Mostrando postagens com marcador Inovação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inovação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, dezembro 01, 2014

INOVAÇÃO: CONCEITO ANTIGO

ABRAHAM SHAPIRO


PUBLICADO NA FOLHA DE LONDRINA EM 01 DE DEZEMBRO DE 2012 - Eu quero inovar. Tenho desejo disso. Não por ser a onda do momento.
Falam tanto em inovação. E faz-nos crer que é moda. Mas não. “Novo coração”, “novo cântico”, “vida nova” são propostas da Bíblia.  Os cabalistas dizem que o Criador renova tudo, todos os dias.
Chamada na 1a. página
da edição de hoje da
Folha de Londrina
A verdade é que o espetáculo da inovação impressiona; aguça o desejo. Eu procuro inovar modos, trabalho e, sempre, o meu jeito de abordar pessoas e clientes ou de provocá-los a ver tudo de modo novo.
Esta é a coluna de número 200 que escrevo na Folha de Londrina.  Na minha visão, tive duzentas oportunidades de comunicar conceitos, experiências, inspirações e até frustrações pessoais.
Duzentas colunas no melhor jornal do estado do Paraná! É uma conquista! 
Permita-me, querido leitor ou leitora, declarar quão sério foi desenvolver este trabalho. Estudei, observei, busquei conhecer necessidades e até a satisfação dos leitores a fim de produzir algo útil, e não só uma série de textos óbvios.
Eu quis inovar. Esforcei-me para ser interessante e lido. Mas inovar textos envolve muito mais que desenho, cores e outros atributos.
Ter uma missão pode ser um aspecto desta inovação. Quer saber? A missão da coluna Abraham Shapiro, das segundas-feiras, na Folha de Londrina é: “Ser uma coluna de aconselhamento, comentários e orientações que supra a necessidade de empreendedores, colaboradores de empresas, profissionais carentes de autodesenvolvimento e de pessoas que persigam o entendimento sobre a vida e de seu papel neste mundo”.
Eu escrevo para gente cujo foco da vida está em ser, e não em ter, apenas. É para você! Sabe como sei?  Se você chegou até aqui, foi por enquadrar-se em uma das características descritas na nossa missão.
E após duzentos textos desta coluna, você ganhou o direito de sugerir alguma ideia com que eu possa inovar mais. Deixe-me saber o que é. Escreva um e-mail para  shapiro@shapiro.com.br
Pela leitura, pela paciência e também pelo carinho: MUITO OBRIGADO. Eu preciso de você!
______________________ 


Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

sexta-feira, setembro 05, 2014

INOVAR x INVENTAR - CONHEÇA A S.I.T. - SYSTEMATIC INOVATIVE THINKING

ABRAHAM SHAPIRO


Uma confusão comum de conceitos ocorre com INOVAR e INVENTAR. Parece que as duas concepções andam obrigatoriamente juntas. Mas não. Elas são diferentes na definição e aplicam-se de modo diferente na prática.
Vamos entender.
Inventar é gerar uma ideia, criar um conceito novo ou uma solução, algo que traz um benefício coletivo e que se identifica pela conquista de um objetivo. Um exemplo? A roda.  O intuito do inventor a roda – mesmo que jamais tenha ganhado o Prêmio Nobel – foi facilitar às pessoas irem a lugares mais distantes e transportar coisas com menos esforço.
Inovar é diferente.  É mudar ou alterar algo pela introdução – ou retirada – de um ou mais elementos cujo resultado final seja um diferencial positivo. É, dizendo de modo simples, a busca por aumentar a eficiência e eficácia de um produto, serviço ou processo. Um bom exemplo de inovação é a transformação das antigas máquinas fotográficas. Elas precisavam de muito espaço para ser manuseadas. Hoje, são pequenos equipamentos portáteis e de fácil utilização.
Inovação é, hoje, uma palavra de ordem na vida corporativa. As razões são muitas. Destaque para aumento da eficiência com redução de custos. O que se deseja é a melhoria nos índices de competitividade.  Isto se consegue em termos de:
  • Produtos e serviços: por desenvolvimento e comercialização de novas propostas, design ou conceito,
  • Processos:  pelo desenvolvimento de novos meios de fabricação ou de novas formas de prestação de serviços,
  • Negócios: através de alternativas que forneçam vantagem competitiva e sustentável,
  • Gestão: pelo desenvolvimento de novas estruturas de poder e liderança.
Finalmente, criatividade e inovação, sim, são indissociáveis, mesmo não sendo sinônimas.
Se você lê em inglês ou espanhol e precisa de visões práticas sobre inovação de modo definitivo para os seus negócios, conheça a empresa que mais resultados tem obtido  em promover inovação -  uma das mais conceituadas na área. É a S. I. T – Systematic Inventive Thinking,  dedicada a ajudar  organizações a gerar novos valores, tornando seu potencial possível.
As ações da S.I.T. têm solucionado problemas de grande complexidade em corporações de todos os continentes, incluindo o Brasil e países da América do Sul.

Conheça a S.I.T. através do site abaixo e alinhe-se com o que há de mais moderno e eficaz no conceito de inovação corporativa.

S. I. T – Systematic Inventive Thinking  

Link de acesso:  www.sitsite.com

______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, setembro 03, 2014

INVENÇÃO x INOVAÇÃO - DIFERENÇAS CONCEITUAIS

ABRAHAM SHAPIRO


Uma confusão comum de conceitos ocorre com INOVAR e INVENTAR. Parece que as duas concepções andam obrigatoriamente juntas. Mas não. Elas são diferentes na definição e aplicam-se de modo diferente na prática.
Vamos entender.
Inventar é gerar uma ideia, criar um conceito novo ou uma solução, algo que traz um benefício coletivo e que se identifica pela conquista de um objetivo. Um exemplo? A roda.  O intuito do inventor a roda – mesmo que jamais tenha ganhado o Prêmio Nobel – foi facilitar às pessoas irem a lugares mais distantes e transportar coisas com menos esforço.
Inovar é diferente.  É mudar ou alterar algo pela introdução – ou retirada – de um ou mais elementos cujo resultado final seja um diferencial positivo. É, dizendo de modo simples, a busca por aumentar a eficiência e eficácia de um produto, serviço ou processo. Um bom exemplo de inovação é a transformação das antigas máquinas fotográficas. Elas precisavam de muito espaço para ser manuseadas. Hoje, são pequenos equipamentos portáteis e de fácil utilização.
Inovação é, hoje, uma palavra de ordem na vida corporativa. As razões são muitas. Destaque para aumento da eficiência com redução de custos. O que se deseja é a melhoria nos índices de competitividade.  Isto se consegue em termos de:
  • Produtos e serviços: por desenvolvimento e comercialização de novas propostas, design ou conceito,
  • Processos:  pelo desenvolvimento de novos meios de fabricação ou de novas formas de prestação de serviços,
  • Negócios: através de alternativas que forneçam vantagem competitiva e sustentável,
  • Gestão: pelo desenvolvimento de novas estruturas de poder e liderança.
Finalmente, criatividade e inovação, sim, são indissociáveis, mesmo não sendo sinônimas.
Se você lê em inglês ou espanhol e precisa de visões práticas sobre inovação de modo definitivo para a sua empresa, o link abaixo lhe dará a conhecer a conceituada proposta dessa área. Os resultados têm solucionado problemas de grande complexidade em corporações de todos os continentes. Trata-se da:

S. I. T – Systematic Inventive Thinking  

Link de acesso:  www.sitsite.com

______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, agosto 20, 2014

MUDANÇAS

ABRAHAM SHAPIRO

Quem percebe a diferença entre um dia e outro? A depender da estação, hoje o sol se porá um ou dois minutos mais cedo ou mais tarde que ontem. Dentro de algumas semanas o dia será mais comprido. Depois as noites é que serão mais longas.
Quem percebe o crescimento das unhas, dos fios da barba ou dos cabelos? A cada minuto eles crescem, mesmo que os nossos sentidos só o constatem após horas ou dias.
Apesar de tudo posto à nossa volta para ensinar uma gigantesca e monumental sabedoria, nós, humanos, impomos uma contradição tola à vida. E desastrosa também.  Quando se trata de comportamento, hábito, modo de vida ou competência pessoal, nós nutrimos expectativa de mudança radical e instantânea. Especialmente nos outros. Queremos teimosamente assistir a um espetáculo só comparável à água convertendo-se em vinho.
Ninguém muda assim! Aliás, nem deve, pois o risco de inconsistência e curto prazo de validade lhe inflige ruína.
Mudar é um processo difícil.
Tente responder: “A palavra mudança causa em você medo ou coragem?”
Nada se desenvolve sem mudanças. Quem não pode mudar de opinião não pode mudar nada. É incrível constatar que existem pessoas que esperam progredir sem que nada mude.
Mas é impossível! Você e eu precisamos mudar. É uma necessidade intrínseca. Além disso, a mudança é uma aliada da versatilidade, da flexibilidade e utilidade.
Quem nunca muda de ideia, nunca corrige seus erros.
Thomas Watson, o fundador da IBM, disse, certa vez: "Existe um mercado mundial para somente cinco computadores". Onde estaria a IBM, hoje, caso seu fundador não estivesse disposto a mudar de opinião?
Ao romper paradigmas e convenções de imediato surgem novas oportunidades. Justificar as próprias falhas e erros prova apenas que você não tem a intenção de abandoná-los.
Todo progresso deve-se àqueles que não se satisfazem em deixar tudo como está, deve-se  àqueles que não têm medo de mudar.
Guarde na melhor área das suas lembranças esta convicção: "A mudança não é uma inimiga; ela é  sua melhor parceira". Pense assim, e mais do que uma vida ajustada a seu tempo, você estará em estado de prontidão para o que der e vier.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, maio 14, 2014

NOVOS TEMPOS, NOVOS GRUPOS

ABRAHAM SHAPIRO

Hoje em dia, as pessoas são mais diferentes do que parecidas. Apesar disso, elas querem se conectar e procuram se unir de novas maneiras: formam vínculos por atitudes, crenças, estilos de vida e aspirações.  
Uma prova engraçada disso? É bem mais provável que você venha a construir amizades com pessoas que você ainda irá conhecer nas próximas férias do que com os seus vizinhos.
Estamos falando dos grupos ou comunidades do novo tempo. Eles se definem por uma paixão em comum: pessoas que apoiam as mesmas ideias políticas, que compartilham uma mesma fé religiosa, que gostam do mesmo tipo de música, que cuidam do mesmo tipo de animal doméstico ou que gostam de jardinagem como hobbie. Não são limitados por fatores geográficos, história de vida ou riqueza.  Motivam-se por valores, influências mais amplas e sonhos mais elevados. E você os verá formarem comunidades virtuais e físicas a fim de dividirem suas paixões.
O interessante é que serão fiéis uns aos outros. Eles têm foco em uma paixão e buscarão um meio para que seus integrantes se conectem. E já que os interesses são infindáveis e as conexões cada vez mais fáceis, não há limite para o número de grupos que se formam e se formarão de hoje em adiante.
Onde quero chegar?
Bem aí, nestas novas comunidades, estão os nichos de mercado que as empresas precisam entender, compreender e decidir como se alinhar para refletir em suas marcas, para atrair como clientes e atender.
E é preciso optar por algumas a fim de que o trabalho seja focado. O castigo a quem pretender agradar a todas é não conseguir ser especial a nenhuma delas, e a ninguém.
Então pense. Quais são os grupos a que seu negócio pode escolher atender? Há muitos. Quanto mais específica for a sua seleção, mais relevante a sua empresa será para estas pessoas, e mais intimamente você poderá se conectar a eles.
Só não continue fora do que esta revolução nas relações sociais significa para os negócios.
Que tal contratar um sociólogo para instruir o seu marketing ou auxiliar no planejamento de novos produtos e serviços?
Não é absurdo nenhum. Novos tempos, novas soluções. Novas descobertas, novas visões. E por trás de tudo: infinitas e desconhecidas oportunidades. O segredo está em “ter olhos para ver” e adaptar-se.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, maio 01, 2014

PARECIA SER UM GOLPE

ABRAHAM SHAPIRO

Por volta de 1880, um jornal de Nova York publicou um editorial, cumprimentando a polícia por ter prendido um homem que se ocupava em ludibriar a população. Eis o texto:
“Um homem com 45 anos foi preso na cidade por tentar extorquir dinheiro de pessoas ignorantes e supersticiosas. Ele exibia um aparelho que, segundo seu discurso, transmite a voz humana a qualquer distância, por meio de fios metálicos. Ele chama o instrumento de telefone. Qualquer pessoa bem informada sabe que é impossível transmitir a voz através de fios e que, se isso fosse possível, não teria quase nenhum valor prático”.
Alexander Graham Bell
Aquele homem era Alexander Graham Bell. 
Todos nós conhecemos muitos daqueles casos em que as pessoas continuam fazendo coisas de certa maneira, e não necessariamente do modo certo, só pelo fato de que “sempre fizeram assim”.
Há alguma coisa na natureza humana que nos causa um choque frente a ideias novas.
Não suportamos ver nossas crenças e preconceitos perturbados.
No entanto, para se usufruir das oportunidades da vida, é preciso abrir-se e ver as coisas desde ângulos diferentes, questionando o porquê das ideias.
Um jovem recém formado em administração, em visita a uma companhia com seu professor, faz um comentário:
- “É espantoso como esta empresa sobreviveu até agora com tamanha desorganização!”.
O professor, por sua vez, expressa sua visão de outra forma, e diz:
- “Já pensou como ela estaria hoje se fosse organizada? Avalie o potencial que está por trás disso!”.
Esta foi uma verdadeira aula de como observar sem depreciar!
Descobrir o novo no velho, o extraordinário no ordinário, e vislumbrar soluções que outros não percebem é fruto antes de tudo de ousadia e coragem. O fato incontestável e útil por trás disso é que, treinando nossa visão para que seja positiva, teremos desenvolvido a capacidade de avaliar os fatos de forma mais correta e de modo a produzir mais conforto pessoal.
Vale muito esforçar-se para conseguir tal competência.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, março 19, 2013

A RIQUEZA PELA CRIAÇÃO DE UMA NOVA CATEGORIA DE PRODUTO

ABRAHAM SHAPIRO


O mundo toma café há mais de 500 anos. Mas quem entrar numa cozinha moderna, verá que a bebida é preparada por um processo nada parecido com os métodos que os nossos pais usaram.
Na década de 1990 a Keurig, uma empresa americana, lançou a moda do uso do café em cartuchos de dose única. Empresas migraram na hora para a nova técnica. Já o uso doméstico começou só em 2004.  
As vendas decolaram. Hoje, os cartuchos, chamados K-Cups,  vêm em mais de 200 sabores e nos Estados Unidos custam cerca de US$ 0,50 cada um. É dez vezes mais do que o custo por xícara do café preparado por métodos tradicionais.  O consumidor paga mais pela rapidez e conveniência.
Em 2012 a Keurig vendeu mais de US$ 3,8 bilhões em cafeteiras e cartuchos nos EUA. Sua participação no giro total do mercado foi acima de 40%.
Qual o segredo da Keurig? Em marketing, quando você agrega algum atributo ou vantagem diferencial a um produto, você o posiciona de modo diferente frente ao consumo.
O lance inteligente da  Keurig foi uma nova vantagem. Ela jamais chegaria ao espetáculo de venda se tivesse optado pela “inovação incremental” –  que consistiria no aperfeiçoamento constante e gradual da ideia do café obtido pelo coador comum.  Nada disso.  Com uma proposta nova de café extraído através de uma máquina, em doses fixas, produzindo a mais saborosa e autêntica essência da bebida, a empresa faturou grande e alto.
As pesquisas comprovam: empresas que inventam uma nova categoria registram crescimento muito mais acelerado e recebem de investidores um valor de mercado bem maior do que empresas que se resumem a lançar inovações incrementais no mercado em que atuam.
Inovação é um ato de ousadia. Se os riscos forem assumidos com estratégia e planejamento calculados, boas e inteligentes inovações tornam-se meios rápidos de se conseguir o sucesso e os maiores resultados em qualquer mercado.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

O VÍCIO DA MUDANÇA

ABRAHAM SHAPIRO

“Todo vício é ruim”, diz o dicionário.
“Mudar é bom e necessário”. Isto já é uma pressuposição.
O mundo corporativo é, hoje, um ambiente "viciado" em mudanças. Isto consome recursos volumosos e, não raro, gera alto nível de estresse nas pessoas. O problema é que, antes mesmo da consolidação do programa atualmente em curso, novos programas são trazidos, louvados e implantados.
Uma pergunta insistente: "Estas mudanças conseguem resolver o que se propõem?"
Presidentes das 500 melhores e maiores empresas brasileiras confessaram que em grande parte dos casos não se atinge o resultado esperado.
Por quê?

Inúmeros programas de mudança buscam respostas prontas para questões ou situações superficiais ou mal formuladas - situações que requereriam longo tempo e energia num diagnóstico correto a fim de que se saiba onde pisar.
As empresas querem soluções rápidas para os problemas que elas acham que conhecem. Mas raramente param para refletir sobre a origem deles. Aí chegam muitos consultores ou escolas de negócios que desejam vender suas soluções. Todos embarcam nessa trama e, para completar, os dirigentes veem aí sua chance de "fazer barulho" e ocuparem o status de líderes verdadeiros.  Quem pensa na continuidade? Alguém diz algo sobre “plano de longo prazo”, que seja consistente e que mantenha o programa em andamento –  caso ele seja adequado? Nada se fala sobre isso.
Outra armadilha é "delegar" a gestão da mudança à área de recursos humanos. Mesmo com toda importância do RH em um contexto desses, ele não pode ser visto – e nem se ver –  como "dono" do processo.
Mudança na empresa é algo que depende, em primeira instância, da abertura e da disposição do time diretivo. E mais ainda: as pessoas precisam compreender as razões pelas quais é necessário mudar. Elas precisam querer mudar, adquirir novas competências e operar de modo diferente.
O que não obedecer a estes princípios será apenas um vício... e de acordo com o dicionário: todo vício é defeito ou imperfeição grave.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, novembro 19, 2012

O BIG DATA

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 19/11/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


Semana passada, atendi o Centro de Tecnologia do Itaú-Unibanco. Falei ao pessoal de Tecnologia de Informação sobre Gestão do Conhecimento – uma área de interesse crescente em empresas de todos os tamanhos.
O Banco Itaú é pioneiro no país no emprego da informação e da tecnologia na busca pela excelência organizacional e de serviços de ponta ao cliente.
Uma das minhas abordagens foi sobre o novo modelo de administração de dados, chamado Big Data.  Através dele é possível medir – e saber – muito mais sobre o negócio, e além disso converter tal conhecimento em decisões e resultados diretamente melhores.
Um bom exemplo é o varejo.  
Pense numa livraria física. Seu pessoal de vendas tem como saber quais livros vendem e quais não vendem. Se tiverem um programa de fidelidade, dá para saber até que cliente compra esse ou aquele livro. Só isso!
Imagine agora uma livraria virtual. O que é possível saber sobre os clientes que compram pela Internet? Ela pode monitorar não só o público que compra, mas também quais outros itens checa; como navega no site; até onde é influenciado por promoções e resenhas, pela forma como as páginas estão organizadas, semelhanças entre indivíduos e grupos, e mais, muito mais.
Esta livraria virtual criou algoritmos para prever que livro um certo cliente gostaria de ler  em seguida. O incrível é que estes algoritmos vão melhorando cada vez que o cliente aceita ou ignora uma recomendação.
Mas você deve estar pensando: “O que farei se não posso ter um sistema desse tipo?” Bem,  você tem um par de olhos? Um par de ouvidos? Funcionários que falam com clientes o tempo todo? Colecione informações partindo destas fontes. Registre-as em um caderno. Depois, analise cada uma. Veja quanto será  possível aproveitar. Clientes podem gerar ideias inovadoras para a empresa. Podem dar dicas sobre mudanças e adaptações a produtos e serviços.
Conheça o seu cliente. Saiba o que ele quer. Entenda do que ele gosta. Confie nele! Esta é a chave para um nível muito mais elevado de sucesso para os seus negócios... e para você.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, outubro 10, 2012

OS DESAFIOS DA SUA E DE QUALQUER EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO


Um comediante americano disse: “Não há nada mais burro que um homem que estudou tirado de perto daquilo que estudou”.
Eu já comentei antes que um sabichão não tem interesse algum em saber ou conhecer coisas. Ele apenas quer estar certo. Isto em si é um grande problema, pois, querer estar certo de antemão significa que não há pré-disposição pessoal para diálogo e desenvolvimento.
Um dos sérios desafios de motivar a inovação nas empresas é que geralmente pessoas inteligentes – assim como os sabichões –  estão mais interessadas em estar certas do que em fazer certo. Elas acreditam que são capazes de resolver todos os problemas do mundo. Essa crença generalizada pode frustrar seus esforços de inovação. E frustram.
Em uma análise objetiva, existem três tipos de desafios dentro das organizações. Os desafios simples, os complicados e os que estão dentro da área de conhecimento do pessoal.
Os desafios simples podem até ser resolvidos internamente. Mas alguém já pensou a respeito e o resolveu antes. Custará mais barato comprar a solução do que recriá-la.
Os desafios complicados podem permanecer insolúveis por anos. Mas há uma forma de resolvê-los. Em geral, para este tipo de desafio contrata-se um “fornecedor de soluções” que pode ser um instituto de pesquisa, uma empresa especializada ou uma universidade.
Já, os desafios que pertencem à sua área de conhecimento são do tipo “mamão com mel”. Os especialistas da sua empresa estão equipados para resolver. Coloque-os nisso!
Em resumo: é preciso ter visão prática e terceirizar os desafios simples e complexos. É isso que permite à sua equipe focar no que ela faz de melhor, ampliar sua habilidade de resolver problemas e desenvolver capacidades que irão diferenciar a sua empresa da concorrência.
Portanto, faça boa análise. Comprar soluções viáveis a fim de não tirar o seu pessoal do foco produtivo principal será uma atitude de líder com visão de negócio bem acima da média.
Eu sei que você pode pensar assim!
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, outubro 09, 2012

O LIMITE DOS ERROS

ABRAHAM SHAPIRO


Quem já assistiu a uma palestra de motivação decerto ouviu um daqueles caçadores de níqueis enaltecer a célebre citação de Thomas Edison sobre suas tentativas de encontrar um filamento adequado para sua lâmpada elétrica tornar-se comercialmente viável. Para quem não sabe ou deseja se lembrar, aqui vai.
E disse Edison: “Eu não fracassei 700 vezes. Não fracassei nenhuma vez. Provei com sucesso que essas 700 maneiras não funcionam. Quando tiver eliminado as maneiras que não funcionam, encontrarei aquela que funciona”.
Bravos! Uma linda frase. E que efeito fantástico ela exerce especialmente sobre quem erra em suas tentativas e está inclinado a desistir. “Não desista” – é o que ela ensina indiretamente. “Continue tentando e aprendendo com seus erros até acertar e aprender a fazer correto”.
Thomas Alva Edison
Dependendo da fonte, Edison teria experimentado não setecentos, mas mil ou 10 mil filamentos diferentes na busca por uma lâmpada melhor. O número, aqui, não importa. Motivadores – vagabundos ou sofisticados – continuam a citar a frase porque ela parece validar o processo de iteração* utilizado por tantas pessoas.
*Iteração é o processo de solução de um problema em que o resultado obtido na etapa atual, mesmo errado, é empregado na tentativa seguinte até que a resposta certa seja alcançada.
As pessoas acreditam que devem continuar experimentando e fracassando até encontrar a resposta que funciona. Acham que é possível aprender tanto com o fracasso quanto com o sucesso, o que, graças a D-us, é verdade!
Contudo, há um ponto importante a se considerar nesta análise. Cada uma das 700 tentativas de Edison lhe custou tempo e dinheiro.
Minhas perguntas são:
  1. Se ele tivesse encontrado a solução para o desafio da lâmpada na primeira tentativa, teria continuado a experimentar outras 699 maneiras que não funcionaram?
  2. Ele acrescentou algum valor através dos filamentos que não deram em nada?
E para a sua reflexão, eu questiono: “A sua empresa pode bancar 700 experiências malsucedidas?” 
Thomas Edison foi um grande inventor – desde menino eu soube disso. No entanto, eu suspeito que se ele ainda estivesse vivo, teria usado uma abordagem completamente diferente daquele para desenvolver um filamento durável.

A busca de uma resposta correta pelo caminho do erro e acerto tem um limite!
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, outubro 01, 2012

E NINGUÉM FALA NADA SOBRE CONSTRUIR PARADIGMAS?

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 01/10/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.

ABRAHAM SHAPIRO


Paradigma é uma palavra grega. O que significa? Qualquer padrão de atitude ou pensamento ao qual as pessoas se submetem e que pode produzir resultados bons ou maus. É isso!
Mas os paradigmas acabaram se tornando um paradigma. Curioso. É que o uso massivo e ignóbil desta palavra criou uma confusão no entendimento de muita gente a ponto de se acreditar que qualquer paradigma deva ser quebrado. E não é verdade.
Pensamentos ou atitudes viciadas - que produzem situações indesejáveis ou inúteis - são os paradigmas que precisam, sim, ser demolidos. Mas como tudo tem dois lados, existem os paradigmas bons. E estes devem ser construídos e mantidos.
Quem nos lembra disso é um grupo de estudiosos de um instituto italiano de pesquisas que após 21 anos na Europa abriu sua primeira filial no Brasil. É o Future Concept Lab, ou Laboratório de Conceitos Futuros.
Eles descobriram que “tendências” são passageiras e duram, no máximo, cinco anos. Já um paradigma pode quebrar regras pré-estabelecidas, influenciar a vida e os hábitos de gerações, chegando a durar em média 20 anos. Vale mais um bom paradigma do que uma poderosa tendência.
Um exemplo. É um paradigma achar que fast food é sinônimo de comida não saudável. Isto pode não ser verdade e deve ser modificado, já que é possível encontrar comida rápida de excelente qualidade e valor alimentar.  
Já sustentabilidade é uma tendência atual. Por isso, a sociedade pode – e deve – abandonar a simples moda passageira e torná-la um paradigma. Como? Em vez de se produzir apenas produtos sustentáveis, é preciso expandir o conceito para todo o processo ou cadeia de sua produção.
Esta é a importância de se construir modelos de ação e pensamento sólidos.
Um ambiente corporativo que prospera terá suas pessoas se dedicando à construção de bons paradigmas e não à mera importação de tendências passageiras. É assim que se produz valor e perenidade.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, agosto 29, 2012

INOVAÇÕES SÃO COMO INVESTIMENTOS FINANCEIROS

ABRAHAM SHAPIRO

Sabe qual é o maior desafio de qualquer empresa – inclusive da sua? Descobrir quais desafios resolver. Como as organizações têm dinheiro e recursos limitados, é essencial priorizar.
Lembra da Blockbuster – rede norteamericana de aluguel de filmes? Apesar de estar constantemente inovando, nunca inovou naquilo que era mais necessário: seu modelo de negócio. Investiu muita energia, mas não chegou a lugar algum. Pediu concordata.
Se você é um investidor financeiro, sabe muito bem que colocar todo o seu dinheiro num tipo de poupança que dê 1% de rendimento ao mês pode ser seguro, mas seu investimento nunca irá crescer. Você terminará pobre.
Por outro lado, colocar todo o seu dinheiro em investimentos especulativos arriscados com enorme potencial de valorização é algo que representa ao mesmo tempo uma grande chance de desvalorização. Isto poderá levá-lo para a sarjeta.
Muitas empresas querem inovar. O mercado pede por inovações.  Mas um canal de inovações necessita de tanta administração quanto uma carteira de investimentos. E também de prioridades. Inovar por inovar é inócuo. É preciso saber que a coisa certa está sendo feita com o mínimo risco – porque sempre existem riscos.
A Xerox é uma empresa focada em inovações radicais. Implantou o seu Centro de Pesquisas de Palo Alto, na Califórnia. Mesmo assim, poucas vezes encontrou maneiras de colocar a grande parte de suas invenções no mercado. Sabe quem mais se beneficiou do trabalho duro da Xerox? A Aple, de Steve Jobs.
Vou repetir: inovação é algo que merece tanto cuidado quanto investimentos financeiros.
Por isso, não se arrisque demais, pois em matéria de inovações e várias outras atitudes na vida é preciso ter em mente que a diferença entre um canal de água e uma tubulação de esgoto é apenas o que passa dentro.
______________________ 

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, julho 26, 2012

NÃO OS MAIS FORTES, MAS OS QUE SE ADAPTAM



ABRAHAM SHAPIRO


Uma das obrigatoriedades do momento atual é que as empresas se adaptem ao surgimento de uma nova classe C no país. O valor de qualquer organização – e também de seus produtos e serviços – depende de sua adaptar a esta nova classe econômica.
Estamos falando de um novo mercado, formado por milhões de brasileiros. Sua grandeza? Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas diz que a proporção de miseráveis nas seis maiores regiões metropolitanas do país caiu de 35% para 25%, de abril de 2002 a abril de 2008. De lá para cá, isso mudou um pouco mais. Hoje, a classe média, que era 44% da população em 2002, chegou a 52%.
Segundo a FGV, os ganhos de renda dessa nova classe média são mais sólidos que em outros surtos de crescimento econômico no país, o que mostra que as oportunidades para empresas dispostas a explorar esse novo mercado podem ser duradouras. 
Olhando para isto, a multinacional de alimentos Nestlé  implantou um programa próprio para o atendimento às classes de baixa renda. Um dos motivos de sucesso da empresa foi a contratação do Instituto Fernand Braudel para desenvolver uma pesquisa de mercado que permitiu entender os hábitos de consumo dos menos favorecidos. A pesquisadora responsável pelo levantamento doi uma jovem de 22 anos, moradora em Capão Redondo, São Paulo.  Sendo popular e próxima dos moradores, ele deu as dicas ao Instituto daquilo que se transformou num grande projeto da multinacional.
A moça acabou contratada pela Nestlé, passando por várias áreas da companhia até desenvolver formas de alavancar as vendas e o marketing, em uma área estratégica conhecida como "Channel Category Sales Development".
A Nestlé se deu conta de que precisava de uma inteligência a mais para "fisgar" um mercado diferenciado e em expansão. Por meio desse estudo, tirou lições importantes:
1.       O consumidor mais pobre evita fazer compras diariamente, para não ter de gastar 40% do salário com condução até o supermercado.  
2.       Não dá muita importância para embalagens, mas valoriza a qualidade e a marca.
3.       Como gasta boa parte do dia indo para o trabalho ou voltando para casa, é natural que se alimente enquanto está em trânsito.
O resultado desse estudo foi o lançamento de toda uma linha de produtos em versões diferenciadas dentro de um sistema de venda direta aos consumidores.
Microdistribuidora da comunidade para
venda de Produtos Nestlé
O projeto, chamado “Nestlé Até Você” começou em 2006 na cidade de São Paulo, criando microdistribuidores em bairros carentes e recrutando mulheres das próprias comunidades para trabalhar com a venda de produtos Nestlé. Além de aumentar as rendas familiares destas regiões, o sistema leva a qualidade Nestlé de porta em porta.
Cada vendedora visita algumas vezes por semana o mesmo grupo de famílias. Também faz vendas avulsas nas ruas. Alguns dos produtos oferecidos nos carrinhos receberam versões criadas especialmente para este público, como leite em pó e café solúvel, vendidos em embalagens do tipo sachê, menores e mais baratas. A empresa desenvolveu também versões reduzidas de alguns de seus chocolates.
Para atender à chamada base da pirâmide, a Nestlé investiu no ano passado R$ 100 milhões na criação de uma fábrica em Feira de Santana, BA, a fim de vender produtos mais baratos no Norte e no Nordeste.
Hoje, a Nestlé tem mais uma iniciativa inédita: o primeiro supermercado flutuante para atender as populações ribeirinhas da Amazônia.
Barco "Nestlé Até Você a Bordo" 
Batizado de “Nestlé Até Você a Bordo”, o barco sai do porto de Belém e percorre 18 municípios que compõem a região da Ilha de Marajó até a cidade de Almeirim, na região do Baixo Amazonas. A embarcação permanece um dia em cada cidade. Trata-se de um serviço à população da Amazônia que tem os rios como ruas e avenidas.
A ideia é buscar o cliente onde ele está.
O barco oferece mais de 300 produtos Nestlé e uma estrutura completa com equipe de vendas, estoque e gerência de operação. Mais do que um supermercado flutuante, a Nestlé desenvolve um canal de incentivo à Nutrição, Saúde e Bem-Estar a comunidades remotas da Região Norte.
Para que seja reconhecido durante o trajeto, o Supermercado Flutuante tem a identidade visual da Nestlé e conta com acesso para pessoas com necessidades especiais e idosos. Onze pessoas, entre funcionários do supermercado e tripulantes, trabalham diretamente no barco de 27,5 metros de comprimento, que conta com três áreas de estoque, além do espaço da loja de 100 m².
A lição é clara. Sobrevivência não é algo reservado aos mais fortes, mas aos que se adaptam. A Nestlé é um grande e excelente exemplo.
______________________ 


Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, julho 25, 2012

PALAVRAS, MODISMOS E LOUCURAS



ABRAHAM SHAPIRO


“Ideias de ponta”. Coisas que viram manias na sociedade de tempo em tempo. O mundo corporativo também tem as suas. Difícil é entender como ou por que as pessoas se apegam a modismos de modo tão inquestionável e irracional.
A palavra de ordem do momento é: inovar.
Chegou-me a notícia de uma empresa que, em busca frenética por inovações, concedeu três horas livres diárias aos funcionários para pesquisarem na Internet e trazer propostas de novos projetos. Seis meses se passaram, e nada aconteceu. O pessoal só brincava de computador. Ninguém levou o objetivo a sério. Parece ter sido difícil para aqueles empregados – tanto quanto seria para mim – acreditar num patrão pirado que confia em histórias de revista. Agora ele é um “quase falido”.
Você talvez tenha ouvido falar no Teorema dos Macacos. Esse teorema matemático diz que se você puser um macaco digitando aleatoriamente em um teclado por um intervalo de tempo infinito, ele certamente irá acabar criando uma obra prima, como “Crime e Castigo”, de Dostoiévsky, por exemplo.
Absurdo? Mas a atitude daquele empresário tolo não difere muito do que reza o Teorema dos Macacos. Ele acreditou que bastava dar tempo suficiente para os empregados experimentarem e desenvolver novas ideias que eles acabariam encontrando a próxima grande inovação.
Não é assim que as coisas acontecem. Se você lê uma história da 3M ou da Microsoft numa coluna de revista, reproduzi-la não é tão simplório assim.
Inspirar-se através da leitura é sempre bom e recomendável. Mas daí a pensar que a estratégia da empresa X ou Y irá funcionar na sua organização é optar deliberadamente por enganar a si próprio. E se alguém chegou a este nível, é um dever questioná-lo se existe alguma vantagem em enganar um tonto.
______________________ 


Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, julho 18, 2012

QUANTO É 1 + 1 ?

Quer ouvir esta locução? CLIQUE AQUI E OUÇA

ABRAHAM SHAPIRO


Quanto é 1 + 1? As pessoas prudentes responderão com outra pergunta. Elas quererão saber do que estamos falando. 
Outras dirão:
- “Mas 1 + 1 é 2... simples assim!”
- “Nem sempre! Um litro de álcool mais um litro de água, formam uma mistura cujo volume final é menor que 2 litros”.
O meu rabino costumava dizer que 1 + 1, se D-us quiser, é igual a dois. Isto professa a crença em infinitas possibilidades nas situações em que a maioria das pessoas enxerga uma resposta única. Acontece que a vida não é tão precisa quanto a aritmética. E as empresas também não são.
Em assuntos organizacionais existe a forte tendência de se crer numa só resposta correta para cada questão. Mas eu afirmo com segurança plena que raramente há apenas uma resposta verdadeira, mesmo em eventos simples ou óbvios.
A vida e os negócios exigem exercício severo para se superar a convicção que o sistema  educacional nos impôs de que as respostas são certas ou erradas, em vez de melhores ou piores.
Vivemos achando que as nossas decisões têm de ser perfeitas! Será? Por que razão somos assim?  Medo do inferno? Temor de que todos descubram que não somos tão “bons” quanto desejamos que pensem?
Talvez esta seja a resposta à clássica pergunta que os empresários fazem sobre  o porquê de suas decisões não serem cumpridas por seus subordinados. As empresas, em geral, empregam um estilo de tomada de decisão de cima para baixo, proporcionando um leque muito estreito de alternativas, já que são geradas pelas ideias de alguns poucos, ou somente do patrão. Os subordinados farão o possível para que nada funcione.
Discuta ideias.  Todos podem ter respostas boas.  Mudança de cultura pode começar assim. Além do mais,  se você já é capaz de distinguir entre uma boa e uma má ideia, talvez é chegada a hora em que você mesmo já não precise tanto de ideias.
 ______________________ 


Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, março 06, 2012

INOVAÇÃO SOB UMA ÓTICA PRÁTICA

ABRAHAM SHAPIRO
Diariamente leio matérias que colocam a inovação no centro das soluções dos problemas atuais das organizações. Mas parece-me um conceito um tanto subjetivo.
Sob a ótica do marketing, inovação é um produto, processo ou serviço com um diferencial em relação a tudo o que está disponível no mercado.  Não é preciso ser uma mudança radical. Mas deve ser algo que incremente um novo conhecimento ao produto.
Uma pequena empresa pode inovar e superar titãs. A Universal Têxtil é um exemplo. Fabricante de fios e tecidos, pertence a um segmento que vive o que o marketing atual chama de “oceano vermelho”, ou seja, uma guerra de preços muito grande na luta por pequenos espaços de mercado.
Fundada há 54 anos, a Universal vivenciou um período de sucesso há mais de duas décadas, quando lançou o jeans stretch. Depois disso, nunca mais inovou.  Foi uma consultoria que os orientou a inovar.  A empresa contratou um diretor de pesquisa e desenvolvimento e após três anos de trabalho, lançou produtos interessantes.
A empresa acaba de lançar o fio com íons de prata, que combate bactérias.  O produto é ideal para confeccionar uniformes para a área hospitalar, militar e esportiva.  Outra criação foi o fio Total Eko, feito com resíduos de algodão e fibras de poliéster proveniente de garrafas PET. 
Diversas empresas estão abrindo concursos para soluções inovadoras.  Agora mesmo há um aberto por uma empresa de telefonia para o desenvolvimento de aplicativos de celular para a Copa do Mundo.
O que é preciso para a inovação? O primeiro quesito é: pessoas capacitadas para inovar. Gente plugada com o que acontece no mundo, que esteja pronta para transformar ideias em negócios.
Depois vêm os processos. Ter um canal ágil para transformar ideias em projetos para serem avaliados por quem decide.
Por último: ambiente. Ter um espaço físico descontraído para fazer bons brainstormings.  O ambiente no qual a empresa está inserida conta muito.  Ela deve se relacionar com universidades, centros de pesquisas e ter uma boa pesquisa de satisfação de clientes. 
Inovar não é opcional. É imperioso. Encaixa-se perfeitamente na fórmula: faça ou morra!
______________________ 


Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, fevereiro 07, 2012

FAMA & INTERNET

ABRAHAM SHAPIRO


A Internet é democrática. Ela pode impulsionar desde as pessoas que sonham com cinco minutos de fama até políticos, artistas, empresários,  você e a sua empresa, também. Por que não? Caiu na rede, a coisa se espalha. Todo mundo comenta.  Quem não quer isto? Foi o que aconteceu com a tal  “Luiza do Canadá”, Felipe Neto, Rebecca Black e o bebê risonho do comercial de um banco. E o que dizer dos  soldados das Forças de Defesa de Israel dançando a música de um sertanejo brasileiro?
Eles surgiram “do nada”.  Apenas postaram vídeos ou textos na internet, e a coisa pegou como fogo em grama seca.
Existem dicas que podem ajudar os que querem usar a rede em busca da fama. O caminho mais curto é apostar no bizarro, no estranho e no bom humor. Os hits, como o vídeo ‘Evolution of Dance’ partem disso. As pessoas tendem a compartilhar mais aquilo que consideram fora da linha normal de pensamento.
Deve-se apostar na inovação. O problema é que  parece difícil. Há uma tendência de se pensar que tudo já foi feito. Que não é possível criar coisas novas. Isto é mentira!
Tenha coragem. Mas também cuidado. Antes de sair por aí provocando gargalhadas nas pessoas, lembre-se de que seus atuais ou futuros chefes poderão ter acesso a esse mesmo conteúdo.
Cada pessoa é uma marca. Isto significa que é preciso pensar, pleanejar e calcular situações que não comprometam hoje e amanhã o modo  como se deseja ser visto.
Atualmente, todas as empresas que oferecem vagas pesquisam um pouco do candidato nas redes sociais. Por isso, não seja tonto de ir publicando tudo o que faz. 
Além do acesso ao perfil de futuros empregados, as empresas também têm muito a lucrar com a rede, desde que estejam preparadas para essa tarefa. O consumidor já descobriu que o poder está em suas mãos e a propagação de elogios ou críticas é instantâneo.  As marcas têm de ser mais reais, transparentes e próximas do seu público. É melhor, por exemplo, explicar que o produto não foi entregue por um problema com a logística do que passar por ridículo ao dar uma resposta que todos sabem ser falsa.
É importante contratar um consultoria para descobrir em qual das redes está o público que se quer atingir e como ele se comporta. Às vezes, uma rede favorece mais o tipo de indústria A e a outra, a B. O Twitter, por exemplo, é bastante útil para lidar com o humor e divulgar promoções. Já o Facebook, por ser mais completo, pode ser uma ferramenta no lançamento de produtos.
Agora, se a intenção for divulgar seus dons artísticos ou sua banda, esqueça a segmentação e tenha um perfil em todas as redes sociais. Os artistas têm de estar em todos os lugares e com uma atuação muito mais dinâmica. Isso vai ajudá-los a identificar o público.
E não adianta reclamar que não possui recursos. O grande benefício da internet é que ela rompeu as barreiras do custo e oferece de graça – ou quase de graça – tudo o que se imagina: de programas para edição de vídeos e fotos até ferramentas digitais para música que antes chegaram a  custar fortunas. Não há desculpa para trabalhos de baixa qualidade.
O que falta para você e sua empresa entrarem nessa?
______________________ 


Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sábado, janeiro 07, 2012

UM EXEMPLO DE INOVAÇÃO: PELE TIRADA EM CIRCUNCISÃO SALVA VISÃO DE BEBÊ ISRAELENSE SEM PÁLPEBRAS



Cirurgião utilizou a pele do prepúcio para reconstruir as pálpebras do bebê, que nasceu com defeito raro.

BBC - LONDRES

Um enxerto da pele do prepúcio no lugar das pálpebras, realizado no hospital Kaplan, próximo a Tel Aviv, em Israel, salvou a visão de um bebê que havia nascido com um grave defeito nos olhos e corria o risco de ficar cego.

A ideia foi do cirurgião Asher Milstein, especialista em ocuplástica, que decidiu realizar a operação exatamente oito dias após o nascimento do bebê, na data em que, segundo a tradição judaica, é feita a circuncisão em crianças do sexo masculino.

Como o bebê, que havia nascido sem pálpebras, é de familia religiosa, era importante respeitar a tradição.

Em entrevista à BBC Brasil, Milstein explicou que a pele do prepúcio tem textura e espessura 'idênticas' à pele das pálpebras e que ambas são as peles mais finas do corpo humano.

'A pele do prepúcio também é altamente adequada para esse tipo de operação, pois cresce de forma compatível ao crescimento do corpo', acrescentou o cirurgião.

O bebê, cujo nome não foi divulgado, nasceu no hospital Kaplan há cerca de 5 semanas.

Ideia inédita

A ausência de pálpebras, considerada um defeito raro, faz com que seja impossível fechar os olhos, provocando o ressecamento da córnea, que por sua vez leva à cegueira.

Milstein diz que, inicialmente, considerou a possibilidade de enxertar pele retirada da região que fica atrás das orelhas - técnica geralmente utilizada em casos semelhantes.

No entanto, o bebê também apresentou um problema na região do nariz e pode vir a necessitar daquela porção de pele e de cartilagem para uma cirurgia futura.

Por isso, o médico tomou a decisão inédita de utilizar a pele do prepúcio do próprio bebê, que seria retirada na circuncisão.

Milstein disse que consultou a literatura médica e encontrou apenas um precedente de utilização da pele do prepúcio para uma operação na região dos olhos, que ocorreu no Egito, há vários anos.
No Egito, que é um país muçulmano, a circuncisão também é praticada, mas, de acordo com a tradição islâmica, a intervenção pode ser feita até os 10 anos de idade.

Depois da operação, os olhos do bebê israelense ficaram fechados por três semanas. Após a retirada dos curativos, a equipe médica constatou que o bebê enxerga normalmente.

O médico afirmou que o sucesso da operação demonstra que a pele do prepúcio pode ser utilizada amplamente na área da cirurgia plástica, 'inclusive em casos de homens adultos'.

Segundo Milstein, a manutenção do prepúcio 'não é necessária' e em casos de ferimento, essa pele pode ser utilizada para cobrir áreas danificadas no corpo do próprio paciente.

'Devemos ter a mente aberta para ideias novas', disse.

quarta-feira, maio 18, 2011

A LENTIDÃO DE ACESSO AOS BENEFÍCIOS DA ERA DIGITAL

ABRAHAM SHAPIRO

Quem diria? Em plena Era Digital, o acesso das empresas aos recursos da Internet que revertem em boa reputação e à construção de marcas admiradas - o que, lógico, reverteria em receita para o negócio - está bem mais lento do que se acreditava há alguns anos.

Em tudo na vida, uma coisa é a crença. Outra é a prática. Talvez aí esteja o problema.

Fala-se em interatividade e vantagens das redes sociais, mas na hora de pôr a mão na massa e produzir pelo menos um site excitante, com conteúdo atraente e inovador, que fortaleça e consolide a marca e os produtos, os executivos só fazem bla bla bla.

Quantos sites estão hoje no mesmo patamar de três ou cinco anos atrás, estáticos? Pesquisa da ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing, de S. Paulo, descobriu que apenas 8% das empresas atingiram o patamar mais próximo das exigências de integração e interatividade necessárias para colherem os benefícios mínimos da era digital.

A pesquisa apontou ainda que a integração é bem mais complexa do que apenas juntar as plataformas online e offline, e exige a visão e experiência de profissionais da área.

A demonstração de como o discurso anda descolado da realidade se constata em casos como a história do consumidor que protestou contra o péssimo atendimento a que foi submetido pela Brastemp através do Twitter. O filme publicado no YouTube já tem quase 1 milhão de acessos. Os consumidores com voz ativa nas redes sociais têm mais poder do que se imagina.

Não adianta falar coisas maravilhosas se não se entrega aquilo que foi prometido.

Não adianta vender imagem de eficiência, se os funcionários estão insatisfeitos. Hoje é impossível esconder as crises internas. Aliás, já é passada a hora de maior dedicação à comunicação. E já não há sentido na antiga distinção entre relacionamento com público interno e externo. A gestão mais correta de marca tem de estar ancorada e alinhada nestas duas dimensões.

Por isso, comece a cuidar efetivamente das ferramentas de comunicação de sua empresa com o mundo. Contrate especialistas e planeje “o que” e “como” pretende comunicar, pois, ainda que você não tenha constatado, o mundo está de olho em você, bem dentro da sua empresa.
______________________

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473