19 de nov. de 2013

INDICAÇÃO DE LIVRO DE HÁBITOS DE CONSUMO

ABRAHAM SHAPIRO


A Anita Galhardo é nossa ouvinte assídua pela CBN e enviou um e-mail solicitando uma dica de livro sobre Hábitos de Consumo.
Um dos bons livros que já li nessa área tem por título: “Vamos às Compras: a Ciência do Consumo e A Magia dos Shoppings”. O autor é o grande especialista Pacco Underhill.
Selecionei alguns pontos curiosos que darão água na boca dos nossos leitores:
Vamos lá:
- 60% dos homens que experimentam uma calça jeans compram o produto. No caso das mulheres, a porcentagem é de apenas 25%.
- Quanto maior a velocidade na qual um consumidor caminha, menor sua visão periférica e menor a atenção dispensada aos sinais visuais. Esse fenômeno, combinado com a necessidade de contar com alguns segundos para reduzir a velocidade dos passos, permite chegar à seguinte conclusão: não convém abrir uma loja ao lado de um banco. Os consumidores aceleram o ritmo quando passam em frente ao estabelecimento bancário porque não há nada para ser visto e, quando reduzem a velocidade da caminhada, já passaram pela loja vizinha ao banco.
- Ao entrar em uma loja, o consumidor leva entre 5 e 15 passos para reduzir a velocidade e se acostumar com a iluminação interna. Underhill recomenda não exibir na entrada os itens mais valiosos.
- A probabilidade de uma mulher comprar o produto que examina é inversamente proporcional à possibilidade de que, nesse momento, alguém esbarre nela. Se isso ocorrer, a reação da cliente será a de dar meia-volta e ir embora. Qual a moral da história? Não se devem situar em um corredor estreito os produtos femininos que exigem avaliação mais detalhada.
E então? O que achou? Ao ler o livro você verá um mundo de boas informações práticas que poderão ajudar muito.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

18 de nov. de 2013

VOCÊ CONSEGUE TER FOCO?

ABRAHAM SHAPIRO

Focalizar a visão é um exercício. Difícil, aliás.
Não estranhe, pois a nossa natureza faz que vejamos tudo como um quadro gigantesco no primeiro instante. Nossa visão é sempre ampla demais. Por isso, a atenção que escolhemos dar para um ponto específico deste grande cenário é o que se chama ‘foco’.
Hoje em dia, a capacidade de focalizar tornou-se uma necessidade. E vou repetir: não é fácil focar.
Sem foco, tendemos a ficar confusos já que a amplitude genérica dos cenários impõe um risco de perda de rumo. A nossa potencialidade se dissipa. Talvez isso explique o porquê de tantas pessoas carecerem de realização no mundo.
Somos bombardeados a cada segundo por imensas quantidades de informação que chegam através dos nossos cinco sentidos. O cérebro processa todas elas. Depois as filtra. O que é do nosso interesse fica retido. O restante é praticamente eliminado.  O que determina essa filtragem? Os nossos interesses, experiências, cultura, modo como fomos criados, valores e princípios.
Uma pessoa interessada por sexo, por exemplo, quando exposta a qualquer cenário, irá reter o máximo de percepções relacionadas a sexo. Tudo o mais será tido como “lixo descartável” por seu cérebro.
Só para o seu conhecimento, dos quatrocentos bilhões de bits de informações que o nosso cérebro capta e processa por segundo, somente dois mil ficam disponíveis –  ou seja, cinco milionésimos por cento. O restante é efetivamente ‘lixo’.
Pense um pouco na riqueza desse lixo. Ele contém grandes e excelentes oportunidades. E elas só não serão aproveitadas porque não temos foco sobre elas!
Melhorar a nossa capacidade de foco é um grande segredo para conseguir eficiência. Como se chega a isso? Estudando, adquirindo novos conhecimentos e experiências, e acima de tudo: questionando as nossas crenças e pressupostos. Esta é a ginástica recomendada.
Tais como um tesouro enterrado embaixo da cama, assim são as visões da vida sobre as quais não tivemos foco. Estão lá, enquanto passamos fome. As oportunidades contidas em cada uma delas se foram... só por não termos sido capazes de dar o “zoom” necessário.
Sempre há uma imensidão de opções para escolhermos. Estamos diante de todas elas. Todo o tempo. Se ainda não as alcançamos, há tempo de olhar e decidir focalizar sobre aquilo que realmente fará diferença para nós...  e nos fará melhores do que hoje somos, apesar de todos os esforços!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

17 de nov. de 2013

EXAME DESTA QUINZENA


Atenção, amigos... 
Funcionários subordinados a patrões ou chefes carrascos, centralizadores e/ou despóticos, vejam isto com muita atenção:
A revista Exame desta quinzena traz uma matéria sobre o estilo paranoico de gestão de Benjamin Steinbruch, presidente da CSN, que lhes fará sentirem-se no paraíso. 
Leiam e revalidem a vida que têm hoje. Assim, talvez, vocês afastem de si o desânimo e consigam dar um novo sentido ao seu Ano Novo.

15 de nov. de 2013

WORKSHOP PARA HERDEIROS E SUCESSORES











UMA DEFINIÇÃO FASCINANTE DE EQUIPE

ABRAHAM SHAPIRO


Eu sempre defini equipe como um grupo de pessoas que atuam com o mesmo objetivo. Mas ao ler um livro sobre gestão, dia desses, conheci uma definição maravilhosa. Ei-la: “Equipe é um grupo de pessoas que precisam umas das outras para agir”. Não é perfeita?
A ideia de equipe me agrada muito. Principalmente frente à visão das metas empresariais. Sim, porque as equipes são as unidades-chave dentro de toda organização.
As decisões mais importante são tomadas em equipe.
O futebol precisa de equipe. Voos espaciais também. Trapezistas num circo, idem. A lista é tão grande quanto são as atividades humanas.
Eu creio na força de um grupo que se desenvolve até tornar-se uma equipe. Juntos!!! O que é preciso para isto? Aprendizagem.
A motivação para a aprendizagem é o alinhamento entre as pessoas. Sem alinhamento nada de prático acontece. Alinhamento é o ato ou efeito de pôr-se na mesma linha uns com os outros. É a equiparação dos valores entre pessoas. Portanto, existirá equipe se e somente se houver alinhamento entre as pessoas.
Veja daí a importância do alinhamento pois é o que proporciona sinergia, evitando o desperdício de força. Grupos pouco ou não alinhados trabalham muito e realizam pouco ou nada. Dissipam energia.
Empresas pouco alinhadas perdem tanta energia que são, por isso, ineficientes e improdutivas. Isto será percebido no balanço. É simples observar este fato: é quando as decisões são tomadas somente com base em interesses parciais.
Finalmente, a mais significativa atitude possível de ser tomada por um líder em sua empresa é criar condições para a aprendizagem contínua.  Aprendizagem em equipe é o fator que mais pesa na produção de resultados concretos. E uma vez que uma equipe produza resultados positivos em qualquer ambiente, ela irá influenciar outras a se mobilizarem do mesmo modo. Aí está o que se chama “moto perpétuo da prosperidade”!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

14 de nov. de 2013

NEM PARA OS MÁGICOS O SUCESSO É FÁCIL!

ABRAHAM SHAPIRO

Francamente, há receitas prontas demais sobre o que fazer ou não na condução de um negócio. Empresas não são como comida congelada, tipo: “basta levar ao forno e pronto!”. É só ver o número de negócios que sucumbem ano após ano!
Qual é o problema, então?
Até o mais fraco dos que se sentam numa mesa de cartas tem que conhecer as regras do jogo. Nos negócios devia imperar este mesmo padrão. Mas não é assim!
Pessoas empatam muito dinheiro em novas empresas, às vezes suas economias de anos de vida, confiantes na oportunidade que acreditam ver, mas nem cogitam em se preparar  para isso. Elas investem em bons projetos, mas ignoram – ou imaginam que conhecem – os temas que têm poder de ajudá-las a atingir resultados, como: técnicas de compra e venda, gestão de pessoas, contabilidade, finanças e outros. 
Sonhar não basta. É bom, mas não resolve!
Prosperidade empresarial não é um coelho que sai da cartola de um mágico. E nem loteria!
Se os seus negócios não vão bem, o que fazer?
Primeiro: busque capacitação. E que seja boa. Completa, se possível.
Segundo: não desista! Continue a fazer o que você faz. Mude, sim, a maneira de fazê-lo. Não cometa o engano de mudar de negócio agora que você sabe melhor como fazê-lo do que quando começou. Averigue bem. O problema nem sempre está no negócio que você escolheu, mas na forma de conduzi-lo,  na gestão, no relacionamento com clientes, na organização, etc.
Você percebe agora?
O meu rabino me ensinou algo que servirá como uma luva confortável: “Quando você desistir da obsessão de alcançar algo, estará no caminho certo para alcançá-lo”. Quem deseja demais dinheiro, vê dinheiro fugir de si. Quem está fanático pelo sucesso, nunca o alcançará.
Não faz sentido algum continuar nutrindo a crença de que o seu negócio é ditado pela sorte, pela falta dela ou pelo mapa astrológico do dia. Sempre que você convencer-se de que é importante fazer algo, tente, tente mais um pouco, e depois mais ainda. Insista, sabendo que qualquer sucesso repentino levou pelo menos quinze anos para acontecer.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

13 de nov. de 2013

WORKSHOP PARA HERDEIROS E SUCESSORES

ABRAHAM SHAPIRO

Ao me deparar tantas vezes, ao longo da minha vida, com a triste realidade da extinção de várias empresas familiares... algumas delas com negócios promissores, mas carentes de gestão competente,  nasceu em mim a paixão pela orientação a herdeiros e potenciais sucessores.
Com a ajuda de Deus e esforço em estudo e análise, tenho tido sucesso em várias situações e fracassos em outras. Do que depende esse sucesso?
1.       Depende da pré-disposição do pai em conceder o benefício da dúvida ao filho para que ele evolua na compreensão dos negócios.
2.       Depende da vontade do jovem sucessor em estudar e aprender o lado prático do negócio, pondo a mão na massa para se desenvolver
3.       Depende também do preparo psicológico do pai e do filho para levarem seu relacionamento com respeito e diálogo.
Chegando ao final de mais um ano, vejo ser hora de inspirar os jovens herdeiros do Norte do Paraná a fazerem um planejamento pessoal que envolva os negócios de sua família.
Desejo ajuda-los a entender que, mesmo que não se direcionem à sucessão de seus pais, eles precisam ser capazes de avaliar resultados, desempenho e necessidades dos negócios que herdarão a fim de não se transformar em mais um daqueles que queimam rapidamente o que os antepassados levaram décadas para juntar.
Eu estou promovendo um workshop em Londrina, no dia 29 de novembro, especialmente para filhos de empresários. Lá, eles aprenderão os conceitos básicos de sucessão e, depois, ouvirão o testemunho de jovens que já estão vivendo experiências nos negócios de suas famílias junto de outros que já sucederam seus pais.
Nesta vida tudo depende de amor e de conhecimento... Sem isto,  nada sobrevive. Tenho esperança de ensinar estes jovens a valorizar o trabalho daqueles que lutaram antes deles, e, caso desejem, a conquistar sua parte nessa história com esforço e empreendedorismo.
Todas as informações obre este evento você encontra pelo fone 3324 9666 ou pelo site: www.circuitofamiliaempresaria.com.br
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

12 de nov. de 2013

DESTRUINDO UM BOM NEGÓCIO

ABRAHAM SHAPIRO

Quero promover uma campanha para acabar com a mentalidade de departamento dentro das empresas – essa mentalidade que faz as pessoas pensarem que estando tudo ok com sua parte, o resto é problema dos outros.
Errado. Este modelo mental é como um barco com um rombo enorme no casco.
Se quisermos aperfeiçoar a eficiência e a eficácia da empresa, precisamos criar  serviços profissionais em todos os setores – do projeto à expedição, da venda ao pós-venda. Estou falando de desenvolver serviços agressivos, empreendedores, criativos, que considerem a satisfação do cliente e sua experiência memorável de consumo como o ponto máximo dos resultados buscados.
Vamos parar de usar o termo “aperfeiçoamento” em qualquer área. Não cabe aperfeiçoar o que já está morto. Sugiro outras palavras: “transformar”, “ressuscitar”.
Tem aí um bar na cidade que era um lugar querido e procurado por todos. O dono enriqueceu e investiu em instalações físicas das mais caras. Mas seu atendimento regrediu a uma nota próxima de “zero”.
Muitos reclamaram. E sabe o que ele fez? Ficou revoltado, porque é incapaz de admitir suas deficiências. Quase todo mundo que passou recentemente por seu estabelecimento comercial, já prometem não voltar mais. Inclusive turistas.
Este modelo de negócio carece de renascimento. Mas o dono não está apto a levar adiante este processo. O cenário em que ele meteu a empresa comprova sua incompetência. Ele se especializou em criar boas desculpas para justificar seus erros sistemáticos.   E os clientes? Estão indo embora.
Qualquer negócio exige talento. Talento como atributo dos audaciosos, destemidos, que desejam entrar para a história como agentes de mudanças reais.
Aquele empresário está preocupado com a aparência de sua empresa, mas esquece-se da essência –  o bem estar do cliente e sua experiência de consumo. Isso o coloca literalmente fora de contexto. Ele nada sabe sobre a batalha da concorrência. Nada entende sobre como os negócios são feitos, hoje.
É uma pena, pois, minhas palavras são a profecia de morte de uma empresa promissora.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

11 de nov. de 2013

VER ALÉM DO MURO

ABRAHAM SHAPIRO

Dois homens estavam internados num pequeno quarto de um hospital. Havia uma janela neste quarto que dava para o lado de fora.
Um deles tinha permissão para sentar-se por uma hora durante as tardes. Sua cama ficava ao lado da janela. O outro tinha que passar o tempo deitado e imobilizado.
Todas as tardes, quando o primeiro se sentava, passava o tempo dizendo em voz alta o que via lá fora. O outro esperava ansiosamente por este momento pois ouvia a descrição de um parque onde havia um lago com cisnes, crianças atirando pipoca para as aves e jovens namorados caminhando entre árvores e flores. Ele ouvia o companheiro e se deliciava. Era uma verdadeira fonte de ânimo e esperança.
Os dias se passaram e a saúde do fulano que se sentava à cama se agravou. Ele faleceu.
Logo que pareceu apropriado, o outro pediu aos enfermeiros que o colocassem na cama junto à janela pois seria maravilhoso poder ver com os próprios olhos o que até então só imaginava.
Apoiando-se com dificuldade sobre o cotovelo e sentindo muita dor, conseguiu enfim olhar através da janela. Sua surpresa foi estonteante. Ele constatou que havia apenas uma parede de tijolos e nada mais – nem lago, nem crianças, nem cisnes.
Foi então que conectou-se à fabulosa lição que o colega de quarto lhe deixara.
A vida é aquilo em que nós a tornamos. Os fatos são sempre objetivos. Mas o significado de cada um depende da nossa interpretação.
Neste momento, quantas indivíduos encaram sua vida ou empresa como um inferno, quando outros desejariam estar em seu lugar para construir algo útil e lucrativo?
Afora da janela daquele quarto de hospital havia uma parede, sim. Mas o falecido paciente criava descrições daquilo que ele era capaz de ver além da parede. Assim, gerava para si e para o colega pensamentos fortes e positivos.
Todos nós temos direito à visão que se esconde por detrás dos muros da vida. Mas para que as tenhamos é preciso o esforço da alegria e do contentamento.  Sem isso, somos pobres e cegos  para sempre!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

8 de nov. de 2013

DE QUEM É A CULPA?

ABRAHAM SHAPIRO


Diz a lenda que, prestes a assumir o comando do Partido Comunista da União Soviética, Leonid Brejnev recebeu três envelopes do seu antecessor, Nikita Kruschev.  A recomendação foi que ele abrisse um a cada crise que viesse.
Um tempo depois, lá veio a primeira. Brejnev abriu o envelope número 1, e deparou-se com a seguinte mensagem: “Bote a culpa em mim”.
Após alguns anos, veio mais um dissabor nacional. O segundo envelope foi rasgado, e a mensagem dizia: “Bote a culpa em mim de novo.”
Não tardou a vir outra ameaça à gestão de Brejnev, e uma vez mais ele teve de lançar mão da sapiência contida nos recados de Kruschev. E o que dizia a última mensagem? “Prepare três envelopes”.
Atitude desprezível e baixa é pôr a sua culpa nas costas dos outros, apesar disso não ser nada vergonhoso para muitos políticos. Mas a vida corporativa situa-se no lado oposto. Ela requer ética.
A regra básica é: não se preocupe com quem você elogia. Porém, cuide ardorosamente de sobre quem você atira a sua culpa.  Só assim um gestor pode tornar-se líder.
Você e eu podemos cair muitas vezes. Mas isto só será um fracasso verdadeiro  se dissermos que outra pessoa nos empurrou quando isso não ocorreu.
Nesta base, quem erra e se justifica com desculpas comete duplo erro. Assim é que a raposa diz ter sido a armadilha que a apanhou. Ela jamais admitiria ter sido desatenta ou imprudente.
Desculpa é o recurso dos fracos e incompetentes. Não há computador no mundo capaz de armazenar todas as desculpas que são dadas a cada instante.
E você? Assume os seus próprios erros e os supera, ou opta pela  fuga desonrosa? Você fará o que diz a mensagem do primeiro ou o segundo envelope de Kruschev?
Eu espero, sinceramente, que o seu sucessor tenha razões bastantes para orgulhar-se de você, e exemplos de sobra a seguir de cada uma das atitudes que você desempenhou.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

7 de nov. de 2013

A QUESTÃO DA PRODUTIVIDADE

ABRAHAM SHAPIRO

A revista Veja trouxe, há poucos dias, um editorial importante sobre o posicionamento macroeconômico nacional, afirmando que “se fosse preciso resumir em uma explicação o motivo de sucesso material duradouro e sustentável de um país, a produtividade seria o indicador ideal para isso”. E prossegue dizendo que: “do ponto de vista estritamente técnico, produtividade é fazer mais com menos, e que isso não é tão simples quanto aparenta ser. Um país com PIB em alta, mas com baixa produtividade terá, em pouco tempo, um encontro marcado com a inflação ou a estagnação”
Eu mesmo tenho tratado, há meses, da dificuldade com que a indústria nacional convive com seus baixos índices de produtividade. Há uma carência enorme de investimentos nessa área.
A questão é, realmente, delicada e merece ser abstraída do nível macro para o microeconômico, pois a correlação é direta.
Quando a receita de uma empresa cresce por efeito do aumento das vendas, há que se cuidar para que não se iluda com os números pura e simplesmente. Se o quadro de funcionários tiver de crescer devido à baixa capacitação dos funcionários atuais em darem conta de maior produção, isto é um sinal gritante de que a produtividade está comprometida. As novas contratações elevarão os custos em razão direta. E o que será feito desse custo? O pensamento número um é “repassá-lo ao preço final”. Mas quando o cliente detectar aumento nos preços, deixará de comprar desta empresa, preferindo marcas que, mais produtivas, não fizeram aumento de preços.
Isso causará perda de mercado, diminuindo a escala de produção da empresa. Produzindo menos, os custos tenderão a aumentar ainda mais. Está implantado o ciclo da desgraça.
Anote aí: produtividade é fazer mais com menos. Não se trata de simplesmente diminuir despesas de cafezinho ou papel higiênico. Mas de investir com inteligência, com planejamento e organização.
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6 de nov. de 2013

COMO MUDAR O FUTURO

ABRAHAM SHAPIRO

Certa vez alguém me disse que “para agir, o ser humano deve se ver como protagonista de seu destino, e não como vítima das circunstâncias”.
O que fomos no passado trouxe-nos até o presente e projeta um futuro que poderá ser satisfatório ou não. O que fazer quando olhamos para este futuro prevendo que os resultados não serão bons?
A atitude recomendada e correta consiste em imprimir um esforço sobre a nossa situação atual a fim de que a nossa trajetória mude, e possamos, assim, atingir um novo e mais qualificado objetivo amanhã, com outro significado e valor.
Refiro-me a “aplicar energia” no presente para mudar a marcha imposta pelo passado, quebrando a inércia. Só deste modo poderemos atingir um alvo superior no futuro.
Digamos que a sua empresa não esteja alcançando resultados. Existe desorganização interna, falta disciplina no seu comportamento e no dos seus gestores, o sistema carece de planejamento. Parece um status caótico, não?  Desde que você invista uma quantidade de energia hoje e comece a estabelecer critérios e procedimentos de organização e clareza crescentes, este passo a passo ininterrupto irá inspirar os membros da equipe. Eles passarão a lutar juntos de você, e assim, o curso “natural” dos fatos e o futuro projetado pelos seus negócios será outro, provavelmente melhor e superior.
É claro que demandará recursos financeiros e, mais importante, recursos humanos também. Um dos obstáculos mentais que talvez você possa encontrar é o de que todo mundo tem mais coisas para fazer do que tempo para executá-las. No entanto, eu tenho certeza de que as suas intenções de melhoria são bem maiores e poderosas do que os recursos disponíveis para leva-las a cabo. Aí está o famoso dilema dos desejos ilimitados ante recursos limitados. Não há problema. Basta avaliar, a cada passo, quais são as opções “rentáveis” e concentrar sobre elas os seus esforços. Sempre dará certo quando existe alinhamento de ideias, posso garantir. É o que tenho visto em todas as empresas sérias que se abrem para a consciência de que precisam mudar para melhor, e assim prosseguir melhorando.
Na prática, por hora, contrate um conselheiro pessoal – alguém que lhe ajude a discernir e planejar novas visões para os seus negócios. Em pouco tempo você verá quão favorável é a relação custo/benefício desta atitude.
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5 de nov. de 2013

AUTOESTIMA NA HORA DA SELEÇÃO DE PESSOAS

ABRAHAM SHAPIRO

Um jeito simples de definir a autoestima é “como a gente se vê, e se a gente gosta ou não do que vê”.
Num processo de seleção de pessoas verificar a autoestima é importante. Sim, pois, a capacidade de decidir rápido e a habilidade de criar e manter relacionamentos são apenas duas das muitas vantagens que resultam da boa visão de si mesmo. E qualquer negócio depende disso.
Como reconhecer – de modo grosseiro e rápido – o estado da autoestima de uma pessoa?
Ao solicitar que fale sobre si mesma, caso a autoestima for baixa, ela levará um longo tempo. Às vezes, ela poderá demonstrar até um certo embaraço. Não será por inteligência e nem por prudência em pensar na melhor resposta. É hesitação mesmo. E além dessa lentidão e dificuldade em falar de si, ela não será convincente, podendo até contradizer-se em alguns pontos.
Mas peça que ela fale de outra pessoa.  O indivíduo com baixa autoestima irá responder com agilidade, rapidez e assertividade.
Já a pessoa com alta autoestima é segura ao falar de si. Ela pontuará seus pontos fortes e fracos sem nenhuma barreira verbal ou mental.
Sabe por que a autoestima baixa faz a pessoa indecisa quando é o centro da análise? Primeiro,  ela tem péssimo conhecimento de si mesma. Ela acha que os outros é que são bons, não ela. Seu tempo é dedicado a observar alguém para imitá-lo em vez de procurar descobrir suas próprias capacidades.
E como não bastasse, as pessoas com baixa autoestima são preocupadas com o que os outros pensam delas e com o como as julgam. Elas tremem de medo em ser "socialmente condenadas” por qualquer razão: pela roupa, pelo carro, pelos lugares que frequentam. Daí serem neutras e receosas ao falar de si.
Você quer gente que se sente livre e despojada na sua equipe de trabalho? Contrate os que gostam primeiramente de si. Depois, treine suas competências e trabalhe para que se unam em torno do mesmo objetivo. Aí estará um time de campeões.
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4 de nov. de 2013

VOCÊ NÃO É O REI

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 04 de Novembro de 2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


Você tem uma empresa? Então você é empreendedor de um negócio. Parabéns!
Prepare-se agora para uma pergunta que talvez ninguém tenha feito: “Você pensa do modo ‘empresa’ ou do modo ‘pessoa’? Deixe-me explicar: você encara o movimento do caixa, por exemplo, como o ‘seu dinheiro’ ou como ‘recursos da empresa’? Você interpreta as várias situações do dia a dia como problemas seus ou do negócio?
Isso é mais importante do que você imagina ou é capaz de calcular.
Sabe com que me inspiro para questioná-lo? Quantas vezes eu ouço empresários responderem a demandas negociais através da expressão: “Assim você me mata”, ou “Com isso você me quebra!”
 “Me mata?”. “Me quebra?”
Estas são falas de quem se confunde com a empresa. E está errado!
Uma empresa é uma entidade que se faz com capital, estrutura física e pessoas. Se ela foi criada por você, poderá prosseguir existindo após a sua morte! (... Que seja aos 120 anos!)
Cada funcionário que a compõe tem que estar apto a decidir, e ser treinado para responder por suas decisões. Deve saber como agir respeitando a ética, a lei e os limites de viabilidade econômico-financeira do negócio como um todo.
Ninguém pode pretender concentrar  as decisões todas em suas próprias mãos, sob pena de enlouquecer. Além do que, negócio algum é fácil. Poderia ser simples. Mas as pessoas complicam.
O empreendedor prudente e sábio sairá em busca de pessoas capacitadas a decidir junto dele e liderá-las mostrando o rumo para a realização das necessidades da organização.
No lado oposto, encontra-se aquele que traz para si as decisões não só por um ponto de vista equivocado do que é administrar, mas por ser um vício adquirido. Se este é o seu caso, separe a sua autovisão da imagem da sua empresa. A empresa não é você, e você não é a empresa, assim como Louis XIV, o rei absoluto, não era a França quando disse: “O estado sou eu”.
Funcionários competentes e responsáveis podem custar caro. Mas se pagam. E farão bem para a sua saúde e mente.
Pratique o conselho de ouro: "Construa uma empresa ao lado de outros bons construtores, e todos se sentirão parceiros em levar adiante sua continuidade".
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

1 de nov. de 2013

O QUE FAZ UM GESTOR

ABRAHAM SHAPIRO

O papel do gestor, em qualquer empresa, consiste em conhecer os objetivos de sua direção, e agir em conformidade ao seguinte algoritmo:
1.      Planejar sua implantação junto de sua equipe,
2.   Organizar a implantação em termos de recursos, cronograma e capacitação dos membros de sua equipe
3.     Depois de implantado, controlar o desempenho, os rumos tomados e os detalhes, corrigindo falhas até a completa realização desses objetivos à risca.
Não pode e não deve haver dúvida alguma de que os interesses centrais da empresa são ditados por sua direção. Tão logo o gerente se confunda a esse respeito e, em lugar disso comece a defender interesses de funcionários ou de terceiros, ele perdeu seu papel. Deve ser reciclado em sua função original ou sumariamente cortado!
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O PODER BOMBÁSTICO DE UMA BOA HISTÓRIA

ABRAHAM SHAPIRO

Não há outro modo mais poderoso de comunicar e ensinar um valor do que através do exemplo. Sem dúvida. O segundo melhor é por meio de uma história atraente, forte, sábia e que se fixe na mente dos que a ouvirem.
Por exemplo. Apenas dizer: “Nós valorizamos a sinceridade”, não tem efeito. As pessoas ouvirão isso e não terão a concreta visão dessa afirmativa. Mas se você contar a história de um ex-funcionário que ao esconder um erro seu causou um prejuízo irreversível para a empresa, as pessoas concluirão por si que teria sido melhor que ele tivesse sido franco a respeito. A história terá conseguido isso!
No geral, hoje em dia as pessoas estão enjoadas do excesso de informação. Elas já acham que há conversa demais, fatos demais e abundantes palavras inúteis em todas as mídias. Elas preferem as ideias objetivas, aquelas que ensinam muito com poucas palavras.
Nessa direção, a imagem é algo poderoso. E toda boa história constrói uma boa imagem.
Além de tudo, existe um atrativo na inspiração. Quando há inspiração, as pessoas tendem a ser mais humanas e parceiras porque isso mexe com suas crenças centrais. Uma boa história fortalece a crença das pessoas e desperta a confiança nelas. Aliás, o método mais genuíno de influenciar pessoas não consiste em conseguir que elas façam o que você quer, mas o que elas acreditam que devem fazer. Uma vez que ouçam uma história inspiradora, elas a tomarão para si como uma crença sua. Valerá mais do que mil sermões, mil promessas ou aulas.
Quando a sua história for boa o suficiente, as pessoas saberão que podem crer em você.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

31 de out. de 2013

O TRABALHO INÚTIL DOS DOIS CAIPIRAS

ABRAHAM SHAPIRO

Um homem caminhava pelo campo quando avistou dois camponeses que davam duro debaixo do um sol escaldante de verão. Ao aproximar-se, observou que eles faziam algo um tanto esquisito. O primeiro abria um buraco na terra e imediatamente o outro o tapava. Então, ambos davam juntos um passo calculado, e repetiam a tarefa.
Não entendendo qual seria o propósito daquele exaustivo procedimento, o homem perguntou-lhes no que consistia seu trabalho. O que empunhava a enxada respondeu:
- “Sabe o que é, sinhô? Eu sou o Jão e esse aqui é o Tonho. Nóis trabalhamo em trêis, todo dia. Mas hoje o Zé ficou doente, e não veio. É ele quem joga a semente dentro de cada cova que eu abro na terra. Como a gente não queria ficar parado, tamo fazendo a nossa parte”.
Todo trabalho sem objetivo é vão.
Qualquer tarefa precisa ser clara e ter uma finalidade. Não sendo e não tendo, as pessoas não enxergarão razão em seu desempenho. E será inútil.
Do que depende qualquer realização profissional? Não da atividade em si, mas de “como” ela é feita e da parcela de esforço dedicado.
Um empresário de sucesso que empregava um grande número de pessoas disse-me, certa vez: “Se eu tivesse de selecionar um indivíduo tomando por base uma característica pessoal, eu me orientaria por seu amor ao trabalho e pela disposição em aceitar tarefas de modo a executá-las até sua conclusão, sem se importar se isso exigisse que fosse além das horas regulares da jornada. E acrescentou: “Cheguei à conclusão de que os indivíduos que fazem isso são aqueles que entendem completamente o que fazem”.
A prática revela que o valor do trabalho está na intensidade de seu desempenho e no alvo a ser atingido. O status da função ou a posição hierárquica pouco ou nada tem de dignidade ou grandeza. Mas é importante que se saiba que tudo se inicia no treinamento e no estabelecimento dos objetivos. É esta a dívida de todo empregador para com seu empregado!
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

30 de out. de 2013

O QUE RESTA DEPOIS DE CHUTES

ABRAHAM SHAPIRO


Dale Carneghie em seu famoso livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” disse: “Se você quer mel, não chute a colmeia”.
Ele não apenas tinha razão. Dale Carneghie sintetizou nesta simples frase um princípio tão profundo quanto o oceano e tão fantástico quanto o universo infinito no que tange às relações humanas. Quaisquer relações.
“Se você quer mel, não chute a colmeia” não é um pensamento proverbial. É uma regra prática. Uma atitude cujo poder transforma pessoas, lugares e mundos inteiros.
Ao longo da minha vida de trabalho conheci empresários, chefes, encarregados, pais, maridos, esposas e profissionais de todas as áreas que não conseguiam controlar suas emoções e afloravam desequilíbrios mentais como o suor de seus corpos.
Desfaziam-se de pessoas que se esforçavam por bom desempenho. Desprezavam atitudes leais e fiéis de membros de suas equipes ou familiares. Rebaixavam a inteligência de colegas e subordinados e, como desculpa pela expressão pública de suas mazelas, fixavam-se em números aos quais davam o nome de “metas” ou “objetivos”.
A qualquer um que os questionasse, havia uma só resposta: “Estou em busca de resultados, e esse pessoal todo é incompetente”.
É triste presenciar as cenas que eu vi de perto e constatar a nítida humilhação estampada na face daquelas vítimas.
A pergunta revoltante que fica no ar é: “Como estes filhos, funcionários ou parceiros suportam tal nível de desumanidade e desfaçatez?”
Não há resposta plausível. Porém, sabe o que muitos dizem? “Tenho esperança de que ele mude, um dia”; “Ele é meu pai”; “Ela é a mãe dos meus filhos”; “Eu preciso do emprego, tenho família para alimentar”...
A verdade exata e justa a ser dita a qualquer um desses déspotas é uma só: “Se você quer mel, não chute a colmeia”, pois cedo ou tarde, a situação favorável sobre a qual você se arroga irá converter-se em crise. E então, em lugar da doçura de todos com quem você sempre recusou-se a contar, restará apenas a amargura e a dor do veneno das picadas daqueles a quem você chutou.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

29 de out. de 2013

VOCÊ É IMPORTANTE

ABRAHAM SHAPIRO

“Este é um remédio fácil para a autoestima: tornar-se parte de algo importante. Esteja apto a dizer “Nós das Nações Unidas...” ou “Nós físicos...” Quando você pode dizer “Nós, psicólogos, provamos que...” você participa da glória, do prazer e do orgulho de todos psicólogos. Todos nascemos com determinadas necessidades inatas para vivenciar valores mais altos; da mesma forma que nascemos psicologicamente com a necessidade de zinco e magnésio em nossa dieta. Todos os seres humanos têm a necessidade instintiva de altos valores de beleza, verdade e justiça, e assim por diante.
Estas  são palavras do grande psicólogo norte-americano Abraham Maslow.
A tarefa de cada indivíduo é melhorar a si próprio. Todos os esforços ao longo da vida devem servir para isso -  da descoberta do mundo ao autoconhecimento. 
O desempenho de qualquer atividade deve resultar em condições propícias para que o homem se aperfeiçoe e se transforme. É natural no ser humano a necessidade de desenvolvimento e crescimento. E quando, de fato, ele se eleva, o mundo todo se eleva junto dele.
O processo de refinamento interior e melhoria contínua do homem é um componente de importância vital para ele próprio e para a humanidade como um todo, pois, não só garante a continuidade da espécie – sob a ótica da virtude – como também a qualidade da vida futura.
Como acontece este processo?
É sabido que se você toma para si algo importante do mundo, então você se torna tão importante quanto o que introjetou e assimilou. De imediato importa se você pode morrer ou se está doente ou se não pode trabalhar. Surge a responsabilidade de ter de se cuidar, de se respeitar, de descansar na medida certa, de não fumar e não beber muito, de cuidar da família, etc. Você deixa de pensar em coisas sem sentido ou que lhe prejudiquem. O suicídio é algo distante de você – isto seria egoísmo, seria uma perda para o mundo. Você é necessário, útil.
Quando nos vemos construindo uma grande pessoa em nós mesmos, cada detalhe se reveste de significado e importância. Tudo é uma parcela imprescindível desta construção.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473

28 de out. de 2013

INTELIGÊNCIA x TOLICE

Artigo publicado no jornal FOLHA DE LONDRINA, em 28 de Outubro de 2013, na coluna ABRAHAM SHAPIRO, em Empregos e Concursos.


ABRAHAM SHAPIRO


Quantas empresas riquíssimas quebraram por conta de vícios. Quantas por tolices. O Matarazzo é um exemplo de potência familiar que acabou.
Mas e as que se sustentam com inteligência? O Grupo Votorantin segue firme e forte.
Diferenças importantes entre elas: o grupo Matarazzo teve um sucessor imposto. No Votorantin há  um sucessor negociado, estudado, preparado com experiência e provado.
Moral da história: "A decisão da primeira geração reflete frontalmente nas gerações futuras".
De uma vez por todas é preciso entender que o problema da sucessão é essencialmente psicológico, e não jurídico ou tributário. E a solução deste problema começa em discutir com a família e sócios quem poderá assumir o comando da empresa quando o atual dirigente não estiver mais presente.
Pode parecer tétrico, mas morrer é uma arte! Qualquer empresário precisa saber planejar - até sua morte. Planejar a sucessão não significa aposentar a geração que trabalha, mas organizar mecanismos de convivência.
Existem empresas familiares com três gerações atuando: avô, filhos e netos. Os pais mandam os filhos para estudar no exterior. Com isso, eles mesmos  viram um “sanduíche”.  Como? O avô não larga o controle da empresa. O neto já tem 30, 35 anos. Quando o avô morre, é o neto quem assume,  e não seu pai, que já terá por volta de 60 anos. Este é o sanduíche: pai amassado pelo por seu pai e seu filho.
Um empreendedor verdadeiro tem de entender o projeto dos filhos já que ninguém resolve a sucessão da empresa aos 60 ou 70 anos de idade. E os filhos só podem assumir se tiverem vocação.
Ele deve entender que há filhos que querem, mas não podem. E filhos que podem, mas não querem –  gostariam de ser médicos ou músicos, por exemplo. Se o pai é um empreendedor, ele deve preparar o filho, mesmo que ele esteja fora do negócio da família. E se esta possibilidade não existir, o papel do pai será dar ao menos uma canoa para o filho enfrentar o dilúvio.
A experiência mostra que não adianta insistir em casos de contrariedade ou adversidades.
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Abraham Shapiro é consultor e coach. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é "simplicidade". Autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos". E-mail: shapiro@shapiro.com.br Fone: 43. 8814.1473