, especialmente China e Índia. 

Os maiores aumentos de salário da Microsoft serão concedidos em mercados como esses, ainda que a empresa não tenha especificado as porcentagens planejadas. 

APAGÃO DA MÃO DE OBRA: CONSTRUTORA RECORRE A ALBERGUE

FOLHA DE SÃO PAULO - 23/04/2011

A falta de mão de obra na construção civil leva as empresas a procurar operários em albergues noturnos e centros de migrantes, frequentados, principalmente, por moradores de rua.

Com a escassez de trabalhadores, cerca de 20 empresas já procuraram a Cetrem (Central de Triagem e Encaminhamento ao Migrante) de Ribeirão Preto. Em São José do Rio Preto, vem acontecendo o mesmo.

O empresário Denis da Silva Gonçalves, que terceiriza mão de obra para construtoras, afirma que 60% dos 150 funcionários de sua empresa são recrutados nesses locais.

Ana Luiza Gouveia, assistente social do Cetrem, disse que 90% das pessoas que chegam ao alojamento são encaminhadas para a construção civil.

O diretor da regional de Ribeirão do Sinduscon-SP (sindicado das construtoras), José Batista Ferreira, afirma que o setor é o único capaz de contratar mão de obra não qualificada, por isso faz recrutamento em albergues.

O servente de pedreiro Jaílson de Castro, 20, veio de Uberlândia (MG) para Ribeirão Preto para tentar um trabalho na construção civil e foi recrutado no próprio albergue.

Em São José do Rio Preto, a psicóloga Soraia Sanches, da Fundação Riopretense de Assistência Social, conta que uma construtora procurou o albergue da entidade e selecionou dez pessoas.

quinta-feira, março 17, 2011

IPEA AVALIA "APAGÃO" DA MÃO DE OBRA NO BRASIL



Publicação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – o Boletim Radar No 12 - lançado nesta terça-feira (15), em Brasília, avalia o “apagão” de mão de obra no Brasil nesse período de crescimento econômico e aponta as soluções para o problema. O estudo toma como base a demanda por engenheiros e profissionais afins no mercado de trabalho e a projeção da oferta desses profissionais em 2020 porque a carência nessa área é tida como “muito crítica”.

A pesquisa utilizou como termômetro para medir a escassez de engenheiros e profissionais afins os salários e a taxa de desemprego entre os profissionais. O indicador “salários relativos” mostra uma tendência ascendente em muitos setores, o que apontaria para cenários de escassez.

Segundo a publicação, os problemas de escassez de mão de obra especializada podem ser resolvidos via ajuste salarial e mobilidade espacial da força de trabalho. Quando o problema extrapola regiões e setores econômicos específicos do país e se torna generalizado, é necessário pensar em dois conjuntos de iniciativa, cada um deles para diferentes horizontes de tempo.

No curto e no médio prazos, a solução passa por maior investimento das firmas em qualificação e em especialização da força de trabalho entrante no mercado e retenção de profissionais com maior experiência. Também são sugeridas medidas no sentido de atrair e requalificar os profissionais que tenham saído do mercado ou se deslocado para outras funções, além da redução das barreiras do mercado à entrada de profissionais estrangeiros.

Os economistas alertam que qualquer dessas medidas deverão trazer custos adicionais aos contratantes. E acrescem que, a longo prazo, para que eventuais cenários de escassez não sejam prolongados, as medidas devem ser de contínuos investimentos na educação, tanto básica quanto profissional e superior, mais na qualidade do que na quantidade.

Em cinco artigos, o Radar nº 12 aborda, além dos possíveis gargalos e as soluções para o mercado de trabalho brasileiro, avaliam o impacto da qualidade do ensino básico na formação profissional e a formação de pessoal técnico-científico.

Preocupação crescente

A escassez de mão de obra qualificada faz parte dos debates públicos atuais do governo, empresas e academia, preocupados se o problema pode comprometer o atual ciclo de desenvolvimento do país. “A questão é saber se as demandas por qualificação estão aumentando com mais rapidez do que a capacidade de qualificar trabalhadores, Ou seria a oferta que falha?”, provocam os estudiosos.

Eles mesmo demonstraram preocupações com o problema, tema de estudos do Ipea há alguns meses. “Foram movidas, num primeiro momento, pelo rápido crescimento dos níveis de emprego anteriores à crise de 2008, ao mesmo tempo em que as expectativas em relação à descoberta de petróleo do pré-sal se traduziam em dramáticos aumentos dos requerimentos de pessoal altamente qualificado para o setor’, dizem, explicando as motivações.

A retomada do crescimento econômico do país trouxe novas elevações nos níveis de ocupação e também aumentos nos salários, e queixas de que estariam rareando candidatos habilitados aos empregos oferecidos. O país chegava ao que jamais experimentara no passado: o pleno emprego, um considerável encolhimento da informalidade e vários segmentos insatisfeitos com os níveis de competências dos recém-empregados.

Ensino e formação

Para avaliar a situação da qualidade do ensino básico na formação profissional e a formação de pessoal técnico-científico, os estudiosos consideram o desempenho cognitivo dos estudantes, que se requer elevado para eles terem acesso aos cursos nas engenharias, e as estruturas do ensino superior, que constituem o nicho em que se processa a formação dos graduados em engenharias.

O estudo também considerou as características da trajetória da formação desses profissionais, e como elas se projetam, para o futuro próximo, a oferta de engenheiros; noutro, a evolução do emprego de engenheiros em vários setores e como ele poderá se dimensionar adiante, em diferentes cenários de crescimento econômico.

O resultado dessas pesquisas, segundo técnicos do Ipea, dará suporte à continuidade do debate público sobre o problema, o que inclui o exame de eventuais alternativas de políticas públicas por ele exigidas.

De Brasília
Márcia Xavier

domingo, fevereiro 27, 2011

RESTAURANTE É NEGÓCIO, E NÃO A SALA DE JANTAR DE CASA

JOSIMAR MELO
COLUNISTA DA FOLHA

Todo tipo de negócio tem as suas especificidades e as suas vicissitudes. Mas, quando se trata de restaurantes, acho que a coisa é ainda mais peculiar, o que pode explicar essa incrível taxa de fracassos.

A maioria das empresas, pequenas ou grandes, abre porque há um empreendedor disposto a ganhar dinheiro (não perder), e por isso costuma ser alguém que conhece o ramo, tem experiência e se cerca de profissionais capacitados.

Com restaurantes, nem sempre é assim. Muitos que debutam na área investem seu dinheiro pensando em coisas de outra ordem -o glamour da empreitada, a suposta diversão de poder receber amigos, além da deliciosa possibilidade de ter cozinha profissional para exercitar seu hobby: cozinhar.

É bacana abrir um negócio por paixão. O problema é quando a pessoa esquece que é um negócio, que ali não será a acolhedora sala de jantar de sua casa, mas, sim, uma empresa complicadíssima, com todos os problemas de qualquer empreendimento (obras, fluxo de caixa, impostos, pessoal, público), sendo que não há um diretor (financeiro, RH, corporativo etc.) para cada área.

Ou seja, como pequena empresa, é o coitado que terá que se encarregar de tudo: administrar o dinheiro, driblar os impostos, demitir o gerente que está roubando (depois enfrentá-lo na Justiça do Trabalho), sorrir para o cliente idiota que quer o peito de pato beeeem passado... e ainda criar, cozinhar, servir com alegria suas iguarias!

Claro que esses estabelecimentos não prosperam, tornam-se um martírio para o dono novato e fecham logo.

Para engordar ainda mais a estatística dos fechamentos, há outro tipo de estabelecimento. São aqueles mistos de restaurante, bar e lounge em geral abertos por playboys endinheirados já com a intenção de fechar logo.

A ideia é que durem apenas um ano ou uma temporada, bombem, vendam champanhe a preços estratosféricos (o público acha bom, porque assim "pobre não entra") e basta. Nesse curto período, o dono embolsa grana, no momento em que a casa é novidade cheia de mauricinhos; e em seguida a fecha ou passa adiante. É uma morte anunciada.

São características próprias, bem particulares, do negócio restaurante. E que não devem existir em muitas outras áreas.

Você imagina, por exemplo, alguém abrir um posto de gasolina, uma oficina mecânica, uma loja de roupas, uma escola de línguas, um cabeleireiro, um supermercado porque acha glamouroso, bacana para receber amigos? Ou com o intuito de tocar por um ano e depois jogar no lixo?

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70% DOS RESTAURANTES DE SP NÃO SOBREVIVEM AO 2o ANO

Taxa de fracasso é quase o dobro da média das empresas do Estado, de 37%. Tributação, alto valor do aluguel e dificuldade para encontrar mão de obra são alguns dos obstáculos apontados.

CAROLINA MATOS
FOLHA DE SÃO PAULO - 27/02/2011

Em programas de TV que incluem "reality shows" com títulos nada amigáveis -como o "Hell's Kitchen" (cozinha do inferno, em inglês), com o chef britânico Gordon Ramsay-, cozinheiros se tornam celebridades.

Mas nem sempre o dia a dia de um chef tem tanto glamour. Particularmente em São Paulo, onde 70% dos restaurantes não sobrevivem ao segundo ano de vida, de acordo com a Abrasel-SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

A taxa de fracassos, uma média estadual, é quase o dobro da observada para empresas paulistas em geral, diz o Sebrae-SP: 37%.

Acertar na contratação da equipe, encontrar um endereço com preço acessível em meio ao boom imobiliário e segurar as contas enquanto o retorno do investimento não vem são alguns dos desafios.

O preço médio de locação do metro quadrado de imóveis comerciais com perfil de restaurante nos bairros mais nobres da capital paulista está em R$ 73 por mês, segundo dados da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais. No Rio, sai por R$ 66.

TRIBUTOS

"A carga tributária também é altíssima", diz Ricardo Bartoli de Angelo, presidente da Abrasel. "Um restaurante que fatura R$ 100 mil por mês tem de pagar R$ 10 mil de Simples Nacional [sistema tributário simplificado]."

Angelo diz ainda que encontrar mão de obra qualificada em São Paulo está cada vez mais caro e difícil, "de auxiliar de cozinha a faxineiro".

André Mifano, 33, dono do Vito, de culinária italiana, que o diga. A casa foi inaugurada há dois anos e meio na Vila Beatriz. "Com a nossa rotina, passando até 18 horas na cozinha, é complicado achar mão de obra", diz.

"Muita gente tem uma visão glamourizada da profissão de chef. O trabalho é pesado e é preciso manter o padrão dos pratos."

O Vito serve 1.600 pratos ao mês, em média. O investimento inicial no empreendimento, R$ 300 mil, ainda não foi totalmente recuperado.

CONCORRÊNCIA

A concorrência também pode assustar os empresários de primeira viagem.

De acordo com a Abrasel, a capital paulista tem 12,5 mil restaurantes. Com tantas possibilidades para os consumidores, a cidade fatura, só com gastronomia, cerca de R$ 400 milhões por mês.

Felipe Ribenboim, 28, e Gabriel Broide, 29, chefs e sócios do Dois Cozinha Contemporânea, dizem não se intimidar com a concorrência. A casa foi aberta há dois anos em Pinheiros.

"Temos nossa proposta de trabalho, algo mais autoral", diz Ribenboim.

E uma das estratégias dos sócios é manter o restaurante perto do tamanho atual, com 44 lugares e servindo cerca de 1.100 refeições por mês.

"Queremos seguir participando de tudo de forma próxima", diz Broide.

Manter o controle do empreendimento foi uma das receitas de Henrique Fogaça, 36, para chegar, neste ano, ao sexto aniversário do Sal Gastronomia, em Higienópolis, que passou por uma expansão de 12 para 55 lugares.

O investimento inicial de R$ 50 mil foi recuperado em dois anos, quando o restaurante ainda era menor. E o mesmo tempo se passou para o retorno dos R$ 200 mil aplicados na ampliação da casa, feita em 2007.

"Se tenho algum conselho, é começar devagar, para dar conta de tudo", diz Fogaça, numa mesa do salão, enquanto chegam os primeiros clientes para o almoço.

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