segunda-feira, fevereiro 25, 2013

DIRECIONANDO OS FILHOS PARA OS NEGÓCIOS DA FAMÍLIA

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 25/02/2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO

O volume de empresas familiares que nos procuram buscando auxílio para a sucessão é cada vez maior. Pais preocupados com a introdução correta dos filhos nos negócios. Hoje, isto já não é tão simples quanto foi no passado. Eles buscam serviços profissionais para a avaliação das potencialidades dos jovens e para sua orientação a cursos e formação superior.
Mas o problema da sucessão não se resume a cursos. É bem mais complexo. Envolve história, emoções, valores e decisões circunstanciais que os jovens herdeiros desconhecem.
Uma empresa familiar que chegou aos dias atuais só conseguiu isto à custa da paixão e foco de décadas inteiras dos pais e/ou avós fundadores. E isto não se transmite por simples lógica.
Há alguns anos, eu atendia a equipe de vendas de uma empresa comandada pelo herdeiro de uma indústria de eletrônicos em S. Paulo. Ele solicitou-me que avaliasse os possíveis problemas de seu filho – um jovem de 17 anos que ia mal nos estudos e já enfrentara duas reprovas. Fui ao rapaz esperando encontrar um “miolo mole”, com elevado índice de desinteresse por seu futuro ou formação.
Enganei-me redondamente. O rapaz era inteligente, dotado de enorme capacidade mental e de entendimento. O problema era o pai que só trabalhava e esperava que os filhos fossem sósias seus.
Cheguei ao empresário e expressei meu parecer breve sobre o filho: “Traga-o para ficar com você. Coloque-o a seu lado e deixe-o apreciá-lo fazendo negócios! Caso ele se interesse, veremos depois o que fazer”.
O homem relutou, mas cedeu à minha recomendação.
Passados quatro anos, o jovem ingressou no curso de Administração, fala inglês fluente, é um negociante de “mão cheia” e abstraiu tudo o que pôde das expertises negociais do pai.  Já planeja cursar o MBA na Universidade Harvard, e acredita poder dar à empresa o ritmo com que ele mesmo sonha, quando chegar a vez de sentar-se à cadeira do pai.
O que faltava era somente incentivo.  Hoje sabemos que se o esperássemos tornar-se um gênio, ao final teríamos feito dele um duplo idiota: na escola e na empresa.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

JOVENS NA LIDERANÇA DE EMPRESAS

ABRAHAM SHAPIRO

A chegada de um jovem à empresa normalmente traz dinamismo e motivação.  As novas gerações têm energia e imaginação de sobra para atender à rapidez dos ciclos de negócio. Por isso, elas são valorizadas pelas companhias.
Diversas áreas veem com bons olhos a disposição dos mais novos em cumprir metas e tomar decisões de risco. Assim, os recém-formados são reconhecidos muito cedo por seus atributos relacionados ao desenvolvimento dos negócios.
Este é um fenômeno do século XXI que tem-se mantido firme ano após ano. No entanto, apresenta vantagens e impasses.
Olhemos para o Marketing, por exemplo. Em qualquer organização esta é a área que mais necessita de inovação e proatividade. Por trabalhar constantemente com a importância de “pensar fora da caixa”, o setor costuma abrir os maiores espaços para os jovens. Eles são antenados e ambiciosos, e em pouco tempo mostram potencial para grandes ideias.
Ocorre que as pessoas com pouca idade no marketing normalmente não têm tanta experiência. Além disso, capacidade de trazer novidades não é tudo. Mesmo que produza reconhecimento rápido e ajude seus atores a assumirem cargos importantes, o poder puro e simples de inovar tem levado os jovens a pular posições e a queimar etapas importantes para sua formação.
Alguns deles assumem responsabilidades sem que tenham experiência para liderar pessoas e processos, sem maturidade e calma para fazer escolhas. E para agravar, pouca experiência somada à falta de humildade e paciência são uma equação perigosa quando presentes em tomadores de decisão. Sem maturidade, capacitação e acompanhamento dos mais experientes – ou mais velhos –, eles podem representar um risco aos negócios.
Um remédio bastante indicado para estes casos é o coaching. Tendo ao lado um bom e experiente orientador com alguma frequência e objetivos claros a serem atingidos, um jovem profissional poderá chegar a posicionamentos que desenvolverão sua visão e maturidade em tempo hábil de não se perder seu talento e demais habilidades.
O coaching é, assim, uma luz forte e útil no fim do túnel.  Isto diminui as chances ou evita que ocorram erros básicos –  aqueles que custam milhões a qualquer empresa.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

FORÇA NADA RESOLVE NA CONDUÇÃO DE PESSOAS A UM OBJETIVO

ABRAHAM SHAPIRO

A personalidade de um gestor pode levar tudo a perder em qualquer empresa. Mas nas pequenas, e tendo como cenário a falta de mão de obra capacitada que aí está, a situação é pior.
Pense num indivíduo controlador, severo, que expressa raiva num piscar de olhos e exige respeito incondicional dos subordinados! Seus funcionários não esconderão de ninguém a indignação, humilhação, medo e insegurança que sentem.
Um gestor com tais características coloca toda a organização em risco vinte e quatro horas por dia. No horário de trabalho o risco advém de sua atuação como cobrador inveterado e incômodo sobre todos. Nas dezesseis horas restantes, a ameaça vem dos funcionários, que não perderão oportunidade de maquinar um jeito certeiro de contrariá-lo em tudo e de alijá-lo do meio  a qualquer custo. Nas duas situações, quem perde é só a empresa.
A primeira lição a se aprender no direcionamento de pessoas para a produção de resultados é a mesma – independente do tipo de personalidade do gestor. A força não é um meio viável de convencer funcionários a fazerem o que precisa ser feito.
É certo que um funcionário sozinho talvez não consiga rebelar-se contra um gestor controlador. Mas um se unirá a outros, começando pelos mais próximos. E depois a outros. Aos poucos, eles serão uma poderosa e velada unidade, com poderes de comprometer a qualidade de produtos ou serviços, a pontualidade da entrega, o pós-venda  e demais vantagens sobre a satisfação dos clientes. O prejuízo? Calcule se for capaz!
Há múltiplos meios de se implantar ordem e procedimentos numa organização. O menos eficiente é o chicote. O mais é o treinamento e o desenvolvimento dos funcionários em suas funções. Sob a regra da sequência e frequência isto funciona incrivelmente.
Um lembrete final. Funcionários necessitam esclarecer dúvidas. Se a empresa não lhes oferece ocasiões para isso, eles  darão sua própria solução. Aí os processos dependerão da sorte!
Aloque recursos financeiros para a educação corporativa. Faça isto com quem entende do assunto. Busque referências e resultados anteriores às propostas que chegarem até você, e tudo será diferente depois disso.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

AGORA VAI... OUTRA VEZ!

ABRAHAM SHAPIRO


As métricas estão tomando conta da vida corporativa do país, a exemplo do que ocorre, há anos, nas companhias profissionalizadas em todo o mundo.
Métricas são, por exemplo, os índices econômico-financeiros de todo tipo, os indicadores de desempenho, de produtividade, de qualidade, de marketing e vendas e de outros parâmetros. O objetivo é mensurar numericamente os resultados obtidos sobre as metas.
Há um índice ainda desconhecido e apropriado para empresas familiares dirigidas por patrões ou herdeiros ineptos. Tenho a honra de lhes apresentar o “Índice AGORA VAI”.
Ter um patrão despreparado à cabeça dos negócios é o mais terrível caos que se pode imaginar. Todos os dias um novo rumo a ser tomado; toda hora uma ideia desvairada. São estes os recursos de que ele lança mão para comandar.
Você o verá demitir funcionários importantes inexplicavelmente.
Você o verá comprando, sem qualquer propósito, um novo software de gestão – implantado, é claro, sem qualquer planejamento.
Você o verá adquirir propostas mágicas oferecidas por milagreiros apenas por ter ouvido uma história de sucesso a respeito.
Mas há dramas ainda maiores que farão o drama de se viver num cenário desses.  Você presenciará a contratação de funcionários “messiânicos” ou de mais um consultor famoso sobre quem repousará – por algum tempo – a expectativa de que “já raiou a salvação no horizonte da empresa”.
Vamos à prática. Pegue a última página da sua agenda e anote nela o número de “agora vai” que você já viu ao longo do seu tempo nesta empresa. Faça o mesmo nos próximos seis meses. Este é o indicativo de que você precisa começar a imediata busca de um trabalho mais digno. Sabe por quê? Ou você acabará louco, ou se converterá, muito em breve, na razão necessária para ser enxotado dessa empresa levando na bagagem a culpa das últimas loucuras de um chefe que só precisa de outro tolo para renovar as esperanças dos demais através do bom e velho discurso de que “agora vai”!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, fevereiro 19, 2013

NÃO DEIXE HOLLYWOOD DETERMINAR O SEU RUMO PROFISSIONAL

ABRAHAM SHAPIRO


Talvez você não tenha observado, mas Hollywood – fonte inesgotável das formas de artes mais comerciais –  é também o melhor indicador sobre o zeitgeist*.
*Nota: Zeitgeist significa “espírito da época”, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo em determinado período de tempo.
Uma das repercussões dos filmes de Hollywood é induzir jovens da classe média sem vocação em particular a seguir determinadas profissões.
Atualmente essa profissão é a Tecnologia da Informação. Essa tendência começou há quinze ou vinte anos, e é por isso que o novo filme "JOBS", com Ashton Kutcher no papel de Steve Jobs – o fundador da Apple –, está em evidência, assim como outro dia era "A Rede Social", sobre Mark Zuckerberg, do Facebook.
Atletas, cantores, policiais e assaltantes estão sempre na moda. Mas a sociedade também precisa de modelos no mundo do colarinho-branco para ser seguidos pelos jovens. Observe como eles sempre aparecem nos principais filmes.
Houve um tempo em que o jornalismo dominava as telas do cinema. Tintim e Super-Homem eram repórteres. "Cidadão Kane" era um magnata dos jornais. "A Doce Vida", de Fellini, conferia glamour à disseminação dos tabloides na Itália com Marcello Mastroianni como jornalista.
Depois, foi a vez da área bancária assumir o controle. "Wall Street”, "Uma Secretária de Futuro" são expoentes dessa tendência. Nestes e em outros filmes daquela época os homens das finanças aparecem como "mestres do universo", "figurões" que não paravam nem para comer direito.
Os advogados – não os empresariais, mas os criminalistas ou promotores – são o mais frequente recurso de emergência de Hollywood quando nenhuma outra profissão parece badalada o suficiente.
Mas a coisa mais importante a considerar sobre isso é: “Não ceda à pressão social. Investigue bem a sua vocação e siga-a. Não acompanhe a moda! Você tem de encontrar motivação e bom ânimo todos os dias para lutar pelo seu sustento em qualquer profissão que escolher. E isto, nem Hollywood ou qualquer indivíduo deste planeta jamais fará por você. Portanto, leve a sério a sua profissão e seu trabalho!”
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

INDICAÇÃO DE LIVRO DA SEMANA

ABRAHAM SHAPIRO

ADMINISTRAÇAO, MARKETING E NEGÓCIOS PARA ENGENHARIA E TI

Autor: CHORAFAS, DIMITRIS N.         Editora: M.BOOKS
Assunto: ADMINISTRAÇÃO

SINOPSE DA OBRA
Usando estudo de caso, este livro procura ilustrar os princípios, as políticas e as práticas administrativas usadas por empresas bem sucedidas ao redor do mundo. Os estudos de caso no mundo real pretendem fornecer insigths em uma variedade de questões que confrontam os tomadores de decisões nas empresas.
Ao explicar como desenvolver estratégias efetivas e planos de negócios, o texto visa proporcionar os conceitos, assim como as ferramentas, para manter esses planos nos trilhos.
Também tem o intuito de explicar como avaliar os prós e os contras de suas políticas organizacionais e como executar as políticas para a sinergia máxima. Busca cobrir o desenvolvimento de produtos, vendas, marketing, precificação e análise financeira.
Pretende ainda ilustrar as maneiras certas e erradas de implementar princípios discutidos, com estudos de caso de empresas de alta tecnologia, como Apple, Google, Cisco, IBM, Microsoft, Toyota, IT Te Bloombe.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

SÓ PROTEJA O SEU ENTUSIASMO

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 18/02/2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO

Cadê aquele entusiasmo que você sentiu um dia? Está aí ainda? Ou você cedeu aos "conselhos" dos seus "mui amigos" que lhe disseram: "Vá com calma!", "Não dê tudo de si!”
Quantas boas ideias você já teve na vida? Conte-as. E inclua os pensamentos captados em palestras, em treinamentos na empresa, ouvindo uma matéria de rádio ou lendo um jornal.  A ideia brilhou na sua mente. Você se encantou com ela e  se aqueceu pelo desejo de realizá-la. Você se viu transformando um belo ideal em prática, e sonhou com seus consequentes benefícios.
Mas o que houve depois com tudo aquilo?  Talvez você diga: “Faltou apoio!”  E eu lhe direi: “Você se desviou!”
Mas a questão é: “Por quê?” E a resposta: “O seu entusiasmo esfriou”.
Entusiasmo é o que mantém o calor dos nossos planos. Entusiasmo é o alimento da autoconfiança – aquela certeza de que somos capazes, de que temos força e o alcance para realizar.
Imagine que você plantasse uma vinha, cuidasse de seus primeiros brotos se convertendo em folhas e a aguasse na medida certa. Depois, você construísse uma parreira na qual ela cresceria e lançasse suas gavinhas, até produzir as primeiras uvas. Lá está o primeiro cacho irisado ao sol.
Se alguém se aproximasse dizendo: “Por que tanta dedicação e cuidado? Isto são apenas uvas”. Você concordaria com esta visão? Se sim, estaria transformando em nada todo o seu trabalho. Seria a mais dolorosa e desprezível tolice.
Você – e só você – sabe quanto fez para proteger a sua planta dos insetos, do sol excessivo, das pragas e do frio. Desde o plantio você suou para cuidá-la. Estes frutos que acabam de nascer não são iguais aos de uma feira ou mercado. Eles são o prêmio pela sua devoção e esforço.
Esta pessoa não faz ideia disso. Portanto, jamais assuma sua visão displicente. Não a ouça – por nada neste mundo!
Feche os seus ouvidos para toda e qualquer pessoa que deseje gelar o seu entusiasmo. Recue se preciso.  Resista com todas as suas forças.  Só não consinta em reduzir ou deixar morrer a sua força interior, a sua fé, o seu ardor,  pois, sem isto você estará definitivamente vencido. Ou talvez morto!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

UM BANCO DE RESERVA DE TALENTOS

ABRAHAM SHAPIRO


As empresas estão aumentando cada vez mais os investimentos para desenvolver seus talentos internos através de frequentes treinamentos, campanhas de incentivo e convenções para alinhamento de interesses.
Nem isso tem sido suficiente para resolver a escassez de mão de obra em algumas áreas que exigem profissionais mais qualificados.
Assim, os departamentos de RH proativos antecipam as demandas de contratações e estão criando um banco de currículos com talentos de fora.  Algumas empresas têm ido além formando um “banco de reservas”,  a exemplo do que se vê nos times de futebol – que chegam a ter um time paralelo ao titular.
Os RH´s sondam concorrentes e abordam possíveis candidatos a vagas que nem sequer foram abertas. Com isso, alimentam seus estoques de talentos utilizando as redes sociais –  com destaque para o LinkedIn –, fóruns de discussões on-line e até prêmios concedidos por associações de mercado a pessoas que estão se destacando.
O primeiro contato é feito pela internet, com ajuda das redes sociais. Na segunda etapa é realizada uma entrevista pelo Skype. Caso o profissional goste da empresa e queira participar de um processo, o RH apresenta alguns desafios reais que a companhia tem enfrentado e aplica "jogos de valores" para entender se o potencial candidato está alinhado à cultura corporativa.
Caso haja um encantamento mútuo, o candidato pesquisado é convidado a participar de entrevistas presenciais assim que abrir uma vaga.
No entanto, os melhores resultados têm sido colhidos pelas empresas que firmam uma boa parceria com as agências de emprego e headhunters especializados. Eles traçam conjuntamente as ações estratégicas que trarão os talentos desejados e compõem, assim, um cadastro ativo de profissionais.
Agências bem referenciadas oferecem o sigilo necessário para estas situações. Elas têm profissionais treinados e focados nas ações de busca de perfis específicos.
Conheça as melhores agências e/ou profissionais caça-talentos de sua cidade ou região. Você obterá ganhos efetivos em conhecer e usufruir de seus serviços.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

POR UM NOVO RH

ABRAHAM SHAPIRO


Os próximos vinte anos serão de violentas transformações no mercado de trabalho do Brasil. A população está envelhecendo e a entrada de jovens no mercado deverá diminuir. Como consequência, as posições de liderança terão novos atores. Um grande número de pessoas na faixa dos 60 a 80 anos estarão em plena atividade dentro das empresas.
Diante disso, as perguntas a serem feitas são: Quem está preocupado com isso? Se há alguém preocupado, o que ele está fazendo de efetivo?
A maioria dos RH´s das empresas continua aplicando as mesmas ferramentas de treinamentos, as avaliações de desempenho nos formatos antigos e realizando as pesquisas de clima de sempre. Nenhuma dessas ferramentas foi incluída neste novo contexto ou visão.
Os sistemas de remuneração são iguais há décadas. Todos sabem que é preciso mudá-los. Mas ninguém sabe como. Ou seja, tudo continua como era antes. Perguntas sem respostas, amostras defasadas, organizações que não sabem por que as pessoas não se contentam com o ambiente de trabalho. E para selar esse status, aquela antiga questão continua sem resposta: "Como reter talentos?”
Chegou a hora de começarmos a promover as necessárias mudanças. É hora de iniciar a formação de profissionais capazes de enxergar estes desafios novos e de trazer para o presente as grandes discussões do futuro.
O RH terá de ouvir sociólogos, antropólogos, entender e discutir o macro para avaliar como isso se refletirá no micro do seu dia a dia. Depois, converter essa leitura em processos que alavanquem a vida das pessoas.
Isto é ser estratégico!
Estamos vivendo agora a maior de todas as oportunidades para o profissional de RH inovar e fazer a diferença na sociedade, já que é ele quem deve interpretar os desejos da sociedade dentro da organização. Suas observações devem nortear grandes decisões corporativas.
Será que também estas chances acabarão desperdiçadas por conta de mentalidades retrógradas e ou visões míopes? Não há mais tempo a perder.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

INDICAÇÃO DE LIVRO DA SEMANA

ABRAHAM SHAPIRO


SUN TZU  - A ARTE DO EMPREENDEDORISMO
A ESTRATEGIA DE SUN TZU PARA O EMPREENDEDORISMO

Autor: GAGLIARDI, GARY            Editora: M.BOOKS
Assunto: ADMINISTRAÇÃO - EMPREENDEDORISMO

Sumário da Obra: 
Um livro que apresenta os ensinamentos de Sun Tzu transportados e adaptados para a área do empreendedorismo.
Importante para quem se aplica aos conhecimentos e práticas de estratégia empresarial – seja na gestão ou vendas.

Prefácio- Como Usar Este Livro; Introdução- Os Conceitos Básicos de Sun Tzu; 1 Planejamento de Negócio; 2 Tendo Lucro com sua Empresa; 3 Estabelecendo um Foco; 4 Marketing; 5 Melhoria Contínua; 6 Problemas e Soluções; 7 Fazendo Vendas; 8 Adaptando-se ao Cliente; 9 Fazendo sua Empresa Crescer; 10 Relacionamento com o Cliente; 11 Estágios da Empresa; 12 Aumentando a Produtividade; 13 Utilizando Informações.

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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

MERCHANDISING E CONSUMO VIRAL

ABRAHAM SHAPIRO


A palavra "novo" é fascinante sobre o ser humano. Um novo item ou tecnologia, uma nova versão de qualquer coisa, um novo design ou layout é mágico.
Introduza algo novo no mercado e as pessoas estarão imediatamente curiosas a respeito. Uma prova disso é a saudação popular em que se diz: "O que há de novo?", em vez do tradicional: “Olá, como vai?”.  Esteja certo de que você  jamais ouvirá alguém dizer: "O que há de velho?".
Sempre que um novo produto ou serviço entra em cena existe uma possibilidade dele se converter numa "tendência". E se uma nova tendência atrair o interesse do consumidor existirá a probabilidade dela se tornar viral e se espalhar em ritmo crescente entre os vários grupos de pessoas coligadas a este consumidor. Isso pode definir a demanda e a perenidade de um produto, além de ampliar sua venda a níveis surpreendentemente altos.
O comportamento do consumidor é algo que muda tanto com o tempo quanto com sua situação econômica. Se a economia vai bem, ele consome de um modo; se vai mal, de outro modo. Mas consome sempre!
Em qualquer que seja o cenário, o papel do varejista consiste em comunicar ao mercado e aos consumidores tudo o que é possível sobre seus produtos.
Mas parece que só os bons varejistas se preocupam com isso. O que observo é o baixo interesse das demais empresas em contar a seus consumidores-alvo os  atributos, vantagens e benefícios dos produtos que comercializam ou produzem. Elas imaginam ser isto uma obrigação do consumidor – um engano terrível e lastimável!  É fútil dizer que consumidor nenhum tem tempo ou paciência para investir em conhecer um produto. Ele compra o que aprende com a propaganda ou com os meios indicativos.
A solução para este impasse é o merchandising.  Há, hoje, no Brasil, empresas especializadas em serviços completos de merchandising. Se você ainda não conhece, já se atrasou em experimentar os benefícios que elas oferecem e virar o jogo do consumo a seu favor.
Você não vende? Mostre o seu produto ao mercado. Dê destaque a ele. Contrate promotores de venda, degustadores; promova eventos que expliquem tudo o que há de novo e bom nele. Empregue o tempo inteligente e habilidoso do merchandising para atrair os clientes potenciais mais próximos que você ainda não atingiu. Sua concorrência sabia disso bem antes de você. E é por isso que ela está na frente!  
Anote aí e repita este mantra: “Merchandising é o componente mais importante para o sucesso na venda de qualquer produto”. E você não é exceção a esta regra!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, fevereiro 12, 2013

O COMPORTAMENTO NA EMPRESA E AS LIÇÕES DO FACEBOOK

ABRAHAM SHAPIRO


Fiquei surpreso com uma matéria publicada em recente edição da revista Veja com uma pesquisa científica sobre o comportamento das pessoas no Facebook.
O estudo revelou que para muita gente o Facebook é uma fonte permanente de frustração e angústia. Há depoimentos intrigantes como o de uma jovem que estudava em Milão, Itália, e quando publicava suas fotos sorridentes, seus colegas sentiam raiva e inveja de sua felicidade, enquanto ela mesma se sentia solitária e triste por estar longe.
O texto menciona expressões de sentimentos fortes das pessoas pesquisadas como “olho gordo”, inveja, pseudo-felicidade, raiva, sensação de fracasso ante o sucesso dos demais, irritação com a beleza do outro, e muitas mais.
O levantamento, feito com cerca de 600 usuários assíduos do Facebook, mostrou ainda que mais de 30% dos entrevistados sentem desgosto frente à constatação de que os amigos on-line levam uma vida melhor que a deles.
Não me assustam os sentimentos das pessoas. Aos cincoenta e dois anos de idade, estou preparado para tudo. Minha surpresa se deu pelo fato simples de alguém ter tido a coragem de abordar o tema das emoções mais grosseiras e naturais dos seres humanos numa rede social. Durante vários anos eu tenho abordado exatamente isto referente ao ambiente de trabalho e me esforçado para mostrar quanto é obstáculo real para se atingir os objetivos das pessoas em suas carreiras e para a busca das metas das empresas.
Os funcionários se preocupam demais com suas competências técnicas e quase nada com o refinamento de suas emoções. No ambiente de trabalho existe competição, frustração, decepção de uns com o sucesso de outros, e até o desejo de provocar tropeços na carreira dos demais em favor de sua satisfação pessoal.
Quando escrevi e lancei o meu livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome”,  desenvolvi nele uma sequência de temas que visam capacitar o leitor a superar a maioria destes obstáculos, presentes em qualquer local onde existem pessoas e relacionamentos.
Fica aqui a indicação uma vez mais. Leia o livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome”. Coloque princípios ali preconizados em prática. Insista nisso. Aperfeiçoe-se e vença de verdade e completamente – não só pelo seu desempenho técnico!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

POLARIDADES E SUCESSÃO EMPRESARIAL

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 11/02/2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO

A vida de hoje em dia é feita em grande parte de polaridades. No ritmo alucinante com que tantos homens e mulheres de negócios levam sua existência, as questões mais difíceis de resolver recaem sobre aqueles que desejam manter alguns valores vitais – especialmente os que “não têm preço”.  A maior de todas elas é: “Como posso me dedicar com a mesma intensidade à empresa e à família?”
O modo como um líder administra suas polaridades é o que finalmente determinará o veredito entre ter sido ele ‘grande’ ou ‘banal’ no discurso póstumo que lhe farão, e não o volume patrimonial que ele juntou!
Nas empresas familiares, no entanto, a pergunta acima é definitiva num contexto ainda pouquíssimo considerado. Ela é, na verdade, o núcleo psicológico da sucessão, do êxito e da continuidade saudável dos negócios.
Veja este cenário. O pai implantou sua pequena empresa com grande sacrifício. Trabalhou doze, quinze horas por dia, sete dias por semana, por anos e anos. Saía de casa quando ninguém havia acordado, e retornava quando todos já dormiam. O negócio desenvolveu, tornou-se potente e dominou seu setor. A família enriqueceu. Seus bens garantem, hoje, a sobrevivência tranquila das três ou quatro gerações seguintes, pelo menos. Chegou a hora de passar o bastão. Movido por uma imagem bíblica ou da história feudal, o pai acredita que o filho será a sua perfeita continuidade negocial e ideológica.
História bem conhecida! Ela talvez seja o resumo de 99% das organizações familiares do país. O que, no entanto, ela contém de extraordinário é algo que pouquíssimos pais imaginam, e que, a qualquer momento, será o núcleo decisivo central do processo de continuidade de seus negócios. Algo tão simples quanto passível de desprezo pelos verdadeiramente culpados deste mal. O filho vê a empresa como sua grande concorrente ao amor do pai. Sua tendência natural será a rejeição ou eliminação sumária de sua grande “inimiga”.  Mas ele – o filho –  deve cuidar das aparências sociais. E, além disso, a empresa é seu grande meio de obtenção de sustento – ou luxo.  Ele poderá assumir sua direção, sim. Contudo, não terá dedicação. Será frívolo e motivado somente pelo lucro.
Existe uma acusação inconsciente na mente do filho. Seu pai tanto fez pela empresa que se esqueceu de dar a ele o devido e necessário tempo. Seus anos de infância e adolescência se converteram em peso ou angústia ao ver o pai endeusar os negócios em detrimento do relacionamento familiar.
A lição? Qualquer sucessão futura depende infinitamente mais dos valores intangíveis cultivados hoje do que dos lucros financeiros reais transferíveis de amanhã.
Direi o que devia ser dito. Equilíbrio é a palavra chave. Mais que isso. Não importa por quanto tempo você tenha acreditado estar apenas na riqueza monetária o bem-estar que você sempre sonhou legar à sua família. “Equilíbrio” é a senha que inequivocamente lhe dará acesso total e irrestrito a isto. E a muito mais.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

POLARIDADES

Texto da locução do Programa Profissão Atitude de hoje na Rádio CBN.


ABRAHAM SHAPIRO

A vida de hoje em dia é feita de polaridades. No ritmo alucinante com que tantos homens de negócios levam sua existência, as questões mais difíceis de responder recaem sobre aqueles que desejam manter alguns valores – especialmente os valores que “não têm preço”.   E a maior de todas estas questões é: “Como posso me dedicar com a mesma intensidade à empresa e à família?”
O modo como um líder administra suas polaridades é o que irá determinar o veredito exato entre grandeza ou pequenez de suas obras no discurso póstumo que lhe farão.
Numa empresa familiar esta pergunta é definitiva, porém, pouco considerada, de fato. Na verdade, ela se constitui o núcleo psicológico central de todo o processo de sucessão e bom êxito dos negócios no futuro.
O pai implantou sua pequena empresa com sacrifício. Trabalhava doze, quinze horas por dia, sete dias por semana, por anos e anos. Saía de casa quando ninguém havia acordado. Retornava quando todos já dormiam. O negócio desenvolveu, tornou-se potente e dominou seu setor. A família enriqueceu.  Seus bens garantem, hoje, a sobrevivência de pelo menos três ou quatro gerações.
História conhecida. Resume 99% das organizações do país. Ela contém os elementos que pouquíssimos pais imaginam ser o ponto nevrálgico da continuidade de seu negócio. O que é? O fato marcante de o filho enxergar a empresa como sua concorrente em relação ao amor do pai.
Aquele empresário tanto fez por sua empresa que se esqueceu de dar uma parte de seu tempo ao filho. O herdeiro aprendeu a ver na empresa sua inimiga existencial. Os anos de sua infância e adolescência lhe impuseram a angústia de assistir ao pai endeusando seus negócios em detrimento da família.
O bom resultado de qualquer sucessão dependerá infinitamente mais de valores abstratos do que de lucros financeiros.
Equilíbrio é a palavra chave. Se isto é o que lhe falra, não importa por quanto tempo você tenha acreditado estar apenas na riqueza a vida que você sonhou proporcionar à sua família. “Equilíbrio” é a senha que lhe dará acesso a isto. E a muito mais.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

CLIENTES


O VÍCIO DA MUDANÇA

ABRAHAM SHAPIRO

“Todo vício é ruim”, diz o dicionário.
“Mudar é bom e necessário”. Isto já é uma pressuposição.
O mundo corporativo é, hoje, um ambiente "viciado" em mudanças. Isto consome recursos volumosos e, não raro, gera alto nível de estresse nas pessoas. O problema é que, antes mesmo da consolidação do programa atualmente em curso, novos programas são trazidos, louvados e implantados.
Uma pergunta insistente: "Estas mudanças conseguem resolver o que se propõem?"
Presidentes das 500 melhores e maiores empresas brasileiras confessaram que em grande parte dos casos não se atinge o resultado esperado.
Por quê?

Inúmeros programas de mudança buscam respostas prontas para questões ou situações superficiais ou mal formuladas - situações que requereriam longo tempo e energia num diagnóstico correto a fim de que se saiba onde pisar.
As empresas querem soluções rápidas para os problemas que elas acham que conhecem. Mas raramente param para refletir sobre a origem deles. Aí chegam muitos consultores ou escolas de negócios que desejam vender suas soluções. Todos embarcam nessa trama e, para completar, os dirigentes veem aí sua chance de "fazer barulho" e ocuparem o status de líderes verdadeiros.  Quem pensa na continuidade? Alguém diz algo sobre “plano de longo prazo”, que seja consistente e que mantenha o programa em andamento –  caso ele seja adequado? Nada se fala sobre isso.
Outra armadilha é "delegar" a gestão da mudança à área de recursos humanos. Mesmo com toda importância do RH em um contexto desses, ele não pode ser visto – e nem se ver –  como "dono" do processo.
Mudança na empresa é algo que depende, em primeira instância, da abertura e da disposição do time diretivo. E mais ainda: as pessoas precisam compreender as razões pelas quais é necessário mudar. Elas precisam querer mudar, adquirir novas competências e operar de modo diferente.
O que não obedecer a estes princípios será apenas um vício... e de acordo com o dicionário: todo vício é defeito ou imperfeição grave.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

O CONCORRENTE "BALA PERDIDA"

ABRAHAM SHAPIRO


Os marqueteiros dizem: “Quer conhecer o seu concorrente? Seja cliente dele”. É uma tática.
Nas minhas consultorias em Vendas, eu me deparo com uma questão mais séria que esta. Muitas empresas não sabem exatamente quem são suas concorrentes.
Ocorre que nem sempre o seu concorrente está no endereço ao lado, ou no mesmo centro comercial. Ele pode até estar vendendo um produto completamente diferente do seu.
Com a astronômica diversidade de produtos num mesmo ponto de venda e modelos distintos de PDV´s - Pontos de Venda -, está crescentemente difícil identificar a concorrência.  Sem isso, porém, será complexíssimo planejar qualquer ação de mercado.
Se um fulano vende a mesma linha de produtos, para um mesmo público alvo, com uma mesma faixa de preços, em um PDV similar ao seu, ele é um concorrente direto.
Mas o inferno de hoje em dia está na concorrência indireta. É quando o sujeito não vende a mesma linha de produtos, mas atinge o seu público alvo com uma estratégia que – na mente do consumidor – resulta na substituição do seu produto pelo dele.
Eu vi acontecer com um amigo.  Ele desejava trocar os móveis de seu escritório. Os prazos de pagamento concedidos pela indústria de quem ele compraria eram curtos. Ele optou por um carro financiado em 60 meses. E devido à concessão de crédito de longo prazo, ele adquiriu o produto cujo benefício seria mais imediato a um fluxo de pagamento mais amplo.
Mas esta situação é quase completamente ignorada na estratégia de vendas da indústria moveleira. E acontece com frequência formidável. Nem o marketing e nem o comercial da empresa de móveis conseguem enxergar longe para determinar uma estratégia que supere esta concorrência indireta.
Neste mercado competitivo, perenidade requer plantão dia e noite para identificar a entrada e saída de concorrentes diretos e indiretos. E isto é função de conhecimento, sentidos bem refinados.... e uma sensibilidade quase extra-sensorial. 
Não é para qualquer um!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

PALAVRAS REFLETIDAS, PESADAS E MEDIDAS

ABRAHAM SHAPIRO


Observe por si mesmo: muitas reuniões de trabalho são detestáveis? É por que sempre tem um que fala sem parar e não diz nada útil. O tempo passa, ninguém resolve o que é preciso e sai desapontado do encontro.
A prolixidade não deixa de ser uma modalidade de tortura psicológica.
Certa vez, dois vendedores chegaram a uma cidade. Um vendia joias e o outro bijuterias. As pessoas se aglomeraram em torno do vendedor de bijuterias, e não deram a mínima para o comerciante de joias. A razão? Bijuterias era o que as pessoas podiam comprar. Joias não.
Falar bonito, usar palavras difíceis, não é boa comunicação. É ilusão. Todo mundo quer clareza.
As pessoas terão interesse por tudo quanto forem capazes de entender. Se você falar com clareza, será fácil atingir o seu objetivo. Você falará em pouco tempo o que levaria horas de modo verborrágico. Lembre-se disso na hora de se comunicar.
Comece a dar às pessoas o benefício do entendimento, isto é, elas entenderão o que for dito com ideias objetivas e o devido cuidado. Toda pessoa que fala muito, provavelmente acha que os que a ouvem não compreenderão sua expressão, por isso, complementam sem parar seus pensamentos com novas palavras. Mas isto não é verdade. As pessoas que mais comunicaram transformações ao mundo falaram muito pouco, como Moisés, Sócrates, Jesus ou Maomé.
Organize os seus pensamentos antes de começar a falar. Ninguém pensa palavras, mas ideias. Refletir mais sobre as ideias que você irá comunicar é o que o ajudará a ter a clareza de que precisa. Deste modo, não se assuste se, na reunião desta semana, em vez de “ainda bem que essa droga acabou”, você ouvir as pessoas dizendo: “Quando será a próxima?”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, fevereiro 05, 2013

SEU LUGAR CORRETO NO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO

Uma pessoa sábia disse: “Este mundo é maravilhoso. Nele há um lugar para a parteira e  também para o coveiro”.
Sim, é verdade, pois, desde os tempos de Adão, a parteira e o coveiro têm o que fazer todos os dias e, desta forma, conseguirem sustento, resultados, satisfação de seus clientes e melhorar sua visão dos negócios.
A lição deste sábio, contudo, é outra, e muito mais profunda. Todo ser humano é único, e não deve ser comparado a nenhum outro.
Nós, seres humanos, somos iguais apenas perante a lei. Nos demais aspectos da vida  não somos  iguais coisa nenhuma. Ao contrário.
Todas as pessoas têm múltiplas capacidades e infinitas condições de desenvolvimento. Mas será que elas crescem? Será que se desenvolvem? Quanto? Com quanto esforço e sacrifício?
Você é um fenômeno individual.  Por isso, seja fiel a si próprio e às suas capacidades. 
Se você hoje é melhor do que foi ontem, está tudo bem. Mas se  vê alguém se saindo melhor do que você e sente inveja, isto é natural, é claro.  No entanto, há muito que trabalhar sobre este sentimento para que você evolua.
Em vez de inveja, inspire-se com a vida daquela pessoa. Questione-se de alguma forma. “Ok. O que é que eu vou fazer pelo meu próprio sucesso? O que estou fazendo para ser melhor?”
Cada ação resulta em uma consequência. Se mal temos condições de arcar com o peso daquilo que fazemos, como poderemos carregar a vida de quem invejamos sobre os nossos ombros? Aceite-o como ele é, e compita somente consigo mesmo. Depois, mantenha o constante desafio de melhorar.
Tal como cada coisa tem seu lugar, todo ser humano tem sua hora. Se você aproveitar o seu tempo para crescer e dedicar-se à superação dos seus próprios limites, a sua recompensa vai chegar.
Responsabilize-se inteiramente pelos seus próprios atos e pese cada obrigação assumida, porque você terá de pagar o preço de cada uma delas.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

COMPREENSÃO: ATRIBUTO DOS SÁBIOS

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 04/02/2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


O Claudinho era um chefe a quem os funcionários mais queridos julgavam estranho. Os demais o reputavam maluco. Por quê? Semana a semana ele chegava ao escritório de mau humor, quase sempre aos gritos. E não fazia questão alguma de moderar seus nervos e ataques de explosão.
As pessoas comuns não absorvem e nem toleram manifestações desse tipo. 
Aquele indivíduo que opta pela gritaria ou por emoções fortes como forma de expressão criará em torno de si uma nuvem negra de preconceito e julgamentos dos demais. E nas empresas de qualquer tamanho, a “Rádio Peão” se encarregará de fazê-lo conhecido mesmo por quem nunca lhe foi apresentado.
Se você deseja fazer comigo uma análise imparcial desta situação, comecemos pensando, por exemplo, no que é que esse tipo de pessoa quer comunicar com este seu comportamento dissonante. Provavelmente ele esteja chamando a atenção para um fato ou problema sobre o qual não consegue falar diretamente, com clareza.
Todo comportamento, mesmo aparentemente estranho ou condenável, tem uma intenção positiva em seu interior mais profundo. Você conseguirá enxergá-lo somente se souber analisá-lo desde a ótica da pessoa que o exibe.
Para conseguir isto, inicie pesquisando as razões que impulsionam as suas próprias ações.  Pergunte-se, por exemplo: “Por que ajo deste modo?”; “Qual a razão mais interna desta minha atitude?”
Mesmo que inicialmente você não veja amplamente as razões que o motivam, seguindo este procedimento você estará no caminho que o levará a desenvolver uma excelente capacidade de entender “como” e “porque” age do seu modo. Na prática, o que fazer com isso? Melhorar continuamente! Ou melhor ainda: amadurecer, tornar-se sábio.
Pessoas mentalmente elevadas entendem não estar na aparência a razão porque os demais agem. Elas já aprenderam que, por pior que pareça a atitude, há algo por trás dela que explica a distorção ou o desvio emocional.
Não se trata de criar justificativa alguma, mas de ampliar o nível de compreensão em todos os relacionamentos – consigo mesmo e com todos à volta.
A regra mais simples é: “Não aceite o primeiro julgamento sobre as atitudes dos indivíduos próximos a você”. Busque novos pontos que contribuam para você perceber as razões e as motivações ocultas ou inexprimidas. Isto é sabedoria! 
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

LIDERANÇA: VALE A PENA LEMBRAR

ABRAHAM SHAPIRO

Vira e mexe vê-se um anúncio mágico de um curso para formar líderes a troco de um bom dinheiro. Os apelos são tentadores. É como “dar milho para bode” já que qualquer funcionário mantém a ilusão de tornar-se líder do jeito como veem nos filmes de Hollywood  e revistas de negócios.
Você conhece alguém que tenha se tornado líder apenas por participar de cursos? Se sim, consiga um pouco de seu sangue, pois ele é um indivíduo realmente especial.
Há “cursos” e “cursos” de liderança. Existem instituições respeitáveis que promovem programas que orientam sobre dificuldades profissionais da carreira e estratégias de superação. Isto é a base do desenvolvimento de líderes.
Liderança é dia a dia. É aprendizado contínuo. Um líder autêntico está em formação e desenvolvimento até sua morte.

Nem todos poderão ser líderes sobre outros. Muitos jamais conseguirão isto. No entanto, para qualquer ser humano ainda restará uma grande esperança: a de liderar sobre si próprio. E, de fato, esta é a mais profunda e maravilhosa essência do que significa ser líder.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, janeiro 31, 2013

COMO MOSTRAR OS SEUS TALENTOS AOS SEUS COLEGAS

ABRAHAM SHAPIRO

Você sabe fazer mímica? Contar piadas? Tocar um instrumento? Ótimo. Conhecimentos e habilidades extras ajudam muito a construir uma carreira profissional.
Talvez você tenha um dom particular e até goste de exibir seu talento diante de uma audiência em festinhas da empresa. Isto pode ser bom e reafirmar a idéia de que ninguém deve prender-se ao trabalho. Algum lazer ajuda muito.
Os brasileiros  são naturalmente calorosos. No entanto,  em ambientes de descontração entre colegas de trabalho, muita gente confunde alegria com irreverência, e toma para si a liberdade de usar maliciosamente o nome de pessoas, seus traços de personalidade ou convicções para fazer brincadeiras que invariavelmente terminam como atitudes de mau gosto.
Tome cuidado com a sua língua.
Jamais use o seu chefe como centro de assunto com colegas de trabalho - seja para críticas ou para piadas.
Não há dúvida de que todos irão rir ou aprender a divulgar as críticas que você teceu. Isto fará você achar que está sob as luzes do espetáculo, além de  parecer agradável e boa praça. Mas as palavras voam. Às vezes, elas propagam-se à velocidade da luz. Alguém – que você jamais saberá quem é – informará a todos os ausentes  tudo o que se passa, com um grau de detalhe que só perde para a reportagem de morte e enterro do papa. E como consequência, nenhum executivo irá gostar de saber que foi o centro de uma piadinha ou crítica interna feita por você. Se isto acontecer,  espere pela ira dos deuses. E ela é letal.
Não queira divertir todo mundo, pois não é esta a sua função. Cuide da sua língua. Ria. Divirta-se muito. Você merece. Porém, jamais fale da vida dos outros. Saiba que no meio de toda plateia que vibra, aplaude e ri escondem-se "alguns"  que torcem o tempo todo para ver você chorar.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, janeiro 28, 2013

LIDERANÇA NÃO SE APRENDE EM CURSINHOS

ABRAHAM SHAPIRO

Na década de 1980, surgiu a moda da palestra de motivação. As empresas gastaram fortunas nisso. Certo dia ensolarado, a verdade se revelou. Palestra de motivação traz tanto resultado para empresas quanto limonada para a cura do tétano. Mas do que adiantava se arrepender? As grandes companhias apagaram a prática de seus planejamentos, e hipocritamente fizeram de conta jamais terem pensado assim. Mas as médias e pequenas seguiram o caminho aberto.
Hoje, as antigas palestras de motivação deram lugar aos cursos relâmpagos de liderança.
Vira e mexe vêem-se uns e outros anunciando a mágica de formar líderes a troco de um bom dinheiro. Os apelos são tentadores. É como “dar milho para bode” já que qualquer funcionário mantém a ilusão de tornar-se líder aos moldes do que veem nas produções de Hollywood  e nas revistas de negócios.
Se você conhece alguém que tenha se tornado líder apenas por participar de cursos, consiga um pouco de seu sangue, pois ele contém o DNA de um indivíduo realmente especial.
Há “cursos” e “cursos” de liderança. Várias instituições respeitáveis promovem programas ministrados por professores experientes que orientam sobre dificuldades profissionais da carreira e estratégias de superação. Isto é a base do desenvolvimento de líderes.
Liderança é dia a dia. É aprendizado contínuo, sem começo, nem fim. Um líder autêntico está em formação e desenvolvimento até sua morte.
O melhor curso de liderança está aí onde você trabalha, onde você vive, nos seus relacionamentos, nos livros que você comprou e nunca leu... ou nos que você nunca adquiriu e devia.
Liderança se aprende e se vive a cada atitude ou gesto, na consideração que se tem pelo chefe ou subordinado – não há diferença. Liderança se abstrai do tratamento ao cliente – seja ele quem for.
Liderança vem de se lutar pela realização do propósito da vida, da filosofia, da religião, dos princípios e valores, mas acima de tudo, de se ter olhos e ouvidos sensíveis. Ela está nas situações mínimas e máximas, e no modo de se lidar com elas. Está nas decisões que se tomam, e nos destinos que se julgam correto adotar.
Palestrante nenhum, venha de onde vier, tem o poder de fazer de você um líder. Só você mesmo.
O ponto auge desta questão é fabulosamente simples. Nem todos poderão ser líderes sobre outros. Muitos jamais conseguirão isto. No entanto, resta uma grande esperança: a de liderar sobre si próprio. E, de fato, esta é a mais profunda e maravilhosa essência do que significa ser líder.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, janeiro 21, 2013

SR. GERENTE, NÃO DEIXE TAREFAS NO AR!

ABRAHAM SHAPIRO


Existem algumas personalidades cuja tendência de deixar as coisas no ar lhes é natural. Outras, cuja característica é começar uma atividade ou processo e não concluí-lo. Para esse tipo de comportamento há excelente  conserto. A cura começa pela consciência do problema. O passo seguinte é adequar-se a uma disciplina.
Conheço alguns gerentes que distribuem deveres entre seu pessoal, definem os vários parâmetros, e depois... Depois? Qual foi o resultado? Houve dificuldades? Quem realizou cem por cento do que foi solicitado? O objetivo foi atingido? Em que nível? Eles não sabem dizer. Faltou “acompanhamento”, ou, em linguagem corporativa, “follow up”.
Muitos destes podem explicar bem suas razões para não darem o melhor dos follow ups a seus subordinados. No entanto, a verdade é que quase todos se envolvem com um mundo de outras atividades e compromissos esquecendo-se de monitorar o que delegaram. Há uma fé de que tudo dará certo no fim. A questão é: “A que custo?”
Do jeito que as coisas estão em termos de competitividade e corte de despesas, ninguém mais pode se permitir displicência ou comportamentos não organizados. É preciso gerir o tempo de forma tal que as prioridades e as metas sejam efetivadas: das mais urgentes às mais simples. O valor da empresa de hoje está no valor e na qualidade com que todos os seus processos são desenvolvidos. E  nesta equação, o que mais conta é desempenho.
Para evitar a paralisia ou a perda da qualidade da sua equipe, aqui vão alguns conselhos simples e exeqüíveis:
1)Esteja aberto às opiniões do seu pessoal. Eles desejam participar das ideias e, se possível, das decisões. Eles têm alguma prática, e querem externá-la.
2)No momento em que você tiver delegado uma tarefa, passe para a etapa mais importante deste processo, isto é, pergunte: "Quando você prevê que poderá concluí-la?" Quero dizer: eduque cada membro do seu time a trabalhar com uma data final para tudo. Sem esta data, eles o farão somente quando sentirem vontade, o que não se pode admitir, certo?
3)Não se esqueça de disponibilizar um horário a cada dia ou período para esclarecer possíveis dúvidas. Elas sempre aparecem.
4)Finalmente: quando a data marcada para a conclusão da tarefa chegar, cobre com rigor. E aproveite para avaliar o desempenho de cada um observando, por exemplo, a dedicação, a objetividade, a interação e a presteza em realizá-la bem.
Nenhum bom líder deixa tarefas no ar! Tudo, de fato, faz diferença.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, janeiro 14, 2013

NEGATIVIDADE NO TRABALHO PODE ACABAR COM A CARREIRA


14/JANEIRO/2013 - FOLHA DE LONDRINA


A atitude, impulso para a ação e entusiasmo na vida podem fazer a diferença.
Divulgação
Abraham Shapiro: ''Nada de passar a vida esperando os finais de semana, como os preguiçosos. As pessoas percebem quem trabalha com vontade''
A to­do tem­po as pes­soas pre­ci­sam to­mar de­ci­sões so­bre o que que­rem so­bre tu­do: pro­fis­são, re­la­cio­na­men­to, ami­za­de, di­ver­são, en­tre tan­tas ou­tras ver­ten­tes da vi­da, in­clu­si­ve se que­rem ser oti­mis­tas ou pes­si­mis­tas. Se­gun­do o con­sul­tor em­pre­sa­rial Abra­ham Sha­pi­ro, ‘‘ser oti­mis­ta ou pes­si­mis­ta é uma ques­tão de es­co­lha e não de­pen­de das cir­cuns­tân­cias, mas de co­mo ­elas são ­interpretadas’’. 

  ‘‘Ve­jo em to­dos os lu­ga­res pes­soas ne­ga­ti­vas, que en­ca­ram a vi­da co­mo al­go pe­sa­do e di­fí­cil. En­con­tro ou­tras que di­zem: ‘eu que­ro ser ­mais po­si­ti­vo, mas não sei o que ­fazer’. A úni­ca res­pos­ta é: co­me­ce a ­agir a res­pei­to. Co­me­ce a ser po­si­ti­vo. Dê um pas­so, e de­pois ou­tro. En­fim, ­saia do sim­ples de­se­jo. Que­bre a bar­rei­ra do pla­ne­ja­men­to, da fi­lo­so­fia, do pen­sa­men­to. Co­me­ce a mu­dar. ­Aja’’. 

  O con­sul­tor re­for­ça que vi­ve­mos no ‘mun­do das ­ações’, on­de o pen­sa­men­to é ape­nas um ­meio pa­ra im­pul­sio­nar ou mo­ti­var à ­ação. ‘‘Pen­sar, pla­ne­jar, ­agir, apren­der com os re­sul­ta­dos e re­co­me­çar o ci­clo é um pro­gra­ma de qua­li­da­de ou de aper­fei­çoa­men­to que sem­pre da­rá ­certo’’, sen­ten­cia. 

  A ati­tu­de, im­pul­so pa­ra a ­ação e en­tu­sias­mo pela vi­da e no tra­ba­lho po­dem fa­zer a di­fe­ren­ça. Sha­pi­ro lem­bra que tra­ba­lhar com ne­ga­ti­vi­da­de e sem ­amor no que se faz po­de des­truir uma car­rei­ra. ‘‘Na­da de pas­sar a vi­da es­pe­ran­do os fi­nais de se­ma­na, co­mo os pre­gui­ço­sos. As pes­soas per­ce­bem ­quem tra­ba­lha com ­vontade’’. 

Mu­de o fo­co


  Sha­pi­ro su­ge­re que pa­ra es­pan­tar a ne­ga­ti­vi­da­de é pre­ci­so mu­dar o fo­co. Ao in­vés de in­ves­tir to­da a ener­gia em con­ser­tar os de­fei­tos, as pes­soas de­ve­riam es­ti­mu­lar os atri­bu­tos ­bons que pos­sui, ­após o re­co­nhe­ci­men­to e acei­ta­ção de ­seus ‘­deslizes’. ‘‘Ao com­preen­der­mos que to­dos so­mos uma mis­tu­ra com­pli­ca­da de po­ten­cia­li­da­des e li­mi­ta­ções á– uma so­pa de vir­tu­des e de­fei­tos – se­rá pos­sí­vel cres­cer e se tor­nar me­lhor, pa­ra de­pois ter for­ça acu­mu­la­da pa­ra aper­fei­çoar os ­defeitos’’, fri­sa. 

  ‘‘Oti­mis­mo é ir­mão gê­meo da ­alegria’’. A de­fi­ni­ção é do con­sul­tor Sha­pi­ro. Ele afir­ma que es­ta ati­tu­de na vi­da é na ver­da­de a so­lu­ção de to­dos os pro­ble­mas por­que tem o po­der de der­ru­bar bar­rei­ras. ‘‘Tra­ba­lhar com ale­gria é al­go mui­to es­pe­cial. Ela ­atrai coi­sas ­boas, fluí­dos ­bons. A tris­te­za blo­queia a pre­sen­ça di­vi­na pai­ran­do so­bre ­si’’, ex­pli­ca. 

  O con­sul­tor lem­bra ain­da que um dos maio­res ini­mi­gos é o ci­clo da ruí­na, que se ini­cia quan­do o oti­mis­mo dá lu­gar ao rea­lis­mo. ‘‘É quan­do as pes­soas de­sis­tem de si mes­mas. Aca­bam se acos­tu­man­do com a de­pres­são e com as ex­pec­ta­ti­vas bai­xas. Mui­tos pas­sam a acre­di­tar até que se­ja im­pos­sí­vel ser fe­liz. Pas­sam a acei­tar as der­ro­tas da vi­da e, en­tão, ­sucumbem’’. 

  Pa­ra ven­cer as fra­que­zas, o ­coach Sha­pi­ro lem­bra o que um sá­bio dis­se: ‘‘Com ­duas coi­sas não de­ve­mos nos preo­cu­par: com o que é pos­sí­vel re­sol­ver e com aqui­lo que é im­pos­sí­vel re­sol­ver. O que é pos­sí­vel re­sol­ver tem que ser re­sol­vi­do sem de­mo­ra, por­tan­to, não há com que se preo­cu­par. Quan­to ao que é im­pos­sí­vel re­sol­ver, de que adian­ta se preo­cu­par?’’, fi­na­li­za.

É COMPLICADO? USE UMA NAVALHA

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 14/01/2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.

ABRAHAM SHAPIRO


Sempre gostei da simplicidade. Como consultor, atuo de modo simples. Os norteamericanos também adoram isto. Eles dizem: “Não seja burro, faça as coisas de modo simples”. É lógico, complicar é estupidez.
“Tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso”, disse Einstein. Mas a ideia da simplicidade tem tudo a ver com um frade franciscano do século XIV. Seu nome: William of Ockham –  ou Guilherme de Occam.
William estudou e lecionou na Universidade de Oxford. Foi um ícone na virada do pensamento escolástico medieval em direção ao pensamento científico e, por conta de suas idéias pouco ortodoxas, foi convocado pelo Papa para se explicar. Por seu apoio à ala extremista da Ordem Franciscana que se opunha à riqueza da Igreja, acabou excomungado e fugiu para a corte de um rival da igreja em Munique,  onde viveu até sua morte.
Foi este religioso católico quem traçou uma linha divisória entre a fé e a razão, e se imortalizou por meio de argumento conhecido por “Navalha de Ockham”, que orienta a decidir entre várias explicações de um mesmo fato observado. Nestas circunstâncias, a explicação mais simples é a correta. E se uma explicação simples basta, não há necessidade de buscar outra mais complicada.
Explicação mais simples não significa mais fácil. Não se trata de descartar hipóteses só porque são difíceis de entender. A proposta é que sejam desconsideradas as hipóteses que, em igualdade de condições com outras, possuam mais suposições ou pressupostos. É claro, pois conjecturas aumentam as chances de erro.
Na prática, imagine que você vá apresentar os objetivos da função de um novo colaborador da sua empresa. Como consultor, aconselho que você se prepare bem para este momento. Porém, opte pela explicação mais simples para realizar esta apresentação. Você verá que isto é mais eficaz.
Habitue-se a expressar pensamentos com simplicidade. Corte os excessos. Evite premissas não provadas, pois podem produzir interpretações duvidosas. Assim é que se usa a Navalha de Ockham.
Gestão requer simplicidade ininterrupta, consciente e convicta, e não complexidades. Saia fora de discussões orgulhosas e vaidosas que só agravam e impedem o entendimento.
O simples produz paz. O complicado pesa, desgasta e inviabiliza qualquer processo.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

segunda-feira, janeiro 07, 2013

COMO FAZER UMA MUDANÇA DAR CERTO

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 07/01/2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.

ABRAHAM SHAPIRO


É triste, mas a verdade é que a maioria das pessoas nunca muda realmente. Elas se frustram quando encontram limitações e outros impedimentos. Algumas nem sequer tentam. Outras observam que, depois de algum esforço, suas vidas continuam parecidas com o que eram antes.
No entanto, o potencial humano para a mudança real e efetiva é imenso. O que, então, ocorre, para que seja tão difícil realizá-lo?
Para que uma mudança real ocorra seria preciso recriar a nossa realidade interior. Infelizmente, na maior parte do tempo o que criamos são as histórias sobre aquilo que não podemos fazer, sobre nossa incapacidade ou sobre o que jamais conseguiremos ter – juntamente com todos os motivos e porquês. E o problema maior é que fazemos isto inconscientemente. É uma espécie de defeito de programação que mantemos por toda a existência.
É claro que talvez tenhamos razões de sobra para acreditar nestas limitações. Mas embora elas ajudem a explicar o nosso passado de derrotas e insucessos, não deveriam limitar o nosso futuro. Só o fazem por que lhes damos este danoso poder.
É só observar que a maioria das pessoas não acorda pela manhã reverenciando seu potencial pessoal. Poucos seres humanos iniciam o dia repletos de alegria de viver, prontos a desempenhar seu papel de “imagem e semelhança de Deus” quanto ao poder de criação a partir da nada. Deus criou o universo do nada.  Nós também podemos fazê-lo. Mas agimos ao contrário. Acordamos contemplando as nossas limitações, os nossos desapontamentos, frustrações, necessidades não preenchidas e o fardo de problemas que teremos de resolver. Não admira que tantos de nós estejamos exaustos antes mesmo de sair da cama.
Há um belo livro infantil no qual o protagonista, um garotinho chamado Haroldo,  desenha coisas com um giz de cera nas paredes de seu quarto: castelos, montanhas, estradas e tigres. Haroldo escala as montanhas, percorre as estradas, explora os castelos e foge dos tigres. Às vezes, ele vai tão longe em seu desenho que não consegue voltar para casa. Então, ele simplesmente pega seu giz de cera e desenha a estrada de volta. E tudo se resolve. Haroldo cria algo a partir do nada.
A sua vida –  o seu presente e futuro –  é, na verdade, um “nada”. Porém, de infinito potencial. É claro que pode haver alguns limites imediatos para aquilo que você pode criar. Mas você não tem idéia de quais são. Por isso, nem pense neles.
Você pode experimentar o poder pessoal de viver como um criador, em vez de continuar como vítima. Dê o primeiro passo recusando-se a deixar que os seus temores e falhas passadas imponham quaisquer limites àquilo que você faz agora.
Decida, por exemplo, fazer o que esteve adiando por tanto tempo. Como seria a vida para você exatamente agora se escolhesse ser uma pessoa que não se deixa deter pelo medo?
Assim como um fazendeiro que ara seu campo, planta sementes, rega-as e cuida delas, levará algum tempo para você ver os resultados dos seus esforços. Porém, se você está disposto a criar algo a partir do nada, não precisa ficar à toa enquanto espera que as coisas cresçam e frutifiquem. A mesma decisão de ser um criador na sua própria vida trará consigo algumas recompensas poderosas. Recompensas como alegria, realização, e um mundo inteiro – maravilhoso e belo – criado a partir do nada!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473