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quinta-feira, dezembro 11, 2014

AS TRÊS SUPER-VISÕES DE WALT DISNEY

ABRAHAM SHAPIRO

No Brasil, a palavra usada para um lampejo de inteligência e clareza súbita na mente é “sacada”. O correto, porém, seria sacação.
Poucas pessoas têm sacações ao longo da vida. Walt Disney teve três. Três ideias fantásticas. Três visões que representaram extraordinária ruptura no tecido das regras pelas quais o mundo vivia até então.
Qualquer grande empreendedor teve como ponto de partida alguma sacação, ou sacada,  que vislumbrou por acidente. Em quase todos os casos, isto acontece apenas uma vez na vida.
Difícil é aguentar aqueles que, depois de terem sido bem-sucedidos uma vez, acham-se iluminados por uma inspiração etérea a ponto de ter novas sacações para qualquer direção em que olharem. Isto é ilusão. Uma das pouquíssimas exceções foi com Disney.
A primeira visão fenomenal de Walt Disney aconteceu ao perceber que o cinema mudaria o mundo do entretenimento. Tornou-se o pioneiro do desenho animado, chegando à perfeição já na década de 1930 com Branca de Neve e os Sete Anões. Sua empresa domina o mercado até hoje.
A segunda foi quando Disney anteviu que o carro mudaria o modo como a família buscava entretenimento. Começando, nos anos 50, com a Disneylândia da Califórnia,  ele passou a dominar a indústria de parques temáticos.
A terceira sacação de Disney foi ao vislumbrar que a televisão seria uma mídia diferente de todas as outras. Criou uma indústria que produziria um fluxo interminável de conteúdo para este mercado.
Acima de tudo, o maior exemplo deixado por Disney não está nos negócios. Diferentemente dos sortudos que têm uma sacação na hora certa, ele nunca se gloriou de suas visões e nem reputou-se como um gênio. Ele abraçou seus desafios, enfrentou obstáculos complexos, inimigos poderosos e, por esta atitude, sim, converteu-se num autêntico modelo de sucesso e liderança, num mundo em que quase todos medem o alcance das metas apenas por dinheiro e lucro.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, dezembro 04, 2014

UM DOS FABULOSOS SEGREDOS DO SUCESSO

ABRAHAM SHAPIRO

Umas das mais emblemáticas histórias da biografia do seo Samuel Klein, o homem que edificou as Casas Bahia começando com uma pequena charrete e falecido há poucos dias, conta que, certa ocasião, ele entrava em sua loja, em S. Caetano do Sul, quando avistou uma cliente conversando com a vendedora. Aproximou-se e entrou a conversa.
A cliente dizia que, apesar de ter-se interessado por uma máquina de lavar, não podia fazer negócio. Sua renda mensal já estava comprometida com as prestações de uma rede concorrente.
Seo Samuel pensou e, rapidamente, tomou uma atitude.
Pediu à cliente o carnê da concorrência, verificou o valor, tirou do bolso o dinheiro para quitação e deu-o à mulher. Então, orientou a vendedora para acrescentar o saldo do carnê ao valor da máquina de lavar e fazer um só financiamento nas condições possíveis para a cliente pagar. Aí ele olhou para a cliente e, perguntou: “Assim fica bom para a senhora?” Feliz pela especialidade com que foi tratada, ela respondeu que sim e, fechou o tão sonhado negócio.
Quando questionado por que agiu assim, seu Samuel respondeu: “Eu gosto de viver bem. Por isso, tenho que ajudar os outros a viverem bem”.
A memória do Sr Klein envolve méritos muito superiores a seus exemplos empresariais. Suas obras beneficentes são incalculáveis. Muito de seus lucros foram destinados a fazer o bem de um sem número de pessoas necessitadas.
Aproveitar a vida e auxiliar que outros também tenham privilégios – será este o segredo do sucesso? Parece simples. Mas talvez seja “simplicidade” a atitude que distingue os vencedores daqueles que, por mais dinheiro que tenham, não alcançam vitória em absolutamente nada do que fazem.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quarta-feira, dezembro 03, 2014

UM EXEMPLO A CONHECER E A SEGUIR

ABRAHAM SHAPIRO

Dias próximos passados, tivemos a triste notícia do falecimento do fundador da Casas Bahia, o Sr Samuel Klein, aos 91 anos, um querido amigo pessoal com quem aprendi muito da vida, de D-us e dos negócios.
De família Judia, sofreu barbaramente com a perseguição nazista.
Veio ao Brasil com cerca de 6 mil dólares com que comprou uma casa e uma carroça que veio junto com um cavalo e, mais importante, com uma lista com 200 fregueses do mascate que passou o negócio adiante.
Com esse princípio precário e sem falar português, seu Samuel começou a revender cobertores e toalhas aos nordestinos imigrantes que chegavam aos milhares ao ABC paulista para o trabalho na construção civil.  
Em 1957, com sua clientela inicial multiplicada por dez, Klein decidiu abrir “o primeiro loja”, como ele mesmo falava. Os fregueses, chamados de “baianos” pelos paulistas, deram o mote para o estabelecimento: Casa Bahia. Em breve teria de passar para o plural devido ao número crescente de lojas.
Nas décadas seguintes, as Casas Bahia se espalharam por onze Estados, num total de 550 lojas em que chegaram a trabalhar cerca de 35 mil pessoas.
Samuel tornou-se o rei do comércio varejista popular. A cadeia se expandiu graças, também, aos pesados investimentos em publicidade - algo em torno de 3% do faturamento – chegando a anunciar mais do que o governo federal.
Em 2009, com várias aquisições seguidas, as Casas Bahia, já então sob a gestão do primogênito do seu Samuel, venderam o controle da empresa para o Pão de Açúcar.
Samuel Klein gostava do mar. Desfrutava dele a bordo de um iate. Salvo essa extravagância, era um homem simples. Costumava trabalhar de sandálias franciscanas e camiseta polo. Por mais de cinco décadas teve dedicação total às Casas Bahia e é, sem dúvida alguma, um exemplo de quanto o foco nos negócios melhora demais as condições de se conseguir sucesso.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, outubro 02, 2014

INVERTA SEMPRE!

ABRAHAM SHAPIRO

No século XIX, os matemáticos não sabiam resolver equações integrais. E elas são importantíssimas na descrição de fenômenos científicos.
Carl Jacobi, um matemático Judeu-alemão, trilhou um caminho mais fácil do que o utilizado por seus colegas. A técnica de Jacobi consistiu em inverter a relação das variáveis da equação. Essa prática o impressionou tanto que o levou a enunciar um princípio:
“Inverta sempre. Inverter é o segredo do sucesso”.
Vá à livraria e veja quantos livros narram o sucesso de empresários e líderes. Os autores acreditam que as pessoas se inspiram e imitam os casos de sucesso.
Apliquemos aqui o princípio da inversão. Podemos chegar a resultados ótimos conhecendo casos de fracasso e aprendendo com eles o que “não se deve fazer” no caminho ao sucesso!
E se você é um investidor, estará melhor servido quando olhar os exemplos de pessoas e carteiras que faliram a fim de entender porque. Será mais eficaz do que as histórias de grandes conquistas. “O que errou?”, “Por que errou?” são as perguntas que, bem pesquisadas, desenvolverão a sua expertise.
Negócios produzem ganhos e perdas. Planejamento, análise e um pouco de sorte ajudam muito! Saber casos positivos anteriores é bom. Mas conhecer os negativos e não se contaminar, é ótimo.
A regra é clara: “Inverta sempre. Inverter é o segredo do sucesso”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, maio 16, 2014

O JOVEM ILETRADO QUE LARGOU A ENXADA

ABRAHAM SHAPIRO

Um jovem de 16 anos era obrigado a empunhar uma enxada todos os dias numa fazenda de café. Quatro anos antes, quando cursava o quarto ano primário, seu pai, um modesto lavrador, o tirou da escola para que o ajudasse na lavoura, junto de outros 12 irmãos.
O comportamento do pai – que bebia muito e era tido como mulherengo –   leva a fugir da fazenda da família. Chega a uma cidade desconhecida, e não tem para onde ir. Cansado, pega no sono ao relento, num banco de praça.
De madrugada, é acordado por um mendigo que lhe pede um trocado. Ele revira seus bolsos e encontra apenas uma moeda que a dá ao pobre homem. Então, pensa: “Parece mentira, mas existe gente que tem muito menos do que eu”.
Ainda sem rumo, entra num restaurante. O dono o olha, vê que tem as mãos calejadas e oferece algo para que ele coma.
- “Não”, ele responde. “Primeiro quero trabalhar. Depois aceito o prato de comida”.
Ele trabalha no restaurante por alguns meses. Coloca-se depois numa tipografia, onde perde o dedo indicador da mão direita numa máquina de impressão e transfere-se como office-boy a um pequeno banco. Ali ele começa a ter o desejo de subir na vida e tornar-se poderoso.
Dois anos se passam. Surge a oportunidade de passar a caixa do pequeno banco.  Ele cresce muito ali e tem bom êxito.  Um dia, irá revelar que seu sucesso deveu-se muito mais a um detalhe aparentemente secundário do que à sua ambição: uma asma que o acometia desde a infância. Sobre isso, ele contou:
- “Eu não dormia à noite. E, por isso, lia e estudava tudo o que era possível sobre as atividades bancárias. Assim, superei muitos funcionários mais letrados do que eu”.
Com esse esforço e muito trabalho, ele compra uma casa bancária em 1943. Com o movimento comercial que consegue, ele conquista para ela o status de banco de maior porte e não levará muito tempo para fazer dela uma das maiores instituições financeiras do país.
De quem estou falando? Do Sr Amador Aguiar, o fundador do Banco Bradesco.


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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sábado, fevereiro 22, 2014

AUTOBIOGRAFIA BREVE

ABRAHAM SHAPIRO

Sou um estudioso. Gosto e me orgulho deste atributo cujo incentivo é uma herança dos meus pais e antepassados.
Estudo uma diversidade de assuntos – da minha religião à ciência, passando pela filosofia, tecnologia, assuntos de gerenciamento e pessoas.
Meu maior esforço em empregar na prática o que aprendo concentra-se sobre mim mesmo, pois, encaro a vida como uma jornada de aprendizagem. Viver, como ensinou meu mestre, é aprender a viver. Mas a sabedoria é infinita, enquanto eu sou humano, falível e, por isso, carente de constantemente melhoria. Não pretendo assimilar tudo o que estudo. Seria mais que presunção. Talvez arrogância.
Mas a ética local não funciona assim. Deste lado do mundo são muitas as pessoas baixas. E elas encaram os estudiosos ou quem se destaca em algum conhecimento como indivíduos obrigados a ser o que elas mesmas não são. Hipocritamente exigem comportamentos rotulados do rabino, do padre, do juiz e do professor, entre tantos outros. Se não fazem o que elas julgam correto, caem em desgraça.
Dia desses, alguém pensou me afrontar afirmando que eu não vivo nem a metade daquilo que me proponho a comunicar através dos meus textos ou a ensinar a meus alunos. Fiquei surpreso. Primeiro porque o fulano não me conhece, jamais me viu, nem nunca trocamos uma só palavra. Certamente ele sabe de mim tanto quanto eu sei sobre seu pai – mesmo lidando com a alta probabilidade de que nem ele mesmo saiba quem é seu verdadeiro pai.
Em segundo lugar, não foi seu julgamento maldoso que despertou minha atenção, mas o fato dele ter-me reputado muito, mas muito acima dos meus reais limites. Eu, decerto, não consigo praticar nem 10% de tudo o que estudo e ensino. A metade? Quem me dera! Até porque sempre fui franco com todos em dizer e esclarecer que não sou um pregador exemplar ou messiânico.
O ponto em foco aqui é a inveja. Um dos comportamentos padrões do invejoso consiste em criar situações que depreciem o ser invejado. Com isso, ele o rebaixa a seus próprios olhos e divulga esta visão a outros, obtendo, assim, a falsa sensação de igualdade. O que ele busca é aliviar a dor de existir alguém sobre o planeta a quem ele pensa ser melhor ou superior.
Aquele indivíduo estúpido e derrotado pensou que me afetaria ao prevenir alunos meus de que não vivo grande parte do que os ensino. Acontece que 1% daquilo que aprendi daria a qualquer homem condições suficientes para salvar das trevas da ignorância a si mesmo e a toda a humanidade. O cuidado que tomo, todavia, é que, cada vez que um Judeu se propõe a salvar a humanidade de qualquer modo, imbecis e boçais como aquele incompetente surgem do nada, e vão logo dando jeito de matá-lo ou de maldizê-lo.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

MEU TRIBUTO A NELSON MANDELA

ABRAHAM SHAPIRO

O professor Howard Gardner da Universidade Harvard, nos E.U.A., diz que líderes são aqueles que afetam o comportamento das outras pessoas. Nelson Mandela, segundo ele, foi o exemplo perfeito deste conceito de liderança.
O já falecido ex-presidente da África do Sul foi um símbolo da luta contra uma das formas mais violentas de segregação racial contra os negros imposta pelos dominantes brancos daquele país por muitos anos. O Apartheid.
Duas premissas que Mandela adotava como estadista poderão facilmente ser empregadas na sua gestão e resultarem pontos positivos pra você e a sua equipe. Reflita a respeito.
A primeira premissa de liderança de Nelson Mandela ensina: "Lidere, mas fique na retaguarda. Deixe que os outros acreditem que estão na liderança". E o Mandela explicou sua ideia com as seguintes palavras: "Um tocador de gado conduz a manada de trás. Esta é a sabedoria da liderança. O papel de um líder não é dizer aos outros o que devem fazer, mas formar um consenso". Em reuniões, Mandela deixava que todas as pessoas falassem. Só então abria a boca para resumir calmamente todas as ideias apresentadas e, de forma sutil, incluía seu ponto de vista em relação ao tema e o caminho que gostaria de ver trilhado. E ainda dizia: "Convença as pessoas a agir, mas faça-as acreditar que a ideia foi delas".
A segunda Premissa diz: "Tenha os seus amigos por perto. E seus rivais mais perto ainda". Mandela costumava ligar para alguns de seus desafetos para desejar feliz aniversário. Ele raciocinava de um modo muito estratégico: "Os rivais são menos perigosos dentro do seu círculo de influência do que soltos no mundo". Dos amigos, ele exigia lealdade, mas não de forma obsessiva. A razão desta exigência é que "as pessoas são movidas por seus próprios interesses".
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, novembro 21, 2013

A RODA DA FORTUNA E O BRASILEIRO MAIS RICO DO MUNDO

Ouça neste link a locução deste artigo: clique aqui


ABRAHAM SHAPIRO


Em um dia de abril de 2012, quando a presidente Dilma Roussef comemorava junto do Eike Batista a "primeira porção de petróleo", do que são agora seus campos secos na costa do Rio de Janeiro, a presidente fez um discurso enaltecendo o empresário.
Naqueles dias ele ainda era o homem mais rico do país. Sua fortuna passava os US$ 30 bilhões, investida em uma rede de empresas que ia de petróleo à mineração, passando por energia e logística.
Dilma chegou a falar numa aliança entre a petroleira de Eike, a OGX, e a Petrobras, dizendo: "Ambas podem ganhar muito com uma parceria".
Desde então, a queda de Eike foi rápida, vertiginosa e grave. Hoje associam seu nome à palavra vergonha.
Não sei se precisaria chegar a esse ponto.
Durante o domínio romano sobre Israel, há cerca de dois mil e cem anos, houve um mestre  chamado Rabi Akiva que dirigiu-se certo dia ao mercado a fim de vender uma pedra preciosa. Um homem mal vestido, sentado entre os pedintes, disse que desejava comprá-la. Rabi Akiva olhou-o bem e pensou que estivesse fazendo alguma zombaria. Mas o aparente mendigo levou-o até uma mansão.
Ao entrar, um criado trouxe-lhe uma cadeira, abriu um baú de moedas e o homem comprou a pedra pelo valor pedido.
- "Não entendo isso" - disse Akiva ao homem. "Se você é tão rico quanto vejo, por que se senta com os mendigos do mercado?"
E o homem respondeu:
- "Mestre, a minha fortuna poderia facilmente subir-me à cabeça e me fazer pensar que sou melhor do que os pobres. Eu não conheço os motivos porque D-us me abençoou com fortuna. Por isso, eu me junto aos menos favorecidos para que o meu dinheiro não me torne vaidoso.” E, deopis de alguns segundos de silêncio, ele continuou: "Além disso, o mundo é cíclico. Hoje sou milionário, amanhã posso ser um mendigo... por razões que desconheço.  Caso isso aconteça, eu já terei o meu lugar reservado entre os pobres".
Aí está a lição. Existe uma roda da fortuna. Quem está em cima hoje, poderá descer amanhã. O problema de agora é a vaidade!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, outubro 09, 2012

O LIMITE DOS ERROS

ABRAHAM SHAPIRO


Quem já assistiu a uma palestra de motivação decerto ouviu um daqueles caçadores de níqueis enaltecer a célebre citação de Thomas Edison sobre suas tentativas de encontrar um filamento adequado para sua lâmpada elétrica tornar-se comercialmente viável. Para quem não sabe ou deseja se lembrar, aqui vai.
E disse Edison: “Eu não fracassei 700 vezes. Não fracassei nenhuma vez. Provei com sucesso que essas 700 maneiras não funcionam. Quando tiver eliminado as maneiras que não funcionam, encontrarei aquela que funciona”.
Bravos! Uma linda frase. E que efeito fantástico ela exerce especialmente sobre quem erra em suas tentativas e está inclinado a desistir. “Não desista” – é o que ela ensina indiretamente. “Continue tentando e aprendendo com seus erros até acertar e aprender a fazer correto”.
Thomas Alva Edison
Dependendo da fonte, Edison teria experimentado não setecentos, mas mil ou 10 mil filamentos diferentes na busca por uma lâmpada melhor. O número, aqui, não importa. Motivadores – vagabundos ou sofisticados – continuam a citar a frase porque ela parece validar o processo de iteração* utilizado por tantas pessoas.
*Iteração é o processo de solução de um problema em que o resultado obtido na etapa atual, mesmo errado, é empregado na tentativa seguinte até que a resposta certa seja alcançada.
As pessoas acreditam que devem continuar experimentando e fracassando até encontrar a resposta que funciona. Acham que é possível aprender tanto com o fracasso quanto com o sucesso, o que, graças a D-us, é verdade!
Contudo, há um ponto importante a se considerar nesta análise. Cada uma das 700 tentativas de Edison lhe custou tempo e dinheiro.
Minhas perguntas são:
  1. Se ele tivesse encontrado a solução para o desafio da lâmpada na primeira tentativa, teria continuado a experimentar outras 699 maneiras que não funcionaram?
  2. Ele acrescentou algum valor através dos filamentos que não deram em nada?
E para a sua reflexão, eu questiono: “A sua empresa pode bancar 700 experiências malsucedidas?” 
Thomas Edison foi um grande inventor – desde menino eu soube disso. No entanto, eu suspeito que se ele ainda estivesse vivo, teria usado uma abordagem completamente diferente daquele para desenvolver um filamento durável.

A busca de uma resposta correta pelo caminho do erro e acerto tem um limite!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, julho 03, 2012

ASSUMIR OU FUGIR?

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ABRAHAM SHAPIRO


Nikita Krushev e Leonid Brejnev
Eu já conhecia a história. Fiquei surpreso ao encontrá-la numa das páginas de recente edição da revista Exame.
Diz a lenda que, prestes a assumir o comando do Partido Comunista Soviético, Leonid Brejnev recebeu três envelopes do seu antecessor, Nikita Kruschev, cuja recomendação foi que abrisse um deles a cada crise que viesse.
Um tempo depois, lá veio a primeira. Brejnev abriu o primeiro envelope, que continha a seguinte mensagem: “Bote a culpa em mim”.
Após alguns anos, veio mais um dissabor nacional. O segundo envelope foi rasgado, e ele dizia: “Bote a culpa em mim de novo.”
Não tardou a vir outra ameaça ao cargo de Brejnev, e uma vez mais ele teve de lançar mão da sapiência de Kruschev. E qual era a última mensagem? “Prepare três envelopes”.
Mesmo sendo uma atitude desprezível e baixa, pôr a culpa em outros não é nada vergonhoso para muitos políticos – acostumados à cara de pau.
A vida corporativa, por outro lado, requer ética. Só assim um gestor se torna líder.
Por isso, não se preocupe com quem você elogia. Mas cuide ardorosamente de sobre quem você irá atirar a sua culpa.
Você e eu podemos cair muitas vezes. Mas isto só será um fracasso quando  dissermos que outra pessoa nos empurrou. Quem erra e se justifica com desculpas, comete duplo erro. A raposa diz que foi a armadilha que a apanhou. Nunca que ela foi desatenta ou imprudente.
Desculpas são o recurso dos fracos. Não existe computador no mundo capaz de armazenar todas as desculpas que são dadas a cada instante.
E você? Vai assumir os seus próprios erros e superá-los, ou optará por fugir sem honra? Fará o que diz a mensagem do primeiro ou o segundo envelope?
Não faça isso! Eu espero, sinceramente, que o seu sucessor tenha razões bastantes para orgulhar-se de você, e muitos exemplos a seguir de cada uma das suas atitudes.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, junho 25, 2012

QUALQUER UM PODERIA TÊ-LO FEITO

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 25/06/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.

ABRAHAM SHAPIRO


Na cidade de Sant Anton de Portmany, na Espanha há um estranho monumento em homenagem à descoberta da América. É um enorme ovo de galinha. Descobri tratar-se do famoso Ovo de Colombo.
Já ouviu a expressão: “Isto é o ovo de Colombo de tal negócio”?
Contam que, numa ocasião, Cristóvão Colombo foi convidado para um banquete. Um dos convivas,  enciumado com sua fama,   dirigiu a ele uma pergunta grosseira:
- "Se você se envaidece por ser o descobridor da América, acaso não há outros homens na Espanha que pudessem fazê-lo?"
Colombo, longe de se arrogar, não respondeu diretamente à pergunta. Levantou-se, tomou um ovo de galinha em sua mão e propôs um desafio aos presentes. Pediu que todos tentassem colocar um ovo cozido em pé sobre uma das extremidades, pois ele podia facilmente fazê-lo.
Todos ficaram excitados por vencer Colombo.
Após ninguém ter conseguido,  Colombo pediu sua vez. Pegou o ovo e começou a dar sutis batidas contra a mesa até que a casca se quebrasse levemente embaixo. Com este achatamento, ficou simples colocá-lo de pé.
Vendo isso, aquele homem invejoso exclamou:
- "Mas assim qualquer um conseguiria!"
E Colombo:
- "Você tem razão. Qualquer um! Mas teria de ser 'qualquer um' que tivesse inteligência".
E acrescentou:
- "Desde que eu mostrei o caminho ao Novo Mundo, 'qualquer um' poderá segui-lo, sim. Mas 'alguém' teve de ter a ideia antes. E depois, 'alguém' teve que colocar a ideia em prática. Este fui eu!".
Aí está a famosa história do Ovo de Colombo.
Soluções aparentemente óbvias precisaram de alguém que as imaginasse um dia. E em seguida, também precisaram de alguém que as executasse.  Só após estas duas difíceis etapas é que se tornaram simples aos olhos de todos a ponto de dizerem a respeito: " Qualquer um poderia tê-lo feito!". Será que poderia?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, abril 30, 2012

SER SIMPLES É MAIS BARATO E INTELIGENTE

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 30/04/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.

ABRAHAM SHAPIRO

Sempre me deixei atrair pela simplicidade. Sou um consultor que atua de modo simples. É a minha opção. Os norteamericanos gostam do que é simples. Uma expressão muito usada por eles se traduz como: “Não seja burro, faça as coisas de modo simples”. De fato, complicar é a forma mais estúpida de realizar qualquer tarefa.
Einstein disse que tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples do que isso.  No entanto, o modo simples de agir e de pensar foi originalmente enunciado como princípio por um frade franciscano que viveu no século XIV, na Inglaterra. Seu nome era William. E devido ao lugar onde vivia, foi chamado de William de Occham.
Estou falando de um grande pensador da história, livre demais para o seu tempo, razão porque foi chamado diante do Papa para prestar contas disso. Anos mais tarde, William foi oficialmente excomungado devido a opor-se à riqueza exagerada da Igreja. Fugiu para a corte do Imperador Ludwig, em Munique, um rival da igreja romana, onde viveu até sua morte.
Seu nome ficou imortalizado no famoso argumento de sua autoria, conhecido por “A Navalha de Ockham”, no qual ele estabeleceu que, diante de duas teorias que expliquem igualmente um fato observado, a mais simples é a correta. Em outras palavras, se uma explicação simples basta, não há a necessidade de buscar outra mais complicada.
No entanto, mais simples não quer dizer mais fácil de se entender. Em primeiro lugar porque simplicidade é um critério pessoal e subjetivo. Além disso, se observarmos bem, veremos que a natureza não tem vocação nenhuma para a simplicidade. Apesar de algumas leis fundamentais da física serem expressas de forma surpreendentemente simples – como as leis de Newton, por exemplo – isto não significa que qualquer explicação, por ser simples apenas, seja sempre a correta.
Direto ao ponto prático: cuidado com a complicação na vida empresarial. Gestão requer simplicidade ininterrupta, consciente e convicta. Saia fora das discussões cheias de orgulho e vaidade que só constróem obstáculos à solução de problemas fáceis de serem resolvidos com simplicidade.
O simples traz paz. O complicado desgasta, pesa e inviabiliza qualquer processo.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, outubro 26, 2011

A PACIÊNCIA COMO COMPETÊNCIA DE OURO

ABRAHAM SHAPIRO

Daniel Goleman é um psicólogo norteamericano que acumula as funções de escritor de amplitude internacional e de consultor de empresas. A obra de maior destaque de Goleman é “A Inteligência Emocional”, na qual ele introduziu um novo modo de caracterizar as competências pessoais não mais através do Quociente Intelectual, mas do Quociente Emocional, chamado QE.

Segundo Goleman, é conclusiva a evidência de que a paciência desempenha o papel principal no sucesso de muita gente.

Mas o que é paciência? O próprio Goleman define como a capacidade de resistir ao impulso. O dicionário complementa com: virtude que consiste em suportar dissabores ou provocações com resignação, persistir numa atividade difícil, e ter calma para esperar o que tarda, entre outras definições.

Há uma passagem na história das grandes empresas envolvendo Sr. Konosuke Matsushita, que em 1918, com apenas 23 anos, fundou uma pequena empresa familiar chamada Matsushita Electric Industrial, contando com 2 empregados, e fabricando um plug para tomada elétrica, projetado por ele mesmo.

Hoje, as empresas que se ramificaram a partir da Matsushita se unem debaixo de uma marca de fama mundial. É a Panasonic – uma das maiores empresas do mundo em eletroeletrônicos.

O Sr Matsushita, com quase 90 anos de idade, dava uma entrevista a uma tevê americana. O repórter perguntou-lhe: “Qual a extensão dos objetivos a longo prazo que o senhor estabeleceu para a sua empresa?”.

E ele respondeu: “Nós temos objetivos de até 250 anos”.

O repórter ficou atônito ao ouvir uma resposta tão surpreendente e, de imediato, retornou-lhe a questão que transformou a entrevista em um encontro inesquecível e histórico. A pergunta foi: “Perdoe-me a curiosidade, o que é preciso para manter objetivos de 250 anos numa empresa?” E o velho Matsushita, sem hesitar, deu a resposta precisa, exata e inequívoca, com uma única palavra. Ele respondeu: “Paciência”.
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quarta-feira, outubro 19, 2011

EM TEMPO DE UMA HOMENAGEM A STEVE JOBS

ABRAHAM SHAPIRO

Há poucos dias, a mídia mundial noticiou a lamentável morte de Steve Jobs. Em um de seus discursos, Jobs disse: "Se eu nunca tivesse frequentado o curso de caligrafia, o Mac não teria múltiplos tipos de letras e espaços proporcionais".

Num mundo onde as pessoas segmentam profissionais pela grife das escolas em que se formaram, o pensamento de Jobs é uma dissonância. Se eu tivesse dito isto, soaria como tolice. Mas foi Jobs quem falou. E o que se infere das palavras de suas palavras é que chegou a hora de aprendermos a avaliar pessoas por sua capacidade de realização, e não pelos cursos e diplomas que conseguiram colecionar.

Conheço imbecis diplomados nas melhores universidades do mundo. Gastaram fortunas movidos pela crença retrógrada de que a escola faz o aluno. Estão por aí, vendo a vida passar sem fazerem nada de efetivo por si ou pelo mundo. Eles se distinguem pelo quão excelente foi a formação que receberam.

Isto me lembra a biblioteca de livros fantásticos que um amigo rico tem em sua casa. Ele jamais leu nenhum. Mas herdou dinheiro de seu pai, e compra livros. Para quê servem? Penso que talvez sirvam como objetos de defesa contra assaltos, já que alguns são grandes e pesados.
A pergunta que não cala é: “Tudo bem. Já sei de seu diploma. Mas o que você fez com a grande educação que recebeu?”

Por outro lado, conheço profissionais que conseguiram um diploma de curso à distância, e hoje dominam perfeitamente o que estudaram, fazendo coisas importantes para si e para as organizações onde trabalham.

As escolas devem nos ajudar a criar conexões a fim de solucionar problemas. Mas depende de nós.

Jobs nunca recebeu diploma de faculdade alguma. Ele atribuiu os créditos do desenvolvimento do Mackintosh a um cursinho de caligrafia. Lembra-me o axioma: “Chocolate não engorda. Quem engorda é você”.

Faculdade não é algo bom nem ruim. A questão é “o que fazer com o que se aprende lá?”
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, setembro 05, 2011

PERCEBI MINHA INCAPACIDADE

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 05/09/2011, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos

ABRAHAM SHAPIRO

O recado de hoje não é meu. É do ex premiê do Japão, Naoto Kan. Semana passada ele renunciou ao cargo de primeiro ministro. Sua declaração me surpreendeu. Há tempos eu não via um exemplo de tamanha qualidade em liderança. “Percebi minha incapacidade”, ele disse, após seu governo não ter conseguido evitar a crise na usina nuclear de Fukushima como consequência do recente terremoto no país.

Seria lógico que após sua popularidade cair de 66% para apenas 15%, “Eu percebi minha incapacidade” fosse uma conclusão óbvia. No entanto, o que desperta a atenção nesta declaração é o fato dela resultar de uma consciência atualmente quase nula em ambientes retrógrados e deficitários criados por gestores de tantas empresas por aí. Se eles o dissessem, a frase soaria como uma melodia de esperança para times inteiros de funcionários impedidos de relizarem seu real potencial profissional.

Você que me lê, saiba de uma informação poquíssimo divulgada. A maior parte – repito: a maior parte – dos problemas que subsistem dentro das empresas... situações de não venda, perda de mercado, rotatividade de funcionários, e outros tantos... devem-se muito mais à miopia de gestão do que a razões externas, mercadológicas ou macroeconômicas.

Quase toda ineficiência corporativa esconde a teimosia ou inépcia de um gestor que se vê como "dono do Mundo" ou mais sábio do que o rei Salomão. Em muitos casos, uma reciclagem acadêmica, um coaching ou apenas humildade ajudaria empresas inteiras a sairem da lama e conquistar fatias polpudas de novos negócios.

Sei que não é fácil. Pense, por exemplo, na grandeza requerida para que aquele herdeiro despreparado admita-se inferior ao fundador e antecessor, e esforçe-se para recriar a empresa em seu tempo! Em vez disso, o que o vemos fazer? Ele assume intuições vazias e ineficazes... mesmo que isso afunde a empresa. Mas não larga a teta.

“Percebi minha incapacidade” é uma expressão de nobreza, de coragem e decência; que está reservada para líderes autênticos, e não a para gente presunçosa e arrogante.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, agosto 26, 2011

"CONTROLE OS SEUS INIMIGOS" - UMA LIÇÃO DE LIDERANÇA

ABRAHAM SHAPIRO

Líderes, quem são? Há muitas definições. Basicamente, são aqueles que afetam o comportamento de outras pessoas. Nelson Mandela é um exemplo ótimo deste conceito.

Aos noventa e três anos de idade, o ex-presidente da África do Sul é um símbolo da luta contra o Apartheid - uma das formas mais violentas de segregação racial contra negros imposta por dominantes brancos naquele país por várias décadas. Mas ele não é só isso. Foi um gigantesco presidente, tendo deixado exemplos categóricos de como é possível governar com sabedoria e simplicidade um povo que preconiza ideias complexas, e o lucro pelo lucro.

Conhecer as premissas de Mandela como estadista é uma verdadeira e autêntica aula de liderança, com muito a ensinar. Aqui vão duas delas:

Primeira: "Lidere, mas fique na retaguarda. Deixe que os outros acreditem que estão dominando". E o próprio Mandela explica: "Um tocador de gado conduz a manada de trás. O papel de um líder não é dizer aos outros o que devem ou não fazer, mas buscar e formar um consenso". Em reuniões, Mandela deixava que todas as pessoas falassem. Só então abria a boca para resumir calmamente todas as idéias apresentadas e, de modo sutil, apresentava seu ponto de vista em relação ao tema e o caminho que gostaria de ver trilhado. E ele completa: "Convença as pessoas a agir, mas faça-as acreditar que a ideia foi delas".

A segunda premissa da Liderança de Mandela é: "Tenha seus amigos por perto. E seus rivais mais perto ainda". Mandela costumava ligar para alguns de seus desafetos para desejar feliz aniversário a eles. Seu raciocínio? "Os rivais são menos perigosos dentro de seu círculo de influência do que soltos no mundo". Dos amigos, ele exigia lealdade, mas não de forma obsessiva. A razão: "As pessoas são movidas por seus próprios interesses".

Se você deseja conhecer algumas ideias e feitos deste grande personagem da história, assista ao filme “Invictus”, dirigido por Clint Eastwood, e que tem Morgan Freeman no papel principal. Uma grande lição de liderança.
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sexta-feira, maio 06, 2011

UM EXEMPLO DE ESFORÇO E RESULTADO

ABRAHAM SHAPIRO

Um jovem, com apenas o ensino fundamental, começa a trabalhar em serviços gerais numa empresa. Fica trabalhando ali por mais de 40 anos  e chega ao cargo de diretor-presidente.

Esta não é uma história comum. Mas posso garantir que é verdadeira. E fala, em especial, do Sr Ivo Frederico Reich e de sua trajetória de sucesso na Sadia, em Concórdia, Santa Catarina.

Falecido há poucos dias, aos 78 anos, deixa ele uma herança de valores e lutas infinitamente maior do que bens e fortuna aos descendentes e à sociedade brasileira. Filho de um imigrante alemão que atuava como sapateiro, Ivo nasceu em Piratuba, cidade catarinense de apenas 4.800 habitantes.

Nos anos 50, mudou-se para o município de Concórdia para trabalhar justamente na Sadia. Foi seu primeiro emprego. Seu crescimento dentro do trabalho começou quando teve a oportunidade de fazer um curso de suinocultura no Rio Grande do Sul. No fim da mesma década, sem falar inglês, topou passar alguns meses nos EUA, participando de um curso de avicultura. Na volta, dirigiu a implantação de um novo sistema de produção de aves que o consagrou.

Segundo seu filho, Ivo Reich só teve a oportunidade de crescer porque os donos da Sadia, empresa que existe desde 1944, sempre acreditaram nele.

Seu Ivo também ajudou a fundar a Cooperativa de Produção e Consumo de Concórdia, que presidiu, aventurou-se ainda na política como prefeito de Concórdia, e antes disso, foi vereador e vice-prefeito.

Morando em São Paulo desde 1988, aposentou-se em 1997. Ficou na capital paulista até 2004, quando se mudou para Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde teve fazendas e criou gado.

Num mundo onde tantos desejam o sucesso gratuito através de um prêmio na loteria, exemplos reais de empreendedorismo e bravura como os deste homem, mostram que aquela antiga sabedoria é uma verdade real e incontestável: “De acordo com o esforço é a recompensa”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473