quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A RELAÇÃO LÍDER - FUNCIONÁRIO

ABRAHAM SHAPIRO

Se você pedir a opinião de um funcionário sobre uma situação qualquer, o que ele dirá? Depende do tipo de líder que você é.

Um chefão jamais conseguirá obter a opinião sincera de qualquer membro de sua equipe. Só na primeira vez. Da segunda em diante, todos dirão somente o que ele deseja ouvir.

Os “chefões” continuam sendo, o tipo mais comum no comando da assustadora maioria de empresas deste país.

Como identificá-los? Eles nem sempre gritam, nem têm um bigodinho retangular colado a um nariz fino e cabelo liso levemente caído em ângulo sobre a testa. Parecem bonzinhos. Muitos são cultos e até bem informados.

Mas no campo das pessoas eles são um desastre. Oprimem, são rancorosos, vingativos, assumem a postura de “sabe-tudo” e acreditam que jamais estão errados. São também orgulhosos de sua “larga experiência de vida” e querem ser admirados por isso (admirados???).

Costumam ser “barraqueiros”... com facilidade,transformam as situações mais simples,em vergonhosos escândalos envolvendo os que divergem de seu ponto de vista.

Gostam de alimentar competição entre as pessoas, de promover confrontos e de jogar umas contra as outras nas ocasiões menos necessárias - se é que exista alguma ocasião em que se precise colocar as pessoas em confronto. Eles têm um prazer que beira o sadismo em chatear as pessoas cujos papéis poderiam ser desempenhados de modo proativo e mais inteligente na empresa.

Mas enquanto os chefões vivem do culto à própria imagem, as vítimas de seu caráter cultivam o permanente desejo de “dar um troco” ,na primeira oportunidade que surgir. E normalmente dão. Quem perde é a empresa.

O princípio básico da vida, está presente em todos os seus aspectos – seja empresarial, social, familiar ou pessoal. E este princípio é: "Colhem-se os frutos daquilo que se semeia!!!" ______________________

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

terça-feira, fevereiro 05, 2008

ATÉ QUANDO VOCÊ RESISTIRÁ A MUDANÇAS?

ABRAHAM SHAPIRO

Você quer prosseguir caminhando de cabeça baixa, cuidando do caminho que está debaixo de seus pés? Foi isso o que você fez até hoje? Funcionou, eu sei! Mas como será a partir de agora?

Dia desses, um grupo mínimo de fundamentalistas islâmicos surpreendeu e venceu os trilhões de dólares gastos pelos E.U.A. em armamentos e defesa. Lançaram dois aviões contra o coração da economia americana e um terceiro contra o centro da defesa, o Pentágono. Isto foi um ataque imprevisível, não-linear e desigual que deixou a inteligência americana desestabilizada durante anos. Até agora “morrem de medo” deste inimigo sem endereço e desconhecido. Sabe quais armas os terroristas usaram? Treinamentos, paixão por um ideal e estiletes de US$ 2,50 cada.

O grande trauma dos ianques vem do fato de que estavam prontíssimos para lutar – e vencer – a União Soviética, liquidada quinze anos antes. Os americanos permaneceram obcecados por aquele modelo de concorrência da Guerra Fria. Acabaram levando um trança-pé totalmente inesperado de cinco ou seis militantes árabes apaixonados por seus princípios religiosos.

Quanto a você, saiba que se continuar cabisbaixo a sua caminhada há imensas chances de um trem de carga vir em direção contrária. Isso diz respeito a sua vida e a seus negócios. Quanto tempo você terá para se salvar?

Levante a cabeça e olhe adiante agora mesmo.

As organizações vivem atualmente uma realidade amplamente diferente de tudo o que a narrativa histórica empresarial conta. Os conceitos estão mudando – da gestão de pessoas à concorrência.

A tendência linear de ocorrerem fatos está enterrada. O comportamento do mercado, do consumidor, das inovações, da concorrência, dos valores e dos relacionamentos tornaram-se imprevisíveis aos nossos modelos de gestão.

Observe o conceito de estoque. Esta mudança começou a ocorrer nos tempos da emergência da entrega just-in-time. Desde lá, estoque deixou de ser um ativo e passou a ser um passivo. Hoje, a rede de suprimentos ideal é a mais enxuta possível. Isto contraria os enormes galpões de mercadorias de que os diretores se orgulhavam em erguer até a década de 80.

Outro exemplo de mudança drástica está ocorrendo no processo de vendas. Criar, desenvolver e manter uma equipe de vendas significa, hoje, maior esforço concentrado em treinamento do que jamais foi desde os tempos do mercantilismo. Uma venda é uma tarefa essencialmente consultiva, embasada na compreensão e satisfação intensa de aspectos psicológicos do potencial cliente e na visão clara e profunda do mercado. O profissional que a desempenha carece de conhecimentos amplos em áreas que, até agora, não pertenciam ao seu exercício: a percepção da realidade do comprador, apresentação do produto ou serviço estruturada em benefícios e vantagens concernentes à personalidade do cliente, a prestação transparente e real de uma gama de serviços que dão suporte 24 horas por dia à garantia oferecida, o relacionamento intenso com o cliente por longo tempo após a venda em si e a superação de todas as suas dissonâncias. É inteligência pura, do princípio ao fim. O contexto comercial de qualquer empresa mantém-se ativo e eficaz atualmente se e somente se ela puser em prática o pensamento exprimido por Tom Peters ao dizer: “Suar em treinamentos para não sangrar na batalha”.

Pessoas. Outra mudança. Os Recursos Humanos deixaram de ser uma despesa. Hoje, elas são um ativo que tem nome próprio. Chama-se Capital Humano. Trata-se de um fator significativo na equação de lucro das empresas em geral. O RH deixou de ser um departamento de blá-blá-blá - preocupado com palestras inócuas de motivação, listas de aniversário de colaboradores e festinhas de fim de ano - para tornar-se estratégico – participando das decisões do business sem, contudo, afastar-se do desenvolvimento humano indispensável para se obter resultados crescentes.

Os ativos tecnológicos – que eram considerados como bens de capital – passam a ser vistos como despesas, uma vez que as mudanças estão ocorrendo tão rapidamente nesta área que as últimas aquisições tornam-se ultrapassadas em curto espaço de tempo.

Outro apontamento curioso vem da contabilidade. Lembro-me de quando os balanços passaram a ser feitos com freqüência trimestral. Isto representou um enorme avanço. As empresas que os faziam desta forma tornaram-se referenciais de eficácia e confiabilidade – especialmente ao integrarem o mercado de ações. Muito bem! Mal este procedimento foi incorporado à gestão de praxe de um número de empresas que o tornasse uma vantagem organizacional, o que vimos acontecer? Surgiram os sistemas de “fechamento virtual”!!! Esta é uma moda recente que permite à empresa efetuar seu balanço em tempo real, isto é, os resultados são vistos e analisados a cada instante.

Quais destes são os modelos certos? A resposta é: depende. Não há um modelo absolutamente correto para todas as épocas. Apenas há o modelo certo para um determinado momento.

Talvez na era do laser vendido na banca da esquina, existam situações para as quais a solução seja a chama de uma vela. Mas uma coisa é certa: a flexibilidade para mudar no momento necessário é o grande desafio deste século – para a pessoa comum e para o líder.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

O QUE É RH ESTRATÉGICO

ABRAHAM SHAPIRO

O departamento de RH não foi sempre o que é hoje. A primeira geração foi a do Departamento Pessoal. A segunda, do RH como "Gestor de Pessoas". Agora, é a vez do RH Estratégico.

Nas pequenas e médias empresas, ou o RH não existe, ou é apenas um departamento pessoal, com uma plaqueta de RH na porta. Raras exceções, mas existem.

O que significa “RH Estratégico”?

Só é estratégico o RH que está alinhado com os negócios da empresa e participa das decisões - detalhe: sem se distanciar das pessoas. Este RH, está junto dos gestores, e não "a reboque" deles. Portanto, é importante que a própria empresa tenha suas diretrizes bem definidas e especialmente focadas no seu potencial humano.

Na década de 90, o diferencial de uma organização para outra era a tecnologia. Hoje, o que faz a diferença é o capital intelectual, o conhecimento.

Conheci uma empresa na qual o RH se desmembrou em 2 departamentos: um que cuida da burocracia e a operacionalização, e o outro que cuida de talentos, direcionado para a gestão de pessoas propriamente dita. Isso permitiu maior foco nos funcionários, em treinamentos e nas demais ações imprescindíveis. Há dois anos vêm produzindo ótimos resultados. A rotatividade diminuiu e a empresa propicia condições de crescimento, e perspectiva de carreira ao seu pessoal. Os talentos estão sendo muito bem retidos e otimamente administrados.

RH com a visão voltada ao negócio da empresa é estratégico. O resto, é Departamento Pessoal com uma seção de organização de festas de fim de ano e gente sonhadora.
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segunda-feira, fevereiro 04, 2008

MUDAR RÁPIDO OU TORNAR-SE OBSOLETO - NÃO HÁ OUTRA ALTERNATIVA

ABRAHAM SHAPIRO

Os anos 90 foram marcados por sérias e difíceis reestruturações nas grandes corporações, principalmente nos E.U.A. Um fato ocorrido no Citicorp, tornou-se até desconfortável para a companhia após virar exemplo emblemático da reengenharia que balançou o mundo empresarial daquela década. Foi a demissão de um talentoso técnico em informática, com 40 anos de idade.

Teria sido uma demissão normal, não fosse o modo como ele a encarou. Ficou chocado pelo fato de não ser mais um funcionário necessário, já que suas habilidades em programação COBOL estavam obsoletas.

Este raio veio de um céu azul, pois, tratava-se de um excelente profissional. Ao tentar uma recolocação, descobriu que suas habilidades não tinham mais valor para ninguém. Ele vinha seguindo sua carreira, desatento às mudanças que ocorriam a sua volta. De repente, descobre que o caminho que tomou o levara direto à beira de um precipício.

Vamos analisar. Estaria esse programador melhor preparado se não estivesse preso a um antigo pressuposto? Como teria sido sua história, se comodismo e excesso de auto-confiança nào tivessem sido seus principais atributos? Mesmo não escapando da demissão, ele poderia estar capacitado e pronto para enfrentar o dia seguinte.

O que aquele programador do Citicorp viveu não é apenas um símbolo da década de 90. É uma imagem presente e ainda mais preocupante nos dias de hoje. Sim, este é exatamente um dos grandes problemas, que a maioria das pessoas e empresas enfrentam neste exato momento da história do mundo.

Até quarenta ou cinquenta anos atrás, nossos pais e avós podiam se dar ao luxo de permanecer abençoadamente estáticos em seus pensamentos e concepção de vida. Substancialmente, nada diferia de ano a ano. Havia um ritmo linear e previsível nos acontecimentos. A experiência básica, vivida naquele então, servia para as pessoas conduzirem bem a vida até a velhice.

Mas na geração à qual pertencemos, as mudanças acontecem cada vez mais rápido, e precisamos ser capazes de reconhecer nosso modo próprio de ver, viver e interpretar os fatos para sabermos quando e como mudar - e influenciar os outros a mudar.

Assim, como aquele programador de COBOL, freqüentemente não sentimos a necessidade de mudar antes do abalo de uma demissão, do divórcio, de um ataque cardíaco ou de uma falência. Nestas circunstâncias, caso já não seja bastante tarde, acordamos para ver que nosso velho modo de pensar e agir não funciona mais. É incrível, pois, mesmo essas “trombadas”, às vezes não são suficientes.

Será preciso que aconteça dessa forma?

É possível mudar antes que o mundo nos force a fazê-lo.

Algumas das pessoas do Citicorp, inclusive muitos que sobreviveram às demissões, fizeram um esforço consciente para se aprofundarem no mundo externo à empresa. Exploraram diferentes aspectos da tecnologia – novas linguagens, novas técnicas de programação – e, por fim, trouxeram essas perspectivas para o seu mundo pessoal.

O que fizeram? Questionaram ativamente suas próprias formas de pensar e decidir – e das pessoas que as circundavam. Continuaram a desenvolver projetos úteis para a organização. Tornaram-se líderes das transformações necessárias para fazer a empresa progredir.

Estamos fazendo escolhas a todo e qualquer momento. Isso é, na verdade, o que mais fazemos. Porém, nem sempre estamos conscientes delas e de suas conseqüências. Nossas manias, hábitos, excesso de autoconfiança, vícios, o orgulho de achar que sabemos tudo e que nunca erramos, quase sempre são invisíveis aos nossos próprios olhos. Até que seja tarde demais!

No entanto, num ambiente em permanente mudança, temos a opção de também podermos mudar. Podemos nos transformar, de fato. Mas sempre dependerá de uma atitude, de nosso livre arbítrio.

Todos os dias, indivíduos em seus trabalhos e na suas vidas pessoais provam que é possível mudar, antes que a própria vida se encarregue de despertá-los de alguma maneira trágica ou penosa. Como? Eles adaptam suas mentes. Esta é a chave. A verdade incontestável é que nosso modo de pensar, determina o que somos capazes de ver e fazer. Daí, ele também determinar nossa felicidade e paz.
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domingo, fevereiro 03, 2008

MODELOS EM TRANSFORMAÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO

Seria quase impossível você ainda não ter percebido, mas o tempo em que vivemos é o melhor de toda a história da humanidade. Nunca, em todas as eras, o ser humano dispôs de tantos recursos quanto nos dias de hoje. Se fosse possível a Mozart, Copérnico ou Lavoisier um rápido vislumbre dos recursos que temos à mão, certamente eles dariam tudo para estarem junto de nós ou em nossos lugares. E o pior é que, talvez eles fossem mais dignos e soubessem tirar melhor proveito que nós próprios.

Temos oportunidades sem precedentes de mesclar o melhor do velho e do novo, abrir novas perspectivas e estarmos conectados aos mais diferentes campos do conhecimento. Todo este acervo monumental de sabedoria está colocado diante de nós, como os pratos de um imenso e régio bufê com toda a variedade de iguarias possíveis à criatividade humana.

No entanto, há um problema aí. Tudo isso, novo e imensamente fantástico, está sujeito a nossa visão de mundo.

Quem estará preparado? Quem estará discernindo corretamente o valor de toda esta riqueza? Quem saberá colher os frutos maduros das árvores deste sobejo pomar? Como estará se processando a nossa relação com este universo de inovações? Sabemos navegar neste oceano em cujas águas mal superamos as milhas mais próximas de nosso porto de partida?

Conhece aquela figura de uma velha com uma verruga no nariz que, olhada por outro ângulo se transforma numa bela jovem com uma gargantilha e um lindo penteado? A psicologia nomeia esta variação visual de “Mudança de Gestalt”. Os traços e os pontos são os mesmos, mas a figura é significativamente diferente. O que mudou? Não foi a figura, mas a nossa percepção. O que está diante dos nossos olhos não sofreu alterações, mas o que está atrás deles mudou.

Nossa vocação natural é dar sentido às coisas. Isto é semelhante a uma história de detetive. Estamos numa luta contra o tempo, contra rivais inteligentes, peritos em criar pistas falsas para nos tirar da trilha.

Qual sentido estaremos dando ao contexto em que estamos vivendo hoje?

Em um mundo de profunda complexidade e um volume exagerado de informação, dar sentido nunca foi tão difícil e, ao mesmo tempo, tão importante. Ao contrário da maioria das histórias de detetives, nossa história de detetive não tem uma resposta simples – do tipo “foi o mordomo!”. Teremos maior dificuldade em dar um sentido a este novo tempo.

Minha pergunta é : o mundo que vemos hoje não poderá passar por uma mudança de gestalt amanhã?

A resposta é sim. Mas caso, estejamos vendo hoje a face mais feia e desprezível deste quadro, estaremos deixando de nos beneficiar com tudo o que já vale muito, hoje mesmo.

Precisamos aperfeiçoar nosso processo interior de dar sentido às coisas. Não podemos continuar caminhando de cabeça baixa, cuidando do caminho que está debaixo de nossos pés. Foi isso o que fizemos até hoje, e funcionou. Mas como será a partir de agora em que são imensas as chances de um trem de carga vir em direção contrária a nós? Teremos tempo de nos salvar? E se levantarmos a cabeça e olharmos adiante?

A empresa está igualmente exposta a estes mesmos riscos.

As organizações vivem hoje, uma realidade amplamente diferente de tudo o que a história empresarial narrou até aqui. Todos os conceitos estão em processo avançado de mudança: da gestão de pessoas à concorrência.

A tendência linear de ocorrência e previsão dos fatos está enterrada. O comportamento do mercado, do consumidor, das inovações, da concorrência, dos valores e dos relacionamentos tornarm-se não-lineares e, por isso, imprevisíveis aos modelos que foram bem-sucedidos até o presente.

Um exemplo é o conceito de estoque – cuja mudança começou a ocorrer nos tempos da emergência da entrega just-in-time. Desde lá, o estoque deixou de ser um ativo e passou a ser o oposto, um passivo. A rede de suprimentos ideal, hoje, é a mais enxuta possível, ao contrário dos enormes galpões de mercadorias de que os diretores se orgulhavam até a década de 80.

Outra situação: as pessoas já representaram despesas. Hoje elas são um ativo, chama-se Capital Humano e trata-se de um fator significativo na equação de lucro das empresas em geral.

Os ativos tecnológicos são geralmente considerados como bens de capital. No entanto, as mudanças estão ocorrendo tão rapidamente que a tendência predominante é a de que devem ser considerados como despesas.

Lembro-me de quando os balanços passaram a ser feitos com freqüência trimestral. As empresas que os faziam eram referências de eficácia na análise de resultados e na confiabilidade do mercado – especialmente as que disponibilizavam ações na bolsa. Hoje, com os sistemas de “fechamento virtual” a moda é o balanço em tempo real.

Quais destes são os modelos certos? Depende. Não há um modelo absolutamente correto para todas as épocas. Apenas há o modelo certo para um determinado momento.

Talvez, na era do laser vendido na banca da esquina, haja situações para as quais a solução seja a chama de uma vela.
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O PÃO DE CADA DIA

ABRAHAM SHAPIRO

Uma dica especial: passe tempo com as pessoas “menos graduadas” de sua empresa. Uma pequena atenção pode ter um grande resultado. Um presente especial que você pode oferecer ao seu pessoal interno é levá-los para conhecer os clientes.

As pessoas nas bases de finanças, logística, produção, controle de qualidade, call-center têm o poder de fazer milagres acontecerem por você. Mas elas só os farão se estiverem com a mente voltada para isso.

Tipicamente, os vendedores tratam os funcionários subalternos como primos pobres de segundo grau, ou ainda pior, como “barreiras para ganhar a venda”. Não é de surpreender que aqueles funcionários humildes dificilmente se encontram dispostos a ajudar os vendedores.

Os clientes são o maior benefício de qualquer empresa, inclusive da sua. Você não acha interessante, portanto, que TODOS os membros da organização os conheçam?

Comece a falar dos clientes nos ambientes onde eles nunca são sequer mencionados. Diga como eles são, como pensam, o que fazem em suas empresas, como estão realizando negócios... enfim, transforme os clientes naquilo que eles realmente são: a parte mais importante da SUA PRÓPRIA EMPRESA.

Fale de clientes exatamente para aqueles funcionários que nunca sequer imaginam que eles existem. Fale para aqueles que pensam que trabalham para você.

Mostre que NÃO É VOCÊ, mas os clientes é que são os patrões. E como sempre, aconselho que você comece pelo conceito da palavra “cliente”. Uma sugestão bastante sensibilizadora pode ser: “O pão nosso de cada dia chama-se CLIENTE!!!”

Sabe o que vai acontecer depois disso? Você verá o milagre da multiplicação dos pães acontecer realmente. E, aviso, isto não é uma metáfora!!!
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SUA EMPRESA TEM ALMA?

ABRAHAM SHAPIRO

Na Igreja de San Pietro de Vincoli está a famosa escultura de Moisés, feita por Michelangelo. Há uma lenda sobre ela. Contam que, ao concluí-la, o gênio ficou tão impressionado com a sua perfeição que, lançando contra ela seu martelo, exclamou: ”Parla!”.

O poder da fala é a expressão mais pura de humanidade. Embora o raciocínio do ser humano seja superior ao de outras formas de vida, o que o faz especial é sua habilidade de verbalizar idéias e sentimentos. Dizem os místico, que o poder da fala se deve à alma. Segundo eles, por mais perfeita que fosse a escultura de Moisés, ela jamais poderia falar porque carece de uma alma.

Mas o que isso tem a ver com o mundo dos negócios? Pois digo, tudo. No geral, ser diferente da concorrência, condição premente nos dias de hoje, exige criatividade e recursos. Não é fácil vencer a desgastante tendência de perecer-se com os concorrentes e tornar-se insignificante aos olhos do consumidor.

Segundo Al Ries e Jack Trout, autores do livro POSICIONAMENTO:A BATALHA POR SUA MENTE, mais do que um produto melhor, a empresa precisa preocupar-se em produzir uma percepção melhor, quer dizer, ser diferente aos sentidos do cliente. Outro autor, Seth Godin, em sua obra Todo Marqueteiro é Mentiroso, explica que a empresa deve “falar” com o cliente contando uma história cuja lógica se encaixe em suas crenças e convicções. É o que faz a Intel, fabricante de processadores, por exemplo, na campanha do “Eu Mereço”, ou a Skol ao propagar que é “a cerveja que desce redondo”. A idéia é atrair o cliente que se identifique com a história, a crença por trás da mensagem.

Não é difícil construir uma organização. Basta ter uma ideia vendável e capital para implantá-la. Contundo, fazê-la “falar” com o cliente é algo que suplanta, em muito, as receitas da administração convencional. É preciso que ela tenha uma alma.

Na pratica, o que é a alma de um negocio?

Normalmente, toda a empresa é um conjunto de pessoas. Ela é movida por idéias, visões, objetivos e resultados. Estes parâmetros devem estar alinhados às idéias, visões, objetivos e resultados dos que a gerem. A alma da empresa é a alma daqueles que a fazem funcionar.

Você deseja saber quais as reais perspectivas de sua empresa? Conheça as pessoas que nela trabalham. Em que elas acreditam? Como reagem aos fatos? O que fazem para tingir resultados? Então verifique o que há em comum entro o perfil das pessoas e os objetivos da empresa. Quanto mais intersecções existirem, melhor. Invista em treinamentos e ações que promovam a identificação. Jogue o foco na “afinação” entre estas pessoas e os objetivos da empresa.

Elimine – a qualquer custo – os funcionários que destoam da cultura da organização. Afaste e substitua os que deixam a desejar em energia, entusiasmo, noção de esforço e equipe. A partir disso é que a empresa estará pronta a aprender a “falar”.

Milhares de empresas estão aparentemente bem. Rotinas e procedimentos estão bem ajustados. São maravilhosas obras de arte. O problema é que não “falam” com seu público. Não emocionam. Se é o seu caso, dedique seu tempo e análise para mudar isso. É urgente! Entenda definitivamente o conceito de diferenciação e busque o que melhor se adapte à sua realidade. Não se conforme, renove. Reinvente seu negócio, busque insuflar nele uma alma que o personalize. Só assim, fará “Moisés” falar, superando, até mesmo, o grande Michelangelo. ______________________

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sábado, fevereiro 02, 2008

LIDERANÇA E COERÊNCIA

ABRAHAM SHAPIRO

Nos últimos anos, um número enorme de novos modelos de gestão tem sido discutido nos meios empresariais. Curiosamente, quase todos são apocalípticos, do tipo ou faça ou sua empresa morrerá. Isso mostra que existe uma enorme confusão entre o que é pura filosofia e prática real.

Toda empresa é uma organização social, dentro de uma sociedade maior e a história comprova que os padrões sociais não mudam de uma hora para outra.

O desejo de ser atual e estar inserido nas novas ondas e tendências leva muitos líderes a perderem a lucidez quanto à harmonia entre os objetivos da empresa, seus valores, os valores de seus colaboradores e as práticas corporativas. Inovar por inovar, simplesmente, põe em risco o equilíbrio da coerência organizacional. Como resultado, os níveis de motivação e produtividade da equipe começam a despencar.
O que ocorre? O ser humano apresenta três tendências naturais, entre tantas outras, que precisam ser entendidas.

Primeira. As pessoas só adquirem confiança e respeito pelo líder quando identificam sintonia entre suas palavras e ações. Confiança não se determina. É resultado de uma construção diária. Depende de muita coerência ao longo do tempo. Neste quesito, é salutar não subestimar a memória das pessoas. Elas são extremamente severas.

Segunda. Cada pessoa quer compreender primeiro, para fazer depois. Ninguém se entrega ao novo sem que alguma visão lhe seja dada.

Terceira. É comum a adoção de uma postura defensiva para amenizar a insegurança quando há desconhecimento dos critérios e valores vigentes no contexto social. A imaginação, muitas vezes, se inclina ao negativo devido à conjugação das carências humanas com o instinto básico de preservação.

Essas são as tendências que favorecem ou dificultam a aceitação de novos modelos de gestão.

Cooperação, integração e motivação derivam de contextos individuais, mas são afetadas pelas ações dos líderes. Um eventual conflito entre a ação e o código de ética corporativa gera descrédito para a o líder e dificulta a realização de suas decisões. Começam a surgir nichos ou “feudos” dentro da empresa com colaboradores, áreas e departamentos distanciados por sua realidade particular.

Valores Pessoais e Organizacionais

Os valores pessoais e organizacionais formam a base de qualquer decisão mais séria. Fundamentam a autoconfiança e o senso de identidade pessoal.

O que são valores? Valor não é o que gostaríamos de ser, mas o que somos. Pode ser identificado através dos temas que ocupam o espaço mental – nossas idéias e o objeto de nossas conversas. Por ser importante, um valor sempre motiva uma ação. O problema é que a maioria das pessoas, assim como as empresas, não conhece nitidamente seus valores. Confundem intenção com ação, querer com ser.

Se valor é à base da motivação, o descompasso entre valores e objetivos tende a comprometer a qualidade dos resultados. Eis porque, quase sempre, missão, visão e valores corporativos não representam a verdadeira identidade do grupo e acabam sendo uma grande tolice aos olhos de todos os setores da empresa. São propostas distantes demais da prática expressa nos atos e convicções de suas lideranças, principalmente. A incoerência logo é percebida e torna-se motivo de escárnio e desconfiança.

Os líderes são mais observados que a média das pessoas. Deles se espera o exemplo da coerência da organização. O fato é que eles efetivamente o dão – quer seja um bom ou mau exemplo. A busca por resultados, portanto, não pode ser leviana quanto aos valores que norteiam as ações.

Os critérios decisórios todos devem ser baseados em valores. Eles traduzem a maturidade da organização. Quando claros e difundidos tornam viáveis as práticas de empowerment. Quando corrompidos pela incoerência organizacional, fazem surgir conflitos por transferência de responsabilidade, insegurança nas decisões e centralização do poder. Se a situação requer profissionais proativos e capazes de prover soluções que criem diferenciais competitivos, é erro grave corroer a segurança dos profissionais por falta de critérios decisórios consistentes e claros.

A coerência é o que define a autoridade moral do líder. Se as coisas não vão bem, o líder maduro reflete: “quais ajustes necessito fazer em minhas posturas e visão do negócio?” E então, tal como um motorista sabe que é infantilismo querer culpar as rodas porque o carro entrou na rua errada, o líder não precisa ter todas as respostas. Precisa, sim, criar o movimento e o interesse geral para encontrá-las.

Finalmente, somente a abertura ao diálogo e às discordâncias cria a liderança construtiva, modalidade de liderança baseada na conjugação entre ética e coerência nas decisões. Este caminho permite aproximar gestores e equipes, favorecendo o aumento dos níveis de conhecimento, a sinergia entre talentos, maior interação dos colaboradores e, conseqüentemente, times de alto desempenho.
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O QUE SE PODE APRENDER EM UM CURSO DE NEGOCIAÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO

Há mais ou menos seis meses, um empresário de Londrina e sua equipe comercial foram juntos participar de um treinamento intensivo de quatro dias sobre negociação em S. Paulo. O encontro aconteceu em sala fechada, com simulações e estudo de casos. O ministrante é ninguém menos que uma das maiores autoridades mundiais no assunto.

De volta à empresa, muita empolgação – aquela certeza de vitória no olhar- os sorrisos convencidos dos participantes e as conversas no cafezinho do tipo “agora vamos estourar a boca do balão!!!”

A auto-imagem de todos melhorou muito. Havia uma convicção de que a partir daí conseguiriam definitivamente negociar, vencer os clientes e fazer os resultados aparecerem, afinal, “quem planta colhe” e eles achavam estar no auge desta vez. É o que imaginavam.

O empresário chamou-me para uma reunião com ele, semana passada. Sem que eu soubesse qual seria a pauta, ele começou dizendo:

– “Chegamos lá para ouvir e aprender com o papa da matéria. Eu e o meu pessoal ficamos motivados achando que sairíamos dali conhecendo as mais avançadas técnicas de negociação... bem mais do que já sabíamos. A certa altura, o instrutor disse que iria revelar a grande sacada daquele treinamento. Então começou dizendo: ‘sempre é preciso aumentar o preço da mercadoria para se ter gordura para queimar durante a negociação’. Na hora, tínhamos a impressão de nunca termos ouvido isso antes. Acho que estávamos hipnotizados com as piadas, com os filmes e tudo mais. Os quatro dias passaram e a parafernália não passou de movimento. Muito blá-blá-blá, palavras em inglês, estratégia e muita teoria. Mas prática – que é bom – quase nada. Negociar é isso?”. Continuou narrando o que se passara e acabou achando-se ingênuo. Quando, então, ele me indagou: “Doutor Shapiro. Onde foi que eu errei?”, eu finalmente entendi o que queria de mim.

O homem estava visivelmente decepcionado. Frustrou-se com o custo x benefício da bendita atividade, em que sua empresa empatou o valor de um carro novo.

Pensei um pouco e, após análise silenciosa, fui direto ao assunto: – “O erro está no conceito de negociação. Negociar é uma arte. E como toda arte, não envolve somente lógica. É possível aprender a negociar, sim. Mas este aprendizado requer longo tempo de vivência, aplicações, observações, feedback de alguém mais vivido, até que se consolide de modo cristalizado. A habilidade de negociar envolve psicologia, exige conhecimento de como as pessoas se comportam, requer sabedoria e experiência para manter o autocontrole, saber usar a emoção em favor dos interesses que estão em jogo, altíssima capacidade de foco, percepção ajustada ao “alvo” e atitude para vencer dissonâncias que surgem todo o tempo. Um treinamento pode ajudar muito, mas não irá resolver em caráter definitivo as fraquezas mais acentuadas da equipe.

Esta talvez, tenha sido a grande revelação que o orientador do treinamento tenha buscado ensinar.

Tudo bem. Mas cobrar R$ 5 mil por participante deste treinamentozinho fajuto, sem possibilidade alguma de negociar, não faz dele um mestre da negociação. Ele mostrou-se, antes, ser um doutor numa outra arte: o ilusionismo.
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quinta-feira, janeiro 31, 2008

A EMPRESA É VOCÊ

ABRAHAM SHAPIRO

Se você é vendedor ou vendedora, preste muita atenção.

O que vou colocar aqui é nada menos que definitivo para a compreensão de sua verdadeira relação com o cliente.

Se algo der errado na negociação com seu cliente, você está ferrado, certo? A conseqüência é óbvia: todos os problemas do cliente são seus problemas!

Pelo amor de Deus, nunca – MAS NUNCA – culpe as “pessoas da logística” por uma entrega atrasada.

VOCÊ É O VENDEDOR! VOCÊ “SOZINHO” É O QUE LIDERA E ESTÁ REPRESENTANDO A EMPRESA PERANTE O CLIENTE.

Na cabeça do cliente, se ele fala com você, é porque VOCÊ é a própria empresa. E não há como você desejar ou tentar mudar isso.

Você é a empresa para o cliente. Portanto, se algo de errado aconteceu, você ferrou tudo... e não as “pessoas da logística”.

O que não quer dizer que você não tem o direito de ficar bravo com as "pessoas da logística", se eles de fato, ferraram tudo.

Você apenas não pode transmitir aquela ira para o cliente. No momento em que a transmite, sua reputação vai por água abaixo.

Seu comportamento deve ser o de assumir a responsabilidade sobre o problema, e a condução da melhor solução que proporcione o bem estar e a felicidade que o cliente busca ao negociar com você.

Lembre-se: os clientes fecham transações com você, não com alguma empresa abstrata ou uma marca – por mais poderosa que ela seja.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quarta-feira, janeiro 30, 2008

ESTAMOS NOVAMENTE NO MANAGEMENT NEWS DA HSM MANAGEMENT



Fomos novamente honrados com a publicação de um artigo do blog Profissão Atitude no portal de maior provimento de conteúdo para a classe executiva sul-americana: o PORTAL HSM MANAGEMENT. Desta vez, foi o artigo PRÁTICA OU GRAMÁTICA, postado em http://profissaoatitude.blogspot.com/2007/12/prtica-vale-mais-que-gramtica.html

Confira a leitura clicando no endereço acima.

terça-feira, janeiro 29, 2008

APRENDA O QUE É UMA P.C.O - PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL

ABRAHAM SHAPIRO


1. O CONCEITO DE PCO

Pesquisa de Clima Organizacional, ou PCO, é uma ferramenta de diagnóstico organizacional que gera uma base de dados para a tomada de decisões tanto de Gestão de Pessoas como de Equipes.


2. O SEU SIGNIFICADO

Na PCO, cada colaborador tem a oportunidade de se manifestar sobre:


  • O que realmente pensa da organização
  • Como está a motivação, os relacionamentos e o espírito de equipe
  • Se conhece a missão, os valores, objetivos e metas
  • Todos estão trabalhando em função de um objetivo comum
  • Os gestores delegam bem
  • Como estão as políticas de Gestão de Pessoas
  • Esta empresa é um bom local para se trabalhar?

3. ADVERTÊNCIA

Nossa experiência de quinze anos em consultoria adverte sobre algumas situações típicas do processo de PCO.

Pesquisa de Clima Organizacional é algo que se mede de forma extremamente cuidadosa. Todas as etapas do processo devem ser coesas no que concerne ao RH da empresa e a consultoria que a aplica e interpreta. Isto porque, em última instância, a PCO é uma parceria que se forma na empresa contra os vários “inimigos potenciais” da organização – inimigos estes que se tornam conhecidos através da pesquisa.

Portanto, a PCO não pode ser encarada como um instrumento de fiscalização, medida de desempenho ou meritocracia de qualquer natureza. Para estes fins existem ferramentas específicas e bastante eficazes.

A PCO não poucas vezes gera sentimento de ameaça nos colaboradores. Esta é uma forte razão para inspirar cuidados na busca de resultados verdadeiros e coerentes com a realidade sem que se coloque em risco a confiança presente nas relações líderes-subordinados.

O papel do pesquisador e sua postura devem ser neutros do princípio ao fim do processo.

Em função das várias expectativas que uma PCO gera, o colaborador precisa ter conhecimento do resultado final já que no pano de fundo do clima interno estão:

  • Fluxo de Comunicação
  • Relacionamentos interpessoais
  • Valores claros e utilizados por todos em ações diárias
  • Reconhecimento (ser reconhecido pelo seu trabalho) e expectativas.

4. COMO NÓS SUGERIMOS A REALIZAÇÃO DE UMA PCO

Como dissemos anteriormente, as etapas de realização de uma PCO devem ser cuidadosamente executadas.

Nossa sugestão é que a PCO seja realizada segundo as seguintes etapas:


4.1 Briefing: Esta etapa consiste no entendimento entre a Consultoria e a Empresa para conhecimento do negócio em si e das principais necessidades a serem investigadas. É um item importante de todo o processo, pois, enquanto numa equipe de vendas se deseja conhecer o grau de facilitação proporcionado por supervisores e gerentes, em uma empresa de serviços em advocacia a tônica deve ser dada ao nível de clareza na comunicação entre as várias partes envolvidas nos procedimentos e processos. Em resumo, o briefing é a etapa responsável pelo alinhamento entre as intenções e a realidade do negócio em si, o que chamamos de business. Um exemplo de tópicos resultantes do entendimento entre a consultoria e a empresa no briefing de uma PCO poderia ser:

  • Identidade e Compromisso com a Empresa
  • Objetivos e Metas
  • Qualidade e Produtividade
  • Atuação das Lideranças
  • Espírito de Equipe
  • Comunicações
  • Inovação e Criatividade
  • Políticas de RH
  • Desenvolvimento Profissional
  • Remuneração e Benefícios
  • Segurança e higiene no Trabalho
  • Qualidade de Vida.

4.2 Sensibilização: Pode tanto ser uma palestra explicativa a todos os colaboradores como também um comunicado escrito com a finalidade de dar conhecimento sobre a PCO, sua importância e significado para toda a organização, e convocá-los à participação.

4.3 Criação do questionário: Juntamente com a empresa, a consultoria cria a estrutura e seqüência de perguntas. Nossa consultoria tem por obrigatoriedade que esta etapa seja necessariamente validada pelo cliente.

4.4 Aplicação do questionário: O questionário pode ser aplicado via web ou do modo convencional, isto é, presencialmente, em salas de treinamento. O questionário deve ser anônimo, de modo a incentivar a sinceridade de todos.

4.5 Análise: Trata-se da análise dos dados sob a ótica quantitativa e qualitativa. Esta etapa exige profundidade e grande cuidado.

4.6 Emissão do relatório: O relatório é redigido e apresentado à Diretoria junto do RH da empresa.

4.7 Feedback: É a apresentação dos hightlights, os pontos de maior relevância da Pesquisa, aos colaboradores. É uma etapa alinhada com a diretoria para que os dados apresentados estejam em harmonia com os objetivos e estratégia organizacionais.

4.8 Treinamento: Após a visão ampla dos resultados obtidos e analisados, a Consultoria discute com a Diretoria as necessidades reais de treinamentos comportamentais e/ou profissionais com vistas a orientar gerentes e colaboradores – individualmente ou em equipes – sobre as linhas a serem seguidas a partir daí e as medidas mitigatórias para superação de possíveis dissonâncias detectadas.


5.CRÍTICAS À PCO

Para uma Pesquisa de Clima Organizacional “funcionar” é preciso que exista, por parte da liderança da empresa, uma abertura irrestrita à absorção dos dados nela coletados e analisados, bem como de seus significados múltiplos. Isso é forte; difícil de se pôr em prática!

Quando acontece da pesquisa resultar em uma “fotografia” não muito agradável da organização, há uma tendência natural e compreensível da diretoria questionar a verossimilidade das respostas.

De fato, a Psicologia aplicada ao Marketing questiona a “verdade” e o valor científico de absolutamente 100% dos métodos de pesquisas qualitativas ou quantitativas conhecidos até o presente. Convém lembrar que a Pesquisa de Clima Organizacional está incluída nesta dúvida.

Particularmente, posso afirmar que nunca vi uma pesquisa de Clima Organizacional atingir completamente seus objetivos de mudança ou de suporte às decisões de líderes empresariais. Já ouvi muitos testemunhos positivos a respeito, mas não conferi.

A tendência do RH, nos dias de hoje, é tornar-se estratégico ao máximo, isto é, cuidar das pessoas para que elas compreendam e realizem o business, o negócio da empresa, e não preocupar-se gratuita e exclusivamente com sua felicidade, prazer ou bem-estar.

Nós entendemos – e temos divulgado através de rádio, jornal, televisão e Internet – que a motivação de que os colaboradores necessitam e o engajamento que a liderança espera como resposta dos colaboradores advêm de uma única “força organizacional” que se decompõe em três diferentes vetores:

1º.) saber “o que fazer”, “como fazer” e “qual o padrão de eficiência é esperado dos colaboradores pela empresa”,

2º.) atuar em um negócio que tenha perspectiva positiva, crescente e digna e

3º.) receber feedbacks constantes e reconhecimento de seus superiores – tanto verbalmente como através de ganhos monetários que estejam em conformidade com mercado de trabalho em que atuam.

Se isto acontecer com rigor, a motivação, o bem-estar e o contentamento surgirão naturalmente, sem necessidade de palestras de piadas e outros blá-blá-blás típicos do conceito retrógrado e obsoleto de RH das décadas de 80 e 90.

Convém, acrescentar que a Pesquisa de Clima Organizacional é uma ferramenta que já foi abolida de culturas empresariais do primeiro mundo. Entrou no Brasil como uma solução messiânica, mas não ganhou terreno da forma como várias consultorias preconizaram, de início, e até investiram com visão de ampliação de seus ganhos.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

domingo, janeiro 27, 2008

O DESAFIO DE SER ÚNICO

ABRAHAM SHAPIRO

Você já se deu conta sobre a principal característica do mundo em que estamos tentando fazer negócios? Está ficando tudo muito diferente do que sempre imaginamos, percebeu? Não importa que você esteja em S. Paulo ou no interior do Amazonas. A nova realidade é: M-U-D-E OU MORRA!!!

Tenho certeza de que você está trabalhando muito para fazer de sua empresa um negócio próspero e bem posicionado. No entanto, se ela não tem nada de especial e se parece com todas as outras, cada vez mais você ganhará menos. Esta empresa, tem prazo de validade muito curto porque está envelhecendo.

No mundo organizacional de hoje não há como sobreviver sem mudanças profundas e sérias no modelo de gerenciar, na relação com o cliente e na própria concepção de negócio.

Nesta nova realidade, a concorrência não se estabelece mais em termos do “mais forte” dominar “o mais fraco”, mas do “mais ágil” superar “o mais lento”.

Comprar melhor, vender com inteligência, criar relacionamentos emocionais, surpreender e deixar o cliente feliz com o que temos a oferecer.

É você que conta a história de sua própria vida. Você tem, para isso, duas opções. Ou você a conta como uma saga, ou você a conta como episódios sem qualquer significado. É você quem escolhe. Assim são os negócios. Você pode ser “comum”, ou ser único. Não creio que exista algo pior do que ser comum.

Em resumo: “Você tem um novo concorrente. Quem? Compre um espelho e descubra. É você mesmo!”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

UM PENSAMENTO SOBRE A DISTÂNCIA

ABRAHAM SHAPIRO

Quando você abandona um lugar e caminha sempre à frente, sem mudar o rumo, um dia você estará de volta, pois a terra é redonda. Mas quando você abandona uma fé, uma ideologia, uma convicção, um modo de pensar, você tanto pode voltar em uma fração infinitesimal de segundo, como talvez nunca mais, pois, esta não é uma caminhada no espaço, como sobre uma esfera, mas sobre o tempo - uma linha reta que se perde no infinito e flui numa única direção. Quanto mais tempo passar, mais penoso será o retorno e maior o risco de não se saber mais como voltar.
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sábado, janeiro 26, 2008

A SABEDORIA JUDAICA EM 162 PROVÉRBIOS IÍDICHE

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1. Quem lida com mel, sempre tem chance de uma lambida.

2. Modéstia em excesso não deixa de ser meia vaidade.

3. Para matzes e mortalhas, sempre se arranja dinheiro.

4. Não te preocupes com o amanhã quando ainda tens o hoje para te preocupar.

5. De que vale uma boa cabeça, se duas pernas não a sustentam ?

6. Falsos amigos são como aves de arribação: fogem no inverno.

7. O medo da desgraça é bem pior que a própria desgraça.

8. Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação da colheita.

9. Um remendo feio é ainda mais útil que um buraco lindo.

10. Mais vale a pior das pazes que o melhor das guerras.

11. O passo do asno corresponde ao tanto de cevada que lhe dás.

12. É mais fácil enfrentar a desgraça bem alimentado do que com fome.

13. Guia o teu cavalo com aveia, e não com o chicote.

14. Boas notícias se ouvem de longe.

15. De longe podes enganar os outros, de perto só a ti mesmo.

16. Se tens fama de madrugador, podes dormir até tarde.

17. As orações sobem, as bênçãos descem.

18. No alfaiate sempre encontras um fio de linha.

19. A vida não passa de um sonho, mas cuidado para não acordar.

20. Sorte do ignorante é ele não saber que não sabe.

21. Isso te ajudará tanto quanto ventosas a um cadáver.

22. O bom mentiroso precisa de uma boa memória.

23. A verdade é tão pesada que poucos a suportam.

24. Se fabricas freios para teus animais, com maior razão para teus impulsos.

25. Na casa de banhos, todos somos iguais.

26. Quem engana o peixe não é o pescador nem a vara, mas a minhoca.

27. No fundo do espelho tens o teu melhor amigo.

28. Amizade que não foi testada não é amizade nem nada.

29. Quando o sábio erra, erra prá valer.

30. Uma montanha não pode encontrar outra. Um homem a outro, sim.

31. Não há homem que não tenha sua loucura.

32. A vida sempre termina em lágrimas.

33. O mentiroso repete tanto suas mentiras, que ele próprio acaba acreditando.

34. A mulher é como veludo: quem não gosta de acariciar ?

35. A mãe, com seu manto, acaba encobrindo até os defeitos dos filhos.

36. A tolice é uma planta que cresce sem que se precise regar.

37. A palavra é como a flecha: ambas têm pressa de chegar.

38. Uma só mentira é apenas uma mentira; duas, são duas mentiras; mas três, aí já se trata de política !

39. Quem olha coisas altas deve segurar o chapéu.

40. Uma boa dor de dentes faz esquecer qualquer dor de cabeça.

41. Quando as coisas melhoram é porque, de fato, estão piorando.

42. Quem está por baixo, pelo menos está livre de cair .

43. O sábio sabe o que diz. O tolo diz o que sabe.

44. Os sapatos da criança pobre crescem com seus pés.

45. Tudo é bom, mas a sua hora.

46. O asno se conhece pelas orelhas. O tolo, pela língua.

47. Com o coração cheio, os olhos transbordam.

48. Antes um pé torto que uma cabeça torta.

49. Coisas boas são lembradas, as más são sentidas.

50. O homem é o que é, não o que foi.

51. As comportas das lágrimas nunca estão fechadas.

52. Não fosse a luz, não haveria sombras.

53. Quem não presta para si, não presta para os outros.

54. Os vermes roem os mortos, as preocupações os vivos.

55. Se o gato usar luvas, não apanha nenhum rato.

56. Se meu avô tivesse rodas, seria uma carroça.

57. Litvac (judeu da Lituânia) é tão esperto que já se arrepende antes mesmo de cometer o pecado - mas o comete.

58. Chora perante D’us; ri perante os homens.

59. Mais vale uma palavrinha antes que dois palavrões depois.

60. Só com sabedoria não fazes a feira.

61. O dissabor está para o homem como a ferrugem para o ferro.

62. Para quem não pode comer galinha, caviar também serve.

63. A meia verdade é uma mentira inteira.

64. A pobreza não é nenhuma vergonha,...mas também não é nenhuma honraria.

65. Quando D’us quer, uma vassoura também dá tiros.

66. Filhos pequenos não nos deixam dormir, grandes não nos deixam viver.

67. Eu te peço, ó Criador do mundo, não me eleves ao céu, mas também não me roles por terra.

68. Todo morro-acima tem seu morro-abaixo.

69. Não sei cantar, mas entendo do assunto.

70. Desde que foi criada a morte, ninguém está seguro da vida.

71. A coincidência é o meio que D’us encontrou para se manter anônimo.

72. O chapéu tem bom tamanho, a cabeça é que é pequena.

73. Se o silêncio é recomendável aos sábios, quanto mais aos parvos.

74. Quando um cão ladra, outro logo o acompanha.

75. A tolice alheia é uma piada, a nossa, uma desgraça.

76. Um tolo sabe avaliar o outro.

77. Não se vive de alegria, nem se morre de tristeza.

78. Toda corte tem seu idiota.

79. Quando teu inimigo estiver caído, não deves te alegrar, mas nem por isso precisa correr para reerguê-lo.

80. Quando três pessoas te chamam de louco, deves dizer: ‘bilú-bilú’.

81. Três coisas não poderás ocultar: o amor, a tosse e a pobreza.

82. Com mentiras poderás ir longe, mas não voltarás.

83. A cabeça, não prestando, o resto podes jogar fora.

84. Não te esqueças: a verdade é uma só, mas tem várias faces.

85. O mundo não simpatiza com os delatores, nem com os moralistas.

86. Pior que dinheiro perdido, é tempo perdido.

87. Quem tem uma linda mulher é um péssimo amigo.

88. Graças a D’us, o pobre não comete pecados caros.

89. Quanto mais doce teu pecado, mais amargo teu arrependimento.

90. A lágrima está para a alma, como o sabão para o corpo.

91. Toda nora é um pedaço de sogra.

92. Furúnculo não é doença grave, ainda mais sob axila alheia.

93. Câncer, shmâncer, contanto que tenhas saúde.

94. Peixes e hóspedes se estragam no terceiro dia.

95. A mulher te coloca em pé ou te deita em terra.

96. Não te adiantam preces ou sabedoria quando as cartas não vêm.

97. Quando a sorte te bafeja, até mesmo um boi te dará um bezerro.

98. Três coisas te serão boas em pequenas doses e nocivas em grandes: o fermento, o sal e a hesitação.

99. O álcool é mau mensageiro: tu o envias à barriga, ele sobe à cabeça.

100. Nem ao médico nem ao cirurgião desejarás ano bom.

101. Não te esqueças: 'Do pó viemos, ao pó voltaremos'. Mas até lá, que tal um bom trago?

102. Nenhum judeu vive sem milagres.

103. Se o cavalo tivesse algo a dizer, certamente diria.

104. De que te servem a lanterna e os óculos se desejas enxergar?

105. Deves tomar cuidado quando estás diante de um bode, atrás de uma mula, ou a qualquer lado de um tolo.

106. Não ofereças pérolas aos que lidam com hortaliças e cebolas.

107. Poderás viver sem temperos, mas nunca sem trigo.

108. Mesmo no azar é bom que tenhas um pouquinho de sorte.

109. A tolice, mesmo bem sucedida, não deixa de ser tolice.

110. A verdade não morre nunca, mas leva vida apertada.

111. Vende a última camisa, contanto que sejas rico.

112. Não tenhas medo, se não houver outra escolha.

113. Com dinheiro comprarás tudo, menos bom senso.

114. Do mesmo boi não tirarás duas vezes a pele.

115. A sorte lhe batendo à porta, dá-lhe logo uma poltrona.

116. Será mais fácil aplacar a ira do homem do que a ira da mulher, pois o primeiro foi criado de argila mole, ao passo que a segunda, de um osso duro.

117. Tens três amigos: teus filhos, teus bens e tuas boas ações.

118. Consultando o rebe (rebe= o líder mais sábio de um grupo de rabinos), ele achará sempre alguma coisa.

119. Quem vive como um diabo, torna-se um demônio.

120. Quem fala demais, acaba falando de si.

121. Um porco sobre o banco, está a meio caminho para a mesa.

122. Quando se engraxa, o carro anda bem.

123. Quem dança em todos casamentos, chora em todos funerais.

124. Quando se tosquia uma ovelha, os carneiros tremem.

125. Quando se sente amargura no coração, de pouco adianta adoçar a boca.

126. Não havendo nada na panela, nada haverá no prato.

127. Assim gira o mundo inteiro: uns têm a bolsa, outros, o dinheiro.

128. Consulte a quem quiser, mas só decida com a própria cabeça.

129. Quando se varre a casa, acaba-se encontrando tudo.

130. Antes dor no coração que vergonha na cara.

131. Antes a maldade dos bons, que a bondade dos maus.

132. Antes ser criticado que consolado.

133. Sangue não é água: no mínimo é mais denso.

134. Brit milá, Bar mitsvá, casamento, enterro – tudo isso convém pagar à vista.

135. melhor cavalo precisa de um chicote. A criatura mais sábia, de um conselho. A mulher mais virtuosa, de um bom homem.

136. A pobreza estampa-se primeiro no rosto.

137. A verdade está nos olhos. A mentira, atrás deles.

138. O inferno não é tão mau quanto o caminho que leva a ele.

139. A honra se recebe não pelo que se recebe, mas pelo que se dá.

140. Vingança é veneno. Por melhor que seja, mata.

141. A verdade está toda com D’us, e um pouco conosco.

142. Ele não crê em D’us, mas Lhe pede ajuda.

143. O medíocre não está tão perto do sábio, nem tão longe do tolo.

144. O teimoso não tem cura.

145. Não há inimigos gratuitos, temos sempre de pagar por eles.

146. D’us nos livre de um só filho e de uma só camisa.

147. O sucesso nos embriaga sem vinho.

148. Com D’us não se brinca: primeiro, porque é proibido; segundo, porque Ele próprio não deixa.

149. De cada resposta pode-se tirar uma nova pergunta.

150. Caridade também é questão de hábito.

151. Até mesmo o Rebe tem seus inimigos.

152. Sábado, até mesmo o pecador no inferno tem seu descanso.

153. Tintas secam logo; lágrimas, nem sempre.

154. Em cada nova canção encontra-se uma velha melodia.

155. Ninguém precisa de calendário para morrer.

156. Dois tipos de pessoas sempre derrapam: o tolo entre sábios, e o sábio entre tolos.

157. Os pobres se dão mal tanto no inverno quanto no verão.

158. Poucas palavras, contanto que exprimam a verdade.

159. Não há besteira maior do que tentar ser mais esperto do que todos.

160. Ervas daninhas crescem de noite.

161. O que um tolo consegue estragar, dez sábios não conseguem reparar.

162. Cada homem carrega o seu pacote.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

VEJA COMO REAGE O NOSSO CÉREBRO

Se você conseguir ler as primeiras palavras, o cérebro decifrará automaticamente as outras...


3R4 UM D14 D3 V3R40, 3 3U 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4.

4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.

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O PENSAMENTO E OS FUNDAMENTOS DE GRANDES GÊNIOS - SUCESSO

Confie nos seus palpites. Eles normalmente têm origem no que se encontra arquivado logo abaixo do nível consciente.
Dra. Joyce Brothers

A maioria das pessoas deixa passar uma oportunidade porque ela aparece vestida de macacão e lembra trabalho.
Thomas Edison

Não existe segurança nesse mundo só existem oportunidades.
Douglas Macarthur

Sempre que perguntarem se você consegue fazer algo, responda: “É claro que sim”! Depois, ponha mãos à obra e descubra como fazer.
Theodore Roosevelt

A diferença entre uma pessoa bem-sucedida e as outras não é falta de força, nem falta de conhecimento, mas falta de vontade.
Vince Lombardi

Se você quiser que algo seja feito, peça para alguém ocupado fazer. Quanto mais coisas fazemos, mais somos capazes de realizar.
Lucille Ball

Quando jovem, observei que nove entre dez coisas que eu fazia davam errado, por isso passei a trabalhar dez vezes mais.
George Bernard Shaw

Eu não avalio o sucesso de um homem pelo tanto que ele é capaz de subir, mas pelo tanto que ele é capaz de quicar de volta, depois que despenca lá de cima.
George S. Patton

Cansei de ouvir que nunca conseguiria, que não seria competitivo e que essa técnica simplesmente nunca iria dar certo. A única coisa que eu podia fazer era dar de ombros e dizer: “Vamos ter de esperar para ver.”
Dick Fosbury, cuja técnica revolucionária no salto em altura lhe garantiu uma medalha de ouro nas Olimpíadas de 1968.

Pessoas medíocres às vezes conseguem um sucesso extraordinário porque não sabem quando jogar a toalha. A maioria das pessoas obtém sucesso porque tem determinação.
George E. Allen

Sempre que alguém acha que atingiu o sucesso, cessa o progresso.
Thomas J. Watson, Jr

Algumas pessoas acreditam que agüentar firme e não deixar a peteca cair são sinais de grande força. Porém, há momentos em que é preciso ser muito mais forte para saber quando se deve abrir mão de algo – e fazer isso.
Ann Landers

Não existe nada mais inútil do que fazer com eficiência o que nem deveria ser feito.
Peter Drucker

É incrivelmente importante saber o que é e o que não é da nossa conta.
Gertrude Stein

O maior erro que podemos cometer na vida é achar que trabalhamos para outra pessoa que não nós mesmos.
Brian Tracy

Descobri que ser honesto é a melhor técnica de que posso me valer. Com absoluta franqueza, diga às pessoas quais são seus objetivos e o que você está disposto a sacrificar para alcançá-los.
Lee Iacocca

O segredo da vida é a honestidade e os escrúpulos...Se você conseguir fingir essas duas coisas, está no papo.
Groucho Marx

A essência do sucesso é que nunca é necessário ter uma idéia nova sozinho. Muito melhor é esperar que outra pessoa a tenha e copiá-la nos mínimos detalhes, com a exceção dos erros.
Aubrey Menen

Os memorandos não servem para informar que os lê, mas par proteger quem os escreve.
Dean Acheson

Vitórias públicas são precedidas de vitórias particulares.
Stephen R. Covey

Um dos sintomas de uma crise nervosa iminente é acreditar que o seu trabalho é incrivelmente importante.
Bertrand Russell

Não seja insubstituível – se não puder se substituído, não poderá ser promovido.
Dilbert (Scott Adams)

Conduzir os negócios de forma socialmente responsável é um bom negócio. Significa que será possível atrair empregados melhores e que os clientes saberão o que você representa, e gostarão de você por isso.
M. Anthony Burns

Não conheço o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar a todo mundo.
Bill Cosby

O mau artesão põe a culpa na ferramenta.
Anônimo

O PENSAMENTO E OS FUNDAMENTOS DE GRANDES GÊNIOS - GERENCIAMENTO

O bom gerente é o sujeito que não está preocupado com a própria carreira, mas com a carreira de quem trabalha para ele. Meu conselho: não se preocupe com você. Cuide de quem trabalha para você e atingirá a glória graças às realizações deles.
H. S. M. Burns

Não existe substituto para o conhecimento apurado. Conheça a si mesmo, conheça seu negócio, conheça quem trabalha para você.
Randall Jacobs

Use a ferramenta apropriada para o serviço. Deixe que a ferramenta faça o serviço. Cuide de suas ferramentas.
Stanley E. West

Cerque-se das melhores pessoas que puder, delegue autoridade e não interfira.
Ronald Reagan

Tome cada decisão como se fosse o dono da empresa.
Robert Townsend

Nunca confunda atividades com realizações.
John Wooden

As idéias que nascem da maioria das sessões de brainstorming são normalmente superficiais, triviais e pouco originais. Raramente prestam para alguma coisa. O processo, contudo, parece fazer com que as pessoas sem criatividade sentam que estão dando uma contribuição inovadora e que estão sendo ouvidas pelas demais.
A.Harvey Block

É impressionante o que se consegue quando não há preocupação sobre quem fica com o crédito.
Robert Yates

Chegar a um acordo é a arte de dividir o bolo de tal forma que todos acreditem que ficaram com a maior fatia.
Ludwig Erhard

O comportamento das pessoas no escritório muitas vezes lembra o comportamento dos animais na natureza. Por exemplo, quando um leão está à espreita de uma presa, o grupo visado fica inquieto, pronto para a debandada geral, mas, assim que o leão abate a presa, todos voltam a pastar calmamente.
Anônimo

A competição entre os indivíduos joga uns contra os outros e prejudica o moral, mas a competição entre as organizações eleva o moral e estimula a criatividade.
George Washington Allston

Evite o gerenciamento-cogumelo (manter os funcionários no escuro, cobertos de bosta).
Anônimo

Diga-me, e esquecerei,
Mostre-me, e lembrarei,
Envolva-me, e compreenderei.
Provérbio Chinês

Cerque-se de céticos não de ingênuos que dizem o que você deseja ouvir. Exija também que seus empregados de confiança lhe contem a verdade, obrigando-o a recuar sempre que o virem cometer um erro de avaliação.
David F. D’Alessandro

O gerente que não consegue conviver com um gênio dos negócios em sua equipe é doido.
Joe Mccarthy

O mundo dos negócios, mais do que qualquer outro meio profissional, é um permanente tratar do futuro; é um cálculo incessante, um exercício instintivo de prognóstico.
Henry R. Luce

Pessoas de alto nível contratam pessoas de alto nível; pessoas de terceira categoria contratam pessoas de quinta categoria.
Leo Rosten

O importante não é quanto você paga para alguém, mas quanto essa pessoa lhe custa.
Will Rogers

O orçamento evoluiu de uma ferramenta da gerência para um obstáculo à gerência.
Frank Carlucci

O PENSAMENTO E OS FUNDAMENTOS DE GRANDES GÊNIOS - MARKETING


O cliente é deus.
Provérbio Japonês


Acima de tudo, queremos evitar que o cliente fique insatisfeito. Consideramos nosso cliente parte de nossa empresa, e queremos que ele se sinta à vontade para fazer qualquer crítica que considere justa em relação aos nossos serviços ou mercadorias. Procure vender mercadorias testadas, que funcionem, a um lucro razoável, trate seus clientes como seres humanos – e eles sempre voltarão.
L. L. Bean

O lucro nos negócios vem do cliente cativo, o cliente que fala bem do seu projeto ou serviço e que traz os amigos com ele.
W. Edwards Deming

Muitas coisas pequenas ficaram enormes graças ao tipo certo de propaganda.
Mark Twain

Durma cedo, levante cedo. Trabalhe feito um louco e anuncie.
Ted Turner

PROPOSTA ÚNICA DE VENDA
•Todo anúncio deve fazer uma proposta ao consumidor.
•A proposta deve ser tal que não haja, ou não possa haver, similar na concorrência. Deve ser inigualável – seja na absoluta originalidade da marca, seja no argumento único naquele gênero específico de propaganda.
•A proposta deve ser tão forte que mobilize milhões de pessoas.
Rosser Reeves

O consumidor não é idiota. É a sua mulher.
David Ogilvy

Qualquer um pode baixar os preços, mas é preciso massa cinzenta para fazer um produto superior.
P. D. Armour

O PENSAMENTO E OS FUNDAMENTOS DE GRANDES GÊNIOS - LIDERANÇA

Se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?
I Contíntios, 14:8

O general que vence batalhas faz muitos cálculos antes de travá-las. O general que perde batalhas faz apenas alguns cálculos previamente. Desse modo muitos cálculos levam à vitória, e poucos cálculos à derrota.
Sun-Tzu, A Arte da Guerra

Você precisa ser o primeiro, o melhor, ou o diferente.
Loretta Lynn

Seja líder, seguidor, ou saia da frente para não atrapalhar.
George Steinbrenner

Leve um regador cheio numa das mãos e fertilizante na outra. Regue os empregados-sementes, e observe como o jardim se desenvolve. Arranque-as e o jardim terminará exuberante.
Jack Welch

O PENSAMENTO E OS FUNDAMENTOS DE GRANDES GÊNIOS - INVESTIMENTOS

Na virada para o século XX, dois homens passeavam próximo à margem do East River, não muito distante da Bolsa de Valores de Nova York. Um deles apontou para os elegantes veleiros atracados no cais e disse: “Aqueles barcos pertencem aos famosos corretores de Wall Street.” O outro olhou para ele e perguntou: “E onde estão os barcos dos clientes?”
Fred Schwed, Jr

Nosso período de manutenção favorito é para sempre.
Warren Buffett

O importante não é quanto você ganha, mas quanto fica com você.
Robert Kiyosaki

Não invista em nada sem conhecer integralmente sua natureza e seu estado; e escolha investimentos que tenham valor intrínseco.
Benjamin Franklin

Nunca invista seu dinheiro em nada que precise comer ou ser consertado.
Billy Rose

O mercado é um lugar reservado para que os homens possam enganar uns aos outros.
Diógenes Laércio

Touro ganha dinheiro.
Urso ganha dinheiro.
Porco vai para o abate.*
Anônimo
*Nota do tradutor: Em Wall Street, o touro simboliza os investidores arrojados (mercado em alta), e o urso, os investidores tímidos (mercado em baixa).

Negócios? É simples. Trata-se do dinheiro dos outros.
Alexandre Dumas, Filho

Às vezes, os melhores investimentos são aqueles que não fazemos.
Donald Trump, citando W. H. Auden

O PENSAMENTO E OS FUNDAMENTOS DE GRANDES GÊNIOS - PRINCÍPIOS

Compre barato, venda com valor.
John Greenleaf Whittier

Só os tolos se oferecem para pagar o preço mais alto.
Joseph P. Kennedy

Freios nas despesas, espora nos lucros.
Anônimo

A alavanca que move o Empreendedorismo não é a Austeridade, mas o Lucro.
John Maynard Keynes

O setor de imóveis tem apenas três segredos: localização, localização e localização.
William Dillard

Quem consegue administrar bem um negócio consegue administrar bem qualquer negócio.
Richard Branson

Porque a todo que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.
Mateus 25:29

Todo indivíduo...deseja tão-somente o próprio lucro, e, nesse como em muitos outros casos, ele é conduzido por uma mão invisível a precipitar um fim que não fazia parte de seus desejos. Tampouco é necessariamente ruim para a sociedade o fato de esse fim, não fazer parte de seus desejos. Ao buscar o interesse próprio, ele freqüentemente promove o interesse da sociedade de modo mais eficiente do que se desejasse de fato promovê-lo.
Adam Smith, A Riqueza das Nações

O PRINCÍPIO DE PARETO
Vinte por cento dos seus produtos irão gerar oitenta por cento dos seus resultados. Vinte por cento dos seus resultados irão consumir oitenta por cento da sua capacidade.
Vilfredo Pareto

Uma velha coruja morava num carvalho, quanto mais ouvia, menos falava; quanto menos falava, mais ouvia. Ah, se os homens fossem sábios como ela.
Punch
Um bom jantar pode azeitar os negócios.
William Scott, Barão Stowell

LEI DE PARKINSON
O trabalho se expande de forma a preencher todo o tempo disponível para sua realização.
C. Northcote Parkinson

PRINCÍPIO DE PETER
Numa organização hierárquica, todo empregado tende a aumentar seu nível de incompetência.
Lawrence Peter

LEI DE MURPHY
Se houver dois ou mais modos de fazer alguma coisa, e um desses modos puder resultar em catástrofe, esse modo será escolhido.
Edward A. Murphy, Jr

Faça rápido, faça direito, seja econômico. Escolha apenas duas opções.
Anônimo

O camelo é o cavalo idealizado por uma comissão.
Anônimo

Pode alguém sorrir, sorrir, e ser vilão.
William Shakespeare, Hamlet

Não tenha medo de andar devagar. Tema apenas não sair do lugar.
Anônimo

Confie em si. Você sabe mais do que pensa.
Benjamin Spock

Não tenha medo de dar um passo largo, quando ele se fizer necessário. É impossível atravessar um abismo com dois passarinhos curtos.
David Lloyd George

Ganhamos força, coragem e confiança cada vez que enfrentamos o medo. Precisamos fazer exatamente aquilo de que não nos achamos capazes.
Eleanor Roosevelt

Pode-se tomar o poder, mas não recebê-lo. Tomar o poder é a própria essência do empowerment. Gloria Steinem

Quando as pessoas vão trabalhar, não deveria ser necessário deixar o coração em casa.
Betty Bender

Seja gentil com as pessoas durante a ascensão, porque poderá encontrá-las durante a queda.
Alexandre Dumas, Pai

quarta-feira, janeiro 23, 2008

A CRIATIVIDADE SEGUNDO O FOTÓGRAFO DA NATIONAL GEOGRAPHIC MAGAZINE

DEWITT JONES

1. CRIATIVIDADE É A CAPACIDADE DE OLHAR PARA O ORDINÁRIO E VER O EXTRAORDINÁRIO

Todos os dias acontecem coisas fantásticas e extraordinárias à nossa volta. Se vamos conseguir vê-las ou não, depende só da nossa perspectiva, de nosso ponto de vista e de nossa capacidade de praticar a criatividade.

O homem tem a capacidade de olhar o ordinário e ver nele o extraordinário. Esta capacidade se assemelha a “apaixonar-se”. É exatamente isso o que ocorre com as pessoas grandes. Elas se apaixonam por aquilo que fazem e isso libera uma energia infinita de criatividade e de vida.


2. QUALQUER ATO PODE SER CRIATIVO

Paixão. O que muitos de nós não daria para estar em contato com a nossa paixão todos os dias!!! Todos temos este potencial. Mas como externá-lo para encontrarmos soluções extraordinárias para os desafios que enfrentamos todos os dias?

Eu preciso da minha criatividade todos os dias.

Trabalhamos o tempo todo com tarefas, prazos, avaliações de resultados. Nosso desempenho consiste em agregar valor ao que fazemos. Como podemos fazer isso melhor? Usando nossa criatividade.

Nosso maior defeito de criação talvez tenha sido acreditar que jamais seremos criativos. Quando crianças, associamos a criatividade à arte – pintura, escultura, desenhos. Quem não fosse deste ramo, estaria fora do circuito. Mas a criatividade é apenas se apaixonar pelo mundo. Logo, em cada ato, eu tenho o potencial para fazer algo criativo. Minha vida pode ser minha arte – esteja eu tirando uma foto ou conversando com um cliente, cuidando da família ou fazendo um trabalho comunitário. Cada ato tem o potencial de transformar o ordinário em extraordinário.


3. A CRIATIVIDADE É UMA QUESTÃO DE PERSPECTIVA

Um fotógrafo precisa decidir que tipo de lente colocar na câmera. Em outras palavras: de que perspectiva vou ver o problema para ter aquela visão extraordinária? Se não tiver a perspectiva correta, não há a menor chance de achar aquilo que seja extraordinário.

A lente que escolhemos para ver um problema é crítica. Nossa perspectiva é o que abre a porta para uma solução ordinária ou extraordinária. Portanto, primeiro precisamos achar a perspectiva correta. Se não conseguirmos aprender a trocar as lentes, ficaremos presos. Mas precisamos aprender que sempre há uma outra perspectiva. E quando acreditamos nisso, podemos transformar o modo de encarar a vida.


4. SEMPRE HÁ MAIS DE UMA RESPOSTA CERTA

Isso talvez seja uma das verdades Mais importantes a ser aprendida: há mais de uma resposta certa. Parece tão simples, mas esta é a chave da criatividade. Há mil maneiras de abordar um problema para se achar uma solução criativa, mas às vezes é difícil entendermos isso como forma de superarmos nossas situações.

É incrível como as coisas começam a mudar quando abordamos o mundo com esta perspectiva de mais de uma resposta certa. Para começar, não devemos parar quando encontramos a primeira resposta certa. Achar respostas é fazer o nosso trabalho.


5. REENQUADRE OS PROBLEMAS COMO OPORTUNIDADES

Qualquer um deve ser capaz de achar uma resposta certa. Mas saber que existem outras respostas certas e persegui-las é um exercício que aumenta nossa autoconfiança e diminui nosso medo. É preciso ter vontade e saber que ela estará lá, à nossa espera.

Assim, começamos a abraçar mudanças em lugar de temer. Começamos a abordar o mundo com uma sensação de fartura e não de escassez. E ficamos cada vez mais à vontade para enquadrar o problema numa oportunidade.


6. NÃO TENHA MEDO DE COMETER ERROS

Reenquadrar o problema numa oportunidade, encontrar um outro ângulo e nos mantermos confiantes e à vontade sabendo que outra resposta certa estará à nossa espera. Mas você não pode fazer isso e não irá fazer isso se tiver medo de cometer erros.

Um artigo típico da revista National Geographic usa quatrocentos rolos de filme.

Quatrocentos rolos são mais de quatorze mil imagens, para se escolher, em média, as trinta que irão para um artigo. O fotógrafo não pode pensar que vai errar. Tem que procurar a próxima resposta certa.


7. ROMPA O PADRÃO

O receio de errar, o medo de arriscar-se a pensar fora do convencional e forçar-se a caminhar para fora da zona pessoal de conforto pode deixar-nos parado num vale onde não teremos novas visões e novas soluções certas. Quantas vezes ficamos aí, bem nesse lugar, imaginando “porque não deu certo?” quando, na verdade, poderíamos sair de nossos limites! É por isso que temos que romper nossa ligação com todos os padrões a que estamos condicionados. Padrões de pensamento, de julgamento, de crenças e de ação.

Ninguém gosta de cometer erros. As pessoas criativas querem ter as coisas que fazem com base nas melhores informações que puderem obter naquela hora; querem usar a melhor técnica que forem capazes de aprender; querem tudo de acordo com sua visão pessoal, de acordo com a visão de seu patrão. Portanto, se isto for um erro, como irão aprender com ele?

Como transformar uma situação ganha-perde em uma situação ganha-aprende? Como a transformar numa pequena vitória?

Quando não temos receio de errar e quando acreditamos que há mais de uma resposta certa é quando começamos a romper os padrões em nossas vidas.

Padrões, sistemas – eles são muito importantes. Não conseguimos viver sem eles. Mas todos sabemos que se deixarmos nossos padrões durarem tempo demais sem questionamento, eles se tornam nossas prisões.

Romper o padrão pode ser o primeiro passo para se aprender a voar. Porque quando rompemos os padrões, tudo estará sempre sendo questionado, mesmo quando estiver indo bem. Você fica dizendo: “porque não fazemos isso assim?”, “como podemos fazê-lo melhor?” E é esta perspectiva que nos permitirá colocar a visão em foco. Pois, sempre que pudermos obter este foco crítico, descobriremos que podemos fazer muito mais com muito menos. Nossos atos de tornarão simples, poderosos e fortes. Teremos a sensação de sinergia positiva – quando o todo fica tão maior do que a soma daquelas partes bem enfocadas.


8. TREINE A SUA TÉCNICA

Precisamos de um estado mental para a criatividade: a visão correta. Mas há uma outra coisa que precisamos fazer para não perdermos esses momentos extraordinários. Precisamos treinar a nossa técnica. Isso é crítico porque uma visão sem técnica é cega.

Imagine um fotógrafo que no momento em que aquele pé sair do chão ele ainda tenha que pensar: “que filme coloquei na máquina?” Ele deve estar pronto para captar aquela visão extraordinária. Logo, ele precisa treinar esta técnica.

Depois de muito bem treinada a técnica é preciso colocar-se no lugar de maior potencial. O lugar onde existe maior probabilidade de se encontrar várias respostas certas. Quando se está lá, no lugar de maior potencial, as respostas certas vêm uma atrás da outra.

A vida nos oferece janelas com oportunidades. Precisamos estar preparados para aproveitá-los. Às vezes ficam lá apenas um instante. Em outras ocasiões, exigem muita paciência – dias, meses – paciência para enfocar a visão e esperar.


9.VOCÊ PRECISA REALMENTE SE IMPORTAR

A criatividade não é apenas visão e paixão. Também inclui técnica e perseverança. É um equilíbrio de emoção e de intelecto que surge quando damos importância àquilo que fazemos. Muita importância.

Importar-se de verdade com pessoas que trabalham conosco e com os projetos em que trabalhamos. Importar-se de verdade.

Não se preocupe com não errar. Busque a próxima resposta certa.

Há uma passagem na Bíblia que diz: “O banquete está servido, mesmo que ninguém venha”. Quando sou criativo, vejo que a vida é, mesmo, este banquete, servido ao meu redor o tempo todo, oferecendo infinitas oportunidades, mostrando um mundo cheio de luz e beleza. E se deixarmos esta beleza nos preencher, ela virá à tona de mil maneiras: na qualidade do nosso comportamento, na qualidade dos produtos que fazemos, na abrangência dos serviços que prestamos aos nossos clientes, no modo como tratamos nossas famílias, no serviço que prestamos às nossas comunidades, nas histórias que contamos aos nossos filhos na hora de dormir.

Esta perspectiva, esta janela, está sempre lá. Basta estarmos abertos o bastante para vê-la. E ao enxergá-la o mundo será, realmente, extraordinário.

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Dewitt Jones é fotógrafo chefe da national Geographic Society.

UM DADO IMPORTANTE SOBRE A TENDÊNCIA DA APRENDIZAGEM



ABRAHAM SHAPIRO

Ao longo do curso da história, há duas tendências relativas à aprendizagem. Uma é o aumento da expectativa de vida. A outra é a freqüência de mudanças tecnológicas, econômicas, sociais e políticas.

À medida que a longevidade aumenta, assim também o faz a freqüência de mudanças. As implicações disso são:

  • A educação não mais se constitui um empreendimento de nossos anos mais jovens a ser aplicado na idade adulta. A aprendizagem, forçosamente, é por toda a vida.

  • A educação não mais consiste em um único conjunto de lições que perdura por gerações. As lições mudam continuamente em nossos tempos de vida individuais.

  • Nossas escolas devem dar foco à liderança. Devem educar os estudantes para aprenderem a aprender. Isso nem de perto é a mesma coisa que ensinar.

  • Nossas organizações devem se tornar centros de aprendizagem vitalícia. Temos que repensar radicalmente a idéia de aprendizagem prática no trabalho.

  • Organizações desprovidas de sistemas de aprendizagem contínua estão, provavelmente, fadadas à obsolescência.
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    Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

MAS QUEM, AFINAL, É ESTE TAL DE MIGUEL?

ABRAHAM SHAPIRO

Você faz idéia do que é a diferença de percepção das pessoas? Qual a influência das percepções de todos os que nos rodeiam sobre nossas inferências? Quanto as usamos para calibrar nossas próprias percepções? Abaixo há uma série de relatos de um episódio da vida de "Miguel", um personagem fictício criado para responder a estas perguntas. Cada fala foi feita por alguma pessoa que teve contato com ele ao longo de um período e que emitiu uma descrição sobre ele. São fatos ocorridos durante um dia de sua vida.

Tente definir quem é Miguel. Primeiro, use os relatos das pessoas e veja a quais traços você consegue chegar. Depois, conheça Miguel por ele mesmo. Faça, então, uma comparação entre o que você conseguiu concluir através dos relatos e do que adveio da própria fala de Miguel.


RELATO Nº1 - Da mãe de Miguel

Miguel levantou-se correndo, não quis tomar café e nem olhou para o bolo que eu havia feito especialmente pare ele. Só apanhou uma pasta onde estavam suas anotações. Não quis nem colocar o cachecol que eu lhe dei. Disse que tinha pressa e reagiu com impaciência a meus pedidos para se alimentar e abrigar-se direito.

Ele continua sendo uma criança que precisa de compreensão, pois nem reconhece o que é bom para si mesmo.


Após esse relato como você percebe Miguel? Tente defini-lo.


RELATO Nº2 Do garçom da boate

Ontem à noite Miguel chegou aqui acompanhado de uma morena, muito bonita, por sinal. Mas não deu a mínima para ela. Logo que entrou uma loura, trajando um vestido colante, ele me chamou e queria saber quem era ela. Como eu não a conhecia, ele não teve dúvidas: levantou-se e foi à mesa falar com ela.

Eu disfarcei, mas pude ouvir que ele marcava um encontro às 9 da manhã bem nas barbas do acompanhante dela. Sujeito peitudo esse!


Após esse relato como você percebe Miguel? Tente defini-lo.


RELATO Nº3 Do motorista de táxi

Hoje de manhã, apanhei um cliente. Não fui com o jeito dele, não. Estava de cara amarrada, seco, não queria saber de conversa. Tentei falar sobre futebol, política, sobre trânsito e ele se desfazia de mim não pronunciando uma palavra sequer.

Desconfio que ele seja um subversivo ou até terrorista, afinal, há tantos bandidos por aí, desses que a polícia anda procurando. Temi que ele pudesse até ser um assaltante de motoristas de táxi. Aposto que anda armando. Fiquei louco para me livrar dele o quanto antes. Êta sujeitinho estranho
.

Após esse relato como você percebe Miguel? Tente defini-lo.


RELATO Nº4 Do zelador do edifício

Esse Miguel não é certo da bola, não! Às vezes cumprimenta, às vezes finge que não vê ninguém. Não há quem entenda as conversas dele. É parecido com um amigo meu que enlouqueceu.

Hoje de manhã, por exemplo, ele chegou falando sozinho. Eu dei bom dia e ele me olhou com um olhar estranho e disse que tudo no mundo é relativo, que as palavras não são iguais para todos e as pessoas também não são. Deu um puxão na minha gola e apontou para uma senhora que passava. Disse, também, que quando pintava um quadro, aquilo, sim, é que era a realidade. Dava risadas e mais risadas... Esse cara é um lunático!


Após esse relato como você percebe Miguel? Tente defini-lo.


RELATO Nº5 Da faxineira

Ele anda sempre com um ar misterioso. Os quadros que ele pinta, eu não consigo entender. Quando ele chegou, na manhã de ontem, me olhou meio enviesado.

Tive um mau pressentimento como se fosse acontecer alguma coisa ruim. Pouco depois chegou uma moça loura, desconhecida. Ela me perguntou onde ele estava e eu disse. Daí a pouco ouvi ela gritar e acudi correndo. Abri a porta de supetão e ele estava com uma cara furiosa olhando para ela cheio de ódio. Ela estava jogada no divã. No chão tinha uma faca. Eu saí gritando: Assassino! Assassino!

Após esse relato como você percebe Miguel? Tente defini-lo.


O Relato do próprio Miguel sobre o ocorrido nesse dia

Meu nome é Miguel. Eu me dedico à pintura, de corpo e alma. O resto, para mim não tem qualquer importância.

Sou solteiro e vivo em casa de meus pais. Minha mãe é uma super-mãe. Trata de mim como se eu ainda fosse uma criança. Mesmo em dias quentes, acha que vou ficar gripado se não me agasalhar do modo como ela quer. E tem mais. Se eu for comer tudo que ela faz especialmente para mim, em poucos dias vou passar dos cem quilos.

Há meses que eu quero pintar uma Madona do século XX, mas não encontro uma modelo adequada que encarne beleza, pureza e sofrimento que eu desejo retratar através de minha arte.

Na véspera daquele dia, uma amiga me telefonou dizendo que tinha encontrado a modelo que eu procurava e propôs que nos encontrássemos na boate. Eu estava ansioso para vê-la. Quando ela chegou fiquei fascinado; era exatamente o modelo artístico que eu queria. Não tive dúvidas. Já que o garçom não a conhecia, fui até a mesa dela, apresentei-me e propus a ela posar para mim. Ela aceitou e marcamos um encontro no meu ateliê às 9 horas da manhã.

Naquele dia, eu não pude tomar café, de tão afobado e ansioso que estava. Tomei um táxi e, já dentro do carro comecei a fazer um esboço, pensando nos ângulos da figura, no jogo de luz e sombra, na textura, nos matizes... Nem notei que o motorista falava comigo.

Chegando ao edifício onde fica meu ateliê, eu falava baixinho comigo mesmo. O zelador falou-me algo, mas nem prestei atenção. Aí, eu perguntei: o que foi? E ele disse: bom-dia! Nada mais do que bom-dia. Ele não sabia o que aquele dia significava para mim. Sonhos, fantasias e aspirações... tudo iria se tornar real, enfim, com a execução daquele quadro. Eu tentei explicar para ele que a verdade é um conceito relativo e que cada pessoa vê a outra à sua própria maneira. Ele me chamou de lunático. Eu dei uma risada e disse: está aí a prova do que eu disse. O lunático que você vê em mim, não existe.

Já dentro do prédio, dei de cara com aquela velha mexeriqueira, a faxineira do edifício. Entrei no ateliê e comecei a preparar a tela e as tintas. Foi quando minha tão sonhada modelo chegou. Estava com o mesmo vestido da véspera e explicou que passara a noite em claro numa festa. Eu pedi a ela que sentasse no lugar indicado e que olhasse para o alto, que imaginasse inocência, sofrimento... e que... Aí ela me enlaçou o pescoço com os braços e disse que eu era muito simpático. Eu afastei-a de mim e perguntei se ela tinha bebido. Ela disse que sim, que a festa estava ótima, que foi pena eu não ter estado lá e que pensou em mim todo o tempo. Enfim, ela confessou estar gostando de mim. Quando ela me enlaçou de novo eu a empurrei e ela caiu no divã. Neste momento, ela gritou. Num piscar de olhos, a faxineira entrou e saiu berrando: Assassino! Assassino!

A loira levantou-se e foi embora. Antes chamou-me de idiota. Eu suspirei ao ver que tudo estava perdido e que não conseguiria realizar meu grande sonho. Foi então que eu lamentei: Ah, minha Madona!
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473