quarta-feira, novembro 14, 2012

MUDANÇAS SEM TRAUMAS

ABRAHAM SHAPIRO

Você quer ouvir mais uma vez que o ser humano é naturalmente contrário a mudanças? Pronto, falei de novo! Mas reconheço que levar as pessoas a bordo de uma mudança muitas vezes é mais difícil do que implementar a mudança em si.
Vários clientes meus fazem aquela pergunta que mostra mais desespero do que dúvida: “O que e como devo fazer para envolver os meus funcionários em mudanças sem provocar traumas?”
Não sei se conseguiria dar uma resposta definitiva para solucionar esta questão. Mas conheço algumas atitudes que podem ajudar. Eu já as testei, e posso garantir que, bem conduzidas, irão produzir resultados surpreendentes.
Primeiro: incentive a abertura. Crie um ambiente em que as pessoas se sintam livres para expressar pensamentos e sentimentos sobre a mudança. Depois, pergunte aos funcionários sobre suas preocupações, anseios e temores das implicações da mudança. Você provavelmente verá que eles são imaginativos demais, e que têm medo do “bicho papão”. Após isto,  será mais fácil contornar os obstáculos mentais do pessoal.
Como pôr em prática? Após entender as indecisões, reúna os colaboradores para discutir os problemas percebidos. Quando eles sentirem que são ouvidos, ficarão automaticamente mais propensos a apoiar a decisão final ou a mudança em curso. O efeito desta atitude é positivamente mágico.
Todo ser humano carece de ser ouvido e de receber atenção. Sempre que alguém dá isso a ele, reduz sua ansiedade, e o equilíbrio passa a predominar.
Como último passo, seja direto. Você é um líder, portanto, saiba perceber quais problemas devem ser resolvidos de frente, cara a cara.  Tenha coragem de lançar-se sobre todos eles com educação, respeito e paciência. Forneça as informações necessárias. Não pretenda enganar ninguém e nem esconda fatos que devam ser considerados.
Faça isto, e você me agradecerá! 
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, novembro 12, 2012

FUJA DE GAMBIARRA

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 12/11/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.

ABRAHAM SHAPIRO

Em uma planície viviam o urubu e o pavão. Certo dia, o pavão pensou:
O pavão
– “Sou a ave mais bonita do reino animal. Tenho plumas coloridas, grandes e exuberantes. Mas do que me adianta? Não posso voar para mostrar ao mundo desde o alto a minha beleza. Feliz é o urubu que é livre para voar onde quer que o vento sopre”.
O urubu, por outro lado, também refletia sobre o sentido de sua vida:
– “Quão infeliz sou: a mais feia de todas as aves. E, além disso, tenho que voar e proclamar a todos minha feiura. Ah, se eu fosse belo e vistoso como o pavão, eu me realizaria e me amaria muito mais”.
O urubu
Certo dia as duas aves se encontraram, e numa rara oportunidade de franqueza, uma revelou à outra seus sentimentos secretos. Num arroubo de compreensão mútua, as duas tiveram a mesma brilhante ideia: juntar-se para um cruzamento. Ambas sairiam ganhando. O filhote teria dupla virtude: voaria como o urubu e seria belo como o pavão. E foi isto o que fizeram mais que rapidamente.
O peru
O resultado? Da união planejada e calculada nos mínimos detalhes nasceu ninguém menos que o peru: uma ave terrivelmente feia e que, além disso, não voa!
Outro dia, vi um adesivo num carro que dizia: “Dar jeitinho é a desgraça deste país”.
Você sabe o sentido da palavra gambiarra? É uma improvisação para apenas dar jeito temporariamente a algo que está errado ou a uma necessidade urgente. Não resolve problema algum. Apenas protela a solução. Mas muita gente por aqui ainda acredita em gambiarras. Estes talvez digam que o Brasil é o país dos “jeitinhos”. Não! Não é!
Esta mentalidade precisa cessar.
Temos de nos precaver contra improvisos. O urubu e o pavão não levaram em conta os riscos que se escondiam nos cálculos que os levavam a crer que sua união seria uma poderosa solução a suas fraquezas. Deu tudo ao contrário. A grande sabedoria por trás desta fábula é: “Se as coisas estão ruins, uma gambiarra só irá piorá-las!”
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, novembro 09, 2012

FUNCIONÁRIOS QUE FAZEM "BICO" NO TRABALHO

ABRAHAM SHAPIRO

Aqueles funcionários vendiam cosméticos, roupas e recipientes plásticos aos colegas. Não por ganância,  mas para complementar seus salários.
Via de regra, quando um funcionário recebe remuneração compatível, e enxerga perspectivas concretas na empresa em que trabalha, ele dá em troca toda sua dedicação. Quando, porém, ele e os colegas veem no emprego algo estático, exploratório e distante da realidade de remuneração do mercado, ele mantém sua constante prospecção por outra vaga, a visão permanente de um segundo emprego ou  fará um “bico” para complementar seus ganhos.
Em psicologia, o termo “ambição” significa “insatisfação com sua situação atual e o desejo de promover mudanças para melhor”.
Se a empresa oferece condições de mobilidade funcional ou salarial, o colaborador interessado terá a tendência de engajar-se a suas tarefas. Ele quer intensificar sua iniciativa pessoal e obter os efeitos de suas ações o mais rápido possível. Tem objetivo de crescer até novos patamares e a empresa representa sua fonte de realizações.
Quando, porém, os benefícios escoam o tempo todo para o bolso do patrão ou a empresa não se propõe a desenvolver um modelo de gestão de pessoas que valorize seu quadro de funcionários devidamente,   o empregado trabalha o mínimo necessário, não dá tudo de si e atua “com um olho no peixe e o outro no gato”.
Quanto isso custa? Não vale a revisão do modelo de gestão de RH desta empresa?
Os tempos mudaram. Talvez você seja da época em que era comum dizer: “Ninguém é insubstituível”, ou “Não está satisfeito? Passe no RH e acerte as contas!”.
Agora, o funcionário insatisfeito deixará em seu lugar uma conta praticamente impagável correspondente aos treinamentos que recebeu, às estratégias de operação da empresa que, tendo ele conhecido, poderá revelar a concorrentes, sem contar a influência negativa que exercerá sobre muitos dos colegas que ficaram.
Quer algo pior? Eu direi. Você não conseguirá substituí-lo senão por alguém provavelmente pior, pois os bons profissionais estarão bem empregados quando você mais precisar de um.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, novembro 08, 2012

O MILAGRE DO RECONHECIMENTO

ABRAHAM SHAPIRO

Reconhecimento e gratidão são duas virtudes que somente os grandes possuem. Mas grandes mesmo – grandes pais, grandes filhos, grandes seres humanos, grandes patrões, grandes líderes etc.
Um empresário que reconhece o esforço de seus colaboradores terá a “boa sorte” de uma equipe comprometida. O contrário também ocorrerá. Seu grupo de trabalho será do tipo “permanentemente não engajado”. E não será azar nenhum. Mas lógica!
Ouvia, dia desses, a conversa entre dois gerentes de uma indústria familiar de médio porte: “Não faça tanto. Aqui o negócio funciona da seguinte forma: se você faz a sua obrigação ou vai além do previsto, não faz diferença alguma. Com este boçal sanguessuga do nosso patrão, tudo o que você fizer jamais será suficiente. Veja como ele trata a própria mãe – aos gritosw e berros. O filho não o respeita! Ninguém vai honrar um homem assim! Não vale fazer isso nem pelo seu emprego!”
Fiquei indignado com a conversa que inevitavelmente chegou-me pelo elevado tom vocal com que o gerente ensinava comportamentos nada bondosos àquele seu colega. Mais ainda pela invasão à privacidade do patrão que ele reiterava sem qualquer dose de vergonha. Mas conhecendo o indivíduo de quem eles falavam, eu sabia que a origem daquela atitude advinha de um ponto fraco identificado por todo mundo: este chefe não manifesta o mínimo reconhecimento por ninguém. E de sobra, faz questão de ser grosseiro com funcionários mesmo diante de clientes.
Ser grato e manifestar o valor do próximo realizam grandes milagres no espírito de solidariedade e no equilíbrio do ambiente.
Não se dá reconhecimento apenas com dinheiro ou outras recompensas, mas com visão daquilo que foi bem feito, e com palavras sinceras. Mais vale um elogio franco sobre o esforço empreendido pela pessoa do que prêmios.
Dê reconhecimento aos que estão à sua volta. Distribua sentimentos modestos e breves de gratidão. Um simples cumprimento tem enorme significado para quem o recebe e o poder mágico de converter opiniões rudes ou adversas em cooperação. Eu lhe garanto um clima positivo e solícito em resposta à sua atitude.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, novembro 07, 2012

SOMOS TODOS PARTE DE UMA ESCADA HUMANA

ABRAHAM SHAPIRO

Um homem estava acampado com amigos numa floresta. De longe, ele avistou um pássaro exótico no topo de uma árvore.
Caminhou até lá e viu que não tinha como escalar seu tronco. Nem escada havia. O que fez ele? Chamou seus amigos e, juntos, fizeram uma escada humana – um sobre o ombro do outro –, o que possibilitou que ele subisse. Chegando lá em cima, ele apanhou o pássaro – que era bastante dócil.
Embora o tivessem ajudado a pegar o animal, os homens abaixo dele não faziam a mínima ideia de que a ave fosse tão bela. Alguns nem sabiam o que ele havia pego. No entanto, sem aquelas pessoas o nosso amigo não teria conseguido chegar a seu objetivo.
De fato, imagine o que teria acontecido se um dos integrantes daquela escada humana mudasse de ideia. Todos teriam caído. E o homem que almejava capturar a ave não só falharia em sua aspiração, como também cairia, sob risco de quebrar seu pescoço.
Essa história é uma ilustração que deve ser mostrada, ensinada e inserida na consciência de todos os funcionários das empresas, dos membros da administração pública e de qualquer situação que envolva grupos de pessoas atuando em função de uma meta.
A vida é assim. O trabalho é assim. Qualquer um de nós depende daquelas pessoas que fazem parte de uma corrente de ajuda mútua a fim de se alcançar objetivos. Geralmente elas nem sabem exatamente o que é que se busca, mas ajudam. E muito. Sem elas, não se atingiria o alvo – mesmo naquelas situações em que, após a conquista, o vencedor sente-se vitorioso único, e despreza os que arriscaram o próprio sangue a seu lado.
Você e eu, que lideramos, precisamos enxergar os demais e dar a eles – a cada um deles – seu devido valor. São estes indivíduos que nos dão suporte e apoio nas melhores horas e também nas mais dolorosas ou pesadas. 
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, novembro 06, 2012

ISSO É QUE É PROPAGANDA

ABRAHAM SHAPIRO

Quanto vale um cliente? Você já pensou? A resposta irá revelar seu verdadeiro talento para os negócios.
Você é inteligente, por isso, sabe que um cliente vale muito. Ele não vale apenas o dinheiro que traz para o seu caixa. Ele pode ajudar a sua empresa a crescer quando compra ou mesmo se não compra nada.
Clientes têm ideias.
Clientes têm sensibilidade e senso de comparação útil.
Pensa que eles não sabem o que querem? Você está enganado à décima potência. Pesquisas de todos os tipos comprovam que eles sabem.
Você conversa com os seus clientes? Sabia que eles podem gerar ideias inovadoras para a sua empresa? Sabia também que eles podem dar dicas incríveis sobre mudanças ou adaptações a produtos e serviços mais do que qualquer um dos seus engenheiros ou designers?
Outro ponto com que certamente você ainda não conta é que os clientes são mais confiáveis do que você mesmo. Eles são capazes de fazer marketing melhor do que todas as agências que você pode pagar ou do que todos os funcionários internos da sua empresa.
É fácil tomar posse deste benefício. Identifique os clientes que são fãs da sua marca. Ofereça a eles algum incentivo para atuarem como "divulgadores" da sua empresa ou produto. Você verá que cada cliente que um desses fãs conseguir, se transformará em um novo fã. Assim, a corrente de divulgação espontânea será poderosa e forte – bem mais potente do que propaganda em tv, rádio, Internet ou outra mídia.
Clientes satisfeitos são comprometidos com a marca ou o produto que os satisfaz. Eles estão dispostos a dar referências da empresa a seus amigos, parentes e colegas de trabalho.
Comece a falar e a usar o poder dos seus clientes. Esse é um tesouro precioso enterrado embaixo da cama onde talvez você tenha chorado pela falta de recursos para investir em propaganda.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, novembro 05, 2012

A LEI, A EMPRESA E SEU REAL VALOR

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 05/11/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO

Estive com o meu amigo Tiago Torres. Ele é advogado – dos bons.
O Dr Tiago me falou do quanto as empresas estão preocupadas com sucessão familiar e criação de holdings. A moda agora é os patriarcas transferirem seu patrimônio aos herdeiros evitando os tradicionais transtornos dos inventários. Eles acreditam que, por este meio, os herdeiros também se motivarão a assumir um posto de responsabilidade na empresa.
Mas, o Tiago possui dados de que estas razões são fracas. Sabe por quê? Há algo muito maior e que deveria vir antes disso na intenção desses proprietários.
Muitas empresas cresceram fundadas em práticas de sonegação de tributos e desrespeito à legislação trabalhista ou ambiental. Você já deve ter ouvido algum empresário dizer que “se fizer tudo certo a  empresa quebra”.
Não é verdade. E o Dr Tiago complementa dizendo que os órgãos fiscalizadores estão avançando em tecnologia e rastreamento. Eles cruzam dados, fiscalizam in locco e utilizam recursos que ampliam astronomicamente o risco negativo das empresas continuarem se desviando das condutas legais.
Antigamente pensava-se ser vantagem deixar o passivo trabalhista para um acordo futuro. Isso não existe mais, e é bem provável que acabe resultando em condenação e se traduza em falência da empresa.
A pergunta é: “O que você quer deixar aos seus filhos?”
Muita herança empresarial por aí não diferiu muito de uma bomba-relógio, desgraçando o futuro dos herdeiros.  Há casos em que os crimes e passivos ambientais acumulados na gestão do pai converteu-se na prisão do filho.
Qual será o remédio? O Dr Tiago responde em três palavras: Prevenção Jurídica Ativa. É um planejamento em que se faz a adaptação da empresa à realidade legal atual, estabelecem-se controles e procedimentos para solucionar problemas reais e evitar os potenciais.  É fazer a empresa andar sobre os trilhos da lei, com viabilidade.
Seu negócio é lucrativo? Transforme-o então numa herança de valor. Procure os serviços de um bom e experiente advogado e previna-se!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, novembro 02, 2012

RESPONDA OS SEUS EMAILS

ABRAHAM SHAPIRO



Não é de hoje que se sabe que as pessoas são mais propensas a mentir quando escrevem mensagens eletrônicas do que quando usam caneta e papel. O Dr House repete inúmeras vezes na série de televisão que “todo mundo mente”.
Mas existem outros problemas com emails que deixam indignadas muitas pessoas de bem. Solicitaram que eu escrevesse a respeito.
Não consigo entender porque pessoas que se intitulam profissionais ignoram a mínima iniciativa de escrever ao menos “recebido” ou “Ok... vou analisar” como resposta às mensagens que lhes chegam pela Internet. Elas optam por mostrar indiferença. Mas tornam-se irresponsáveis quando não assumem posição frente a situações que são também de seu interesse próprio.
Será autoafirmação? Ou desejo de proclamar: “Eu sou importante! Por isso, vou lhe deixar em dúvida sobre a minha resposta”!
Não importa se é doença na cabeça ou no relógio.
A regra de ouro da correspondência eletrônica diz: responda a qualquer email que não for propaganda, brincadeira ou perda de tempo. Se foi dirigido a você, emita uma resposta, sempre.
Responda e envie emails apenas no horário comercial, senão, em breve você terá de viver só para isso. Quando estiver impedido de responder imediatamente, escreva uma linha dizendo: “Responderei assim que possível”. Mas seja organizado para não esquecer este compromisso.  
Se você se sente invadido com uma mensagem inconveniente, seja sincero com quem a enviou. Diga o que sentiu, e peça que não lhe escreva mais. É um direito legal que você tem.
A única coisa que não vale é aflorar patologias mentais e outros desvios sendo indiferente e não respondendo a alguém que já investiu tempo e atenção na triste tarefa de comunicar-se com você. 
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, novembro 01, 2012

NÃO SUBESTIME O SEU POTENCIAL

ABRAHAM SHAPIRO



Vamos falar de um assunto que é problema para um bom percentual dos profissionais. Muita gente trabalha com desempenho irrisório. A razão provável é que seus objetivos pessoais foram fixados em patamares baixos. Ao conversar com eles, provavelmente você ouvirá a frase que tipicamente diagnostica este mal: “Estou cansado. Acho que já fiz muito!”
Qualquer profissional que se convence de já ter feito muito, demonstra metas pessoais baixas e também que ele está confinado em sua situação atual.
Imagine uma empresa que tenha meia dúzia de gerentes pensando assim.
Se isto acontece com você, pare um instante e reflita. Olhe para as experiências que você já adquiriu. Veja as habilidades que desenvolveu. Conte as competências que juntou e observe a capacidade de entendimento que conseguiu treinar.
Agora analise os seus objetivos pessoais de longo prazo. Quais são eles? Eleve-os. Revise também as suas metas de curto prazo, aquelas que você deseja alcançar em um ano, por exemplo.
É um grande mistério por que tantos homens subestimam o potencial que têm. Gostamos de pensar que não poderemos subir mais, que não conseguiremos ultrapassar o limite que acreditamos estar exatamente alí, onde imaginamos. Talvez este limite nunca tenha existido senão na nossa cabeça.
Os seres humanos não nascem com capacidades iguais. E não têm oportunidades iguais. Mas surpreendentemente, a maioria nem ao menos se aproxima do nível de realização a que poderia aspirar. 
Coloque no papel as suas metas. Selecione aquelas que são mensuráveis. Marque uma data para alcançá-las. Agora comece a promover em si mesmo as mudanças de que precisa para lutar e sair em busca de alcançá-las.
Quase todos indivíduos que alcançaram êxito, planejaram suas conquistas. Raramente chegaram ao topo por acaso.  Se você se planejar, terá chances de fazer parte deste número. E elas serão bem maiores do que se você ficar esperando algo lhe acontecer.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, outubro 31, 2012

REVISTA FECOMÉRCIO DO RIO GRANDE DO SUL - OUTUBRO 2012


Clique na imagem abaixo e, quando abrir, vá à página 50 e leia o artigo na íntegra.



O MODELO EMPRESARIAL FEUDAL

ABRAHAM SHAPIRO



Você não imagina quantas empresas por aí ainda querem se tornar uma “grande e importante família”. Eu não me surpreendo mais com aqueles diretores paternalistas tipo cacique ou “poderoso chefão”, que concentra autoridade e lida com os demais como seres inferiores.
Nessas empresas, as decisões a serem tomadas são remetidas o tempo todo para o topo do organograma. O chefe geralmente mantém a seu redor os famosos “pistolões” – gerentes que nada sabem, estão distantes das áreas de operação e quase nunca têm informação ou conhecimento necessário para aconselhar quem quer que seja. Para eles, “quem conhecem” é muito mais importante do que “o que conhecem”.
Neste modelo de companhia o que os gerentes mais aprendem é evitar responsabilidades. Tendo que obter aprovação do alto antes de agir, eles se livram do comprometimento com tudo o que poderiam fazer. O princípio que os dirige é: “Não decida nada do que pode ser decidido pelo diretor todo-poderoso”. Assim, até questões de rotina levam muito mais tempo para serem resolvidas. Mas quando um pedido vem de cima, é atendido de pronto. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Quanto mais alta é a fonte do pedido, menos tempo levará o atendimento.
O “paizão” desta empresa normalmente é um viciado em trabalho. Fica em sua sala horas a fio, e raramente tira férias. Seu horário de trabalho provoca agitação no pessoal, pois ele espera que todos estejam à mão sempre que precisar. Vida familiar ou saúde é uma lenda. Promoção é algo que depende mais do tempo que o funcionário passa no trabalho do que da qualidade ou desempenho.
O triste disso é que uma empresa assim só tem valor patrimonial, pois ninguém dentro dela é capaz de fazer algo verdadeiramente significativo para seu desenvolvimento. Qual será o erro? Resposta fácil. Empresa não é família, e família não é empresa! 
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, outubro 30, 2012

NOMES DE MARCAS E LOGOTIPOS

ABRAHAM SHAPIRO


Os estudiosos do marketing afirmam que os milhões de dólares gastos na criação de nomes malucos ou da maioria dos logotipos de empresas são um desperdício porque não comunicam nada além de algo que só satisfaz o gosto de seu criador ou do proprietário.
Há muitas pesquisas que estudam isso. Uma delas compara logotipos que incluem o nome da marca com logotipos que não o incluem. Descobriu-se, por exemplo, que os logotipos sem os nomes são reconhecidos por uma mínima porcentagem dos entrevistados.

Símbolos como a estrela de três pontas da Mercedes ou o olho da CBS receberam investimentos de centenas de milhões de dólares para se fixar na mente dos consumidores.
Outro capítulo empolgante do marketing e, sem dúvida, com peso importantíssimo na atração do consumidor é o nome da empresa.
A Nike é um exemplo curioso cujo nome foi inspirado na deusa grega da vitória, Nice. Em grego, seu nome é Niké, lido em inglês como "náik". O logotipo da marca é chamado de Swoosh. Trata-se de um desenho criado por Carolyn Davidson, em 1971, e vendido por inacreditáveis U$ 35 à empresa. Lembra uma ave porque a deusa Nice também representava os seres alados.
Maçã era a fruta favorita de Steve Jobs, fundador da empresa de computadores, que propôs a ela o nome Apple com três meses de atraso para o compromisso de apresentar uma sugestão aos amigos que seriam seus sócios. Como nenhum deles trouxe nome melhor, assim ficou.
Já a marca Sony originou-se da palavra latina que significa "som". Mas o que fortaleceu sua adoção definitiva foi o fato de 'sonny' ser uma gíria americana para se referir a um “jovem brilhante”.
A instrução que os mestres do marketing emitem sobre esse tema é simples e prática. O nome de uma marca é muito mais eficiente do que o símbolo dela. E o logotipo deve sempre ter base no nome.

É isso!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, outubro 29, 2012

A VISÃO ABSURDA DE ALGUMAS EMPRESAS

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 29/10/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


Missão, visão, valores. Para várias empresas, ter esse trio descritivo dependurado nas paredes de suas instalações é sagrado. Muitas delas, no entanto, estabelecem para si uma visão ao mais irrisório e ridículo lugar-comum. Veja esta: “Nós manteremos os mais altos padrões de produção e ética”. Outra expressa uma necessidade como objetivo: “Atingir suficiente lucro”. Isto é um absurdo. Compara-se apenas a um ser humano que proclamar como visão de sua vida o ato de respirar.
Ao propôr a visão ideal de sua empresa, evite dizer o que ela faz para sobreviver. Diga, em vez disso, o que escolhe para fazê-la prosperar.
Não faz o menor sentido empregar superlativos como “o maior”, “o máximo”, “o melhor”.
Um teste para saber se a visão da sua organização é verdadeira consiste em verificar se você pode discordar dela razoavelmente. Se não puder, esta visão merece ser excluída. Você discordaria, por exemplo, de “fornecer o melhor pelo preço cobrado”? Só se fosse louco, não é mesmo?   Portanto, será besteira incluir esta frase na visão! Por ser óbvia ululante, ela não enunciará nada de uma boa visão dos seus negócios.
Uma companhia diz que quer “maximizar seu potencial de crescimento”. Outra deseja “oferecer produtos da mais alta qualidade”. A pergunta que insistentemente faço é: como elas saberão se conseguiram isso? Se não podem medir, não devem propor. Será somente um bla bla. Nada prático, nada factível.
Vou dar três dicas a respeito de como se constrói uma visão realista.
A primeira providência no enunciado da visão é constar nela objetivos que podem ser medidos. Isto evoca o poder de comprometer as pessoas.
Segunda dica: a visão da empresa deve diferenciá-la de suas congêneres e proclamar sua individualidade, sua singularidade. Assim, “fabricar produtos com eficiência a custos que deem lucros” é uma péssima proposta, pois iguala a sua organização a todas as outras.
Terceira: a visão deve definir o negócio que a empresa quer ter no futuro, e não o que ela já tem hoje. Uma companhia que produz refrigerantes e salgadinhos, por exemplo, e que opera em várias instalações para refeições, recreio e diversão identificou sua visão de negócio como: “aumentar a satisfação das pessoas durante seu tempo de lazer”.
Uma visão poderosa e consistente comunica valor real – do presente para o futuro – trabalha intensamente para atingi-lo. Portanto, ela será inequívoca e mensurável.
Enuncie a visão da sua empresa do modo mais simples, porém relevante a todos direta ou indiretamente envolvidos com ela. Posso garantir que após isto ninguém deixará de reconhecer sua grandeza e solidez!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, outubro 26, 2012

COMO CONSEGUIR QUE AS DECISÕES SEJAM CUMPRIDAS

ABRAHAM SHAPIRO


Durante a Segunda Guerra Mundial, foi feito nos Estados Unidos um trabalho destinado a familiarizar as mães de crianças entre dois e seis anos de idade com uma alimentação mais adequada. Verduras frescas estavam em falta. Por isso procurou-se levar as mães a incluírem óleo de fígado de bacalhau e suco de laranja na alimentação dos filhos.
Qual seria a melhor maneira de convencer estas mães a adotarem o novo regime alimentar? Os especialistas experimentaram dois métodos diferentes de instrução. Separaram as mães envolvidas em dois grandes grupos.
As do grupo número 1 foram levadas a ouvir uma simples palestra proferida por um nutricionista, com vinte minutos de duração.
As mães do segundo grupo foram divididas em subgrupos de seis. Cada subgrupo foi submetido a uma palestra de dez minutos e, em seguida, elas tiveram mais dez minutos dedicados à discussão do assunto que acabava de ser exposto.
Constatou-se que somente 40% das mães que tinham ouvido a palestra de vinte minutos decidiram alimentar os filhos pela forma recomendada. Já nos subgrupos que tiveram a oportunidade de discutir o assunto, a adesão ao novo regime chegou a 90%.
Isso nos faz refletir sobre o modo como instruímos os nossos colaboradores em suas tarefas e incumbências no trabalho.
Antes de qualquer decisão a ser tomada unilateralmente sobre as equipes de funcionários, analise a possibilidade de conhecer as diferentes opiniões dos integrantes. Isto lhe permitirá antever potenciais conflitos.
Divergências nem sempre dizem respeito apenas ao modo como os objetivos deverão ser buscados. Opiniões sobre os próprios objetivos podem diferir e se tornar empecilhos. É fácil entender. Antes de chegar a um acordo com o seu marido ou a sua esposa sobre a maneira mais rápida de chegar ao cinema ou ao restaurante, você deve decidir se querem assistir a um filme ou ir jantar.
Por analogia, disto também depende a eficiência e a eficácia do seu pessoal no trabalho.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, outubro 25, 2012

O QUE TODO CLIENTE ESPERA RECEBER

ABRAHAM SHAPIRO

Clientes são muito exigentes. Se você não os agrada, eles não gostam de você e vão embora.
A maioria dos clientes sabe o que quer.  Quando mal servidos, simplesmente não voltam.
Alguém me disse:
- “Fui sorridente, otimista e o cliente não reconheceu isso”. 
E eu respondi:
- “O que as pessoas querem é atendimento. Não adianta apenas falar bonito ou sorrir. Mais que isto é ser sincero. A propósito, esta é a primeira lição do relacionamento com o cliente”.
Pense bem. Suponhamos que você queira comprar um terno. Vai a uma loja, experimenta um modelo, prova outro e um terceiro fica desajeitado,  você parece um palhaço dentro dele. O que você deseja? Que o vendedor diga: “Maravilhoso. Ficou uma beleza. Está perfeito.”?  Certamente não. Você quer que ele seja sincero.
Portanto, não afirme, por exemplo, que o bacalhau demora só um pouquinho para ser servido, se vai levar mais de 45 minutos. Não diga que o pedido chegará em dois ou três dias após seu registro no sistema, quando a produção consome uma semana para expedi-lo.
Em todo lugar –  bancos, lojas, hotéis, ao telefone –  as pessoas querem a verdade.  Portanto, quem atende deve ser sincero com o cliente e não enganá-lo só para manter as aparências ou o status de boa empresa.
Sorriso e cordialidade são temperos. Dão equilíbrio ao relacionamento. Sendo educado e bem polido, você jamais  dará uma resposta grosseira como naquele restaurante em que o freguês diz:
- “Garçom, esta galinha que você me serviu tem uma perna mais curta”.
O atendente, sincero e espontâneo responde:
- “E daí? O senhor vai comer a galinha ou quer dançar com ela?”
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, outubro 24, 2012

CRENÇAS, PRECONCEITOS E POTENCIAIS DESGRAÇAS

ABRAHAM SHAPIRO

Há poucos dias, li algo que a princípio me chocou. Depois, refleti e entendi que o autor podia não estar enganado. Ele falava sobre as nossas crenças.
Nossos pensamentos e comportamentos são essencialmente formados por crenças. Tudo o que julgamos, avaliamos e sonhamos baseia-se em crenças. Elas são conhecimentos e convicções que adquirimos na vida. São os conceitos que desenvolvemos, informações que armazenamos de todas as fontes, princípios que chegam através da religião, dos costumes e hábitos, superstições e também pela cultura em que crescemos.
O livro que eu li afirmava que 95% de nossas crenças são mentiras.
O número pode não ser este, mas depois de quase 25 anos de vida profissional intensa – incluindo aí consultoria e coaching –, não posso discordar de que muitos dos nossos sofrimentos – quando não todos – têm sua raiz nas nossas crenças.
Sofremos por coisas que achamos serem verdadeiras sem jamais constatar se realmente são.
Desconhecendo a realidade, sem nenhuma visão dos fatos, acabamos deduzindo coisas e, no nosso espaço mental, no recôndito da nossa vida, tudo se transforma num filme em que acreditamos incondicionalmente. Em seguida, relacionamentos se abalam ou se arruínam, perdemos oportunidades,  doenças da alma ou do corpo nascem, e colhemos outras tantas consequências danosas deste processo.
Esta semana, um fulano qualquer fez considerações generalizadas sobre a profissão do consultor no facebook. Após saber que ele é um autêntico fracassado e com sérios problemas de ajuste em seu próprio ofício, entendi que suas críticas se tratavam de um recalque pessoal, um ataque originado em alguma de suas crenças torpes. O tolo generalizou a todos consultores alguma mazela que ele tenha observado em um consultor específico. Sua crença idiota transformou-se num preconceito. Ao tornar seu sentimento público através da Rede Social, mostrou ao mundo sua irresponsabilidade.
Que tal passarmos as nossas crenças a limpo analisando uma por uma?
Não posso afirmar que o autor do livro que li esteja certo. Mas também não duvido de que há gente demais sofrendo neste mundo em consequência de crenças que lhes são tão reais quanto o são o bicho papão ou a mula sem cabeça.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, outubro 23, 2012

SER PROFISSIONAL É UM COMPROMISSO PESSOAL

ABRAHAM SHAPIRO


Você conhece algum obeso convicto? Isso existe. E quantos são. O Ricardo é um.   Para ele, churrasco e cerveja nos fins de semana são sagrados – em quantidades proibitivas, diga-se. Mas o Ricardo tem uma virtude. Finalmente resolveu ceder às pressões de seu cardiologista e inscreveu-se numa academia de ginástica.
Certo dia, ele pega um monitor da academia e dispara contra ele seus protestos de cliente insatisfeito:
- “Olhe aqui, Professor. Faz três meses que eu me inscrevi nesta academia. Paguei as mensalidades, vim  todo santo dia, mas ainda não perdi um só quilo”.
O monitor, assustado, resolve perguntar: 
- “Quais aulas o senhor frequenta?”
E o Ricardo:
- “Aulas? Eu não tenho tempo para aulas!”
- “Ah! Então o senhor tem malhado nos aparelhos?” – conclui o monitor.
E o nosso herói, gozador como é, relaxa e diz:
- “Que nada! Eu me sento na lanchonete e enquanto tomo o meu café da manhã com suco de laranja, sanduíche de queijo e capuccino,  leio os jornais e olho o pessoal suar.
Por mais que isso pareça piada, existe muita gente que faz igualzinho ao Ricardo em áreas tão sensíveis quanto a saúde e o bem-estar físico, como: trabalho e compromissos.
Se você vai ao cinema, se senta numa poltrona bem posicionada em relação à tela e assiste ao filme, concentrado e quieto, esta é a maneira correta de aproveitar o espetáculo. Porém, proceder assim em uma academia de ginástica não fará efeito algum em seu benefício.
A sua vida profissional deve ser avaliada do mesmo modo que este episódio hilário na academia. Se quiser resultados, você precisará “suar a camisa”, carregar os pesos que lhe são próprios  todos os dias. Os frutos só se colhem assim, já que isto é coisa que ninguém poderá fazer por você.
Sempre ... sempre será preciso seu envolvimento pessoal e comprometido com todos os processos e com a causa de seu trabalho, de sua profissão. E persistência, paciência e tolerância devem ser suas mais aguçadas competências.
Lembre-se de um ditado judaico, e você terá muito com que refletir: “Sabedoria emprestada não presta para nada!”
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, outubro 22, 2012

OS APLAUSOS POR UM PAPEL BEM DESEMPENHADO

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 22/10/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


Qual é o seu papel? Na vida, na família, no trabalho...
A palavra papel é de uso comum. É uma metáfora advinda da dramaturgia e significa a parte assumida por um ator em uma peça teatral.
No dia a dia, o seu papel, em linhas gerais, pode ser entendido como uma expectativa que as pessoas têm em relação a você e ao seu desempenho.
É claro que, se várias pessoas tiverem diferentes expectativas a seu respeito, você poderá viver um conflito de papéis. Isto é um dos mais comuns choques psicológicos dos dias de hoje – motivo de separações, frustrações e até tragédias pessoais.
Você e eu esperamos que as pessoas atuem dentro de seus papéis onde elas estiverem: na vida pessoal, na sociedade, na profissão, seja o prefeito, o rabino, o professor,  a esposa, o marido etc.
Imagine, por exemplo, que um policial pare o seu carro numa rodovia. Ao se aproximar, quando você já preparou o documento do veículo e a sua carteira de habilitação, ele pergunta: “Você conhece aquela piada do português?”. O que você sentiria?
Qualquer indivíduo não se divertiria nem um pouco – por mais que gostasse de piadas.  É que este policial não desempenhou seu papel profissional. A atitude que ele tomou está dissonante em relação ao que você espera dele.
Muito bem. E qual é o seu papel? No trabalho você o desempenha como se espera? Tem consciência disso? Ou você se perde em comportamentos que deixam as pessoas confusas como o motorista naquela cena com policial de trânsito?
Busque entender e definir o seu papel, especialmente se ainda tiver dúvidas sobre ele. Tenha clareza sobre isto. Se faltam dados, vá atrás, pesquise. Só não fique com as suas próprias conclusões. O motivo é básico.  O que você acha, pode estar distante demais daquilo que todos esperam. E os aplausos pelo perfeito desempenho de um papel, assim como no teatro, dependem da platéia!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, outubro 19, 2012

PROBLEMAS PESSOAIS NO TRABALHO

ABRAHAM SHAPIRO

Ao final de minha palestra, um senhor me questionou: “Em sua opinião, qual o principal motivo da falta de desempenho comum a todas as situações de trabalho?”
E eu respondi: “Problemas pessoais”.
Esta, aliás, é uma das maiores frustrações dos gestores. A maioria dos administradores nem mesmo sabe como conversar a respeito dos problemas pessoais dos colaboradores. E muito menos como tratá-los.
Sem nenhuma solução e nenhum treino, os gestores se perdem entre as suas responsabilidades na organização e a preocupação em ser uma pessoa compreensiva, sensível e útil. Assim, os chefes oscilam entre os extremos de ser conselheiros matrimoniais, confessores, pais, psicólogos ou emprestadores de dinheiro até juízes e carrascos.
O que são problemas pessoais? São acontecimentos da vida particular de uma pessoa que parecem ser motivos para não desempenhar o trabalho com fluidez e foco.  Discussões familiares, divórcio, falta da empregada doméstica, problemas com filhos, com o carro, finanças pessoais etc.
É fácil saber se problemas pessoais estão ou não atrapalhando um funcionário. Se você o vir por tempo excessivo ao telefone tratando de situações próprias, cometendo erros repetitivos, imprimindo maus tratos aos colegas ou a mesmo a equipamentos de trabalho, ele tem problemas evidentes. Ao perguntar o que está havendo, ele provavelmente dirá: “Minha cabeça não anda bem”; “Não consigo manter meu foco no trabalho” ou algo parecido.
O que fazer? Se a questão for emergencial, uma dispensa poderá ajudar. Há casos de necessidade de uma licança temporária.
Já, os problemas emocionais de um colaborador podem ser bem administrados através da disponibilidade do gestor em ouvi-lo. Vou repetir: disponibilidade para ouvi-lo. O cuidado a tomar é não pretender ser um psicólogo amador ou conselheiro matrimonial. Isto não dará certo.
O passo seguinte é orientá-lo a procurar um profissional gabaritado para aconselhá-lo ou para dar-lhe o tratamento de que necessita para resolver sua situação pessoal.
Ouça e oriente. Isto é o melhor a fazer.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, outubro 18, 2012

TODOS SOMOS INDIVIDUAIS


ABRAHAM SHAPIRO


Quando você pensou em se casar, qualquer mulher servia? Qualquer rapaz estava bom? Quando chegou seu segundo filho, percebeu que ele era totalmente diferente do primeiro? Já notou que você é diferente dos seus irmãos?
As pessoas são diferentes. Isto não é impressão. É uma lei genética e psicológica!
E por serem diferentes, as pessoas precisam de atenção diferente, de orientações e tratamento diferentes. Elas veem as coisas desde sua própria ótica – diferente da minha e da sua. Por isso, reagem a cada estímulo ou impulso a que são expostas segundo seu modo pessoal de ver e interpretar.
Este funcionário quer a atenção do chefe. Aquele detesta isso, pois, se sente vigiado. Há empregados que rendem mais de manhã. Outros, de tarde ou de noite.
Uma equipe produtiva é aquela em que cada pessoa sabe com clareza o papel que desempenha, e encontra condições para se dedicar a maior parte do tempo a isso.
As pessoas têm de fazer o que sabem de melhor para se saírem bem. O ideal é que se dediquem a uma só atividade.  Quase ninguém é capaz de fazer tudo ou resolver qualquer tipo de problema.
Talento, habilidade e conhecimento são os ingredientes que, bem combinados, definem aquilo que chamamos de “competência”. Qual a proporção em cada item deve entrar nesta equação? Isto varia de pessoa para pessoa, pois todos somos diferentes.
Conhecimento e habilidade podem ser ensinados e transferidos de indivíduo para indivíduo. Já, talento não dá, pois varia conforme o estilo da pessoa, seu modo de pensar, agir e sentir.
Um líder será o catalisador destes processos. Ele é capaz de fazer o talento de cada membro de seu time cruzar a linha de chegada da realização o mais rápido possível. Ele sabe combinar as diferenças. E é isto que lhe garantirá o sucesso de elevar um grupo ao patamar ideal de equipe... em qualquer tempo e lugar.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, outubro 17, 2012

DINHEIRO E LOUCURA

ABRAHAM SHAPIRO


Um homem foi consultar um psiquiatra. O médico lhe perguntou:
- “Qual é o seu problema?”
- “Eu não tenho nenhum problema” – disse o homem.
- “Então por que veio me procurar?” – o psiquiatra indagou.
- “É que a minha família insistiu que eu deveria vir” – o homem devolveu.
- “Bem, então o que a sua família acha que há de errado com você?” – questionou o médico.
- “Eles acham que há algo errado comigo só porque eu gosto de panquecas”, o homem disse.
- “Isto é absurdo”, exclamou o psiquiatra, “Não há nada de errado em gostar de panquecas. Eu mesmo gosto muito!”
Os olhos do homem brilharam de alegria.
- “É mesmo?” – disse ele com entusiasmo. “Então o senhor  precisa me visitar. Tenho caixas cheias de panquecas guardadas no porão de casa e em vários outros cômodos”.

Todo mundo sabe que panqueca é um tipo de comida cuja função é satisfazer a fome e o apetite. Ela é um meio para se atingir um fim específico.
Para o café da manhã, preparar panquecas é perfeitamente normal. No almoço ou jantar, elas são ótimas com queijo ou molho. Fazer algumas a mais para congelar? Sem problemas. Mas, colecionar baús e caixas de panquecas é definitivamente insano.
Quando alguém coleciona panquecas sem levar em conta sua utilização apropriada, está fora da normalidade. Podemos dizer que qualquer situação em que algo que seja apenas um meio é transformado em um fim em si mesmo é insanidade.
Vejamos o que ocorre com dinheiro. Ele é um meio para se adquirir bens ou serviços que satisfaçam nossas necessidades. Se prosseguirmos a acumular dinheiro e bens além das nossas necessidades atuais e previsíveis, não será isto insanidade?
E porventura não será esta a explicação mais correta da raiz de todo o caos em que a sociedade se encontra há tanto tempo?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, outubro 16, 2012

O RISCO NA HORA DA VENDA

ABRAHAM SHAPIRO

Há uma barreira à venda que os vendedores dificilmente percebem existir. Geralmente, eles nem sabem que ela existe.
O fato de você acreditar e confiar no produto que vende não significa que o cliente potencial também crê e confia.
O que qualquer cliente sente no início do processo de negociação de compra é a “exposição ao risco”.
Registre isto em ata. A maior barreira a uma venda é o risco não declarado que o cliente potencial percebe.
Como resolver? Elimine o risco, e ele comprará.
Mas o que é risco? Quais as causas dos riscos? Você sabe quanto risco está pedindo que o seu cliente assuma quando compra de você? Sabe quais são os fatores de risco que aparecem “do nada” durante a transação?
Um risco de compra é uma barreira mental ou física, real ou imaginária, que faz a pessoa hesitar ou repensar a aquisição que está em processo.
Identificar um risco é difícil. Já eliminá-lo é geralmente mais fácil. Para começar, o que é risco para algumas pessoas pode ser piada para outras. O que pode parecer normal ou sem consequência para o vendedor é um imenso risco para um cliente potencial. Para aquele cliente: “São apenas três mil reais!” Para este: “Oh, meu D-us! São três mil reais!”.
O que fazer? Para começar, cuidado com a avaliação financeira equivocada. A sensação do cliente estar pagando demais por uma mercadoria que não parece valer tanto é um desastre. Cuidado também com o risco de necessidade que ocorre quando a pessoa não está convencida de que precisa daquilo que está comprando.
Argumente a sua apresentação de venda. Use ideias que eliminem a sensação cruel do cliente achar que pode comprar a mesma coisa em outro lugar por preço mais baixo.
Mostre ao cliente recompensas verdadeiras que ele terá com o seu produto. Construa uma apresentação fantástica.  
Benefícios reais têm o poder de mover montanhas em vendas!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, outubro 15, 2012

TREINAMENTO É A VIDA DE QUALQUER EMPRESA

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 15/10/2012, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.

ABRAHAM SHAPIRO


O proprietário do restaurante chegou e quis conhecer o novo garçom. O gerente disse que ele já havia sido treinado e estava pronto. Quando o jovem se aproximou, o dono lhe disse:
- Boa noite, meu rapaz. É você quem irá me atender, hoje.
Eu presenciei a cena a certa distância e achei excelente a iniciativa do empresário. A razão é simples. Tenho visto gerentes e supervisores demais assumirem que falar aos subordinados é ensinar. Não, não é.
Falar, sem dúvida, é uma parte ativa do ensino – apesar de ser perfeitamente possível transmitir conhecimentos sem necessariamente ter de falar nada. Demonstração é um exemplo disso. Mas somente falar e demonstrar também não basta. Uma palestra comunica ideias, mas não práticas.
Para que ocorra aprendizado prático é imperativo que os funcionários em treinamento realmente pratiquem através de simulações a tarefa que estão aprendendo – seja qual for.
Se não se proceder assim, as consequências negativas podem ser graves.
Por exemplo. Se um supervisor apenas explicar e demonstrar para um novo vendedor como processar um crédito de mercadoria devolvida sem permitir que o funcionário pratique, o restante da lição –  ou seja: a prática –  ocorrerá na presença do cliente. E você deve saber que os enganos cometidos durante uma prática frente ao cliente custam sempre muito mais caros do que aqueles que acontecem nas simulações dos treinamentos.
Eu já vi trabalhadores recém-admitidos em uma linha de produção receberem cinco minutos de instrução na linha em movimento e ouvirem: “Comecem a trabalhar e pegarão o jeito da coisa”. O infeliz do trabalhador tinha de montar objetos com os quais nunca esteve familiarizado, e que se moviam rapidamente diante dele!
Isto não é treinamento. É, sim, uma forma de criar problemas de qualidade, de garantia, e tudo mais.
Você não quer investir em treinamento? Muito bem. Para cada real economizado, você verá pelo menos cem reais se dissiparem como fumaça pela baixa capacitação do seu pessoal.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, outubro 11, 2012

UM NEGÓCIO BEM POSICIONADO HÁ 33 ANOS

ABRAHAM SHAPIRO

Semana passada, fui com o meu amigo Enio Sehn almoçar no Restaurante Dá Licença do calçadão de Londrina. Foi lá que ele começou, em 1979, o negócio que atualmente integra um grupo gastronômico de excelência na cidade. São sete unidades localizadas em pontos estratégicos e shoppings.
O nome “Dá Licença” originou-se da observação de um cliente que, devido às estreitas dimensões do local, viu ser impossível mover-se entre as pessoas sem o emprego da boa educação em dizer: “dá licença”!
Fiquei impressionado com a conjunção de duas virtudes difíceis de conseguir em qualquer negócio: simplicidade e qualidade.  O cardápio compõe-se de arroz, feijão, maionese, salada de folhas picadas com pepino e tomate, polenta frita – detalhe: cremosa por dentro, mas crocante por fora – e a picanha na chapa mais fantástica que existe por boas centenas de quilômetros quadrados da região sul do país.
Trata-se de um negócio excelentemente posicionado sob a ótica do marketing. É preferência declarada da população local, o que pode ser visto pela fila de interessados mesmo à uma e meia da tarde, quando os restaurantes começam a esvaziar durante a semana.
Fez-me lembrar de uma anedota Judaica.
O sujeito encomenda três calças a um alfaiate que as entrega quatro semanas após o pedido. Estavam impecáveis. O cliente as paga, e, antes de ir-se, faz um comentário picante:
- “Não entendo!”- diz ele. “D-us criou o mundo em seis dias... e o senhor levou quatro semanas para fazer minhas calças”.
Ao que o alfaiate replicou:
- “Pois é. Mas veja o mundo que D-us criou, e a perfeição das calças que lhe costurei”.
A picanha na chapa do Dá Licença  envolve muito mais talento do que se imagina. A carne é carne – desde que o mundo é mundo. Mas o preparo especial do Dá Licença  começa pelo corte. O bife não é fino nem espesso. O ponto do assado é o detalhe perfeito e mágico... estado da arte sem sofisticação... 
Logo ali... no calçadão de Londrina. Vale demais provar!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, outubro 10, 2012

OS DESAFIOS DA SUA E DE QUALQUER EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO


Um comediante americano disse: “Não há nada mais burro que um homem que estudou tirado de perto daquilo que estudou”.
Eu já comentei antes que um sabichão não tem interesse algum em saber ou conhecer coisas. Ele apenas quer estar certo. Isto em si é um grande problema, pois, querer estar certo de antemão significa que não há pré-disposição pessoal para diálogo e desenvolvimento.
Um dos sérios desafios de motivar a inovação nas empresas é que geralmente pessoas inteligentes – assim como os sabichões –  estão mais interessadas em estar certas do que em fazer certo. Elas acreditam que são capazes de resolver todos os problemas do mundo. Essa crença generalizada pode frustrar seus esforços de inovação. E frustram.
Em uma análise objetiva, existem três tipos de desafios dentro das organizações. Os desafios simples, os complicados e os que estão dentro da área de conhecimento do pessoal.
Os desafios simples podem até ser resolvidos internamente. Mas alguém já pensou a respeito e o resolveu antes. Custará mais barato comprar a solução do que recriá-la.
Os desafios complicados podem permanecer insolúveis por anos. Mas há uma forma de resolvê-los. Em geral, para este tipo de desafio contrata-se um “fornecedor de soluções” que pode ser um instituto de pesquisa, uma empresa especializada ou uma universidade.
Já, os desafios que pertencem à sua área de conhecimento são do tipo “mamão com mel”. Os especialistas da sua empresa estão equipados para resolver. Coloque-os nisso!
Em resumo: é preciso ter visão prática e terceirizar os desafios simples e complexos. É isso que permite à sua equipe focar no que ela faz de melhor, ampliar sua habilidade de resolver problemas e desenvolver capacidades que irão diferenciar a sua empresa da concorrência.
Portanto, faça boa análise. Comprar soluções viáveis a fim de não tirar o seu pessoal do foco produtivo principal será uma atitude de líder com visão de negócio bem acima da média.
Eu sei que você pode pensar assim!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, outubro 09, 2012

O LIMITE DOS ERROS

ABRAHAM SHAPIRO


Quem já assistiu a uma palestra de motivação decerto ouviu um daqueles caçadores de níqueis enaltecer a célebre citação de Thomas Edison sobre suas tentativas de encontrar um filamento adequado para sua lâmpada elétrica tornar-se comercialmente viável. Para quem não sabe ou deseja se lembrar, aqui vai.
E disse Edison: “Eu não fracassei 700 vezes. Não fracassei nenhuma vez. Provei com sucesso que essas 700 maneiras não funcionam. Quando tiver eliminado as maneiras que não funcionam, encontrarei aquela que funciona”.
Bravos! Uma linda frase. E que efeito fantástico ela exerce especialmente sobre quem erra em suas tentativas e está inclinado a desistir. “Não desista” – é o que ela ensina indiretamente. “Continue tentando e aprendendo com seus erros até acertar e aprender a fazer correto”.
Thomas Alva Edison
Dependendo da fonte, Edison teria experimentado não setecentos, mas mil ou 10 mil filamentos diferentes na busca por uma lâmpada melhor. O número, aqui, não importa. Motivadores – vagabundos ou sofisticados – continuam a citar a frase porque ela parece validar o processo de iteração* utilizado por tantas pessoas.
*Iteração é o processo de solução de um problema em que o resultado obtido na etapa atual, mesmo errado, é empregado na tentativa seguinte até que a resposta certa seja alcançada.
As pessoas acreditam que devem continuar experimentando e fracassando até encontrar a resposta que funciona. Acham que é possível aprender tanto com o fracasso quanto com o sucesso, o que, graças a D-us, é verdade!
Contudo, há um ponto importante a se considerar nesta análise. Cada uma das 700 tentativas de Edison lhe custou tempo e dinheiro.
Minhas perguntas são:
  1. Se ele tivesse encontrado a solução para o desafio da lâmpada na primeira tentativa, teria continuado a experimentar outras 699 maneiras que não funcionaram?
  2. Ele acrescentou algum valor através dos filamentos que não deram em nada?
E para a sua reflexão, eu questiono: “A sua empresa pode bancar 700 experiências malsucedidas?” 
Thomas Edison foi um grande inventor – desde menino eu soube disso. No entanto, eu suspeito que se ele ainda estivesse vivo, teria usado uma abordagem completamente diferente daquele para desenvolver um filamento durável.

A busca de uma resposta correta pelo caminho do erro e acerto tem um limite!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473