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quinta-feira, maio 07, 2015

“SER OU NÃO SER?" ESTA JÁ NÃO É MAIS A QUESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO

A GRANDE ESCULTURA
Imagine que um dia um escultor lhe contrate para ser uma obra de arte nunca antes vista.
Ele tem um pedaço de madeira gigante e irá esculpir nele cada ação que você empreender durante o dia. Ele o fará por uma semana e ao final, ele vai mostrar o resultado. Você verá absolutamente tudo o que fez durante aqueles sete dias detalhadamente esculpido na madeira: todas as vezes que você foi bom com as pessoas e também as faces de todos os que se entristeceram com você. E assim você verá todos os detalhes desta semana.
E agora a escultura é sua. Ela lhe representa completamente, com um nível de detalhes impressionante, momento a momento de toda a semana.
Uma das razões porque não temos êxito nos desafios que a vida nos apresenta é que não damos importância suficiente às nossas respostas a estes desafios. Não nos damos conta da importância que têm as nossas ações. Cremos que qualquer coisa que fizermos será coisa do passado em poucos segundos após feita. E afinal, o que importa, se ninguém vai se recordar do que fizemos? Talvez nem nós mesmos nos recordemos mais disso.
Desvalorizamos tanto as nossas ações que nem investimos o esforço suficiente em melhorar a nossa atuação.
Porém, as nossas ações, sim, importam. E mais do que acreditamos.

NOME
A principal maneira de se conectar com a singularidade de alguém é aprender seu nome. Um nome é um aspecto intrínseco da identidade humana. Ao usá-lo, você estabelece uma conexão e comunica interesse sobre quem é a outra pessoa. Não é possível manter uma boa conversa com alguém que lhe é indiferente.  
Um ser humano é real somente quando você conhece seu nome.
Frequentemente nos esquecemos do nome de alguém, e quando falamos com ele sem identidade, percebemos que isso nos incomoda. O clima não é bom e a conversa não caminha bem.
Você tem tendência a esquecer nomes? A chave para resolver isso é prestar toda atenção no momento da apresentação e repetir o nome para si mesmo umas quantas vezes. Outra forma é usar a técnica da associação mental. Por exemplo. Eu estou sendo apresentado a uma pessoa chamada David Negro. Eu imagino o Rei David, da Bíblia, vestindo um traje todo preto. Quanto mais estranha for a imagem, mais fácil será de você se recordar.

O AMOR REAL
O que pode ser mais grandioso do que amar alguém? Entendê-lo.
Quando digo ao meu filho que eu o amo, mas não o entendo, então o que eu disse soa negativo, porque ele pensa: “Você ama quem você crê que eu sou ou gostaria que eu fosse, porém, se realmente você soubesse quem eu sou, talvez não me amasse”.
No entanto, se eu digo ao meu filho que eu o amo e ele sabe que eu o entendo, todo o espectro de quem ele é vai direto para a minha alma, e ele sente o meu amor por aquilo que ele realmente é.
O que significa “entender uma pessoa”? Significa captar seu modo de ser, suas ações, seus pensamentos... ou seja: sua identidade. 
Todos nós temos uma identidade. Conhecê-la, assumi-la, é o princípio da mais perfeita relação consigo mesmo, assim como conhecer a identidade do outro.
“Ama o próximo como a ti mesmo” é a lei de ouro da convivência e da paz entre os homens. E, no entanto, a Lei do Amor nos diz que só é possível a alguém amar o seu próximo quando ele tiver amor por si mesmo, isto é, a partir do instante em que eu reconhecer a minha identidade plenamente e abrir-me para entender a identidade do outro.

IDENTIDADE CORPORATIVA
Uma empresa tem uma identidade. Identidade Corporativa ou Identidade Empresarial pode ser definida como o conjunto de atributos que torna uma empresa especial e diferenciada.
Esses atributos são classificados como: essenciais e acidentais.
Essenciais são os atributos que se referem ao propósito da empresa, sua a missão e valores. Os atributos acidentais contribuem para a descrição da empresa, mas não definem sua essência. Pode-se entender melhor a diferença fazendo analogia com uma pessoa física.
A cor dos cabelos, o biotipo e as roupas que ela está usando ajudam a descrevê-la, mas não definem sua essência.
A identidade se relaciona mais com os atributos essenciais, ou aqueles que mudam muito pouco ao longo da vida dessa pessoa, como: seu senso de justiça, seu pendor para as artes ou sua introspecção.
Em uma empresa também é assim. Se ela realmente é honesta, não há governos, leis ou ofertas irresistíveis que farão mudá-la. Se valoriza o meio ambiente, sua preocupação aparecerá em todas  suas ações. Porém, se ela está no início de um projeto de expansão e com dificuldades financeiras, essa preocupação aparece apenas como um atributo acidental, já que sofrerá variações importantes ao longo do tempo.
A identidade corporativa se traduz e se manifesta de várias maneiras: no logotipo da empresa, em suas comunicações internas e externas, em seu ambiente de produção ou atendimento, no tratamento que dá ao cliente, nas apresentações de seus profissionais, em seu material impresso, em seu nome, portfólio de produtos etc. Todas essas manifestações contribuem para a construção da imagem corporativa.

CONCLUSÃO
Segundo pesquisas, os profissionais brasileiros são um dos que menos permanecem no emprego. Os últimos dados apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos,  Dieese, mostram que, em média, a permanência de um trabalhador em um mesmo emprego é de 5 anos, ficando à frente apenas dos Estados Unidos em uma lista de 22 países.
Já um levantamento feito pela consultoria Booz & Company mostra que, em 2012, 19,8% das empresas nacionais trocaram seus presidentes-executivos. A média no restante do mundo é de 15%.
Diante de tamanha rotatividade, surge um problema comum dentro das empresas: como incutir os valores da organização, sua política, na rotina de seus colaboradores e fazer que estes se contagiem e sejam impulsionados a agirem de acordo com o que está estabelecido?
Quando uma empresa é criada no imaginário de seu fundador, existe quase sempre um propósito maior do que simplesmente ganhar dinheiro. Há um sonho, uma imagem de responsabilidade e de capacidade de transferência de valores a clientes e parceiros bem próximos à utopia. E, semelhante a um ser humano que cresce e se desenvolve em todos os aspectos, a organização deve descobrir sua razão de ser ou missão, as crenças que regem suas ações ou valores, e aonde quer chegar ou visão de futuro.
A política da empresa, portanto, é o que dá significado ou sentido àquilo que os colaboradores fazem e farão diariamente. É o grande diferencial que a torna atrativa aos clientes.
Envolver as pessoas no entendimento destes pontos e em sua prática é uma meta de suma importância. Mas a questão aqui é “como fazê-lo?”
Sem treinamento que esclareça e a consequente prática cotidiana, todos os itens da Política Corporativa não deixarão de ser, na melhor das hipóteses, palavras inscritas num quadro bem impresso dependurado na parede de um ambiente chique das edificações da empresa ou uma aba de sua página na Internet. E  esta prática é condicionada principalmente ao exemplo daqueles que ocupam os altos cargos hierárquicos, sem nenhuma exceção.
Não é raro ler em um edital que “a empresa valoriza o profissional e suas ideias”. Porém, quando se vai ver, não há nenhum canal de comunicação entre as diferentes hierarquias e tampouco algum programa de incentivo a colaboradores para que manifestem o que pensam.
Outro ponto esquecido por diretores é transmitir a seus colaboradores a visão de futuro da organização – isso quando há visão de futuro. Mostrar quais serão os próximos passos a serem dados, o que a empresa almeja e quais os resultados a serem conquistados, além de trazer melhor entendimento do porquê das atividades, aumenta a confiança e o comprometimento.  
Independentemente de seu porte, a empresa deve progredir desde o patamar do grupo e chegar ao nível de equipe, com um único pensamento e objetivo, quando os colaboradores  “remam” juntos e assumem em si mesmos a identidade da empresa. Neste cenário, eles terão incorporado a missão, visão e valores da organização como seus próprios.
Enquanto o colaborador de todos os níveis hierárquicos não se identificar como sendo a organização, em nível de “Eu sou a Empresa”, ele não será equipe. Trata-se de um elemento insólito, cujas atitudes não somam. Ele continua a não dar importância suficiente a sua participação nas respostas aos desafios da organização. Ele não se dá conta da importância que suas ações têm no contexto dos negócios. Por que atender bem, se isso é indiferente?
Só o que o fará vivenciar em atos o valor a ser transferido à cadeia de escoamento de produtos e serviços até o consumidor ou cliente final é o amor pela empresa. Este “amor real” pelo qual sou capaz de amar o outro como eu amo a mim mesmo também ocorre nesta relação colaborador-empresa.  
O trabalho executado com amor, numa empresa cuja identidade eu assumo como minha missão e meus valores é o que me faz apto a integrá-la com paixão pela busca dos resultados que convergem à sua visão.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

quinta-feira, janeiro 08, 2015

CONSULTORIA, OUTRAS PROFISSÕES E CONFIDENCIALIDADE

ABRAHAM SHAPIRO

Há poucos dias, uma família empresária decidiu elaborar um planejamento financeiro. Contratou a orientação de um profissional certificado para sua concepção e implementação.  Só que eles tiveram algum temor sobre a prestação de informações a este consultor, especialmente quanto à permanência dos dados na confidencialidade.
Muitas pessoas têm essa dúvida em várias circunstâncias que envolvem consultoria. De fato, a confidencialidade é um tema pouco tratado.
Um relacionamento de confiança só pode ser construído sob o entendimento de que as informações serão empregadas de forma discreta e segura, e não aleatoriamente.
A atitude de um profissional consultor e outros envolvidos nestes serviços deve ser tão relevante quanto a lei que trata de sigilo bancário. Aliás, vale lembrar que confidencialidade é um dos princípios do Código de Ética e Responsabilidade Profissional da maioria das profissões – senão de todas. O profissional que se filia a seu Conselho Federal está aderindo formal e automaticamente a seu respectivo código, comprometendo-se a respeitar o espírito, os princípios e as regras nele contidas.
Um consultor de qualquer área deverá tratar as informações de seu cliente como confidenciais mediante sua guarda e proteção de forma a permitir acesso prudente apenas às pessoas autorizadas. A exceção ocorrerá somente em resposta a processos legais ou para satisfação da legislação e regulamentação oficiais vigentes.
No entanto, é importante pontuar que, com certa frequência, a confidencialidade acaba ferida pelo próprio cliente. Falta de cuidado nas comunicações – em especial através de mídias sociais –, e-mails, telefone e outros meios são alguns exemplos. Por experiência eu mesmo já presenciei a guarda imprudente de documentos, assim como excesso de confiança em conversas informais em locais públicos ou com familiares e amigos que não precisavam estar a par do assunto.
Um consultor com experiência, sucesso na carreira e comprometimento com a boa educação irá corresponder a estes quesitos sem nenhuma reserva, vez que, do contrário, poderá sofrer sanções.
No dia a dia fala-se pouco sobre confidencialidade.  Sua falta incomoda muito. Em caso de dúvida, não custa redigir um contrato que coloque tudo debaixo da mesma perspectiva para ambas as partes.
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Abraham Shapiro é consultor e coach, com especialidade em Sucessão em Empresas Familiares como facilitador da relação entre sucessor e sucedido para que o processo transcorra em paz e com ampla capacitação do sucessor, e Gestão - orienta a empresa para organizar-se de modo a corresponder às necessidades de seu posicionamento no mercado.  É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". Contatos: shapiro@shapiro.com.br ,  cel: 43. 8814.1473

terça-feira, setembro 30, 2014

VOCÊ CONHECE A SUA EMPRESA?

ABRAHAM SHAPIRO











Há um exercício que proponho a todo cliente com quem inicio nova consultoria. Pode ser divertido e útil a você fazê-lo. Ele o ajudará a ver a sua empresa desde outra ótica. É assim:
Passo 1. Escreva um texto com o título “QUEM SOMOS NÓS?” Seja dramático. Escreva-o como uma trama. Capriche. Após o rascunho, resuma-o a 25 palavras se possível. Caso você sinta-se inspirado, reduza-o novamente... desta vez a uma só palavra ou a um só verbo. Você é capaz de dizer o que é a sua empresa em uma palavra só? Se sim... fantástico. Isso indica que a sua consciência sobre o seu negócio é altíssima!
Passo 2. Liste três itens em que vocês sejam SINGULARES para os clientes. Três atributos únicos que definam a sua empresa.
Passo 3. Declare de modo preciso a COISA BOA E DEFINITIVA que os distingue dos  seus concorrentes. Não mais que vinte e cinco palavras.
Passo 4.  É chegada a hora de analisar quem é o seu principal concorrente. Com 25 palavras poderosas, precisas, elogiosas... verdadeiras... diga QUEM É ELE?  Depois, liste três grandes diferenças entre vocês e eles. Desta vez não seja resumido, mas franco.
Faça este exercício sozinho. Depois divida com os colegas de trabalho. Argumente de modo sério a necessidade de que pensem bem ao fazê-lo!
E agora: o desafio! Você teria coragem de pedir a um grupo de clientes que fizesse este exercício respondendo as perguntas sobre a sua empresa? Para começar, tente com um cliente amigável. Mas não fuja de fazer também com aquele cliente cético ou detrator da sua marca.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, setembro 11, 2014

RESULTADOS E EFEITOS

ABRAHAM SHAPIRO

Eu admirava a moça. Era bela, parecia inteligente e atida a seu desempenho profissional com responsabilidade e decisão. Certo dia eu conheci seu namorado. Depois ela casou-se com ele. Era ignorante, fraco, detestava trabalhar e o melhor que conseguia ao abrir a boca era ter uma opinião política polêmica - bastante inútil, aliás.
Também foi assim com um empresário que era reputado como bem sucedido em sua cidade e região. Um dia, suas omissões e práticas vieram à tona, e não foi possível esconder a verdade. Ele era explorador de pessoas. Portava-se como tirano com a gente que trabalhava em suas empresas. Sonegava impostos de todos os modos possíveis. Era um autêntico enganador e irresponsável – alguém que buscava tão somente vantagens pessoais em tudo o que fazia.
De que vale lutar tanto para mostrar valor na vida, quando as minhas escolhas demonstram o contrário? Digo “lutar” porque é uma luta! Mas sabe o que empreendedorismo tem em comum com liderança? O exemplo.
Você pode ter um bom produto, conseguir ótimas vendas e a aceitação do público em determinado momento. Mas isso carece de sustentabilidade – ambiental, social e, antes e acima de tudo, moral.
Há pouco tempo veio a público uma rede internacional de lojas que se serve de trabalho escravo para a produção de roupas. Tenho certeza de que a queda nas vendas e a rejeição à marca foram sentidas e ressentidas no Demonstrativo de Resultados.
A lição da história? Eu sempre serei medido pelos efeitos das minhas escolhas.
Em tempos de discursos políticos em rádio e tevê é ótimo refletir no fato de que a realidade é o que mostra o que somos. Não são os bens que possuímos, o ganho mensal que perfazemos ou os aplausos que recebemos de quem não nos conhece bem.
Boas intenções e retórica afiada, em 99% dos casos são propaganda... com incrível e desagradável chance de ser enganosa.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, setembro 10, 2014

VERDADEIRA GRANDEZA

ABRAHAM SHAPIRO

Pare e olhe para a sua empresa.
O que você está esperando para que ela seja grande? Mais dinheiro para investimentos? Capital de giro? Funcionários melhores e bem formados? Gestores com atitude?
Isso é necessário, eu sei. Mas não é essencial.
A essência da grandeza de uma organização é a visão de grandeza pessoal de seu dirigente.
Eu aprendi algo prático dos meus estudos de história. E divido com você, agora.
A grandeza das realizações do homem é reflexo de sua grandeza interior. Não é filosofia. Quando um homem é interiormente grande, suas visões são grandes, assim como seu entendimento, seus pontos de vista, suas opções e iniciativas.  E essa grandeza não se comprova por um demonstrativo de resultados quantitativos ou pela relação de bens anexa à declaração de renda à Receita Federal – propriedades rurais, carros, apartamentos, gado, ações na bolsa etc. Mas pela qualidade de tudo o que ele faz.
A pergunta que se faz nesse ponto é: “De onde vem essa grandeza? É herança genética?”
Absolutamente não.
A grandeza real, assim como a amplitude e o valor das verdadeiras realizações, advém da sabedoria que se adquire pelo conhecimento e experiências de melhoria contínua em busca do desenvolvimento pessoal. É o que se consegue com o interesse de ser cada vez melhor, pois, quanto melhor eu sou como ser humano, mais eu cresço e “puxo” os que estão à minha volta para que também o sejam.
Eu não temo afirmar que estamos vivendo a pior crise de liderança de todos os tempos neste país. Estamos inseridos numa escassez preocupante de gente virtuosa.
Os discursos são vazios. As propostas abstratas. Não há compromisso e nem sentimento de coletividade. Todos parecem querer iludir a população com um clima perene de “final de novela das nove”.  Mas a realidade está muito pouco distante do “Inferno” da Divina Comédia.
No curto prazo os efeitos de desvios e corrupção dos últimos governos custarão o preço moral e social mais altos que um povo já pagou em toda a história da civilização.  E o pior disso é que não se veem punições que pudessem servir de exemplo.  
A última verdade que temos a enfrentar, o remédio único com poder de salvar o presente e o futuro chama-se “educação”. Sem isso, seremos uma geração morta.
Ou quebramos essa esterilidade de grandeza – a começar por nós –, ou teremos a lamentar no futuro o fato lastimável e irrevogável de termos sido inúteis no momento em que os nossos filhos e o resto do mundo mais precisaram de nós.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

domingo, agosto 10, 2014

PERGUNTAS QUE AFINAM A RELAÇÃO ENTRE OS ESCALÕES

ABRAHAM SHAPIRO


Parece fácil ao diretor afinar-se com seus gestores. Mas é difícil.  Tenho observado que quanto mais alto você estiver em uma organização, mais difícil é manter-se ciente do que está acontecendo mais abaixo.
Ter uma noção real dos fatos e ocorrências da sua empresa é um desafio importante a enfrentar. A pergunta é “como?”
Uma proposta prática e eficiente aconselha a empregar perguntas a serem feitas aos colaboradores da linha de frente. As respostas que eles derem trarão informações e poderão ajudar a  desenvolver as suas percepções mais úteis.
Uma dessas perguntas é:
“Como posso ajudá-lo?” Eu o aconselho a fazer esta pergunta aos seus funcionários, fornecedores e clientes. E não só você. Certifique-se de que os seus gerentes façam o mesmo. Sabe o que? Mostrar que você se preocupa com as pessoas em todos os níveis – e não só com os seus imediatos – abre possibilidades excelentes de diálogo. E diálogo cria ambiente de fomento à confiança e valoriza a diversidade entre as pessoas.
Outra pergunta útil é: “Por que estamos fazendo isso dessa maneira?” Pergunte isso para aprender, e nunca para adquirir argumentos de crítica ou repreensão. Todas as pessoas gostam de ser ouvidas, e você vai se beneficiar de um feedback real. Conte com os seus funcionários no processo de descobrir o que é preciso mudar e também de medir o progresso.
A terceira pergunta na busca de afinação entre você e os seus funcionários é: “Será que estamos te apoiando?” O objetivo aqui é avaliar se as pessoas têm tudo o que precisam para fazer bem seu trabalho. Fazer bem, eu disse, e não se sentir bem.
Na medida do possível, tenha e cultive o contato com os funcionários de escalões abaixo ao seu a título de fazê-los sentir-se ouvidos, sem atravessar o poder e a responsabilidade dos chefes da área em que eles atuam. Interesse-se por construir confiança e por motivar com inspiração uma visão comum a toda a empresa.
Isto ajuda. Muito.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, julho 16, 2014

NOVA MODA CORPORATIVA

ABRAHAM SHAPIRO

Conselhos são a nova moda corporativa. Não conselhos de orientação ou sabedoria, mas grupamento de pessoas, formados para auxiliar na tomada de decisão quando a situação requer mais de um responsável.
Um bom exemplo é o Conselho de Administração – entidade criada como recurso da Governança Corporativa em empresas profissionalizadas.
Mas assim como tudo na vida, um conselho ou comitê pode ser bom ou ruim – depende do uso e da dose.
Veja os sinais importantes por trás de muitas sugestões dadas por funcionários a título de solução a problemas. Por exemplo: um gestor incompetente para assuntos de sua responsabilidade irá sugerir a formação de um comitê, pois isto alivia suas obrigações pessoais. Um gestor cuja personalidade é controladora e desejosa de poder, terá num comitê o ambiente ideal para realizar suas necessidades psicológicas.
Um comitê nasce do objetivo de se ter uma “equipe” sinérgica, formada por pessoas respeitosas  e inteligentes capazes de propor soluções. Porém, o que normalmente se consegue é um grupo. Por que? Pelo individualismo das pessoas, e porque elas visam projetar seu ego aos olhos dos chefes, comportando-se como  numa raia de corrida. Estes são os fatores negativos.
O principal aspecto positivo de um comitê está em ser, de fato, uma equipe. Esta ainda é a maior vantagem competitiva de qualquer corporação. Este poder advém da dificuldade em que consiste criar ou desenvolver uma equipe – do futebol à religião, passando por empresas.
A regra básica para se ter uma equipe é combinar talentos individuais, juntando conhecimento e capacidade de visão de modo a produzir mais do que seria possível para cada um em separado.
1.       As metas devem ser específicas.
2.       É preciso regras que sejam respeitadas. 
3.       Os membros devem reconhecer a interdependência entre si.
4.       Cada encontro deve ser agendado, pautado e bem esclarecido ao entendimento de todos.
Uma equipe integra pessoas. Um grupo apenas as justapõem. E assim como numa orquestra cabe ao maestro cuidar da harmonia a partir da interpretação individual de cada músico, num comitê a presença de um responsável por seu direcionamento com autoridade, bom senso e sabedoria é a condição básica.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, julho 14, 2014

AS OUTRAS DIMENSÕES DE UMA HERANÇA

ABRAHAM SHAPIRO


FOLHA DE LONDRINA, 14 DE JULHO DE 2014 - Quem não pensa em deixar bens e riquezas para os filhos? No entanto, estudos mostram que, a menos que os pais transfiram cinco capitais a seus filhos, 70% de sua riqueza se dissipa em duas gerações e 90% desaparecerá em três gerações!

- "Cinco capitais? O que é isso? Quais são?"

- "Capital Financeiro, Social, Humano, Intelectual e Espiritual."

O capital financeiro é aquele que tem merecido a atenção de todos, o tempo todo.

Capital Social é filantropia e liderança comunitária – áreas em que nós, brasileiros, ainda damos os primeiros passos.

Capital Humano consiste em incentivar os filhos a seguirem uma careira ou profissão que envolva atuar de modo efetivo sobre a melhoria do mundo.

Capital Intelectual trata de aprender coisas que produzam elevado nível de educação e o uso da inteligência em vista de vencer metas desafiadoras.

Capital Espiritual traduz-se em compartilhar crenças e um sistema de valores.

Pais que possuem bens costumam deixar um testamento aos filhos.  Pouquíssimos, contudo, se preocupam em redigir um testamento ético. O que seria isso? Antes de tudo, uma reflexão que conterá ideias sobre a vida e sobre os valores determinantes que o pai deseja legar aos filhos.  A meu ver pessoal, trata de “o que fazer” e “como fazer” com dinheiro e propriedades sob visão ética, moral e de valores.

Ao longo da história muitos personagens deixaram a seus filhos testamentos éticos que se tornaram peças literárias ou filosóficas importantes para toda a humanidade. 

Hoje, quando o tema da sucessão de empresas familiares toma corpo crescentemente robusto, faz-se importante compreender que o modo como constituir a sociedade entre os herdeiros é tão valioso quanto seu conteúdo. Levando-se em conta que todo herdeiro nunca escolhe o negócio que vai herdar, e muito menos o sócio que terá, é valoroso trabalhar a construção dessa sociedade de forma a que se produzam como resultado compromissos éticos e morais firmes e convictos.

Meu conselho. Não se ocupe apenas dos aspectos materiais do seu processo sucessório. Dedique-se também aos valores que você apreendeu. Aí está a libertação de todas as grandes limitações presentes e futuras e dos temores que ocupam a sua mente. Confie nesta orientação, e o amanhã será diferente. A sua continuidade então terá um lastro físico e um lastro espiritual.  E por eles, a sua memória permanecerá pelo bem. E não só pelos bens.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, maio 23, 2014

COMO CHEGAR À LONGEVIDADE

ABRAHAM SHAPIRO

Empresas familiares com mais de cem anos em países da Europa e América do Norte são comuns. No Brasil são raríssimas. Estatísticas mostram que, de todas as registradas na Receita Federal, menos de 15% resistem à terceira geração.
Uma empresa paranaense de sucesso e otimamente posicionada no setor de engenharia e construções da região sul encontra-se às portas de seus 120 anos de existência. Estou falando do Grupo Thá,  fundado em 1895 pelo imigrante italiano Maurizio Thá e contado entre os mais prestigiados do país em seu segmento.
Pouca gente sabe que a Thá está presente na história de Londrina. Em 1945, a empresa foi responsável pela construção da Estação Ferroviária – um dos mais belos e emblemáticos prédios remanescentes do período de ouro do café. Hoje, funciona ali o Museu Padre Carlos Weiss.
Curiosamente, só recentemente o Grupo Thá entrou no mercado imobiliário londrinense, mostrando, sem qualquer reserva, seus atributos de excelência e especialidade.
Com três torres residenciais estrategicamente localizadas frente ao Shopping Catuaí, a construtora firma na Pequena Londres outra marca memorável, entre muitas que ainda virão.  O projeto inovador e tecnicamente desenvolvido para ser uma solução diferenciada de excelência para morar bem é um atrativo para investidores e famílias que buscam indiscutível qualidade superior.
Hoje, enfim, é a minha vez de congratular o Grupo Thá! Como consultor de gestão e negócios de empresas familiares esta é uma obrigação frente a todos estes fatos. 
O que pode sustentar a longevidade de uma organização senão competência, força de marca, confiabilidade, fidelidade a princípios e qualidade em processos, produtos e serviços?
Neste mundo só sobrevive aquele que se adapta frente aos desafios, às crises e converte sua luta em valor. A Thá é uma lição a ser aprendida, vivida e adquirida com convicção. A razão é sua resistência brava e respeitosa à maior e mais implacável de todas as provas: o tempo!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, abril 28, 2014

MEDIAÇÃO DE CONFLITOS

ABRAHAM SHAPIRO


FOLHA DE LONDRINA, 28 de Abril de 2014 - Diferenças na empresa podem ser de gerações, de interesses, de necessidades, de expectativas, e mais umas cem ou mil outras.
Muitas vezes elas geram conflitos. Mas também podem ser uma fonte de criatividade, de oportunidades ou de mudança para se conseguir maior produtividade. Depende muito do modo como se lida com elas.
Das tantas oportunidades de resolver conflitos em empresas, acabei atraído por isto. Os resultados são gratificantes, mesmo havendo situações em que não se alcançou o alinhamento entre os sócios ou gestores envolvidos devido a intransigência extrema.
A técnica mais prática para se colher resultados é chamada  "mediação". Trata-se de um processo não judicial – vez que não acaba num tribunal, mesmo quando há advogados envolvidos –, é voluntário – pois, só acontece quando os envolvidos querem  resolver suas diferenças –, ocorre em clima de cooperação – e não do confronto –, e é sigiloso.
Vamos a um exemplo. Imagine que, por uma simples laranja, dois cozinheiros entrem em conflito. Ambos querem a fruta e afirmam precisar dela como ingrediente importante de uma receita. O impasse poderia ser resolvido com a divisão da laranja em duas metades. Mas esta possibilidade não é ótima, visto que não satisfaz a nenhum dos dois em função de fornecer apenas a metade do que realmente necessitam.
Como mediar a situação? Tudo inicia sempre com boas perguntas. Que tal: “Para que exatamente vocês precisam da laranja?” Um dos cozinheiros, de repente, poderia responder: “É que eu uso o suco para um molho”. Talvez o outro dissesse: “Quero a casca para fazer um bolo”.
As respostas que eles deram apontam para um novo ponto de vista. Com base nesta diferente visão, uma única laranja poderá satisfazer os interesses de ambos, antes estavam ocultos numa postura inflexível. Agora os dois se utilizarão dos benefícios de uma fruta inteira, o que concorda exatamente com suas expectativas.
Isto é mediação de conflitos.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, abril 22, 2014

sexta-feira, abril 18, 2014

SER E ESTAR PARA DECIDIR

ABRAHAM SHAPIRO


Ontem uma amiga muito querida me perguntou: "Você prestou algum serviço para o fulano de tal?". Eu disse: "Sim. Foi breve. Fiz uma avaliação de como andavam seus negócios e predisse que se ele não implantasse algumas ações com muita disciplina, acabaria mal".
E ela: "Pois é. A empresa está numa péssima fase. E ele fez críticas duras a você. Pra mim está claro que é justamente por você ter predito o que iria acontecer".
Eu respondi: "Depois de tudo, eleger-me culpado pelo que ele mesmo não fez é até previsível. Achar um bode expiatório é a saída predileta dos incompetentes. Mas, francamente,  o que eu queria mesmo é vê-lo gerir a empresa conforme eu o orientei, pois isto seria a solução!"
Eu já me habituei com o caráter de algumas pessoas. O tipo em que se classifica este empresário especificamente, age sempre assim: entra num negócio achando que tudo irá bem o tempo todo. Porém, nada nesta vida transcorre sem problemas. Quando as contrariedades começam, ele fica paralisado, sem ação.  Outras vezes, atua com maus procedimentos e não se dispõe a livrar-se dos obstáculos.
É uma pena, porque um gestor que se preze, deve ter a mente aberta e estar assim para ideias, análises, previsões, e, depois, para concluir por si mesmo qual caminho tomar.
Em qualquer empresa, quem mais ganha são as pessoas que mais decidem.
Se um gestor – seja ele gerente, supervisor ou diretor – não tem capacidade de decidir bastante aprimorada, ele está na função errada.   Ou aprende o que deve para fazer isto, ou desiste da posição e assume um posto menos importante.
É por razões como todas estas que quando atuo como mentor de herdeiros e sucessores de empresas familiares  insisto em que eles tenham para si qualificações tais que superem aquela tradicional, típica e lamentável: “O meu pai é o dono da empresa”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, abril 14, 2014

UMA PRÁTICA DE SUCESSO PARA AS SOCIEDADES

Conceder o benefício da dúvida a um sócio não é fácil. E se houver agregados na gestão, a dificuldade é ainda maior.


ABRAHAM SHAPIRO

FOLHA DE LONDRINA, 14 de Abril de 2014 - Trabalhar em sociedade é uma condição sui generis. Exige caráter, disciplina e hábitos de boa educação bem mais elevados do que a maior parte de outras formas de relacionamento interpessoal.
Muita gente pratica dietas para manter a saúde ou buscam em academias de ginástica a boa forma que sonham para si.
Surpreende, porém, constatar que pouquíssimos homens e mulheres numa sociedade buscam treinamento para otimizar a relação com o sócio.  Há um mundo de práticas a conhecer para que se tenha sucesso neste modelo, e ninguém as detém por herança genética. Exatamente por isso devia ocorrer o oposto do que se vê nos empresários.
Tomemos como exemplo a cessão do benefício da dúvida.  Na prática societária, isto se traduz como a predisposição em julgar o sócio positivamente.
Suponha que eu repute o meu sócio como sujeito mal intencionado. Ao ouvir qualquer consideração sua sobre determinado assunto nada do que disser tem poder de me demover desta crença, pois eu já o julguei previamente.
Se, no entanto, eu me predispor a ser imparcial – independentemente das experiências anteriores vividas junto dele –, será possível ouvir suas ideias e refletir a respeito com discernimento e lógica.
Calcule as poderosas oportunidades que se descortinam neste cenário.  
Não é fácil, nem simples. E quando há agregados que participam da gestão, a situação se agrava. Consegue-se com aprendizagem e exercícios.  Os ganhos a quem se esforça em alcançar a arte de conceder o benefício da dúvida estão presentes no relacionamento com sócios, com a família, funcionários, fornecedores etc.
Como estas considerações se aplicam você?  Reflita sobre o seu ânimo em desenvolver em si as competências que lhe faltam para converter os seus pontos fracos em forças. Se for preciso, procure ajuda em livros ou com profissionais especialistas.
Apenas tome consciência de que nada acontecerá sem a sua mais autêntica e definitiva atitude.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quarta-feira, março 05, 2014

A SINERGIA DE STEPHEN COVEY

ABRAHAM SHAPIRO

Eu e os jovens empresários de quem sou mentor e orientador estamos estudando uma obra incrivelmente prática na área do relacionamento humano. É “A TERCEIRA ALTERNATIVA”, de Stephen Covey.
O núcleo central deste livro está na palavra sinergia.
Covey diz que a sinergia é o poderoso resultado ao qual se chega quando dois ou mais seres humanos respeitosos decidem, juntos, ir além de suas ideias preconcebidas para enfrentar um grande desafio. É quando 1 mais 1 é igual a 10, 100 ou mesmo 1000.
“Respeitosos”, ele diz. Se os dois ou mais seres humanos não se respeitam, jamais terão sinergia entre si. E isto é curioso. Eu conheci casais que se amavam. Ao perderem o respeito, a convivência tornou-se impossível. Já outros que se respeitavam, permaneceram juntos e satisfeitos mesmo quando o amor perdeu o colorido inicial.
A sinergia é uma decisão conjunta. Aqueles dois ou mais indivíduos respeitosos, quando frente a um grande desafio, decidirem suplantá-lo juntos, devem se predispor a ir além de suas ideias preconcebidas. Esta premissa parece interessante e simples de se entender.  Contudo, ir além das nossas ideias preconcebidas próprias é das mais difíceis tarefas a se desempenhar neste mundo. Natural é a qualquer indivíduo crer e apegar-se obsessivamente a seu ponto de vista pessoal. Por isso, não conseguimos sequer ouvir o que o outro tem a dizer.
Talvez por isso, sinergia seja um processo. O que é um processo? É uma sequência particular de ações com um objetivo. A criação do mundo, segundo o Gênesis, foi um processo. Uma receita de bolo é outro exemplo muito prático. Sinergia também é um processo. Daí ela não acontecer espontaneamente, porém, mediante o investimento de ingredientes ou recursos pessoais e um modo de fazer.
Covey conclui sua definição de sinergia com as seguintes palavras poderosas: “é a paixão, a energia, a habilidade, a emoção de criar uma nova realidade, que é muito melhor do que a anterior”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

PARCERIA

ABRAHAM SHAPIRO


Ela é usada em diferentes contextos: na amizade, nos negócios, no casamento, em religião e até mesmo na bandidagem. A palavra é parceria – quando duas ou mais partes estabelecem um arranjo de cooperação para atingir interesses e objetivos comuns.
Não poucas vezes há diferenças entre as partes – de conhecimento, de domínio, de expertise, de habilidades etc. Quando ocorrem, o acordo da parceria deve prever o que cada um irá realizar a fim de que todos deem seu melhor.
A regra diz que uma parceria pressupõe divisão de esforços.  Mas não é o se vê na prática por aí, especialmente quando gente interesseira se veste de justa para se unir a pessoas corretas. Os espertinhos deixam sobre os bem intencionados todo o peso das obrigações e esforços, e retornam, ao final, para a divisão dos benefícios alcançados.
Uma antiga fábula põe em perspectiva a realidade das desigualdades que podem ocorrer numa parceria e suas consequências. Tenho certeza que, após conhecê-la, você irá querer contá-la a amigos e funcionários.
Dois burros caminhavam juntos. Um deles ia sem nenhuma carga no dorso, pois dizia ser o preferido de seu amo para montaria. O outro, carregava injustamente mais peso do que suas forças permitiam.
Em vão esse coitado implorava ao colega que fosse seu parceiro, que se condoesse dele e o aliviasse de uma parte de sua pesada carga. O outro ria-se disso, e, correndo livremente na estrada, não fazia conta alguma da súplica.
Por fim, o burro extenuado, enfraquecido e sobrecarregado estrebuchou-se, e sucumbiu morto.
O que fez o dono? Passou às costas do primeiro toda a carga. E não só, como também a pele esfolada do burro que acabara de morrer.
MORAL DA HISTÓRIA:  Dividir as tarefas e ajudarmo-nos mutuamente para se chegar a um objetivo comum não é só um ato de bondade. Quase sempre é o mínimo a fazer para que todos sobrevivam.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

quinta-feira, janeiro 02, 2014

OS CHEFES VEEMENTES

ABRAHAM SHAPIRO


Dois gerentes da mesma empresa. Um repreendia seus subordinados com gentileza e respeito. O outro, com raiva e autoritarismo.
O primeiro conseguia elevados índices de produtividade de sua equipe. Tinha a boa vontade de todos para o que desse e viesse.
Os resultados da equipe do segundo, por sua vez, eram sempre decepcionantes. Ele contratava bons profissionais, mas a rotatividade era recorde. Com o tempo, deixavam de cumprir datas, tornavam-se displicentes, reativos e nem o trivial faziam, afinal, quem aguenta ficar ao lado de alguém que age como louco ou é um?
Por mais que o RH insistisse quanto à mudança de tratamento e comportamento, o gerente raivoso fazia questão de não mudar. A arrogância o cegava. Não se interessava por quaisquer das mínimas qualidades de um gestor. Seu dia a dia era mais horroroso que a bruxa de vassoura. Ele criou um conceito pessoal de gestão e, por orgulho sólido, atuava como se estivesse certo.
Einstein disse, certa vez, que “loucura é fazer as coisas sempre do mesmo modo esperando resultados diferentes”.
Estar gestor não é garantia alguma de que você é gestor, ou de que o será para sempre. No entanto, ser consciente de que você deve ter atitudes de gestor, virtudes de gestor e conduzir com dignidade as pessoas do seu grupo até que se tornem um time ou equipe, isto sim fará de você um gestor e possivelmente o tornará um líder aos olhos de todos por muito tempo.
Conhecimento técnico já não basta como habilidade para a liderança. Conhecer o caráter humano e saber como funciona é que é fundamental.
Pessoas querem ser tratadas como seres humanos individuais.
Eu já vivi por várias vezes situações de constrangimento na presença de patrões ou chefes que gritavam e impunham sua vontade à força sobre funcionários.
Hoje, logo cedo, lendo frases do jornalista e escritor Nelson Rodrigues, encontrei uma que reflete o que sempre pensei sobre esses ditadores de meia-tigela. Disse o mestre: “Desconfio muito dos veementes. Via de regra, o sujeito que esbraveja só o faz por estar a um milímetro do erro e da obtusidade”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

terça-feira, dezembro 31, 2013

IDEIAS PARA O ANO NOVO - 10

ABRAHAM SHAPIRO

Siga o livro. Mas seja o autor!
E por falar nisso, como andam o plano de marketing e o plano de negócios da sua empresa? Estão escritos? Ou existem só na sua cabeça? Atenção! Pode ser excelente que você já tenha pensado em tudo. Mas se não colocá-los pra fora, como é que a turma irá segui-los? Como o irão pô-los em prática?
Um plano tem que ser escrito. Não é opcional! Além disso, deve ser revisado de tempos em tempos, pois tem que dar resultados. Quando não dá, a sua obrigação consiste em analisá-lo e descobrir se há falhas, onde estão e corrigi-las.
Em uma pequena empresa, absolutamente todos os poucos e bons recursos precisam estar alinhados com os objetivos.  Tudo tem de ser calculado dentro dos critérios de viabilidade e sustentabilidade.
Por exemplo. Se você tem uma equipe de vendas externas, calcule o custo de todas as ações a fim de saber se as idas e vindas de cada um estão valendo. Averigue se as regiões estão bem divididas. Calcule se não há gente demais, ou de menos. Só não deixe o barco correr sem cálculos corretos. Cada real gasto pode estar custando dois! E aí? Quem paga a conta?
Nenhuma pequena empresa pode se dar ao luxo de deixar um recurso “remando sozinho” para ver onde chegará. Posso antecipar esse destino. É um lugar chamado: prejuízo!
Para que todos estejam juntos é obrigatório que haja planos escritos, comunicados e bem entendidos...  ao máximo.
Não abra mão disso. Em situação alguma. Muito menos às vésperas de um novo ano que se inicia.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

segunda-feira, dezembro 30, 2013

IDEIAS PARA O ANO NOVO - 9

ABRAHAM SHAPIRO


Comunicação é uma palavra mágica. Não só. É poderosa. É bombástica.
Sugiro que no próximo ano – ... não, não...,  o mais rápido possível –, você crie uma comunicação consistente e frequente com os clientes e os vários públicos que poderiam estar comprando de você mas ainda não estão.
Tenha uma newsletter impressa, de uma só folha – frente e verso –, por onde você irá informar, a cada dois ou três meses, assuntos interessantes relacionados ao seu negócio a essas pessoas.
A minha amiga Claudia Romariz é uma das profissionais que produzem os resultados mais incríveis na produção e programação visual de peças de comunicação para empresas. A Claudia trata cada caso da maneira apropriada, adequada à empresa e ao público. O nome de sua empresa é CR COM. Você encontrará com facilidade pela Internet. Marque uma reunião com ela e desenvolva a comunicação de que você mais precisa.
Além disso, você poderá produzir newsletters mensais não impressas lá no seu website. Também pode levantar um blog em que irá publicar posts relevantes com frequência. Que tal contratar um jornalista para lhe prestar este serviço? Faça o “máximo profissional” com profissionais. E tudo irá funcionar bem.
Crie eventos para compartilhar conhecimentos gerados a partir dos seus negócios.
Eu vejo concessionárias de veículos, por exemplo, falarem tanto em preço e quase nada nas diferentes vantagens e benefícios de seus produtos. Só o preço é bom? Duvido! Tragam pessoas aí na empresa. Convide-as para conhecer de perto. Sirva um café da manhã para várias delas. Fale pouco, mas objetivamente.
O mesmo vale para gráficas, empresas de Internet, consultorias, academias de ginástica, lojas de computadores, padarias,  cafés, hotéis, Personal Trainners, enfim... fale, mostre, ensine os clientes efetivos e potenciais a conhecerem o seu negócio, a sua empresa, seus diferenciais, o modo de trabalhar e atender.
Comunique-se proativa e agressivamente com todos no Ano Novo!
Se você não o fizer, quem o fará? E se não agora? Quando?
Mexa-se. Esforce-se. Aconteça. E se preciso for, faça chover, também. Eu acredito que você pode!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

sexta-feira, dezembro 27, 2013

IDEIAS PARA O ANO NOVO - 8

ABRAHAM SHAPIRO

Não posso continuar dando ideias para o Ano Novo sem falar do principal: Clientes.
Envolva o cliente em tudo que você faz.
Aproxime-se dos clientes como nunca!
Faça pesquisas de satisfação.
Crie fóruns de discussão entre clientes nas mídias sociais. Dê liberdade para que eles falem o que sentem e o que pensam do seu negócio, e de como você o faz.
Crie um comitê dos melhores clientes.
Crie um programa de fidelidade para os melhores clientes.
Estabeleça uma agenda de visitas periódicas a clientes para você ir até eles.
Crie novos pontos de contato com os clientes da sua empresa via Facebook, Twitter, Blogs, entre outros.
Só não continue achando que o cliente é obrigado a prestigiá-lo, ou que você é o máximo.
Tenho visto essa falsa autoconfiança transformar-se em arrogância e afundar gente com muito dinheiro por trás da empresa. Aliás, vale lembrar: “dinheiro pode comprar quase tudo, exceto riqueza”.
Pare de se iludir achando que a hora que os clientes virarem as costas você conseguirá investir recursos em propaganda e reverter o processo. Isto não vai acontecer. É mais fácil um elefante voar.
Em qualquer negócio, a única moeda forte que significa riqueza tem nome: clientes!
Conheça o pensamento do seu cliente, seu ponto de vista sobre a sua empresa e jeito de negociar a fim de determinar as ações que realmente consolidarão os seus negócios hoje para perenizá-lo no futuro – se você quer ter futuro. Não se fundamente sobre suposições que só amenizam as suas responsabilidades e diminuem o seu esforço.
Atendimento é foco constante sobre as expectativas do cliente. Quando essas expectativas mudam, o atendimento as acompanha. E se você não sabe que expectativas são essas, cometerá o pecado de começar a imaginá-las. Será difícil acertar. Quase impossível.
Com clientes você sempre terá apenas duas alternativas a escolher: “acertar” ou “acertar”. O que passar disso é morte certa de qualquer negócio!
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quinta-feira, dezembro 26, 2013

IDEIAS PARA O ANO NOVO - 7

ABRAHAM SHAPIRO

Que tal fazer uma loucura no próximo ano?
Experimente algo novo nos seus negócios. Tente vender um produto ou serviço com uma condição que você nunca fez antes.
Crie um serviço com custo-benefício muito, mas muito interessante para um público alvo a quem você nunca se dirigiu. Fale com esse público de perto.
Crie meses temáticos e decore a empresa de acordo com esses temas.
Lance um programa de vídeos no Youtube e divulgue-o no Facebook.
Crie uma propaganda diferente. Promova-a da forma como você sempre teve medo de fazer.
Mude o seu website.  Tire o excesso de formalidade ou cerimônia. Deixe-o mais leve e bonito. Pague bem por isso. Ofereça conteúdos interessantes nele para que as pessoas os encontrem e estabeleçam um vínculo diferente e novo com a sua marca.
Empacote a sua empresa no formato de um aplicativo para i-Phone e i-Pad.
Dê aos seus funcionários aniversariantes um dia para trabalhar em casa – talvez uma sexta-feira – e observe o que eles farão, como farão, e se serão mais eficientes. Vai que o resultado o inspire a criar dias de trabalho doméstico!
Decore o seu escritório de um modo diferente. Coloque coisas que façam as pessoas saberem que você está buscando fazer a diferença.
Quebre a cabeça para encontrar um Oceano Azul para a sua empresa. Você  ainda não sabe o que é Oceano Azul? Procure no Google. E depois que souber basicamente, compre o livro e estude uma forma como aplicá-lo na sua companhia.
Crie uma figura diferente que o defina como empresário. Aja diferente. Pense diferente. Sinta as coisas de modo novo. E passe isso também para os seus companheiros de negócio. Leve-os até este “mundo melhor” ao qual você recusou-se a entrar há tanto tempo por medo, vergonha ou suspeita infundada.
Abra o peito e vá adiante. Recrie-se. Refaça a sua fé. Quem não se renova, não cria um mundo. E do que vale ser a “imagem e semelhança de D-us” se nem um mundo você conseguir criar?
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473