terça-feira, janeiro 18, 2011

PROPAGANDA E CAMPO DE VISÃO - RESOLVENDO O PROBLEMA DA MORTE DO COMERCIAL DE TV

Dan Zigmond

Nos Estados Unidos, o pessoal de estratégia de mídia anda tão ocupado chorando a morte do comercial de TV que não consegue enxergar uma nova oportunidade: as pessoas estão misturando TV e internet de um jeito que pode ser muito bom para o anunciante.

É verdade, sim, que o consumidor vê menos TV do que antes e passa mais tempo à frente de outras telinhas. E é verdade, também, que muitos telespectadores — quase 60%, cifra que deve subir — usam o computador ou o smartphone simultaneamente. Mas essas tecnologias não são só distrações; nossos dados mostram que o “multitasker” em geral presta atenção a anúncios de TV — e que, quando um produto ou promoção desperta seu interesse, entra na internet para se informar melhor.

Esse dado é crucial para o anunciante — que, afinal, não quer que o consumidor apenas absorva o comercial, mas aja com base nele. Se o multitasker volta e meia corre para a internet depois de ver algo na TV, o anunciante astuto vai se adiantar e estar esperando por ele lá.














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Dan Zigmond é diretor de análise quantitativa e data warehousing do YouTube e da Google TV Ads. Horst Stipp é vice-presidente sênior de insights estratégicos e inovação na americana NBC Universal. A Open é um estúdio de design em Nova York, EUA.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

ONDE BUSCAR CRESCIMENTO EM UM CLIMA DE INCERTEZA?

Sage Newman

Para empresas, oportunidades de crescimento em 2011 parecem estar por toda parte e, ao mesmo tempo, em lugar nenhum. Embora oficialmente encerrada, a recessão ainda assombra boa parte do mundo. Iniciativas de governos e tendências econômicas contraditórias deixam o retrato ainda mais confuso: enquanto no Brasil há planos de gastar, a Austrália faz cortes. Entre Estados Unidos e China, cresce a tensão comercial. Ao manter os juros baixos, a Indonésia flerta com a inflação.

Em mercados emergentes como a Índia, o crescimento econômico é forte, o que dá esperança para multinacionais de olho na expansão. Em quase todo país, no entanto, fatores negativos disputam com positivos, em parte porque cada país tem sua maneira de administrar a crise. Está estimulando a economia? Atraindo investimento estrangeiro direto? Impondo austeridade?

É preciso saber ordenar esse caos e evitar ciladas. Apresentamos aqui um guia — baseado numa somatória de fatores políticos e macroeconômicos — para a empresa determinar onde há probabilidade de crescimento, que governos estão incentivando ou obstruindo o investimento estrangeiro e que setores nesses países oferecem as maiores oportunidades.

Com base em análises políticas da consultoria Eurasia Group e em dados econômicos de fontes como o Fundo Monetário Internacional, avaliamos vários países em dois quesitos: situação macroeconômica (que afeta aspectos como nível de consumo, conflitos trabalhistas e estabilidade cambial) e política em relação a investimentos estrangeiros (que afeta o acesso de multinacionais a oportunidades). Distribuímos os países num gráfico dividido em quatro grupos — do menos ao mais arriscado. Embora outros fatores também pesem para multinacionais, fechamos o foco nessas duas áreas por serem influenciadas por decisões políticas que, além de difíceis de entender, podem mudar inesperadamente.

Certos resultados são surpreendentes. Com sua estabilidade e transparência, o Chile sai à frente do Brasil, eterno favorito do investimento. A China tem um ambiente de investimento mais favorável do que a Índia, mas esse vão deve encolher à medida que o governo indiano for promovendo uma série de mudanças em políticas.






Como calculamos a pontuação

Para avaliarmos a situação macroeconômica de um país, usamos dados relacionados a condições econômicas, incluindo crescimento do PIB, inflação, volatilidade cambial, equilíbrio do orçamento do Estado, saldo em conta corrente e reservas cambiais. Na avaliação do ambiente regulamentar do país, utilizamos dados e análises políticas da Eurasia Group. Para determinar se o ambiente político e regulatório era favorável ao investimento estrangeiro, avaliamos até que ponto políticas (como regulamentação) e práticas (como corrupção) do Estado inibem a atividade econômica. Tanto para condições macroeconômicas como para o ambiente regulamentar, usamos uma escala de 1 a 10 — na qual 1 re­pre­senta o maior grau de risco e 10, o menor.

 Vejamos um exemplo. Uma análise da situação macroeconômica da Espanha revela deterioração em várias variáveis no último ano. A taxa de desemprego, por exemplo, subiu de 18% em 2009 para estimados 19,9% em 2010. A volatilidade cambial do euro também aumentou nesse período, o que reduziu a estabilidade do cenário macroeconômico. Além disso, o crescimento real do PIB na Espanha é lento em comparação com o de outros países: o FMI calcula que a economia espanhola contraiu 0,3% em 2010 e crescerá apenas 0,7% em 2011. Políticas do governo espanhol não contribuíram para a situação macroeconômica: em janeiro de 2010, o governo adotou medidas de austeridade que incluíram a redução de salários no setor público, o aumento do imposto sobre valor agregado e a tributação maior de altos salários. Embora feitas para acalmar quem investe em títulos públicos, essas medidas refreiam a demanda de consumo; ao mesmo tempo, cortes de despesas impedem que gastos públicos subam para compensar a queda na demanda. Logo, a avaliação macroeconômica da Espanha piorou no ano passado. Uma série de indicadores de mercado confirma a deterioração no quadro macroeconômico espanhol, incluindo a retração de 5,3% no mercado de ações do país e o aumento de 16% no rendimento de títulos do governo em relação a outubro de 2010.

Abaixo, o leitor vai conferir uma seleção de mercados emergentes e desenvolvidos onde há potencial para mudanças em políticas ou onde nossa avaliação pode estar em desacordo com a opinião corrente.









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Sage Newman é diretor associado de serviços de consultoria empresarial da Eurasia Group, firma de pesquisa e consultoria especializada em riscos políticos. Courtney Rickert é analista da Eurasia e Ross D. Schaap é diretor de análise comparativa na consultoria.







UM DIFERENTE CONCEITO DE RIQUEZA

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 17/01/2011, na coluna Profissão Atitude, em Empregos e Concursos


ABRAHAM SHAPIRO

Em “A Ética dos Pais”, um dos tratados da sabedoria Judaica, escrito há mais de dois mil anos, o sábio Ben Zomá propõe um curioso conceito de riqueza. Ele diz: “Quem é rico? Aquele que se alegra com o seu quinhão”.

Este é um ponto de vista pelo menos curioso sobre algo que tanto move e incomoda a humanidade em todos os tempos. Parece simples. Mas sabemos quão difícil é contentar-se com a própria porção e, igualmente, encontrar alguém que consiga fazê-lo com desenvoltura.

Buscando esclarecimento sobre esta dificuldade entre os discursos da sabedoria de Israel, encontramos alguém que disse: "Aquele que tem cem, deseja duzentos; e o que tem duzentos, quer quatrocentos”. Outra referência diz: “Todo homem se vai desta vida sem ter alcançado sequer um terço daquilo que almejou possuir”.

É tentadora a comparação entre estes dois pensamentos. Parece que se contradizem, vez que a metade de quatrocentos é duzentos, e a de duzentos é cem. Por que razão se afirmou que todo homem ao morrer não alcançou sequer um terço daquilo que desejou?

Na verdade, não há controvérsia. Só é preciso analisar melhor. Basta observar o comportamento humano no que concerne a dinheiro e bens.

Um sujeito que conseguiu cem, almejará “outros duzentos”, e não apenas mais cem. Ele agora quer juntar duzentos aos primeiros cem que já conseguiu. O resultado seria trezentos. E cem sobre trezentos é um terço. Se na data de hoje este indivíduo partisse deste mundo, ele não teria obtido a metade do que desejava, mas somente a terça parte.

Como se explica este comportamento? Pela lógica. Uma vez que para conseguir cem o fulano irá investir determinado esforço, estratégia, competência e desenvolvimento, após tê-lo alcançado, não desejará repetir a mesma façanha, mas partirá em direção a um novo desafio, isto é, outros duzentos. Ele desconhece o percurso para conquistar o dobro do que obteve. Carecerá de outros planos, táticas e esforços. Isto é o que estimula sua caminhada.

O homem, em seu estado natural, se atrai por metas ainda não atingidas. Ele pautará sua existência por este raciocínio. E irá transmiti-lo aos seus descendentes, de geração em geração.

Este, exatamente, é o obstáculo para se alegrar com o próprio quinhão.

Riqueza, segundo o conceito enunciado por Ben Zomá na Ética dos Pais, nada tem de atitude comum. Seu conceito não se aplica ao homem no estado natural, mas somente ao que busca o sobrenatural – àquele que se refina na alma, que se eleva em seus sentimentos e subjuga os desejos e inclinações. Só um indivíduo assim certamente se alegrará com o seu quinhão.

E então, o que me diz? Você é rico?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

sexta-feira, janeiro 14, 2011

OS SETE VETORES DA DECISÃO CONSIDERANDO UMA EQUIPE DE TRABALHO

ABRAHAM SHAPIRO

Você tem uma decisão a tomar. Quais parâmetros você leva em conta com referência à sua equipe? Darei a seguir sete pontos a considerar antes de tomar esta decisão.

O primeiro é: “A importância da decisão”. Qual o grau de importância desta decisão com respeito ao seu impacto no sucesso do projeto do qual ela faz parte ou da organização como um todo?

O segundo ponto é a importância do comprometimento de sua equipe frente à sua decisão. Sua equipe dará à sua decisão a importância necessária para se comprometer com ela?

O terceiro ponto põe em perspectiva a sua experiência. Você tem conhecimento a respeito? Tem experiência?

O quarto olha a probabilidade do comprometimento de sua equipe. Qual a probabilidade de que seu time se comprometa com uma decisão que você possa vir a tomar sozinho em relação a esta situação específica.

Em quinto, vem o quesito apoio. Seu grupo apoiará os objetivos da organização que estão em risco devido ao problema que está sendo resolvido? Em que grau de 0 a 100%?

Passemos ao sexto ponto: a experiência do grupo. Se a sua decisão será posta em prática pela equipe que você lidera, isto exige que você avalie experiência dos membros da equipe em relação ao problema. Eles saberiam executar com desenvoltura?

Finalmente, o sétimo ponto tem a ver com a competência da equipe. Analisando especificamente, os membros de sua equipe têm habilidade em trabalhar juntos na solução deste problema ou na implantação de sua decisão? Têm conhecimento? Têm atitude? Ao conjunto de saber, prática e atitude é que se dá o nome de competência.

Respostas precisas, realistas e efetivas a estes sete fatores nem sempre são fáceis de se obter. O líder pode ter de contar muito com a intuição e também minimizar os pensamentos distorcidos, como a crença de que ele tem a experiência, quando isso não é verdade.

Quanto mais honesto consigo mesmo for, melhor será sua análise.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, janeiro 13, 2011

EXECUTIVOS E O COMPORTAMENTO ABUSADO

ABRAHAM SHAPIRO

O mundo corporativo julga as pessoas com base nos resultados que elas apresentam. Contratamos pessoas para gerar valor, nós as promovemos pelo valor que geram e temos expectativa de que elas melhorem cada ano.

Mas esquecemos de algo importante. Como fica o comportamento delas por trás dos resultados? O que elas fazem para consegui-los? Será que as atitudes de alguns de seus executivos podem estar comprometendo o futuro da sua empresa? Sim, isto pode estar acontecendo, independentemente dos resultados no curto prazo.

São muitos os comportamentos problemáticos entre executivos aparentemente bem-sucedidos. Um dos mais sérios é quando se tornam "abusados", o que em inglês se chama "bullying". Este desvio apresenta alguns sinais. Alguns são estes:

- eles assumem o crédito pelas idéias dos subordinados,

- abusam das pessoas, humilham funcionários em público,

- falam das pessoas pelas costas

- e mandam outros fazerem seu "trabalho sujo".

Contudo, a questão é: por que tantas empresas toleram executivos com estas caractarísticas?

Antes de tudo, porque acreditam que eles dão resultado, pelo menos no curto prazo. Executivos abusados geralmente apresentam bons números, e, por isso, é difícil se livrar deles. O problema é que estes resultados escondem fraquezas sérias, como desconfiança em relação aos funcionários, grande necessidade de controle, baixa quociente de Inteligência Emocional e incapacidade de trazer à tona o melhor que as pessoas têm.

No longo prazo, estes pontos fracos sugam a energia e a motivação dos funcionários, reduzindo sua capacidade deles atingirem metas.

Fique atento aos sinais de comportamento abusado. Saiba que quando você começar a suspeitar de que eles existem, você provavelmente  estará certo.

1. Comece observando o comportamento dos subordinados desse executivo. Procure saber quanto eles apreciam trabalhar para esta pessoa.

2. Crie um novo parâmetro, que você pode chamar de "Métrica de Pessoas". Inclua critérios como número de faltas dos subordinados, pedidos de transferência de departamento e rotatividade.

3. Ofereça ajuda para que este executivo mude. Alguns até merecem ser ajudados. Se for o caso, contrate um coaching, mas com uma condição: deixe claro que existe um problema e que é preciso mudar. Se você for explícito e torná-lo responsável por sua própria mudança, então ficará evidente  que esta mudança não é apenas uma opção, mas a única.

4. Caso o seu executivo abusado resista a todo o tipo de ajuda, demita-o. Não há saída. Quem está com a cabeça a prêmio e além de não melhorar continua atrapalhando os outros deve ser sumariamente removido da equipe.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, janeiro 12, 2011

PARENTE COMPETENTE (VERSÃO SIMPLIFICADA)

Uma empresa familiar costuma virar cabide de emprego de parentes. Será isto certo? A resposta não é fácil, nem simples. Há situações e situações. Não se pode generalizar. Um parente pode superar as expectativas e fazer os negócios irem além do que conseguiria seu fundador de sucesso. Outras vezes, contudo, falta aptidão, capacidade e habilidade. Os herdeiros ou familiares dilapidam o patrimônio que lhes foi deixado.


ABRAHAM SHAPIRO

Havia uma empresa tradicional, que cresceu no interior, onde as coisas estavam apertadas para o gerente de RH. Ele trabalhava demais e não conseguia atingir os resultados esperados.

Após longos processos de seleção ele via seus esforços invalidados pelos caprichos do proprietário, um chefe centralizador e sabichão, que desqualificava qualquer funcionário. Ninguém era bom para ele.

Certo dia, diante da necessidade de contratação de um novo gerente e sabendo que todas as tentativas acabariam em nada, o RH levou um determinado currículo para apreciação do patrão que não poupou as piores críticas. Declarou que o candidato não tinha perfil sequer para auxiliar de escritório da empresa, e que não aceitaria alguém com formação tão medíocre.

Neste momento, o RH declarou ao arrogante patrão que o currículo em foco era de seu filho, o diretor de vendas há três anos. Ele trocara o nome por pura necessidade de ajustar definitivamente a visão de ambos, já que todos os critérios de seleção adotados nunca atendiam às expectativas do diretor.

A verdade a ser perseguida hoje em dia é que nunca a necessidade por competências reais e “bem afiadas” foi tão crucial para a gestão dos negócios.

Um dado muito simples complementa minha breve análise. Ele é emitido pela mais conhecida e respeitada consultoria em empresas familiares do país: "As empresas familiares dominam o mundo dos negócios e são também as que concentram os maiores problemas. Pesquisa revela que 65% das falências ocorrem por conflitos entre os membros da família e 87% por inépcia dos herdeiros, e não por problemas com o mercado”.

Preciso dizer mais alguma coisa?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, janeiro 11, 2011

É POSSÍVEL PECHINCHAR - ESPECIAL DO FANTÁSTICO


Ao comprar em uma loja e até para negociar desconto em serviços por telefone, é preciso paciência. Segundo os pechinchadores, o essencial é não demonstrar que você quer muito aquele produto.


Janeiro é mês de liquidação total! Mas mesmo com os preços mais baixos, dá pra baixar ainda mais. Nós fomos às ruas e conseguimos descontos fantásticos!

Consegue resistir a uma liquidação? Faça o teste e descubra se você é consumista!

Pechinchar é uma arte. Em uma feira, o povo se esbalda.

“Pechincho mesmo”, admite uma mulher.

Mas tem gente que não leva o menor jeito.

“Sou tímida”, reconhece uma mulher.


O Fantástico resolveu fazer o teste da pechincha. Cleiciane topou. Nossa equipe ficou gravando de longe para não atrapalhar as negociações.

Cleiciane: Mas à vista não tem desconto?
Vendedora: Não.
Cleiciane: Nossa!

Depois de algumas tentativas, olha que ela se saiu muito bem, viu?

Vendedor: A cama, e mais o colchão, o preço normal é R$ 2.776.
Cleiciane: E se eu comprasse à vista?
Vendedor: R$ 1.490

E quando Cleiciane ameaça ir embora...

Cleiciane: Eu vou dar mais uma olhadinha por aqui, e aí eu volto.
Vendedor: Deixa eu te falar uma coisa: se eu tiver 12 parcelas de R$ 110 reais, a gente bate o martelo agora? A gente fecha o negócio?

Vamos ver se a especialista em finanças pessoais Bianca Menezes Juliano consegue ajudar nas negociações. Lá vão as nossas pechinchadoras comprar óculos de sol.

Bianca: R$ 604 esse aqui?
Vendedora: É
Bianca: E à vista sai quanto?
Vendedora: Aí tem 10%.
Cleiciane: É que esse eu ja vi em uma outra loja.
Vendedora: Por quanto você viu?
Cleiciane: R$ 548. Faz um desconto para nós. Vê com o gerente.
Vendedora: R$ 540 está bom?

Depois, elas tentam uma câmera digital.

Bianca: A gente achou essa que está R$ 799 - 14 mega pixels. A gente quer que ele faça menos, para a gente levar.
Vendedor: R$ 690 no débito ele fez.

Mas vida de pechinchador não é nada fácil.

Bianca: E à vista, quanto sai?
Vendedora: É o mesmo valor, a gente não trabalha com desconto.
Bianca: Nada? Eu queria o desconto, eu realmente valorizo muito o desconto. Ele é muito importante para mim.

Haja lábia.

Bianca: A gente já está com o dinheiro aqui porque é da vaquinha lá da empresa, entendeu? Para dar de presente para uma colega que está de aniversário.

Agora é a vez da Patrícia ir às compras. A especialista em finanças continua ajudando.

Bianca: Quanto que você vai nos dar de desconto se a gente levar dois?
Vendedora: Dois? Vou ver com o gerente. Os dois dá R$ 196. Vou dar 10%. Fica R$ 176.

Para conseguir baixar o preço das compras, existem alguns segredinhos. O consultor de vendas Luis Coletti é fera nesse assunto.

“As pessoas me chamam de chato porque eu sempre procuro puxar algo para o meu lado, algo de bom, eu tento sempre comprar do mais barato. Comprar a melhor coisa, a coisa que eu quero por um preço menor. Esse é um desafio, sempre”, diz Luis.

Olhe as dicas. Seja simpático e educado. “Você está em uma loja, e aí o vendedor vem e pergunta o seu nome. Aí automaticamente você já pergunta o dele”, conta .

Blefar, nesse caso, não é nenhum pecado. “Porque era uma das poucas armas que eu tinha nessa hora”, explica.

Ao comprar em uma loja e até para negociar desconto em serviços, por telefone, é preciso paciência.

“Eu acho que essa é a essência do negócio, porque a ligação cai algumas vezes, então você tem que persistir”, aponta Luis.

Mas, segundo os pechinchadores, o essencial é não demonstrar que você quer muito aquele produto.

“O vendedor não terá aquela segurança de que você com certeza comprará o produto, e aí vai economizar no desconto para nos oferecer”, ressalta Bianca.

De preferência, leve cartão, cheque e dinheiro. Facilita na hora de negociar.

“Na maioria das vezes, desconto a gente vai conseguir quando oferece pagamento à vista. Por isso que é bem interessante ter as três possibilidades”, diz.

Resolvemos tirar a prova com o Luis. Ele vai comprar material escolar. Chega na papelaria e já puxa assunto.

Luis: Como isso é caro, né?
Vendedora: O quê?
Luis: Material escolar.
Vendedora: É.
Luis: Qual seu nome?
Vendedora: Jaqueline.
Luis: Jaqueline, você soma para mim, por favor?
Vendedora: R$ 261.
Luis: E à vista, você me dá um desconto?
Vendedora: 5%.
Luis: R$ 248. Eu tenho essa lista em outra papelaria aqui pertinho, eu moro aqui do outro lado. Por R$ 235 você não chega nesse valor? Dá 8%, vai? Fechado? Então eu posso fechar com você em R$ 240?
Vendedora: Pode.

Mas como será que é a vida do vendedor. Aquele que fica ouvindo todas essas propostas?

“Cliente sempre tem razão, né? Às vezes a gente consegue, às vezes não”, conta o vendedor Ricardo Henrique Soares.

“Tem cliente chato, é complicado”, reconhece a vendedora Julia Miranda.

“Eu sempre digo que não é comigo, mas falando com a gerente tudo pode acontecer”, analisa o vendedor Lenini Oliveira Cordeito.

“Você, tendo um tempo e paciência, acaba dando certo. Por menor que seja o desconto, ele existe, e a gente tem que buscar por ele”, conclui o pechinchador Luís.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

PARENTE COMPETENTE

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 10/01/2011, na coluna Profissão Atitude, em Empregos e Concursos


ABRAHAM SHAPIRO

Uma empresa familiar costuma virar cabide de emprego de parentes. Será isto certo? A resposta não é fácil, nem simples. Há situações e situações. Não se pode generalizar. Um parente pode superar as expectativas e fazer os negócios irem além do que conseguiria seu fundador de sucesso. Outras vezes – por falta de aptidão, capacidade e habilidade – herdeiros e familiares dilapidam patrimônio de esforço sobrepujante.

Havia uma empresa tradicional, que cresceu e enriqueceu no interior, onde as coisas estavam apertadas para o gerente de RH. Ele tinha um trabalho colossal, e não conseguia atingir os resultados esperados.

Após longos e rigorosos processos de seleção ele via seus esforços invalidados pelos caprichos do proprietário e fundador, um chefe centralizador e sabe-tudo, cujo hábito consistia em desqualificar qualquer funcionário contratado. Ninguém era bom para ele.

Certo dia, diante da necessidade de contratação de um novo gerente comercial e sabendo que todas as tentativas acabariam em nada, o RH levou um determinado currículo para apreciação do patrão. Este não poupou as piores críticas. Declarou que o candidato não tinha perfil sequer para atuar como auxiliar de escritório na empresa, e que jamais aceitaria alguém com formação tão medíocre.

Neste momento, o RH declarou algo que o deixou atônito. Disse ao arrogante patrão que o currículo em foco era de seu filho, diretor de vendas há três anos. Apenas o nome havia sido trocado por pura necessidade de ajustar definitivamente a visão de ambos, já que todos os critérios de seleção adotados nunca atendiam às expectativas do diretor.

A verdade a ser perseguida nestes dias pós crise – e talvez às portas de uma nova grande crise mundial – é que nunca a necessidade por competências reais e “bem afiadas” foi tão crucial como hoje na gestão dos negócios. Observe o caso da fraude bilionária que pôs abaixo o império financeiro construído por um personagem importante da mídia brasileira, há poucos meses. É um exemplo típico. A demissão de parentes do tal empresário, incluindo sua mulher, à direção do banco que geria grande parte de um patrimônio de dácadas foi a base da complicada proposta de recuperação. Todas as saídas estudadas para solução do impasse têm como ponto comum o fim do nepotismo, já que, na maior parte das vezes, a relação entre parentesco e competência é muito improvável.

Um dado muito simples complementa minha breve análise. Ele é emitido pela mais conhecida e respeitada consultoria em empresas familiares do país: "As empresas familiares dominam o mundo dos negócios e são também as que concentram os maiores problemas. Pesquisa revela que 65% das falências ocorrem por conflitos entre os membros da família e 87% por inépcia dos herdeiros, e não por problemas com o mercado”.

Preciso dizer mais alguma coisa?
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

domingo, janeiro 09, 2011

COMO USAR A COMUNICAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE UMA MARCA





Vídeo espetacular sobre o cuidado que se deve ter com a comunicação na construção de uma marca forte.

SINAGOGA FLOR DO ABACATE

Artigo delicioso e muito bem escrito sobre alguns momentos importantes da vida Judaica na cidade do Rio de Janeiro.

Zevi Ghivelder

Não acredito que exista algum registro mais expressivo referente à interação entre os imigrantes judeus radicados no Rio de Janeiro e o espírito carioca do que aquele que aconteceu ali pelo final da década de 40 envolvendo o Yom Kipur (Dia do Perdão), a data mais sagrada do calendário judaico, e uma famosa gafieira chamada Flor do Abacate, situada na rua do Catete entre as ruas Almirante Tamandaré e Machado de Assis, do lado direito de quem vai para o centro da cidade.

A Flor do Abacate abrigava bailes de carnaval e, durante o ano, nas noites de sexta, sábado e domingo a elite dos compositores, cantores e instrumentistas da escola de samba da Mangueira. A orquestra era ao vivo e seus componentes caprichavam no vestuário: ternos brancos, chapéus tipo palheta e sapatos com duas cores. Quanto à negritude dançante, a maioria fazia questão de alisar os cabelos, tanto os homens quanto as mulheres, Naquele tempo não havia uma só sinagoga no bairro do Flamengo e adjacências. O judeu que quisesse cumprir o ritual do jejum e orações tinha que se deslocar até o Grande Templo, situado na rua Tenente Possolo, perto da Praça Cruz Vermelha. Como raríssimos imigrantes possuíam automóveis, para chegar ao Grande Templo a viagem tinha que ser feita em dois bondes, tendo a Lapa como estação intermediária.

Foi então que alguém teve uma idéia brilhante: alugar o salão da Flor do Abacate e transformá-lo em sinagoga no próximo Yom Kipur. Como a celebração judaica aconteceria em um dia da semana, os responsáveis pela gafieira aceitaram cedê-la por um preço que, acredito, deve ter sido apreciável. Uma comissão foi incumbida de vistoriar o local e logo se deparou com um empecilho. Junto a uma das paredes da gafieira havia um monumento a São Jorge, com a escultura do santo montado a cavalo, prestes a derrotar o raivoso dragão. Ora, os judeus, ao longo dos séculos, jamais mantiveram símbolos ou estátuas em suas casas de orações. Era preciso remover o São Jorge ou, caso contrário, o aluguel seria cancelado. Foi uma batalha que se estendeu por alguns dias.

Os judeus permaneciam irredutíveis e o pessoal da gafieira também, porque mexer no São Jorge poderia significar, no mínimo, um mau presságio. Os inquilinos por um dia chegaram a propor aumentar o valor do aluguel. Nada feito. São Jorge era inamovível. Enfim, depois de muitas discussões, chegou-se a um consenso: o santo ficaria, porém coberto por um pano, como se não existisse. Assim foi feito e assim consumou-se a Sinagoga Flor do Abacate à qual compareceram mais de uma centena de devotos, todos rezando de costas para o São Jorge e de frente para um altar improvisado que continha os rolos da Torá. Se não me engano, aquela foi a única vez em que o Yom Kipur foi ali celebrado. Os judeus não gostaram daquela intromissão envolta em tecido branco, bem como o pessoal da gafieira ficou temendo uma futura represália do santo.

Nasci no Rio de Janeiro e jamais vivi em outra cidade. Sou um autêntico judeu carioca da segunda geração, filho de imigrantes da Bessarábia. Lembro-me de uma pensão em que morávamos na rua Senador Correia, perto da Praça São Salvador, nas imediações de Laranjeiras. Um dos hóspedes da pensão era o professor Pessach Tabak, um erudito, autêntico pioneiro na implantação de escolas judaicas no Rio, onde além do currículo normal eram diárias as aulas do idioma iídiche. Ele foi o fundador do Colégio Sholem Aleichem, nome dado em homenagem àquele que é considerado o mais importante escritor em íidiche de todos os tempos. O colégio ficava situado na zona norte, em uma rua perto da Praça Saenz Peña e ainda não dispunha de ônibus para o transporte dos alunos. Para mim e outros garotos da minha idade, que deveríamos cursar o primário, era simplesmente impossível chegar até lá. Quando se diz que a prioridade máxima do povo judeu se concentra na educação, é verdade. O professor Tabak fez um acerto com um motorista de táxi que vinha à Zona Sul para pegar uns cinco ou seis meninos e meninas que se espremiam no veículo e, depois das aulas, trazia-nos de volta. Não me lembro quanto tempo duravam essas jornadas no táxi, mas lembro-me do ônibus do qual a escola passou a dispor. De onde eu morava no Flamengo até o colégio, contando as sucessivas paradas para pegar as crianças pelo caminho, a viagem consumia algo em torno de uma hora e meia.

Depois do colégio judaico, meus pais me matricularam no curso de admissão do então Lycée Français, que passou a chamar-se Colégio Franco Brasileiro, situado no começo da rua das Laranjeiras. Ali estudei até concluir o segundo grau, um tempo feliz. A mais grata lembrança que guardo do Liceu (era como sempre o chamávamos) foi a do Dia D, 6 de junho de 1944, a invasão da Normandia pelos aliados. Naquele dia não houve aula. Logo pela manhã, todos os alunos foram reunidos no pátio da escola, hasteou-se a bandeira da França, cantamos a Marselhesa e fomos dispensados. Não posso precisar a estatística, porém creio que de vinte a trinta por cento dos alunos do Liceu eram judeus. 

Afirmo, com a mais absoluta convicção, que eu e os demais judeus jamais sofremos nenhuma discriminação no decorrer de todos os anos em que freqüentamos o curso secundário. Apenas, havia um judeu no colégio cujo sobrenome era Zebulum. Então, o Albino Pinheiro, o já falecido e consagrado general da Banda de Ipanema, talvez seduzido pela sonoridade daquele nome, tinha o hábito de chamar todos os judeus de Zebulum. Mas era um tratamento carinhoso, longe de qualquer reserva ou deboche. Ocorreu, entretanto, um momento de fricção. Tínhamos uns 16 anos quando foi anunciada a vinda ao Rio de uma equipe de basquete americana formada por jogadores todos judeus que, se bem recordo, ia enfrentar o Fluminense. Alguém me perguntou para quem eu torceria e não hesitei em responder, recheado de atavismo, que ia torcer pelos judeus. Meu interlocutor disse: “Mas, afinal, você é brasileiro ou judeu?” Retruquei, surpreso e aturdido, que torcer pelos judeus era uma questão de tradição, que havia poucos judeus no mundo, que seis milhões haviam sido assassinados pelos nazistas em campos de extermínio, e que portanto eles mereciam meu apoio. A sorte é que o jogo não era contra o Flamengo, do qual sou aficionado eloqüente. Aí, realmente, eu não saberia o que responder. A propósito, vale contar um episódio de muitos anos atrás. Regressando de uma viagem à Holanda, contei ao meu filho, que tinha uns sete anos, sobre a visita que havia feito à casa de Anne Frank e o que com ela havia acontecido. Ele ouviu e comentou: “Mas, papai, se isso acontecesse conosco, a gente tirava a mezuzá da porta e ninguém ia saber que nós somos judeus”. (A mezuzá é um pequeno tipo de amuleto que contém um pergaminho com uma inscrição bíblica fixado no batente direito das casas das famílias judias). Respondi: “Não, meu filho, a gente nasce judeu e fica judeu para sempre”. E ele: “Que nem Flamengo, não é?”

Essa simbiose entre judaísmo e carioquice não se deveu ao fato de o meu filho ser neto de imigrantes. Os próprios imigrantes judeus logo assimilaram boa parte do espírito carioca no que diz respeito à irreverência e a uma dose de malandragem. Correram entre eles alguns apelidos hilariantes. Havia, por exemplo, um judeu de comportamento grosseiro que só era conhecido como Mossoró, nome do cavalo vencedor do primeiro Grande Prêmio Brasil, do Jockey Club, em 1933.

Chamavam-no de Mossoró porque julgavam-no um grande cavalo. Outro se apossou da antiga expressão “não chacoalha”, usada nas ocasiões mais próprias ou impróprias. Resultado: ficou conhecido como Jacó Não Chacoalha. Outro, em vez de dizer “grande coisa”, significando algo irrelevante, só dizia “coisa grande”, Passou a ser o Miguel Coisa Grande. A partir da década de 40, todas as lojas de móveis da rua do Catete, com raras exceções, pertenciam a judeus. Um deles tinha um método infalível para aumentar o faturamento. Ele ficava na loja e a filha, sua auxiliar, num jirau. Quando alguém lhe perguntava o valor de uma mercadoria, ele gritava para a filha: “Eu não tenho de cabeça. Você sabe quanto é esta cadeira?” A moça respondia lá de cima: “Setenta!” E ele dizia ao cliente: “Custa sessenta”. Fechava a venda na hora e a dita cadeira decerto não valia mais do que trinta. Em certas lojas, alguns pintores acadêmicos deixavam seus trabalhos em consignação porque se alguém estivesse montando uma casa era bem possível que precisasse de um ou mais quadros para completar a decoração. Em uma ocasião, o dono de uma das lojas estava atendendo a uma senhora que apontou para uma das pinturas e disse: “Muito bonita essa natureza morta”. E ele: “...tereza morta que nada, para a senhora vai ser uma galinha morta”. (Para quem não se lembra, galinha morta é sinônimo de pechincha). Uma das minhas histórias preferidas é a do judeu que vendeu para a freguesa um conjunto de estofados. Decorrido pouco tempo, ela voltou à loja e reclamou: “Seu fulano o senhor me vendeu o conjunto por tanto, pois eu acabo de ver em outra loja ali adiante o mesmíssimo conjunto muito mais barato”. O dono da loja reagiu como se tivesse sido fulminado pelo mais terrível dos insultos, seus olhos gotejaram lágrimas e ele respondeu: “Pois é, mas a madame ignora que o meu conjunto foi feito com izgadal veiscadash”. Para a compradora só restou dizer: “Ah, bom, então o senhor me desculpe”. Acontece que izgadal veiscadash são as primeiras palavras do kadish, a oração judaica pelos mortos. Perfeita malandragem carioca.

Depois da pensão, fomos morar ali perto, em um apartamento no número 239 da rua Paisandu. Era uma boa moradia, com sala e três quartos, abrigando meus pais e três filhos, eu, Moisés e Joel.

Ficávamos num só quarto porque o terceiro era alugado para um judeu americano solteiro de modo a completar o orçamento familiar. Meus pais haviam chegado ao Brasil com passaportes romenos porque, na revolução comunista de 1917 os bolcheviques perderam para a Romênia o território da Bessarábia. Assim, embora ambos tivessem tido uma formação eminentemente russa, eles se tornaram cidadãos romenos, querendo ou não. Em 1941, quando a Alemanha rompeu o pacto Hitler-Stalin e invadiu a União Soviética, a Romênia imediatamente aliou-se aos nazistas e dedicou-se com afinco à tarefa de assassinar judeus, além de incorporar seu exército aos invasores que iam conquistado vastas porções de territórios russos. Tenho três lembranças distintas do tempo em que moramos na rua Paisandu. Quase todos os dias da semana, por volta das duas da tarde, o presidente-ditador Getúlio Vargas, saía do Palácio Guanabara, no fim da rua, e vinha descendo-a a pé com o carro da segurança acompanhando-o lentamente pelo asfalto. Na esquina da rua Marques de Abrantes, ele entrava no automóvel e seguia para o Palácio do Catete, sede do governo. Na caminhada, Getúlio cruzava as mãos atrás das costas e a molecada, inclusive eu, corria atrás dele gritando: “Doutor Gegê! Doutor Gegê!” Ele sorria e à medida que andava, ia soltando moedas que disputávamos para recolher. Enfim, comprei muitas balas com as moedas largadas pelo doutor Getúlio Vargas. A outra recordação foi a de uma multidão passando em frente ao meu prédio, aclamando o craque Leônidas, centro-avante do Flamengo, sentado na capota de um carro aberto. Ele havia feito o gol da vitória num Fla-Flu. (O estádio do Fluminense ficava ao lado do Palácio Guanabara). E lembro-me, ainda, das passeatas que vi passar pela rua Paisandu, rumo ao palácio, conclamando que o Brasil declarasse guerra ao Eixo ─ Alemanha nazista, Japão e Itália.

A declaração de guerra acabou sendo consumada em agosto de 1942, o que provocou um terremoto em nossa família. Poucos meses depois, o governo emitiu um decreto proibindo que os chamados súditos do Eixo morassem em um raio circular de 500 metros a partir do Palácio Guanabara. Como a Romênia se havia aliado à Alemanha, meus pais a rigor eram romenos e, portanto, ficavam inscritos como súditos do Eixo. Entretanto, a princípio, isto não os preocupou. Afinal de contas eram judeus. Como alguém poderia imaginar que judeus estivessem aliados ao nazismo? Uma pessoa, entretanto, imaginou ou fingiu acreditar. Seu nome era João Valente de Sousa, mais conhecido apenas como Valente, membro da guarda pessoal do presidente que, anos mais tarde, foi preso e condenado como cúmplice do atentado a Carlos Lacerda na rua Tonelero, episódio que culminou com o suicídio de Getúlio Vargas. Esse valente Valente passou a atormentar meu pai até a exaustão. Meu pai e minha mãe tinham porque tinham que se mudar da rua Paisandu pois eram súditos do Eixo. Meu pai argumentava que era judeu, que precisava de mais tempo, que era época de guerra e havia falta de apartamentos no Rio de Janeiro, que não tinha para onde ir de uma hora para outra com mulher e três filhos pequenos. Seus apelos foram inúteis por um motivo irremediável: o Valente queria o apartamento para ele mesmo. Seria-lhe muito conveniente morar num lugar de onde pudesse ir pé para o trabalho no palácio.

Numa tarde de 1942, o Valente bateu na porta de nossa casa com ar benevolente. Afinal de contas, disse que compreendia as razões até então apresentadas e apenas pediu que meu pai o acompanhasse até o DOPS, o temido Departamento de Ordem Política e Social, onde prestaria um depoimento, declinando as justas razões pelas quais não podia sair do apartamento. Assim estaria tudo resolvido. No entanto, ali chegando, meu pai foi trancafiado numa cela onde já se encontravam cinco pessoas desconhecidas de boa aparência. Passou a primeira noite no xadrez e também mais dois dias e duas noites, sem que nada lhe perguntassem ou fizessem alguma acusação. Minha mãe entrou em desespero, carente de qualquer notícia. Procurou o general, depois marechal, Cordeiro de Farias que era nosso vizinho de andar. Não o encontrou. 

O general estava no Rio Grande do Sul, onde era interventor. A essa altura, três amigos de meu pai decidiram ir até o DOPS para apurar o que estava acontecendo. Foram recebidos com hidrófoba aspereza e aconselhados a se retirarem imediatamente, senão também seriam presos. Meu pai, pelo que depois ficamos sabendo, estava na companhia de alemães, suspeitos de pertencerem a uma célula de quintas-colunas, sem dúvida uma situação bastante constrangedora para um judeu. Os prisioneiros organizaram um torneio de xadrez do qual meu pai foi o vencedor e, por isso, passou a ser tratado com deferência pelos demais. No sexto dia, o general voltou de viagem, atendeu ao apelo de minha mãe e foi ao DOPS onde mandou libertar meu pai. Entretanto, a lei era a lei: meus pais eram de fato súditos do Eixo e a família teria que sair do apartamento da rua Paisandu. Fomos todos parar em um quarto na pensão da dona Augusta, mais uma vez perto da praça São Salvador.

Na verdade, a ditadura de Getúlio não foi particularmente benévola com os judeus. Documentos revelados em livro pela professora Maria Luiza Tucci Carneiro, de São Paulo, aponta vários membros do governo Vargas que eram declarados anti-semitas. Tanto durante como depois da Segunda Guerra Mundial havia decretos secretos limitando a concessão de vistos de entrada no Brasil para judeus. Existem, inclusive, instruções expedidas para diplomatas brasileiros sobre como reconhecer um judeu no melhor estilo da Alemanha nazista. Nesse contexto, o caso emblemático foi a deportação de Olga Benário Prestes para a Alemanha, onde morreu num campo de concentração.

Por volta de 1946, finda a guerra, a comunidade de judeus cariocas vivia uma cisão, quase um estado de beligerância. De um lado os sionistas, entre os quais meu pai se alinhava, e os comunistas que se rotulavam como progressistas, até hoje não sei porque. Os sionistas estavam convictos de que a questão judaica só seria resolvida se os judeus tivessem uma pátria própria, na antiga Palestina. 

Os progressistas argumentavam que o anti-semitismo era decorrente da luta de classes. Portanto, a partir do momento em que não mais houvesse luta de classes, também não haveria anti-semitismo. Dentre os sionistas agia um militante oculto que jamais participava das atividades comunitárias. Era um judeu culto e sofisticado, de origem polonesa-alemã, chamado Menasche Shepitsky. Ele era alto executivo das empresas do banqueiro e grande empresário E.G. Fontes, o único particular que naquele tempo operava no Brasil um aparelho de telex para seus negócios de importação e exportação. Lá pelas tantas, o DOPS foi alertado de que o dito telex estava recebendo e transmitindo indecifráveis mensagens em código. Fontes foi intimado a dar explicações e convocou Shepitsky, o responsável pelo telex. Ele resolveu contar a verdade. Estava em contato com o escritório da Agência Judaica instalado em Nova York, chefiado pelo futuro prefeito de Jerusalém, Teddy Kollek, encarregado de comprar armas e munições e enviá-las sob inúmeros disfarces para os judeus que, mais cedo ou mais tarde, teriam que lutar por um estado próprio e soberano na Palestina. 

A América do Sul, quase toda governada por ditadores que faziam o que bem entendiam, dispunha de armas em profusão e ele as estava comprando em obediência a um complicado esquema de transportes navais. O empresário Fontes disse que estava de acordo e acendeu-lhe um sinal verde, para que Shepitsky pudesse prosseguir em sua importantíssima tarefa clandestina.

Naqueles anos, a primeira geração de filhos de imigrantes judeus afluía quase na totalidade para as universidades do Rio de Janeiro com a finalidade de se tornarem profissionais liberais nas mais diversas áreas de atuação, como de fato acabaram se destacando como médicos, engenheiros, advogados, etc. Seu centro de reunião, enquanto estudantes e recém-formados, era um clube chamado Cabiras, localizado numa sobre-loja de um prédio da Cinelândia. A par das atividades sociais, como bailes e jantares, o clube fervia no caldeirão esquerdista, ainda mais que o partido comunista tinha voltado para a legalidade depois da queda de Vargas, em 1945. O sionismo era desprezado e escorraçado. Daquele grupo saiu como candidato a vereador pelo partido comunista o engenheiro David Lerner, que não foi eleito.

Mas, no contingente sionista, a atividade era apaixonada e incessante. Crianças e adolescentes, já nascidos no Brasil, passaram a integrar os chamados movimentos chalutzianos (da palavra chalutz que em hebraico significa pioneiro). Os primeiros grupos começavam já aos sete ou oito anos de idade e se estendiam até os dezoito ou vinte, sempre aplicados em atividades sociais e atentos para incontáveis palestras sobre a história judaica e do movimento sionista. O objetivo final dessas associações era a emigração para a Terra Santa. Porém, onde há quatro judeus sempre há cinco opiniões divergentes. Os jovens, apear de imbuídos pelos mesmos ideais, se dividiam conforme crenças ideológicas. O Hashomer Hatzair, socialista ferrenho, admirador da União Soviética, pregava a ida para os kibutzim (colônias agrícolas coletivas que viviam em absoluto regime igualitário); o Dror, socialista menos radical, também propunha a ida para os kibutzim; o Bnei Akiva, abrigava sionistas de orientação religiosa; e o Betar, filiado ao movimento sionista revisionista, pregava a luta armada contra os mandatários ingleses na Palestina. Ao todo, creio que pelo menos umas cinco mil crianças e adolescentes judeus chegaram a integrar esses movimentos.

O ano de 1947 foi eletrizante. O movimento sionista ganhava mais terreno e reconhecimento internacional e as atenções dos judeus de todo o mundo convergiam para as Nações Unidas onde seria votada, no dia 29 de novembro, a partilha da Palestina entre árabes e judeus, sessão a ser presidida pelo estadista brasileiro Oswaldo Aranha. Já se passaram quase 63 anos, mas não consigo resistir ao chavão: parece que foi ontem. Quando a partilha foi aprovada, meu pai pegou-me pela mão e fomos para o número 114 da avenida Rio Branco, sede da Organização Sionista Unificada do Brasil. Lembro-me que quando a porta do elevador se abriu no 11º andar, deparamo-nos desde o corredor até o salão principal com uma envolvente e ruidosa celebração. A euforia era contagiante. Sobre uma mesa, cantava e dançava o Israel Dines, pai do Alberto Dines. Sobre outra mesa estava o Jacob Schneider, presidente incansável da Unificada. 

A maioria dos ativistas era de origem ashkenazi (provenientes da Europa central). Mas também havia dois proeminentes líderes sionistas da comunidade sefaradi (judeus oriundos da Espanha, Portugal, norte da África e Oriente Médio), Tufic Nigri e Salvador Esperança ao lado de comandantes dos movimentos juvenis, o arquiteto David Reznik, do Hashomer, e Efraim Bariach, judeu gaúcho, do Dror. Ali estavam, inclusive, o professor-reitor Inácio do Azevedo Amaral e o deputado federal Hamilton Nogueira, defensores públicos da causa judaica. Os ditos progressistas ficaram em suas casas, ignorando aquela data histórica, atitude da qual viriam a se arrepender anos mais tarde quando foram revelados os crimes de Stalin e o anti-semitismo tornou-se uma política oficial na União Soviética. Muitos progressistas acabaram aderindo ao sionismo e dele nunca mais se afastaram. No ano seguinte, lembro-me de meu pai e seus amigos grudados nas transmissões do Repórter Esso, “o primeiro a dar as últimas”. Foi através da voz do locutor Heron Domingues que acompanharam nas ondas dos rádios a vitória do recém-criado Estado de Israel contra seis países árabes invasores na guerra pela independência.

As relações diplomáticas entre o Brasil e Israel foram instituídas em 1949, mas o primeiro embaixador de Israel no Brasil, o general David Shaltiel, só apresentou suas credenciais ao presidente Getúlio Vargas no dia 8 de abril de 1952. A cerimônia teve lugar no Palácio do Catete ou, melhor dizendo, em toda a rua do Catete, onde os judeus donos das lojas de móveis, e milhares de outros vindos de todos os cantos do Rio de Janeiro, formaram uma multidão em torno da sede do governo. Quase não houve o que ver. Shaltiel, fardado, desceu de um carro, fez uma rápida continência e entrou no Palácio. Depois, por causa do tumulto, saiu pelo jardim situado nos fundos do prédio. Naquela tarde, um judeu que morava em nossa rua, a Almirante Tamandaré, encontrou-se com meu pai e lhe disse ainda comovido: “Você viu o embaixador apresentando as condolências ao Getúlio?” Meu pai o corrigiu: “Desculpe, mas não se diz condolências, se diz credenciais”. Ao que o homem retrucou: “Você sempre tem a mania de implicar com tudo que eu digo”.

Reitero que jamais sofri no Brasil, pelo menos que eu saiba, qualquer restrição pelo fato de ser judeu. Houve apenas duas ocorrências, uma agradável e outra desagradável. A primeira foi em 1980 quando me elegeram presidente da Organização Sionista do Rio de Janeiro, tendo obtido 80 por cento dos votos dos inscritos. Preparei, então, uma nota que enviei ao Jornal do Brasil, dizendo que as eleições realizadas no clube Hebraica tinham sido livres e democráticas. Acentuei a circunstância livres e democráticas, só para cutucar, porque era o tempo da ditadura militar. 

No dia seguinte recebi um telefonema de congratulações do José Aparecido de Oliveira que me perguntou: “Você pode me ensinar esse truque de ganhar eleições com oitenta por cento?” O incidente desagradável deu-se anos antes no bar Antonio’s no Leblon, que eu frequentava quase diariamente. Um amigo, pessoa até hoje conhecida nos meios intelectuais, razão pela qual omito seu nome, ali veio ao meu encontro, meio de porre, e disse: “Sabe, eu gosto muito de você, apesar de você ser judeu”. Respondi: “Fulano, você é meu amigo e portanto nem vou levar a sério o que você acaba de dizer. Mas, segue meu conselho: evita repetir esse tipo de manifestação porque hoje em dia os judeus estão batendo forte”.

sábado, janeiro 08, 2011

OS DIREITOS HUMANOS E AS EMPRESAS

Juliana G. R. Monteiro

"A responsabilidade social das empresas é aumentar seus lucros". Esse é a ideia defendida inúmeras vezes por Milton Friedman, ganhador do Prêmio Nobel de economia em 1976. Talvez, naquele ano, essa afirmação poderia ter alguns partidários, mas a visão moderna de responsabilidade social das empresas joga por terra a ideia de Friedman e defende a responsabilidade social como uma forma de gestão diferenciada, pela qual, além do aumento do lucro, também se objetiva o desenvolvimento sustentável da sociedade.

Nesse sentido, raros são os gestores de empresas que ainda não desenvolveram algum aspecto da responsabilidade social corporativa. Sabemos, todavia, que o conceito de responsabilidade social corporativa está em contínua construção, razão pela qual as empresas refletem o referido conceito em ações muito diferentes. Para algumas, a responsabilidade social traduz-se na proteção ao meio ambiente. Para outras, no desenvolvimento de projetos sociais que beneficiem a comunidade local. Recentemente, tem-se discutido outro aspecto da responsabilidade social corporativa (não menos importante, mas, com certeza, menos divulgado): o respeito aos direitos humanos pelas empresas.

Só no ultimo mês, foram publicadas diversas reportagens de jornais e revistas - não patrocinados por ONGs que defendem os direitos humanos - discutindo o tema. Ainda sobre o tema, o Instituto Norberto Bobbio realizou um seminário patrocinado pela BM&F Bovespa em que se discutiu os resultados de uma pesquisa sobre a relação dos direitos humanos com as políticas e diretrizes das empresas.

Poucas empresas multinacionais adotaram políticas de direitos humanos

A consciência do impacto das empresas nos direitos humanos é recente. Conforme pesquisa realizada pelo Institute for Human Rights and Business, essa consciência surgiu nos anos 90, coincidindo com o grande número de incidentes envolvendo grandes companhias e abusos de direitos humanos. Nos últimos anos, nos termos da referida pesquisa, poucas empresas multinacionais adotaram políticas considerando a importância dos direitos humanos.

Todavia, a tendência é que esse cenário se altere rapidamente no mundo e no Brasil. Em 2003, a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu as chamadas "normas de responsabilidade das empresas transnacionais". Dois anos depois, o então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, nomeou o professor John Ruggie como representante especial para o estudo da relação entre empresas e direitos humanos. Paralelamente, surgiram iniciativas privadas paradigmáticas na proteção dos direitos humanos, tais como a Associação dos Princípios do Equador (Equator Principles Association), formada por instituições financeiras que se comprometem a considerar aspectos ambientais e sociais no financiamento dos seus projetos e a Associação pelo Trabalho Justo (Fair Labor Association), uma aliança formada por empresas, entidades sem fins lucrativos e universidades que visa aprimorar as condições de trabalho em fábricas que produzem roupas e calçados ao redor do mundo.

No Brasil, o Instituto Ethos, desde o seu início, defende que as empresas considerem o respeito aos direitos humanos na sua cadeia de produção, estimulando a adoção de um código de conduta que estabeleça as práticas realizadas por aquela empresa e o que é esperado de seus fornecedores. O Ministério do Trabalho, por sua vez, mantém desde 2004 a famosa "lista suja", que contém infratores flagrados explorando trabalhadores na condição análoga à de escravos. O BNDES, a Caixa Econômica Federal e o Banco da Amazônia são signatários do Protocolo de Intenções pela Responsabilidade Socioambiental, pelo qual se comprometem, dentre outras coisas, a incorporar critérios socioambientais no processo de análise e concessão de crédito para projetos de investimento.

Mas não é só. As empresas também têm demonstrado seus cuidados com os direitos humanos. Algumas companhias, como o Wal-Mart, suspendem compras de fornecedores que aparecem na já mencionada "lista suja" e só retomam o relacionamento comercial depois que essas empresas regularizam sua situação. As siderúrgicas instaladas no norte do País criaram, em 2006, o Instituto Carvão Cidadão, para erradicar o trabalho análogo à escravidão na cadeia do ferro-gusa, principalmente nas carvoarias.

Ou seja, embora ainda seja muito grande a quantidade de empresas que ainda não estão convencidas da relevância do respeito aos direitos humanos nos seus negócios, a velocidade com que as iniciativas se consolidam e ganham espaço indica uma inegável tendência de reversão desse quadro. As notícias do último mês estão aí para comprovar esse movimento.

As empresas multinacionais que já adotaram, dentro de suas políticas, o respeito aos direitos humanos são as maiores e mais importantes do mundo e estão, todas, obtendo resultados positivos, principalmente em relação aos investimentos recebidos e à respeitabilidade de sua imagem. Sem dúvida, há ainda um longo caminho a percorrer, mas a discussão acerca do respeito aos direitos humanos pelas empresas já foi inserido nas agendas e o retorno tem sido positivo. É uma questão de mercado. Em breve, não haverá mais escolha.
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Juliana Gomes Ramalho Monteiro é advogada do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados

sexta-feira, janeiro 07, 2011

EM BREVE, NOS MELHORES MAGAZINES DO PAÍS

Recebi esta notícia de meu amigo Rudinei Franco Bezerra - Gerente Nacional de Vendas da Dental Clean.

TÍTULO: Wal-Mart adota estratégia que acabará com promoções de produtos

FONTE: Exame

Varejista aplicará, a partir deste mês, o tradicional conceito da matriz de “preço baixo todo dia”

Ana Clara Costa

São Paulo - O Walmart anuncia nesta quarta-feira que pretende aplicar no Brasil, a partir de janeiro, o conceito de ‘preço baixo todo dia’ (tradução de seu slogan americano everyday low price). Isso significa que as promoções de início de mês, ou semanais - criadas para gerar fluxo nas lojas e tão comuns no Brasil - deixarão de existir.

No lugar dos 'saldões', a rede tentará reduzir os preços de seus produtos abaixo do que vem sendo praticado pela concorrência, sobretudo o Extra, do Grupo Pão de Açúcar. Nesse jogo, aparentemente, o consumidor irá sair ganhando e o Wal-Mart também. O lado perdedor será o dos fornecedores.

A garantia de preços mais baixos é explicada pela renegociação de contratos com fornecedores. Desde o início do segundo semestre de 2010, o Wal-Mart vem redefinindo preços e, sobretudo, aumentando a chamada ‘verba promocional’ com seus fornecedores. Tal verba é uma espécie de jargão que o mercado brasileiro utiliza para apelidar os descontos que as redes recebem de seus fornecedores na compra de lotes de seus produtos.

Esse aumento de descontos conseguido será possivelmente revertido em redução de preços para os consumidores e não mais constará nos resultados financeiros da empresa. “Em contrapartida, as margens de venda dos produtos serão maiores”, afirma uma fonte ligada ao Wal-Mart.

A estratégia foi aplicada no México em 1999 e garantiu a tranqüila liderança de mercado ao varejista. O México é o maior mercado para o Wal-Mart fora dos Estados Unidos. Por essa razão, o mexicano Francisco Casado, executivo da empresa, foi deslocado para o Brasil em 2010 para comandar as mudanças de gestão que o país deveria sofrer. O ‘preço baixo todo dia’ pode dar início a uma nova etapa da rede no Brasil – talvez mais lucrativa e menos turbulenta para seus executivos.

Além da nova estratégia, o Wal-Mart anuncia nessa quarta-feira o resultado das mudanças de gestão que a empresa vem sofrendo no Brasil - renegociação de contratos com fornecedores, troca de presidente (Hector Nuñes deu lugar a Marcos Samaha) e integração das operações de todas as suas bandeiras.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

UMA REVOLUÇÃO ATUAL

Recebido de amigos, porém, com lógica considerável para publicação.

Uma revolução, uma nova Era já começou!

As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de três meses começou uma revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da revolução "a sério" e em curso, que estamos vivendo, mas da qual andamos distraídos e desprevenido, sem nos dar conta do que vai implicar.

De fato, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais fatores que sustentam a sociedade atual, num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... e que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos! Tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietnã/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.

Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está acontecendo aos "10 Fatores":

1º- A Crise Financeira Mundial : desde há 9 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injetado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronômicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história!

2º- A Crise do Petróleo : Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. O petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...

3º- A Contração da Mobilidade : fortemente afetados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contração profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retração, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração econômica mundial.

4º- A Imigração : a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrônico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto socioeconômico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

5º- A Destruição da Classe Média : quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de fato a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

6º- A Europa Morreu : embora ainda estejam projetar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projeto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objetivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria européia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia... helás! Estamos falando de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor econômico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).

8º- A Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projeto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e atuação comum...

9º- O Ressurgir da Rússia/Índia : para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!
10º- A Revolução Tecnológica : nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!

Eis pois, a Revolução!

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez fatores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.

Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!

Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo! Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...

GRASSANO E ASSOCIADOS ESTÁ ENTRE OS MAIS ADMIRADOS DO BRASIL

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O escritório de advocacia Grassano e Associados está pela 4ª vez consecutiva entre os escritórios mais admirados do país. A classificação é do Anuário “Análise Advocacia 500”, publicação conceituada em todo o Brasil pela seriedade com que desenvolve o trabalho de traçar um panorama nacional do setor.

O Anuário coloca também o escritório Grassano & Associados como o mais admirado de Londrina e região na área de direito empresarial e entre os mais citados do Paraná. Destacam-se, entre outros itens, a sua atuação no atendimento de empresas familiares e multinacionais, com excelentes resultados na Advocacia Preventiva. Em Londrina somente dois escritórios foram mencionados pela publicação, sendo a Advocacia Grassano o único com atuação empresarial na região norte do Paraná.

Participar desta avaliação não depende dos escritórios. A equipe da publicação ouve empresas de todo o país e são seus dirigentes que indicam os escritórios que consideram merecer destaque por sua atuação. Assim, estar entre os nominados já é uma conquista importante para os escritórios.

A estimativa é que existam em todo o país mais de 30 mil escritórios de advocacia. No Paraná são 2416 sociedades registradas na OAB, das quais 227 com endereço em Londrina.

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segunda-feira, janeiro 03, 2011

MUD@NÇ@S @CONTECEM




Mensagem de final de ano enviada pela International Business Machines - IBM Corporation.

Você sabia que os meios de comunicação, a informática e a Internet estão globalizando e mudando nosso mundo?

Quem disse que tamanho não importa? Países grandes vêm se tornando cada vez mais importantes no cenário mundial.

A população mundial hoje ultrapassa 6,6 bilhões de pessoas.

- 20% destas pessoas estão na China
- 17% na Índia

Juntos, estes dois países têm mais de 1/3 da população mundial.

Se considerarmos apenas os 16% mais inteligentes da Índia, teremos mais pessoas do que toda a população do Brasil.

Da China precisaríamos apenas de 14%.  Ou seja: há mais pessoas inteligentes na China ou na Índia do que pessoas no Brasil.

Enquanto você lê essas informações:

- 30 bebês nasceram no Brasil
- 244 bebês nasceram na China
- 351 bebês nasceram na Ìndia

Em breve, a China será o país que mais fala inglês no mundo.

Adivinhe que país é este?

- O mais rico do mundo
- Com o maior exército
- Centro mundial de negócios e finanças
- Com o melhor sistema de educação
- Líder em inovação e invenções
- O modelo mundial de valor
- Com o melhor padrão de vida

Inglaterra, em 1900.

Você sabia que nos Estados Unidos, mais da metade dos profissionais trabalha há menos de cinco anos na mesma empresa?  Somente 25% dos profissionais permanecem na mesma empresa por mais de um ano.

Segundo a ONU, os estudantes de hoje passarão por 10 à 14 empregos até os 38 anos de idade. 

Você sabia que as dez profissões que serão indispensáveis em 2010 sequer existiam em 2004? Ou seja: estamos preparando estudantes para profissões que ainda não existem, que usarão tecnologias que ainda não foram inventadas para resolver problemas que ainda nem sabemos que existem.

As pessoas estão indo cada vez mais para a Internet.

Você sabia que no ano passado, nos Estados Unidos, um em cada oito casais se conheceu pela Internet?

Que há mais de 300 milhões de usuários no Facebook?

Você sabia que 2,7 bilhões de perguntas são feitas ao Google a cada mês?

Para quem perguntávamos estas coisas A.G.? (antes do Google)?

Estamos vivendo tempos exponenciais!

Você sabia que o número de mensagens de texto transmitidas todos os dias excede a população do planeta?

Existem hoje cerca de 540.000 palavras na língua inglesa. Isso é cerca de 5 vezes mais do que havia na época de Shakespeare.

Mais de 3.000 novos livros são publicados diariamente.

Estima-se que a quantidade de nova informação gerada no mundo este ano é maior do que a acumulada nos últimos 5.000 anos.

A quantidade de informação técnica nova dobra a cada 2 anos.

Para os estudantes, isso significa que metade do que se aprende no primeiro ano da Faculdade estará ultrapassado no terceiro ano.

Estudos prevêem que em 2010 o conhecimento humano dobrará a cada 72 horas.

Isto significa que todo profissional precisa se atualizar sempre.

A informação está cada vez mais nos meios digitais.

Fibras óticas de terceira geração, recentemente testadas pela NEC e Alcatel, conduzem 10 trilhões de bits por segundo em um único fio.

Isso equivale a 1.900 CDs ou 150 milhões de ligações telefônicas simultâneas a cada segundo.

A cada 6 meses, este número triplica.

Já existem cabos e fibras suficientes. O que se faz hoje é apenas melhorar as conexões.E o custo dessas melhorias é praticamente zero.

Tudo isso indica que, muito em breve, o papel eletrônico estará mais barato que o papel real.

Você sabia que 47 milhões de laptops foram comercializados no mundo no ano passado?

Há previsões que em 2022 haverá um supercomputador que excederá a capacidade computacional do cérebro humano.

Enquanto é difícil fazer previsões tecnológicas para além dos próximos 15 anos, não é difícil prever que em 2050 um computador excederá a capacidade computacional da espécie humana.

O que tudo isso significa?

Mud@nç@as @contecem

Agora você sabe!

GESTÃO DA CONFIANÇA

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 03/01/2011, na coluna Profissão Atitude, em Empregos e Concursos

ABRAHAM SHAPIRO

Confiança é um tema importante da vida corporativa. Quem não conhece um gerente em quem os funcionários não confiam por não acreditarem que vá lutar por eles? Isto não ocorre porque este gerente seja mau. Uma das possibilidades é ele ser excessivamente centrado em si mesmo. Talvez ele não tenha mostrado preocupação alguma com os interesses dos outros, porém, grande com os seus interesses próprios.

O bom é saber que existem os que vivem e exibem preocupação benevolente com sua equipe, sem deixar de realizar grandes resultados para a empresa. Eles conquistam a confiança e a lealdade de seu time – o que se converte em empenho e boa performance como resposta.

Aaron Feuerstein, ex-presidente da Malden Mills, é o extremo exemplo desta situação. Em 1995, um incêndio destruiu sua usina têxtil na cidade de Lawrence, Massachusetts, nos Estados Unidos. A empresa tinha 3.000 funcionários.

Feuerstein poderia ter usado o dinheiro do seguro e transferido a produção para o exterior. Ou então, já com 70 anos, ter-se aposentado. Mas não foi esta sua opção. Prometeu aos operários que reergueria a fábrica e salvaria seus empregos. Assim, manteve todos na folha de pagamento com cem por cento dos benefícios intactos.

Ao ir contra as práticas comerciais de praxe, especialmente num momento em que a maioria das empresas fazia redução de mão de obra, ele conseguiu projeção mundial declarando que não poderia ter tomado outro curso de ação devido a seus estudos do Talmude e da Bíblia.

Sua declaração a uma revista da época foi intrigante. Ele disse: "Eu tenho uma responsabilidade tanto para com o trabalhador de colarinho azul quanto com o de colarinho branco; e igual responsabilidade para com a comunidade. Seria injusto colocar três mil pessoas na rua e dar um golpe mortal na cidade de Lawrence. No papel, nossa empresa talvez seja inútil para Wall Street. Mas posso assegurar que ela é a que mais vale para todas estas pessoas".

A preocupação de Feuerstein com seus funcionários, apesar do custo, conquistou a confiança de todos eles. Infelizmente, o líder perdeu a confiança dos bancos, que preferiam que a maior parcela de preocupação fosse dirigida a eles. A dívida resultante acabou levando a empresa à concordata e mudando de mãos.

Isso ilustra um desafio real na gestão da confiança, isto é: “Como equilibrar interesses diversos, e às vezes até conflitantes?”

O caso Feurstein pode parecer paradoxal para uns. Ou loucura para muitos. Mas é um modelo ímpar, desses que um entre milhões seja número grande demais. No entanto, como é bom saber que existe gente coerente a esse ponto num mundo de tanta corrupção e maldades!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

AUSÊNCIA TEMPORÁRIA

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Comunicamos a todos que retornaremos às publicações normais de nosso blog em 10 de janeiro próximo, com a ajuda de D-us.


A você, nossos votos de Feliz Ano Novo.


Abraço




Abraham Shapiro